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segunda-feira, 27 de maio de 2013

Poderia o livro de Jeremias não ser inspirado?

Este pensamento é defendido por alguns eruditos porque o original foi queimado por Jeoaquim

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Imagem: Ilustrativa
O livro de Jeremias é considerado o segundo dos quatro grandes profetas do Antigo Testamento. Seu autor, inspirado pelo Espírito de Deus foi filho de Hilquias, um sacerdote (Jer. 1:1). Seu chamamento se deu antes de nascer (Jer. 1:5). Logo em uma conversa com Deus, este revela ao profeta que o pôs sobre as nações para arrancar e para derrubar, para destruir e para arruinar, para edificar e para plantar (Jer. 1:10). Este corajoso profeta foi chamado para exercer o seu cargo de profeta cerca de 70 anos após a morte de outro grande profeta, Isaías filho de Amós (Is. 1:1). Seu ministério foi exercido durante os reinados de Josias, Joaquim e Zedequias (Jer. 1:2-3).

Este ousado profeta foi contemporâneo dos profetas Sofonias e Habacuque na primeira parte de seu ministério; e também de Daniel na última parte, profetizou antes e durante o exílio, já Ezequiel e Daniel durante tal período. Conforme uma tradição comumente aceita, o rolo de Jeremias foi destruído por Jeoaquim (Cap. 36) e imediatamente reescrito e o restante acrescentado para completar o livro que temos agora. Este profeta deu avisos ao povo de Deus que o resultado de seus pecados de apostasia seria um inevitável cativeiro que estava por vir, o que de fato aconteceu. Jeremias profetizou o desaparecimento de Babilônia, o que sabemos ser um fato totalmente comprovado em nossos dias. Mas mesmo assim, diante de tantos fatos incontestáveis, muitos insistem em dizer que o livro de Jeremias não é um livro inspirado, apenas porque o manuscrito original foi perdido, fato este descrito em Jeremias capítulo 36.

A dúvida dos eruditos seria: "Poderia este manuscrito não ser inspirado, uma vez que o original de Jeremias foi perdido?

De acordo com eruditos evangélicos, apenas os manuscritos (Redigidos pela mão do autor) eram inspirados e sem erro, e não as cópias, uma vez que poderiam ocorrer pequenos erros nelas. Mas, de acordo com esta passagem, o rei destruiu o manuscrito original no fogo.

Quando esses eruditos evangélicos referem-se aos "manuscritos originais" como sendo os únicos totalmente inspirados (os escritos pela mão do autor), não querem excluir o fato de que um autor bíblico possa ter feito uma "segunda edição" com um novo manuscrito original. Nem excluem o fato de que se o original foi destruído, Deus pôde inspirar um outro igual ao anterior. De fato, foi dito a Jeremias: "Toma outro rolo e escreve nele todas as palavras que estavam no original" (v. 28).

Assim, os dois manuscritos foram inspirados, sendo que apenas o primeiro foi destruído, sem deixar cópias. Dessa forma, o segundo é considerado agora o "original". Tecnicamente não deveríamos dizer que apenas os manuscritos originais eram inspirados, mas sim que o texto original é que era inspirado. Por exemplo, uma cópia perfeita (como uma fotocópia) de um manuscrito original é tão inspirada como o manuscrito original. De igual modo, todas as cópias do original, que existem hoje, são igualmente inspiradas, à medida que reproduzem fielmente o manuscrito original.

Deus em sua sabedoria não achou conveniente preservar os manuscritos originais das Escrituras. Alguns creem que se isso tivesse acontecido, os homens teriam feito deles ídolos (cf. II Rs 18:4). Outros declaram que foi este o modo pelo qual se evitou distorções pelos homens, já que, espalhando muitas cópias, isso fez com que se tornasse impossível distorcer todas elas. Seja como for, as cópias que temos são anteriores, mais numerosas e mais precisas do que as de qualquer outro livro do mundo antigo. Elas trazem até nós a verdade do texto original, e as pequenas diferenças não afetam em nada nenhuma das doutrinas que existam na fé cristã.

Bibliografia:
GEISLER, Norman; HOWE, Thomas. Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e "Contradições" da Bíblia. 1ª Ed. São Paulo: Mundo Cristão, 1999.
BOYER, Orlando. Pequena Enciclopédia Bíblica: São Paulo: CPAD, 1966.

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