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sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Evangélica perdoa assassino de seu filho e ora pela sua conversão

Dona de casa afirma diante das câmeras de TV que está orando

Evangélica perdoa assassino de seu filho e ora pela sua conversão
Em dezembro de 2012, Rafael da Silva, filho da dona de casa Maria Nice foi assassinado no bairro Colinas do Sul, em João Pessoa. Esta semana, Alisson Lima dos Santos, apontado pela polícia como o autor do crime foi preso com mais três homens, suspeitos de terem cometido diversos homicídios e de envolvimento no tráfico de drogas.

Porém, além de encarar a justiça, Alisson ouviu algo muito importante de Maria Nice. Ao lado de uma advogada, ela seguiu o carro que levava o suspeito. Na Central de Polícia, diante das câmeras de TV que registravam a prisão, pediu autorização aos policiais para falar com Alisson.

Segurando o rosto do rapaz, disse ser evangélica e estar orando pelo jovem após quase um ano do ocorrido. “Você está perdoado em nome de Jesus… Eu sou uma cristã… Você vai encontrar esse Deus que eu sirvo e você vai servir a ele. Eu não tenho um pingo de ódio de você, Alisson, eu só oro por você todos os dias… Você não me deixou olhar nos olhos do meu filho antes dele morrer, mas te perdoo”, afirmou ela.

O testemunho de Maria Nice acabou sendo apresentado na TV Correio da Paraíba e teve grande repercussão. O delegado Bruno Victor, que investiga o caso, conta que Alisson matou Rafael estando acompanhado de um outro rapaz, que também foi preso. Os demais presos estavam envolvidos em um tiroteio recente, que feriu três crianças. Com informações de R7 e Portal Correio.

Assista:


Fonte: Gospel Prime

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Sinal profético? Grandes erupções vulcânicas são aviso de terremotos

10 dos maiores vulcões do mundo entraram em atividade no último ano

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Sinal profético? Grandes erupções vulcânicas 
são aviso de terremotos
A região conhecida como Círculo de Fogo do Pacífico, ou simplesmente Anel de Fogo, engloba cerca 40.000 km de países banhados pelo Oceano Pacífico. O nome deriva do formato que os maiores vulcões estão dispostos, quase fechando um círculo.

Historicamente, as erupções de seu cinturão de vulcões estão ligadas aos movimentos de grandes placas tectônicas. Sempre quando o limite de resistência da borda de uma dessas placas é atingida, as rochas se rompem e provocam terremotos ou erupções vulcânicas.

Embora tenha recebido pouca atenção da mídia, o fato é que dez dos principais vulcões do Anel de Fogo entraram em erupção ao longo dos últimos meses. Alguns deles estavam dormentes há décadas. É bastante raro ver tantos em atividade ao mesmo tempo, o que pode indicar que o mundo está prestes a ver uma onda de grandes terremotos.

Para alguns estudiosos das profecias este é um grande sinal do final dos tempos. Embora ninguém goste de testemunhar tragédias naturais, que custam a vida de milhares de pessoas, uma simples análise do que deveria ser motivo de preocupação.

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Círculo de Fogo do Pacifico.
Os 10 vulcões em erupção ativa são:

1- Monte Sinabung, na Indonésia: Está em erupção de forma intermitente desde setembro, mas neste mês chegou a entrar em erupção oito vezes por dia. Causou uma “chuva de pedras” sobre uma grande área, o que forçou milhares de pessoas a fugir de suas casas. Na terça-feira sua nuvem de cinzas chegou a 10 km, um recorde para o vulcão que fica ao norte da ilha de Sumatra.

2- Vulcão Colima, no México: Desde o último domingo, o Fuego de Colima teve pequenas erupções, chegando a cuspir jatos de lava cerca de 35 vezes por dia, atingindo algumas cidades do estado de Jalisco.

3- Sakurajima, no Japão: Nos últimos meses, o vulcão se tornou mais violento, com uma série de explosões que gerou nuvens de cinzas com 4.5 km de altura. A cratera Showa tem emitido cinzas de maneira constante na última semana.

4- Fuego, na Guatemala: Dois fluxos de lava estão ativos nas encostas superiores do vulcão. A atividade começou em 11 de novembro e atingiu seu ápice em 18 de novembro. Colunas de cinzas de até 800 metros de altura ficaram visíveis.

5- Santa Maria / Santiaguito em Guatemala: Uma nuvem de cinzas finas com 3,2 km de altura foi vista após uma erupção hidromagmática.

6- Yaser, na ilha de Vanuatu: O vulcão continua a produzir emissões de cinzas quase contínuas, desde 3 de novembro. É provável que continue e se intensifique nas próximas semanas.

7- Popocatepetl, no México: O vulcão Popocatepetl começou a emitir colunas de cinzas geradas por erupções de média intensidade. Podem ser vistas na cidade de Puebla, onde a população está de sobreaviso.

8- Monte Marapi na Indonésia: vulcão mais ativo do arquipélago da Indonésia, entrou em erupção nesta segunda-feira, emitindo uma nuvem de cinzas negras com cerca de 2.000 metros de altura.

9- Kliuchevskoi em Kamchatka, na Rússia: Desde setembro tem entrado em erupção de maneira intermitente. Entre 18 e 19 de novembro experimentou fortes emissões de lava e sua fumaça atrapalhou os voos sobre o espaço aéreo da região.

10- Vulcão submarino Nishinoshima, no Japão: A Guarda Costeira do Japão verificou o nascimento de uma ilha formada por lava deste vulcão na região do arquipélago de Ogasawara. Com cerca de 650 metros de diâmetro, é o resultado de uma grande erupção submarina.

Com informações Epoch Time e Prophecy News.

Fonte: Gospel Prime

Jesus está advogando o pacifismo e desaprovando a pena capital nessa passagem?

"Então Jesus disse-lhe: Embainha a tua espada; porque todos os que lançarem mão da espada, à espada morrerão."
(Mateus 26:52)

Quando os soldados vieram para prender Jesus, Pedro desembainhou sua espada e cortou a orelha do servo do sumo sacerdote. Jesus disse a Pedro que guardasse a espada porque "todos os que lançam mão da espada à espada perecerão". Há quem use esse versículo para defender o pacifismo e opor-se à pena capital, que a Bíblia sustenta em outra parte (Gen 9:6).

O pacifismo total não é ensinado nas Escrituras. De fato, Abraão foi abençoado pelo Deus Todo-Poderoso (Gn 14:19) depois de se meter numa guerra contra a injusta agressão dos reis que tinham capturado o seu sobrinho Ló. Em Lucas 3:14, alguns soldados foram até João Batista e lhe perguntaram o que deveriam fazer. João não lhes disse que deixassem o exército. De igual modo, Cornélio, em Atos 10, era um centurião. Ele foi chamado de uma pessoa piedosa (v. 2), e as Escrituras dizem que o Senhor ouviu as orações de Cornélio (v. 4). Quando ele se tornou cristão, Pedro não lhe disse que abandonasse o exército.

Também, em Lucas 22:36-38, Cristo disse que aquele que não tivesse espada deveria vender a sua capa e comprar uma. Os apóstolos responderam dizendo que eles tinham duas espadas. Jesus disse então “basta". Em outras palavras, eles não tiveram de se desfazer de suas espadas. O apóstolo Paulo aceitou a proteção do exército romano para salvar a sua vida de agressores injustos (Atos 23).

Com efeito, ele lembrou aos cristãos de Roma que Deus dera a espada à autoridade, e que não é sem motivo que ela a traz (Rm 13:1-4). Quando Jesus retornar à terra, ele virá com os exércitos do céu e guerreará contra os reis da terra (Ap 19:11-19). Assim, do começo ao fim, a Bíblia está cheia de exemplos de justificação da guerra contra agressores maus.

O que, então, será que Jesus queria dizer quando mandou que Pedro embainhasse sua espada? Pedro estava cometendo dois erros ao usar a espada.

Primeiro, embora a Bíblia permita o uso da espada pelo governo para propósitos civis (Rm 13:1-4), ela não endossa o seu uso para finalidades espirituais. A espada é para ser usada pelo Estado, não pela igreja.

Segundo, Pedro foi agressivo ao usá-la, não meramente defensivo. A sua vida não estava sendo ameaçada de modo injusto. Ou seja, não foi, de certo, um ato de autodefesa (Êx 22:2). Jesus parece ter endossado o uso civil da espada em defesa própria (Lc 22:36), como o fez o apóstolo Paulo (Atos 23).

De igual forma, a pena capital não é proibida nas Escrituras; pelo contrário, ela foi estabelecida por Deus. Gênesis 9:6 afirma que quem derramar o sangue de alguém terá o seu sangue também derramado. Números 35:31 faz uma afirmação semelhante. No NT, Jesus reconheceu que Roma tinha autoridade máxima e submeteu-se a ela (Jo 19:11). O apóstolo Paulo informou aos crentes de Roma que as autoridades que governam são ministros de Deus e que elas possuem a espada da autoridade capital dada por Deus (13:1,4).

Assim Jesus de forma alguma proibiu o uso justo da espada por autoridades civis. Ele simplesmente observou que aqueles que vivem de modo agressivo, com freqüência morrem da mesma maneira.

Fonte: GEISLER, Norman; HOWE, Thomas. Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e "Contradições" da Bíblia. 1ª Ed. São Paulo: Mundo Cristão, 1999.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Programa de TV reconstrói rosto de personagens bíblicos

Seriado mistura relatos bíblicos e investigação ao estilo CSI

Este seria o rosto de Dalila
O canal pago National Geographic começa a exibir nesta segunda uma nova série que mistura relatos bíblicos e investigação ao estilo CSI. Com o título de “Lost Faces of the Bible” ´[Rostos perdidos da Bíblia], o programa reuniu uma equipe internacional de arqueólogos, antropólogos forenses e especialistas em reconstrução facial. O objetivo é tentar recriar os rostos de três adultos e um recém-nascido, cujos restos do esqueleto remontam aos tempos bíblicos. O programa foi ao ar nos EUA em maio e agora é relançado em um novo formato.

São quatro episódios que foram produzidos por Simcha Jacobovici, famoso por popularizar a arqueologia bíblica na TV em programas polêmicos como “O Sepulcro Esquecido de Jesus”.

Mais uma vez ele tenta atrair a atenção do público com um tema bíblico, ao mesmo tempo que alguns arqueólogos o criticam por não ter uma abordagem totalmente científica. A fórmula usada nesta nova série é usar as ossadas de quatro pessoas que viveram no período bíblico e tentar liga-las a histórias conhecidas.

As faces mencionadas no título são de 4 pessoas cujos restos mortais tem cerca de 6 mil anos. O objetivo anunciado é mostrar como seriam os rostos das pessoas que viveram nessa época. O primeiro episódio trata da reconstituição do crânio de uma mulher filisteia, que recebeu o nome de Dalila, numa tentativa de aproximá-la da mulher de Sansão.

O segundo é sobre um homem, provavelmente um caçador, que foi sepultado numa gruta no deserto da Judeia. O seriado afirma que ele teve “a mesma vida difícil de um nômade do deserto como Esaú”. O esqueleto reconstituído do bebê visa mostrar como era o sacrifício de crianças mencionado na Bíblia. E o episódio final mostra um homem galileu que pode ter vivido no primeiro século e que é chamado de “o homem que conheceu Jesus”.

Bonecos com os rostos reconstruídos.
Embora os especialistas forenses já tenham reconstruído rostos de pessoas de várias civilizações antigas, este é a primeira vez que cientistas trabalham com restos mortais dos tempos bíblicos, diz Jacobovici. Ele ressalta que é muito difícil a obtenção de ossos antigos para exame por que os judeus ultra ortodoxos acreditam que não se deve mexer com os ossos dos falecidos.

A solução encontrada para contornar o problema foi fazer com que os especialistas forenses digitalizassem os restos mortais. Victoria Lywood, uma especialista forense que trabalhou na produção, conta que ela imprimiu os crânios em uma impressora tridimensional a partir de imagens de tomografia computadorizada. O restante, segundo ela, foi baseado em medições de profundidade de tecidos moles e outras metodologias forenses.

Para aumentar o clima de investigação, os episódios são apresentados por David Berman, um dos protagonistas do programa “CSI: Crime Scene Investigation”. Com informações de Times of Israel e Religion News.

Fonte: Gospel Prime

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Fiéis da Cientologia poderão desenvolver superpoderes e ressuscitar os mortos

Tom Cruise e John Travolta prestigiaram a inauguração de templo de R$ 330 mi

Fiéis da Cientologia poderão desenvolver superpoderes
Fica na cidade de Clearwater, na Flórida, o megatemplo da Cientologia. Construído ao longo dos últimos 15 anos, seu custo final foi de 145 milhões de dólares (perto de 330 milhões de reais). Inaugurado esta semana, é o prédio mais alto da cidade. A cerimônia de abertura contou com a presença de 6.000 membros da seita. Com destaque para atores de cinema, como John Travolta, Kelly Preston e Tom Cruise.

Segundo foi anunciado, o local tem a intenção de desenvolver superpoderes nos fiéis. O líder espiritual da Cientologia, David Miscavige, anunciou que essa catedral é a primeira sede do programa que poderá gerar super-humanos, seguindo as ideias previstas por seu fundador, L Ron Hubbard durante a década de 1970. Devidamente treinados, os fiéis obterão a capacidade de “criar um novo mundo” e até ” literalmente ressuscitar os mortos”.

Faz parte desse treinamento para se tornar “super”, usar um simulador de anti-gravidade, onde poderá desenvolver os “57 sentidos ou percepções” apontados por Hubbard como primordiais, incluindo visão, olfato, paladar e circulação sanguínea.

O complexo religioso tem 115 mil metros quadrados, divididos em dois prédios interligados. Há local para uma capela, uma livraria, escritórios, salas de aula, salão de banquetes, um memorial com exposições sobre a religião e salas de aconselhamento, onde os fiéis têm consultas. No porão, fica uma cozinha enorme e salas de jantar. Nos andares superiores há centenas de quartos onde ocorrem as chamadas “audições”, que seriam sessões de aconselhamento com os líderes ao custo de 2.000 reais cada.

L. Ron Hubbard, escritor de ficção científica e fundador da Cientologia, criou esse programa em 1978, pretendendo oferecer “uma resposta para uma sociedade doente e moribunda”. Durante a inauguração do megatemplo, o porta-voz da Igreja, Ben Shaw, explicou: “O programa de Superpoderes é uma série de processos de aconselhamento espiritual projetados para devolver a uma pessoa o seu próprio ponto de vista, aumentar sua percepção, exercer o seu poder de escolha e ampliar outras habilidades espirituais”.

Autodenominada religião, mas considerada seita por estudiosos, o grupo afirma possuir um bilhão de dólares em sua conta. Foi banida de alguns países como Alemanha, Inglaterra, Espanha, França e Bélgica.

Existe no Brasil desde 1994, onde possui dois centros em São Paulo. Segundo seus membros, já foram vendidos mais de 15 mil exemplares dos livros de Hubbard no Brasil.

Seu maior divulgador é Tom Cruise, que acredita ter como missão salvar o planeta Terra dos alienígenas tethans, que habitam os corpos dos humanos. Cruise é visto pela cientologia como uma espécie de salvador do mundo, sendo um “enviado especial” para a Terra com poderes de um semideus. Em 2008, um vídeo com um depoimento seu fez sucesso na internet, onde declarava: “A Cientologia… tem a capacidade de criar novas realidades ou melhores condições de vida… Eu estou aqui para ajudar a humanidade… Eu gostaria que o mundo fosse um lugar diferente. Eu gostaria de tirar férias, ficar descansando e me divertir, sabe? Mas eu não posso. Porque eu sei a verdade. Eu sei que tenho que fazer algo a respeito disso [alienígenas]”. Com informações de Daily Mail.

Fonte: Gospel Prime

sábado, 23 de novembro de 2013

Por que Jesus chama outras pessoas de tolas, e ao mesmo tempo condena os que procedem da mesma forma?

"Tolos e cegos! Qual é mais importante: o ouro ou o Templo que santifica o ouro?"
(Mat. 23:17, TLH)

Jesus disse: "Quem ... chamar [a seu irmão]: 'Tolo', estará sujeito ao inferno de fogo" (Mt 5:22). Contudo, ele mesmo disse aos escribas e fariseus: "Tolos e cegos!" (Mt 23:17, TLH). O apóstolo Paulo, imitando, disse: "Ó galatas tolos!" (Gl 3:1; cf. 1 Co 15:36, TLH).

Há boas razões para o fato de haver uma forte diferença entre os dois usos do termo "tolo". Primeiro, esse é outro exemplo do princípio de que uma mesma palavra pode ser usada com diferentes significados em diferentes contextos.

Por exemplo, a palavra "cachorro" pode designar um animal como também pode ser aplicada a uma pessoa detestada.

Segundo, em Mateus 5 essa palavra é usada no contexto de alguém que está "irado" com seu irmão, demonstrando ódio. Nem Jesus nem Paulo deram abrigo ao ódio para com aqueles aos quais aplicaram essa palavra. Assim, o uso que fizeram da palavra "tolo" não viola a proibição de Jesus quanto a chamar alguém de tolo.

Terceiro,
tecnicamente falando, Jesus ordenou que apenas um "irmão" (Mt 5:22) não fosse chamado de "tolo", não um incrédulo. De fato a descrição bíblica do que seja um tolo é que ele é aquele que pensa assim: "Deus não existe" (SI 14:1, TLH). Em vista disso, pode-se ver a seriedade de se chamar um irmão de tolo; é equivalente a chamá-lo de incrédulo. Portanto, quando Jesus, que "sabia o que era a natureza humana" (cf. 2:25), chamou incrédulos de "tolos", usou a descrição mais apropriada do que eles realmente eram.

Fonte:  GEISLER, Norman; HOWE, Thomas. Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e "Contradições" da Bíblia. 1ª Ed. São Paulo: Mundo Cristão, 1999.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

A infância de Jesus

"E O MENINO CRESCIA E SE FORTALECIA EM ESPÍRITO, CHEIO DE SABEDORIA; E A GRAÇA DE DEUS ESTAVA SOBRE ELE... E CRESCIA JESUS EM SABEDORIA, E EM ESTATURA, E EM GRAÇA PARA COM DEUS E OS HOMENS"
(LUCAS 2:40, 52)

São poucos os relatos inspirados da infância de Jesus, por isso devemos extrair deles tudo o que pudermos para uma melhor compreensão da mais bela história da humanidade. Nada se sabe da vida de Jesus depois do relato de seu nascimento até a sua manifestação pública a Israel, exceto o que Lucas escreveu. O relato de Lucas 2:40-52 quebra o silêncio desse período. Essa lacuna tem sido, ao longo da história do cristianismo, motivo de especulações, muitas vezes, nocivas à fé cristã.

Localizando os Fatos no Tempo

Somente Mateus e Lucas registraram os acontecimentos do nascimento de Jesus, esses relatos estão nos dois primeiros capítulos de Mateus e de Lucas. Muito pouco sabemos desse evento, mas sobre a infância de Jesus sabemos menos ainda, pois restringe-se a uns poucos versículos de Lucas. Quanto à cronologia, o tempo mencionado no primeiro evangelho é muito vago, pois segue o estilo do Antigo Testamento, afirma que Jesus nasceu “no tempo do rei Herodes” (Mt 2:1) e que “naqueles dias, apareceu João Batista pregando no deserto da Judeia” (Mt 3:1), veja Êxodo 2:11 e Isaías 38:1. Lucas foi mais preciso e devemos a ele a localização dos fatos no tempo, pois afirma que Jesus nasceu por ocasião de um censo decretado por César Augusto quando Cirênio (Quirino) era governador da Síria (Lc 2:1, 2) e o seu ministério começou no “ano quinze do império de Tibério César” (Lc 3:1). A intenção do Espírito Santo sempre foi tornar conhecido ao povo de Deus os fatos, as manifestações sobrenaturais, para ensino e edificação da igreja, não há, pois, preocupação com datas precisas. Essas datas existem porque os fatos são reais e históricos. Assim, Lucas fornece datas globais, e João deixa pista para se saber a duração do período do ministério terreno de Jesus.

Segundo os historiadores romanos Tácito e Suetônio, o período áureo de Roma do governo de Júlio César e Augusto havia terminado a partir de Tibério, que assumiu o governo depois da morte de Augusto em 14 d.C. Esse período chamado de “Período de Augusto” é reconhecido como o momento do apogeu da literatura latina, no seu governo Jesus nasceu.

Depois da morte de Augusto começa o período da Casa Júlio-Claudina, em que governaram Roma Tibério, Calígula, Cláudio e Nero, sendo Tibério e Cláudio citados nominalmente no Novo Testamento (Lc 3:1; At 11:28; 18:2). Jesus foi crucificado durante o governo de Tibério, e o período dos seus sucessores coincide com o da expansão do cristianismo. Esse período termina com a morte de Nero em 68. O governo de Tibério foi entre 14 e 37 d. C. O evangelista informa-nos, ainda, que no ano quinze, portanto, por volta do ano 29 da Era Cristã, Jesus estava com quase 30 anos (Lc 3:23), idade em que os levitas começavam seu ministério (Nm 4:47).

Devemos ao apóstolo João a informação dos três anos e meio do ministério terreno de Jesus, pois ele menciona quatro páscoas: “estava próxima a Páscoa dos judeus, e Jesus subiu a Jerusalém” (2:13); “depois disso, havia uma festa entre os judeus, e Jesus subiu a Jerusalém” (5:1); “e a Páscoa, a festa dos judeus, estava próxima” (6:4); “estava próxima a Páscoa dos judeus, e muitos daquela região subiram a Jerusalém antes da Páscoa, para se purificarem... Foi, pois, Jesus seis dias antes da Páscoa a Betânia” (11:55; 12.1). Porém, há muita discussão sobre a “festa” mencionada em João 5:1, pois o texto não especifica visto que os judeus celebravam, na época, pelo menos cinco festas anuais: Festa da Páscoa (Lc 22:1), Festa do Pentecostes (At 2:1), Festa dos Tabernáculos (Jo 7:2), Festa de Purim, que só aparece no livro de Ester (Et 9:26, 28, 29, 31, 32), e a Festa da Dedicação (Jo 10:22). Assim, fica difícil saber a que festividade o apóstolo está se referindo. Considerando a festa de João 5:1 como a da Páscoa, então teremos pouco mais de três anos desde o batismo de Jesus até ao Calvário.

O Silêncio dos Evangelhos

De Mateus infere-se que Jesus estava com cerca de dois anos de idade quando José e Maria fugiram para o Egito (2:16), esclarece-se que o retorno deles para Israel só aconteceu depois da morte de Herodes, o Grande, quando seu filho, Arquelau reinava na Judeia (2:19, 22). Segundo Josefo, historiador judeu do primeiro século da Era Cristã, Herodes morreu 37 anos depois de ter sido nomeado rei dos judeus (Antiguidades: 17.10.741), isso corresponde ao ano 749 AUC (Anno Urbis Conditae, “Ano em que a Cidade foi fundada”), referência à cidade de Roma, equivalente ao ano 4 antes da Era Cristã.¹ O referido historiador afirma, ainda, que Arquelau foi deposto no décimo ano do seu reinado (Antiguidades: 17.15.757).

Essas informações permitem dizer que Jesus retornou do Egito, com José e Maria, quando estava com a idade entre três e oito anos. Muitos estranham o silêncio dos evangelhos sobre a vida de Jesus dos 18 anos entre a sua visita a Jerusalém, quando estava com 12 anos, até o início do seu ministério. Isso nunca foi problema para os cristãos, mas a curiosidade, às vezes, induz-nos a procurar mais informações sobre a vida de nosso Salvador. Porém, o compromisso do cristão é “não ir além do que está escrito” (I Co 4.6). A literatura extra-bíblica não é autoridade para nortear a nossa vida, e isso jamais devemos perder de vista. O propósito da vinda de Jesus ao mundo foi para “salvar os pecadores” (I Tm 1:15). O plano divino revelado na Bíblia é a redenção humana, e os evangelhos registram o cumprimento do propósito de Deus para a salvação da humanidade.

O silêncio que precedeu o início da apresentação pública de Jesus é natural e não deve surpreender os cristãos, porque os evangelhos se concentram no seu ministério, mesmo assim, dá atenção especial à última semana da vida terrena de Cristo, semana da Páscoa, em que foi realizada a redenção. Os evangelhos registram a vida de Jesus, mas concentram-se no ponto principal do seu ministério: a obra do Calvário, pois o objetivo do Espírito Santo, ao inspirar esses evangelistas, foi tornar conhecida de toda humanidade como se realizou a grande e sublime obra da redenção, e não para satisfazer curiosidades. Se fosse realmente importante escrever o que aconteceu nesse período, certamente estaria registrado.

A importância da morte e ressurreição de Jesus podem ser vistas até na estatística dos quatro evangelhos: sete capítulos dos 28 de Mateus são dedicados a essa semana; cinco, dos 16 de Marcos; quatro dos 24 de Lucas e nove, dos 21 de João, num total de 25 dos 89 capítulos dos quatro evangelhos. Isso representa 28% deles dedicados à semana da crucificação e o período após a ressurreição, até à ascensão ao céu. São menos de dois meses num ministério que durou cerca de três anos e meio.

O Crescimento de Jesus

Aqui, temos um assunto que até mesmo teólogos defensores da ortodoxia cristã, às vezes tropeçam, visto que Deus é perfeito, sendo o Filho, Deus igual ao Pai e da mesma natureza, logo não se tem necessidade de aumentar ou diminuir seus conhecimentos. Nada teria para aprender e não teria como melhorar ou piorar seu comportamento. Porém, a Bíblia revela que Jesus é o verdadeiro Deus e também o verdadeiro homem.

As Escrituras Sagradas apresentam diversas características humanas em Jesus...Porém, convém considerar a infância de Jesus, enfocando o seu desenvolvimento físico, intelectual e espiritual: “E crescia Jesus em sabedoria, e em estatura, e em graça para com Deus e os homens... E o menino crescia e se fortalecia em espírito, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele” (Lc 2:40, 52).

Lucas apresenta, ainda que apenas um lampejo, o desenvolvimento físico “em estatura” (2.52), espiritual e intelectual de Jesus “e o menino crescia e se fortalecia em espírito, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele” (2:40). Lucas é extremamente meticuloso ao relatar a vida de nosso Salvador, pois pagãos criam na metamorfose de algumas de suas divindades. Esse “fenômeno” mitológico era, segundo acreditavam, a capacidade de suas divindades assumirem formas diferentes. Ele, porém, não queria que o Mestre divino fosse associado e nem confundido com elas. Estava tratando de um evento singular na história, algo sobrenatural, pois o Deus verdadeiro, Criador do Céu e da Terra, assumiu a forma humana vindo como homem de maneira que o curto relato rechaça toda e qualquer possibilidade de associação com a mitologia pagã ou com a magia.

Era um desenvolvimento gradual físico e mental, seu crescimento espiritual na adolescência é mais uma prova de sua natureza humana. Assim, temos autoridade para falar que foi criança e precisava da proteção divina, dos cuidados maternos, e que precisou aprender a comer, a andar e a falar dentre outras coisas comuns aos humanos. Ele viveu entre nós e andou entre os homens com todas as características dos seres humanos, mas sem pecado, pois deu testemunho de uma vida impecável.

Essas informações fornecidas por Lucas, portanto, estão de acordo com todo o contexto bíblico e ajudam-nos a compreender a natureza humana de Cristo. Jesus foi levado a Jerusalém para a cerimônia de purificação (Lc 2:22). Depois disso, parece ser a sua primeira visita à Cidade Santa e ao Templo, mas não podemos ter certeza, o que sabemos é que José e Maria iam anualmente para lá (2:41). Dessa vez, o menino Jesus estava com 12 anos (Lc 2:42). A ida de Jesus a Jerusalém, nessa idade, foi um vento significativo. Há entre os judeus um ritual, celebrado ainda hoje, chamado Bar Mitzvah, cerimônia de maioridade espiritual no judaísmo, ou de passagem, em que o menino faz, pela primeira vez, a leitura pública da Torah – Lei de Moisés, depois que completa 13 anos de vida, segundo o Talmude (Aboth 5.21; Niddar 5.6).²

A expressão aramaica bar mitzvah significa “filho do mandamento”. É a maioridade espiritual, tornando-se um“filho da lei” ou “do mandamento” e membro da sinagoga. O Talmude prescreve que um ano ou dois antes de o menino completar 13 anos deve ser levado para a observância, para que possa ser preparado (Yoma 8.4). Talvez seja esse o contexto em que Lucas descreve a ida de Jesus a Jerusalém.

A Páscoa era naquela época, e é ainda hoje, a maior festa religiosa do judaísmo. Todos os adultos do sexo masculino tinham a obrigação de frequentar o Templo para a celebração das festas solenes. Quem morava numa região fora do raio de 25 quilômetros da Cidade Santa não tinha a obrigação de ir às festas religiosas judaicas, o Talmude expressamente isentava as mulheres desse compromisso (Hagigah 1.1).³ José e Maria eram religiosos dedicados e, como todo judeu devoto, por residirem na Galileia, mais de 100 quilômetros de Jerusalém, não tinham essa obrigação, contudo, todos os anos iam à Festa da Páscoa: “Ora, todos os anos, iam seus pais a Jerusalém, à Festa da Páscoa” (Lc 2:41). José e Maria não procediam de família rica, e mesmo com escassos recursos financeiros, não deixavam de ir aos cultos para adoração. Um exemplo de dedicação e amor a Deus que deve ser seguido por todos os cristãos.

A festa durava sete dias, ao final desse período, a caravana das mulheres partia de volta para suas casas com bastante antecedência, os homens seguiam posteriormente para se encontrarem com elas na parada seguinte para o pouso, à noite. “Terminados aqueles dias, ficou o menino Jesus em Jerusalém, e não o souberam seus pais” (Lc 2:43). É provável ter Maria pensado que o menino estivesse com José e vice-versa, quando descobriram que Jesus não estava na companhia deles, retornaram a Jerusalém (vv. 44, 45). Lá encontraram-no “no templo, assentado no meio dos doutores, ouvindo-os e interrogando-os” (v. 46). Os doutores eram as autoridades religiosas de Israel, mestres da lei de Moisés, que conheciam com profundidade as Escrituras Sagradas.

Os críticos, às vezes, questionam o relato de Lucas por causa do rígido sistema da religião judaica e do ritual do templo. Como um menino teria acesso ao Templo, com toda sua estrutura e ritual, e discutir com suas autoridades assunto teológicos? O Dr. Alfred Edersheim (1825-1889) reconhece a existência desses obstáculos, porém, não concorda com a opinião desses críticos, afirma: "Porque lemos no Talmude (Sanh. 88 b)¹¹ que uma Beth há-Midrash que os membros do Sinédrio do Templo, que em dias ordinários se sentavam como Tribunal de Apelação, ao final do sacrifício da manhã ou da noite, nos sábados e dias de festa, costumavam sair ao ‘Terraço’ do Templo e ali ensinavam. Nesta instrução popular havia grande liberdade para fazer perguntas.

Foi nesta audiência que se sentou no solo, rodeado e mesclado com os doutores, e daí que é durante – não depois da Festa – que temos que buscar o menino Jesus (EDERSHEIM, 1989, vol.1, p. 289). A declaração de Edersheim reveste-se de certo mérito por ser judeu, convertido à fé cristã, com profundos conhecimentos da Mishná: “Sua preocupação foi sempre situar a vida e obra de Jesus no background do judaísmo” (SCHLESINGER & PORTO, 1995, vol. I, p. 902). Foi pastor protestante, tradutor e professor da Universidade de Edimburgo, Escócia. Ele afirma ser impossível determinar que classe de pergunta estava em discussão, acredita que diziam respeito à Páscoa. Realmente não é possível saber pontos específicos, mas o assunto era com respeito às coisas de Deus, pelo que se infere de sua resposta a José e Maria: “Não sabeis que me convém tratar dos negócios de meu Pai?” (Lc 2:49). O que chamava a atenção desses doutores e dos que presenciavam a cena era seu interesse pelas coisas de Deus em tão tenra idade, também, a sua inteligência e respostas.

Tudo isso revelava tratar-se não de uma criança precoce, mas um menino como nenhum outro. Os grandes homens de Deus tiveram consciência de sua vocação divina nessa fase da vida.

O Despertar da Consciência

José e Maria tinham conhecimento da origem de Jesus, Deus revelou-a a ambos, contudo, ficaram perplexos com a sua resposta: “Por que é que me procuráveis? Não sabeis que me convém tratar dos negócios de meu Pai?” (Lc 2:49). Não compreendiam, porém, como Jesus, ainda adolescente, tinha o conhecimento perfeito de sua identidade. Essas são as primeiras palavras de Jesus registradas na Bíblia.

Essa declaração pode revelar que não houve descuido do menino Jesus em não seguir a caravana, pois, na ocasião, foi despertado de tal maneira que estava agora absorvido em seu pensamento sobre sua identidade e missão. Ele havia se dado conta de que esta, de fato, era a casa de Deus. É possível que tudo isso tenha impulsionado de maneira irresistível de se ocupar nos negócios de seu Pai.

Depois de regressar a Nazaré, não sabemos se retornou a Jerusalém para outras festas até o dia de sua apresentação pública, para iniciar seu ministério. O grande ensino para nossos dias é, que mesmo sabendo que era o Filho de Deus, continuou submisso a José e Maria, “e era-lhes sujeito” (Lc 2:51). Essas palavras revelam, muito cedo, a manifestação de obediência ativa e passiva à vontade de Deus. Essa foi a última menção de José no Novo Testamento, nas bodas de Caná da Galileia, ele não está presente, “estava ali a mãe de Jesus” ( Jo 2:1), provavelmente já tinha morrido. Sabedor de sua origem divina e consciente de sua missão, Jesus não mudou o seu relacionamento familiar, mantendo a obediência no lar, até o dia que havia de manifestar-se a Israel.

O escritor aos Hebreus esclarece sobre a necessidade de Deus haver-se tornado homem (2:14-18), apresentando o que consideramos no texto, mas fora dos evangelhos, o que evidencia a natureza humana de Jesus: “O qual, nos dias da sua carne, oferecendo, com grande clamor e lágrimas, orações e súplicas ao que o podia livrar da morte, foi ouvido quanto ao que temia. Ainda que era Filho, aprendeu a obediência, por aquilo que padeceu” (5:7, 8). Os “dias de sua carne” é uma referência ao período em que ele habitou entre nós, os termos “clamor, lágrimas, orações e súplicas” referem-se às passagens dos evangelhos como a ressurreição de Lázaro, o Getsêmane etc. O aprendizado, porém, diz respeito à fase que Lucas faz menção, da adolescência até ao dia sua manifestação pública. Essas coisas são evidência de um Jesus real, de um personagem histórico, de alguém que realmente existiu e cujos relatos registrados nos evangelhos são literais.

O Golpe Contra as Especulações Esotéricas

É muito comum ouvir membros de grupos religiosos isolados, de tendência esotérica, principalmente ligados à Nova Era, que a ausência dessa fase da vida de Jesus nos evangelhos acontece porque ele foi para a Índia, quando criança, para aprender dos gurus²² do hinduísmo. Dessa maneira, reduzem Jesus à categoria de mero avatar³³, negando a sua deidade absoluta. Além disso, Jesus é tido por eles como apenas um grande Iniciado e colocado lado a lado com Buda, Confúcio, Maomé etc. Há, ainda, os que defendem a teoria de um Jesus essênio.

Os essênios tornaram-se conhecidos em todo o mundo, em nossos dias, por causa das grandes descobertas dos manuscritos do mar Morto. Eles não aparecem no Novo Testamento e viviam no deserto da Judeia. Eram chamados os issiim, que em hebraico significa “os que curam”. O nome se justifica porque eles possuíam conhecimento muito avançado da medicina.

Há muitas especulações sobre Jesus e João Batista terem sido membros da comunidade dos essênios. Não há prova e nem evidência disso. Eruditos judeus, católicos e protestantes, depois de 40 anos de investigações, traduções e decifrações desses manuscritos, todos unanimemente afirmam não haver encontrado algo que vincule definitivamente ou, ainda, diretamente os essênios a Jesus. Tudo que puderam apresentar foram algumas semelhanças dos ensinos e práticas dos primeiros cristãos, além de mera possibilidade de João Batista de ter vivido em Qumran, nada mais existe além disso.¹¹¹

Foi em 1887 que um correspondente de guerra russo chamado Nicolas Notovich trouxe à tona a ficção do Jesus hindu. Notovich afirmou haver encontrado um manuscrito num mosteiro, no Tibet, que constava a história de Issa.²²²

Ele publicou, em 1894, um livro intitulado A Vida de Santo Issa, com base nesse suposto manuscrito. Segundo ele, Issa teria deixado seu país aos 13 anos para viver nas cidades da Índia e aprender as doutrinas secretas das Escrituras e que teria aprendido os Vedas com os gurus (RHODES, 1995, p. 51, 52). A verdade é que tal manuscrito nunca existiu. Isso foi descoberto no ano seguinte à publicação do referido livro. Segundo J. Archibald Douglas, professor do Government College, em Agra, Índia, não existe tal evidência histórica.

Ele esteve no mosteiro da suposta descoberta, em 1895, quando perguntou ao chefe dos monges se ele foi premiado pela descoberta, sua resposta foi: “Nunca houve o tal livro no mosteiro” (RHODES, 1995, p. 53). Isso foi confirmado, ainda, por Max Müller, historiador das religiões e filósofo alemão (1823-1900), professor da Universidade de Oxford, Londres. Ele era defensor da filosofia oriental, mas mesmo assim, considerou real e digno de crédito o testemunho de uma mulher que esteve no referido mosteiro, a qual disse: “Nunca esteve um russo aqui e nunca houve uma Vida de Cristo aqui”. Em 1926, o Dr. Edgar J. Goodspeed, professor da Universidade de Chicago, examinou a obra de Notovich e descobriu que o tal livro era muito dependente dos evangelhos e que havia muitos erros históricos (RHODES, 1995, p. 53).

Essa falácia do Jesus hindu é sem base bíblica, teológica, histórica e arqueológica. Já vimos que essa lacuna nos evangelhos deve-se ao fato de ser o propósito divino, revelado na Bíblia, a salvação da humanidade “o Pai enviou seu Filho para Salvador do mundo” (1 Jo 4:14). O Senhor Jesus é apresentado nos evangelhos como alguém que era natural na comunidade de seu povo, e não como um estrangeiro. Sua maneira de viver e os seus ensinos refletem a cultura judaica, e nada há que se pareça com a cultura hindu (Lc 4:22-24). Os moradores de Nazaré, admirados com o que viam, perguntaram logo: “Não é este o carpinteiro, filho de Maria e irmão de Tiago, e de José, e de Judas, e de Simão? E não estão aqui conosco suas irmãs? E escandalizavam-se nele” (Mc 6: ). Ora, tal atitude do povo não se justificaria se Jesus fosse um recém chegado da Índia.

Os três países, fora de Israel, que o Senhor Jesus visitou foram Egito (Mt 2:14, 15), Líbano, as antigas cidades de Tiro e Sidom, na Fenícia (Mt 15:21) e Jordânia. Diante do exposto, damo-nos por satisfeitos com as poucas informações inspiradas disponíveis, pois são elas suficientes para a compreensão da vida de Jesus. São peças importantes na construção da verdadeira cristologia. O compromisso do cristão é com o que está escrito nas Escrituras, portanto, não devemos nos preocupar com especulações.

Fonte:
SOARES, Esequias. Cristologia: A Doutrina de Jesus Cristo. 1ª Ed. São Paulo: Hagnos, 2008.
¹O calendário cristão foi organizado pelo abade Dionísio Exiguus, em 525, que fixou o ano 753
AUC como o ano 1 da Era Cristã, sendo que Jesus nasceu em 749 AUC, por isso o nosso calendário
está atrasado quatro anos.
²O Talmude, literatura religiosa dos judeus, divide-se em duas partes: Mishná e Guemará. A
Mishná é o comentário das Escrituras (Antigo Testamento), dividida em seis ordens, essas em 63
tratados; esses, em capítulos, no total de 525 e cada capítulo, em sessões. O Pirkey Aboth
(pronuncia-se avôth) e o Niddar são tratados.
³Hagigah é um tratado do Talmude.
¹¹Sanh é a forma abreviada de Sanhedrim, um tratado do Talmude.
²²Guru é um mestre no hinduísmo, uma manifestação de Brâman, “todos os deuses em um”,
diferente de Brama, o criador, o primeiro deus do trimurti hindu: Brama, Vishnu e Shivá. Cada
hindu deve seguir um guru para alcançar a auto-realização.
³³Avatar é no hinduísmo a encarnação de Vishnu, os hindus acreditam que essa divindade já se
encarnou várias vezes. Cada grupo afirma ter seu próprio avatar.
¹¹¹Esses eruditos publicaram diversos artigos nas revistas acadêmicas dos Estados Unidos e
Europa. Hershel Shanks, um deles, organizou esses artigos e publicou em forma de livro, lançado no
Brasil pela Imago Editora, Rio de Janeiro, em 1993, intitulado: Para Compreender os Manuscritos do
Mar Morto.
²²²Esses eruditos publicaram diversos artigos nas revistas acadêmicas dos Estados Unidos e
Europa. Hershel Shanks, um deles, organizou esses artigos e publicou em forma de livro, lançado no
Brasil pela Imago Editora, Rio de Janeiro, em 1993, intitulado: Para Compreender os Manuscritos do Mar Morto.

Rev. Billy Graham é hospitalizado com problemas respiratórios

O reverendo Billy Graham, 95, foi internado em um hospital em Asheville, Carolina do Norte, terça-feira após ter problemas respiratórios, um porta-voz da família confirmou.

Billy Graham
“Sr. Graham está no hospital com um problema de congestão respiratória, semelhante ao que teve há algumas semanas”, disse o porta-voz Mark DeMoss. “Como foi o acaso, então, esperamos que ele seja capaz de voltar para casa em um dia ou dois.”

O evangelista cristão e pregador mundialmente famoso, que tem lutado contra vários problemas de saúde no passado, era esperado para ser liberado do Hospital Mission e voltar para a sua casa na quinta-feira.

Os admiradores de Graham, preocupados com as notícias sobre seu estado de saúde, foram para o Twitter e Facebook na quarta-feira e começaram a usar o hashtag “PrayingForBillyGraham” (Orando Por Billy Graham, tradução livre).

Graham, que se aposentou da pregação pública há vários anos, realizou uma reunião em 07 de novembro para comemorar seu aniversário e o lançamento de sua nova mensagem para a América intitulada “A Cruz”.

Graham, que perdeu a esposa Ruth Bell Graham, em junho de 2007 e com quem teve cinco filhos, manteve-se em sua casa de montanha na Carolina do Norte em 2005, depois de cerca de 60 anos de pregação. Ele é autor de aproximadamente 13 livros, sendo o último deles “A Razão para a Minha Esperança: Salvação” (Outubro de 2013).

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Fragmentos das versões das bíblias mais antigas do mundo são expostos em Jerusalém

Museu de Jerusalém mostra trajetória da Bíblia até os dias de hoje

Versões das bíblias mais antigas do mundo são
expostas em Jerusalém
As antigas perguntas sobre onde está “a Bíblia original” e “o quanto a Igreja mudou o texto bíblico” ainda persistem para muitos. Agora surge mais uma oportunidade de tentar esclarecer a trajetória que as Escrituras passaram até chegarem ao século 21.

O Museu Terras da Bíblia, localizado em Jerusalém, fará uma exposição a partir de 23 de novembro deste mês, sobre a história da Bíblia. O material mostra as raízes judaicas do cristianismo e a difusão da fé através da palavra escrita. Apresenta o desenvolvimento da Bíblia juntamente com a disseminação do judaísmo e o cristianismo, a partir de Israel.

A mostra “O Livro dos Livros” reúne fragmentos originais das bíblias mais antigas do mundo, alguns de quase 2 mil anos. São manuscritos, objetos e documentos impressos que mostram a importância do texto sagrado no desenvolvimento da civilização ocidental.

Amanda Weiss, diretora do Museu, asseverou: “A exposição é a primeira já feita no mundo que mostra de maneira equilibrada as histórias do Tanach (Bíblia judaica), e do Novo Testamento que compõem a Bíblia cristã. Trata-se de uma combinação incomum de documentos bíblicos e comentários importantes e transcendentais jamais encontrados e reunidos nesta exclusiva exibição”.

Os visitantes poderão ver, de forma cronológica, parte dos manuscritos bíblicos mais antigos conhecidos, bem como suas interpretações e representações. São papiros milenares escritos em hebraico e aramaico, e também material em grego, latim e siríaco dos primeiros séculos. Passando por volumes medievais manuscritos, até chegar às primeiras versões impressas.

São mais de 200 obras, incluindo fragmentos da Septuaginta (versão da Bíblia hebraica), as escrituras mais antigas do Novo Testamento, manuscritos raros, fragmentos delicados da Geniza (uma espécie de depósito de escritos antigos e ilegíveis) do Cairo e páginas originais da Bíblia de Gutenberg, bem como outra que pertenceu ao rei Henrique VIII da Inglaterra, e vários volumes da versão popular do rei James I.

Exposição no Museu Terras da Bíblia
Um dos mais importantes é parte dos rolos do Mar Morto, as cópias mais antigas dos textos do Antigo Testamento, cujos originais estão em Amã, na Jordânia. Jehuda Kaplan, diretor do Departamento de Educação do museu, explica “Esta é a primeira vez que este texto é apresentado em Israel. Está escrito em hebraico e menciona as regras da comunidade que vivia ali no século I”.

Outra parte importante são os fragmentos da Septuaginta (versão do Velho Testamento para o grego koiné), refletindo o vínculo inegável entre o início do cristianismo e o Judaísmo. A exibição se estenderá até abril de 2014. Com informações CBN.

Fonte: Gospel Prime

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Jesus quer que cada um ame a si mesmo em primeiro lugar, e depois os outros, ou o contrário?

"E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo."

Jesus disse em Mateus que temos de amar o nosso próximo como a nós mesmos. Mas se amarmos a nós mesmos antes do nosso próximo, isso seria por o "eu" antes do próximo.

Jesus está ensinando que deveríamos ser egoístas?

Amar as outras pessoas como amamos a nós mesmos pode ser entendido de diferentes modos, mas de modo algum Jesus está querendo dar a entender que devemos ser egoístas - A Bíblia condena os "egoístas" (II Tm 3:2). Ela nos exorta a não considerarmos apenas os nossos próprios interesses, mas também o interesse de outros (Fp 2:4). Há três modos de entender a frase: "Amarás o teu próximo como a ti mesmo".

Primeiro, alguns creem que Jesus está dizendo que devemos amar os outros como devemos amar a nós mesmos, ou seja, de maneira não egoística. Isso, entretanto, soa muito sutil e com a característica de uma discussão teórica, fora dos padrões do ensino normal de Jesus, feito geralmente com palavras diretas. Seria bem mais direto dizer apenas para não sermos egoístas, do que dizer para nos amarmos de modo não egoísta.

Segundo, Jesus poderia ter em mente que deveríamos amar os outros como devemos amar a nós mesmos, ou seja, adequadamente. Há um legítimo auto-respeito ou amor-próprio. Efésios nos diz para cuidarmos de nossos corpos, "porque ninguém jamais odiou a própria carne; antes, a alimenta e dela cuida" (5:28-29). Não há nada de errado no legítimo cuidado de si mesmo nem no auto-respeito. A Bíblia condena quem esteja pensando "de si mesmo além do que convém", mas o incita a pensar "com moderação" (Rm 12:3). Nesse sentido, Jesus pode estar dizendo que amemos os outros como devemos amar a nós mesmos.

Terceiro, Jesus poderia ter em mente que deveríamos amar os outros tanto quanto amamos a nós mesmos, isto é, que deveríamos medir o quanto devemos amar os outros com a mesma medida com que de fato amamos a nós próprios, não significando isso que o modo como nos amamos esteja correto. Antes, Deus pode estar simplesmente apontando para o amor próprio como sendo o padrão pelo qual devemos julgar até que ponto amar os outros. Dessa forma, haverá um monitoramento automático do nosso amor próprio, já que será com essa mesma intensidade que teremos de amar os outros também.

Fonte: GEISLER, Norman; HOWE, Thomas. Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e "Contradições" da Bíblia. 1ª Ed. São Paulo: Mundo Cristão, 1999.

sábado, 16 de novembro de 2013

Seremos como os anjos (espíritos) no céu, seres sem corpos físicos?

"Porque na ressurreição nem casam nem são dados em casamento; mas serão como os anjos de Deus no céu."
(Mateus 22:30)

Jesus disse que na ressurreição seremos "como os anjos no céu" (Mt 22:30). Mas os anjos não tem corpos físicos - eles são espíritos (Hb 1:14). Assim, argumenta-se que não teremos corpos físicos na ressurreição. Isso, contudo, é uma contradição aos versículos que afirmam que haverá uma ressurreição do corpo físico da sepultura (Jo 5:28-29; Lc 24:39).

Como podemos resolver esta aparente contradição?

Jesus não disse que seríamos como anjos no sentido de que eles são espíritos, mas que seremos como eles no sentido de que não se casam. Duas observações são relevantes nesse assunto.

Em primeiro lugar, o contexto não está falando acerca da natureza do corpo ressurreto, mas do fato de haver ou não casamento no céu. A pergunta feita a Jesus foi: "Na ressurreição, de qual dos sete [maridos que ela teve] será ela esposa? Porque todos a desposaram" (22:28). A resposta de Jesus foi que, assim como os anjos, não haverá casamentos no céu. Portanto, no céu a mulher não estará casada com nenhum daqueles sete maridos. Ele nada falou quanto a ter corpos não-materiais no céu. Tal conclusão é totalmente injustificável pelo contexto.

Em segundo lugar, quando Jesus disse: "na ressurreição ... são ... como os anjos no céu", obviamente ele se refere ao fato de que eles "nem casam, nem se dão em casamento" (v. 30). Jesus não disse que seriam como anjos no sentido de que não teriam corpos físicos, mas no sentido de abster-se sexualmente. Assim, podemos compreender que não há contradição entre os dois pontos apresentados.

Fonte: GEISLER, Norman; HOWE, Thomas. Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e "Contradições" da Bíblia. 1ª Ed. São Paulo: Mundo Cristão, 1999.

Quando foi que Jesus amaldiçoou a figueira, antes ou depois da purificação do templo?

"E entrou Jesus no templo de Deus, e expulsou todos os que vendiam e compravam no templo, e derribou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas;
E disse-lhes: Está escrito: A minha casa será chamada casa de oração; mas vós a tendes convertido em covil de ladrões.
E foram ter com ele no templo cegos e coxos, e curou-os.
Vendo, então, os principais dos sacerdotes e os escribas as maravilhas que fazia, e os meninos clamando no templo: Hosana ao Filho de Davi, indignaram-se,
E disseram-lhe: Ouves o que estes dizem? E Jesus lhes disse: Sim; nunca lestes: Pela boca dos meninos e das criancinhas de peito tiraste o perfeito louvor?
E, deixando-os, saiu da cidade para Betânia, e ali passou a noite.
E, de manhã, voltando para a cidade, teve fome;
E, avistando uma figueira perto do caminho, dirigiu-se a ela, e não achou nela senão folhas. E disse-lhe: Nunca mais nasça fruto de ti! E a figueira secou imediatamente."

(Mateus 21:12-19) compare com (Mc 11:12-14,20-24)

Mateus coloca a maldição da figueira depois da purificação do templo. Entretanto, Marcos a coloca antes desse evento. Mas essas duas colocações não podem ser ambas verdadeiras.

Será que um dos evangelistas cometeu um erro?

Na verdade Jesus amaldiçoou a figueira quando ia para o templo, como Marcos disse, mas isso não significa que o relato de Mateus esteja errado. Cristo foi ao templo duas vezes, e ele amaldiçoou a figueira na segunda ida.

Marcos 11:11 diz que Cristo entrou no templo no dia da sua entrada triunfal. O evangelista não mencionou que Jesus tenha feito alguma proclamação contra qualquer coisa errada, ao entrar no templo. O versículo 12 usa a expressão: "No dia seguinte", referindo-se à jornada até o templo, quando passaram pela figueira, no segundo dia. Foi nesse momento que Cristo expulsou os que compravam e vendiam no templo.

Mateus, entretanto, refere-se às duas idas de Cristo ao templo como se fossem um só evento, e relata em seguida a maldição sobre a figueira. Fica-se assim com a impressão de que na primeira ida ao templo Cristo expulsou os que ali vendiam e compravam. O relato de Marcos, portanto, nos fornece mais detalhes desses eventos, revelando que realmente foram duas as idas ao templo. Em vista disso, não temos razão alguma para crer que haja uma discrepância entre os relatos.

Fonte: GEISLER, Norman; HOWE, Thomas. Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e "Contradições" da Bíblia. 1ª Ed. São Paulo: Mundo Cristão, 1999.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Quantos cegos Jesus curou, dois ou um?

"E, saindo eles de Jericó, seguiu-o grande multidão.
E eis que dois cegos, assentados junto do caminho, ouvindo que Jesus passava, clamaram, dizendo: Senhor, Filho de Davi, tem misericórdia de nós!
E a multidão os repreendia, para que se calassem; eles, porém, cada vez clamavam mais, dizendo: Senhor, Filho de Davi, tem misericórdia de nós!
E Jesus, parando, chamou-os, e disse: Que quereis que vos faça?
Disseram-lhe eles: Senhor, que os nossos olhos sejam abertos.
Então Jesus, movido de íntima compaixão, tocou-lhes nos olhos, e logo seus olhos viram; e eles o seguiram."

(Mateus 20:29-34) (cf. Mc 10:46-52; Lc 18:35-43).

Mateus diz que Cristo curou dois homens, mas Marcos refere-se a apenas um cego sendo curado (10:46).

Isso parece ser uma clara contradição.

Embora Marcos registre que uma pessoa foi curada, isso não significa que não foram dois, como Mateus diz. Antes de mais nada, Marcos não declara que apenas um cego foi curado.

Mateus disse que foram dois, e onde há dois, sempre há um, sem exceção!

Mateus anteriormente mencionara dois endemoninhados, e Marcos e Lucas fazem menção a apenas um (Mt 8:28-34). Nesse relato também Mateus menciona dois cegos, sendo que Marcos menciona um. O fato de Marcos mencionar o nome de um dos cegos, Bartimeu (que quer dizer "filho de Timeu"), e o nome de seu pai, Timeu (10:46), indica que ele se concentrou naquele que conhecia pessoalmente. Se duas pessoas viessem a receber uma medalha de honra do presidente do país, e se uma dessas pessoas fosse um amigo seu, é compreensível que, quando você relatasse a história, você se referisse simplesmente àquele seu conhecido como tendo recebido a medalha.

Portanto, vemos que não há contradição alguma nas passagens supra citadas.

Fonte: GEISLER, Norman; HOWE, Thomas. Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e "Contradições" da Bíblia. 1ª Ed. São Paulo: Mundo Cristão, 1999.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Há alguma coisa impossível para Deus?

"E Jesus, olhando para eles, disse-lhes: Aos homens é isso impossível, mas a Deus tudo é possível."
(Mateus 19:26)

De acordo com este versículo, "para Deus tudo é possível". Contudo, Hebreus 6:18 declara que "é impossível que Deus minta".

O contexto em Mateus indica que Jesus está falando sobre o que é humanamente impossível, ao passo que Hebreus nos informa de que algumas coisas (como, por exemplo, mentir) são realmente impossíveis para Deus. Observe que, na frase precedente, Jesus disse: "isto é impossível aos homens", indicando que ele estava falando acerca do que é humanamente impossível, mas possível para Deus. Entretanto, há algumas coisas que Deus mesmo não pode fazer. Por exemplo, ele não pode fazer nada que esteja em contradição com a sua natureza, como por exemplo cessar de ser Deus, ou deixar de ser santo, ou fazer algo que seja logicamente impossível (como fazer um círculo quadrado ou forçar alguém a amá-lo por sua livre vontade).

Deus não pode fazer uma pedra tão grande que ele não consiga levantá-la, pois o que é criado não pode ser maior do que o Criador. Entretanto, Deus pode fazer qualquer coisa que seja possível fazer. Ele é todo-poderoso (Onipotente), o "El Shadai" (cf.Jó 5:17; 6:14; 42:2).

Fonte: GEISLER, Norman; HOWE, Thomas. Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e "Contradições" da Bíblia. 1ª Ed. São Paulo: Mundo Cristão, 1999.

Equipes cristãs de socorro ajudam vítimas do maior tufão da história

Tufão atinge Filipinas e deixa mais de 1200 mortos.

Equipes cristãs de socorro ajudam vítimas do maior
tufão da história
Considerado o tufão mais forte da história, deixou ao menos 1200 pessoas mortas nas Filipinas neste final de semana. Chamado de “supertufão Haiyan”, seus ventos atingiram a terra a mais de 300 quilômetros por hora e gerou ondas de mais de 5 metros de altura.

O rastro de destruição pode ser visto no sudeste asiático, derrubando até os edifícios mais altos e arrasando a região central das Filipinas. São cerca de 1,2 milhão de pessoas afetadas nas ilhas centrais das Filipinas e mais 600 mil no Vietnã. A Cruz Vermelha estima que o número total de mortos pode passar de 10 mil, incluindo vítimas de afogamento, deslizamentos de terra e desmoronamentos de casas e edifícios.

Aos poucos as pessoas estão voltando para casa, mas muitas encontram apenas escombros onde ficavam os seus lares. A ONG cristã Visão Mundial enviou todos os voluntários disponíveis para a região formada pelas várias ilhas que formam a nação filipina.

Eles trabalharão ao lado da Cruz Vermelha, oferecendo além da Palavra de Deus, kits de higiene básica e abrigos de emergência para os sobreviventes. A chamada equipe de resposta a desastres é formada por estrangeiros e 37 filipinos que tiveram suas próprias casas atingidas pelo desastre natural.

Eles estão em Leyete, uma das ilhas mais afetadas. Erna Tupaz, membro da equipe da Visão Mundial, explica: “O tufão destruiu totalmente a nossa casa. Estamos vivendo com os vizinhos agora. Não posso fazer nada além de orar…”

Um dos especialistas em emergências da Visão Mundial, Aaron Aspi, relata: “Foi como acordar de um pesadelo. Fiquei a noite toda em um quarto com apenas uma vela ao meu lado, tudo estava escuro como breu. A esperança parece ter chegado apenas com os primeiros raios de sol da manhã”. Ela trabalha agora com Meldred Matol, uma das primeiras voluntárias da “força-tarefa de emergência” que chegou ao local para avaliar os danos. “Como trabalhadores humanitários precisamos realmente nos concentrar, mesmo sabendo que nossas famílias também foram afetadas. Espero que Deus nos dê forças para enfrentar o que vimos quando chegamos lá”.


A ONG britânica Christian Aid [Ajuda Cristã] também está na região, ajudando escolas e igrejas a se tornarem abrigos para os que ficaram sem casa “A escala e a magnitude desse desastre ultrapassa todas as medidas de contingência a que estamos acostumados”, explica Javier Alwynn.

Um dos líderes da Christian Aid no local, Javier conta que foram enviadas três equipes de socorro formadas por voluntários e missionários. A ONG está fazendo uma campanha de oração pelas Filipinas e coletando ofertas especiais em sua página na internet para oferecer cobertores e água potável às vítimas nos próximos dias. Também precisam levar geradores ao local, já que não há eletricidade na ilha. Com informações NY Times, Christian AID e Christian Today.

Fonte: Gospel Prime

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Se Jesus era Deus encarnado, por que ele parece ter admoestado o jovem rico por este tê-lo chamado de bom?

"E eis que, aproximando-se dele um jovem, disse-lhe: Bom Mestre, que bem farei para conseguir a vida eterna? E ele disse-lhe: Por que me chamas bom? Não há bom senão um só, que é Deus. Se queres, porém, entrar na vida, guarda os mandamentos. Disse-lhe ele: Quais? E Jesus disse: Não matarás, não cometerás adultério, não furtarás, não dirás falso testemunho; Honra teu pai e tua mãe, e amarás o teu próximo como a ti mesmo. Disse-lhe o jovem: Tudo isso tenho guardado desde a minha mocidade; que me falta ainda?
Disse-lhe Jesus: Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, e segue-me. E o jovem, ouvindo esta palavra, retirou-se triste, porque possuía muitas propriedades. Disse então Jesus aos seus discípulos: Em verdade vos digo que é difícil entrar um rico no reino dos céus. E, outra vez vos digo que é mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus. Os seus discípulos, ouvindo isto, admiraram-se muito, dizendo: Quem poderá pois salvar-se? E Jesus, olhando para eles, disse-lhes: Aos homens é isso impossível, mas a Deus tudo é possível. Então Pedro, tomando a palavra, disse-lhe: Eis que nós deixamos tudo, e te seguimos; que receberemos? E Jesus disse-lhes: Em verdade vos digo que vós, que me seguistes, quando, na regeneração, o Filho do homem se assentar no trono da sua glória, também vos assentareis sobre doze tronos, para julgar as doze tribos de Israel. E todo aquele que tiver deixado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou mulher, ou filhos, ou terras, por amor de meu nome, receberá cem vezes tanto, e herdará a vida eterna.
Porém, muitos primeiros serão os derradeiros, e muitos derradeiros serão os primeiros."

(Mateus 19:16-30)

O jovem rico chamou Jesus de "Bom Mestre" (Mt 19:16, SBTB; Mc 10:17; Lc 18:18), e Jesus o admoestou, dizendo: "Por que me chamas bom? Não há bom senão um só, que é Deus" (v. 17, SBTB). Contudo, em outras ocasiões Jesus não apenas reivindicou ser Deus (Mc 2:8-10; Jo 8:58; 10:30), mas também aceitou a declaração que outros fizeram de ser ele Deus (Jo 20:28-29).

Por que ele parece estar negando ser Deus ao jovem rico?

Jesus não negou ser Deus ao jovem rico. Ele simplesmente pediu-lhe que examinasse as implicações do que estava dizendo. Com efeito, Jesus estava dizendo-lhe: "Você percebe o que está implícito quando você me chama de bom? Você está dizendo que eu sou Deus?"

O jovem não percebeu as implicações do que ele estava dizendo. Dessa forma Jesus o estava forçando a um dilema bastante desconfortável. Ou Jesus era bom e Deus, ou ele era mau e homem.

Um bom Deus ou um mau homem, mas não simplesmente um bom homem. Essas são as reais alternativas a respeito de Cristo. Pois nenhum homem bom declararia ser Deus, não o sendo.

Aquele Cristo liberal, que era apenas um bom mestre da moral, mas não Deus, não passa de uma ficção criada pela imaginação humana. Toda a tradição judaica enfatizava a bondade divina usando como um título a expressão "O Bom" para Deus. Assim, vemos que Jesus não somente era bom, mas Deus (que é Bom) feito em carne (Jo. 1:1).

Fontes:
GEISLER, Norman; HOWE, Thomas. Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e "Contradições" da Bíblia. 1ª Ed. São Paulo: Mundo Cristão, 1999.
KEENER, Craig S. Comentário Bíblico Atos. Novo Testamento: 1ª ed. Belo Horizonte: Editora Atos, 2004.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Pastor Saeed Abedini é transferido para pior prisão do Irã

Abedini está no mesmo pavilhão que os condenados por crimes como estupro e assassinato.

Saeed Abedini é transferido para pior prisão do Irã
O pastor iraniano de nascimento Saeed Abedini naturalizou-se americano, mas constantemente fazia viagens missionárias ao seu país natal. Desde setembro de 2012 ele está preso no Irã por causa de sua fé cristã. Inicialmente, sua pena é de oito anos.

É constantemente torturado e forçado a negar Jesus. Conforme as notícias mais recentes ele está muito doente. No início deste mês, foi transferido da prisão de Evin, em Teerã, para a prisão Rajai Shahr em Karaj, 20 km a oeste da capital.

A fama dessa prisão é de ser a pior do Irã. “Ir para Karaj é uma punição severa”, afirmou Loes Bijnen, um diplomata holandês que vive no país. “Lá dentro você não é mais um ser humano. Fica fora do alcance de todos, incluindo ativistas de direitos humanos e a imprensa. Assassinatos ou mortes inexplicáveis ​​ocorrem com frequência”.

Parentes do pastor tentaram visitá-lo nesta segunda-feira, mas foram informados que isso não é permitido na nova prisão. Abedini está no mesmo pavilhão que os condenados por crimes como estupro e assassinato.

Jordan Sekulow, diretor executivo do Centro Americano para Lei e Justiça, contesta: “A mudança para esta prisão é muito preocupante. Só pode ser visto como um movimento que coloca a vida do Pastor Saeed seriamente em risco”.

Em uma das cartas que conseguiu enviar da prisão, narrou o que estava vivendo em Evin, ressaltando que só sairá vivo da cadeia se negar a Cristo. Mas assevera: “eles nunca vão ouvir isso de mim”.

Embora haja um amplo apoio nos EUA para a libertação de Abedini, Sekulow diz que o presidente Barack Obama precisa se posicionar e dar passos claros para salvar sua vida. No Brasil, o deputado pastor Marco Feliciano pediu uma posição do governo brasileiro sobre o caso. Com informações de Religion Today.

Fonte: Gospel Prime

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Pastor da Igreja Mundial em Moçambique é atacado por muçulmanos

Ele está internado em um hospital na cidade de Beira

Pastor da Igreja Mundial em Moçambique é
atacado por muçulmanos
Homens armados atacaram um comboio de 20 carros de evangélicos na cidade de Muxungue, em Moçambique, no último dia 29. O atentado acabou atingindo um brasileiro pastor da Igreja Mundial do Poder de Deus.

O pastor Itamar Fernandes, brasileiro da Missão Internacional de Evangelização para o Interior da África está ajudando o missionário que foi baleado e precisou passar por duas operações para tirar os estilhaços da bala.

O ataque foi realizado pelo grupo opositor Renamo (Resistência Nacional Moçambicana) que não aceita o tratado de paz assinado em 1992 com o governo, o que pode resultar em mais uma guerra civil.

“Estamos preocupados, mas sabemos que a população não quer uma guerra”, disse o pastor Fernandes para a Folha de São Paulo.

Os conflitos estão se espalhando pelas cidades e preocupado o governo e a população de Moçambique. Na última quinta-feira (30) milhares de moçambicanos protestaram em Maputo e em outras duas cidades contra a ameaça de um conflito armado.

O grupo de evangélicos estava seguindo para um evento religioso na capital Moçambique quando o grupo de homens fortemente armados atingiu um dos carros do comboio.

Os brasileiros que estão em missão no interior do país estão sendo orientados por Fernandes a se mudarem para as cidades. “Mas não é seguro fazer isso agora, há ataques, e muitas vezes não dá mais para sair”, disse.

O pastor atacado se chama Admilson e é casado com uma sul-africana. Com informações da Folha de SP.

Fonte: Gospel Prime

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