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quinta-feira, 21 de maio de 2020

Vencendo a Pornografia


Vencendo a pornografia: O que é pornografia?

Definição do Dicionário da Língua Portuguesa: é tudo o que se relaciona à devassidão sexual; obscenidade; licenciosidade; indecência. Caráter imoral de publicações, por meio de gravuras, pinturas, cenas, gestos, linguagens.

Definição bíblica: Ap. 21:8 nos apresenta uma porção de atos pecaminosos que nos privarão de entrar no Reino de Deus, e um desses pecados é a pornografia. E como podemos afirmar isso? Dentre todos os atos reprováveis ali apresentados, um deles é a fornicação, resultado da pornografia, e esse pecado no original em grego é pornoi – de porneia, que quer dizer: pornografia, prostituição, fornicação, ou seja, está ligado a pecados sexuais.

Os problemas dessa prática são progressivos:
1.      primeiro uma pequena olhada;
2.      nudez feminina ou masculina;
3.       depois sexo hétero;
4.      depois sexo homossexual;
5.      zoofilia, e em alguns casos mais graves;
6.     sexo com demônios. Ex: cantora Kesha, canta músicas como Dancing wih the devil, Die Young, Raising Hell, Supernatural.

Essas práticas levam o homem/jovem a uma vida de depravação, e isso, diz a Palavra de Deus, é como cavar o “mal” (Prov. 16:27). O nosso homem interior é a lâmpada do Senhor, e pode ser luz ou pode ser trevas, a escolha depende de nós (Prov. 20:27; Mt. 6:22-23).
Essa prática é um grande embaraço para o cristão (Hb. 12:1).
Existem diversos depoimentos de pessoas que após viverem diversos anos nessa prática, com o passar do tempo se tornaram pessoas depressivas, perturbadas, enfrentaram problemas com insônia etc.
Esse problema atualmente é mais comum do que imaginamos, isso porque temos mecanismos como smartphones, tablets, computadores, filmes etc.


A cobiça é hermafrodita

Tiago 1:14-15. Somos atraídos pela nossa própria cobiça e seduzidos por ela. A cobiça concebe e dá à luz ao pecado. Por isso entenda a seriedade do problema, se caímos é porque não fomos livres da cobiça.

A prática do pecado se contrapõe à prática da santificação

A santificação é uma decisão que devemos tomar, é progressiva, e é cotidiana. Quando falamos de santificação, é difícil não pensar ou falar a respeito de sexo. E por falar em sexo, descobrimos que essa prática não é pecado, desde que praticada dentro dos padrões pré-estabelecidos por Deus.
A santificação bíblica está intimamente ligada a ideia de separação, dedicação, desta forma, viver uma vida santa é viver separado, separado do pecado com a finalidade de se dedicar a Deus, em oração, meditação na Palavra de Deus.

As cerimônias do Antigo Testamento, tipologicamente nos demonstram que tudo o que era oferecido para Deus deveria ser separado de modo especial para Ele, dando ênfase a santidade de Deus, que recebia adoração do povo. Ex: no Tabernáculo e no Templo haviam vasos santos usados nas cerimônias e que eram separados do uso comum, não podendo ser usados fora desses ambientes ou para outras finalidades.

Desde o início dos tempos, Deus, o Pai de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, tem separado para si mesmo pessoas para usá-las em seu serviço. Desta forma precisamos entender que a dedicação e a separação para Deus são fundamentais para que possamos servir a Deus. Santificação não é algo opcional para àqueles que querem servir a Cristo (Hb. 12:14).

Muitos estudiosos afirmam que a “ideia de separação” é fundamental para se entender o conceito de santidade. Há pelo menos quatro palavras para descrever ou expressar a ideia de santidade: a). a) hieros: (sagrado) referindo-se a coisas sagradas, como é o caso da descrição dos serviços sagrados (I Cor. 9:13); b) hosios: mais intimamente ligado a Deus e a Cristo, refere-se a alguém livre de profanação ou iniquidade (At. 2:27; I Tm. 2:8; Tt. 1:8); c) hagnos: alguém que não é contaminado pela carnalidade, tem ética, respeito, pureza (I Pd. 3:2; I Jo. 3:3); d) hagios: separação na consagração e dedicação ao serviço de Deus, dando a ideia de algo que foi colocado à parte, separado do mundo, para servir a Deus, essa palavra é empregada em conexão com o Espírito Santo cerca de 100 vezes. Ex: Lc. 1:70, “santos profetas”; Ef. 3:5, “santos apóstolos”; II Pd. 1:21, “homens santos”.

Esta última palavra está estreitamente ligada à qualidade necessária para manter uma íntima relação com Deus, servindo-O de modo aceitável (Ef. 1:4; 5:27; Cl. 1:22).

A santificação na vida do cristão se manifesta por meio de três aspectos:

1. A santificação ocorre quando, pela fé, nós aceitamos a Cristo, quando nos convertemos a Cristo (Hb. 10:10);
2. O Espírito de Deus tem papel fundamental em nossa santificação, e recebemos graça para crescermos nela (I Pd. 1:2);
3. Haverá um tempo em que não mais estaremos sujeitos aos tropeços, será o tempo que estaremos para sempre com o Senhor em santificação eterna (I Tss. 4:17b);
·  Os que são de Cristo crucificam a carne (Gl. 5:24);
·  O novo homem busca as coisas lá do alto (Cl. 3:1-2; Rom. 6:4-5).

Quais são as armadilhas escondidas por trás da pornografia?

·         Gera um desejo progressivo, deixando você sempre querendo mais (Prov. 27:20b) ► surgindo o vício;
·         Destrói a integridade, separando o escravo da presença de Deus (Is. 59:2), tornando-o escravo da pornografia (II Pd. 2:19b);
·         Carrega nossa mente com desejos negativos. Ex: depressão, pensamentos negativos, não sou capaz etc;
·         Passamos a enxergar o sexo oposto como meros objetos sexuais;
·         Alimenta a nossa natureza pecaminosa e impede a obra de Deus em nós;
·         Estimula uma vida dupla, uma vez que buscamos manter essa vida em sigilo total (Prov. 28:13);
·         Entristece a Cristo (I Cor. 6:17-18), uma vez que nosso corpo é templo do Espírito Santo (v.19).

Como escapar dessa armadilha?

Precisamos lembrar- nos que cada um de nós, alguma vez na vida enfrentamos tentações na área sexual. A diferença é o que faremos quando formos tentados. Nós temos um exemplo nas Escrituras de uma Pessoa que foi tentada em todas as áreas e jamais cedeu a qualquer dessas tentações. E quem foi essa Pessoa? Jesus Cristo.
Segundo a Palavra de Deus, Ele foi tentado em todas as coisas, como nós somos tentados, mas nunca pecou (Hb. 4:15). E por que nunca pecou?

Por que sempre andou debaixo da direção do Espírito de Deus (Gál. 5:16).

Primeiro passo

1.      Ir para Cristo e sua Palavra, (Jo. 8:31-32);
2.      Fugir da pornografia (I Cor. 6:18);
3.      Não leve ou guarde aquilo que é abominável em sua casa (Deut. 7:26);
4.      Purifique-se pela Palavra de Deus, (Sl. 119:9-11) e guarde-a no coração;
5.      Evite ver, assistir ou compartilhar imagens, vídeos ou filmes com conteúdos pornográficos, (Sl. 101:3);
6.      Entenda que nenhuma tentação é impossível de vencer, (I Cor. 10:13);
7.      Crie uma defesa intransponível fundamentada na Rocha (Mt 7:24-27);
8.      Construa um relacionamento profundo, diário e pessoal com Deus, sólido para que o muro não caia (Mt 26:40-41);
9.      Cuidado com o que você vê! (Jó 31:1);
10.  Reconheça que essa prática é pecado, confesse a Deus e peça perdão (I Jo. 1:8-10);
11.  Procure alguém maduro na fé, confesse e ore com ele para você ser curado (Tg. 5:16).

Grande abraço e que o Senhor possa fortalecer cada um de vocês.

Em Cristo, seu irmão pr Luiz Rafael. 
Contribua: PIX luizrafael.pr@hotmail.com

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Apostasia, Anjos e Juízo



Renald E. Showers
Quero, pois, lembrar-vos, embora já estejais cientes de tudo uma vez por todas, que o Senhor, tendo libertado um povo, tirando-o da terra do Egito, destruiu, depois, os que não creram; e a anjos, os que não guardaram o seu estado original, mas abandonaram o seu próprio domicílio, ele tem guardado sob trevas, em algemas eternas, para o juízo do grande Dia; como Sodoma, e Gomorra, e as cidades circunvizinhas, que, havendo-se entregado à prostituição como aqueles, seguindo após outra carne, são postas para exemplo do fogo eterno, sofrendo punição. Ora, estes, da mesma sorte, quais sonhadores alucinados, não só contaminam a carne, como também rejeitam governo e difamam autoridades superiores. Contudo, o arcanjo Miguel, quando contendia com o diabo e disputava a respeito do corpo de Moisés, não se atreveu a proferir juízo infamatório contra ele; pelo contrário, disse: O Senhor te repreenda! Estes, porém, quanto a tudo o que não entendem, difamam; e, quanto a tudo o que compreendem por instinto natural, como brutos sem razão, até nessas coisas se corrompem. Ai deles! Porque prosseguiram pelo caminho de Caim, e, movidos de ganância, se precipitaram no erro de Balaão, e pereceram na revolta de Corá” (Judas 5-11).
A apostasia não é algo novo. Embora ela possa parecer pior hoje do que em anos anteriores, ela tem estado por aí desde quase sempre; e ela colhe o juízo de Deus.
Apóstata é aquela pessoa que abandona a religião, os princípios, o grupo ou a causa aos quais era associada e cujos ensinamentos professava anteriormente.[1] O livro de Judas dá exemplos de apóstatas dos tempos do Antigo Testamento e do juízo divino que esses apóstatas colheram.

Apóstatas do Antigo Testamento

O primeiro exemplo envolve o povo de Israel, a quem Deus havia trazido do Egito sob a liderança de Moisés (Jd 5). Todos ficaram muito satisfeitos em ser libertados da escravidão e do sofrimento que haviam experimentado durante muitos anos. Mas os incrédulos entre os israelitas ficaram satisfeitos meramente por motivos egoístas, em vez de ser pela honra e glória de Deus. Como conseqüência, Deus, “destruiu, depois, os que não creram” (Jd 5).
O segundo exemplo de Judas envolve um grupo de anjos, a quem Deus criou para um domínio angélico especial, ou esfera de influência (v.6).[2] Aparentemente, esses anjos ficaram satisfeitos com seu poder sobrenatural de influência, mas decidiram usá-lo por motivos egoístas em vez de ser para os propósitos de Deus. O pecado dos anjos consistiu em quatro ações:
1. Abandonar o domínio que lhes havia sido ordenado por Deus, ou sua esfera de influência, a fim de se tornarem parte de um domínio diferente.
2. Abandonar “seu próprio domicílio” (v.6). Esses anjos desertaram da habitação ordenada por Deus para os anjos nos céus,[3] a fim de viverem em outro local.
3. Entregar-se à “prostituição” (v.7). O versículo 7 começa, dizendo: “Como Sodoma, e Gomorra, e as cidades circunvizinhas”. Alguns intérpretes afirmam que o versículo 7 não tem nenhuma relação com os anjos do versículo 6.[4] Eles insistem que as palavras“como aqueles”, no versículo 7, se referem às cidades de Sodoma e Gomorra e não aos anjos do versículo 6, e que Judas estava dizendo que as cidades ao redor de Sodoma e Gomorra se entregaram à imoralidade sexual de maneira semelhante às de Sodoma e Gomorra.
No entanto, a palavra “cidades” em grego é feminina. Diferentemente, as palavras gregas traduzidas por “como aqueles” no versículo 7, e “anjos” no versículo 6 são ambas masculinas. Assim, “como aqueles” no versículo 7 deve referir-se aos anjos do versículo 6, e não às cidades de Sodoma e Gomorra.[5] Judas estava dizendo que Sodoma e Gomorra e as cidades ao redor destas pecaram como os anjos do versículo 6, cometendo imoralidade sexual.
Todavia, isto não significa que os anjos se entregaram ao mesmo tipo de imoralidade sexual que os homens daquelas cidades perversas. A palavra grega traduzida por “prostituição” no versículo 7 se refere a qualquer tipo de relacionamento sexual proibido por Deus.[6] A imoralidade sexual dos homens de Sodoma e Gomorra, e das cidades da circunvizinhança, envolvia irem atrás de “outra carne”. Ir “após outra carne” significa “ter relações sexuais antinaturais”.[7] Os homens se envolveram em relações sexuais não-naturais uns com os outros, embora Deus tenha criado seres humanos masculinos para serem sexualmente alheios a outros seres humanos masculinos (Lv 18.22; Lv 20.13; Dt 23.17.
4. Ir “após outra carne” (v.7). A imoralidade sexual dos anjos também envolvia ir atrás de “outra carne”. Deus criou anjos como seres espirituais, sem corpos físicos de carne e osso. Assim, os anjos do versículo 6, contrariamente à sua natureza e ao que Deus pretendia, buscaram ter relações sexuais com carne física. O final do versículo 6 indica que Deus puniu esse pecado quádruplo confinando-os a um lugar lúgubre de trevas, onde Ele os mantém até o juízo final deles no fim da história desta Terra: Ele os reservou em “algemas eternas” para o juízo do grande dia.
O apóstolo Pedro tinha em mente esses mesmos anjos quando escreveu:
Ora, se Deus não poupou anjos quando pecaram, antes, precipitando-os no inferno, os entregou a abismos de trevas, reservando-os para juízo. E não poupou o mundo antigo, mas preservou a Noé, pregador da justiça, e mais sete pessoas” (2Pe 2.4-5).
Várias coisas devem ser observadas relativamente a estes comentários: Primeiro, Pedro estava se referindo a um grupo de anjos a quem Deus havia confinado e acorrentado em um terrível lugar de trevas no passado.
Segundo, embora a tradução chame esse lugar de “inferno”, Pedro não usou a palavra do Novo Testamento para “inferno” (Hades) nesta passagem. Em vez disso, ele usou a palavra Tártaro. O mundo antigo entendia Hades e Tártaro como duas coisas distintas. Tanto os escritores apocalípticos gregos como judeus consideravam Tártaro como “um lugar subterrâneo, mais baixo que o Hades, onde o castigo divino era executado”.[8] O capítulo 22, versículo 2, do Livro Apócrifo de Enoque apresenta o Tártaro como o lugar de punição para os anjos caídos. Pedro estava indicando que esses espíritos maus estão aprisionados no mais profundo abismo das trevas.
A Segunda Carta de Pedro 2.4 é o único texto no Novo Testamento em que esse lugar de juízo é mencionado com seu próprio nome. Várias outras passagens se referem a ele através de seu termo descritivo, como o “poço do abismo” (literalmente “o abismo”). A palavra “abismo” significa “impenetravelmente profundo”. Escritores apocalípticos judeus o chamavam de “o lugar onde espíritos andarilhos [fugitivos, vagabundos], estão confinados” (Jub. 5:6ss; Eth. En. 10:4ss; 11ss; 18:11ss; Jd. 6; 2 Pe 2.4).[9]
Terceiro, o Tártaro é somente um lugar temporário de juízo para os anjos ali confinados. No final da história desta terra, eles, juntamente com Satanás e os anjos caídos, serão destinados a um outro lugar de juízo: o eterno Lago de Fogo (Mt 25.41; Ap 20.10).
Quarto, Pedro deixou bem claro que esses anjos já estavam no Tártaro por causa de um pecado que cometeram antes que a carta fosse escrita. Esse pecado não foi o pecado angelical original, a saber, a rebelião contra Deus porque, se o fosse, então todos os anjos – inclusive Satanás – estariam ali confinados. Em vez disso, tinha que ser um pecado mais repugnante, cometido por esse grupo de anjos depois da rebelião original dos anjos contra Deus.
Antes e depois do tempo de Cristo na Terra, o entendimento sobre Gênesis 6.1-4 era de que “os filhos de Deus” (Gn 6.1) eram anjos que haviam se casado com “filhas dos homens” humanas, produzindo descendentes gigantes, que se tornaram “varões de renome” antes do Dilúvio. Esses anjos abandonaram sua esfera de influência designada e esvaziaram a residência dos anjos nos céus.
A Septuaginta, a tradução grega do Antigo Testamento hebraico, produzida por estudiosos judeus dos séculos II e III antes de Cristo, indica que “os filhos de Deus” de Gênesis 6 eram anjos.[10] O Livro de Enoque (o qual Judas cita nos versículos 14-15) e o Livros dos Jubileus, literatura judaica produzida nos séculos II e III antes de Cristo, apresentavam a mesma visão.[11] O mesmo fez Josefo, o famoso historiador judeu do século I d.C.[12] Esta visão também foi a posição histórica da Igreja primitiva até o século IV d.C.
O juízo de Deus sobre os homens de Sodoma e Gomorra, e das cidades circunvizinhas, serve como exemplo daqueles que sofrerão a punição do fogo eterno (Jd 7).

Apóstatas do Novo Testamento

Começando no versículo 8, Judas aplicou o exemplo dos apóstatas do Antigo Testamento aos apóstatas do versículo 4, que haviam se infiltrado enganosamente para dentro das igrejas. Eram falsos profetas que afirmavam “ter visões e sonhos”,[13] criam que a graça de Deus permitia imoralidade sexual e desprezavam a autoridade do senhorio de Cristo em suas vidas. Além disso, como meros humanos, eles acharam que poderiam repreender os anjos.
Judas contrastou as ações deles com as de Miguel, o arcanjo (um anjo de alta posição), que, quando em disputa com Satanás acerca do corpo de Moisés, disse: “o Senhor te repreenda!” (v.9), em vez de ousar ele mesmo repreender Satanás. Judas usou esse exemplo para aconselhar os apóstatas a terem cuidado em repreenderem os anjos, que são muito mais poderosos que eles.
No versículo 10, Judas acusou esses apóstatas de blasfemarem sobre coisas que eles ignoravam e, como animais irracionais, se corromperem com coisas que entendiam por instinto natural.
No versículo 11, Judas declara: “Ai deles!”, por causa de três coisas que haviam feito:
1. “Porque prosseguiram pelo caminho de Caim”, rejeitando a ordem de Deus e a autoridade de Seu senhorio a fim de fazerem o que queriam.
2. “Movidos de ganância, se precipitaram no erro de Balaão”. Assim como Balaão usou gananciosamente seu ministério profético para enriquecer, esses homens enganosamente afirmavam ter visões significativas em sonhos a fim de ficarem ricos.
3. “E pereceram na revolta de Corá”. Assim como Corá pereceu por causa de sua rebelião contra Moisés (Nm 16), esses apóstatas também pereceram por causa da rebelião contra os líderes da Igreja designados por Deus.
Deus certamente é rápido em perdoar e lento para se irar, mas finalmente Ele tratará da apostasia. (Renald E. Showers — Israel My Glory — Chamada.com.br)

Notas:

  1. Webster’s New International Dictionary of the English Language, 2ª.ed., não-simplificada (Springfield, MA: G. & C. Merriam, 1939), 127, s.v. “apostasy”.
  2. William F. Arndt e F. Wilbur Gingrich, eds./trad., “arche”, A Greek English Lexicon of the New Testament and Other Early Christian Literature (1952: tradução e adaptação do Griechisch-Deutsches Wörterbuch zu den Schriften des Neuen Testaments und der übrigen urchristlichen Literatur, de Walter Bauer, 4ª ed.; Chicago: University of Chicago Press, 1957), 112.
  3. Otto Michel, “oiketerion”, Theological Dictionary of the New Testament (citado a seguir como TDNT), ed. Gerhard Friedrich, trad./ed. Geoffrey W. Bromiley, traduzido de Theologisches Wörterbuch zum Neuen Testament (Grand Rapids, MI: Eerdmans, 1967), 5:155.
  4. Walter C. Kaiser, Jr., More Hard Sayings of the Old Testament (Downers Grove, IL: InterVarsity Press, 1992), 35.
  5. Edwin A. Blum, Jude in The Expositor’s Bible Commentary (Grand Rapids, MI: Zondervan, 1981), 12:390.
  6. Arndt e Gingrich, “pornéia”, 699.
  7. Ibid., “apérchomai”, 84.
  8. Ibid., “tártaroo”, 813.
  9. Joachim Jeremias, “abyssos”, TDNT, ed. Gerhard Kittel, trad./ed. Geoffrey W. Bromiley (Grand Rapids, MI: Eerdmans, 1964 ), 1:9.
  10. New Catholic Encyclopedia, 13:435, s.v. “Sons of God”.
  11. R. H. Charles, The Book of Enoch (Oxford: Clarendon Press, 1912), 14-15, 21. The Book of Jubilees (New York: Macmillan, 1917), 57–58, 68.
  12. Flavius Josephus, Antiquities of the Jews, 1.3.1 in The Complete Works of Flavius Josephus, trad. William Whiston (Chicago: Thompson & Thomas, n.d.), 32.
  13. Arndt e Gingrich, “enypniázomai”, 270.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Relatório comprova que Islã não é a “religião da paz” como insiste a mídia

Dos 452 ataques de 2015, 450 foram feitos por muçulmanos

Os ataques terroristas em todo o mundo nos últimos anos vêm colocando o islamismo na mídia constantemente. Em muitas ocasiões as agências de notícias e telejornais não fazem uma associação direta com a questão religiosa, tentando mostrar que são ações isoladas de uma “minoria” ou insistem que a motivação é política.
Sites como o Religion of Peace [Religião da Paz] e Jihad Watch [Vigia da Guerra Santa] fazem um acompanhamento em tempo real desse tipo de situação. No Religion of Peace, por exemplo, existe um contador que mostra o número de ataques acontecidos nos últimos dias, o número de mortos e o número de países em que ocorreram.
Na semana passada o “atentômetro” marcava 42 ataques, com 308 vítimas fatais, 376 feridos. Foram 10 atentados suicidas realizados em 13 países. Tudo isso somente na última semana. O registo dos últimos 30 dias aponta 164 ataques, com 1572 mortos durante 37 ataques em 26 países.
Por se tratar de um site americano, a data que se iniciou a contagem é o 11 de setembro de 2011, que marca a nova escalada do terrorismo global. Desde então foram 27623 ataques realizados em nome do Islã.
O site apresenta links para dezenas de notícias em sites mostrando esses ataques, sendo que muitos deles jamais foram noticiados por aqui. O objetivo é mostrar que o Islã não é a “religião da paz”, como a ideologia do discurso politicamente correto tenta impor.
Com o surgimento recente do termo “islamofobia”, líderes religiosos muçulmanos conseguiram popularizar a ideia, que foi encampada pela imprensa. Tampouco trata-se de uma questão restrita a uma minoria, uma vez que a morte de infiéis é incentivada pelo Alcorão e pela tradição islâmica (sunas).

Pesquisa comprova

Ao mesmo tempo, um novo estudo do Instituto de Estudos de Segurança Nacional da Universidade de Tel Aviv, Israel, comprova que, dos 452 ataques suicidas no ano passado, 450 foram realizadas por muçulmanos.
Os outros dois foram realizados na Turquia e não estava clara a motivação. Um foi realizado por um membro da minoria curda e o outro por uma mulher pertencente a um grupo de esquerda. Em ambos os casos, não há comprovação da afiliação religiosa dos terroristas, embora a polícia turca tenha dito que mulher foi radicalizada pela ideologia Wahhabi, um ramo do islamismo.
Yoram Schweitzer, que dirige o programa de estudos sobre terrorismo na Universidade de Tel Aviv, afirma que suas estatísticas não se baseiam somente no que diz a imprensa.
“Não são poucos os grupos que gostam de afirmar que realizaram ataques suicidas para parecerem mais importantes e poderosos. Nós sempre contamos com pelo menos duas fontes para determinar que um ataque suicida realmente aconteceu, os responsáveis e qual a motivação”, explicou Schweitzer.
Ele admite ainda que os números podem ser maiores, pois em países como a Síria e algumas nações africanas ocorrem muitas coisas que não chegam ao conhecimento público. Explica ainda que os recentes ataques de Paris foram contados como um único evento, embora envolvessem pelo menos sete terroristas. Com informações de The Blaze

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Céu muçulmano é orgia eterna, ensina clérigo

Saudita diz que cada um terá virilidade de cem homens


Toda vez que atentados terroristas envolvem homens-bomba, o ocidente se questiona qual a motivação por trás desse ato extremo. Parte da mídia tem especulado que as mortes em Paris na última semana seriam uma espécie de ‘resposta’ ao comportamento xenófobo dos franceses. Há quem faça uma correlação com o longo período que países europeus colonizaram outras regiões do mundo.
São raras as vezes que o discurso politicamente correto dá vez à análise necessária de que a motivação na grande maioria dos casos não é política, mas religiosa.  O site JihadWatch [Vigiando o Islã] recentemente publicou uma análise sobre essa motivação ao martírio que se não é exaustiva, lança alguma luz sobre aqueles que não tem conhecimento dos ensinamentos do Alcorão e das tradições ensinadas pelos líderes religiosos muçulmanos.
Sim, existem casos de mulheres-bomba e até de crianças-bomba, mas esses são a exceção. Via de regra, quem se voluntaria para trocar sua vida terrena por uma recompensa no céu a título de martírio pela jihah (guerra santa), são homens.
O clérigo saudita Yahya Al-Jana explica em uma de suas preleções disponíveis na internet que todo muçulmano que chegar ao paraíso como mártir, terá o “prazer” de passar todo o tempo tendo relações sexuais com virgens.
A condição alcançada lhe daria a potência sexual equivalente a “cem homens”. Intercalando explicações com a citação de trechos do Alcorão, o céu que Al-Jana descreve parece mais com uma orgia do que com um local de descanso eterno.
“Você terá a virilidade necessária para ficar na cama com uma centena de virgens em uma única manhã”, apregoa. “O paraíso está cheio de mulheres jovens e de seios fartos”, ensina, para ressaltar que eles são “como romãs”.
Se na terra as mulheres muçulmanas não podem andar com o corpo a mostra, especialmente a cabeça, neste ‘céu’ islâmico, elas ficam nuas. A comparação de Al-Jana é que a virtude não pode ser comprometida por um fiel do Islã, caso ele prefira uma ‘prostituta descoberta’ da terra que as virgens do paraíso.
Segundo sua pregação, essas virgens que habitam o paraíso têm seus himens regenerado no dia seguinte. Ou seja, sua virgindade é restaurada para que possa ser deflorada constantemente. Ele só não explica quem são essas mulheres, que parecem ser uma criação celestial com o único propósito de dar prazer.
Essas mulheres, denominadas houris, são claramente jovens e “inocentes” (virgens) (Alcorão 55: 72-74). O bom muçulmano habitará “jardins circundados por vinhas e mulheres voluptuosas da mesma idade” (Alcorão, 78: 31-33).  O texto sagrado islâmico não diz quantas elas são, mas esse tipo de ensinamento provém das hadith, que são citações atribuídas a Maomé pelos seus discípulos.
Para aqueles que afirmam que judeus, cristãos e islâmicos servem ao mesmo Deus, é bom lembrar que o judeu Jesus ensinou sobre o além-vida: “nem se casam nem se dão em casamento, mas serão como anjos no céu” (Mateus 22:30).
Assista (em inglês):

Fonte: Gospel Prime

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

O islã e a "matança" de inocentes

Denis MacEoin

“Nenhuma religião admite a matança de inocentes”. – Barack Obama, presidente dos Estados Unidos, 10 de setembro de 2014.
“O islamismo é uma religião de paz”. – David Cameron, primeiro-ministro do Reino Unido, 13 de setembro de 2014.
“Existe um lugar para a violência no islamismo. Existe um lugar para a jihad (guerra santa) no islamismo”. – imã Anjem Choudary, do Reino Unido, CBN News, 5 de abril de 2010.
Lamentavelmente, é impossível reinterpretar o Corão de uma maneira “moderada”. A interpretação moderna mais famosa, de Sayyd Qutb (morto em 1966), ideólogo da Fraternidade Muçulmana, leva o leitor cada vez mais ao território político, no qual a jihad é a raiz da ação.
Somente na Índia, entre 60 e 80 milhões de hindus podem ter sido assassinados pelos exércitos muçulmanos entre os anos 1000 e 1525.
Antes que o Estado Islâmico decapitasse o terceiro ocidental, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou que: “O ISIL não é islâmico. Nenhuma religião admite a matança de inocentes”.
Bem, não exatamente!
Com que freqüência – a despeito do atual espetáculo do Estado Islâmico [EI, IS, ISIL ou ISIS] na Síria e no Iraque – ouvimos os políticos ou os líderes eclesiásticos dizendo que o islamismo é uma religião de paz; que o extremismo islâmico é uma inovação moderna, um profundo desvio de algum “verdadeiro” islamismo imaginado, e até mesmo que seu próprio nome, a palavra “islã”, significa “paz”!
Não são apenas os muçulmanos que dizem que o islamismo é uma religião de paz: alguns políticos ocidentais e líderes eclesiásticos também repetem isso.
Foi o que enfatizou o primeiro-ministro britânico, David Cameron, no dia 13 de setembro de 2014, na BBC, em resposta à decapitação pelo ISIS do agente humanitário britânico David Haines.
O ex-presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse [1] o mesmo mais de uma vez, [2] inclusive em um discurso [3] que fez no dia 7 de setembro de 2001.
Da mesma forma, o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair afirmou: “Não existe um problema com o islamismo. Para aqueles dentre nós que o estudamos, não há dúvida sobre sua natureza verdadeira e pacífica”.[4]
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, não questionava nada antes, assim como não questiona nada agora. Em novembro de 2010, em Mumbai, na Índia, ele disse: “A religião [o islamismo] ensina a paz, a justiça, a imparcialidade e a tolerância. Todos nós reconhecemos que essa grandiosa religião não pode justificar a violência”.[5]
O papa Francisco fez declarações semelhantes: “Tendo-nos deparado com episódios desconcertantes de fundamentalismo violento, nosso respeito aos verdadeiros seguidores do islamismo deveria nos levar a evitar generalizações odiosas, pois o islamismo autêntico e a leitura adequada do Corão se opõem a toda forma de violência”.[6]
O islamita britânico Anjem Choudary, entretanto, em uma entrevista à CBN News,[7] em 2010, rejeitou categoricamente tais interpretações do islamismo:
“Não se pode dizer que o islamismo seja uma religião de paz”, disse ele. “Porque islã não significa paz. Islã significa submissão. Portanto, o muçulmano é uma pessoa que se submete. Existe um lugar para a violência no islamismo. Existe um lugar para a jihad no islamismo”.
“Existe um lugar para a violência no islamismo. Existe um lugar para a jihad no islamismo”.
Choudary está certo. Embora a palavra árabe para paz, salam, e a palavra árabe para submissão, islam, venham da mesma raiz de três consoantes, elas têm significados bastante distintos e vêm de diferentes formas verbais. Ninguém que saiba a língua árabe cometeria o erro de tomar uma palavra pela outra.
Islã não significa “paz”. Islã significa “submissão”. Sua raiz, salam, significa paz, mas não no sentido ocidental da palavra. A palavra significa a paz que prevalecerá no mundo assim que a humanidade se converter ao islã, embora ainda esteja em discussão a qual das suas ramificações.[8]
O curioso é que ninguém, que eu saiba, tem colocado muita ou qualquer ênfase na história inicial do islamismo. Por qualquer critério, essa história inicial demonstra tristemente que o islamismo jamais foi uma religião de paz e que os jihadistas modernos, especialmente os salafistas, buscam sua inspiração diretamente nas ações das primeiras três gerações da fé: os “salaf” (antepassados/ancestrais), os companheiros do profeta, seus filhos e seus netos. O que é preocupante, ou deveria ser, é que essas figuras servem como modelos construtivos para os muçulmanos atualmente.
O Corão está repleto de injunções para lutar a jihad; os próprios radicais modernos dizem que tiram sua inspiração de lá. Há estimativas de cerca de 164 versos sobre a jihad [9] no Corão. E esses não incluem inúmeras passagens ordenando ou descrevendo a guerra santa na Hadith, ou seja, na biografia do profeta. Alguns exemplos (traduções do autor) incluem:
“Deixem que aqueles que vendem a vida deste mundo pela vida por vir lutem da maneira de Deus; quer ele seja morto ou viva vitoriosamente, lhe daremos uma poderosa recompensa” (4.74).
“Lançarei medo nos corações dos incrédulos. Portanto, cortem a cabeça deles e cortem as pontas de todos os dedos deles” (8.12).
“Matem os incrédulos onde quer que vocês os encontrem; levem-nos cativos e os deixem sitiados; e montem tocaias contra eles, fazendo-os cair em emboscadas” (9.5).
Lamentavelmente, é impossível reinterpretar o Corão de uma maneira “moderada”. A mais famosa tafsir (interpretação) moderna do livro sagrado é uma obra de vários volumes intitulada In the Shade of the Qu’ran [À Sombra do Corão]. Ela foi escrita por Sayyd Qutb (morto em 1966), ideólogo da Fraternidade Muçulmana, frequentemente considerado como o pai do moderno radicalismo. Sua interpretação leva o leitor cada vez mais ao território político, no qual a jihad é a raiz da ação.
Lamentavelmente, é impossível reinterpretar o Corão de uma maneira “moderada”.
O Corão contém muitos versos pacíficos e moderados, e esses poderiam muito bem ser usados para criar uma reforma genuína – alguma coisa que vários reformadores sinceros tentaram fazer. Mas há algo que chama a atenção. Todos esses versos moderados foram escritos na fase inicial da carreira de Maomé, quando ele morava em Meca e aparentemente tinha decidido seduzir as pessoas. Quando se mudou para Medina, em 622 d.C., tudo mudou. Logo ele se tornou um líder religioso, político e militar. Durante os dez anos seguintes, como suas propostas religiosas às vezes não eram bem-vindas, seus versos pacíficos deram lugar aos versículos da jihad e aos seus discursos (ou conversações filosóficas) intolerantes contra os judeus, os cristãos e os pagãos. Quase todos os livros de tafsir pressupõem que os versos escritos mais tarde revogam os que foram escritos mais cedo. Isto significa que os versos pregando amor por todos já não são mais aplicáveis, exceto com relação aos companheiros muçulmanos. Os versos que ensinam a jihad, a submissão e as doutrinas relacionadas continuam formando a base para a abordagem de muitos muçulmanos aos não-crentes.
Um problema é que ninguém pode mudar o Corão de forma nenhuma. Se o livro contém a palavra direta de Deus, então a remoção de um simples til ou de um ponto acima ou abaixo de uma letra seria uma blasfêmia da pior espécie.[10] Qualquer mudança sugeriria que o texto na terra não combina com a tábua no céu – a “Mãe do Livro”, da forma como Maria é a Mãe de Cristo – pois esse é o Corão original eterno. Se um ponto pudesse ser mudado, talvez outros pudessem ser mudados, e palavras longas poderiam ser substituídas por outras palavras. O próprio Corão condena os judeus e os cristãos por terem manipulado seus livros sagrados, de forma que nem a Torá nem os Evangelhos podem ser considerados como a Palavra de Deus. O Corão nos pega em uma armadilha por sua absoluta imutabilidade.
O pecado que ataca os políticos, líderes eclesiásticos e multiculturalistas ocidentais modernos é sua pronta aceitação da ignorância e a promoção de sua própria ignorância à categoria de erudição. O islã é um dos tópicos mais importantes da história humana, mas quantas crianças ouvem detalhes como os mencionados acima em suas aulas de história? Quantos livros-texto pintam uma figura honesta sobre como o islamismo começou e como ele teve continuidade como um pano de fundo para a maneira que ele prossegue hoje?
Além disso, a quantos verdadeiros especialistas é negado o contato com governos e políticos para que mentiras não se tornem a base de decisões governamentais no Ocidente? Quantas vezes a verdade será sacrificada por causa de fábulas, enquanto os extremistas muçulmanos bombardeiam, atiram e decapitam em seu caminho para o poder?
Esses fatos não vêm de relatos modernos do Ocidente; eles estão lá nos textos que alicerçam o islamismo, nas histórias de al-Waqidi e de al-Tabari. Ninguém está inventando isso. Os muçulmanos que evitam sua própria história deveriam ser confrontados por ela em todas as futuras discussões.
Quantas vezes a verdade será sacrificada por causa de fábulas, enquanto os extremistas muçulmanos bombardeiam, atiram e decapitam em seu caminho para o poder?
Infelizmente, até muitos muçulmanos moderados ainda falham em ver a realidade por detrás de alguns aspectos elementares de sua própria religião. Logo após os atentados em Londres, em 7 de julho de 2005, o jornal The Guardian perguntou a várias pessoas sobre suas visões a respeito dos ataques. Um jovem e simpático líder muçulmano disse que ficou horrorizado com os assassinatos cometidos por quatro de seus correligionários. Ele afirmou que, se pelo menos os jovens lessem o Corão, eles se voltariam contra todas as formas de extremismo violento.
Todos os combatentes jihadistas do mundo constantemente leem e citam o Corão, onde eles encontram mais do que suficientes justificativas para os ataques violentos contra os não-muçulmanos, apóstatas e “hipócritas” (munafiqun – uma palavra tomada diretamente do Corão, significando algo semelhante a apóstatas, ou pessoas que abandonaram a fé).
Não considerando o Corão, os seis livros do Hadith e a biografia do profeta (o Sira) representam um mundo nascido em violência. Maomé, depois de mudar sua residência para Medina, levou seus seguidores a batalhas e a ataques a áreas tribais. Ele lutou em conflitos importantes como as batalhas de Badr, Uhud e al-Khandaq. Ibn Ishaq, seu biógrafo, diz que ele lutou em vinte e sete batalhas. Além disso, ele enviou tenentes a caravanas de invasão – as invasões são conhecidas como ghazwat. Cerca de 100 dessas invasões aconteceram principalmente para chamar os árabes ao islamismo. Se eles se desviassem da fé verdadeira, os “apóstatas”, como os pagãos, deveriam ser combatidos até aceitarem o islamismo ou serem mortos – como estamos vendo atualmente no Estado Islâmico (EI).
Maomé ordenou e apoiou cerca de quarenta e três assassinatos de oponentes, inclusive de vários poetas, que o haviam desafiado em versos. Mais conhecidas são suas represálias contra três tribos judaicas, duas das quais foram expulsas de Medina, enquanto que os homens da terceira, a Banu Qurayza, foram condenados à morte por Sa’d ibn Mu’adh, cujo julgamento foi endossado por Maomé. Mais de 900 homens da tribo – inclusive meninos de treze anos para cima – foram decapitados; as mulheres e crianças foram vendidas como escravas, ou algumas das mulheres foram feitas concubinas dos homens muçulmanos.[11] O período de Medina não foi nada mais do que rodadas de violência sobre violência, todas ordenadas e realizadas pelo “Profeta da Paz”.
Maomé morreu no ano 632 d.C., e deveria ser sucedido por seu sogro Abu Bakr (morto em 634), tido pelos sunitas como o primeiro califa, ou por seu genro Ali, tido pelos xiitas como o primeiro dos doze imãs – desta forma provocando o primeiro cisma do islamismo, entre os sunitas e os xiitas, nos dias da morte de Maomé.
A primeira tarefa à qual Abu Bakr se dedicou como califa foi lançar uma série de ataques através da Península Arábica. As tribos dos beduínos, que tinham seguido seu costume de suprimir sua lealdade quando o líder de uma tribo associada morresse, aparentemente creram que sua fidelidade ao islamismo havia terminado quando Maomé partiu deste mundo. Abu Bakr tratou isto como uma apostasia e enviou aliados para forçarem os homens das tribos a voltarem para o aprisco do islamismo. Essas Guerras dos Ridda resultaram em quinze batalhas. Quando as coisas tinham sossegado, Abu Bakr enviou exércitos muçulmanos para conquistarem o Iraque (uma província do Império Persa Sassânida) e o Levante (parte do Império Bizantino Cristão).
Quando Abu Bakr, já um homem velho, morreu de febre, em agosto de 634 d.C., foi sucedido por Umar ibn al-Khattab (morto em 644). Sob seu governo, o Império Sassânida inteiro e dois terços do Império Bizantino foram conquistados pelo islamismo. Batalha após batalha, derramamento de sangue após derramamento de sangue. Em 644 d.C., um grupo de persas, irados por causa da conquista, conspirou para matar Umar e foi bem sucedido quando um ex-escravo, mais conhecido como Abu Lu’lu’, o assassinou durante as orações.
Embora o terceiro dos quatro “Califas Corretamente Guiados”, Uthman ibn Affan (morto em 656), já estivesse com 65 anos em sua ascensão, durante seu reinado aconteceram batalhas para conquistar ou alinhar a metade do mundo conhecido. Suas conquistas se estenderam até o Paquistão moderno, o Irã, o Afeganistão, o Azerbaijão, o Daguestão, o Turcomenistão e a Armênia. A Sicília e Chipre foram capturadas. Os exércitos [islâmicos] entraram no Norte da África e mais tarde na Península Ibérica e no Sul da Itália.
Já no final de sua vida, entretanto, Uthman tornou-se impopular para muitos. Medina, onde ele tinha sua capital, tornou-se um ninho de intrigas e distúrbios. Em 656, uma revolta armada teve início e 1.000 rebeldes, com ordem para assassinar o califa, partiram do Egito para Medina. Alguns entraram em sua casa e o assassinaram; depois, os defensores do califa se voltaram contra os rebeldes e a luta armada estourou. A religião da paz continuava em marcha.
Uthman foi seguido pelo genro de Maomé, Ali (morto em 661), o último dos quatro Califas Rashidun (Guiados Corretamente). Quase que imediatamente, Ali foi envolvido em uma rixa que terminou em guerra civil. Ele enfrentou a esposa do profeta, A’isha, na Batalha do Camelo em 656, quando 10.000 foram mortos. Ele também enfrentou as forças de Mu’awiya (mais tarde o primeiro dos Califas Omíadas) em Siffin (657), onde Ali perdeu 25.000 homens e Mu’awiya perdeu 45.000. Ali foi assassinado em sua capital, Kufa, por um muçulmano extremista, durante as orações, em 661.
Os omíadas tomaram o poder e estabeleceram sua capital de longa duração, Damasco. Mas a violência prosseguiu rapidamente. Em 680, quando Yasid (morto 683), filho de Mu’awiya, assumiu o califado, um neto de Maomé, Husayn, filho de Ali, rebelou-se e levantou forças para atacar Yazid. Os dois lados se encontraram em Karbala, em 680. Na luta, Husayn, sua família e seus seguidores, todos pereceram. Isto marca o momento mais crucial na cisão entre a minoria xiita (para quem Husayn é o terceiro dos imãs) e a maioria sunita.
O restante da história islâmica é marcada pelas jihads anuais, guerras entre diferentes governos e impérios muçulmanos. Somente na Índia, entre sessenta e oitenta milhões de hindus podem ter sido assassinados durante os séculos de invasões dos exércitos muçulmanos, desde o ano 1000 até o ano 1525.[12] Será que isso é algo que deva ser esquecido?
Enquanto o Corão estiver nas prateleiras de todas as mesquitas e livrarias muçulmanas, homens e mulheres jovens, em suas thawbs e hijabs, podem encontrar nele a perfeita justificativa para continuarem suas empreitadas no caminho da jihad e da matança de inocentes. (Denis MacEoin – www.gatestoneinstitute.org – Beth-Shalom.com.br)
Denis MacEoin se formou com um B.A. e um mestrado em Língua Inglesa e Literatura no Trinity College, Dublin (Irlanda), seguido por um segundo M.A. de 4 anos em persa, árabe e Estudos Islâmicos em Edimburgo e um doutorado em Estudos Persas/Islâmicos em Cambridge (Grã-Bretanha). Ele lecionou Estudos Árabes e Islâmicos na Universidade de Newcastle, escreveu vários livros e numerosos artigos acadêmicos, bem como muitos textos jornalísticos. Recentemente, produziu relatórios sobre literatura de ódio, a sharia (lei islâmica), e as escolas islâmicas.

Notas:


  1. http://georgewbush-whitehouse.archives.gov/news/releases/2001/09/20010917-11.html
  2. http://www.danielpipes.org/blog/2007/10/bush-returns-to-the-religion-of-peace
  3. https://www.youtube.com/watch?v=9–ZoroJdVnA
  4. http://www.westcoasttruth.com/western-dhimmi-politicians–-the-black-heart-series-by-ralph-ellis.html
  5. http://www.hindustantimes.com/india-news/mumbai/islam-great-but-distorted-by-few-extremists-obama/article1-623013.aspx
  6. http://exlaodicea.wordpress.com/2014/01/10/pope-francis-and-the-religion-of-peace/
  7. http://www.cbn.com/cbnnews/world/2010/March/UK-Muslim-Leader-Islam-Not-a-Religion-of-Peace/
  8. Ver http://www.religioustolerance.org/faisal01.htm;?http://www.al-islami.com/islam/religion–of–peace.php;http://d1.islamhouse.com/data/en/ih–books/single/en–Islam–Is–The–Religion–Of–Peace.pdf;http://www.studymode.com/essays/Islam-a-Religion-Of-Peace-212736.html
  9. http://www.answering-islam.org/Quran/Themes/jihad–passages.html
  10. O ponto, ou?nuqta, é de enorme importância no xiismo, pois o imã Ali afirmou que ele é o ponto debaixo da letra b no início da primeira palavra do Corão, bismillah, o que faz dele o primeiro de todos os seres criados. Seitas tais como os Nuqtavis e os Babis no Irã têm atribuído significados profundos a isso. Pode ser um ponto, mas ele pode significar um mundo de coisas.
  11. Ver William Montgomery Watt,?Muhammad at Medina [Maomé em Medina], pp. 208-216, Oxford, 1956, o estudo definitivo sobre esse período. O autor foi aluno de Watt nos anos 1970.
  12. K.S. Lal,?Growth of Muslim Population of Medieval India (1000-1800) [O Crescimento da População Muçulmana da Índia Medieval (1000-1800)].

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