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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

A Besta que Surgiu do Mar (2ª Parte)

2ª Parte do artigo A Besta que Surgiu do Mar...

Conquista e Autoridade (Ap 13:7)

"E foi-lhe permitido fazer guerra aos santos, e vencê-los; e deu-se-lhe poder sobre toda a tribo, e língua, e nação."

¹É dada também à besta permissão para guerrear contra os santos e vencê-los. E, de fato, ela chega a derrotar os que são fiéis a Cristo. O que o Anticristo não imagina é que o martírio destes santos é o meio de eles chegarem à presença do Senhor nos céus. Poder e autoridade são outorgados igualmente à besta sobre "toda tribo, língua e nação". Observemos que a besta não age com base em sua própria autoridade. O Anticristo somente executará o que lhe for permitido executar. Coloca-se, assim, como o principal agente de Satanás na execução de seus planos. Mas devemos reconhecer ainda que Satanás irá somente até onde Deus permitir. Em última instância: Deus é quem tem a palavra final. A permissão vem de Deus, que permanece acima da besta e do dragão e de todas as manifestações do mal.

A autoridade e o governo da besta são aumentados. Além das dez nações, controla ela, agora, o mundo todo. Tendo como base Daniel 7:3-8, 19-25; 11:45; 26:6,7, é evidente que o Anticristo terá o controle de todas as nações no princípio dos últimos três anos e meio da Grande Tribulação. Daniel 7:21 também faz referência ao modo como o Anticristo tratará os santos. Ele há de "prevalecer contra estes", dando a entender que os matará. Neste caso específico, santos são os que rejeitaram a nova religião controlada e popularizada pelo Anticristo. Permanecem fiéis à Palavra de Deus e ao Senhor Jesus Cristo a ponto de suportarem a perseguição e a própria morte. A besta os vencerá, mas isto não significa que a sua fé será destruída. Pelo contrário: a maioria deles, ou todos, reunir-se-á aos mártires. Eles, por conseguinte, é que são os reais vencedores; sua recompensa será grande.

A Adoração à Besta (Ap 13:8)

“E adoraram-na todos os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo.” Agora já está esclarecido quem adorará a besta: todo aquele cujo nome não está escrito no livro da vida do Cordeiro! Satanás sempre procurou adoração. No deserto, tentou Jesus a dobrar-se diante dele para adorá-lo. Mas o Senhor Jesus saiu-se vitorioso (Mt 4:8-10). Mas durante a última parte da tribulação, todo o mundo, livre e espontaneamente, adorará a besta. Através dela, o próprio Satanás. Chegarão a crer que a besta é maior que o Deus verdadeiro.

A forma sintática grega ensina-nos que a frase "antes da fundação do mundo" não se refere ao registro dos nomes em si, mas ao sacrifício expiatório de Cristo. João reconhece ter sido a morte de Jesus, no Calvário, como o Cordeiro de Deus pelos pecados do mundo, um fato previsto nos planos de Deus antes mesmo da criação do mundo (Gn 3:15; I Pe 1:18-20). Somente através d'Ele é que podemos ter a vida eterna e o nome escrito no livro da vida. Deste modo, os santos são os que confiam em Jesus. Incluem-se nesta lista os israelitas que receberem a Jesus Cristo como seu Messias e Salvador.

Uma Advertência e Uma Certeza (Ap 13:9,10)

"Se alguém tem ouvidos, ouça. Se alguém leva em cativeiro, em cativeiro irá; se alguém matar à espada, necessário é que à espada seja morto. Aqui está a paciência e a fé dos santos." O versículo nove parece um elo entre as declarações de Jesus no capítulo dois de Apocalipse e as exortações encontradas nos evangelhos (Mt 11:15; Mc 4:23). Este versículo enfatiza a importância das palavras que se seguem. O que está sendo dito não tem a intenção de satisfazer-nos a curiosidade, nem é escrito somente para o benefício daqueles que viverão nos finais dos tempos. É uma advertência a toda a Igreja; é um encorajamento a todo aquele que atravessa problemas difíceis.

Se alguém leva em cativeiro, em cativeiro irá. Talvez alguém pense que de uma maneira, ou de outra, escapará do julgamento divino, mas não escapará. Alguém que mata à espada, à espada será morto (Mt 26:52). A lei da semeadura e da ceifa não foi revogada. As forças de Satanás e da besta não serão capazes de escapar a seus efeitos. Os agentes do Anticristo que capturam e matam os que se recusam a receber o sinal da besta, serão de igual modo derrotados. Como Apocalipse 19:15 mostra, há uma espada maior, a espada do Espírito, a espada da palavra viva de Deus. Jesus destruirá o Anticristo e todo o seu exército com a espada da sua boca. Basta que Ele fale, e a vitória final já é uma realidade. Os santos são relembrados. São reconfortados a suportar com paciência e firmeza. São encorajados em sua fé e confiança no Senhor (Ap 14:12).

Alguns manuscritos trazem a seguinte versão: "Se alguém promover o cativeiro, em cativeiro irá; e todo aquele que é para ser morto à espada, à espada será morto". A palavra (v.10) é enfática. Mostra o julgamento extremo da fé e da perseverança dos santos que estiverem vivendo sob a Grande Tribulação. Não devem eles, por conseguinte, pegar da espada para defender a si próprios. Antes, têm de mostrar sua paciência e fé. Devem submeter-se, pois o período do Anticristo será curto. Além do mais, reinarão com Jesus eternamente.

A Segunda Besta que se Levanta da Terra (Ap 13:11,12)

"E vi subir da terra outra besta, e tinha dois chifres semelhantes aos de um cordeiro; e falava como o dragão. E exerce todo o poder da primeira besta na sua presença, e faz que a terra e os que nela habitam adorem a primeira besta, cuja chaga mortal fora curada."

A primeira besta levantou-se do mar (isto é, das nações do mundo). Agora, a segunda besta há de se levantar da terra. Está claro, pois, que não vem do céu, apesar de sua proclamação e da ostentação que faz de seus poderes sobrenaturais. E "uma outra" besta; ou seja: é do mesmo tipo que a primeira. Sua aparência de cordeiro contrasta com suas palavras, pois fala "como dragão". Ela procura dar a impressão de ser um cordeiro - gentil e cuidadoso, cheio de amor. Mas tudo não passa de encenação. Ela é má. Suas palavras, embora convincentes, são enganosas. Faz parte do trio diabólico, que é uma imitação da trindade.

A verdadeira Trindade é uma tri-unidade composta por três pessoas divinas num único Ser Eterno. Este trio, porém, é constituído de seres separados; formam uma unidade somente nos planos satânicos. A segunda besta exercerá toda a autoridade e poder diante da primeira besta. Isto significa que o dragão, o próprio Satanás, é também a fonte de poder da segunda besta.

Com seu poder, ela ajudará a primeira besta. Forçará a terra e todos os seus habitantes a adorá-la, mostrando como aquela ferida mortal foi curada. Fica claro, pois, que não somente a sua cabeça, mas todo o seu corpo achava-se mortalmente ferido. Todavia, foi esta restaurada. Observamos que a preocupação da segunda besta será com a religião; ela é, portanto, identificada como o Falso Profeta (16:13; 19:20; 20:10).
Alguns creem que o Falso Profeta estará à frente da igreja apóstata durante a primeira parte da Grande Tribulação (os verdadeiros crentes já terão sido arrebatados para o encontro com Senhor Jesus nos ares).

Assim, o Falso Profeta tornar-se-á o líder do sistema religioso mundial que o Anticristo estabelecerá na última parte da Grande Tribulação. Ao glorificar a besta e a sua falsa ressurreição, o Falso Profeta imita o Espírito Santo, cuja missão é, entre outras coisas, glorificar o Cristo ressuscitado.

Milagres Enganosos e Falsos (Ap 13:13-15)

"E faz grandes sinais, de maneira que até fogo faz descer do céu à terra, à vista dos homens. E engana os que habitam na terra com sinais que lhe foi permitido que fizesse em presença da besta, dizendo aos que habitam na terra que fizessem uma imagem à besta que recebera a ferida da espada e vivia. E foi- lhe concedido que desse espírito à imagem da besta, para que também a imagem da besta falasse, e fizesse que fossem mortos todos os que não adorassem a imagem da besta."

A segunda besta, o falso profeta, opera muitos sinais e milagres ("sinais" no versículo 13 é a tradução da mesma palavra grega (semeia) usada no Evangelho de João para descrever os milagres de Jesus. Na presença dos povos, o falso profeta faz até com que fogo, aparentemente vindo do céu, caia na terra. Trata-se de uma imitação clara do milagre realizado por Elias ao desafiar os israelitas a decidirem entre o Senhor e Baal. Apesar dos sacerdotes de Baal não puderem realizar o prodígio (I Rs 18:22-34), o Falso Profeta, através do poder de Satanás, o fará. Todos ficarão impressionados. Até mesmo nesta era tão científica, há pessoas ingênuas dispostas a seguir os falsos profetas; são enganadas pelos milagres que não têm por objetivo a glorificação de Deus.

Os pretensos milagres do Falso Profeta têm por objetivo enganar a humanidade (I Ts 2:9-12). Mas Israel é advertido em Deuteronômio 13:1-3 a precaver-se contra os profetas que, apesar dos sinais e milagres que operam, levam o povo a desviar-se do verdadeiro Deus. Os tais devem ser considerados impostores. Pois os verdadeiros profetas falam por Deus, e encorajam o povo a servi-lo e a adorar a Cristo. Pode ser que o Falso Profeta tente criar uma igreja ecumênica, aglutinando todas as religiões numa só, fazendo com que todos adorem o Anticristo. Seus pretensos milagres serão uma imitação dos sinais e portentos bíblicos; constituir-se-ão numa tentativa de copiar o ministério do Espírito Santo.

Com os seus falsos sinais e milagres, a segunda besta confundirá os habitantes da terra (isto é, os incrédulos que forem aqui deixados). Estes, afinal, já se encontram no caminho largo da destruição por rejeitarem o Cordeiro de Deus. Jesus advertiu que falsos profetas e falsos cristos levantar-se-iam no final dos tempos (Mt 24:24). O Anticristo e o Falso Profeta representam o clímax de todos estes enganos. As pessoas, contudo, não conseguirão enxergar que os milagres do Falso Profeta são enganosos. Hão de aceitá-los como prova de que a besta é o Cristo verdadeiro.

Na realidade, o Falso Profeta persuade a todos a dedicar uma estátua ao Anticristo - a besta que sobreviveu a ferida mortal. Tal estátua será como a idealizada por Nabucodonosor visando a adoração de si mesmo (Dn 3:1). A estátua, ao que parece, será colocada no templo a ser reconstruído em Jerusalém (Dn 9:26; Mt 24:15; II Ts 2:4). Consequentemente, ela tornar-se-á num ponto central de adoração à Besta. Ao Falso Profeta é dado poder para comunicar vida à estátua da besta. O termo grego pneuma que pode ser usado como referência a qualquer tipo de espírito. Que tipo de trapaça, ou fraude, capacitou a besta a realizar tal portento, a Bíblia não revela. Talvez o Falso Profeta tenha ordenado ao espírito demoníaco que animasse a estátua. Ao fazê-lo, o Falso Profeta reivindica poder divino para si mesmo e à primeira besta - o Anticristo. Este é um dos seus maiores enganos.

A Bíblia deixa claro que somente Deus pode criar e dar a vida. O verbo hebraico bara, "criar", é sempre mostrado na Bíblia em estreito relacionamento com Deus. De diversas formas a Bíblia proclama o Senhor Deus tanto Criador como Redentor.

Através deste "espírito" a estátua da besta põe-se a falar, induzindo a humanidade a crer que o Anticristo seja realmente um ser divino. A estátua da besta, então, baixa um decreto, determinando que sejam mortos os que se recusarem a adorar o Anticristo. Isto reforçará a exigência do Falso Profeta quanto a uma religião única. Mas os que resistirem ao Anticristo e continuarem a adorar a Jesus, serão martirizados por sua fé (Ap 6:9; 14:12,13; 17:9-17). Fica patente, pois, que o Anticristo não seguirá uma filosofia ateísta. Seu sistema será religioso. Ele usará a religião para exaltar-se a si mesmo como Deus, como o fizeram os antigos reis da Assíria, Babilônia e Roma.

A Marca da Besta (13:16-18)

"E faz que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos, lhes seja posto um sinal na sua mão direita, ou nas suas testas; para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tiver o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome. Aqui há sabedoria. Aquele que tem entendimento, calcule o número da besta; porque é o número de um homem, e o seu número é seiscentos e sessenta e seis."

O Falso Profeta não fará exceções em sua exigência para que todos os habitantes da terra recebam a marca do Anticristo (isto é, da primeira besta). O texto diz claramente que todos serão marcados - "pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos".

A marca da besta é o substitutivo de Satanás para a marca com a qual o 144.000 serão selados (Ap 7:3), e que servirá para identificar os que pertencem a Deus. A marca da besta identificará os seus seguidores, os que se acham sob o controle de Satanás.

A palavra "marca" (grego charagma) era usada para designar o selo, que poderia ser gravado, colado ou impresso. Era destinado a marcar cavalos, autenticar documentos e cunhar moedas. Não há, contudo, evidência de que algum tipo de selo haja sido usado, nos dias de João, para marcar seres humanos. 

Nenhuma marca era impressa naqueles que juravam lealdade aos imperadores de Roma. Isto evidencia estar completamente equivocada a perspectiva preterista usada para interpretar o Apocalipse. A natureza da marca da besta, ou o método pela qual é aplicada, não é descrita, exceto a indicação do seu número. Fica claro que, desde o momento em que a for aplicada, tornar-se-á permanente. Os que a aceitam, farão como testemunho de sua rejeição a Cristo. A pressão econômica os ajudará a decidir-se por receber a marca.

Entende-se pelo texto que a marca da besta controlará a economia de todo o mundo, pois ninguém poderá comprar ou vender sem esta identificação. Nada disto aconteceu durante as perseguições romanas, ou nos períodos mais negros da história da Igreja. O domínio sobre a economia mundial será usado como incentivo aos reticentes para que aceitem a marca da besta. Desde que a marca é identificada com o nome da primeira Besta, ela tem a ver com a sua natureza e caráter. A marca simboliza ainda plena submissão ao Anticristo e ao Falso Profeta. Lendo o versículo 15, tem-se a impressão de que os que se recusam a recebê-la serão identificados, descobertos e martirizados.

O versículo 18 oferece uma pequena lista para se entender o sentido da marca e do nome, ou caráter, da besta. O número 666, no entanto, tem-se tornado mui controvertido, e vem promovendo mais especulações que qualquer outra coisa da Bíblia. Antes da invenção dos números arábicos (0,1,2,3...), os judeus e gregos tinham de escrever os números por extensos. Com o passar do tempo, começaram a substituir as letras do alfabeto pelo nome dos números. Assim, as primeiras dez letras eram usadas para os números de 1 até 10. A letra seguinte designava o 20, a outra 30, e daí por diante.

Vem se constituindo num passatempo popular adicionar letras aos mais diversos nomes para se obter a identidade da besta. Alguns concluem que o Anticristo haja sido Nero César, pois tal nome em caracteres hebraicos soma 666. Contudo, o Apocalipse está no grego, e fala do Alfa e do Omega, letras do alfabeto grego; e não "Alefe" e "Tau", letras do alfabeto hebraico. Assim, há somente especulação ao atribuir-se o número 666 a Nero.

Através da história, vem-se tentando identificar o Anticristo nos ditadores e tiranos. Quando me encontrava em Israel em 1962, um judeu convertido disse-me para prestar atenção no nome de Richard Nixon, pois vertido em hebraico soma exatamente 666. Mais tarde, um irmão da Itália contou-me que a inscrição dedicada ao papa, e que pode ser vista no interior da basílica de São Pedro, em Roma, em algarismos latinos, também soma 666. É digno de nota que alguns escribas antigos substituíssem deliberadamente o número 666, por 616, para que se encaixasse com o nome de Calígula. A Igreja Primitiva, unanimemente, rejeitou o artifício.

O Apocalipse, contudo, nada fala sobre a soma de números do nome da besta. A única chave é esta: "é o número de um homem". Expositores da Bíblia interpretam o seis para simbolizar a raça humana. O três para designar a Trindade. As tripla repetição - 666 - pode simplesmente significar que o Anticristo é um homem que crê ser um deus, membro de uma trindade composta pelo Anticristo, Falso Profeta e Satanás (II Ts 2:4; Ap 13:8).

Fonte: HORTON, Stanley M. Apocalipse: As coisas que Brevemente Devem Acontecer: 7ª Ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2011.
¹Ipsis Litteris

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Por que as afirmações de Jesus do tipo "EU SOU" são mencionadas apenas em João?

"E Jesus lhes disse: Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome, e quem crê em mim nunca terá sede."
(João 6:35)

João menciona numerosas vezes que Jesus disse "Eu sou" (por exemplo, Jo 6:35; 8:58; 10:9; 14:6). Contudo, nem mesmo uma dessas afirmações é mencionada em qualquer dos demais Evangelhos. Será que João as inventou, ou Jesus de fato as fez?

João relatou com precisão o que viu e ouviu.

Primeiro, ele foi uma testemunha ocular daqueles eventos (cf. 1 Jo 1:1). O seu Evangelho está cheio de detalhes geográficos (3:23), topográficos (6:10) e de conversas particulares que denunciam um conhecimento de primeira mão daqueles acontecimentos do primeiro século (cf. Jo 3; 4; 13, 17).

Além disso, quando João registra um acontecimento ou uma conversa que se encontra também nos demais Evangelhos, ele o faz substancialmente, da mesma maneira como os outros evangelistas o fazem. Isso inclui a pregação de João Batista (1:19-28), a alimentação dos 5.000 (6:1-14), Jesus andando por sobre as águas (6:15-21), comendo a Páscoa com os seus discípulos (13:1-2), a negação de Pedro (13:36-38; 18:15-27), a traição de Judas (18:1-11), os julgamentos de Jesus (18-19), sua crucificação (19) e sua ressurreição (20-21).

Adicionalmente, os outros Evangelhos registram as mesmas características de expressão registradas por João. Mateus 11:25-30 parece ser um trecho extraído do Evangelho de João. Até mesmo o emprego da expressão "em verdade...", que era característico de Jesus em João (cf. 1:51; 3:3,11; 5:19,24 etc), acha-se também nos outros Evangelhos (cf. Mt 5:18,26; Mc 3:28; 9:1; Lc 4:24; 18:17), embora João faça uso dessa expressão duas vezes mais que os outros evangelistas, possivelmente por uma questão de ênfase.

Finalizando, as diferenças do Evangelho de João em relação aos sinóticos pode ser explicada de várias maneiras.

Primeiramente, João dedica-se bem mais ao ministério de Jesus na Judeia, ao passo que os outros Evangelhos abordam mais o seu ministério na Galileia.

Em segundo lugar, João registra muitas das conversas particulares de Jesus (cf. capítulos 3-4; 13-17), ao passo que os outros Evangelhos falam mais de seu ministério público.

Em terceiro lugar, a respeito das afirmativas em que, com clareza, Jesus se expressou dizendo: "Eu sou", elas vêm normalmente depois de Jesus ter sido desafiado, quando ele declara o seu ponto de forma simples, mas enfática. Mesmo assim, elas não ficam sem expressões paralelas nos outros Evangelhos, em que Jesus diz "Eu sou" [o Cristo] (Mc 14:62).

Fonte: GEISLER, Norman; HOWE, Thomas. Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e "Contradições" da Bíblia. 1ª Ed. São Paulo: Mundo Cristão, 1999.

Bíblia no bolso evita morte de motorista nos EUA

Um adolescente teria atirado contra ele para entrar em uma gangue

Bíblia no bolso evita a morte de motorista nos EUA
Por pouco o americano Rickey Wagoner, 49 anos, não morreu baleado em Dayton, Ohio (EUA) nesta segunda-feira (24) pela manhã.

Wagoner é motorista de ônibus e parou o veículo para resolver um problema quando foi abordado por três adolescentes.

A polícia de Dayton afirmou nesta terça que os adolescentes faziam uma espécie de iniciação de uma gangue e um deles, para ser aceito no grupo, teria que matar alguém.

“Ele ouviu um dos suspeitos dizer que era o momento de matar um urso polar para entrar em um clube”, disse o sargento Michael Pauley ao canal de TV WCPO.

Um dos jovens atirou duas vezes contra o peito de Wagoner, que permaneceu em pé e tentou tirar a arma das mãos do atirador.

As balas não acertaram o motorista porque ele tinha um livro no bolso, um exemplar da Bíblia Sagrada. “No início eu pensei que tinha sido baleado. Senti como se tivesse sido atingido com uma marreta no peito”, relatou a vítima.

Wagoner conseguiu atingir um dos adolescentes com uma caneta e eles fugiram deixando a arma. Mesmo atirando na direção deles, o motorista não conseguiu atingi-los e eles fugiram.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

A voz de Deus pode ser ouvida?

"E o Pai, que me enviou, ele mesmo testificou de mim. Vós nunca ouvistes a sua voz, nem vistes o seu parecer."
(João 5:37 - ACF)

Jesus declarou aos judeus: "Jamais tendes ouvido a sua [de Deus] voz, nem visto a sua forma". Contudo, a voz de Deus foi ouvida muitas vezes no AT (cf. I Sm 3:4-14), e o Pai falou do céu três vezes durante o ministério terreno de Jesus (Mt 3:17; 17:5; Jo 12:28).

Há várias interpretações dessa passagem.

Primeiro, alguns defendem que Cristo estava simplesmente referindo-se à multidão a quem ele estava ministrando, dessa forma não excluindo o fato de a voz de Deus ter sido ouvida por outros. Entretanto, isso parece ser improvável em vista da devastadora palavra "jamais", bem como pelo fato de que Jesus parece estar-se dirigindo à nação judaica em geral, que o rejeitou (cf. Jo 1:10-11; 5:39; 12:37).

Segundo, outros creem que Jesus está contrastando o estado do conhecimento deles com o dos profetas do AT, que ouviram a voz de Deus e viram a sua forma (manifestada em teofanias). Sendo assim, a incapacidade deles compreenderem a voz de Deus era devida ao fato de que eles não estavam querendo responder a ela (Jo 5:40).

Terceiro, muitos eruditos sustentam que nessa questão há uma referência a eles não atentarem para a singular ou interior voz de Deus falando a seus corações, já que eles não estavam receptivos à sua Palavra (c . I Co 2:14). Isso está de acordo com o fato de que eles podiam examinar as Escrituras (Jo 5:39) e mesmo assim não receber a sua mensagem principal, que é Cristo. Além disso, a referência ao testemunho do Pai a respeito de Jesus (no v. 37) pode ser uma referência à voz do céu no batismo de Jesus, a qual, da mesma maneira como a voz posterior do céu (em Jo 12:28), eles não receberam, considerando-a como um "trovão" (Jo 12:29).

Fonte: GEISLER, Norman; HOWE, Thomas. Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e "Contradições" da Bíblia. 1ª Ed. São Paulo: Mundo Cristão, 1999.

Jesus aceitou o testemunho humano sobre quem ele era?

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"Eu, porém, não recebo testemunho de homem; mas digo isto, para que vos salveis."
(João 5:34)

Segundo esse versículo, Jesus rejeitou o testemunho humano sobre si mesmo, insistindo: "Eu... não aceito humano testemunho". Mas em outra parte ele aceitou o testemunho de Pedro de que ele era o Cristo, o Filho do Deus vivo (Mt 16:16-18). De fato, até mesmo no livro de João (Jo 15:27), Jesus disse a seus discípulos: "e vós também testemunhareis, porque estais comigo desde o princípio".

A diferença entre essas afirmações é devida às circunstâncias do testemunho. Ele não aceitou um mero testemunho humano para confirmar quem ele era, mas de fato o aceitou para propagar quem ele era. Deus, por atos miraculosos, confirmou quem era Jesus (cf. At 2:22; Hb 2:3-4), e não os seres humanos. Por outro lado, quando os homens descobriam o que Deus tinha revelado, o testemunho deles era válido.

Mesmo depois da grande confissão de Pedro, Jesus o fez lembrar-se de que "não foi carne e sangue que to revelaram" (Mt 16:17). A questão pode ser resumida da seguinte maneira:

O TESTEMUNHO HUMANO NÃO PODIA
O TESTEMUNHO HUMANO PODIA

Revelar quem era Jesus
Confirmar quem ele era
Provar quem ele era


Descobrir quem era Jesus
Disseminar quem ele era
Propagar quem ele era
Fonte: GEISLER, Norman; HOWE, Thomas. Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e "Contradições" da Bíblia. 1ª Ed. São Paulo: Mundo Cristão, 1999.

sábado, 22 de fevereiro de 2014

O testemunho que Jesus deu de si mesmo era verdadeiro ou falso?

"Se eu testifico de mim mesmo, o meu testemunho não é verdadeiro."
(João 5:31)

Em João 8:14, Jesus disse: "Ainda que eu dou testemunho de mim mesmo, o meu testemunho é verdadeiro" (R-IBB). Mas em João 5:31, ele parece dizer o oposto, a saber: "se eu testifico a respeito de mim mesmo, o meu testemunho não é verdadeiro".

Há dois modos de entender esse versículo: hipotética ou fatualmente.

Na primeira interpretação, Jesus está dizendo em essência: "Mesmo que você não aceite o meu testemunho a meu respeito, você deve aceitar o de João Batista, em cujo ministério você se regozijou" (cf. 5:32).

Outros tomam o versículo como sendo declarativo, não hipotético, afirmando que ambos os textos são verdadeiros, mas com sentidos diferentes. Isto é, tudo o que Jesus disse era de fato verdade, mas oficialmente só seria considerado verdade se fosse verificado por "duas ou três testemunhas"(Dt 19:15).

Desde que Jesus era a "verdade" encarnada (Jo 14:6), tudo o que disse era verdade. Entretanto, como ele tem como objetivo estabelecer as suas reivindicações nos judeus, Jesus observa que eles não precisam aceitar tão-somente as suas palavras, mas também o testemunho das Escrituras e o do Pai. A diferença entre essas duas passagens pode ser esquematizada como segue:

O TESTEMUNHO DE JESUS
ERA VERDADEIRO
O TESTEMUNHO DE JESUS NÃO ERA VERDADEIRO
Fatualmente
Pessoalmente
Em si mesmo
Oficialmente
Legalmente
Para os judeus

Em síntese, tudo o que Jesus falava a seu próprio respeito era verdadeiro porque o que Ele falava a seu respeito era o que estava escrito/profetizado na Palavra de Deus e, após discorrer sobre o seu próprio testemunho (v.31), Jesus cita ainda mais cinco testemunhas a respeito de que ele é:¹
  1. João Batista (vv. 32-35);
  2. As suas obras (v. 36);
  3. O Pai (vv. 37-38);
  4. A Lei (v. 39);
  5. E Moisés (vv. 45-47).
Fonte: GEISLER, Norman; HOWE, Thomas. Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e "Contradições" da Bíblia. 1ª Ed. São Paulo: Mundo Cristão, 1999.
¹STERN, David H. Comentário Judaico do Novo Testamento: Ed. Belo Horizonte: Editora Atos, 2008. p.p. 197-198.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

A Besta que Surgiu do Mar (Ap. 13:1-2;13:3; 13:4; 13:5-6)

Artigo publicado no livro: Apocalipse, as coisas que brevemente devem acontecer.

¹O capítulo 13 é ... parte do intervalo entre as sete trombetas e os sete selos. Nele, começam a ser narrados os conflitos com os prepostos de Satanás: o Anticristo e o Falso Profeta.

"E eu pus-me sobre a areia do mar, e vi subir do mar uma besta que tinha sete cabeças e dez chifres, e sobre os seus chifres dez diademas, e sobre as suas cabeças um nome de blasfêmia. E a besta que vi era semelhante ao leopardo, e os seus pés como os de urso, e a sua boca como a de leão; e o dragão deu-lhe o seu poder, e o seu trono, e grande poderio."

Alguns manuscritos antigos trazem "eu me coloquei", dando a entender que João se encontrava sobre a areia do mar. Tal expressão indicaria uma mudança em sua localização, conectando a frase com 13:1, e fazendo desta sentença uma parte do versículo em tela, como é visto na maioria das versões. Todavia, outros manuscritos, também antigos, assim vertem o texto: "Ele se colocou" referindo-se à serpente que se posta sobre a areia do mar, antecipando-se ao que está prestes a acontecer. Talvez numa referência à guerra que fará ao resto da semente da mulher. Consequentemente, a maioria dos Novos Testamentos gregos consideram a sentença como parte do último versículo do capítulo 12.

Enquanto está, ou à beira do mar, ou ainda no céu, João tem uma visão, na qual vê uma "besta", ou animal selvagem, que se levanta do mar. O fato de ter se levantado implica que a fonte de seu poder e reinado acha-se em baixo, não nos céus. O "mar" simboliza os povos, ou nações do mundo (compare Ap 17:15). A besta representa o Anticristo e seu governo, o mesmo governo que é mostrado pelo pequeno chifre de Daniel 7:8, 24,25, e que, aqui, aparece como o último dos governadores humanos. Esta besta, como o grande dragão vermelho de 12:3, tinha sete cabeças e dez chifres. Contudo, em vez das cabeças serem coroadas, os chifres é que o são. E sobre a sua cabeça estava escrito um nome de blasfêmia.

O nome de blasfêmia não é revelado, mas com certeza implica num título de divindade a ser concedido à besta. Esta fará questão de que o povo pense serem divinos sua natureza e planos. Apesar de João não usar o nome "Anticristo", o grego anti primariamente significa "em vez de". Ele buscará ser o substituto satânico daqu'Ele que foi por Deus ungido. Noutras palavras: o Anticristo não admitirá ser ele o Anticristo. Clamará ser o Cristo real, o fidedigno cumprimento das profecias que apontam para o rei que está vindo para implantar o seu reino. Entre outras coisas, há de proclamar: "Eu sou o cumprimento de uma longa lista de ungidos, incluindo Buda, Maomé e os fundadores de todas as outras religiões".

A descrição que João faz da besta é estranha e terrível. Ela aparenta ter o corpo de leopardo; a boca com que fala é como a de leão; seus pés lembram as patas do urso. Evoca-nos ela as quatro bestas do sonho de Daniel (Dn 7), exceto quanto à ordem que é invertida. A besta parece representar não somente o reinado do Anticristo, mas o próprio Anticristo. Representa uma pessoa real e terrível, cheia de crueldade e poder destrutivo; em nada difere de um animal selvagem. Seu propósito é aglutinar todo o poder religioso, econômico e político sobre todo o mundo durante o período da Grande Tribulação (Dn 7:4-6; 8:25; 9:27; Ap 17:13).

O dragão, isto é, Satanás está preparado para a chegada da besta. Ele lhe dará poder, autoridade e domínio. Desta forma, a besta torna-se o representante de Satanás na terra, fazendo seu trabalho e proporcionando uma nova capa ao domínio do adversário sobre a terra.

Uma Aparente Morte e Ressurreição (Ap. 13:3)

"E vi uma de suas cabeças como ferida de morte, e a sua chaga mortal foi curada; e toda a terra se maravilhou após a besta."

Parece que Deus permitirá a Satanás fazer um simulacro da ressurreição de Cristo. Uma das cabeças da besta será mortalmente ferida, ou pelo menos dará a entender ter isto ocorrido. As pessoas, então, serão levadas a pensar ter a besta de fato morrido. Mas sua ferida mortal é curada. Assim, o mundo todo se há de maravilhar, espantar-se e encher-se de admiração, começando a seguir cegamente besta. Eles a adorarão e a venerarão.

Alguns escritores tentam aplicar este quadro a Nero que, segundo ensinam, embora tenha cometido suicídio, voltará a viver. Contudo, não há evidência de que o apóstolo João, ou algum dos cristãos primitivos, haja crido que Nero há de ressuscitar. O imperador romano foi para o lugar do qual não há retorno (Lc 16:26 diz isto). Outros tem tentado identificar a besta com o papa, ou com o sistema papal. Mas esta visão refere-se aos fins dos tempos, onde o Anticristo está por se levantar, quando a Igreja já não estiver mais aqui. A Segunda Epístola de Paulo aos Tessalonicenses mostra que a revelação do Anticristo dar-se-á logo no início do período da Grande Tribulação (II Ts 2:3-12).

Deus revelou ao apóstolo Paulo que a vinda do Anticristo seria "segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais e prodígios da mentira" (II Ts 2:4).

Embora seja poderoso, Satanás não tem o poder de dar a vida. Somente Deus pode fazê-lo. Mas como Satanás é mentiroso, sendo a origem e o promotor de todas as mentiras (Jo 8:44), tudo o que faz é saturado de enganos e embustes. Seus propósitos são falsos. Seus métodos são errados. Mas ele usará destes milagres, maravilhas e prodígios aparentes e falsos para atrair a atenção de todos. Consequentemente, os que não lhe conhecem as artimanhas, estarão sentenciados a pensar que a sua vinda ("paurosia") seja, realmente, algo sobrenatural.

Na Segunda Epístola aos Tessalonicenses, Paulo deixa claro que, os envolvidos pelos milagres enganosos de Satanás, são justamente os que se deixam levar por todos os tipos de perversões e mentiras (II Ts 2:14). Sim, especialmente os enganos e seduções que geram pecado, (Hb 3:13), incluindo a procura por riquezas (Mt 13:22), prazeres carnais e todo tipo de desejos mundanos (Ef 4:22). Como resultado, os falsos milagres de Satanás terão grande efeito sobre os que já estão perdidos, desviados, longe do caminho e se dirigem à destruição (Mt 7:13).

Satanás vem induzindo muitos a crer que a homossexualidade, o sexo pré-conjugal, o aborto, o adultério e muitos outros pecados são normais e até convenientes como modelo de vida. A Bíblia adverte que, os que praticam tais coisas, não herdarão o Reino de Deus (G1 5:19-21). Os que dão ouvidos às mentiras de Satanás, hoje, tornar-se-ão presas fáceis dos enganosos milagres no final dos tempos, que terão como única finalidade fazer com que o mundo creia que o Anticristo seja, de fato, o Cristo que adoramos. Os tais ficarão maravilhados e o aclamarão como digno de adoração.


A Adoração a Satanás (Ap 13:4)

"E adoraram o dragão que deu à besta o seu poder; e adoraram a besta, dizendo: Quem é semelhante à besta? quem poderá batalhar contra ela?"

A adoração a Satanás será feita através da besta. Mas os seus adoradores não desconfiarão que o poder e a autoridade da besta vêm do dragão. De uma forma ou de outra, estarão completamente envolvidos com o poder das trevas. Ainda que suas palavras de adoração não mencionem Satanás, fazem alusão à besta: "Quem é como a besta?" Tal expressão é similar ao côro de Israel e dos profetas do Antigo Testamento, que exclamaram: "Quem é como o Senhor?" (Êx 15:11; Mq 7:18). Ou seja: o povo não estará simplesmente adorando a besta, mas fazendo dela o seu deus supremo. Mostrarão, assim, serem filhos espirituais de Satanás (Jo 8:44; I Jo 3:10).

Ao exclamarem: "Quem é capaz de guerrear contra a besta?" ou "Quem é capaz de batalhar contra ela e vencê-la?" mostra que os tais adoradores creem ser a besta não somente invencível mas maior do que qualquer outro deus. Mas, em contraste com Israel e os profetas que reconheciam a santidade e a misericórdia do Senhor, enquanto o adoravam, o mundo reconhece somente o poder material e a força bruta do Anticristo. É provável também que as pessoas sejam cativadas por sua personalidade e aparente sabedoria e habilidade.

Um Ditador Mundial Blasfemo (Ap 13:5,6)

"E foi-lhe dada uma boca para proferir grandes coisas e blasfêmias, e deu-se-lhe poder para continuar por quarenta e dois meses. E abriu a sua boca em blasfêmias contra Deus, para blasfemar do seu nome, e do seu tabernáculo, e dos que habitam no céu."

Dar a alguém "uma boca" significa conceder-lhe desenvoltura e eloquência. A besta usa esta eloquência a fim de proferir palavras de blasfêmia contra Deus. O poder e a autoridade que lhe foram entregues, porém, têm um limite: quarenta e dois meses. Este tempo compreenderá os últimos três anos e meio da tribulação. O Anticristo possuirá muito poder no início da septuagésima semana, fará uma aliança com Israel, e terá o controle sobre dez nações (Dn 7:24; 9:27). Mas no meio dos sete anos, quebrará o concerto, exigirá adoração e assumirá o controle sobre todas as nações do mundo. Reinará, então, por três anos e meio até que Jesus volte novamente como uma chama ardente e em triunfo como no-lo descrevem II Tessalonisenses 1 e Apocalipse 19.

Em Daniel 7:8,20,25, há a descrição de um pequeno chifre que, eventualmente, se levantará das quatro bestas que representam o Anticristo. Ele tem "olhos como olhos de homens, e uma boca que fala grandes coisas". É explicado a Daniel que este pequeno chifre fala grandes coisas contra o Altíssimo, e fará guerra contra os seus santos.

A besta é dada uma boca para dizer grandes coisas. A eloquência não é sua; provém do dragão (o próprio Satanás), que se acha atrás de todo este processo. As blasfêmias que a besta profere são dirigidas "contra Deus... seu nome, e seu tabernáculo" e contra os que habitam nos céus.

As blasfêmias da besta não se constituem necessariamente de maldições ou linguagem vulgar. O que ela faz é difamar Deus, negando-lhe a glória, a autoridade, o poder e o governo. Como os agentes de Satanás nas igrejas liberais e universidades, a besta indubitavelmente também negará as verdades da palavra de Deus, e rejeitará sua inspiração, infalibilidade e autoridade.

Blasfemar o nome de Deus significa que falará contra a natureza e o caráter de Deus. Negará a santidade do Altíssimo, sua justiça, fidelidade, amor, misericórdia e graça.

Blasfemar contra o tabernáculo celestial significa negar que Deus esteja manifestando sua glória no Santo dos Santos celestial. Significa também negar que o sangue de Cristo tenha sido apresentado diante de Deus uma única vez por todas, como sacrifício completo por nossos pecados, sendo algo necessário para garantir-nos o perdão de nossos pecados e a salvação de nossas almas.

Blasfemar "dos que habitam nos céus" significa que a besta difamará os santos de todos os tempos bem como dos mártires que tiverem sido mortos por terem se recusado a receber-lhe a marca e prestar-lhe adoração. Ela zomba dos que têm fé em Deus, e de sua dedicação ao serviço de Cristo. Menospreza-lhe as boas obras, considerando-as irrelevantes.

Esta blasfêmia é o clímax das blasfêmias inspiradas pelo espírito do Anticristo que já opera no mundo. A primeira e a segunda epístolas de João não negam a existência de um futuro anticristo. Mas reconhecem existirem muitos anticristos no mundo, todos eles ensinando que Jesus não se manifestou em carne. São contra estes anticristos que os cristãos têm de estar atentos. Entre os tais, acham-se todos os heréticos e liberais, pois deliberadamente negam o que a Bíblia revela sobre Cristo.

Continua...

Fonte: HORTON, Stanley M. Apocalipse: As coisas que Brevemente Devem Acontecer: 7ª Ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2011.
¹Ipsis Litteris

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Nesta passagem, Jesus estaria advogando a salvação pelas obras?

"Não vos maravilheis disto; porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz.
E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal para a ressurreição da condenação."

(João 5:28-29)

Jesus diz que vem a hora em que as pessoas em seus túmulos "ouvirão a sua voz e sairão: os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida; e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo" (Jo 5:29). Isso parece estar em clara oposição à salvação pela graça (cf. Ef 2:8-9).

Primeiro, Jesus não ensina a salvação por obras. No início do Evangelho, João escreveu: "Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que creem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus" (Jo 1:12-13). Jesus disse em João 3:16-18: "Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porquanto Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem nele crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus."

Além disso, em João 5:24, Jesus disse: "Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida". Essas passagens deixam bem claro que Jesus não ensinou a salvação pelas obras.

Segundo, a referência que Jesus fez a boas obras em João 5:28-29 é a respeito das obras que ocorrem depois da salvação pela fé. Para ser salvo, precisa-se da graça de Deus (Ef 2:8-9), mas a fé autêntica expressa-se por meio das boas obras (v. 10).

O apóstolo Paulo, referiu-se, em Romanos, a algo bastante semelhante ao que Jesus dissera em João 5:28-29. Ele disse que Deus "retribuirá a cada um segundo o seu procedimento: a vida eterna aos que, perseverando em fazer o bem, procuram glória, honra e incorruptibilidade; mas ira e indignação aos facciosos, que desobedecem à verdade e obedecem à injustiça" (Rm 2:6-8). Mas Paulo escreveu também: "Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus" (Ef 2:8).

Na passagem de Romanos, ele não está falando de quem obtém a vida eterna pela fé, mas da pessoa que demonstra essa vida por meio de suas boas obras. Em Efésios, Paulo está falando que ninguém pode ser salvo por obras anteriores à salvação.

Assim, Jesus não contradiz a si mesmo nem ao resto das Escrituras no que concerne à questão da salvação. Aqueles que recebem a ressurreição da vida demonstraram a sua fé salvadora por meio de suas obras.

Fonte: Fonte: GEISLER, Norman; HOWE, Thomas. Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e "Contradições" da Bíblia. 1ª Ed. São Paulo: Mundo Cristão, 1999.

Por que Jesus confessou ser o Messias, mas evitou fazê-lo em outras ocasiões?

"A mulher disse-lhe: Eu sei que o Messias (que se chama o Cristo) vem; quando ele vier, nos anunciará tudo. Jesus disse-lhe: Eu o sou, eu que falo contigo."
(João 4:25-26)

Nos Evangelhos sinóticos (Mateus, Marcos e Lucas), Jesus parecia fazer todo o possível para evitar ter de dizer que ele era o Messias judaico. Ele preferia perguntar aos seus discípulos em particular (Mt 16:13), e às vezes exortava as pessoas que descobriam isso a "não dizer a ninguém" . Contudo, a mulher samaritana disse: "eu sei... que há de vir o Messias, chamado Cristo" (Jo 4:25). Jesus prontamente respondeu, sem que ninguém o forçasse: "Eu o sou, eu que falo contigo" (v. 26).

Jesus estava em Samaria, não na Judeia. Os judeus dos dias de Jesus tinham um conceito distorcido a respeito do Messias, ou seja, tinham-no como alguém que os libertaria da opressão política de Roma. Nesse contexto, Jesus era bem mais cauteloso, encobrindo um pouco suas reivindicações, de forma a fazer com que os seus discípulos gradualmente fossem tendo um conceito mais espiritual daquele que vinha para redimir o seu povo (cf. Lc 19:10; Jo 10:10).

De fato, este é o motivo por que Jesus falou com tanta frequência por parábolas, de forma que aqueles que estavam buscando verdadeiramente entenderiam, mas aqueles que tinham um falso conceito ficariam confusos (veja Mt 13:13). É por isso que, quando realizava milagres, algumas vezes Ele exortava a pessoa a não contar a ninguém, porque não queria ser abordado por uma multidão de curiosos.

Com efeito, Jesus repreendeu aqueles que, vendo-o multiplicar os pães, quiseram fazê-lo rei (Jo 6:15), declarando-lhes que eles o seguiam "não porque vistes sinais, mas porque comestes dos pães e vos fartastes" (v. 26). Entretanto, em Samaria, onde esse falso conceito judaico de um libertador político do domínio romano, que podia alimentar as multidões, não prevalecia, Jesus não hesitou em declarar que de fato Ele era o verdadeiro Messias. Além disso, Ele disse isso apenas a uma mulher samaritana, particularmente, não às multidões de judeus na Judeia.

Não obstante, Jesus declarou ser o Messias em público também, na Judeia e perante os judeus. Entretanto, geralmente sua declaração era mais encoberta, procurando fazer com que eles mesmos viessem a descobrir quem ele era. Todavia, quando a situação não era nada boa, e tornou-se necessário que Ele se declarasse diante do sumo sacerdote, Jesus explicitamente respondeu à pergunta: "És tu o Cristo, o Filho do Deus Bendito?" com a declaração: "Eu sou [o Cristo]" (Mc 14:61-62; cf. Mt 26:64; cf.Lc 22:70).

Fonte: Fonte: GEISLER, Norman; HOWE, Thomas. Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e "Contradições" da Bíblia. 1ª Ed. São Paulo: Mundo Cristão, 1999.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Cresce a força das pastoras na igreja brasileira

No terceiro maior grupo religioso do Brasil, batistas abrem espaço para que as mulheres A revista Época deu amplo espaço...

Cresce a força das pastoras na igreja brasileira
No terceiro maior grupo religioso do Brasil, batistas abrem espaço para as mulheres.

A revista Época deu amplo espaço para a questão da ordenação feminina, que ainda divide muitas igrejas e denominações pelo país. Uma das provas do crescimento da influência das pastoras foi a recente decisão da Ordem dos Pastores Batistas do Brasil (OPBB).

A Convenção Batista Brasileira (CBB), segundo maior grupo evangélico do país, é historicamente resistente à presença de pastoras em seus quadros. Dentre os 10.356 filiados, existem apenas dez mulheres. Contudo, em 22 de janeiro, a OPBB aprovou o ingresso de mulheres na entidade. A tendencia é aumentar a força das pastoras. Existem muitas que são reconhecidas pelas suas igrejas locais, mas não tinham a aprovação oficial da denominação.

“A decisão da Ordem facilita o caminho para a ordenação de outras mulheres que atendem ao chamado de Deus”, diz Zenilda Reggiani Cintra, da Igreja Batista Esperança, em Taguatinga, Distrito Federal. Formada em teologia desde 1980, Zenilda é casada com o pastor Fernando Cintra. Foram necessários 24 anos para ela ser reconhecida pela igreja e passar a usar o título de pastora.

A revista, contudo, se confunde ao tratar todos os batistas como um bloco homogêneo, ignorando as diferentes denominações que levam o nome de batista e que tomam decisões de forma autônoma. Mesmo assim, o fato da CBB, uma das denominações mais conservadoras do país mudar de opinião inegavelmente tem sua influência sobre os evangélicos como um todo.

“Hoje, as igrejas estão em permanente diálogo. Decisões como essa têm impacto sobre todos os grupos”, acredita Sandra Duarte de Souza, teóloga e professora da Universidade Metodista de São Paulo. O debate acirrado sobre a inclusão (ou não) das mulheres na liderança de grupos religiosos não se restringe ao Brasil. O tema ganhou força a partir do século XX, um reflexo da mobilização das mulheres para terem posição de igualdade dentro da sociedade.

O teólogo presbiteriano Augustus Nicodemus Lopes tem escrito sobre o assunto e classifica as opiniões como “diferencialistas” (contra) e “igualitaristas” (a favor). Ambos usam trechos bíblicos para defender suas posições.

Os diferencialistas defendem que homens e mulheres foram criados com papéis distintos e que cabe ao homem exercer autoridade em casa e na igreja. Já os igualitaristas são favoráveis à participação mais ativa da mulher nas religiões, alegando que as diferenciações resultantes do pecado original foram apagadas pelo sacrifício de Cristo.

Breno Martins Campos, professor de pós-graduação em religião da PUC de Campinas, enfatiza: “A localização do texto bíblico em seu contexto histórico permite outras possibilidades de interpretação”. A argumentação não está restrita ao campo da teologia.. A teóloga Sandra Duarte de Souza acredita que argumentos sociológicos são legítimos em uma discussão religiosa. “Os argumentos contra as sacerdotisas só encontram acolhida hoje porque ainda vivemos numa cultura patriarcal”.

Ao longo do século XX, as mulheres foram conquistando maiores espaços nas denominações evangélicas. Nas Assembleias de Deus dos Estados Unidos, as primeiras pastoras foram reconhecidas na década de 1930. Nas décadas seguintes, o mesmo ocorreu nas igrejas metodistas, presbiterianas e luteranas. Isso acabou influenciando as igrejas Metodista, Evangélica de Confissão Luterana e Presbiteriana Independente, no Brasil, que também aceitam mulheres como pastoras.

Nas igrejas pentecostais e neopentecostais, a presença de pastoras é mais comum. Algumas delas como Ana Paula Valadão e Cassiane ficaram famosas por conta de sua carreira como cantoras. O sociólogo Gedeon Alencar, um estudioso das Assembleias de Deus, explica que essa prática não representa uma inclusão real, pois muitas vezes exclui do sacerdócio as mulheres sem laço familiar com pastores. A teóloga Sandra pensa diferente, defendendo que a ordenação de mulheres de pastores “ajuda a mudar as concepções sobre o papel da mulher na igreja”.

O assunto está longe de chegar a uma definição, mas a mudança de postura entre os batistas certamente é um passo importante para que em breve o quadro mude mais ainda.

Com informações de Época

Fonte: Gospel Prime

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Jesus veio julgar o mundo ou não?

"Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele."
(João 3:17 - ARIB)

De acordo com esse versículo, "Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele". E depois acrescentou: "eu a ninguém julgo" (Jo 8:15). Entretanto, em outras passagens, Jesus reivindicou ter "autoridade para julgar, porque é o Filho do Homem" (Jo 5:27). De fato, ele até mesmo disse: "Eu vim a este mundo para julgamento" (Jo 9:39, NVI) e "o Pai a ninguém julga, mas ao Filho confiou todo julgamento" (Jo5:22).

Esses versículos referem-se a diferentes contextos e expressam diferentes significados.

Em geral, as referências a Jesus sentado julgando a raça humana dizem respeito à sua segunda vinda (veja Ap 19-20), ao passo que os versículos que dizem que ele não veio para julgar, mas para salvar, tem em vista a sua primeira vinda. Às vezes Jesus está simplesmente falando acerca de não agir como um juiz deste mundo durante a sua vida na terra. Foi assim no caso da resposta que ele deu ao homem que queria que ele arbitrasse uma herança familiar: "Homem, quem me constituiu juiz ou partidor entre vós?" (Lc 12:14).

Outra diferença que esclarece algumas dificuldades é encontrada entre o real propósito da vinda de Cristo (para salvar os que creem) e o efeito resultante disso (julgar aqueles que não crerem). A sua afirmativa – “Eu vim a este mundo para julgamento" (Jo 9:39, N VI) - parece enquadrar-se nesta última categoria (cf. v. 40).

Fonte: GEISLER, Norman; HOWE, Thomas. Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e "Contradições" da Bíblia. 1ª Ed. São Paulo: Mundo Cristão, 1999.

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Esse versículo ensina que a regeneração é pelo batismo?

"Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus."
(João 3:5)

Jesus disse a Nicodemos que "quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus". Isso quer dizer que é necessário ser batizado para ser salvo?

O batismo não é necessário para a salvação. Isso se resolve quando consideramos o possível significado de ser batizado "para" a remissão de pecados, à luz do seu uso, de todo o contexto e de todo o resto das Escrituras. Consideremos o seguinte:

Primeiro, a palavra "para" (gr. eis) pode significar "com vistas a" ou até mesmo "por causa de". Nesse caso, o batismo na água seria por causa de eles terem sido salvos, não para que fossem salvos.

Segundo, o versículo 44 fala de "todos os que creram" como constituintes da igreja primitiva, e não fala de todos os que foram batizados.

Terceiro, mais tarde, pessoas que creram na mensagem de Pedro claramente receberam o Espírito Santo antes de terem sido batizadas. Pedro disse: "Porventura, pode alguém recusar a água, para que não sejam batizados estes que, assim como nós, receberam o Espírito Santo?".

Quarto, "...é o Espírito Santo que nos dá poder para abandonar o pecado e viver uma vida santa..."¹
e não o batismo nas águas.

A salvação é pela graça, mediante a fé, e não por obras de justiça (Ef 2:8-9; Tt 3:5-6). Mas o batismo é uma obra de justiça (cf. Mt 3:15). O que então Jesus queria dizer quando se referiu a "nascer da água"?

Há três modos principais de entender isso, dos quais nenhum envolve a regeneração por meio do batismo.

Alguns creem que Jesus está falando da água do ventre materno, já que "o ventre materno" acabava de ser mencionado no versículo anterior. Sendo assim, ele estaria então dizendo: "Quem não nascer uma vez da água (no nascimento físico) e então de novo do Espírito, no nascimento espiritual, não pode ser salvo".

Outros consideram que "nascer da água" refere-se à "lavagem de água pela palavra" (Ef 5:26). Eles observam que Pedro refere-se a sermos "regenerados [nascidos de novo] ... mediante a palavra de Deus" (I Pe 1:23), referindo-se assim exatamente à mesma coisa que João aborda nesses versículos (cf. Jo 3:3,7).

Ainda outros pensam que "nascer da água" refere-se ao batismo de João mencionado anteriormente (Jo 1:26). João disse que ele batizava com água, mas que Jesus batizaria com o Espírito Santo (Mt 3:11), dizendo: "arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus" (Mt 3:2).

Se é esse o significado, então quando Jesus disse que eles teriam de "nascer da água e do Espírito" (Jo 3:5), ele queria dizer que os judeus de então teriam de ser batizados com o batismo do arrependimento por João e também que mais tarde teriam de ser batizados com o batismo do Espírito Santo, para que então pudessem "entrar no reino de Deus".

Fonte: GEISLER, Norman; HOWE, Thomas. Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e "Contradições" da Bíblia. 1ª Ed. São Paulo: Mundo Cristão, 1999.
¹STERN, David H. Comentário Judaico do Novo Testamento: 2ª Ed. Belo Horizonte: Editora Atos, 2008. (p. 192)

Jesus é Deus ou apenas um entre vários deuses?

"No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus."
(João 1:1 - ACeRF)
"No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus."
(João 1:1 - ARIB)
"No princípio era aquele que é a Palavra. Ele estava com Deus, e era Deus."
(João 1:1 - NVI)
"No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus."
(João 1:1 - SBB)
"No princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus e o Verbo era Deus."
(João 1:1 - VC)

Os cristãos creem que Jesus é Deus, e com frequência citam essa passagem para provar isso. Entretanto, as Testemunhas de Jeová traduzem esse versículo assim: "e o Verbo (Cristo) era um deus", porque no grego não há um artigo definido ("o") antes da última palavra.

No grego, quando o artigo definido é usado, normalmente ele destaca o indivíduo e, quando não, a referência é à natureza daquilo que é indicado. Assim, esse versículo poderia ser traduzido "e o Verbo era da natureza de Deus". A completa deidade de Cristo tem o suporte não somente no uso dessa mesma construção, em geral, mas também em outras referências a Jesus como Deus, em João (cf. 8:58; 10:30; 20:28) e no restante do NT (cf. Cl 1:15-16; 2:9; Tt 2:13).

Além disso, alguns textos do NT usam o artigo definido e falam de Cristo como "o Deus". Portanto, não importa se João empregou ou não o artigo definido - a Bíblia claramente ensina que Jesus é Deus, não apenas um deus (cf. Hb 1:8).

E que Jesus é um com Jeová (Yahveh), isso está claro pelo fato de o NT atribuir a Jesus características que no AT se aplicam somente a Deus (cf. Jô 19:37 e Zc 12:10). Portanto, Ele (JESUS) é Deus e um com o Pai (Jo. 10:30), e não um dentre tantos outros.

Fonte: GEISLER, Norman; HOWE, Thomas. Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e "Contradições" da Bíblia. 1ª Ed. São Paulo: Mundo Cristão, 1999.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Jesus não se enganou, quando se referiu a Abiatar como sendo sumo sacerdote, em lugar de Aimeleque?

"Como entrou na casa de Deus, no tempo de Abiatar, sumo sacerdote, e comeu os pães da proposição, dos quais não era lícito comer senão aos sacerdotes, dando também aos que com ele estavam?"
(Marcos 2:26)

Jesus disse que quando Davi comeu os pães sagrados, Abiatar era o sumo sacerdote; contudo, I Samuel 21:1-6 menciona que o sumo sacerdote naquele tempo era Aimeleque.

O livro de I Samuel está correto quando afirma que o sumo sacerdote era Aimeleque.

Por outro lado, Jesus também não incidiu em erro. Olhando com maior cuidado as palavras de Jesus, vemos que ele empregou as palavras "no tempo do sumo sacerdote Abiatar" (v. 26), o que não implica necessariamente que Abiatar fosse o sumo sacerdote no momento em que Davi comeu os pães sagrados.

Depois que Davi se encontrou com Aimeleque e comeu os pães, o rei Saul fez com que matassem Aimeleque (I Sm 22:17-19). Abiatar escapou, foi até Davi (v. 20) e mais tarde tomou o lugar do sumo sacerdote. Portanto, mesmo tendo Abiatar sido feito sumo sacerdote depois do dia em que Davi comeu os pães, ainda está correto falar dessa maneira. Além disso, Abiatar estava vivo quando Davi fez aquilo, e logo em seguida, com a morte de seu pai, ele se tornou o sumo sacerdote.

Foi, portanto, no tempo de Abiatar, mas não durante o seu exercício do cargo. Daí, conclui-se que não houve uma contradição.

Fonte: GEISLER, Norman; HOWE, Thomas. Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e "Contradições" da Bíblia. 1ª Ed. São Paulo: Mundo Cristão, 1999.

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Romanos 14:9

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