CONTATO

E-MAIL PARA CONTATO:
oucaapalavradosenhor@oucaapalavradosenhor.com
Mostrando postagens com marcador História de Israel. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador História de Israel. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Por que Elias foi abençoado por ridicularizar os profetas de Baal, se a Bíblia nos compele a usar palavras amáveis para com os nossos inimigos?

"E sucedeu que ao meio-dia Elias zombava deles e dizia: Clamai em altas vozes, porque ele é um deus; pode ser que esteja falando, ou que tenha alguma coisa que fazer, ou que intente alguma viagem; talvez esteja dormindo, e despertará."
(1 Reis 18:27)

A Bíblia aqui diz que "Elias zombava deles", dizendo que possivelmente o deus deles estivesse "meditando, ou atendendo a necessidades, ou de viagem, ou a dormir...". Entretanto, as Escrituras nos ensinam também que amemos os nossos inimigos (Mt 5:44), que devemos abençoar e não amaldiçoar (Rm 12:14), e que a nossa "palavra seja sempre agradável" (Cl 4:6).

A conduta de Elias dificilmente se concilia com essas verdades.

Primeiro, é necessário destacar que o texto não aprova especificamente cada palavra que Elias proferiu. Apenas diz que Deus respondeu suas orações, de forma a sustentar a sua posição, enviando fogo para consumir o sacrifício e depois acabar com os profetas de Baal (v.38). Além disso, pode-se argumentar que Elias não violou nenhuma dessas exortações das Escrituras. Em parte alguma é dito na Bíblia que Elias odiou os profetas de Baal, ou que os tenha amaldiçoado.

Quanto à alegada zombaria que ele fez, isso foi sem dúvida algo sarcástico, mas não fora dos limites de um uso forçado, porém legítimo, de ironia. A mesma passagem que nos exorta a sempre falarmos uma palavra "agradável", acrescenta também que ela pode ser "temperada com sal". Esse talvez tenha sido um exemplo de uma observação bem salgada.

De qualquer modo, não há indicação de que Elias tenha agido com malícia. Por fim, o seu ato foi benevolente no sentido de que salvou a vida daqueles que foram testemunhas dessa maravilhosa intervenção de Deus.

Fonte: GEISLER, Norman; HOWE, Thomas. Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e "Contradições" da Bíblia. 1ª Ed. São Paulo: Mundo Cristão, 1999.
Fonte da imagem: Jamais Desista

sexta-feira, 13 de março de 2015

A arqueologia não mostrou que este relato da conquista de Jerico é incorreto?

"Ora Jericó estava rigorosamente fechada por causa dos filhos de Israel; ninguém saía nem entrava."
(Josué 6:1)

Josué 6 narra a conquista e a destruição da cidade de Jericó. Se esta narrativa é correta, então as escavações arqueológicas deveriam ter revelado alguma evidência daquele monumental acontecimento. Entretanto, tais investigações não demonstraram que o relato de Josué é incorreto?

Por muitos anos a posição prevalecente entre os críticos eruditos foi que não houve uma cidade de Jericó no tempo em que se admite que Josué entrou em Canaã. Embora investigações mais recentes feitas pela notável arqueóloga britânica Kathleen Kenyon tenham confirmado a existência da antiga cidade de Jericó e sua repentina destruição, suas descobertas levaram-na a concluir que a cidade não poderia ter existido posteriormente ao ano de 1550 a.C. Tal data é muito anterior ao tempo em que Josué e os filhos de Israel poderiam tomar parte na destruição da cidade.

Entretanto, um recente reexame dessas descobertas e um estudo mais cuidadoso das evidências atuais indicam que não somente houve uma cidade que se enquadra perfeitamente na cronologia bíblica, mas também que suas ruínas coincidem com o relato bíblico da destruição daquela fortaleza murada. 

Num trabalho publicado na Biblical Archaeology Review ( Revisão Arqueológica Bíblica ), em março/abril de 1990, Bryant G. Wood, professor visitante do Departamento de Estudos do Oriente Próximo da Universidade de Toronto, apresentou provas de que o relato bíblico é correto. Sua investigação detalhada levou às seguintes conclusões:

1. A cidade que existia naquele lugar era muito fortificada, correspondendo ao relato bíblico de Josué 2:5, 7,15; 6:5, 20.

2. As ruínas dão evidência de que a cidade foi atacada na primavera, depois do tempo da colheita, o
que está de acordo com Josué 2:6; 3:15; 5:10.

3. Os habitantes não tiveram a oportunidade de fugir do exército invasor com os gêneros alimentícios que tinham armazenados, como registrado em Josué 6:1.

4. O cerco à cidade teve curta duração, não permitindo que os habitantes consumissem os alimentos  que estavam armazenados na cidade, como dá a entender Josué 6:15.

5. Os muros estavam nivelados de maneira a propiciar o acesso à cidade pelos invasores, da forma  como descreve Josué 6:20.

6. A cidade não foi saqueada pelos invasores, de acordo com as instruções dadas por Deus a Josué
(6:17-18).

7. A cidade foi queimada depois da destruição das muralhas, tal como diz Josué 6:24.

Fonte: GEISLER, Norman; HOWE, Thomas. Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e "Contradições" da Bíblia. 1ª Ed. São Paulo: Mundo Cristão, 1999.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Como pode ser moralmente correto os israelitas destruírem por completo os midianitas?

Ref. Números 31

De acordo com o registro dos acontecimentos em Números 31, Moisés comandou os israelitas para que destruíssem totalmente os midianitas. O versículo 8 declara que eles mataram todo midianita homem. O versículo 9 registra que eles levaram presas as mulheres e as crianças, e o versículo 10 afirma que os israelitas queimaram todas as cidades e acampamentos dos midianitas.

Ainda, no versículo 17, Moisés ordenou ao povo que matasse todo menino midianita e toda mulher 
midianita que tivesse coabitado com algum homem, deixando com vida apenas as meninas e as moças virgens.
Como tal destruição pode ser moralmente justificada?

Em primeiro lugar, lembremo-nos de que os midianitas foram os que corromperam o povo de Deus, levando-o à idolatria em Baal-Peor, o que resultou na morte de 24.000 israelitas com a praga que se seguiu (Nm 25:9). Era necessário eliminar totalmente essa má influência sobre Israel.

Além disso, não foi sob a autoridade de Moisés que Israel executou tal destruição. Antes, foi sob o comando direto de Deus. O versículo 2 registra a ordem dada por Deus a Moisés para que ele levasse a cabo a vingança do Senhor sobre os midianitas. A natureza abominável da influência que os midianitas tinham sobre Israel em levá-los à idolatria merecia o juízo destruidor de Deus, que tratou decididamente e com severidade esse câncer.

A justificativa moral para tal ação encontra-se no fato de que Deus tem o direito de dar e de tomar a vida. Como o salário do pecado é a morte, e como os midianitas envolveram-se num terrível pecado, eles apenas colheram as conseqüências da vingança de Deus sobre eles.

Outro detalhe muito importante que devemos nos ater é que naquela época o povo de Israel lutava diretamente contra seres humanos e não contra os seres espirituais da maldade como hoje (Ef. 6:12), e são contra esses que lutamos para lhes opor às obras más. Mas naquela época não era assim, e vale lembrar que somente contra as sete nações de Canaã é que havia a autorização de Deus para destruir, isso porque tais povos praticavam tanta abominação que ofendiam ao Senhor, pois seus atos eram bárbaros.

E foi por causa de tanta transgressão que a terra na qual vivam vomitou os seus moradores (Lev. 18:25). As abominações desses povos era tão grande que estavam envolvidos em todo tipo de perversidades (Lev. 18) tais como:
  1. incestos (Lev. 18:6-9);
  2. pedofilias (Lev. 18:10);
  3. sexo entre sobrinho e tia (Lev. 18:14);
  4. sexo entre o sogro e a nora (Lev. 18:15);
  5. sexo entre os cunhados (Lev. 18:16)
  6. sexo de um homem com uma mulher e sua mãe (Lev. 18:17)
  7. adultério (Lev. 18:20);
  8. o sacrifício de crianças (Lev. 18:21);
  9. sodomia (Lev 18:22);
  10. zoofilia (Lev 18:23);
Essas eram apenas algumas das maldades que esses povos praticavam, e Deus não queria o seu povo envolvido com esses males os quais contaminavam o povo para a maldade (v.24a). O Senhor deixa bem claro que essas coisas eram praticadas pelos povos (v.24b) os quais Ele havia mandado exterminar.

A terra se tornou um lugar contaminado por causa da maldade de seus habitantes (v.25a), e por esse motivo esses povos perversos estavam sendo expulsos (vomitados, v.25b) de sua habitação. Deus não estava sendo impiedoso com esses povos, pelo contrário, Ele foi em extremo bondoso com eles, algo que fica evidente em Gênesis 15 onde vemos Deus dando cerca de 400 anos para que os povos daquela região se arrependesse de seus pecados, o que não fizeram. O Senhor em sua imensa misericórdia esperou muito. 

Por fim, não podemos nos esquecer que o poder da vida e da morte está nas mãos do Senhor (Deut. 32:39) e Ele pode dar cabo da vida de quem quer que seja, caso seja mal e negligente. A exterminação total era para evitar futuras influências pagãs que poderiam fazer o povo se desviar da verdadeira adoração. Semelhante coisa um médico faz quando alguém está acometido de um câncer mortal o qual obriga o médico a extirpar radicalmente uma parte do corpo de um paciente para evitar a sua morte, salvando, assim, a sua vida.

Fonte: GEISLER, Norman; HOWE, Thomas. Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e "Contradições" da Bíblia. 1ª Ed. São Paulo: Mundo Cristão, 1999.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Estudo oferece explicação científica para a divisão do Mar Vermelho

Computador simula dinâmicas de vento e movimento do mar Segundo o jornal The Washington Post, um dos eventos mais famosos...

Computador simula dinâmicas de vento e movimento do mar

Segundo o jornal The Washington Post, um dos eventos mais famosos da Bíblia, a divisão do Mar Vermelho por Moisés, pode ter uma explicação científica. A estreia do filme Êxodo: Deuses e Reis, esta semana, tem contribuído para um amplo debate sobre o assunto.

Ao longo da história, a maioria dos cristãos aceita a narrativa como um milagre. Porém, Carl Drews, engenheiro do Centro Nacional de Pesquisa Atmosférica dos EUA (NCAR), defende que pode comprovar como ocorreu a salvação dos judeus no episódio mais conhecido do Êxodo.

Drews, que se define como “um dos muitos cristãos que aceitam a teoria científica da evolução”, apresentou um estudo, mostrando com simulações em computador, como a divisão do Mar Vermelho pode ter sido um fenômeno meteorológico. As simulações no computador indicam que um forte vento vindo do leste poderia fazer a água retroceder até duas bacias antigas, formando uma espécie de curva ao longo do Mediterrâneo. Isso criou uma “ponte de terra” medindo cerca de 4 km de comprimento por 5 km de largura. Espaço suficiente para o povo liderado por Moisés passar. “As simulações encaixam bem com o que está relatado em Êxodo”, esclarece o pesquisador. Segundo ele, Moisés teve cerca de 4 horas para conduzir o povo até o outro lado.

Não é de hoje que Drews estuda o tema. Em 2010, sua tese de mestrado para o curso de Ciências Atmosféricas e Oceânicas da Universidade do Colorado em Boulder, já propunha essa explicação. Atualmente, ele trabalha para o Centro Nacional de Pesquisa Atmosférica, um dos principais institutos de pesquisa dos Estados Unidos.

No centro da proposta de Drews está a reconstrução da geografia do local na época do Êxodo. Ele aponta a maior probabilidade que um vento de 100 km por hora, soprando por 12 horas, poderia “encanar” numa faixa com pouco mais de dois metros de profundidade. Tudo baseado na “dinâmica de fluídos”, área de física essencial nos estudos sobre furacões. Assim que o vento parasse de soprar, as águas rapidamente voltariam a seu estado original.

Um aspecto levantado por ele e aceito amplamente pelos eruditos bíblicos é que a travessia não foi no Mar Vermelho que conhecemos, mas no Mar dos Juncos, situado mais ao norte. Mudanças radicais foram feitas pelo homem naquela região nos últimos séculos. Ele e sua equipe montaram um modelo que reproduz a dinâmica dos ventos na região do canal de Suez e no Delta Oriental do rio Nilo. Isso não mudou tanto com o passar do tempo. Há um relato de um fenômeno similar no ano de 1882, na mesma região.

Ao mesmo tempo, ele segue o relato do texto bíblico de Êxodo 14:21 “Então Moisés estendeu a mão sobre o mar, e o Senhor afastou o mar e o tornou em terra seca, com um forte vento oriental que soprou toda aquela noite. Sua intenção não é negar a intervenção divina, mas tentar explicar como ela aconteceu.

O professor Drews compilou todo seu estudo no livro Between Migdol and the Sea: Crossing the Red Sea with Faith and Science [Entre Migdol e o mar: A travessia do Mar Vermelho com Fé e Ciência]. Para o pesquisador, “Fé e ciência pode ser compatíveis, se você estiver disposto a considerar outras interpretações do texto, outras ideias de como as coisas poderiam ter acontecido”.

Veja acima um resumo da simulação apresentada

Fonte: Gospel Prime

sábado, 15 de novembro de 2014

Com quem Deus se encontrou na estalagem, e por que quis matar essa pessoa?

"E aconteceu no caminho, numa estalagem, que o Senhor o encontrou, e o quis matar."
(Êxodo 4:24)

Êxodo 4:24 afirma: "Estando Moisés no caminho, numa estalagem, encontrou-o o Senhor, e o quis matar". Este versículo deixa claro que Moisés é quem estava ali, naquela estalagem. Mas por que Deus quis matá-lo, já que ele o havia chamado para liderar a saída do povo do Egito?

Primeiro, é claro que Moisés tinha sido escolhido pelo Senhor a fim de ser o instrumento para libertar o povo de Israel da escravidão egípcia e do poder de Faraó. Mas, por fazer parte do povo da aliança de Deus, Moisés era obrigado a circuncidar seus filhos no oitavo dia.

Por uma razão ou outra, Moisés não tinha realizado o rito da circuncisão no seu filho, que também fazia parte do povo da aliança do Senhor. Não era possível Deus permitir que o libertador por ele escolhido a fim de representá-lo para o povo de Israel não cumprisse os termos da aliança.

Aparentemente, Deus tomou essa drástica medida para fazer com que Moisés lhe obedecesse, sabendo que Moisés por si não se dispunha a ir contra os desejos de sua mulher Zípora. Ela fez então a circuncisão, talvez porque Moisés estivesse impossibilitado, devido a uma enfermidade que o Senhor tinha trazido sobre ele. Assim que a circuncisão foi feita, o Senhor não mais procurou matar Moisés.

Segundo, é óbvio que o Senhor poderia ter matado Moisés de repente, se esse fosse o seu intento nesse caso. Deus certamente possuía o poder para fazer isso de imediato. O que aconteceu indica claramente que o propósito de Deus era fazer com que Moisés cumprisse os seus deveres. Deus obviamente não queria matá-lo. O que pretendia era que Moisés obedecesse a sua lei e tivesse total compromisso com ela, já que ele era aquele que estava para se tornar o grande instrumento de Deus, por meio de quem o Senhor iria dar a sua lei.

Fonte: GEISLER, Norman; HOWE, Thomas. Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e "Contradições" da Bíblia. 1ª Ed. São Paulo: Mundo Cristão, 1999.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Como um Deus todo-amoroso pôde ordenar que os hebreus despojassem os egípcios de suas riquezas?

"Porque cada mulher pedirá à sua vizinha e à sua hóspeda jóias de prata, e jóias de ouro, e vestes, as quais poreis sobre vossos filhos e sobre vossas filhas; e despojareis os egípcios."
(Êxodo 3:22)

Êxodo 3:22 afirma: "e despojareis os egípcios". A Bíblia nos apresenta Deus como sendo todo-amoroso. Entretanto, não parece ser um ato de amor esse o de mandar os hebreus despojarem os egípcios.

Primeiro, afirmar que Deus ordenou que eles despojassem os egípcios é não perceber bem o que o texto diz. Na verdade, Deus ordenou que os hebreus "pedissem" aos egípcios diversos bens de valor, e ele lhes daria favor aos olhos dos egípcios. Assim, pedindo aos egípcios, eles não os estavam despojando. Despojar ou saquear, nessa situação, significaria tomar as possessões deles por meio da força. Mas por terem os hebreus pedido, e os egípcios dado voluntariamente, sem serem forçados, o efeito seria o mesmo que se estes tivessem sido despojados.

Segundo, o termo usado nesta passagem não é a palavra usual para "despojar", mas indica a entrega de alguma coisa ou de alguém. Esse termo foi usado aqui em sentido figurado. Foi Deus que venceu os egípcios, e agora o seu povo é que despojaria o inimigo derrotado. Entretanto, esse inimigo derrotado se dispôs a entregar o despojo da vitória ao povo hebreu, que se libertava.

Terceiro, mesmo que fosse tomado de forma literal, os presentes dados aos israelitas não poderiam ser considerados como algo injusto, se for levado em conta que o povo de Israel permanecera como escravo por vários séculos. Assim como em nossos dias se indeniza um ex-funcionário após muitos anos de serviço, o povo de Israel recebeu uma pequena compensação ou indenização pelo tempo de trabalho escravo no Egito.

Fonte: GEISLER, Norman; HOWE, Thomas. Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e "Contradições" da Bíblia. 1ª Ed. São Paulo: Mundo Cristão, 1999.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

População de Israel atinge “marca profética” Estado judeu já soma 9 milhões de pessoas

Os judeus de todo mundo comemoram o Rosh Hashaná, o Ano Novo do calendário judaico, na virada do dia 24 para 25 de setembro. A chegada do ano 5775 traz um número considerado profético. A população de Israel chegou a 9 milhões, afirma o relatório da Autoridade da População e Imigração.

Apenas o crescimento demográfico natural não possibilitaria isso. No último ano nasceram 176.230 bebês em Israel. Somente este ano cerca de 25.000 judeus imigraram para Israel vindos de diferentes partes do mundo.

Destaque para os que imigraram da França e da Ucrânia, onde o aumento do antissemitismo e a guerra, respectivamente, contribuíram para o êxodo. Pela primeira vez, mais de seis milhões de judeus vivem no Estado de Israel desde 1948, quando ocorreu o seu “renascimento”.

Os outros três milhões são de muçulmanos e cristãos. Quase metade dos árabes-israelenses moram em comunidades próprias nos territórios palestinos (Cisjordânia e Gaza). Atualmente Nazaré é a maior cidade árabe do país. Em Jerusalém, vivem cerca de 200 mil muçulmanos, ou seja, 33% da população da cidade. A minoria cristã (2%) está espalhada por todo o país.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou que o índice populacional de Israel é uma evidência de sua vitória sobre o Holocausto e aqueles que tentaram destruir o povo judeu através dos tempos. “Pela primeira vez na história do Estado de Israel, mais de seis milhões de judeus vivem aqui. Este número tem um grande significado à luz da história do nosso povo no século anterior e no atual”, disse Netanyahu.

Para vários ministérios que estudam profecias, a migração é o cumprimento das promessas bíblicas. Em especial, citam Ezequiel 36: 24: “‘Pois eu os tirarei das nações, os ajuntarei do meio de todas as terras e os trarei de volta para a sua própria terra”. Com informações de CBN

Fonte: Gospel Prime

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Menorá do Templo de Salomão estaria escondida no Vaticano

Estudiosos divergem sobre a veracidade das informações

Arco de Tito.
Existem muitas lendas relacionadas com o templo construído por Salomão segundo a direção de Deus e sua versão ampliada, obra de Herodes, que governava a Judeia na época de Cristo. O assunto voltou a ser amplamente debatido após o sucesso do filme “Os Caçadores da Arca Perdida” na década de 1980.

Ao longo de quase 2.000 anos, diferentes histórias sugerem os prováveis destinos dos objetos judaicos sagrados que foram pilhados do Templo pelo general romano Tito no ano 70. A peça mais vistosa era uma Menorá de ouro maciço com o tamanho aproximado de um homem.

Uma das teorias mais amplamente divulgadas entre grupos judeus é que esses artefatos estão escondidos dentro do Vaticano, que teria herdado muito da riqueza do Império Romano. Há apenas um problema, dizem os estudiosos: Isso não é verdade.

Steven Fine, professor de história judaica na Universidade Yeshiva, dedicou as últimas duas décadas desmentindo essas histórias. Escreveu inclusive um livro sobre o assunto, que deve lançar em breve. Nos últimos meses, mais um capítulo dessa teoria foi acrescentado. No final de maio, Fine tomou conhecimento de uma carta aberta de Yonatan Shtencel, um dos mais influentes rabinos de Israel, ao então presidente Shimon Peres. Nele, havia o pedido para que Peres pedisse formalmente ao Vaticano para devolver a Menorá.

De modo oficial, o assunto não foi levantado por Peres e sua comitiva na visita do papa Francisco a três meses atrás. Mas Shimon Shetreet, ex-ministro israelense de Assuntos Religiosos, veio a público dizer que falou sobre os artefatos durante um encontro com o Papa João Paulo II, em 1996. Também pediu uma posição do secretário de Estado do Vaticano na época, mas jamais obteve resposta.

Na verdade, o Vaticano respondeu formalmente ao The Wall Street Journal, negando tais acusações. “Eu já tinha ouvido uma vez rumores sobre a tal história. Mas nunca pensei que fosse algo digno de atenção”, disse Federico Lombardi, porta-voz do Vaticano.

Paolo Liverani, professor da Universidade de Florença, afirma que recebia cartas todos os anos perguntando sobre a Menorá, quando trabalhava como curador no museu do Vaticano, mas afirma que jamais viu os artefatos sagrados no acervo do Vaticano.

O fundamento para acusar o Vaticano de estar com a Menorá é bastante frágil. Existe um monumento antigo, bastante conhecido, chamado “o Arco de Tito”. Ele mostra um desfile que ocorreu nas ruas de Roma no ano 71, em comemoração à vitória do exército do general em Jerusalém. Nele pode ser visto claramente a Menorá sagrada sendo carregada.

“Ninguém pode negar que eles foram levados para Roma”, enfatiza Shetreet. “A questão é o que aconteceu depois. O assunto se encaixa mais na categoria de lendas e rumores”.

Estudiosos dizem que a ideia de que o Vaticano poderia estar com peças do Templo surgiu durante as décadas de 1950 e 60, quando a Santa Sé procurava melhorar suas relações com os judeus. Especialmente por causa de eventos ocorridos durante a Segunda Guerra Mundial.

“Há milhares de manuscritos e antiguidades perdidas”, disse o professor Lawrence Schiffman, diretor do Instituto Mundial de Pesquisa Avançada em Estudos Judaicos da Universidade de Nova York. “Muitos são reais, mas essa do Vaticano não é”, ressalta. Para ele, não há evidências históricas concretas.

Embora o Arco de Tito e antigas fontes rabínicas confirmem que peças do Templo foram para Roma, isso não significa que acabaram em algum depósito do Vaticano, instituição que seria fundada séculos mais tarde.

Existem várias outras versões para o destino final do Menorá, pois a restauração do Templo está relacionada com a vinda do Messias segundo a tradição judaica. Alguns estudiosos apontam que ele estaria escondido em uma caverna na Galileia; outros dizem que está submerso na lama sob o rio Tibre, em Roma, um grupo afirma ainda que ele está enterrado sob um mosteiro na Cisjordânia.

É Inegável o fato que o Terceiro Templo tem recebido muita atenção nos últimos anos, possivelmente desde a formação do Estado de Israel (em 1948) não se falava tanto no assunto. Disposto a não esperar pela recuperação da Menorá original, o Instituto do Templo tem investido na formação dos levitas e já fez todas as peças necessárias para seu interior, seguindo rigorosamente as indicações bíblicas. No momento, estão inclusive arrecadando fundos para sua construção.

Fonte: Gospel Prime

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Grupo judeu começa arrecadação para construção do Terceiro Templo

Instituto do Templo propõe campanha online para reconstruir o templo bíblico

Começa arrecadação para construção do Terceiro Templo
Mesmo em meio a guerra atual com o Hamas em Gaza, os membros do Instituto do Templo continuam com sua campanha mundial pela reconstrução do Beit HaMikdash (Templo Sagrado), também chamado de Terceiro Templo.

Ele recebe esse nome por que o original, edificado por Salomão, terminado em cerca de 950 a.C. foi destruído na invasão babilônica em 586 a.C., sendo substituído pelo Templo construído pelo governador Herodes, que estava em pé nos dias de Jesus, e foi demolido no ano 70 pelo exército romano.

No ano passado, o movimento pela reconstrução ganhou novo fôlego, quando foram retomados os sacrifícios rituais no local, depois novos sacerdotes levitas foram treinados pelos rabinos para recomeçar os rituais descritos no Antigo Testamento, incluindo os que exigem a novilha vermelha. Por fim, anunciou-se que todas as 102 peças do interior do templo estão prontas, incluindo o véu de separação do Santo dos Santos.

A única peça faltante é a arca da aliança, que os rabinos acreditam estar enterrada no monte do Templo e que poderia ser recuperada assim que Israel retomar controle do local.

Nos últimos 30 dias o mundo tem pedido paz para Israel e o Instituto do Templo lançou uma campanha de arrecadação online, onde qualquer pessoa pode contribuir com a solução definitiva para o conflito segundo eles. Mas a solução proposta não irá agradar os muçulmanos, pois se trata de mais uma etapa da reconstrução do Templo.

Na página do projeto no site IndieGoGo, o texto de apresentação diz que a partir de 18 dólares [cerca de R$ 40] é possível colaborar com o projeto de reconstrução do Templo, que irá inaugurar “uma nova era de harmonia e paz universal”. Usando a premissa de que o local mais sagrado para os judeus foi concebido pelo próprio Deus, afirma “Não é o suficiente esperar e orar pelo Terceiro Templo. É uma obrigação bíblica construí-lo”.

O projeto arquitetônico já existe e mescla a revelação dos textos sagrados com a tecnologia moderna. O novo Templo será totalmente informatizado, contando com estacionamento subterrâneo, controle de temperatura, elevadores, docas para transporte público, acesso para cadeirantes e outras comodidades.

O Instituto do Templo garante que seus arquitetos são estudiosos da Torá e “irão garantir que tudo seja construído com os mais altos padrões modernos, seguindo as leis judaicas”. O alvo da arrecadação do IndieGoGo é de 100 mil dólares, sendo que 30 mil irão para o Sinédrio (Lishkat HaGazit). Obviamente o custo total é muito maior, mas a intenção do Instituto do Templo é abrir a oportunidade para pessoas de todo mundo contribuírem.

Um vídeo em 3D mostrando os projetos arquitetônicos foi divulgado, o qual dá uma visão do aspecto do templo num cenário onde o Domo da Rocha, sagrado para os muçulmanos, já não existe mais.


Os criadores da campanha esclarecem que a construção do Templo não será realizada com o uso de violência e que seu acesso não será restrito apenas a grupos judaicos, mas seguirá o plano original, sendo uma casa de oração para todos os povos da Terra. Afirmam ainda que “Conforme foi previsto pelos profetas, o Templo Sagrado representa a santidade da vida humana e da paz e será o centro de uma peregrinação inspiradora para todas as pessoas”.

Fonte: Gospel Prime

terça-feira, 24 de junho de 2014

Como pôde Deus abençoar Jacó, depois de ter ele enganado Labão?

Em Gênesis 31:20, o texto diz que "Jacó logrou a Labão" ou seja, enganou-o, "não lhe dando a saber que fugia". Entretanto, Deus abençoou Jacó ao aparecer a Labão, advertindo-o de que não falasse a Jacó "nem bem nem mal" (Gn 31:24). Como Deus pôde abençoar Jacó depois de ele ter enganado Labão?

Primeiro, a tradução da palavra hebraica de Gênesis 31:20 não é necessariamente "enganar". Literalmente, no hebraico a frase é: "E Jacó roubou o coração de Labão". Esta é uma expressão idiomática hebraica que pode ser utilizada, num determinado contexto, para significar "enganar" ou "usar de astúcia". Jacó não disse a Labão que ia sair, nem lhe disse que ia ficar. A razão por que ele saiu sem nada dizer a Labão possivelmente tenha sido o fato de que ele temia Labão (cf. Gn 31:2). Jacó tampouco tinha qualquer obrigação de permanecer com Labão, porque ele havia cumprido tudo o que fora tratado entre eles. Apesar das acusações feitas por Labão, eram justos o temor de Jacó e o seu ato de sair sem nada dizer a Labão.

Segundo, mesmo admitindo-se que Jacó estivesse envolvido numa farsa, Deus não o abençoaria por causa desse pecado, mas apesar de suas falhas. Este caso é outro exemplo do princípio de que "nem tudo que é registrado na Bíblia é por ela aprovado ". Deus havia escolhido Jacó para que ele viesse a tornar-se o pai das doze tribos de Israel não porque ele fosse reto, mas por causa da graça de Deus. O Senhor pôde abençoar Jacó segundo a sua graça, mesmo sendo ele um pecador. Através da experiência de Jacó com Labão, e mais tarde seu confronto com Esaú e sua luta com o anjo do Senhor à noite, é que o caráter de Jacó foi trabalhado de forma a tornar-se um vaso adequado para o uso de Deus.

Fonte: GEISLER, Norman; HOWE, Thomas. Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e "Contradições" da Bíblia. 1ª Ed. São Paulo: Mundo Cristão, 1999.

terça-feira, 13 de maio de 2014

Por que Saul não reconheceu Davi - que lhe tocava harpa - como aquele que matou Golias?

"Voltando, pois, Davi de ferir o filisteu, Abner o tomou consigo, e o trouxe à presença de Saul, trazendo ele na mão a cabeça do filisteu. E disse-lhe Saul: De quem és filho, jovem? E disse Davi: Filho de teu servo Jessé, belemita."
(1 Samuel 17:57-58)

Em 1 Samuel 16, Saul contratou Davi para que lhe tocasse harpa, mas no capítulo 17, depois de Davi ter matado o gigante Golias, Saul parece não reconhecê-lo.

Há duas possibilidades neste caso.

Primeiro, não seria nada fora do comum um rei tão ocupado não ter prestado suficiente atenção àquele humilde músico que havia sido contratado, para reconhecê-lo como a mesma pessoa que matou Golias. Entretanto, uma vez tendo Davi realizado a proeza de matar o gigante, o rei não pôde deixar de notá-lo e de perguntar quem era ele.

Por outro lado, é possível que Saul soubesse quem era Davi, mas, depois de ter ele realizado aquela proeza, o rei estivesse apenas querendo saber quem era o pai de Davi. Isso está de acordo com a natureza da pergunta feita por Saul: "De quem és filho, jovem?" (1 Sm 17:58). Não tivesse ele reconhecido Davi, ele teria perguntado: "Qual é o seu nome?" Saul era conhecido por colocar em sua guarda pessoal os homens mais valentes (14:52). Ele pode ter cogitado a possibilidade de Davi ter irmãos ainda mais valentes. Ou talvez, Saul quisesse obter uma identificação mais completa desse bravo jovem, para poder recompensá-lo pelo seu extraordinário feito. Em qualquer das hipóteses, não há problema algum com o fato.

Fonte: GEISLER, Norman; HOWE, Thomas. Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e "Contradições" da Bíblia. 1ª Ed. São Paulo: Mundo Cristão, 1999.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Baseado no episódio de 1 Samuel 16, poderíamos afirmar que Deus compeliu o profeta Samuel a mentir?

"Então disse o SENHOR a Samuel: Até quando terás dó de Saul, havendo-o eu rejeitado, para que não reine sobre Israel? Enche um chifre de azeite, e vem, enviar-te-ei a Jessé o belemita; porque dentre os seus filhos me tenho provido de um rei.
Porém disse Samuel: Como irei eu? pois, ouvindo-o Saul, me matará. Então disse o Senhor: Toma uma bezerra das vacas em tuas mãos, e dize: Vim para sacrificar ao Senhor.
E convidarás a Jessé ao sacrifício; e eu te farei saber o que hás de fazer, e ungir-me-ás a quem eu te disser.
Fez, pois, Samuel o que dissera o Senhor, e veio a Belém; então os anciãos da cidade saíram ao encontro, tremendo, e disseram: De paz é a tua vinda?
E disse ele: É de paz, vim sacrificar ao Senhor; santificai-vos, e vinde comigo ao sacrifício. E santificou ele a Jessé e a seus filhos, e os convidou ao sacrifício."

(1 Samuel 16:1-5)

Abraão recebeu o juízo de Deus por dizer uma meia-verdade, declarando que Sara era sua irmã (ela era sua meia-irmã), quando na realidade era sua mulher (leia Gênesis 12:10-20). Entretanto, em 1 Samuel 16:lss Deus de fato compele Samuel a dizer apenas a metade da verdade, ou seja, que ele viera para oferecer um sacrifício, quando ele tinha vindo também para ungir Davi como rei.

Dois problemas surgem aqui.

Primeiro, Deus não estaria incentivando uma mentira?

Segundo, por que Deus condenou Abraão pela mesma coisa que ele mandou Samuel fazer?

O que primeiro temos a observar em resposta a este problema é que as duas situações não são iguais. No caso de Abraão, a assim chamada "meia-verdade" era uma mentira por inteiro, porque a pergunta que lhe fizeram foi: "Sara é sua mulher?" E a resposta que ele realmente deu foi: "Não. Ela é minha irmã". Com esta resposta, Abraão distorceu intencionalmente os fatos da situação, o que é uma mentira.

O caso de Samuel foi diferente. A pergunta que lhe fizeram foi: "Por que você veio a Belém?" E sua resposta: "Vim para sacrificar ao Senhor" (1 Sm 16:2). Isto era verdade no que diz respeito aos fatos, ou seja, ele estava ali por aquele motivo, e foi isso que ele fez. O fato de que ele tinha outro propósito na sua ida àquele lugar não está diretamente relacionado com a pergunta que lhe foi feita nem com a resposta que ele deu, como no caso de Abraão. E claro que, se lhe tivessem perguntado: "Você tem algum outro propósito nesta sua vinda aqui?", então ele teria tido que render-se a responder àquela pergunta. Se em resposta ele dissesse: "Não", isso seria uma falsidade.

Em segundo lugar, a dissimulação e o engano não são a mesma coisa. Samuel certamente encobriu um dos propósitos da sua missão para assim salvar a sua vida (1 Sm 16:2). Nem sempre é necessário (e até mesmo possível) dizer toda a verdade. O fato de Deus ter dito a Samuel que ocultasse para um dos propósitos da sua visita, para evitar que o matassem, não quer dizer necessariamente que ele tivesse de mentir. Não contar uma parte da verdade e contar uma inverdade não são necessariamente a mesma coisa. Segredo e ocultação não são o mesmo que engano e falsidade.

Terceiro, Saul era vingativo e tornava a missão do profeta Samuel uma missão muito perigosa (1 Samuel 22:18-19), assim era bastante conveniente dizer que ia sacrificar ao Senhor, justificando plenamente essa atitude, pois nada obsta-se que oculte a primeira intenção, anunciando apenas a segunda.

Fontes:
GEISLER, Norman; HOWE, Thomas. Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e "Contradições" da Bíblia. 1ª Ed. São Paulo: Mundo Cristão, 1999.
DOUGLAS, J.D. O Novo Dicionário da Bíblia: 3ª Ed. Revisada. São Paulo: Editora Vida Nova, 2006.

Primeiro-ministro quer estabelecer Israel como Estado judeu

A nova lei pode criar tensão na região, pois a Palestina já declarou que jamais irá reconhecê-lo como tal

Primeiro-ministro quer estabelecer Israel como Estado judeu
Israel pode ter uma lei que estabelece o país como um Estado judeu. O pedido partiu do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, como resposta à Palestina que recusou reconhecer tal condição durante as negociações de paz.

Netanyahu declarou nesta quinta-feira (1), durante discurso em Tel Aviv, que irá promover “uma Lei Básica” definindo o país como “Estado-nação do povo judeu”.

Os palestinos temem que tal lei venha promover discriminação contra a minoria árabe que vive em Israel, que representa um quinto da população. Outro temor comum entre eles é que, com a nova lei, o Estado se negue a receber os refugiados palestinos que saíram do país durante as guerras que acontecem na região desde 1948.

Israel conta com o apoio dos Estados Unidos para consagrar a legislação que o tornará como um Estado judeu, o que pode complicar ainda mais os esforços para as negociações de paz na região.

O premiê afirma que na Declaração de Independência de Israel, assinada em 1948, a definição de uma nação judaica já estava dentro do conceito, e que aqueles que são contra estão desafiando o direito de Israel existir.

A região vive em constante conflito há 66 anos por conta da criação do Estado de Israel. Os palestinos reivindicam boa parte da terra, incluindo Jerusalém Oriental. A cidade completa (parte oriental e ocidental) é a capital israelense.

Na semana passada o presidente palestino, Mahmud Abbas, declarou que seu povo jamais irá reconhecer Israel como um Estado judeu. “Não aceitaremos nunca reconhecer um Estado judeu”, disse ele aumentando a crise na região. O governo da Palestina aceitou firmar acordo com o Hamas, grupo considerado por Israel como terrorista.

Juntos, governo palestino e Hamas, pretendem somar forças para eleger o novo presidente que deve continuar com as ideias de Abbas. Por conta dessa ligação, o acordo de paz que estava há seis anos em negociação foi cancelado. Com informações Reuters.

Fonte: Gospel Prime

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Descoberta ferramenta utilizada na construção do Templo de Salomão

Escavação arqueológica é considerada "extraordinária" e "surpreendente"

Descoberta ferramenta utilizada na construção do 
Templo de Salomão
Os arqueólogos da Autoridade de Antiguidades de Israel acreditam ter descoberto um artefato que pode mudar a história da arqueologia na região.

Trata-se de um cinzel de metal, que pode ter sido usado na construção do Templo de Salomão, foi descoberto no ano passado, mas a agência de notícias israelense Tazpit informou que o governo estava esperando os resultados de testes de datação antes de fazer o anúncio oficial.

A mídia israelense está descrevendo a descoberta como “extraordinária” e “surpreendente”. O local de descoberta estava junto ao Arco de Robinson, localizado ao sul da área do Muro das Lamentações, que é a estrutura remanescente do antigo Templo.

“O cinzel possui cerca de 15 centímetros. Pela primeira vez, depois de dois mil anos, estamos em posse de um instrumento de trabalho utilizado pelos construtores que construíram o Kotel [Muro das Lamentações]“, explicou Eli Shukron que dirigiu a escavação arqueológica. O site The Times of Israel informa que Shukron passou 19 anos escavando na área. É a primeira vez depois de mais de um século de pesquisas arqueológicas ao redor do Monte do Templo, que é achada uma ferramenta de construtores.

“Não tenho dúvidas que ele é do tempo em que o muro foi construído”, disse Shukron. “Descobrimos a peça na base do Muro Ocidental. Estava a cerca de seis metros abaixo da rua principal de Jerusalém na época do Segundo Templo. As moedas e também a cerâmica que recentemente encontramos na área indicam que ele é dessa mesma época”.

“O cinzel estava em meio a escombros de lascas de pedras que caíram dos pedreiros que trabalham nas rochas que compõem o Muro das Lamentações”, acrescentou o relatório do Tazpit. Os resíduos das pedras do muro caíam enquanto se entalhava as pedras para a aparência final, no estilo herodiano. A cabeça do cinzel tem a forma de um “cogumelo”, resultado das pancadas recebidas de um grande martelo enquanto se entalhavam as pedras.

No Muro das Lamentações, “as pessoas vem para fazer suas orações e beijam as pedras sagradas todos os dias”, disse Shukron. “Hoje, pela primeira vez, podemos tocar um dos seus cinzéis”. “Nós consideramos essas rochas sagradas. Tocamos, beijamos e colocamos nelas nossos pedidos. Até hoje ninguém tinha encontrado uma ferramenta dos trabalhadores que construíram este Muro. Significa, portanto, que encontrar esta ferramenta têm uma grande importância histórica e científica”, enfatiza.

A altura das paredes e a profundidade de onde estava o ponteiro são condizentes com o relato do historiador Flávio Josefo no seu livro Guerra dos Judeus. Na descrição do Monte do Templo, Josefo afirma que “os muros de contenção em seu ponto mais profundo alcançavam trezentos côvados, e em alguns lugares eram ainda maiores do que esta altura”. Trezentos côvados são cerca de 68 metros de altura.

Josefo afirma que Herodes contratou na época cerca de dez mil trabalhadores para construir o templo, o edifício mais luxuoso da época. Também diz que durante o período de Agripa II, o bisneto de Herodes o Grande, 18 mil trabalhadores ficaram desempregados após o trabalho de construção ter acabado.

Um dos aspectos mais intrigantes dessa descoberta é sua divulgação poucos dias após oito judeus serem presos na tentativa de abater um animal para o sacrifício ritual da Páscoa no topo do Monte do Templo em Jerusalém. Isso acirra os ânimos daqueles que exigem o reconhecimento por parte dos muçulmanos de que o templo de Salomão ficava no local, algo negado há séculos. O principal argumento dos islâmicos é que não há provas (fora do Antigo Testamento) que o templo realmente existiu. Com informações The Blaze.

Fonte: Gospel Prime

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Arqueólogos encontram local da consagração de Salomão como rei

Foram 15 anos de escavação para achar a cidade bíblica de 3.800 anos em Israel

Arqueólogos encontram cidade bíblica de 
3.800 anos em Israel
Uma das pesquisas arqueológicas mais complexas já realizadas em Israel resultou no descobrimento da chamada “Cidade da Primavera”. O local, famoso quando Davi e seu filho Salomão eram reis de Israel foi construída para salvar e proteger a água da cidade dos inimigos que tentavam dominá-la.

Ao mesmo tempo era usada para proteger os cidadãos que voltavam para suas casas após irem buscar água no local. O local é descrito no livro bíblico de Reis, sendo protegida pela fonte de Giom. Foi ali que Salomão foi ungido pelo sacerdote Zadoque como rei, por ordem de Davi, seu pai. O local foi escolhido pois Davi sabia que seus inimigos políticos tinham um plano para tomar a sucessão do reinado.

A escavação aconteceu na Cidade de Davi, no Parque Nacional de Davi, em Jerusalém. Foram necessários 15 anos de trabalho. O trabalho foi coordenado pelo professor Ronny Reich, da Universidade de Haifa, e Eli Shukrun, integrante da Autoridade de Antiguidades de Israel.

Eles acreditam que a Cidade da Primavera tem pelo menos 3800 anos, sendo a maior fortaleza cananeia que resistiu ao tempo. Também seria a maior fortaleza conhecida na região antes do reinado de Herodes, após a conquista romana.

A revelação da descoberta tem um significado duplo. O primeiro é científico, já que existe uma forte corrente dentro da arqueologia a qual afirma que Salomão nunca existiu, pois não há nenhum documento histórico que fale sobre ele além da Bíblia. A descoberta da Cidade da Primavera é a terceira nos últimos anos que comprova relatos bíblicos sobre partes da vida de Salomão.

A segundo á profética, pois a ideia de reconstrução do templo de Salomão, um antigo sonho dos judeus ortodoxos, é fortalecida toda vez que se mostra que os relatos bíblicos sobre ele são verdadeiros. Tanto judeus liberais quanto os muçulmanos que dominam o monte do Templo afirmam que jamais houve um templo naquele local construído por Salomão, pois não existem “comprovação arqueológica” disso.

Fonte: Gospel Prime

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Antigo manuscrito é traduzido e dá pistas sobre paradeiro da Arca da Aliança

Localização da Arca que estava no Templo do Rei Salomão é debatido há séculos.

Antigo manuscrito é traduzido e dá pistas sobre
paradeiro da Arca da Aliança
O paradeiro da Arca da Aliança que ficava no templo do rei Salomão é debatido há séculos. Existem várias versões sobre seu paradeiro, desde a tradição dos rabinos de que ela está enterrada sob o monte do Templo até a antiga reivindicação dos cristãos ortodoxos da Etiópia que ela está na capela de cidade de Aksum.

Agora, o erudito James Davila, professor na Universidade de St. Andrews e especialista em línguas bíblicas afirma que traduziu um texto hebraico muito antigo que revela onde foram escondidos vários tesouros, incluindo a Arca. A revelação estaria no chamado “Tratado dos vasos” (Massekhet Kelim, em hebraico).

O tratado é semelhante em alguns aspectos ao conhecido “Rolo de Cobre”, que faz parte dos Manuscritos do Mar Morto. O Rolo de Cobre fala sobre a localização de tesouros escondidos por sacerdotes e levitas, embora não cite especificamente a Arca que estava no Templo de Salomão.

Embora use relatos que parecem relatos sobrenaturais, o texto é reconhecido por estudiosos e já foi parcialmente traduzido e publicado na Europa em 1648 e em 1876. Davila é o primeiro a traduzir o texto total para o inglês.

Em entrevista ao site LiveScience, Davila afirmou “O escritor recorre a métodos tradicionais de exegese bíblica [interpretação] para deduzir onde os tesouros podem ter sido escondidos”. Isso significa que o Tratado dos Vasos não oferece um mapa, apenas registra uma das tradições sobre o assunto.

Contudo, a declaração que mais chama a atenção no material é que esses tesouros (incluindo a Arca) não poderiam ser revelados antes do “dia em que vier o Messias, o filho de Davi”. Considerando que o Templo de Salomão foi destruído no ano 70 d.C. a referência é claramente sobre a Segunda Vinda de Jesus, quando, segundo a Bíblia, ele virá para reinar. Com informações IB Times.

Fonte: Gospel Prime

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Programa de TV reconstrói rosto de personagens bíblicos

Seriado mistura relatos bíblicos e investigação ao estilo CSI

Este seria o rosto de Dalila
O canal pago National Geographic começa a exibir nesta segunda uma nova série que mistura relatos bíblicos e investigação ao estilo CSI. Com o título de “Lost Faces of the Bible” ´[Rostos perdidos da Bíblia], o programa reuniu uma equipe internacional de arqueólogos, antropólogos forenses e especialistas em reconstrução facial. O objetivo é tentar recriar os rostos de três adultos e um recém-nascido, cujos restos do esqueleto remontam aos tempos bíblicos. O programa foi ao ar nos EUA em maio e agora é relançado em um novo formato.

São quatro episódios que foram produzidos por Simcha Jacobovici, famoso por popularizar a arqueologia bíblica na TV em programas polêmicos como “O Sepulcro Esquecido de Jesus”.

Mais uma vez ele tenta atrair a atenção do público com um tema bíblico, ao mesmo tempo que alguns arqueólogos o criticam por não ter uma abordagem totalmente científica. A fórmula usada nesta nova série é usar as ossadas de quatro pessoas que viveram no período bíblico e tentar liga-las a histórias conhecidas.

As faces mencionadas no título são de 4 pessoas cujos restos mortais tem cerca de 6 mil anos. O objetivo anunciado é mostrar como seriam os rostos das pessoas que viveram nessa época. O primeiro episódio trata da reconstituição do crânio de uma mulher filisteia, que recebeu o nome de Dalila, numa tentativa de aproximá-la da mulher de Sansão.

O segundo é sobre um homem, provavelmente um caçador, que foi sepultado numa gruta no deserto da Judeia. O seriado afirma que ele teve “a mesma vida difícil de um nômade do deserto como Esaú”. O esqueleto reconstituído do bebê visa mostrar como era o sacrifício de crianças mencionado na Bíblia. E o episódio final mostra um homem galileu que pode ter vivido no primeiro século e que é chamado de “o homem que conheceu Jesus”.

Bonecos com os rostos reconstruídos.
Embora os especialistas forenses já tenham reconstruído rostos de pessoas de várias civilizações antigas, este é a primeira vez que cientistas trabalham com restos mortais dos tempos bíblicos, diz Jacobovici. Ele ressalta que é muito difícil a obtenção de ossos antigos para exame por que os judeus ultra ortodoxos acreditam que não se deve mexer com os ossos dos falecidos.

A solução encontrada para contornar o problema foi fazer com que os especialistas forenses digitalizassem os restos mortais. Victoria Lywood, uma especialista forense que trabalhou na produção, conta que ela imprimiu os crânios em uma impressora tridimensional a partir de imagens de tomografia computadorizada. O restante, segundo ela, foi baseado em medições de profundidade de tecidos moles e outras metodologias forenses.

Para aumentar o clima de investigação, os episódios são apresentados por David Berman, um dos protagonistas do programa “CSI: Crime Scene Investigation”. Com informações de Times of Israel e Religion News.

Fonte: Gospel Prime

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Fragmentos das versões das bíblias mais antigas do mundo são expostos em Jerusalém

Museu de Jerusalém mostra trajetória da Bíblia até os dias de hoje

Versões das bíblias mais antigas do mundo são
expostas em Jerusalém
As antigas perguntas sobre onde está “a Bíblia original” e “o quanto a Igreja mudou o texto bíblico” ainda persistem para muitos. Agora surge mais uma oportunidade de tentar esclarecer a trajetória que as Escrituras passaram até chegarem ao século 21.

O Museu Terras da Bíblia, localizado em Jerusalém, fará uma exposição a partir de 23 de novembro deste mês, sobre a história da Bíblia. O material mostra as raízes judaicas do cristianismo e a difusão da fé através da palavra escrita. Apresenta o desenvolvimento da Bíblia juntamente com a disseminação do judaísmo e o cristianismo, a partir de Israel.

A mostra “O Livro dos Livros” reúne fragmentos originais das bíblias mais antigas do mundo, alguns de quase 2 mil anos. São manuscritos, objetos e documentos impressos que mostram a importância do texto sagrado no desenvolvimento da civilização ocidental.

Amanda Weiss, diretora do Museu, asseverou: “A exposição é a primeira já feita no mundo que mostra de maneira equilibrada as histórias do Tanach (Bíblia judaica), e do Novo Testamento que compõem a Bíblia cristã. Trata-se de uma combinação incomum de documentos bíblicos e comentários importantes e transcendentais jamais encontrados e reunidos nesta exclusiva exibição”.

Os visitantes poderão ver, de forma cronológica, parte dos manuscritos bíblicos mais antigos conhecidos, bem como suas interpretações e representações. São papiros milenares escritos em hebraico e aramaico, e também material em grego, latim e siríaco dos primeiros séculos. Passando por volumes medievais manuscritos, até chegar às primeiras versões impressas.

São mais de 200 obras, incluindo fragmentos da Septuaginta (versão da Bíblia hebraica), as escrituras mais antigas do Novo Testamento, manuscritos raros, fragmentos delicados da Geniza (uma espécie de depósito de escritos antigos e ilegíveis) do Cairo e páginas originais da Bíblia de Gutenberg, bem como outra que pertenceu ao rei Henrique VIII da Inglaterra, e vários volumes da versão popular do rei James I.

Exposição no Museu Terras da Bíblia
Um dos mais importantes é parte dos rolos do Mar Morto, as cópias mais antigas dos textos do Antigo Testamento, cujos originais estão em Amã, na Jordânia. Jehuda Kaplan, diretor do Departamento de Educação do museu, explica “Esta é a primeira vez que este texto é apresentado em Israel. Está escrito em hebraico e menciona as regras da comunidade que vivia ali no século I”.

Outra parte importante são os fragmentos da Septuaginta (versão do Velho Testamento para o grego koiné), refletindo o vínculo inegável entre o início do cristianismo e o Judaísmo. A exibição se estenderá até abril de 2014. Com informações CBN.

Fonte: Gospel Prime

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Sabemos onde está a Arca da Aliança, revela rabino

O rabino Chaim Richman é um dos mais influentes hoje em dia por causa de seu projeto de reconstrução do Terceiro Templo, que deverá ser erguido no seu local original.

Sabemos onde está a Arca da Aliança, revela rabino
Em uma longa reportagem feita pelo jornal inglês The Telegraph, ele revelou alguns de seus segredos. Em uma das salas onde estão guardadas as peças principais do novo Templo, repousa a Arca da Aliança.

“Esta não é a verdadeira arca perdida”, diz ele ao repórter. ”Ela está escondida a cerca de um quilômetro daqui, em câmaras subterrâneas cavadas ainda nos dias de Salomão”.

Ele vai mais além “É verdade. Os judeus têm uma cadeia ininterrupta de informações gravadas e transmitidas de geração em geração, indicando a sua localização exata. Há um grande fascínio com a descoberta da arca perdida, mas ninguém pergunta aos judeus. Nós sabemos onde ela está há milhares de anos. Poderíamos escavá-la no alto do Monte do Templo [Moriá], mas essa área ainda é controlada pelos muçulmanos”.

Richman, 54, é o responsável pelo Instituto do Templo, organização que já fez todos os preparativos para sua reconstrução, incluindo as peças que seguem as orientações da Bíblia e o treinamento dos sacerdotes que servirão ali dia e noite. Para muitos ele seria hoje o candidato mais forte a sumo-sacerdote, retomando a tradição que iniciou com Arão, o irmão de Moisés.

Contudo, o novo templo terá algumas diferenças do original. Não no projeto arquitetônico, mas na utilização de tecnologia de ponta. O rabino, por exemplo, usa em seu smartphone um aplicativo especialmente projetado para acender as luzes e abrir as cortinas. Ele também já tem pronto o projeto de um monotrilho, para transportar os visitantes até a porta. Uma caixa d’agua totalmente informatizada para controlar o uso de um bem tão precioso em Israel. Richman explica que basta um toque e a torneira vai liberar a quantidade exata de água estipulada pela lei judaica para as lavagens rituais.


“Não há razão alguma para não usarmos a tecnologia, que é um milagre moderno, juntamente com os milagres celestiais. É parte da nossa visão [do templo] levando em conta a realidade de nosso tempo. Tenho certeza de termos elevadores de última geração e um moderno sistema de controle do estacionamento”, comemora.

Outro motivo de orgulho para o Instituto do Templo são todos os utensílios sagrados já prontos. As vestes do sumo-sacerdote, feitas estritamente segundo a tradição dos levitas, estão prontas. Incluindo as peças de ouro e o peitoral com 12 pedras preciosas. Seu custo foi estimado em quase 450 mil reais. [€ 160.000]. Há também trombetas de prata e harpas de madeira, bandejas para coletar o sangue dos sacrifícios, um incensário e a mesa onde fica o pão ritual. Lá fora, repousa um candelabro cuidadosamente esculpido, com 90 kg de ouro e pesando 1,5 tonelada. Seu custo aproximado foi 3 milhões de reais [€ 1,4 mi].

Os 20 estudiosos do Talmude, que trabalham para o Instituto em tempo integral, elaboraram em detalhes todos os procedimentos seguindo as leis elaboradas cerca de 3.000 anos atrás. O Instituto liderado por Richman afirma que gastou mais de 30 milhões de dólares até o momento. Já se passaram 22 anos desde sua fundação. Aberto ao público, eles calculam que mais de um milhão de pessoas visitaram o local na última década.

Há uma expectativa crescente em Israel pela reedificação do Templo, garante ele. Mas ao mesmo tempo um temor quanto aos extremistas israelenses. Em 1984, um plano do grupo Jewish Underground para explodir o Domo da Rocha foi descoberto pela polícia. Outros palestinos acreditam que a ameaça vem do próprio governo israelense. Já no ano 2000, quando então líder da oposição, Ariel Sharon, visitou o local para enfatizar o controle de Israel sobre a área, iniciou-se a segunda intifada, na qual morreram 1.000 israelenses e 3.000 palestinos.

Nos últimos dois anos, uma série de líderes políticos e religiosos vem lutando para reconquistar o direito dos judeus orarem livremente no Monte do Templo. As tentativas têm gerado conflitos entre árabes e judeus, quase sempre com a intervenção da polícia.

Os líderes palestinos tem acompanhado de perto a situação. “[O desejo judeu é] totalmente inaceitável, e poderia transformar a região em um barril de pólvora”, disse em maio o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas. O Sheikh Mohamad Hussein, o Grande Mufti de Jerusalém foi mais enfático: ”Os muçulmanos na Palestina e em outros lugares do mundo nunca aceitarão essa provocação e vamos impedir isso… Esta é a linha vermelha final para nós. Os israelenses e o mundo devem escutar atentamente o que estou dizendo”.

No entanto, mesmo entre a comunidade religiosa judaica, há quem se oponha. Michael Melchior, um rabino ortodoxo e ex-membro do Parlamento, considera Richman e sua organização “irresponsáveis”. “No momento em que você anuncia que deseja construir um templo, perturba o equilíbrio delicado que nós criamos aqui”.

Porém, muitos questionam as afirmações do Instituto do Templo, e receiam que uma guerra contra os muçulmanos que juram defender até a morte o Domo da Rocha e a mesquita de Al Aqsa, atualmente no local do Templo. Sobre a localização da Arca da Aliança, Shimon Gibson, um arqueólogo renomado do Instituto Albright, em Israel, defende que a Arca foi destruída em 587 a.C. quando os babilônios saquearam Jerusalém e tiraram todo o ouro que estava no templo, derretendo todos os utensílios. Outros estudiosos acreditam que ela foi levada para a África. Uma antiga reivindicação dos cristãos ortodoxos da Etiópia defende que eles são os guardiões da Arca há séculos. Até hoje ela estaria na cidade de Aksum, na conhecida “Capela das Tábuas da Lei” .

As muitas tradições religiosas sobre o local prevalecem entre os judeus mais ortodoxos, e também a confiança nas profecias bíblicas que o Templo voltará ser erguido. Desde a destruição do Segundo Templo, no ano 70, o acesso dos judeus foi severamente restringido ou mesmo proibido por governantes cristãos e islâmicos que governaram Israel.

“Trata-se do território de Deus. O Islã aproveitou nosso exílio e se apoderou do Monte do Templo e diz que os judeus nunca estiveram aqui”, lamenta Richman. “Estamos prontos para restaurar este lugar à sua antiga glória… temos condições de construir o templo se realmente quisermos! Deus deve estar se perguntando o que estamos esperando”.

Com informações de Telegraph e a fonte no Gospel Prime

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Como pôde Moisés ter escrito Deuteronômio se os críticos bíblicos declaram que este livro foi escrito muitos séculos depois?

"Estas são as palavras que Moisés falou a todo o Israel além do Jordão, no deserto, na planície defronte do Mar Vermelho, entre Parã e Tôfel, e Labã, e Hazerote, e Di-Zaabe."
(Deuteronômio 1:1)

De acordo com este versículo, "são estas as palavras que Moisés falou"(Dt 1.1). Entretanto, muitos críticos afirmam que Deuteronômio foi escrito no terceiro século a.C., muito tempo após a época de Moisés.

Há muitos argumentos em apoio à afirmação de que foi mesmo Moisés quem escreveu o livro de Deuteronômio:

Primeiro, repetidas vezes este livro afirma que "são estas as palavras que Moisés falou", ou frase equivalente (1:1; 4:44; 29:1). Negar isso é dizer que o livro todo é uma fraude.

Segundo, Josué, o sucessor imediato de Moisés, atribuiu o livro de Deuteronômio a este, quando escreveu a exortação que recebera de Deus, dizendo-lhe para "fazer segundo toda a lei que...Moisés... ordenou" (Js 1:7).

Terceiro, o restante do A.T. atribui Deuteronômio a Moisés (cf. Jz 3:4; I Rs 2:3; II Rs 14:6; Ed 3:2; Ne 1:7; SI 103:7; Dn 9:11; Ml 4:4).

Quarto, Deuteronômio é o livro da Lei mais citado no NT, freqüentemente com palavras do tipo "disse, na verdade, Moisés" (At 3:22), "já Moisés dissera" (Rm 10:19) ou "na lei de Moisés está escrito" (I Co 9:9).

Quinto, ao resistir ao diabo (Mt 4:7,10) nosso Senhor citou o livro de Deuteronômio (6:13,16) como tendo a autoridade da Palavra de Deus. Também Cristo atribuiu a sua autoria a Moisés, em Marcos 7:10: "Moisés disse", ou quando não contestou as palavras dos saduceus, que disseram: "Moisés nos deixou escrito..." (Lc 20:28).

Sexto, os detalhes geográficos e históricos do livro demonstram um conhecimento de primeira mão, que ninguém mais teria como Moisés.

Sétimo, estudos aprofundados da forma e do conteúdo de alianças do Oriente Próximo indicam que Deuteronômio é da época de Moisés (veja Meredith Kline, Treaty of the Great King [Tratado do Grande Rei], Eerdmans, 1963).

Além de tudo isso, as aparentes referências dentro do livro a um período posterior são facilmente explicadas. Obviamente, o último capítulo de Deuteronômio, que se refere à morte de Moisés (capítulo 34), provavelmente foi escrito pelo seu sucessor Josué, conforme o costume da época.

Fonte: GEISLER, Norman; HOWE, Thomas. Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e "Contradições" da Bíblia. 1ª Ed. São Paulo: Mundo Cristão, 1999.

Volte sempre

Romanos 14:9

SIGA-NOS NO TWITTER

O nosso endereço no Twitter é:
oucaapalavrads
Será um prazer ter vc conosco.

OUÇA A PALAVRA DO SENHOR.

Pesquisar este blog

Esta foi a sua vida

SEJA BEM VINDO AO OUÇA A PALAVRA DO SENHOR

ESPERAMOS PODER CONTRIBUIR PARA O CRESCIMENTO DE SUA FÉ.