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quinta-feira, 21 de maio de 2020

Vencendo a Pornografia


Vencendo a pornografia: O que é pornografia?

Definição do Dicionário da Língua Portuguesa: é tudo o que se relaciona à devassidão sexual; obscenidade; licenciosidade; indecência. Caráter imoral de publicações, por meio de gravuras, pinturas, cenas, gestos, linguagens.

Definição bíblica: Ap. 21:8 nos apresenta uma porção de atos pecaminosos que nos privarão de entrar no Reino de Deus, e um desses pecados é a pornografia. E como podemos afirmar isso? Dentre todos os atos reprováveis ali apresentados, um deles é a fornicação, resultado da pornografia, e esse pecado no original em grego é pornoi – de porneia, que quer dizer: pornografia, prostituição, fornicação, ou seja, está ligado a pecados sexuais.

Os problemas dessa prática são progressivos:
1.      primeiro uma pequena olhada;
2.      nudez feminina ou masculina;
3.       depois sexo hétero;
4.      depois sexo homossexual;
5.      zoofilia, e em alguns casos mais graves;
6.     sexo com demônios. Ex: cantora Kesha, canta músicas como Dancing wih the devil, Die Young, Raising Hell, Supernatural.

Essas práticas levam o homem/jovem a uma vida de depravação, e isso, diz a Palavra de Deus, é como cavar o “mal” (Prov. 16:27). O nosso homem interior é a lâmpada do Senhor, e pode ser luz ou pode ser trevas, a escolha depende de nós (Prov. 20:27; Mt. 6:22-23).
Essa prática é um grande embaraço para o cristão (Hb. 12:1).
Existem diversos depoimentos de pessoas que após viverem diversos anos nessa prática, com o passar do tempo se tornaram pessoas depressivas, perturbadas, enfrentaram problemas com insônia etc.
Esse problema atualmente é mais comum do que imaginamos, isso porque temos mecanismos como smartphones, tablets, computadores, filmes etc.


A cobiça é hermafrodita

Tiago 1:14-15. Somos atraídos pela nossa própria cobiça e seduzidos por ela. A cobiça concebe e dá à luz ao pecado. Por isso entenda a seriedade do problema, se caímos é porque não fomos livres da cobiça.

A prática do pecado se contrapõe à prática da santificação

A santificação é uma decisão que devemos tomar, é progressiva, e é cotidiana. Quando falamos de santificação, é difícil não pensar ou falar a respeito de sexo. E por falar em sexo, descobrimos que essa prática não é pecado, desde que praticada dentro dos padrões pré-estabelecidos por Deus.
A santificação bíblica está intimamente ligada a ideia de separação, dedicação, desta forma, viver uma vida santa é viver separado, separado do pecado com a finalidade de se dedicar a Deus, em oração, meditação na Palavra de Deus.

As cerimônias do Antigo Testamento, tipologicamente nos demonstram que tudo o que era oferecido para Deus deveria ser separado de modo especial para Ele, dando ênfase a santidade de Deus, que recebia adoração do povo. Ex: no Tabernáculo e no Templo haviam vasos santos usados nas cerimônias e que eram separados do uso comum, não podendo ser usados fora desses ambientes ou para outras finalidades.

Desde o início dos tempos, Deus, o Pai de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, tem separado para si mesmo pessoas para usá-las em seu serviço. Desta forma precisamos entender que a dedicação e a separação para Deus são fundamentais para que possamos servir a Deus. Santificação não é algo opcional para àqueles que querem servir a Cristo (Hb. 12:14).

Muitos estudiosos afirmam que a “ideia de separação” é fundamental para se entender o conceito de santidade. Há pelo menos quatro palavras para descrever ou expressar a ideia de santidade: a). a) hieros: (sagrado) referindo-se a coisas sagradas, como é o caso da descrição dos serviços sagrados (I Cor. 9:13); b) hosios: mais intimamente ligado a Deus e a Cristo, refere-se a alguém livre de profanação ou iniquidade (At. 2:27; I Tm. 2:8; Tt. 1:8); c) hagnos: alguém que não é contaminado pela carnalidade, tem ética, respeito, pureza (I Pd. 3:2; I Jo. 3:3); d) hagios: separação na consagração e dedicação ao serviço de Deus, dando a ideia de algo que foi colocado à parte, separado do mundo, para servir a Deus, essa palavra é empregada em conexão com o Espírito Santo cerca de 100 vezes. Ex: Lc. 1:70, “santos profetas”; Ef. 3:5, “santos apóstolos”; II Pd. 1:21, “homens santos”.

Esta última palavra está estreitamente ligada à qualidade necessária para manter uma íntima relação com Deus, servindo-O de modo aceitável (Ef. 1:4; 5:27; Cl. 1:22).

A santificação na vida do cristão se manifesta por meio de três aspectos:

1. A santificação ocorre quando, pela fé, nós aceitamos a Cristo, quando nos convertemos a Cristo (Hb. 10:10);
2. O Espírito de Deus tem papel fundamental em nossa santificação, e recebemos graça para crescermos nela (I Pd. 1:2);
3. Haverá um tempo em que não mais estaremos sujeitos aos tropeços, será o tempo que estaremos para sempre com o Senhor em santificação eterna (I Tss. 4:17b);
·  Os que são de Cristo crucificam a carne (Gl. 5:24);
·  O novo homem busca as coisas lá do alto (Cl. 3:1-2; Rom. 6:4-5).

Quais são as armadilhas escondidas por trás da pornografia?

·         Gera um desejo progressivo, deixando você sempre querendo mais (Prov. 27:20b) ► surgindo o vício;
·         Destrói a integridade, separando o escravo da presença de Deus (Is. 59:2), tornando-o escravo da pornografia (II Pd. 2:19b);
·         Carrega nossa mente com desejos negativos. Ex: depressão, pensamentos negativos, não sou capaz etc;
·         Passamos a enxergar o sexo oposto como meros objetos sexuais;
·         Alimenta a nossa natureza pecaminosa e impede a obra de Deus em nós;
·         Estimula uma vida dupla, uma vez que buscamos manter essa vida em sigilo total (Prov. 28:13);
·         Entristece a Cristo (I Cor. 6:17-18), uma vez que nosso corpo é templo do Espírito Santo (v.19).

Como escapar dessa armadilha?

Precisamos lembrar- nos que cada um de nós, alguma vez na vida enfrentamos tentações na área sexual. A diferença é o que faremos quando formos tentados. Nós temos um exemplo nas Escrituras de uma Pessoa que foi tentada em todas as áreas e jamais cedeu a qualquer dessas tentações. E quem foi essa Pessoa? Jesus Cristo.
Segundo a Palavra de Deus, Ele foi tentado em todas as coisas, como nós somos tentados, mas nunca pecou (Hb. 4:15). E por que nunca pecou?

Por que sempre andou debaixo da direção do Espírito de Deus (Gál. 5:16).

Primeiro passo

1.      Ir para Cristo e sua Palavra, (Jo. 8:31-32);
2.      Fugir da pornografia (I Cor. 6:18);
3.      Não leve ou guarde aquilo que é abominável em sua casa (Deut. 7:26);
4.      Purifique-se pela Palavra de Deus, (Sl. 119:9-11) e guarde-a no coração;
5.      Evite ver, assistir ou compartilhar imagens, vídeos ou filmes com conteúdos pornográficos, (Sl. 101:3);
6.      Entenda que nenhuma tentação é impossível de vencer, (I Cor. 10:13);
7.      Crie uma defesa intransponível fundamentada na Rocha (Mt 7:24-27);
8.      Construa um relacionamento profundo, diário e pessoal com Deus, sólido para que o muro não caia (Mt 26:40-41);
9.      Cuidado com o que você vê! (Jó 31:1);
10.  Reconheça que essa prática é pecado, confesse a Deus e peça perdão (I Jo. 1:8-10);
11.  Procure alguém maduro na fé, confesse e ore com ele para você ser curado (Tg. 5:16).

Grande abraço e que o Senhor possa fortalecer cada um de vocês.

Em Cristo, seu irmão pr Luiz Rafael. 
Contribua: PIX luizrafael.pr@hotmail.com

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Quanto valem 365 dias de vida?

Norbert Lieth

Na Holanda se discute quanto a sociedade deveria pagar pelo tratamento médico de um único paciente. Para felicidade nossa, Deus calcula de maneira bem diferente.
Conforme o boletim TOPIC, na Holanda se discute quanto a sociedade estaria disposta a gastar para prolongar uma vida humana por mais um ano. Essa questão surgiu com a polêmica acerca do destino de uma jovem mãe com câncer. Ela precisava de um medicamento extremamente caro, que não garantia sua cura. A questão em debate era se deveria ser estipulado um limite máximo para as despesas médicas que a sociedade estaria disposta a pagar para prolongar uma vida por mais 365 dias. Estabelecer um custo máximo também aliviaria a responsabilidade dos médicos, que precisam tomar sérias decisões quanto aos tratamentos de seus pacientes. Essa polêmica poderia prosseguir, como aconteceu com a eutanásia. Pelo que se percebe, começam a tomar forma as tentativas de transformar a duração da vida humana em uma mercadoria, ou seja, de estipular seu valor em dinheiro para equipará-la a um bem que pode ter preço estipulado e seja vendável. A respeito, cito a interessante declaração de Neil Postmann, conhecido crítico dos excessos da tecnologia:
É inquestionável que cada vez menos pessoas sentem-se comprometidas com os valores e as reivindicações de autoridade da Bíblia ou de outras tradições religiosas. Por isso, suas decisões deixaram de ser éticas para serem somente práticas, decisões que, em seu âmago, levam em consideração os ditames do mercado.
Deus calcula de forma bem diferente!
Em três parábolas, o Senhor nos mostra o grande valor de cada vida humana:

1. A parábola da ovelha perdida

Aproximavam-se de Jesus todos os publicanos e pecadores para o ouvir. E murmuravam os fariseus e os escribas, dizendo: Este recebe pecadores e come com eles. Então, lhes propôs Jesus esta parábola: Qual, dentre vós, é o homem que, possuindo cem ovelhas e perdendo uma delas, não deixa no deserto as noventa e nove e vai em busca da que se perdeu, até encontrá-la? Achando-a, põe-na sobre os ombros, cheio de júbilo. E, indo para casa, reúne os amigos e vizinhos, dizendo-lhes: Alegrai-vos comigo, porque já achei a minha ovelha perdida. Digo-vos que, assim, haverá maior júbilo no céu por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento” (Lc 15.1-7).
Uma única ovelha de um rebanho de cem animais equivale a 1%! Jesus, o Bom Pastor, não se importa de andar muito procurando uma de Suas ovelhas que se perdeu. Ele faz tudo para salvar essa ovelha em particular. Para Ele, a ovelha perdida não é apenas mais um número ou uma porcentagem; é uma vida preciosa que Ele quer levar para o reino dos céus. Ele, que sustenta e mantém todo o Universo, em cujos ombros repousa todo o poder (Is 9.6) não se acha grande demais para ir atrás de uma de Suas ovelhas perdidas, de colocá-la em Seus ombros e de levá-la para casa.

2. A parábola da dracma perdida

Ou qual é a mulher que, tendo dez dracmas, se perder uma, não acende a candeia, varre a casa e a procura diligentemente até encontrá-la? E, tendo-a achado, reúne as amigas e vizinhas, dizendo: Alegrai-vos comigo, porque achei a dracma que eu tinha perdido. Eu vos afirmo que, de igual modo, há júbilo diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende” (Lc 15.8-10).
Lembro bem do que sempre nos ensinavam quando eu era criança: “Quem não cuida do tostão não merece o milhão”! Na parábola da dracma perdida vemos que o valor do bem perdido equivalia a 10% do total. Jesus veio como luz para o mundo, para buscar o que se havia perdido. Nem um homem sequer lhe é indiferente. Cada um tem valor infinito em relação à vida eterna.

3. A parábola do filho pródigo

Continuou: Certo homem tinha dois filhos; o mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me a parte dos bens que me cabe. E ele lhes repartiu os haveres. Passados não muitos dias, o filho mais moço, ajuntando tudo o que era seu, partiu para uma terra distante e lá dissipou todos os seus bens, vivendo dissolutamente. Depois de ter consumido tudo, sobreveio àquele país uma grande fome, e ele começou a passar necessidade. Então, ele foi e se agregou a um dos cidadãos daquela terra, e este o mandou para seus campos a guardar porcos. Ali, desejava ele fartar-se das alfarrobas que os porcos comiam; mas ninguém lhe dava nada. Então, caindo em si, disse: Quantos trabalhadores de meu pai têm pão com fartura, e eu aqui morro de fome! Levantar-me-ei, e irei ter com o meu pai, e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus trabalhadores. E, levantando-se, foi para seu pai. Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou, e, compadecido dele, correndo, o abraçou, e beijou. E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho. O pai, porém, disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa, vesti-o, ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés; trazei também e matai o novilho cevado. Comamos e regozijemo-nos, porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado. E começaram a regozijar-se” (Lc 15.11-24).
Essa parábola fala de 50%. Será que o Todo-Poderoso, que tem tudo à Sua disposição, não poderia prescindir de uma só pessoa? Não! Ele não abre mão de ninguém! Cada um é importante! Ele se interessa particularmente por cada ser humano. Ele quer estar perto de cada um, cuidar de cada um e estender Seus braços a cada um, por mais perdido que esteja.
Deus está disponível para todos. Afinal, Ele entregou Seu Filho 100%, integralmente, pelo mundo inteiro. Cem por cento por cem por cento! Tudo por todos! “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16).
Vemos que o Senhor sempre dá tudo de si, começando com um por cento até atingir todas as pessoas. E nós? Fazemos contas, calculamos e avaliamos se vale a pena deixar alguém viver mais um ano... (Norbert Lieth — Chamada.com.br)
Norbert Lieth é Diretor da Chamada da Meia-Noite Internacional. Suas mensagens têm como tema central a Palavra Profética. Logo após sua conversão, estudou em nossa Escola Bíblica e ficou no Uruguai até concluí-la. Por alguns anos trabalhou como missionário em nossa Obra na Bolívia e depois iniciou a divulgação da nossa literatura na Venezuela, onde permaneceu até 1985. Nesse ano, voltou à Suíça e é o principal preletor em nossas conferências na Europa. É autor de vários livros publicados em alemão, português e espanhol.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

A Verdadeira História de Natal


Na História Antiga houve acontecimentos incríveis no Oriente Médio que nos colocam hoje, em todo o mundo, diante de uma decisão de alcance imensurável.
Aconteceu por ocasião do Natal. Um comerciante colocou uma Bíblia aberta como decoração na vitrine da loja e assinalou um determinado versículo com lápis vermelho. Todos os que passavam conseguiam ler o que estava escrito, ou seja, era o resumo da História de Natal:
Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (João 3.16).
Duas senhoras passaram diante da vitrine, viram a Bíblia e leram o versículo. Nisso, uma delas falou: “Que coisa horrível! Hoje em dia misturam a Bíblia em tudo, até na festa de Natal!”
De acordo com as pesquisas, uma em cada dez pessoas na Alemanha não sabe o motivo pelo qual se comemora o Natal. Muitos relacionam o Natal com presentes, família, o inverno europeu, Coca Cola e Papai Noel, mas não com a Bíblia. É uma constatação triste, pois justamente a Bíblia mostra que, por trás do Natal, encontramos um dos acontecimentos mais emocionantes e verdadeiros de todos os tempos.
Conforme a Bíblia relata, na antiga Babilônia viveu um profeta judeu, chamado Daniel. O Rei da Babilônia o havia nomeado como o maioral dos seus videntes e astrólogos. Daniel, no entanto, não era vidente, mas era um homem que falava a verdade porque o Espírito de Deus vivia nele. Este Espírito o habilitava a interpretar enigmas e a profetizar de um modo que superava a tudo o que já existiu. Ele anunciou um Rei-Salvador divino em Israel. Daniel deixou rastros permanentes atrás de si, na Babilônia.
Passaram-se 600 anos. Uma luz sobrenatural, que a Bíblia denomina de estrela, apareceu nos céus sobre a cidadezinha de Belém. Os astrólogos da longínqua Babilônia observaram esse fenômeno celeste. É bem provável que eles se lembraram dos escritos de Daniel. Imediatamente se puseram a caminho, percorreram mais de 1.000 km para encontrar o Rei divino.
Os astrólogos babilônicos, que na História são conhecidos como os “magos do Oriente”, se dirigiram à capital israelense – Jerusalém. Começaram a buscar informações: “Onde está o recém-nascido Rei dos judeus? Porque vimos a sua estrela no Oriente e viemos para adorá-lo” (Mateus 2.2).
Naquela época, o mundo era dominado pelo Império Romano. Em Israel, os romanos nomearam um certo Herodes como rei, mesmo que não fosse um israelita. Este ficou assustado ao ouvir sobre os astrólogos estrangeiros e imediatamente convocou os escribas judeus para uma reunião. Eles, por sua vez, confirmaram que seus profetas antigos haviam anunciado um Rei-Salvador. O profeta Miqueias, há cerca de 700 anos, havia indicado até o local do Seu nascimento: “Em Belém da Judeia” (Mateus 2.5).
Algo excepcional nessas circunstâncias era o seguinte fato: a mãe de Jesus era uma virgem e o Pai era Deus – Espírito Santo. Ele, o Rei dos Judeus e Salvador do mundo, nasceu em uma estrebaria. Não é algo fantástico?
Várias centenas de anos antes do nascimento do Rei-Salvador, o profeta judeu Isaías havia anunciado concretamente: “Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho...” (Mateus 1.23). O sentido profundo contido nesse episódio é muito sério e demonstra a necessidade desse nascimento virginal.
Deus criou o primeiro casal – Adão e Eva – livre do pecado. Ambos, no entanto, quebraram a lei de Deus e se tornaram pecadores. Desde então, todas as pessoas nascem em pecado e, por isso, estão perdidas por natureza. Deus, porém, não deseja que os homens se percam. Ele “...deseja que todos os homens sejam salvos...” (1Timóteo 2.4).
Surgiu, assim, a necessidade que nascesse um Homem sem pecado e que nunca transgrediria a Lei de Deus, para que tomasse sobre Si o castigo pelo pecado e salvasse o mundo. Foi por isso que Jesus veio a este mundo, não através da semente de um homem, mas gerado diretamente pelo Criador, na virgem. O apóstolo Paulo explica:“...pois, se muitos morreram por causa da transgressão de um só, muito mais a graça de Deus, isto é, a dádiva pela graça de um só homem, Jesus Cristo, transbordou para muitos! (Rm 5.15 – NVI).
No entanto, Deus não simplesmente enviou o Seu Filho, num momento qualquer como Salvador ao mundo, porém, o fez numa época previamente determinada por Ele, como disse o apóstolo Paulo: “vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei...” (Gálatas 4.4).
Apesar das más intenções dos governantes, os reinos mundiais da época contribuíram para que o Natal pudesse acontecer naquele tempo predeterminado.
No antigo reino egípcio, por exemplo, um clã escravo cresceu tornando-se um povo do qual deveria surgir o Rei-Salvador. Posteriormente, quando este povo estava escravizado na Babilônia, Deus despertou novamente esse anseio judeu pelo Rei-Salvador profetizado e que havia sido quase esquecido. Quando, então, a Pérsia conquistou a Babilônia, Deus utilizou os persas para conduzir o povo de Israel de volta à sua pátria, porque ali haveria de nascer o Rei-Salvador.
Na sequência, o domínio mundial da Grécia difundiu um novo idioma através do mundo. A Bíblia dos judeus – o Antigo Testamento – foi traduzida para a língua grega e, posteriormente, foram acrescentados os escritos do Novo Testamento, também no idioma grego. Surgiu, então, um reino ainda mais poderoso no palco mundial: os romanos providenciaram a pacificação, criaram um novo sistema de estradas e eliminaram as fronteiras entre os países.
Agora finalmente havia chegado o tempo para o “primeiro Natal”, para a Vinda do Salvador do mundo – pois haviam sido criadas as condições para a rápida proclamação das Boas Novas de que o Filho de Deus se tornara Homem para salvar as pessoas de seus pecados e do respectivo castigo.
Na História do Mundo, houve somente uma única Pessoa, cujo currículo já havia sido descrito antes do Seu nascimento pelos profetas judeus. Na História do Mundo há também somente uma única Pessoa que foi colocada nesse mundo por Deus, através de uma virgem. E, na História do Mundo, há somente uma única Pessoa cujo nascimento foi preparado pelos impérios mundiais. Seria isso uma mera coincidência?
Os contextos formam um sentido claro demais para que não pudessem ser verdadeiros. Trata-se da nossa salvação eterna: Deus age em nosso favor. Através do Natal, Ele quer nos comunicar que não existe uma pessoa sequer que esteja muito distante dEle, a ponto de não poder se aproximar do Senhor.
Certa vez perguntaram ao Senhor Jesus como se poderia verificar a veracidade das Suas palavras. Ele respondeu com um convite concreto: Quem crê nas Suas palavras verificará que elas não se originam de uma pessoa, mas têm origem em Deus-Pai. Cada pessoa pode fazer a prova, a exemplo dos astrólogos, e vir para adorar o Rei. Através de Jesus e do Seu nascimento, Deus vem ao nosso encontro para nos presentear com o dom da graça, do perdão de todos os pecados e com a vida eterna junto dEle, no Céu. Isto é Natal!
Deus percorreu um longo caminho para nos salvar. Os astrólogos do Oriente venceram uma longa distância para encontrar Jesus. Tenha a coragem de também dar esse passo de fé em direção a Jesus!
Aceite a Cristo como seu único e suficiente Salvador.

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

A Maior Profecia de Todos os Tempos


Mark Hitchcock
Daniel 9.24-27 é uma das passagens proféticas mais importantes da Bíblia. Ela é a chave indispensável para toda a profecia. Muitas vezes ela foi denominada “a espinha dorsal da profecia bíblica” ou o “relógio de ponto de Deus”. Essa profecia nos comunica que Deus determinou exatamente o cronograma para o futuro de Israel.
A moldura para essa profecia é encontrada em Daniel 9.1-23. O profeta vivia na Babilônia, onde o povo judeu se encontrava exilado por quase 70 anos. Daniel descobriu, através das profecias de Jeremias, que o cativeiro do povo duraria 70 anos. Por isso, nessa passagem, ele confessou os pecados do povo judeu e orou pedindo pela sua restauração. Ele sabia que o tempo de cativeiro estava quase no fim (9.1-2) e, assim, intercedeu pelo povo. Enquanto ele ainda orava, Deus reagiu à sua oração, através do anjo Gabriel (9.21). Daniel 9.24-27 mostra a maneira como Deus atendeu à oração de Daniel. Ao responder a essa oração, Deus foi muito além da retirada do povo da Babilônia. Ele vislumbrou o futuro até à sua restauração definitiva sob o reinado do Messias:
Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade, para fazer cessar a transgressão, para dar fim aos pecados, para expiar a iniquidade, para trazer a justiça eterna, para selar a visão e a profecia e para ungir o Santo dos Santos. 25. Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao Ungido, ao Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas; as praças e as circunvalações se reedificarão, mas em tempos angustiosos. 26. Depois das sessenta e duas semanas, será morto o Ungido e já não estará; e o povo de um príncipe que há de vir destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será num dilúvio, e até ao fim haverá guerra; desolações são determinadas. 27. Ele fará firme aliança com muitos, por uma semana; na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares; sobre a asa das abominações virá o assolador, até que a destruição, que está determinada, se derrame sobre ele” (Dn 9.24-27).
Como se pode observar, essa passagem contém muitos detalhes. Para podermos compreender melhor a sua marcante exatidão e o seu significado, vamos dividi-la em 10 tópicos.

Dez pontos para a compreensão das 70 semanas de Daniel

1. Trata-se de semanas-ano

As expressões “semana” ou “pares de sete” se referem a um período de sete anos ou pares de sete anos, cada. Sabemos isso porque o profeta já as considerou como anos em Daniel 9.1-2.

2. O período todo abrange 490 anos

O tempo total coberto é de 490 anos (70 pares de 7 anos, cada, considerando o ano profético de 360 dias).

3. Refere-se ao povo judeu e à cidade de Jerusalém

Os 490 anos estão relacionados ao povo judeu e à cidade de Jerusalém e não à Igreja. O anjo Gabriel disse a Daniel que esse tempo estava determinado “...sobre o teu povo[Israel] e sobre a tua santa cidade [Jerusalém]...” (9.24).

4. A finalidade das 70 semanas

Lemos, em Daniel 9.24, que Deus tinha seis objetivos para esses 490 anos. Os três primeiros se referem ao pecado do homem e os últimos três, à justiça de Deus:
  • “para fazer cessar a transgressão”;
  • “para dar fim aos pecados”;
  • “para expiar a iniquidade”;
  • “para trazer a justiça eterna”
  • “para selar a visão e a profecia”;
  • “para ungir o Santo dos Santos”.
Por ocasião da Sua Primeira Vinda, a morte de Cristo na cruz trouxe o perdão dos pecados, mas Israel somente reconhecerá esse sacrifício quando o Seu povo estiver em contato com a Sua Segunda Vinda e demonstrar arrependimento, ao final das 70 semanas-ano. Os últimos três objetivos relacionados em Daniel 9.24 projetam o olhar sobre o vindouro Reino de Cristo.

5. Quando o relógio começa a funcionar

O relógio profético de Deus, para o período de 70 semanas-ano ou 490 anos, começou a funcionar no dia 5 de março de 444 a.C., quando o rei Artaxerxes, da Pérsia, emitiu a ordem, permitindo que os judeus, liderados por Neemias, retornassem à sua terra para reconstruir a cidade de Jerusalém (Ne 2.1-8).

6. As primeiras 69 semanas-ano ou 483 anos

Do início da contagem regressiva até a Vinda do Messias são 69 semanas-ano (7 + 62), ou 483 anos. Esse tempo exato, constituído de 173.880 dias, abrange o número exato de dias desde 5 de março de 444 a.C. até 30 de março de 33 d.C., no dia em que Jesus teve a Sua entrada triunfal em Jerusalém (Lc 19.28-44). A precisão com que esta profecia foi cumprida é algo inacreditável! Por essa razão, eu a considero a maior profecia de todos os tempos. Ela é uma comprovação esplêndida da inspiração divina da Bíblia.

7. O período intermediário é o da Era da Graça

Até aqui, tudo bem! As primeiras 69 semanas fazem parte da História. No entanto, o que acontece com os últimos 7 anos ou a 70ª semana-ano? Quando Israel rejeitou seu Messias, Deus suspendeu temporariamente o Seu plano para Israel. Assim, há um intervalo de tempo ou uma inserção de duração indeterminada entre a 69ª e a 70ª semana-ano.[1] De acordo com Daniel 9.26, para esse período são profetizados dois acontecimentos especiais:
  • O Messias será morto (isso se cumpriu em 3 de abril de 33 d.C.);
  • Jerusalém e o Templo serão destruídos (isso se cumpriu em 6 de agosto de 70 d.C.).
Deus deu um “pause” no seu cronômetro profético ao final da 69ª semana-ano. Atualmente vivemos nesse período de tempo não definido claramente entre a 69ª e a 70ª semana-ano, na Era da Igreja. Esse período terminará quando Cristo arrebatar Sua Noiva – a Igreja – ao Céu. Como a Igreja não existia durante as primeiras 69 semanas-ano – de 444 a.C. até 33 d.C. – faz sentido que ela não esteja presente na Terra durante a última semana-ano. As 70 semanas-ano se referem a Israel e não à Igreja.

8. A aliança do Anticristo e os últimos sete anos

Deus vai destravar o Seu cronômetro profético para Israel depois de ter arrebatado a Igreja para o Céu. Então surgirá o Anticristo e firmará uma aliança ou um acordo com Israel (9.27).[2] Isso sucederá na última, ou seja, na 70ª semana-ano cujo cumprimento ainda está em aberto. Sabemos desse fato porque as primeiras 69 semanas-ano foram literalmente cumpridas até o último dia e estes futuros sete anos também se cumprirão literalmente.
O Anticristo fará um “firme” acordo ou, possivelmente, “obrigará” Israel a fazer uma aliança com ele.[3] Dois acontecimentos no mundo atual indicam que a probabilidade de tal acordo se realizar não está muito afastada. Primeiramente, o Estado de Israel foi restabelecido em 1948, o que tornaria possível a realização de uma aliança com ele pela primeira vez em 1.900 anos. Em segundo lugar, o atual e aparentemente interminável “processo de paz” no Oriente Médio também aponta para a possibilidade desse último acordo. O palco está montado para o aparecimento de um grande líder da Europa que possa garantir a segurança de Israel. Como o mundo está cada vez mais dividido em relação às inquietações no Oriente Médio, um anúncio desses poderia facilmente se tornar uma solução inevitável.

9. O Anticristo rompe a aliança

O Anticristo agirá com falsidade em relação a Israel de um modo nunca visto na História, quebrando o acordo na metade do período (após três anos e meio) e colocará uma imagem repugnante e idólatra de si mesmo no Templo de Deus reconstruído, em Jerusalém (ver Mt 24.21; Ap 13.14-15). Os últimos três anos e meio serão de “grande tribulação”, da qual Jesus falou em Mateus 24.21.

10. O final das setenta semanas-ano

No final da 70ª semana-ano, Deus derrotará o Anticristo (Dn 9.27; ver 2Ts 2.8; Ap 19.20). Isso marcará o final das 70 semanas-ano e o início do Reino Milenar de Cristo. Então estarão cumpridos os seis objetivos de Deus, mencionados em Daniel 9.24 (Ap 20.1-6).
Para uma compreensão ainda melhor dessa profecia fantástica, seguem alguns meios auxiliares.

A profecia sobre um período de 173.880 dias que se cumpriu no dia exato é, de fato, algo excepcional. Por ocasião da entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, no dia 30 de março de 33 d.C., cumpriram-se exatamente os dias das primeiras 69 semanas-ano (483 anos). Jesus sabia do significado real desse acontecimento. Olhando para a cidade, Ele disse:“Se você compreendesse neste dia, sim, você também, o que traz a paz!” (Lc 19.42 – NVI). Acrescentou, ainda: “...você não reconheceu a oportunidade que Deus lhe concedeu” (Lc 19.44 – NVI – ênfases acrescentadas pelo autor). Jesus ressaltou “neste dia” “a oportunidade” diante dos judeus porque Ele era a personificação dessa impressionante profecia na presença deles. O dia da visitação aconteceu exatamente na data anunciada com antecedência, mas o povo judeu perdeu a oportunidade em virtude de sua incredulidade.
Jesus voltará em algum dia – talvez em breve. No futuro acontecerá uma última visitação e esta se dará precisamente dentro do cronograma de Deus.
Estejamos atentos, você e eu, para não perdermos mais esta chance!

Notas

  1. Aqueles que não concordam que haverá um futuro período de Tribulação, durante sete anos, alegam que não existe uma lacuna de tempo entre a 69ª semana-ano, no ano de 33 d.C., e o início da 70ª semana-ano. Afirmam que a última semana aconteceria imediatamente em seguida. É o que diz, por exemplo, Gary DeMar, em End Times Fiction (Nashville: Thomas Nelson, 2001, p. 42-52). No entanto, essa visão possui dois obstáculos inevitáveis. Primeiramente, Daniel 9.26-27 indica claramente um lapso de tempo de, no mínimo, 37 anos entre o término da 69ª e o início da 70ª semana-ano (o período entre a entrada triunfal do Senhor, em 33 d.C. e a destruição do Templo em Jerusalém, no ano 70 d.C.. Em segundo lugar, se não houver nenhuma intercalação entre a 69ª e a 70ª semana-ano, então as 70 semanas-ano findariam por volta de 40 d.C.. Houve algum grande evento nesse ano? Nenhum! DeMar (End Times Fiction, p. 50-51) tenta inserir a destruição de Jerusalém – no ano 70 d.C. – na 70ª semana de Daniel. No entanto, ao fazermos isso, os últimos sete anos precisam ser estendidos por pelo menos 37 anos. A tentativa de adaptar os números de tal modo que se amoldem às nossas próprias suposições não corresponde a uma interpretação sadia da Bíblia.

    James Montgomery Boice, um intérprete bíblico, discorda plenamente dessa posição e demonstrou ser necessário considerar uma lacuna de tempo antes dos sete últimos anos da profecia:

    “O que acontece com a última semana-ano? O que acontece com os últimos sete anos do período que abrange 490 anos? Isso parece ser um enigma para quase todos, pois, se simplesmente acrescentássemos sete anos ao resultado de nossos cálculos, chegaríamos ao ano 38 d.C. (ou 46 d.C.) e, nesse ano, não aconteceu nada de importante...

    No entanto, minha tendência é dar razão aos que consideram esse ponto como uma interrupção do cumprimento da profecia. De acordo com estes, o cumprimento dessa profecia judaica excepcional está suspenso temporariamente enquanto o Evangelho é pregado às nações e até que a Igreja atinja sua plenitude, uma Igreja que abrange pessoas de todas as áreas da vida, de todas as raças e nações. Ao estarem reunidos todos os crentes da Era da Igreja, a profecia será reinstituída a partir da sua última semana-ano, na qual o povo judeu enfrentará grandes sofrimentos e perseguições. Sob essa ótica, a última semana de Daniel coincidiria com o período de 7 anos de sofrimentos que é mencionada em outro local. O fato de Jesus referir-Se ao ‘abominável da desolação’ (Mt 24.15) serve de sustentação para que os acontecimentos de Daniel 9.27 (assim como os de Dn 11.31 e 12.11) não ocorram imediatamente, mas somente no término da Era”.

    James Montgomery Boice, Daniel: An Expositional Commentary (Grand Rapids: Zondervan, 1989), p. 109-110. Um comentário abrangente sobre a profecia das 70 semanas-ano de Daniel foi publicado por Thomas Ice: “The Seventy Weeks of Daniel”, in: The End Times Controversy: The Second Coming Under Attack(Eugene, OR: Harvest House, 2003), p. 307-353.
     
  2. Aqueles que não concordam com a interpretação de cumprimento futuro de Daniel 9.27 acreditam que a aliança, anunciada no texto em referência, não será celebrada pelo Anticristo, mas por Jesus Cristo. Eles são da opinião que a quebra da aliança e o término dos sacrifícios se refira à morte de Jesus Cristo na cruz, no ano 33 d.C.. Isso, no entanto, acarreta dois problemas de difícil solução: 1) A palavra vinculada mais próxima ao pronome “ele”, em Daniel 9.27 é “príncipe que há de vir” de um povo que destruiu o Templo em 70 d.C.. Trata-se de uma clara alusão aos romanos. Jesus não pode ser esse “príncipe”, pois Ele não é romano. Muito antes, trata-se de uma referência ao Anticristo que se levantará do futuro Império Romano reunificado (ver Dn 7.8). Em nenhum lugar da Bíblia há qualquer menção de que Jesus tivesse firmado uma aliança de paz de 7 anos com alguém. Ele viveu em torno de 33 anos, dos quais mais de 3 anos em ministério público. Não há nenhum registro de que Ele tivesse celebrado algum acordo de 7 anos. Na página 258 do Commentary on Daniel (Grand Rapids: Zondervan, 1973) Leon Wood enumera sete motivos convincentes demonstrando que, em Daniel 9.27, “ele” se refere ao futuro príncipe ou Anticristo.
     
  3. John F. Walvoord, Major Bible Prophecies: 37 Crucial Prophecies that Affect You Today (Grand Rapids: Zondervan, 1993), p. 319.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

O Judeu Que Não Pode Ser Deus


Norbert Lieth


“Reconheçam que o Senhor é o nosso Deus” (Sl 100.3, NVI). O próprio Jesus Cristo é o Senhor nosso Deus. Ele é o judeu que, na opinião de muitos, não pode ser Deus. Mas justamente Ele é Deus. Nós somos vasos escolhidos desse nosso Deus Jesus Cristo. Ele nos chamou. E por ser nosso Deus, detém todos os direitos sobre a nossa vida. Por isso, queremos entrar e seguir neste novo ano com Ele, nosso grande Deus e Salvador Jesus Cristo, esperando pela Sua volta.
Martin Buber declarou:
Desde jovem eu percebia Jesus como meu irmão mais velho. Que a cristandade o visse e ainda vê como Deus e Messias sempre me pareceu um fato da maior seriedade, que tento entender por causa dele e por mim mesmo (...) Meu próprio relacionamento aberto e fraternal com ele tornou-se cada vez mais forte e puro, e hoje eu o vejo com um olhar mais claro e mais profundo do que nunca. Estou mais convicto do que jamais estive, de que ele merece um lugar de destaque na História da fé judaica e que esse lugar não pode ser encaixado em nenhuma das categorias conhecidas.[1]
Martin Buber, Shalom Ben Chorin, David Flusser e Pinchas Lapide foram grandes eruditos religiosos e teólogos judeus. Podem ser descritos como construtores de pontes entre o judaísmo e o cristianismo, que se ocuparam intensamente com o judeu Jesus. Mas todos eles tinham uma coisa em comum: não podiam (ou não queriam?) admitir que Jesus é Deus. Buber O vê como homem, mas não como Deus. Para sermos exatos, ele vê Jesus Cristo numa fila de falsos messias – mais sublime que os outros, sim, porém, ainda não divino. Martin Buber expressou sua posição em relação a Jesus com muita clareza em um diálogo com Schalom Ben Chorin:
Dos personagens messiânicos da História judaica, desde Bar-Kochba até o infame mentiroso Jakob Frank, Jesus é o mais elevado, o mais grandioso – mas ele não é o Messias (...) Depois dele o mundo continuou sem salvação, e nós sentimos que essa falta de salvação penetra literalmente em nossos poros (...).[2]
Mas é justamente de Jesus que Israel precisa para ser salvo!

Uma experiência de viagem

Estávamos viajando por Israel com um grupo de cristãos. No lago de Genesaré o guia turístico falou dos muitos eventos que aconteceram às margens desse lago, lembrou dos milagres que Jesus fez, das mensagem que Ele proclamou, das Suas idas e vindas para essa região tão carregada de história. Mais tarde ele contou sobre a pesca milagrosa depois da ressurreição de Jesus, mencionando que foram apanhados exatos 153 peixes (Jo 21.11). O guia perguntou qual seria o significado da menção exata desse número. As respostas dos viajantes foram as mais variadas. Depois de um tempo, ele revelou que o valor numérico hebraico de 153 é “ANI ELOHIM”, que significa “EU SOU DEUS”.
M(40) I(10) H(5) O(6) L(30) E(1) I(10) N(50) A(1)
Lendo da direita para a esquerda = 153.
Depois de Jesus, ressuscitado, encontrá-lo pessoalmente, Tomé declarou: “Senhor meu e Deus meu!” (Jo 20.28). Devemos lembrar que Tomé fez essa confissão tendo como pano de fundo toda a sua concepção judaica de fé e de vida. Um judeu como ele jamais teria ousado chamar alguém de Deus – a não ser que esse alguém fosse Deus. Depois da grande pescaria, quando Jesus estava na praia e os discípulos não O reconheceram imediatamente, João disse a Pedro: “É o Senhor!” (Jo 21.7). A seqüência merece consideração:
• primeiro Tomé confessa: “Senhor meu e Deus meu!”.
• mais tarde, João admitiu: “É o Senhor!”
• e agora parece que o Senhor, por meio do milagre dos 153 peixes, sublinha essa verdade: “Eu sou o Senhor no sentido divino!”.
“Simão Pedro entrou no barco e arrastou a
 rede para a terra, cheia de cento e cinqüenta
 e três grandes peixes; e, não obstante serem
 tantos, a rede não se rompeu” (João 21.11).

Uma placa irritante

Quando Jesus foi crucificado, Pilatos “escreveu também um título e o colocou no cimo da cruz; o que estava escrito era: Jesus Nazareno, o Rei dos Judeus” (Jo 19.19). Os judeus se queixaram, mas Pilatos não recuou e manteve a inscrição (v.21). Horst Krüger afirmou: “Jesus de Nazaré, o Rei dos judeus. Isso irritou muito os judeus; pois leram em sua própria língua: Yeshua HaNatzri WuMelech HaYehudim, abreviado como YHWH. No último livro da Bíblia, o Cordeiro é o Rei dos reis e Senhor dos senhores”.[3]
O produto final de todas revelações bíblicas sobre a salvação, inclusive através do significado do nome do Salvador, é que o mundo todo reconheça que Jesus é o verdadeiro Deus e que só essa fé traz salvação.

Um judeu reconhece a Jesus

O judeu messiânico Dr. Arnold Fruchtenbaum salienta a divindade de Jesus em seu artigo “A soberania do Messias” e fala da importância de crer nEle. Esse judeu, que crê em Jesus como seu Salvador pessoal e seu Messias, diz que “o Messias é o Senhor do Antigo Testamento”. Para Fruchtenbaum existem três razões para essa afirmação:
1. Assim como no Antigo Testamento Deus fala de si mesmo como o Eu Sou, Jesus aponta para si mesmo como sendo o Eu Sou (Jo 8.58; 18.4-6).
2. Muitas passagens do Antigo Testamento que falam de Yahweh (Javé) também se aplicam a Jesus no Novo Testamento.
Fruchtenbaum menciona o Salmo 102.13,26-28 relacionando-o com Hebreus 1.10-12, onde a passagem do Antigo Testamento é aplicada a Jesus:
Outro exemplo é Isaías 6.5, onde Deus é chamado de Yahweh (“Senhor” em português), e em João 12.41 essa passagem de Isaías é aplicada a Jesus. É evidente que o Yahweh do Antigo Testamento é muitas vezes o mesmo que o Jesus do Novo Testamento.
3. A designação Adon ou Adonai do Antigo Testamento também é adequada ao Jesus do Novo Testamento. Por exemplo, Deus é chamado de Adon ou Adonai em Deuteronômio 10.17, e, conforme 1 Timóteo 6.15, essa designação se aplica a Jesus Cristo. Conforme João 12.39-40, a passagem de Isaías 6.8-10 também se refere a Jesus. Isaías 53.1 fala igualmente de Jesus, fato confirmado em João 12.38. No Salmo 110.1 é usada a palavra Adonai, e no Novo Testamento é esse o tratamento recebido muitas vezes por Jesus (Mt 22.41-45; Mc 12.35-37; Lc 20.41-44; At 2.34-36; Hb 1.13). Assim, fica evidenciado que Jesus é o Senhor do Antigo Testamento.

Doze observações

Com base em doze observações, Fruchtenbaum explica porque o Messias também é “o Senhor do Novo Testamento”:

Yahweh

Deus se revelou a Moisés no Antigo Testamento, dizendo: “Eu Sou o Que Sou” (Êx 3.14). Assim, confirma Seu sacrossanto nome próprio “Eu Sou” ou Yahweh (YHWH) – que também significa “O eternamente existente”. Na Antiga Aliança o Deus das alianças israelitas se revela freqüentemente. – Quando as versões bíblicas grafam os termos “Senhor” ou “Deus” no Antigo Testamento em letras maiúsculas (versaletes), estão mencionando o nome próprio de Deus: Yahweh. Traduções antigas usavam Jeová para esse nome. Como no hebraico se usam apenas as consoantes de um nome (YHWH), para os tradutores não era claro quais as vogais a introduzir na palavra. Hoje sabe-se que a expressão correta é Yahweh (Javé) e não Jeová.
1. A palavra grega kyrios equivale a YHWH, Adon ou Adonai do Antigo Testamento. Kyrios se adequa a Jesus no Novo Testamento em todas as nuances do seu significado que podem ser encontradas no Antigo Testamento. É usado 747 vezes para Jesus.
2. Jesus é o Senhor de todos (At 10.36; Rm 10.12; Ef 4.4-5).
3. Ele é o Senhor da glória (1 Co 2.8).
4. Ele é o Senhor dos senhores (Ap 17.14; 19.16; 1 Tm 6.15).
5. Todos os anjos são subordinados a Ele, porque Ele é o Senhor (1 Pe 3.22).
6. Por ser o Senhor, Ele é o cabeça da humanidade (Rm 14.9; 1 Co 11.3).
7. Porque é Senhor, Ele também é o cabeça sobre tudo (Ef 1.21-22).
8. Por ser o Senhor, Ele também é o cabeça da Igreja (Ef 1.22-23; 5.23; Cl 1.18; 2.19).
9. Já que Ele é o Senhor, Ele é o Senhor do sábado (Mt 12.8; Mc 2.28).
10. Ele é o Senhor como Messias (Mc 1.3; Lc 2.11; 3.4).
11. Ele também é chamado de Deus, o Senhor (Lc 5.8; Jo 20.28).
12. Ele também é o Senhor dos que crêem (Jo 13.13; 2 Co 12.8; 4.5; Ef 6.9).
“Baseado no fato de que Ele é o Senhor do Antigo e do Novo Testamento”, Fruchtenbaum tira sete conclusões:
1. Jesus é o Criador. João 1.3 enfatiza que todas as coisas foram feitas por meio dEle.
2. Jesus é o Mantenedor da aliança. Ele garantirá o cumprimento de todas as alianças firmadas por Deus no Antigo Testamento.
3. Jesus existe por si só. Assim como Deus, o Pai, a existência de Jesus não depende de qualquer outro elemento.
4. Jesus é o Mestre. E se Ele é o nosso Mestre, significa que devemos obediência a Ele.
5. Jesus é o dono. Ele é o proprietário do mundo e da humanidade porque os criou. Mas de um modo especial Ele é o proprietário de todos aqueles que crêem, pois somos nova criatura nEle. Assim, Ele tem o direito de agir conosco segundo a Sua vontade.
6. Jesus é o Soberano. Ele é o dominador supremo, que pode fazer o que quiser.
7. Jesus é o centro de todas as coisas. Ele é o centro do Universo, da existência humana, da nossa fé e da nossa salvação.
Finalmente, Fruchtenbaum resume, sem deixar dúvidas:
1 Coríntios 12.3 confirma que ninguém pode dizer que Jesus é o Senhor a não ser por meio do Espírito Santo. Não-salvos podem usar esse tratamento para Jesus no sentido de “Mestre”, mas nessa passagem “Senhor” também significa “Deus”. Quando a Bíblia diz que o descrente deve crer no Senhor Jesus, significa simplesmente que ele deve aceitá-lO como Deus-Homem e Messias, não como o mestre das pessoas. (...) Mais uma vez, fé que salva significa reconhecê-lO como Deus-Homem.[4]
A partir dessa perspectiva conseguimos entender muito bem a declaração de Joel no Antigo Testamento acerca de Deus e seu subsequente cumprimento neotestamentário em Jesus: “E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor (Yahweh) será salvo; porque, no monte Sião e em Jerusalém, estarão os que forem salvos, como o Senhor (Yahweh) prometeu; e, entre os sobreviventes, aqueles que o Senhor (Yahweh) chamar” (Jl 2.32). Reportando-se a essa passagem, Paulo explica em Romanos 10.9,13:“Se, com a tua boca confessares Jesus como Senhor (kyrios)... Porque: Todo aquele que invocar o nome do Senhor (kyrios) será salvo”.

Citando Buber mais uma vez

Buber também diz:
Creio firmemente que a comunidade judaica, quando renascer espiritualmente, recepcionará a Jesus, não apenas como uma grande figura da sua história religiosa, mas num contexto vivo de um desenrolar messiânico milenar, que culminará com a salvação de Israel e do mundo. Mas eu também estou igualmente convicto de que jamais reconheceremos Jesus como o Messias que já veio, porque isso (...) contradiria a essência de nossa paixão messiânica (...). Na poderosa ligação que conduz nossa expectativa messiânica, que está amarrada a uma rocha no Sinai e se estende até uma estaca, ainda invisível, fincada nas bases do mundo, não há nenhum nó a interrompê-la (...) Para nós não existe uma causa chamada Jesus. Para nós só existe a causa divina.[5]

O erro de Buber

Nesse aspecto Buber está redondamente enganado. Quando Jesus voltar para salvar Israel, Ele virá como Aquele que já esteve aqui na terra e como Aquele que é Deus: “Eu sou o Alfa e o Ômega, diz o Senhor Deus, aquele que é, que era e que há de vir, o Todo-Poderoso” (Ap 1.8). Nesse versículo é Jesus quem está falando (como o contexto evidencia; veja os versículos 11,13,17-18). Ele fala como Aquele que já esteve aqui, que voltará e como o Todo-Poderoso.
Apocalipse 19.11-16 descreve a volta gloriosa de Jesus. Em seu retorno Ele terá um nome que sobrepuja todos os outros nomes: “o Verbo de Deus” (v.13). O mesmo João que nos transmitiu o Apocalipse testemunhou: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus... E o Verbo se fez carne” (Jo 1.1,14). João está testificando que:
  • Jesus era o Verbo (a Palavra de Deus), e como tal veio ao mundo,
  • Ele voltará como a Palavra de Deus,
  • essa Palavra estava com Deus,
  • ela é o próprio Deus,
  • ela se fez carne.
Quem puder aceitar isso, aceite (veja Mt 19.12, NVI): um judeu é Deus!

Dados biográficos


• Martin Buber (1878-1965): Descendente de rabinos poloneses, além de filósofo e escritor, Martin Buber foi teólogo e líder político. Seu avô, Salomon Buber, foi líder do judaísmo liberal (ou modernizado) e autor de uma história dos judeus da Polônia.
Martin Buber ingressou no movimento sionista em 1898, sendo nomeado diretor do jornal sionista Welt [Mundo] em 1899.
Estudioso do hassidismo (corrente mística, nascida em meados do século 18 na Polônia e na Ucrânia, inspirada na Cabala), professor de filosofia da religião e ética judaica na Universidade de Frankfurt entre 1924 e 1933, Buber migrou para a [então] Palestina em 1938, fugindo da perseguição nazista. Lá, dedicou-se ao ensino na Universidade Hebraica, atuando nas áreas de filosofia social e de sociologia da religião.
Além do hassidismo, Buber foi influenciado pelo neokantismo, mas tornou-se famoso principalmente por seu existencialismo religioso. (Enciclopédia Mirador Internacional – Dicionário de Filosofia de Cambridge).
• Arnold Fruchtenbaum nasceu em 1943, na Sibéria (Rússia) depois que seu pai foi libertado de uma prisão comunista. Apesar de judeu, ele tinha sido falsamente acusado de ser um espião nazista, quando fugiu da Polônia por causa de Hitler. Em 1947, com a ajuda do movimento judaico clandestino, a família Fruchtenbaum escapou da Cortina de Ferro para a Alemanha, onde foi confinada em campos de refugiados britânicos. Lá, Arnold recebeu formação judaica ortodoxa de seu pai, até a família emigrar para Nova York em 1951. Antes de sua liberação, no entanto, a família conheceu um pastor luterano, e foi esse contato que levou Arnold e sua mãe para a sede da Junta Americana de Missões aos Judeus (JAMJ) em Nova York. Cinco anos depois, neste mesmo ministério, Arnold, aos 13 anos, chegou ao conhecimento salvador de Jesus, o Messias.
Seu pai se opôs fortemente à fé de Arnold, e quando a família mudou-se para Los Angeles em 1958, Arnold foi proibido de ler a Bíblia, de participar de reuniões cristãs ou de ter contato com grupos de judeus-cristãos. Nestas circunstâncias difíceis, Arnold continuou da melhor maneira que podia a manter contato com os crentes judeus e a caminhar com o Senhor. Após terminar o colegial, Arnold foi forçado por seu pai a sair de casa por causa de sua fé.
Em 1966, graduou-se em hebraico e grego. Então, mudou-se para Israel, onde estudou Arqueologia, História Antiga, Geografia Histórica e Hebraico no Instituto Americano de Estudos da Terra Santa e na Universidade Hebraica de Jerusalém. Durante este tempo, ele testemunhou a histórica Guerra dos Seis Dias, em 1967. Mais tarde, nesse ano, Arnold voltou para os EUA e iniciou estudos em Hebraico e Antigo Testamento no Seminário Teológico de Dallas, onde concluiu seu mestrado em Teologia. Tendo casado em 1968, ele e sua esposa foram para Israel, fixando-se em Jerusalém para trabalhar com a igreja local e para treinar jovens crentes israelenses para o serviço cristão. Suas atividades por Cristo atraíram muita atenção e a ira das autoridades religiosas de Jerusalém, que finalmente aplicaram pressão suficiente sobre os funcionários do governo para forçar os Fruchtenbaum a deixar Israel em 1973.
Nos dois anos seguintes, Arnold serviu como ministro e como editor da publicação mensal “O Povo Escolhido”, da JAMJ em sua sede em Nova Jersey. Em 1976, ele se juntou à equipe da Fundação do Cristão Judeu como diretor associado do maior ministério hebraico-cristão de radiodifusão do mundo.
Naquele verão, Arnold encontrou-se com outros envolvidos em missões judaicas para discutir o problema da falta de discipulado e da necessidade de treinamento bíblico e teológico intensivo para os crentes judeus. Os primeiros conceitos do Ministério Ariel nasceram naquele tempo. Em dezembro de 1977, depois de um ano e meio de oração e de muito incentivo de crentes judeus com os mesmos propósitos, esse ministério tornou-se uma realidade. Arnold continua a servir como diretor do Ministério Ariel e é muito requisitado como orador em conferências. Ele viaja frequentemente pela Europa, a Israel e aos Estados Unidos, tornando-se intimamente familiarizado com o movimento messiânico em todas as suas formas e lutas. A conclusão de sua dissertação, “Israelologia: o Elo Perdido em Teologia Sistemática”, foi o ápice de treze anos de pesquisas. Por ela ganhou seu Ph.D. na Universidade de Nova York, em 1989. O Dr. Fruchtenbaum é autor de vários livros publicados e desenvolveu muitos estudos bíblicos de interesse tanto para os judeus como para os gentios. (Norbert Lieth - www.chamada.com.br).

Notas:

  1. Martin Buber, Zwei Glaubensweisen (Gerlingen, 1994), p. 15.
  2. Schalom Ben-Chorin, Zwiesprache mit Martin Buber, p. 135-136.
  3. factum 3/2010, p. 45.
  4. Freundeskreis der Ariel Ministries, verão de 2010, p.4-6.
  5. Martin Buber, Pfade in Utopia (Heidelberg 1985), p. 378.
Norbert Lieth é Diretor da Chamada da Meia-Noite Internacional. Suas mensagens têm como tema central a Palavra Profética. Logo após sua conversão, estudou em nossa Escola Bíblica e ficou no Uruguai até concluí-la. Por alguns anos trabalhou como missionário em nossa Obra na Bolívia e depois iniciou a divulgação da nossa literatura na Venezuela, onde permaneceu até 1985. Nesse ano, voltou à Suíça e é o principal preletor em nossas conferências na Europa. É autor de vários livros publicados em alemão, português e espanhol.
Fonte: www.chamada.com.br

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