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sábado, 11 de abril de 2015

"Como os cristãos devem defender a sua fé em um mundo tão anti-cristão?"


Como cristãos, as duas coisas que podemos fazer para permanecermos erguidos como representantes de Cristo são viver de acordo com a Sua Palavra e crescer no nosso próprio conhecimento de Deus. Cristo disse: "Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens..." (Mateus 5:16). Isto significa que devemos viver e agir de uma forma que suporte o evangelho. Também devemos nos armar com o conhecimento, tanto do evangelho (Efésios 6:10-17) quanto do mundo que nos rodeia. Primeiro Pedro 3:15 diz: "antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós." Tudo o que podemos fazer é viver e ensinar como Cristo e deixar que Ele cuide do resto.

Os críticos do Cristianismo têm se tornado mais vocais recentemente. Isto é em parte porque há muitas pessoas que não acreditam em Deus ou compreendem a verdade sobre Ele. No entanto, o aparente aumento dos anti-cristãos também se deve à percepção. Tal como acontece com muitos temas, aqueles que realmente desprezam o Cristianismo são os que falam mais alto e são os mais vocais dos descrentes. A grande maioria das pessoas que não acreditam não se importa o suficiente para incomodar os crentes. Os poucos descrentes raivosos, vocais, incrédulos e amargos fazem bastante “barulho” para parecerem mais numerosos do que realmente são.

O insulto típico da multidão não-religiosa é se referir aos crentes como "ignorantes", "estúpidos", "de cérebro lavado" ou de outra forma sugerir que aqueles que têm fé são menos inteligentes do que aqueles que não a têm. Quando um cristão inteligentemente defende a sua fé, os termos mudam para "intolerante", "extremista" ou "fanático". Quando pessoas que sabem que o crente é bondoso e amoroso ouvem isso, o ateu começa a parecer como o tolo que ele ou ela é (Salmo 53:1). A maioria dos descrentes não têm nenhuma razão pessoal para ver os cristãos de forma negativa, mas às vezes ouvem tantas reclamações dos descrentes que acabam supondo ser assim. Eles precisam de exemplos da luz de Cristo brilhando para poderem enxergar a verdade.

Claro que quando alguém que afirma ser um cristão diz ou faz algo que não seja semelhante ao que Cristo faria, a multidão raivosa está lá para identificá-lo como um típico hipócrita religioso. Isso é algo que fomos advertidos a esperar (Romanos 1:28-30, Mateus 5:11). A melhor coisa a fazer é citar uma passagem da Bíblia que fale contra o que a pessoa fez. E lembrar aos ateus de que só porque uma pessoa diz ser cristão, e mesmo se ele acha que é um cristão, isso não significa que realmente o seja. Mateus 7:16,20 nos diz que os verdadeiros cristãos serão conhecidos por suas ações, e não apenas por sua afirmação. Além disso, lembre aos críticos de que absolutamente ninguém vive sem pecar de forma alguma (Romanos 3:23).

Uma coisa importante a lembrar é que ninguém, não importa quão persuasivo, pode forçar outra pessoa a acreditar em qualquer coisa na qual ela não queira acreditar. Não importa qual seja a evidência ou o argumento, as pessoas acreditam no que querem acreditar (Lucas 12:54-56). A convicção não é o dever de um cristão. O Espírito Santo convence as pessoas (João 14:16-17), e elas escolhem se querem ou não acreditar. O que podemos fazer é nos apresentar de uma forma tão semelhante a Cristo quanto possível. É triste que há muitos ateus que leram a Bíblia inteira à procura de munição contra os cristãos, enquanto há muitos cristãos que quase não leem a Bíblia.

É difícil para a multidão enfurecida acusar um cristão de ser odioso, fanático e cruel quando essa pessoa demonstra uma vida de bondade, humildade e compaixão. Quando um cristão pode discutir, debater ou desmerecer os argumentos seculares com precisão, o rótulo de "ignorante" já não se encaixa. Um cristão que tenha lido os argumentos seculares e pode educadamente expor suas falhas ajuda a esvaziar os estereótipos apresentados pela ateus. O conhecimento é a arma, e é invencível quando deixamos Cristo nos direcionar em como usá-lo.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Vídeo de soldados cantando “Dias de Elias” é sucesso na internet

Canção de adoração desafia regras das forças armadas

Um vídeo mostrando cerca de 500 fuzileiros navais dos EUA na Base Camp Pendleton, na Califórnia, é sucesso na internet. Merrie Pardee Baldwin, que publicou o vídeo original em sua página do Facebook, afirmou ao The Christian Post, que espera inspirar os soldados americanos. Muitos deles estão preocupados com o crescimento da violência do Estado Islâmico no Oriente Médio e as ameaças de guerra contra os EUA.

“Estou muito feliz que este vídeo se tornou um viral, mas a coisa que mais quero é que as pessoas orem por nossas tropas. Essa é a minha intenção. Quero ver mais pessoas orando por nossos soldados, pois há muitas más notícias nos meios de comunicação, desejamos ver algo positivo”, explica Baldwin.

Ela é membro da Igreja Fellowship Christian Arbor, em Lake Forest, Califórnia, e trabalha com o esposo Jim como capelã voluntária nos cultos realizados em Camp Pendleton cada segundo domingo do mês. Há dois anos eles fazem orações e cantam durante o que chamam de culto dos “Guerreiros da fé”.

Ao mesmo tempo, o sucesso do vídeo demonstra que a fé é algo importante para os soldados. Recentemente, o governo Obama tem emitido uma série de decretos “politicamente corretos” que dificultam e até impedem que funcionários federais demonstrem sua fé.

O vídeo passou de um milhão de exibições no Youtube e Facebook. Seu refrão afirma “Não há Deus como Jeová”. A versão em português ficou conhecida na voz da cantora Lauriete. A versão original "Days os Elijah" é cantada por Paul Wilbur.

Assista:

Assista a versão original cantada por Paul Wilbur

  

 Fonte: Gospel Prime

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Eles não se importam com a vida dos palestinos, denuncia “filho do Hamas”

Mosab Yousef abandonou grupo terrorista para seguir a Jesus

"Eles não se importam com a vida dos palestinos"
Mosab Hassan Yousef é filho do sheik Hassam, um dos fundadores do Hamas, mas abandonou a organização terrorista quando se converteu ao cristianismo. Ele foi criado em Gaza e já escreveu um livro sobre o assunto, onde relata as sucessivas ameaças de morte recebidas por expor como funciona o Hamas. Em entrevista à CNN, voltou a mostrar que o objetivo do Hamas é o estabelecimento de um Estado Islâmico no território que hoje pertence ao Estado judeu.

“O Hamas não procura a convivência, está buscando a conquista. A destruição do Estado de Israel não é seu objetivo final, mas um Estado Islâmico que se erguerá sobre as ruínas de outros”, diz Yousef.

Yousef é conhecido nos EUA, onde vive, como o “Filho do Hamas”, título do seu livro autobiográfico. Criado para suceder o pai no comando, relata que se decepcionou com a hipocrisia que via na organização.

“Nas mesquitas, o Hamas nos ensinava que sem derramamento de sangue inocente, por causa da ideologia, não seríamos capazes de construir um Estado Islâmico. Eles estavam nos preparando desde os cinco anos de idade. Esta é a ideologia que o Hamas oferece. Na verdade é quase impossível para qualquer um romper com isso e ver a verdadeira face do Hamas, saindo fora desta ideologia. No meu caso, eu precisei perder tudo após dizer não ao Hamas. Hoje, quando olho para as crianças de Gaza, sei o que eles são aprendendo desde cedo. Eu sei que eles não têm escolha”, lamenta Yousef.

Para ele, embora a mídia divulgue muitas coisas diferentes, o Hamas não se importa com as vidas dos palestinos. “Eles acreditam que morrer por causa de sua ideologia é uma forma de adoração a Deus”, explica Yousef.

Quando Yousef começou a questionar o discurso do Hamas, sofreu retaliação em sua própria família. Na mesma época (1999) conheceu um missionário britânico e estudou sobre o cristianismo durante seis anos. Ao tomar a decisão de aceitar Jesus e romper com a tradição política e religiosa da família, ele literalmente perdeu todos os seus familiares e amigos.

A organização terrorista afirmava que ele trabalhava como espião para a agência israelense Shin Bet. Seu pai divulgou um comunicado na época onde afirmava: “Eu, Sheik Hassan Yussef, minha esposa, filhos e filhas anunciamos que renegamos completamente o homem que era nosso filho mais velho”.

Desde que se refugiou nos EUA, para escapar da morte certa na Palestina, ele vem se dedicando a ensinar a Igreja sobre o Islamismo e promovendo campanhas de oração pela salvação dos muçulmanos. Para ele, são pessoas maravilhosas, mas estão presos pela ideologia islâmica.

Ele conta que para um muçulmano convertido é muito dificil viver em Israel. Ele passou anos em prisões israelenses, foi torturado e espancado quase até a morte por soldados israelenses e por ser filho de um dos líderes do Hamas era considerado terrorista. Por outro lado os muçulmanos o odiavam pois afirmavam que era um traidor, um espião sionista. Mas seu relacionamento com Deus o fez seguir os ensinamentos de Jesus e perdoar os seus inimigos.

Embora tenha sido rejeitado pela família, explica que ora todos os dias por eles e que ainda os ama. Insiste que os ocidentais confundem o Islã (sistema religioso) e os muçulmanos, que julgam estar agradando a Deus fazendo o que fazem, inclusive atentados. Yousef está trabalhando na produção de dois filmes. Um retratará sua história pessoal, o outro será sobre a vida de Maomé, onde deseja oferecer uma visão crítica e histórica do profeta do Islã. Com informações CBN e Christian News

Fonte: Gospel Prime

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Sequestrador liberta menino que não parava de cantar música gospel

Autor da música gospel quis conhecer o menino

Sequestrador liberta menino que não parava de 
cantar música gospel
Um menino de apenas dez anos de idade foi libertado de um sequestro de uma maneira inusitada. Após cantar por três horas a música gospel “Every Praise” [Todo Louvor].

Willie Myrick estava no quintal de sua casa na região de Atlanta, nos Estados Unidos, quando foi agarrado e colocado dentro de um carro. Assustado, começou a cantar e mesmo quando o sequestrador o xingava e mandava ele parar. Ele não obedeceu.

Após cerca de três horas cantando, o sequestrador o soltou perto de casa, exigindo que o menino não contasse nada para ninguém. Willie correu até a casa de um conhecido e pediu para que ligassem para seus pais.

O ocorrido já tem quase um mês, mas esta semana tomou força na mídia após o autor da canção de louvor, Hezekiah Walker, ter viajado até Atlanta para se encontrar com Willie. “Eu só queria abraçá-lo e dizer-lhe que eu o amo”, afirmou Walker. O cantou acredita que Deus usou sua música para salvar a vida do menino.

O refrão de “Every Praise” diz: “Deus meu curador. Deus meu libertador. Sim, Ele é, sim, Ele é (x2). Todo louvor e cada louvor (x2). É para o nosso Deus”.

O pequeno Willie Myrick recontou a história na Igreja Batista Mount Carmel, onde sua família é membro. Além de compartilhar seu testemunho em diferentes templos, eles fazem um alerta para que os pais vigiem os filhos em todo o tempo. Explicam ainda não saber por que isso aconteceu com eles, pois não são ricos.

A polícia afirma não ter pistas sobre o suspeito, mas divulgou um retrato falado usando as informações dadas pelo menino.

Fonte: Gospel Prime

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

O Poder da Palavra de Deus


Um jovem judeu começou a ler: “Ele foi traspassado pelas nossas transgressões” (Is 53.5). Enquanto lia, parecia ouvir uma voz gritando: “Pare! Isso parece Jesus!” Simultaneamente, uma voz suave dizia: “Não pare! Isso parece Jesus!”

O jovem continuou a ler: “Ele foi moído pelas nossas iniqüidades”. Durante todo o tempo em que lia Isaías 53, duas vozes pareciam discutir dentro de sua cabeça. Por um breve momento, ele até mesmo questionou sua própria sanidade. “Por que qualquer judeu com sanidade mental consideraria Jesus como sendo o Messias prometido?”, ele se perguntava.

Respirou fundo e se lembrou de alguns fatos. Este era o livro de Isaías (um profeta judeu) de uma Bíblia judaica, publicada pela Sociedade de Publicação Judaica, e lhe fora dado por sua sinagoga ortodoxa. O que seria mais judeu do que isso? Ele logo observou que havia outras passagens nas Escrituras hebraicas que descreviam Jesus. E cada versículo era claro e conciso.

Quanto mais lia, mais certo ficava de que o que estava lendo era verdadeiro. Uma estranha sensação de calma e paz subitamente pareceu envolvê-lo.

A mesma paz é descrita no Livro aos Hebreus, do Novo Testamento: “Nós, porém, que cremos, entramos no descanso” (Hb 4.3). O “descanso” é o descanso de Deus. É o descanso que se apossa da pessoa que, pela fé, confia em Jesus como Salvador. É o descanso associado com a paz e a liberdade interiores, independentemente das circunstâncias.

Qualquer pessoa que já tenha alguma vez entrado naquele descanso específico o fez pela fé, depois de ouvir a Palavra de Deus (Rm 10.17). A Palavra de Deus não é igual a nada mais no mundo, e tem poder para transformar as pessoas de maneiras incríveis: “Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração” (Hb 4.12).

A Palavra de Deus é viva. É ativa e inerentemente poderosa, e o Todo-Poderoso a usa como um cirurgião usa um bisturi, cortando diretamente no coração, e transformando seus leitores para sempre. Essa maravilhosa transformação acontece todos os dias com inúmeras pessoas de todos os tipos de históricos passados, e de todas as partes do globo. Seguem alguns exemplos:

Um Etíope Transformado

Atos 8 registra a história de um eunuco etíope gentio que estava sentado em sua carruagem no deserto, lendo o capítulo 53 de Isaías. Deus enviou Filipe, um judeu crente em Jesus, para falar ao homem precisamente quando ele estava lendo. Filipe o cumprimentou com uma pergunta: “Compreendes o que vens lendo?” (v.30).

O eunuco respondeu com outra pergunta: “A quem se refere o profeta (...). Fala de si mesmo ou de algum outro?” (v.34). Filipe usou as Escrituras hebraicas para mostrar que Jesus era Aquele de quem o profeta falava. A Palavra transformou o eunuco. Ele recebeu o Messias e foi imediatamente batizado.

A Nova Vida de Nina

Nina era uma mulher judia criada em um lar ortodoxo. Ela se aposentou nos anos 1960 e foi morar no lugar ao qual chamava de “a terra de Deus” – Atlantic City, no estado de Nova Jersey, EUA. Um dia, enquanto estava sentada em um banco junto à calçada, ela ganhou um Novo Testamento de uma transeunte. Daí em diante, todos os dias, Nina se sentava no banco na calçada em Atlantic City e lia alguns capítulos de seu novo livro. Quanto mais ela lia, mais convencida ficava de que estava lendo um livro judeu, como ela mesma dizia.

Logo Nina começou a observar pequenas mudanças em sua vida. Ela já não tinha um temperamento encrenqueiro, nem contava mais lorotas para suavizar situações sociais. Ela não estava se esforçando para produzir essas mudanças, mesmo assim, sabia que elas estavam acontecendo. Nina ficou confusa. Ela sabia que já não era mais a mesma.

Buscando pelas respostas, ela se aproximou de uma amiga cristã e pediu-lhe para ajudá-la a entender o que estava acontecendo. Ela ficou sabendo que ler a Palavra de Deus era o que estava transformando sua vida. Ela percebeu que a Bíblia não era como outros livros. Era poderosa, tão poderosa que convenceu Nina a confiar em Jesus. Foi assim que Nina começou sua nova vida.

Poder Para Perdoar

Corrie ten Boom e a casa da sua família em que esconderam judeus durante a segunda guerra mundial.
Corrie ten Boom foi criada na Holanda antes da Segunda Guerra Mundial. Ela e sua família liam regularmente a Palavra de Deus e eram crentes comprometidos com o Senhor Jesus. Embora os ten Booms fossem gentios, eles amavam o Povo Escolhido de Deus e pagaram o preço mais alto por sua fidelidade a esse povo. Como punição por esconderem judeus dos nazistas, eles foram enviados a campos de concentração. Corrie e sua irmã Betsie foram parar em Ravensbrück, onde Betsie morreu. Anos mais tarde, o poder transformador de Deus se manifestou de uma maneira maravilhosa. Corrie escreveu as seguintes palavras em seu livro The Hiding Place (O Refúgio Secreto):
Foi em um culto na igreja em Munique [em 1947] que eu o vi, o ex-soldado da SS, que tinha montado guarda à porta da sala do chuveiro no centro de processamento de Ravensbrück. Ele era o primeiro de nossos carcereiros que eu via desde aquele tempo. E subitamente tudo estava lá – uma sala cheia de homens escarnecedores, as pilhas de roupas, o rosto pálido de dor de Betsie. Ele veio até mim, uma vez que a igreja estava se esvaziando, sorridente e me saudando com uma inclinação da cabeça. “Quão grato estou por sua mensagem, Fräulein”, disse ele. “Pensar que, como você disse, Ele lavou meus pecados!”
Ele moveu a mão para a frente para me cumprimentar. E eu, que tantas vezes havia pregado às pessoas em Bloemendaal sobre a necessidade de perdoar, mantive minha mão ao meu lado.
Mesmo enquanto os pensamentos raivosos, vingativos, ferviam dentro de mim, eu vi os pecados desses pensamentos. Jesus Cristo havia morrido por esse homem; será que eu iria pedir mais? Senhor Jesus, orei, perdoe-me e me ajude a perdoá-lo.
Tentei sorrir, lutei para erguer minha mão. Não consegui. Eu não sentia nada, nem sequer a mínima faísca de calor humano ou de caridade. Então, novamente, fiz uma oração silenciosa. Jesus, não consigo perdoá-lo. Dê-me do teu perdão.
Quando lhe dei a mão, a coisa mais incrível aconteceu. Desde o meu ombro, ao longo do meu braço e através da minha mão, parecia que uma corrente elétrica passava de mim para ele, enquanto meu coração se enchia de amor por aquele estranho, tanto que quase me tirava o fôlego. Foi então que descobri que não é mais do nosso perdão nem da nossa bondade que depende a cura do mundo, mas do perdão e da bondade dEle. Quando Ele nos diz para amarmos nossos inimigos, Ele dá, juntamente com o mandamento, o próprio amor.[1]

De Terrorista a Sionista

Outro exemplo dramático de como a Palavra de Deus transforma vidas envolve Walid Shoebat, um palestino, nascido em Belém, que odiava os judeus desde o berço. Seu objetivo principal na vida era matar judeus e morrer como mártir por Alá.

Em meados dos anos 1970, ele se tornou ativo na Organização Para a Libertação da Palestina (OLP) e estava fazendo tudo que podia para ajudar a atingir seu objetivo na vida, inclusive realizando ataques terroristas em Israel.[2]

Walid Shoebat, de terrorista a sionista.
Walid mudou-se para os EUA para cursar uma faculdade, ao mesmo tempo em que levantava ajuda financeira para a OLP. Em 1993, ele se casou com uma cristã. “Eu queria convertê-la ao islamismo”, disse ele à BBC News. “Falei-lhe que os judeus haviam corrompido a Bíblia”. Ela pediu-lhe que provasse. Então, ele comprou uma Bíblia.

Durante seis meses estudou intensamente a Bíblia de capa a capa e descobriu a verdade. Renunciou ao terrorismo, arrependeu-se de seus pecados, deu sua vida a Jesus Cristo e tornou-se nova criatura – tudo porque leu a Palavra de Deus com um coração sincero que queria saber a verdade.

Hoje ele é um cristão sionista dedicado a expor as mentiras do islamismo e a apoiar e animar Israel e o povo judeu. Sua família muçulmana o deserdou. O pai dele disse que ele deveria ser morto. Em dado momento ele soube que a OLP estava planejando seu assassinato. Mas Shoebat é destemido e permanece conhecido por seu amor por Jesus e por um Israel judeu. Você pode visitar seu site: www.shoebat.com.

A Palavra de Deus é viva e eficaz. Ela discerne os pensamentos e as intenções do coração e transforma vidas por toda a eternidade. Tenho certeza disso porque o jovem judeu que experimentou aquela profunda paz 36 anos atrás lendo sua Bíblia era eu.

A Palavra de Deus – tanto o Antigo Testamento quanto o Novo Testamento – é a mais absoluta verdade. Se você quiser conhecer Deus pessoalmente e experimentar uma paz que transcende a todo entendimento, leia a Palavra de Deus e deixe que ela penetre em seu coração. Prometo que você não vai se arrepender. ('O autor' Steve Herzig - Israel My Gloryhttp://www.chamada.com.br)

Steve Herzig é o diretor dos ministérios norte-americanos de The Friends of Israel.

Notas:

  1. Corrie ten Boom, The Hiding Place [O Refúgio Secreto] (Minneapolis, MN: World Wide Publications, 1971), 238.
  2. “From Terrorist to Zionist” [De Terrorista a Sionista] Israel My Glory 62, Nº 3 (maio/junho de 2004), p. 32-33.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Evangélica perdoa assassino de seu filho e ora pela sua conversão

Dona de casa afirma diante das câmeras de TV que está orando

Evangélica perdoa assassino de seu filho e ora pela sua conversão
Em dezembro de 2012, Rafael da Silva, filho da dona de casa Maria Nice foi assassinado no bairro Colinas do Sul, em João Pessoa. Esta semana, Alisson Lima dos Santos, apontado pela polícia como o autor do crime foi preso com mais três homens, suspeitos de terem cometido diversos homicídios e de envolvimento no tráfico de drogas.

Porém, além de encarar a justiça, Alisson ouviu algo muito importante de Maria Nice. Ao lado de uma advogada, ela seguiu o carro que levava o suspeito. Na Central de Polícia, diante das câmeras de TV que registravam a prisão, pediu autorização aos policiais para falar com Alisson.

Segurando o rosto do rapaz, disse ser evangélica e estar orando pelo jovem após quase um ano do ocorrido. “Você está perdoado em nome de Jesus… Eu sou uma cristã… Você vai encontrar esse Deus que eu sirvo e você vai servir a ele. Eu não tenho um pingo de ódio de você, Alisson, eu só oro por você todos os dias… Você não me deixou olhar nos olhos do meu filho antes dele morrer, mas te perdoo”, afirmou ela.

O testemunho de Maria Nice acabou sendo apresentado na TV Correio da Paraíba e teve grande repercussão. O delegado Bruno Victor, que investiga o caso, conta que Alisson matou Rafael estando acompanhado de um outro rapaz, que também foi preso. Os demais presos estavam envolvidos em um tiroteio recente, que feriu três crianças. Com informações de R7 e Portal Correio.

Assista:


Fonte: Gospel Prime

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Rev. Billy Graham é hospitalizado com problemas respiratórios

O reverendo Billy Graham, 95, foi internado em um hospital em Asheville, Carolina do Norte, terça-feira após ter problemas respiratórios, um porta-voz da família confirmou.

Billy Graham
“Sr. Graham está no hospital com um problema de congestão respiratória, semelhante ao que teve há algumas semanas”, disse o porta-voz Mark DeMoss. “Como foi o acaso, então, esperamos que ele seja capaz de voltar para casa em um dia ou dois.”

O evangelista cristão e pregador mundialmente famoso, que tem lutado contra vários problemas de saúde no passado, era esperado para ser liberado do Hospital Mission e voltar para a sua casa na quinta-feira.

Os admiradores de Graham, preocupados com as notícias sobre seu estado de saúde, foram para o Twitter e Facebook na quarta-feira e começaram a usar o hashtag “PrayingForBillyGraham” (Orando Por Billy Graham, tradução livre).

Graham, que se aposentou da pregação pública há vários anos, realizou uma reunião em 07 de novembro para comemorar seu aniversário e o lançamento de sua nova mensagem para a América intitulada “A Cruz”.

Graham, que perdeu a esposa Ruth Bell Graham, em junho de 2007 e com quem teve cinco filhos, manteve-se em sua casa de montanha na Carolina do Norte em 2005, depois de cerca de 60 anos de pregação. Ele é autor de aproximadamente 13 livros, sendo o último deles “A Razão para a Minha Esperança: Salvação” (Outubro de 2013).

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Pastor Saeed Abedini é transferido para pior prisão do Irã

Abedini está no mesmo pavilhão que os condenados por crimes como estupro e assassinato.

Saeed Abedini é transferido para pior prisão do Irã
O pastor iraniano de nascimento Saeed Abedini naturalizou-se americano, mas constantemente fazia viagens missionárias ao seu país natal. Desde setembro de 2012 ele está preso no Irã por causa de sua fé cristã. Inicialmente, sua pena é de oito anos.

É constantemente torturado e forçado a negar Jesus. Conforme as notícias mais recentes ele está muito doente. No início deste mês, foi transferido da prisão de Evin, em Teerã, para a prisão Rajai Shahr em Karaj, 20 km a oeste da capital.

A fama dessa prisão é de ser a pior do Irã. “Ir para Karaj é uma punição severa”, afirmou Loes Bijnen, um diplomata holandês que vive no país. “Lá dentro você não é mais um ser humano. Fica fora do alcance de todos, incluindo ativistas de direitos humanos e a imprensa. Assassinatos ou mortes inexplicáveis ​​ocorrem com frequência”.

Parentes do pastor tentaram visitá-lo nesta segunda-feira, mas foram informados que isso não é permitido na nova prisão. Abedini está no mesmo pavilhão que os condenados por crimes como estupro e assassinato.

Jordan Sekulow, diretor executivo do Centro Americano para Lei e Justiça, contesta: “A mudança para esta prisão é muito preocupante. Só pode ser visto como um movimento que coloca a vida do Pastor Saeed seriamente em risco”.

Em uma das cartas que conseguiu enviar da prisão, narrou o que estava vivendo em Evin, ressaltando que só sairá vivo da cadeia se negar a Cristo. Mas assevera: “eles nunca vão ouvir isso de mim”.

Embora haja um amplo apoio nos EUA para a libertação de Abedini, Sekulow diz que o presidente Barack Obama precisa se posicionar e dar passos claros para salvar sua vida. No Brasil, o deputado pastor Marco Feliciano pediu uma posição do governo brasileiro sobre o caso. Com informações de Religion Today.

Fonte: Gospel Prime

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Pregadores cristãos são agredidos em evento do Orgulho Gay nos EUA

Eles hasteavam os seguintes cartazes: 'arrependa-se, ou então' e 'Jesus salva do pecado'

Dois pregadores cristãos foram agredidos em evento do Orgulho Gay, em Seattle, no estado de Washington, na costa oeste dos Estados Unidos (EUA), no domingo (30). Eles foram para as ruas hasteando cartazes com os seguintes dizeres: “arrependa-se, ou então” [tradução do inglês: repent or else] e “Jesus salva do pecado” [tradução do inglês: Jesus saves from sin]. A multidão teria ficado revoltada quando um dos pregadores disse: “arrependa-se ou vá para o inferno”.

                                         (Foto: Reprodução/KOMO)
A violência contra dois pregadores, em parada do
Orgulho Gay em Seattle (EUA), foi registrada
em um vídeo.
Dois participantes deram socos e pontapés nos dois ativistas contra a homossexualidade. A violência foi registrada em um vídeo, que serve agora como prova do caso. Os agressores devem responder por agressão e contravenção.

Um dos suspeitos, Jason Queree, 36 anos, que aparece na gravação dando golpes no pregador de rua na parte de trás da cabeça, enquanto ele está no chão, já foi preso 29 vezes desde 1995.

Um dos pregadores, Ruben Israel, que é membro do grupo Bible Believers, afirma que é comum esse tipo de ataque. Ele lembra que manifestantes gays já tentaram incendiar uma Bíblia em Chicago e que, em outro caso, no estado americano do Novo México (NM), até a polícia foi atacada ao defender os pregadores. Ele disse que mais ataques físicos, como o de Settle, devem acontecer.

“Nós não somos inimigos [...] Isso não tem nada a ver com ódio e sim com compartilhar o Evangelho”, completa o cristão.

Ruben Israel reflete: “[A comunidade LGBT] acredita que eles têm a lei por trás deles. Se você não concordar com eles, você está errado. [...] Eles nos [evangélicos] atacam na presença da polícia e eles nos atacam na frente de uma câmera de vídeo”, conclui.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Saeed Abedini sofre com hemorragia interna por causa de espancamentos

Mantido em prisão do Irã, pastor diz que só será solto se negar a Cristo

Saeed Abedini sofre com hemorragia por causa de
espancamentos
O pastor Saeed Abedini foi enviado para uma cela solitária no presidio de Evin, em Teerã, Irã. Isso mostra que os rumores sobre a piora de sua saúde podem ser verdadeiros, confirmaram os familiares.

Abedini está sofrendo com hemorragias internas e os problemas com os rins após seguidas sessões de tortura. Ele e outros nove detentos foram colocados em confinamento solitário. Embora sabidamente necessite de ajuda médica, o pastor não recebe a atenção devida, divulgou o Centro Americano para Lei e Justiça.

Sua esposa, Naghmeh, declarou: “Saeed sofre com uma hemorragia interna por causa da tortura. Nós acreditamos que ele é espancado em confinamento solitário. Não temos como saber exatamente como está a saúde dele. Não haverá mais visitas e não poderemos saber como Saeed está. Anteriormente, ele disse a nós que ficar no confinamento solitário da outra vez foi o momento mais difícil de sua vida. Cada hora parecia um ano e ele sentia sua saúde se deteriorar rapidamente”.

De acordo com o Christian Post, Abedini e os demais prisioneiros foram punidos por terem reclamado da falta de atendimento médico recebido. A penitenciária de Evin, onde o pastor está desde sua prisão em setembro passado, é conhecida como uma das prisões mais violentas do mundo. Aqui no Brasil o caso foi comentado pelo pastor Marco Feliciano.

O Centro Americano para Lei e Justiça tem feito campanha em nome do pastor nas igrejas e junto aos políticos. Injustamente condenado, a oito anos de prisão, Abedini já foi avisado que, se não negar sua fé cristã e voltar ao islamismo, esse período de tempo pode ser prorrogado.

“Minha resposta a eles é Romanos 8: 35-39. A realidade da vida cristã é que as dificuldades ou problemas surgirão em nossas vidas. Perseguição e dificuldades não são novidades, mas são coisas muitas vezes corriqueiras na vida cristã. É passando por sofrimentos e tribulações que entramos no Reino de Deus “, disse o pastor em uma carta anterior endereçada à mulher e aos dois filhos.

Um ex-prisioneiro político iraniano, que também passou um tempo em Evin conta que os guardas da prisão usam de violência física e psicológica rotineiramente e que Saeed só continua vivo porque sua fé é forte”.

Pastor Abedini fará 33 anos dia 7 de maio, e existem campanhas que pedem aos cristãos de todo o mundo que orem para que mesmo isolado, o pastor lembre que não está sozinho em sua luta.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Após cruzada de milagres, pastor quase é preso por “exercício ilegal da medicina”

Peter Youngren realizou uma cruzada de sucesso na Índia

Após cruzada de milagres, pastor quase é preso
por "exercício ilegal da medicina"
O evangelista e pastor Peter Youngren passou muito tempo planejando uma grande cruzada na Índia através de seu ministério World Impact [Impacto Mundial]. Seis dias antes da cruzada começar, jornais e televisão informaram que o evento, denominado Festival da Amizade em Nagpur seria cancelado porque Youngren planejava fazer “conversão em massa”, o que é ilegal na Índia.

Depois de uma longa reunião com a polícia, o comitê organizador pode continuar, desde que assumisse o compromisso que o missionário não iria falar nem orar usando o nome de Jesus . Pouco tempo depois, a polícia mudou de ideia, dando liberdade para Youngren falar livremente.

Apesar da mudança de atitude da polícia, no dia do evento vários grupos anticristãos tentavam conseguir uma liminar na Suprema Corte contra a cruzada. Mas o juiz rejeitou suas alegações.

Os jornais relataram no primeiro dia várias curas milagrosas de pessoas que eram surdas, cegas ou deficientes, citando nomes e casos específicos. Desta vez, os opositores quiseram processar Youngren com a alegação que ele praticava “exercício ilegal da medicina”.

Em um esforço para negar os milagres, um dos grupos anticristãos ofereciam 1,5 milhões de rúpias (cerca de 60 mil reais) para que o missionário provasse que suas orações poderiam curar doenças. E se não o fizesse, poderia ser preso.

Na segunda noite do evento, Youngren disse à multidão que suas orações eram muito fracas e que não se podia esperar muito delas, que ele não era capaz de realizar milagres. Mas ressaltou que ele servia alguém que podia: Jesus. O encontro terminou com 70 minutos de testemunhos ininterruptos de cura, incluindo um jovem hindu, Sushil, que nasceu cego e agora via. Para surpresa geral, um dos líderes políticos do partido anticristão subiu à plataforma para testemunhar que os tumores em sua barriga tinham sido removidos por Jesus.

Nagpur é uma cidade de quase 3 milhões de pessoas, na região central da Índia. O “Festival da Amizade” foi apoiado por quase todas as igrejas cristãs da cidade. No final, o ministério World Impact divulgou que durante os dias da cruzada, dezenas de milhares de pessoas aceitaram a Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador. Youngren pôde sair do país livre das acusações e avisou que voltará ainda este ano para mais um evento na Índia. Com informações Charisma News.

Fonte: Gospel Prime

sexta-feira, 1 de março de 2013

Priscilla Alcântara afirma que jamais fará ensaios sensuais

A apresentadora do SBT é evangélica e diz ter outro foco para sua carreira

Priscilla Alcântara afirma que jamais fará ensaios sensuais
Um repórter questionou Priscilla Alcântara, apresentadora do Bom Dia e Cia do SBT, se ela, assim como outras apresentadoras infantis, estaria disposta a participar de ensaios sensuais. Sua resposta negativa foi justificada na fé e valores cristãos.

“Não abro mão das minhas virtudes e meu foco profissional é outro”, declarou ela que é cantora evangélica e tem como objetivo continuar trabalhando na TV e seguir levando a música para todos os cantos do mundo.

A assessora de Priscilla enviou uma nota comentando o caso e dizendo que a fé sempre conduziu a apresentadora que passou por muitas lutas na igreja quando aceitou trabalhar no mundo do entretenimento. Muitos diziam que a TV faria com que ela abandonasse seus valores cristãos, mas ela tem se mantido firme em preservá-los.

Em todos os trabalhos que realiza Priscilla não abre mão da sua fé e aproveita situações como esta para mostrar que tem convicção em suas crenças tirando de perguntas como a feita pelo repórter uma oportunidade para falar que ela pertence a Jesus.

Fonte: Gospel Prime

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Pastor preso no Irã diz que só será solto se negar a Cristo

Como Paulo moderno, assina carta como “embaixador de Cristo em cadeias”.

Pastor preso no Irã diz que só será solto se negar a Cristo
O pastor Saeed Abedini, 32, foi condenado a oito anos de prisão por pegar o evangelho no Irã. Abedini nasceu no Irã, mas tinha cidadania americana e está preso no Irã desde setembro de 2012.

Pela segunda vez ele consegue enviar uma carta, onde narra o que tem vivido dentro da prisão de Evin, onde ressalta que só sairá de lá quando negar a Cristo. Mas assevera: “eles nunca vão ouvir isso de mim”.

Sua esposa Naghmeh expressou sua preocupação com seu marido. “É com o coração dolorido que li sobre o abuso continuamente sofrido por Saeed na prisão iraniana”, disse ela. “Ele continua a enfrentar risco de morrer nas mãos das autoridades iranianas simplesmente por causa de sua fé em Jesus.”

Como um apóstolo moderno ele tenta estimular a fé dos que estão passando por dificuldades e os exorta a buscar em Deus a força necessária.

O Centro Americano para Lei e Justiça procurou o Conselho de Direitos Humanos da ONU para lutar pela liberação de Abedini. Vários membros do Congresso americano querem que o governo americano exija a libertação do pastor. Mas como não há relações diplomáticas entre os dois países isso se torna mais difícil.

A sentença de prisão foi referendada pelo líder muçulmano supremo do país, o aiatolá Khamenei. O temor das agências cristãs é que se repita o que aconteceu com o pastor Youssef Nadarkhani, que passou anos na prisão por causa de sua fé e enfrentou uma longa batalha judicial.

Leia na íntegra a carta enviada da prisão por Saeed Abedini, Fevereiro de 2013:

Escrevendo do meu coração. Meus queridos amigos, as condições aqui são tão difíceis que meus olhos ficam embaçados, meu corpo não tem força para andar, e meus passos são muito fracos e trêmulos. Diversos grupos me ameaçam, é uma guerra psicológica, um ano que não vejo minha família, violência física, ações premeditadas para me humilhar, insultos, sou ridicularizado, confrontado por extremistas da prisão que criam outra prisão dentro desses muros, tantas ameaças de morte…

É interessante que por ser um pastor cristão, sou cuidadosamente vigiado. Esperam que eu sorria para eles, apesar do que é feito contra mim e compreender por que estão fazendo todas estas coisas. Mas posso ver claramente o que está acontecendo e como desejo servir a Deus, vejo todas essas dificuldades como oportunidades de ouro e portas grandes para dar meu testemunho. Existem vasos que estão vazios, sedentos por um pouco da Água Viva e podemos matar sua sede, mostrando-lhes Jesus Cristo. Talvez você também esteja vivendo esse tipo de situação, por isso ore e busque a Deus que Ele irá usá-lo e direcioná-lo em meio a às pressões e dificuldades da vida.

Existem aqueles que são inimigos da Bíblia Viva e não querem ouvir. Eles estão tentando me colocar sob pressões terríveis (que, por vezes, são insuportáveis) desejando provar que minha fé é vazia e não é real. E depois de todas essas pressões, depois de todos os pregos que têm sido pressionados contra minhas mãos e pés, eles esperam apenas uma coisa… que eu negue a Cristo. Mas eles nunca vão ouvir isso de mim. Sei que a Bíblia é verdade e eles estão no caminho da destruição.

Há outro grupo que não conhece o Evangelho da Verdade. Em vez de realmente ouvir e meditar na Palavra de Deus, estão apenas esperando para ver como reagirei a todas essas pressões e perseguições. O que será de mim durante estes tempos difíceis? Mas, eu insisto, esta é mais uma oportunidade de ouro para refletir a luz de Cristo neste mundo escuro e deixar que Deus me use.

Ontem, quando estava cantando canções de louvor, o líder da minha cela me atacou, querendo me impedir de louvar, mas minha resposta foi abraçá-lo e mostrar meu amor. Ele ficou chocado.

Durante esses tempos difíceis que preciso imensamente da graça salvadora de Deus para que eu possa exalar o doce perfume de Cristo nessa casa escura que é a prisão de Evin. Tenho visto muitas vezes a brilhante Estrela da Manhã iluminando as trevas desta prisão e eu vi Suas obras surpreendentes e sobrenaturais. Oh, como é lindo ver a luz da Estrela da Manhã de Cristo sobre as trevas do mal.

Por isso:

• Veja as oportunidades de ouro que tens durante pressões e dificuldades.

• Veja a Estrela da Manhã brilhar no tempos sombrios de sua vida.

Eu o amo! Ele é gracioso, misericordioso e justo comigo. Eu sei que eu não fui esquecido e que estamos juntos neste caminho. Deus me conceda graça.

Esta é minha mensagem para a Igreja: permaneça forte para a Sua Glória. Ele voltará em breve! Fiquem com Deus e dediquem os que têm de melhor para o Seu reino.

Pastor Saeed, servo de Jesus Cristo em cadeias pela resistência do Evangelho. Eu amo a todos vocês.

Fonte: Gospel Prime

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Profeta uruguaio diz que veio ao Brasil como “mensageiro de Deus”

João Mensageiro quer alcançar ateus e céticos

Profeta uruguaio diz que veio ao Brasil como
“mensageiro de Deus”
Nelson Ademar Benitez é mais conhecido como “João Mensageiro de Deus”. Nascido no Uruguai, há anos peregrina tentando mostrar, por meio científicos, a existência de Deus. Calcula que já percorreu 140 mil quilômetros na América do Sul, a maior parte a pé.

Afirma ter 16 anos, tempo em que nasceu de novo e foi “batizado com a missão”. Ele não revela a idade do “homem da carne”, mas os cabelos e barba brancos demonstram que ela é muito mais avançada.

Seu objetivo é falar sobre a existência de Deus apenas para os ateus. “Não tem nada de provar pela fé, pela teologia. Provo pela ciência. Como o magnetismo, você não vê, mas através de outra matéria fica sabendo que ela existe”, justifica.

Recentemente, foi agredido em Curitiba por um bêbado, que lhe gerou grande transtorno. João dormia sob a marquise na Rua XV e foi acordado abruptamente. “Ele chegou achando que eu era gay, dei um empurrão nele e tomei um soco na cara. Foi a primeira vez que sofri agressão. E eu não posso ter relações nenhuma”, explica.

Mesmo assim, continuará alertando as pessoas sobre a existência real de Deus e os falsos profetas. Sim, ele se preocupa com isso, mas esclarece que é um profeta “na essência”, pois não deseja nenhum proveito da situação.

Ao ser perguntado sobre Inri Cristo, é categórico: “Quando me perguntaram dele em 1997, disse que não conhecia, mas que o achava charlatão por dizer que é Jesus. Mas quando o vi na tevê, acrescentei: é um palhaço. E um mal educado também”.

Ele empurra um carrinho, usado como armário, onde guarda suas apostilas de ensinamentos, roupas e alguns mantimentos. Embora ande vestido com um colete de saco de estopa, não ignora a tecnologia. Desde que ganhou um celular o utiliza para manter contatos e profetizar usando o MSN também. Com informações Parana On-line.

Fonte: Gospel Prime

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Sem sangue não há remissão

Sermão Pregado
por Charles Haddon Spurgeon, 
no Tabernáculo Metropolitano, Newington, Londres,
e Puclicado na Quinta Feira, 6 de agosto de 1914


“Sem derramamento de sangue não há remissão.” Hebreus 9:22

Sob a antiga dispensação figurativa, era certo de que seus olhos se topavam em qualquer canto com o sangue. O sangue era o mais proeminente sob a economia judaica. Era raro que se observasse alguma cerimônia sem ela. Não era possível adentrar em nenhuma parte do tabernáculo sem que fosse visto os rastros de sangue ao pé do altar. O lugar era tão semelhante a um matadouro que visitá-lo não deve de ter sido nada atrativo para o gosto natural, e para deleitar-se nele, o homem precisava de um entendimento espiritual e de uma fé viva. O sacrifício de animais constituía a maneira de adorar: a efusão de sangue era o rito estabelecido e a difusão desse sangue sobre o piso, sobre as cortinas e sobre as vestes dos sacerdotes, era constante memorial.

Quando Paulo[1] diz que, sob a lei, quase todas as coisas eram purificadas com sangue, alude a algumas coisas que estavam isentas. Assim encontrarão em diversas passagens que o povo era exortado a lavar seus vestidos, e a certas pessoas que haviam ficado imundas por causas físicas, lhes era ordenado que lavassem seus vestidos com água. As roupas que os homens usavam eram sempre purificadas com água. Depois da derrota dos midianitas, que pode ser lida no livro de Números, o despojo que havia sido contaminado teve que ser purificado antes que fosse reclamado pelos vitoriosos israelitas. De acordo com a ordenança da lei que o Senhor ordenou a Moisés, alguns dos bens, tais como indumentárias e artigos confeccionados com peles e com pelo de cabras, eram purificados com água, enquanto que outros objetos, que eram de metais resistentes ao fogo, eram purificados com fogo.

Contudo, o apóstolo se refere a um ato literal quando diz que quase todas as coisas – só à exceção das roupas – eram purificadas com sangue sob a Lei. Logo, se refere a ela como uma verdade geral sob a antiga dispensação legal, dizendo que não havia jamais nenhum perdão de pecado, exceto pelo sangue.

Unicamente em um caso havia uma aparente exceção e ainda nesse caso servia para demonstrar a universalidade da regra, porque a razão para a exceção está plenamente explicada. O sacrifício pela culpa é mencionado como uma alternativa no versículo 11 de Levítico 5, e podia ser uma oferta incruenta em casos de extrema pobreza. Se um homem era muito pobre para trazer uma oferenda do rebanho, deveria trazer duas rolinhas ou dois pombinhos – porém se era extremadamente necessitado até mesmo para isso, poderia oferecer a décima parte de um êfa de flor de farinha como sacrifício pela culpa, sem azeite nem incenso, a qual era lançada sobre o fogo. Essa é a unica exceção solitária através de todos os tipos. Em cada lugar, em cada momento e em cada caso em que o pecado tinha que ser tirado, o sangue deveria fluir e a vida tinha que ser ofertada. A única exceção que temos notado, recalca o estatuto que estabelece que “sem derramamento de sangue não há remissão.”

Sob o Evangelho não há nenhuma exceção, não existe nenhuma isolada exceção, como existia na Lei – não, nem mesmo para o mais indigente. Todos nós somos extremamente necessitados espiritualmente. Como nenhum de nós deve apresentar uma oferenda, nem tampouco dispomos de uma, todos temos que apresentar a oferenda que já foi ofertada e temos que aceitar o sacrifício que Cristo fez de Si mesmo em nosso lugar – não existe agora nenhum motivo nem base para isentar a nenhum homem nem nenhuma mulher, nem mesmo o haverá jamais, seja nesse mundo ou no futuro: “sem derramamento de sangue não há remissão.”

Com grande simplicidade, então, já que concerne a nossa salvação, peço amavelmente a atenção de cada um dos presentes para esse grande assunto que tem muito haver com nossos interesses eternos. Eu deduzo do texto, antes que nada, o fato animador de que:

I. EXISTE UMA REMISSÃO, quer dizer, uma remissão dos pecados. “sem derramamento de sangue não há remissão.” O sangue foi derramado, e há, portanto, esperança no tocante à remissão. Apesar dos severos requerimentos da Lei, a remissão não deve de ser abandonada em absoluta desesperação. A palavra remissão quer dizer: saldar dívidas. Assim como o pecado pode ser considerado uma dívida contraída com Deus, assim também essa dívida pode ser apagada, cancelada e suprimida . O pecador, o devedor de Deus, pode deixar de estar em dívida por compensação, por uma plena quitação, e pode ficar livre em virtude dessa remissão. Tal coisa é possível.

Glória seja dada a Deus porque é possível obter a remissão de todos os pecados para os que tenham arrependimento. Sem importar qual possa ser a transgressão de qualquer indivíduo, o perdão é possível para ele se é possível que tal se arrependa. Um pecado incontrito é um pecado imperdoável. Se o homem confessa seu pecado e o abandona, então encontrará misericórdia. Deus tem declarado assim, e Ele nunca será infiel à Sua palavra. “Porem”, alguém pergunta: “Não existe um pecado que é para morte?” Sim, certamente, ainda que eu não saiba qual seja – nem tampouco cremos que alguém que tenha pesquisado esse tema tenha sido capaz de descobrir qual seja esse pecado – o que parece claro é que o pecado é praticamente imperdoável porque não houve arrependimento a respeito dele.

O homem que o comete fica morto no pecado, para todos os fins e propósitos, em um sentido mais profundo e permanente até mesmo do que a raça humana o está como um todo, e é entregue a um coração endurecido, sua consciência é cauterizada, por assim dizê-lo, com um ferro em brasa, e a partir dali não buscará nenhuma misericórdia. Porém, todo tipo de pecado e de blasfêmia serão perdoados aos homens. Para a lascívia, para o roubo, para o adultério, sim, para o assassinato, há perdão de Deus, para que seja reverenciado. Ele é o Senhor Deus misericordioso e clemente, que esquece a transgressão, a iniquidade e o pecado.

E esse perdão, que é possível, é completo, de acordo às Escrituras – quer dizer, quando Deus perdoa a um homem seu pecado, o faz sem reservas. Ele apaga a dívida sem nenhuma revisão dos cálculos. Ele não suprime uma parte do pecado do homem, porem o faz responsável do resto – antes, no momento em que um pecado é perdoado, é como se sua iniquidade nunca houvesse sido cometida; o pecador é recebido na casa do Pai e é abraçado com o amor do Pai como se nunca houvesse se desviado; é levado a ser aceito diante de Deus, e desfruta da mesma condição como se nunca tivesse transgredido.

Crente, bendito seja o Senhor porque no Livro de Deus não existe pecado nenhum contra sua pessoa. Se você crê, é perdoado, e não é perdoado parcialmente, mas sim plenamente. O escrito de dívida que havia contra você é apagado e é cravado na cruz de Cristo, e nunca mais poderá ser usado contra ti. O perdão é completo.

Ainda mais, trata-se de um perdão no ato. Alguns imaginam (e isso é algo muito depreciativo para o Evangelho) que não podem alcançar o perdão a não ser até que morram, e talvez, de alguma forma então muito misteriosa, nos últimos instantes, possam ser absolvido – porem nós pregamos, em nome de Jesus, um perdão imediato e instantâneo para todas as transgressões – um perdão dado em um instante – no momento em que um pecador crê em Jesus. Não é como se uma enfermidade fosse sarada gradualmente e depois fosse requerido meses e largos anos de progresso até o restabelecimento total.

É certo que a corrupção de nossa natureza é uma enfermidade assim, e o pecado que mora em nós tem que ser mortificado diariamente e a cada hora; porém enquanto à culpa de nossas transgressões diante de Deus e à dívida incorrida para com Sua justiça, sua remissão não é uma coisa progressiva e gradual. O perdão de um pecador é concedido de imediato – será dado a qualquer um de vocês que o aceite neste instante, sim, e lhe será dado de tal maneira que não o perderá nunca. Uma vez perdoado, será perdoado para sempre, e não sofrerá nenhuma das consequências do pecado. Você será absolvido eternamente e sem reservas, de tal forma que quando os céus estiverem ardendo em chamas, e o grande trono branco seja levantado, e tenha lugar o juízo final, você possa apresentar-se com determinação diante do tribunal sem temer nenhuma acusação, pois Deus nunca revogará o perdão que Ele mesmo concede.

Irei agregar mais um comentário. O homem que alcança esse perdão pode dar-se conta de que o possui. Se simplesmente esperasse tê-lo, essa esperança lutaria frequentemente com o medo. Se simplesmente confiasse tê-lo, muitos remorsos de consciência poderiam alarmá-lo – porém, saber que o possui é um firme fundamento de paz para o coração. Glória seja dada a Deus porque os privilégios do pacto de graça não são só assuntos de esperança e de conjecturas, mas sim que assuntos de fé, convicção e de segurança. Não considerem uma presunção que um homem creia na Palavra de Deus. É a própria Palavra de Deus a que diz: “O que Nele crê não é condenado”. Se eu creio em Jesus Cristo, então não sou condenado. Que direito tenho de pensar que o sou? Se Deus diz que não sou condenado, seria uma presunção de minha parte pensar que sou condenado. Não pode ser presunção receber a Palavra de Deus tal como Ele me a dá.

“Ó!” – diz alguém – “que feliz seria se esse fosse meu caso”. Falaste bem, pois ‘bem-aventurado aquele cuja transgressão foi perdoada, e cujo pecado foi coberto. Bem-aventurado o homem a quem o SENHOR não culpa de iniquidade”.

“Mas” – dirá alguém mais – “eu dificilmente pensaria que algo tão grande poderia ser possível para alguém como eu”. Você raciocina à maneira dos filhos dos homens. Deve saber então que como são mais altos os céus do que a terra, assim são os caminhos de Deus mais altos que seus caminhos, e Seus pensamentos mais que seus pensamentos. Teu é o errar, mas de Deus é o perdoar. Você se extravia como um homem, porém Deus não perdoa como um homem: Ele perdoa como Deus, de tal forma que rompemos em exclamações de assombro e cantamos: “Que Deus como tu, que perdoa a maldade, e esquece o pecado do remanescente de sua herança?” Quando você faz algo, trata-se de alguma pequena obra adaptada as suas habilidades, porém nosso Deus fez os céus.

Quando você perdoa, concede um perdão adaptado à sua natureza e suas circunstâncias – porém, quando Ele perdoa, mostra as riquezas de Sua graça em uma escala maior do que sua mente finita poderia captar. Ele apaga em um instante mil pecados do mais negro timbre, pecados de uma tonalidade infernal, porque se deleita na misericórdia, e o juízo é Sua estranha obra. “Porque não quero a morte do que morre, diz O SENHOR; convertei-vos, pois, e vivereis.” Meu texto proporciona-me essa nota feliz. Não há remissão, exceto com sangue; mas como o sangue foi derramado, sim, há remissão.

Adentremos mais no texto, temos que insistir agora em sua grande lição que é:

II. AINDA QUE HAJA PERDÃO DE PECADO, NUNCA SE CONCEDE SEM DERRAMAMENTO DE SANGUE. Essa é uma frase atropeladora, pois existem alguns seres nesse mundo que confiam em seu arrependimento para o perdão do pecado. Mais além de toda dúvida, é seu dever arrepender-se de seu pecado. Se tiver desobedecido a Deus, deve lamentar isso. Deixar de pecar não é senão o dever da criatura, pois do contrário, o pecado não seria a violação da santa lei de Deus.

Porém, deve saber que todo o arrependimento do mundo não pode apagar o menor pecado. Se só um pensamento pecaminoso atravesse sua mente, e você se afligisse por ele todos os dias de sua vida, a mancha desse pecado não poderia ser tirada nem sequer pela angústia que lhe provoca. O arrependimento é a obra do Espírito de Deus, e é um dom muito precioso e um sinal de graça – porém não há nenhum poder expiatório no arrependimento. Em um mar repleto de lágrimas penitenciais não existe nem o poder nem a capacidade para lavar uma só mancha dessa espantosa imundície. Sem derramamento de sangue não há remissão.

Porém, outros supõem, de qualquer maneira, que a reforma ativa que resulta do arrependimento pode executar a tarefa. Que importa que se renuncie a bebedeira e a abstinência se converta na regra? Que importa que se abandone a libertinagem e a castidade adorne o caráter? Que importa que se renuncie aos tratos desonestos e a integridade seja escrupulosamente guardada em cada ação? Eu digo: isso está muito bem, queira Deus que tal reforma tenha lugar por onde quer que seja; contudo, apesar de tudo isso, as dívidas já contraídas não são pagas pelo gesto de que já não nos endividamos mais, e as antigas dívidas em mora não são perdoadas pelo bom comportamento posterior. Então, o pecado não é remetido pela reforma.

Ainda que subitamente você se convertesse imaculado como os anjos (não que algo assim seja possível para você, pois o etíope não pode mudar sua pele, nem o leopardo suas manchas), suas reformas não poderiam fazer nenhuma expiação à Deus pelos pecados antes cometidos nos dias que transgrediste contra Ele. “Então, que devo fazer?” pergunta o homem. Há os que pensam que agora suas orações e suas humilhações de alma poderiam, talvez, lhes conseguir algo. Eu não lhe pediria que fizesse cessar suas orações se elas são sinceras, antes eu esperaria que fossem tais orações que pressagiariam uma vida espiritual.

Porém, querido ouvinte, não existe eficácia na oração para apagar o pecado. Irei expressar isso enfaticamente. Todas as orações de todos os santos da terra, e se pudessem agregar-se todos os santos do céu, todas suas orações não poderiam apagar através de sua própria eficácia natural o pecado de uma só má palavra. Não, não há nenhum poder persuasivo na oração. Deus não lhe deu o papel de produto de limpeza. Possuem certamente seus usos, seus valiosos usos. Um dos privilégios do homem que ora é que ora aceitavelmente, porém as orações mesmas sem sangue, não podem apagar nunca o pecado. “Sem derramamento de sangue não há remissão.”, por mais que ores.

Existem pessoas que pensaram que a renúncia e as mortificações de um tipo extraordinário poderiam livrar-lhes de sua culpa. Não nos encontramos com freqüência com gente assim em nosso círculo – no entanto, existe tais que para purificarem a si mesmos do pecado, flagelam seus corpos, observam jejuns prolongados, usam cinzas e camisas de saco pegadas a peles, e até mesmo alguns foram tão longe para imaginarem que refrear-se de banhos e permitir que seus corpos sejam cobertos de imundície, é a forma mais fácil de purificar suas almas.

Certamente é uma estranha tolice! No entanto, na Índia, hoje se encontram faquires que sujeitam seus corpos a surpreendentes sofrimentos e distorções com a esperança de se desfazerem do pecado. Qual é o propósito de tudo isso? Parece-me escutar o Senhor dizer: “O que tem que ver comigo que inclines a cabeça como junco e que se cubras de cilício, e comas cinzas com teu pão e mistures absinto com tua bebida? Tu hás quebrantado minha lei, essas coisas não podem restaurá-la; tu tens lesionado minha honra com teu pecado, porém, onde, está a justiça que reflexa honra sobre meu nome?” O velho clamor nos tempos antigos era: “Com que me apresentarei diante de Jeová?”, e diziam: “Daremos nosso primogênito por nossa rebelião, o fruto de nossas entranhas pelo pecado de nossa alma?” Ai! Tudo foi em vão. Aqui está a sentença. Aqui deve de estar para sempre: “Sem derramamento de sangue não há remissão.” Deus exige a vida como castigo devido pelo pecado, e nada exceto a vida indicada no derramamento de sangue lhe satisfará jamais.

Observem, ainda, como esse texto arruador rejeita toda confiança nas cerimônias, inclusive nas cerimônias da própria ordenança de Deus. Existem alguns que supõem que o pecado pode ser lavado no batismo. Á, é uma fútil suposição! A expressão onde é usada uma vez na Escritura não implica nada desse tipo – não tem esse significado que alguns lhe atribuem, pois esse mesmo apóstolo de que se afirmava isso, se gloriava de que não havia batizado a muitas pessoas para que não se chegasse a especular que havia alguma eficácia em sua administração desse rito. O batismo é uma ordenança admirável na que o crente tem comunhão com Cristo em Sua morte. É um símbolo – porém não é nada mais que isso.

Dezenas de milhares de milhares foram batizados e morreram em seus pecados. O, que benefício há no sacrifico incruento da Missa, como diz o Anticristo?[2] Diz alguém que é “um sacrifício incruento”, e, no entanto, o oferecem como uma propiciação pelo pecado? Lançamos esse texto em suas caras: “sem derramamento de sangue não há remissão.” Acaso respondem que o sangue está ali no corpo de Cristo? Nós respondemos que até mesmo se assim fosse, isso não seria apropriado, pois é sem derramamento de sangue, sem sangue derramado, o sangue como algo distinto do corpo – porém sem o derramamento de sangue não há remissão do pecado.

Prosseguirei para fazer uma distinção que irá mais profundo ainda. Jesus Cristo mesmo não pode nos salvar, aparte de Seu sangue. É uma suposição que só a tolice alguma vez o fez quando afirma que o exemplo de Cristo pode tirar o pecado humano, que a vida santa de Jesus Cristo colocou a raça humana em uma base tão boa com Deus que agora Ele pode perdoar suas faltas e suas transgressões. Não é assim – nem a santidade de Jesus, nem a vida de Jesus, nem a morte de Jesus podem nos salvar, senão unicamente o sangue de Jesus – pois “Sem derramamento de sangue não há remissão.”

Encontrei-me com alguns que pensam tanto na segunda vinda de Cristo, que parecem ter fixado sua plena fé sobre Cristo em Sua glória. Eu creio que isso é culpa do “Irvingismo[3]” que expõe demasiadamente a Cristo no trono diante do olho do pecador; ainda que Cristo no trono é sempre o amado e adorável, contudo, devemos ver a Cristo na cruz, ou não poderemos jamais ser salvos. Sua fé não deve ser posta meramente em Cristo glorificado, mas sim em Cristo crucificado. “Longe de mim gloriar-se, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo.” “Nós pregamos a Cristo crucificado, para judeus certamente tropeço, e para os gregos loucura.”

Eu me lembro de um membro dessa igreja (a amada irmã poderia estar presente agora), que havia sido durante alguns anos uma professante, porém nunca havia desfrutado de paz com Deus, nem tinha produzido nenhum dos frutos do Espírito. Ela dizia: “Tenho estado em uma igreja onde me ensinaram que me apoiasse em Cristo glorificado, e sucedeu que eu fixei de tal maneira minha confiança Nele glorificado, que não tinha nenhum sentido de pecado, nem um sentido do perdão de Cristo crucificado! Eu não sabia, e até que O vi derramando Seu sangue e fazendo uma propiciação, nunca entrei no repouso”.

Sim, lhe diremos de novo, pois o texto é vitalmente importante: “Sem derramamento de sangue há remissão”, nem sequer com o próprio Cristo. O meio de quitar nosso pecado é o sacrifício que Ele ofereceu por nós – só isso, e nenhuma outra coisa. Sigamos adiante com a mesma verdade:

III. ESSA REMISSÃO DO PECADO DEVE DE SER ACHADA AO PÉ DA CRUZ. Há remissão e se pode obter de Jesus Cristo, cujo sangue foi derramado. Devemos a Deus uma dívida de castigo pelo pecado. Estava pendente essa dívida ou não? Se a lei estava na verdade, o castigo deveria ser executado. Se o castigo era demasiadamente severo, e a lei era imprecisa, então Deus havia cometido um erro. Porém, supor isso é uma blasfêmia. Então, sendo a Lei certa e sendo justo o castigo, faria Deus algo injusto?

Seria algo injusto de Sua parte que não executasse o castigo. Desejaria que fosse injusto? Ele havia declarado que a alma que pecasse deveria morrer – desejaria que Deus fosse um mentiroso? Deveria engolir Suas palavras para salvar a Suas criaturas? “Seja Deus verdadeiro e todo homem mentiroso.” A sentença da lei tem que ser executada. Era inevitável que se Deus mantinha a prerrogativa de Sua santidade, devia castigar os pecados que os homens haviam cometido, então, como Ele havia de nos salvar?

Contemplem o plano! Seu amado Filho, o Senhor da glória, assume a natureza humana, toma o lugar de todos aqueles que o Pai lhe deu, ocupa seu lugar, e quando a sentença da justiça é proclamada e a espada salta de sua bainha, eis aqui, o glorioso Substituto que desnuda Seu braço e diz “Golpeia, Ó espada, porém golpeia-me a mim, e deixa ir a meu povo”. A espada da Lei se introduziu na alma mesma de Jesus, e Seu sangue foi derramado, sangue não de alguém que era meramente homem, mas sim de Um que, sendo um Espírito eterno, era capaz de se oferecer sem mancha para Deus de uma maneira que proporcionava uma eficácia infinita a Seus sofrimentos. Por meio do Espírito Eterno nos é informado que Ele se ofereceu sem mancha a Deus. Sendo em Sua própria natureza infinitamente além da natureza do homem, abarcando todas as naturezas humanas, por assim dizê-lo, dentro de Si, em razão da majestade de Sua pessoa, foi capaz de oferecer uma expiação a Deus de uma suficiência infinita, ilimitada e inconcebível.

Nenhum de nós poderia dizer o que nosso Senhor sofreu. Estou certo disso: que eu não menosprezaria nem subestimaria Seus sofrimentos físicos- as torturas que suportou em Seu corpo – porém estou igualmente certo de que nenhum de nós poderia exagerar ou supervalorizar os sofrimentos de uma alma como a Sua, pois estão mais além de toda concepção. Ele era tão puro e tão perfeito, tão sutilmente sensível e tão imaculavelmente santo, que ter contato entre os transgressores, ser golpeado por Seu Pai, ter que morrer (devo de dizer-lo?) a morte de um incircunciso por mãos de estrangeiros, era a própria essência da amargura, a consumação da angústia. “Com tudo isso, quis o Senhor quebrantá-lo, sujeitando-o a padecimento”.

Suas aflições, em si mesmas, eram o que a liturgia grega bem chama: “sofrimentos desconhecidos, grandes dores”. De aqui, também, que sua eficácia seja sem fronteiras, sem limites. Portanto, Deus é capaz agora de perdoar o pecado. Ele castigou o pecado em Cristo; convêm à justiça, assim como à misericórdia, que Deus suprima essas dívidas que foram pagas. Seria injusto – falo com reverência, porém, no entanto, com santa ousadia – seria injusto da parte da Majestade divina culpar-me de um só pecado que já foi cobrado de meu Substituto. Se minha Fiança assumiu meu pecado, Ele me liberou, e eu estou livre. Quem reavivará o juízo contra mim quando já fui condenado na pessoa de meu Salvador? Quem me enviará para as chamas do Geenna, quando Cristo, meu Substituto, sofreu o equivalente do inferno por mim? Quem me acusaria de algo quando Cristo assumiu já todos meus crimes, e respondeu por eles, os expiou, e recebeu o sinal da absolvição deles, posto que ressuscitou dos mortos para poder vindicar abertamente essa justificação, a qual por graça sou chamado e na que tenho o privilégio de participar? Tudo isso é muito simples, está contido em poucas palavras, porém, o temos recebido todos – o temos aceitado todos?

Ó, meus queridos ouvintes! O texto está cheio de advertências para alguns de vocês. Vocês poderiam ter uma disposição amigável, um excelente caráter e uma índole madura, porém possuem escrúpulos de aceitar a Cristo – vocês tropeçam com essa pedra de tropeço – se despedaçam nessa rocha. Como posso responder a seu desventurado caso? Não irei raciocinar com vocês. Abstenho-me de entrar em alguma discussão, porém lhes faço uma pergunta: creem que a Bíblia é inspirada por Deus? Olhem, então, aquela passagem que diz: “Sem derramamento de sangue não há remissão”. O que dizem? Não é claro, absoluto, definitivo? Permitam-me tirar a conclusão.

Se não possuem um interesse no derramamento de sangue que me esforcei por descrever brevemente existe alguma remissão para vocês? Poderia existir? Seus próprios pecados estão agora sobre suas próprias cabeças. De suas mãos serão demandados na vinda do grandioso Juiz. Podem fazer, podem trabalhar arduamente, podem ser sinceros em suas convicções e estar tranquilos em suas consciências, ou podem ser sacudidos de um lado a outro por seus escrúpulos – porém, vive o Senhor, que não há perdão para vocês, exceto através desse derramamento de sangue. Por acaso o rejeitam? Sobre sua própria cabeça seja o perigo! Deus há falado. Não pode dizer-se que a ruína de vocês está desenhada por Ele quando o próprio remédio para vocês é revelado por Ele mesmo.

Ele lhe pede que siga o caminho por Ele estabelecido, e se você o rejeita, deve morrer. Sua morte é um suicídio, seja deliberado, acidental ou por conta de um erro de juízo. Seu sangue seja sobre sua cabeça. Está advertido.

Por outro lado, que consolação tão transcendente o texto nos proporciona! “Sem derramamento de sangue não há remissão”, porém onde existe derramamento, existe remissão. Se você veio a Cristo, é salvo. Se você pode dizer isso do profundo de seu coração:

“Minha fé coloca em verdade sua mão
Sobre essa amada cabeça Tua,
No caso que como penitente me apresento,
E aqui confesso meu pecado.”

Então, seu pecado desapareceu. Onde está esse jovem? Onde está essa jovem? Onde estão esses ansiosos corações que estiveram dizendo: “quereríamos ser perdoados agora?” Olhem, olhem, olhem, olhem ao Salvador crucificado, e são perdoados! Podem seguir seu caminho, no tanto que tenham aceitado a expiação de Deus. Filha, tenha ânimo, pois seus pecados, que são muitos, lhe são perdoados. Filho, regozije, pois suas transgressões são apagadas.

Minha última palavra será essa: Vocês que são mestres de outros e tratam de fazer o bem, aferrem-se firmemente a essa doutrina. Isso deve ser a frente, o centro, a medula e o tutano de todo o que tem que testificar. Eu o prego com frequência, porém não há jamais um domingo no que me retire a meu leito com tanto contentamento no mais íntimo como quando preguei o sacrifício substitutivo de Cristo. Então sinto que: “Se os pecadores se perdem, não tenho nada de seu sangue sobre mim”. Essa é a doutrina que salva a alma – apeguem-se a ela e terão possuído da vida eterna – se a rejeitam, o haverão rejeitado para sua confusão.

Ó, apeguem-se a isso! Martinho Lutero sempre dizia que cada sermão deveria conter também a doutrina da expiação. Lutero diz que não podia meter a doutrina da justificação pela fé nas cabeças dos habitantes de Winttenberg, e se sentia meio inclinado levar seu livro ao púlpito para arrebentá-lo em suas cabeças, para conseguir que se introduzisse nelas essa doutrina. Temo que não teria tido êxito se o tivesse feito. Porém, sim, como eu trataria de martelar uma, e outra, e outra vez sobre esse prego. “A vida da carne no sangue está.” “E verei o sangue e passarei de vós.”

Cristo entrega Sua vida derramando Seu sangue: é isso o que lhes proporciona o perdão e a paz a cada um de vocês, se olham para Ele. Perdão agora, perdão completo, perdão para sempre. Tirem o olhar de todas as outras confianças e descansem nos sofrimentos e na morte do Deus Encarnado, que foi aos céus e que vive hoje para interceder diante do trono de Seu Pai, pelo mérito do sangue que derramou no Calvário pelos pecadores. Como irei ver a todos vocês naquele grande dia, quando o Crucificado venha como Rei e Senhor de tudo, dia que está apressando-se com presteza, como eu os irei ver então, lhes peço que deem testemunho de que me esforcei por falar-lhes com toda simplicidade qual era o caminho da salvação – e se o rejeitarem, façam-me o favor de declarar que ao menos lhes proclamei esse Seu Evangelho em nome de Jeová, e que os exortei sinceramente a aceitá-lo para que fossem salvos.

Porém eu preferiria que agradasse a Deus que os encontrasse ali a todos cobertos com a única expiação, vestidos com a única justiça, e aceitos no único Salvador, e então cantaríamos juntos: “O Cordeiro que foi imolado e que nos redimiu para Deus é digno de tomar o poder, as riquezas, a sabedoria, a fortaleza, a honra, a glória e o louvor pelos séculos dos séculos”. Amém.

Que o Espírito Santo use esse sermão para edificação de muitos e salvação de pecadores.

Fonte:
Traduzido de http://www.spurgeon.com.mx/sermon3418.pdf
Todo direito de tradução protegido por lei internacional de domínio público e com permissão de Allan Roman do espanhol.
Sermão nº 3418—Volume 60 do The Metropolitan Tabernacle Pulpit,
Original em inglês: AN UNALTERABLE LAW
Tradução: Armando Marcos Pinto
Projeto Spurgeon – Proclamando a CRISTO crucificado.
www.projetospurgeon.com.br

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Quem foi Charles Finney?

O apóstolo de avivamentos
(1792-1875)


Perto da aldeia de New York Mills, no século dezenove, havia uma fábrica de tecidos movida pela força das águas do rio Oriskany. Certa manhã, os operários se achavam comovidos, conversando sobre o poderoso culto da noite anterior, no prédio da escola pública.

Não muito depois de começar o ruído um rapaz alto e atlético, entrou na fábrica. O poder do Espírito Santo  ainda permanecia sobre ele; os operários, ao vê-lo, sentiram a culpa de seus pecados a ponto de terem de se esforçar para poderem continuar a trabalhar. Ao passar perto de duas moças que trabalhavam juntas, uma delas, no ato de emendar um fio, foi tomada de tão forte convicção, que caiu em terra, chorando.

Segundos depois, quase todos em redor tinham lágrimas nos olhos e, em poucos minutos, o avivamento encheu todas as dependências da fábrica. O diretor, vendo que os operários não podiam trabalhar, achou que seria melhor cuidassem da salvação da alma, e mandou que parassem as máquinas. A comporta das águas foi fechada e os operários se ajuntaram em um salão do edifício. O Espírito Santo operou com grande poder e dentro de poucos dias quase todos se converteram.

Diz-se acerca deste pregador, que se chamava Carlos (Charles) Finney, que, depois de ele pregar em Governeur, no Estado de New York, não houve baile nem representação de teatro na cidade durante seis anos. Calcula-se que, durante os anos de 1857 e 1858, mais de 100 mil pessoas foram ganhas para Cristo pela obra direta e indireta de Finney. A sua autobiografia é o mais maravilhoso relato de manifestação do Espírito Santo, excetuando o livro de Atos dos Apóstolos. Alguns consideram o seu livro, "Teologia Sistemática", a maior obra sobre teologia, a não ser as Sagradas Escrituras.

Como se explica o seu êxito tão destacado nos anais dos servos da Igreja de Cristo? - Sem dúvida era, antes de tudo, o resultado da sua profunda conversão. Nasceu de uma família descrente e se criou em um lugar onde os membros da igreja conheciam, apenas, a formalidade fria dos cultos. Finney era advogado; ao encontrar, nos seus livros de jurisprudência, muitas citações da Bíblia comprou um exemplar com a intenção de conhecer as Escrituras.

O resultado foi que, após a leitura, achou mais e mais interesse nos cultos dos crentes. Acerca da sua conversão ele relata, na sua autobiografia, o seguinte:

"Ao ler a Bíblia, ao assistir às reuniões de oração, e ouvir os sermões de senhor Gale, percebi que não me achava pronto a entrar nos céus... Fiquei impressionado especialmente com o fato de as orações dos crentes, semana após semana, não serem respondidas. Li na Bíblia: 'Pedi e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á'. Li, também, que Deus é mais pronto a dar o Espírito Santo aos que lho pedirem, do que os pais terrestres darem boas coisas aos filhos. Ouvia os crentes pedirem um derramamento do Espírito Santo e confessarem, depois, que não o receberam."

"Exortavam uns aos outros a se despertarem para pedir, em oração, um derramamento do Espírito de Deus e afirmavam que assim haveria um avivamento com a conversão de pecadores... Mas ao ler mais a Bíblia, vi que as orações dos crentes não eram respondidas porque não tinham fé, isto é, não esperavam que Deus lhes daria o que pediam... Entretanto, com isso senti um alívio acerca da veracidade do Evangelho... e fiquei convicto de que a Bíblia, apesar de tudo, é a verdadeira Palavra de Deus."

"Foi num domingo de 1821 que assentei no coração resolver o problema sobre a salvação da minha alma e ter paz com Deus. Apesar das minhas grandes preocupações como advogado, resolvi seguir rigorosamente a determinação de ser salvo. Pela providência de Deus, não me achei muito ocupado nem segunda nem terça-feira, e consegui passar a maior parte do tempo lendo a Bíblia e orando."

"Mas ao encarar a situação resolutamente, achei-me sem coragem para orar sem tapar o buraco da fechadura. Antes deixava a Bíblia aberta na mesa com os outros livros e não me envergonhava de lê-la diante do próximo. Mas então, se entrasse alguém, eu colocaria um livro aberto sobre a Bíblia para escondê-la."

"Durante a segunda e a terça-feira, a minha convicção aumentou, mas parecia que o coração se havia endurecido: eu não podia chorar, nem orar... Terça-feira, à noite, senti-me muito nervoso e parecia-me estar perto da morte. Reconhecia que, se eu morresse, por certo iria para o Inferno."

"De manhã cedo, fui para o gabinete... Parecia que uma voz me perguntava: - 'Por que esperas? Não prometes-te dar o coração a Deus? O que experimentas fazer? - alcançar a justificação pelas obras?' Foi então que vi, claramente, como qualquer vez depois, a realidade e a plenitude da propiciação de Cristo. Vi que sua obra era completa e, em vez de eu necessitar duma justiça própria para Deus me aceitar, tinha de sujeitar-me à justiça de Deus por intermédio de Cristo... Sem o saber, fiquei imóvel, não sei por quanto tempo, no meio da rua, no lugar onde a voz de dentro se dirigiu a mim."

"Então me veio a pergunta: - 'Aceitá-lo-ás, agora, hoje?' Repliquei: - 'Aceita-lo-ei hoje ou me esforçarei para isso até morrer...' Em vez de ir ao gabinete, voltei para entrar na floresta, onde podia derramar minha alma sem alguém me ver nem me ouvir. "Porém, o meu orgulho continuava a se manifestar; passei por cima dum alto e andei furtivamente atrás duma cerca, para que ninguém me visse, e pensasse que ia orar. Penetrei dentro da mata cerca de meio quilômetro, onde achei um lugar mais escondido entre algumas árvores caídas. Ao entrar, disse a mim mesmo: 'Entregarei o coração a Deus, ou então não sairei daqui'."

"Mas ao tentar orar, o coração não queria. Pensara que, uma vez sozinho, onde ninguém pudesse ouvir-me, podia orar livremente. Porém, ao experimentar fazê-lo, achei-me sem coisa alguma a dizer a Deus.

Toda a vez que tentava orar, parecia-me ouvir alguém chegando."

"Por fim, achei-me quase em desespero. O coração estava morto para com Deus e não queria orar. Então reprovei-me a mim mesmo por ter-me comprometido a entregar o coração a Deus antes de sair da mata."

"Comecei a pensar que Deus já me tivesse abandonado... Achei-me tomado de uma fraqueza demasiadamente grande para ficar de joelhos."

"Foi justamente nessa altura que pensei novamente que ouvia alguém se aproximando e abri os olhos para ver. Logo foi-me revelado que o orgulho do meu coração era a barreira entre mim e a minha salvação. Fui vencido pela convicção do grande pecado de eu envergonhar-me se alguém me encontrasse de joelhos perante Deus, e bradei em alta voz que não abandonaria o lugar, nem que todos os homens da terra e todos os demônios do Inferno me cercassem. Gritei: 'Ora, um vil pecador como eu, de joelhos perante o Grande e Santo Deus, e confessando-lhes os pecados, e me envergonho dele perante o próximo, pecador também, porque me encontro de joelhos para achar paz com o meu Deus ofendido!'"

"O pecado parecia-me horrendo, infinito. Fiquei quebrantado até o pó perante o Senhor. Nessa altura, a seguinte passagem me iluminou: 'Então me invocareis, e ireis, e orareis a mim, e eu vos ouvirei. E buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes de todo o vosso coração...'."

"Continuei a orar e a receber promessas e a apropriar-me delas, não sei por quanto tempo. Orei até que sem saber como, achei-me voltando para a estrada. Lembro-me de que disse a mim mesmo: 'Se eu me converter, pregarei o Evangelho'."

"Na estrada, voltando para a aldeia, certifiquei-me da preciosa paz e da gloriosa calma na minha mente. - 'Que é isso?' Perguntei-me a mim mesmo. - 'Entristecera eu o Espírito Santo até retirar-se de mim? Não sinto mais convicção... 'Então lembrei-me de que dissera a Deus, que confiaria na sua Palavra... A calma de meu espírito era indescritível... Fui almoçar, mas não tinha vontade de comer. Fui ao gabinete, mas meu sócio não voltara do almoço. Comecei a tocar a música de um hino no rebecão, como de costume. Porém, ao começar a cantar as palavras sagradas, o coração parecia derreter-se e só podia chorar..."

"Ao entrar e fechar a porta atrás de mim, parecia-me ter encontrado o Senhor Jesus Cristo face a face. Não me entrou na mente, na ocasião, nem por algum tempo depois, que era apenas uma concepção mental. Ao contrário, parecia-me que eu o encontrara como encontro qualquer pessoa. Ele não disse coisa alguma, mas olhou para mim de tal forma, que fiquei quebrantado e prostrado aos seus pés. Isso, para mim, foi, depois, uma experiência extraordinária, porque parecia-me uma realidade, como se Ele mesmo ficasse em pé perante mim, e eu me prostrasse aos seus pés e lhe derramasse a minha alma. Chorei alto e fiz tanta confissão quanto foi possível, entre soluços. Parecia-me que lavava os seus pés com as minhas lágrimas; contudo, sem sentir ter tocado na sua pessoa..."

"Ao virar-me para me sentar, recebi o poderoso batismo com o Espírito Santo. Sem o esperar, sem mesmo saber que havia tal para mim, o Espírito Santo desceu de tal maneira, que parecia encher-me corpo e alma. Senti-o como uma onda elétrica que me traspassava repetidamente. De fato, parecia-me como ondas de amor liquefeito; porque não sei outra maneira de descrever isso. Parecia o próprio fôlego de Deus."

"Não existem palavras para descrever o maravilhoso amor derramado no meu coração. Chorei de tanto gozo e amor que senti; acho melhor dizer que exprimi, chorando em alta voz, as inundações indizíveis do meu coração. As ondas passaram sobre mim, uma após outra, até eu clamar: 'Morrerei, se estas ondas continuarem a passar sobre mim! Senhor, não suporto mais!' Contudo, não receava a morte."

"Não sei por quanto tempo este batismo continuou a passar sobre mim e por todo o meu ser. Mas sei que era já noite quando o dirigente do coro veio ao gabinete para me visitar. Encontrou-me nesse estado de choro aos gritos e perguntou: - 'Sr. Finney, que tem?' Por algum tempo não pude responder-lhe. Então ele perguntou mais: - 'Está sentindo alguma dor?' Com dificuldade respondi: - Não, mas sinto-me demasiado feliz para viver."

"Saiu e, daí a pouco, voltou acompanhado por um dos anciãos da igreja. Esse ancião sempre foi um homem de espírito ponderado e quase nunca ria. Ele, ao entrar, encontrou-me no mesmo estado, mais ou menos, como quando o rapaz o foi chamar. Queria saber o que eu sentia e eu comecei a lhe explicar. Mas, em vez de responder-me, foi tomado de um riso espasmódico. Parecia impossível evitar o riso que procedia do fundo do seu coração."

Nessa altura, entrou certo rapaz que começara a frequentar os cultos da igreja. Presenciou tudo por alguns momentos, até cair ao chão em grande angústia de alma, clamando: "Orem por mim!" O ancião da igreja e o outro crente oraram e depois Finney também orou e logo após todos se retiraram deixando Finney sozinho.

Ao deitar-se para dormir, Finney adormeceu, mas logo se acordou, por causa do amor que lhe transbordava do coração. Isso aconteceu repetidas vezes durante a noite. Sobre isso ele escreveu depois:

"Quando me acordei, de manhã, a luz do sol penetrava no quarto. Faltam-me palavras para exprimir os meus sentimentos ao ver a luz do sol. No mesmo instante, o batismo do dia anterior voltou sobre mim. Ajoelhei-me ao lado da cama e chorei pelo gozo que sentia. Passei muito tempo sem poder fazer coisa alguma senão derramar a alma perante Deus".

Durante o dia, o povo se ocupava em falar na conversão do advogado. Ao anoitecer, sem qualquer anúncio do culto, ajuntou-se uma multidão no templo. Quando Finney relatou o que Deus fizera na sua alma, muitos foram profundamente comovidos; um, sentiu-se tão convicto que voltou a casa sem o chapéu. Certo advogado afirmou: "É claro que ele é sincero; mas que enlouqueceu, é evidente." Finney falou e orou com grande liberdade. Realizavam-se cultos todas as noites por algum tempo, aos quais assistiam pessoas de todas as classes. Esse grande avivamento espalhou-se para muitos lugares em redor.

Finney continuou:

"Por oito dias [depois da sua conversão) o meu coração permanecia tão cheio, que não sentia desejo de comer nem de dormir. Parecia-me que tinha um manjar para comer que o mundo não conhecia. Não sentia necessidade de alimentar-me nem de dormir... Por fim, cheguei a ver que devia comer como de costume e dormir quanto fosse possível."

"Grande poder acompanhava a Palavra de Deus; todos os dias admirava-me ao notar como poucas palavras, dirigidas a uma pessoa, traspassavam-lhe o coração como uma seta."

"Não demorei muito em ir visitar meu pai. Ele não era salvo; o único membro da família que fizera profissão de religião era meu irmão mais novo. Meu pai encontrou-me no portão e me perguntou: - 'Como tem passado, Carlos?' Respondi-lhe: - Bem, meu pai, tanto no corpo como na alma. Meu pai, o senhor já é idoso, todos os seus filhos estão crescidos e casados; e nunca ouvi alguém orar na sua casa. Ele baixou a cabeça e começou a chorar, dizendo: - 'É verdade, Carlos; entre, e você mesmo ore'."

"Entramos e oramos. Meus pais ficaram comovidos e, não muito depois, converteram-se. Se a minha mãe tinha qualquer esperança antes, ninguém o sabia".

Assim, esse advogado, Carlos G. Finney, perdeu todo o gosto pela sua profissão e se tornou um dos mais famosos pregadores do Evangelho. Acerca de seu método de trabalhar, ele escreveu:

"Dei grande ênfase à oração como indispensável, se realmente queríamos um avivamento. Esforçava-me por ensinar a propiciação de Jesus Cristo, sua divindade, sua missão divina, sua vida perfeita, sua morte vicária, sua ressurreição, a necessidade de arrependimento e de fé, a justificação pela fé, e outras doutrinas que se tornaram vivas pelo poder do Espírito Santo.

Os meios empregados eram simplesmente pregação, cultos de oração, muita oração em secreto, intensivo evangelismo pessoal e cultos para a instrução dos interessados.

"Eu tinha o costume de passar muito tempo orando; acho que às vezes, orava realmente sem cessar. Achei, também, grande proveito em observar frequentemente dias inteiros de jejum em secreto. Em tais dias, para ficar inteiramente sozinho com Deus, eu entrava na mata, ou me fechava dentro do templo..."

Vê-se no seguinte, a maneira como Finney e seu companheiro de oração, o irmão Nash, "bombardeavam" os céus com as suas intercessões:

Quase um quilômetro distante da residência do senhor S, morava certo adepto do universalismo. Nos seus preconceitos religiosos, recusava-se a assistir aos cultos. Certa vez o irmão Nash, que se hospedava comigo na casa do senhor S, retirou-se para dentro da mata para lutar em oração, sozinho, bem cedo de madrugada, conforme seu costume. a atmosfera era tal nessa ocasião que se ouvia qualquer som de longe. O universalista ao levantar-se, de madrugada, saiu de casa e ouviu a voz de quem orava, e, apesar de não compreender muitas das palavras, reconheceu quem orava.

E isso traspassou-lhe o coração como uma flecha. Sentiu a realidade da religião como nunca. A flecha permanecia. E ele achou alívio somente crendo em Cristo.

Acerca do espírito de oração, Finney afirmou que "era coisa comum nesses avivamentos, os recém-convertidos se acharem tomados pelo desejo de orar noites inteiras até lhes faltarem as forças físicas. O Espírito Santo constrangia grandemente o coração dos crentes, e sentiam constantemente a responsabilidade pela salvação das almas imortais. A solenidade da mente se manifestava no cuidado com que falavam e se comportavam. Era muito comum encontrar crentes juntos caídos de joelhos em oração em vez de ocupados em palestras".

Em certo tempo, quando as nuvens de perseguição enegreciam cada vez mais, Finney, como era seu costume sob tais circunstâncias, sentia-se dirigido a dissipá-las, orando. Em vez de falar pública ou particularmente acerca das acusações, ele orava. Acerca da sua experiência escreveu: "Eu olhava para Deus com grande anelo, dia após dia, rogando que Ele me mostrasse o plano a seguir e a graça para suportar a borrasca... O Senhor mostrou-me, em uma visão, o que eu tinha de enfrentar. Ele chegou-se tão perto de mim, enquanto eu orava, que a minha carne literalmente estremecia sobre os ossos. Eu tremia da cabeça aos pés, sob o pleno conhecimento da presença de Deus".

Acrescentamos mais um exemplo, tirado da sua autobiografia, da maneira de o Espírito Santo operar na sua pregação:

"Ao chegar, na hora anunciada para iniciar o culto, achei o prédio da escola repleto e tinha de ficar em pé perto da entrada. Cantamos um hino, isto é, o povo pretendia cantar. Entretanto, eles não tinham o costume de cantar os hinos de Deus, e cada um desentoava à sua própria maneira. Não podia conter-me e lancei-me de joelhos e comecei a orar. O Senhor abriu as janelas dos céus, derramou o espírito de oração e entreguei-me de toda a alma a orar."

"Não escolhera um texto, mas logo ao levantar-me dos joelhos, eu disse: Levantai-vos, saí deste lugar, porque o Senhor há de destruir a cidade . Acrescentei que havia dois homens , um se chamava Abraão, e o outro, Ló... Contei-lhes como Ló se mudara para Sodoma... O lugar era excessivamente corrupto... Deus resolveu destruir a cidade e Abraão orou por Sodoma. Mas os anjos acharam somente um justo lá, era Ló. 

Os anjos disseram: 'Tens alguém mais aqui? Teu genro, e teus filhos, e tuas filhas, e todos quantos tens nesta cidade, tira-os fora deste lugar; porque nós vamos destruir este lugar, porque o seu clamor tem engrossado diante da face do Senhor, e o Senhor nos enviou a destruí-lo'.

"Ao relatar estas coisas, os ouvintes se mostraram irados a ponto de me açoitarem. Nessa altura, deixei de pregar e lhes expliquei que compreendera que nunca se realizara culto ali e que eu tinha o direito de, assim, considerá-los corruptos. Salientei isso com mais e mais ênfase e, com o coração cheio de amor até não poder mais conter-me."

"Depois de eu assim falar cerca de quinze minutos, parecia cair sobre os ouvintes uma tremenda solenidade e começaram a cair ao chão, clamando e pedindo misericórdia. Se eu tivesse tido uma espada em cada mão, não os poderia derrubar tão depressa como caíram. De fato, dois minutos depois de os ouvintes sentirem o choque do Espírito vir sobre eles, quase todos estavam ou caídos de joelhos ou prostrados no chão. Todos os que podiam falar de qualquer maneira, oravam por si mesmos."

"Tive de deixar de pregar, porque os ouvintes não prestavam mais atenção."

"Vi o ancião que me convidara para pregar, sentado no meio do salão, olhando em redor, estupefato. Gritei bem alto para ele ouvir, apesar da balbúrdia, pedindo-lhe que orasse. Caiu de joelhos e começou a orar em voz retumbante; mas o povo não prestou atenção. Gritei: Vós não estais ainda no Inferno; quero dirigir-vos a Cristo. O coração transbordava de gozo ao presenciar tal cena. Quando pude dominar os meus sentimentos, virei-me para um rapaz que estava perto de mim, consegui atrair a sua atenção e preguei Cristo, em voz bem alta, ao seu ouvido."

"Logo, ao olhar para a 'cruz' de Cristo, ele acalmou-se por um pouco e então rompeu em oração pelos outros. Depois fiz o mesmo com um outro; depois com mais outro e continuei assim tratando com eles até a hora do culto da noite, na aldeia. Deixei o ancião que me convidara a pregar, para continuar a obra com os que oravam."

"Ao voltar, havia tantos clamando a Deus que não podemos encerrar a reunião, que continuou o resto da noite. Ao amanhecer o dia alguns ainda permaneciam com a alma ferida. Não se podiam levantar e, para dar lugar às aulas, foi necessário levá-los a uma residência não muito distante. De tarde mandaram chamar-me porque ainda não findara o culto."

"Só nesta ocasião cheguei a saber a razão de o auditório agastar-se da mensagem. Aquele lugar cognominava-se 'Sodoma' e havia somente um homem piedoso lá a quem o povo tratava de 'Ló'. Era o ancião que me convidara a pregar."Depois de já velho, Finney escreveu acerca do que o Senhor fez em "Sodoma". "Embora esse avivamento caísse tão repentinamente sobre eles era tão empolgante que as conversões eram profundas e a obra permanente e genuína. Nunca ouvi falar em qualquer repercussão desfavorável."

Não foi só na América do Norte que Finney viu o Espírito Santo cair e abater os ouvintes em terra. Na Inglaterra, durante os nove meses de evangelização, que Finney promoveu lá, multidões também se prostraram enquanto ele pregava - em certa ocasião mais de dois mil, de uma vez.

Alguns pregadores confiam na instrução e ignoram a obra do Espírito Santo. Outros, com razão, rejeitam tal ministério infrutífero e sem graça; oram a Deus para o Espírito Santo tomar conta e alegram-se no grande progresso da obra de Deus. Mas, ainda outros, como Finney, dedicam-se a buscar o poder do Espírito Santo, sem desprezar a arma de instrução, e vêem resultados incrivelmente mais vastos.

Durante os anos de 1851 a 1866, Finney foi diretor do Colégio de Oberlin e ensinou a um total de 20 mil estudantes. Dava mais ênfase ao coração puro e ao batismo com o Espírito Santo do que à preparação do intelecto; de Oberlin saiu uma corrente contínua de alunos cheios do Espírito Santo. Assim, depois dos anos de uma campanha intensiva de evangelismo e no meio dos seus esforços no colégio, EM 1857, Finney via cerca de 50 mil, todas as semanas, converterem-se a Deus" (By My Spirit, Jônathan Goforth, p. 183.) Os diários de New York, às vezes quase não publicavam outras notícias, senão do avivamento.

Suas lições aos crentes sobre avivamento foram publicadas, primeiro em um jornal e depois em um livro de 445 páginas e que se intitulava "Discursos Sobre Avivamentos". As primeiras duas edições, de 12 mil exemplares, foram vendidas logo ao saírem do prelo. Outras edições foram impressas em vários idiomas. 

Uma só editora em Londres publicou 80 mil. Entre suas outras obras de circulação mundial, contam-se as seguintes: sua "Autobiografia", "Discursos aos Crentes" e "Teologia Sistemática".

Os convertidos nos cultos de Finney eram pela graça constrangidos a andar de casa em casa para ganhar almas. Ele mesmo se esforçava para preparar o maior número de obreiros em Oberlin College. Mas o desejo que ardia sempre em tudo era o de transmitir a todos o espírito de oração. Pregadores como Abel Câry e Father Nash viajavam com ele e, enquanto ele pregava, eles continuavam prostrados em oração.

Vejamos isso nas palavras de Finney:

"Se eu não tivesse o espírito de oração, não alcançaria coisa alguma. Se por um dia, ou por uma hora eu perdesse o espírito de graça e de súplica, não poderia pregar com poder e fruto, e nem ganhar almas pessoalmente."

Para que alguém não julgue que a obra era superficial, citamos outro escritor: "Descobriu-se, por pesquisa empolgante, que mais de 85 pessoas de cada 100 que se convertiam sob a pregação de Finney, permaneciam fiéis a Deus; enquanto 75 pessoas de cada cem, das que professaram conversão nos cultos de algum dos maiores pregadores, se desviavam. Parece que Finney tinha o poder de impressionar a consciência dos homens, sob a necessidade de um viver santo, de tal maneira que produzia fruto mais permanente." (Deeper Experiences of Famous Christians, p. 243.)

Finney continuou a inspirar os estudantes de Oberlin College até a idade de 82 anos. Já no fim da vida, permanecia tão lúcido de mente como quando jovem e sua vida nunca foi tão rica no fruto do Espírito e na beleza da sua santidade do que nesses últimos anos. No domingo, 16 de agosto de 1875, pregou seu último sermão. Mas de noite não assistiu ao culto. ao ouvir os crentes cantarem "Jesus lover of my soul, let me to Thy bosom fly", saiu até o portão na frente de sua casa, e com estes que tanto amava, foi a última vez que cantou na terra. Acordou-se à meia-noite sentindo dores lancinantes nos coração. Sofrera assim muitas vezes na sua vida. Semeara as sementes de avivamento e as regara com lágrimas. Todas as vezes que recebeu o fogo na mão de Deus, foi com sofrimento. Finalmente, antes de amanhecer o dia, dormiu na terra para acordar na Glória, nos céus. Faltavam-lhe apenas treze dias para completar 83 anos de vida aqui na terra.

Fonte:
BOYER, Orlando S. Heróis da Fé: 15ª Ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1999.
Fotos: GoogleImages/GettyImages

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