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quinta-feira, 21 de maio de 2020

Vencendo a Pornografia


Vencendo a pornografia: O que é pornografia?

Definição do Dicionário da Língua Portuguesa: é tudo o que se relaciona à devassidão sexual; obscenidade; licenciosidade; indecência. Caráter imoral de publicações, por meio de gravuras, pinturas, cenas, gestos, linguagens.

Definição bíblica: Ap. 21:8 nos apresenta uma porção de atos pecaminosos que nos privarão de entrar no Reino de Deus, e um desses pecados é a pornografia. E como podemos afirmar isso? Dentre todos os atos reprováveis ali apresentados, um deles é a fornicação, resultado da pornografia, e esse pecado no original em grego é pornoi – de porneia, que quer dizer: pornografia, prostituição, fornicação, ou seja, está ligado a pecados sexuais.

Os problemas dessa prática são progressivos:
1.      primeiro uma pequena olhada;
2.      nudez feminina ou masculina;
3.       depois sexo hétero;
4.      depois sexo homossexual;
5.      zoofilia, e em alguns casos mais graves;
6.     sexo com demônios. Ex: cantora Kesha, canta músicas como Dancing wih the devil, Die Young, Raising Hell, Supernatural.

Essas práticas levam o homem/jovem a uma vida de depravação, e isso, diz a Palavra de Deus, é como cavar o “mal” (Prov. 16:27). O nosso homem interior é a lâmpada do Senhor, e pode ser luz ou pode ser trevas, a escolha depende de nós (Prov. 20:27; Mt. 6:22-23).
Essa prática é um grande embaraço para o cristão (Hb. 12:1).
Existem diversos depoimentos de pessoas que após viverem diversos anos nessa prática, com o passar do tempo se tornaram pessoas depressivas, perturbadas, enfrentaram problemas com insônia etc.
Esse problema atualmente é mais comum do que imaginamos, isso porque temos mecanismos como smartphones, tablets, computadores, filmes etc.


A cobiça é hermafrodita

Tiago 1:14-15. Somos atraídos pela nossa própria cobiça e seduzidos por ela. A cobiça concebe e dá à luz ao pecado. Por isso entenda a seriedade do problema, se caímos é porque não fomos livres da cobiça.

A prática do pecado se contrapõe à prática da santificação

A santificação é uma decisão que devemos tomar, é progressiva, e é cotidiana. Quando falamos de santificação, é difícil não pensar ou falar a respeito de sexo. E por falar em sexo, descobrimos que essa prática não é pecado, desde que praticada dentro dos padrões pré-estabelecidos por Deus.
A santificação bíblica está intimamente ligada a ideia de separação, dedicação, desta forma, viver uma vida santa é viver separado, separado do pecado com a finalidade de se dedicar a Deus, em oração, meditação na Palavra de Deus.

As cerimônias do Antigo Testamento, tipologicamente nos demonstram que tudo o que era oferecido para Deus deveria ser separado de modo especial para Ele, dando ênfase a santidade de Deus, que recebia adoração do povo. Ex: no Tabernáculo e no Templo haviam vasos santos usados nas cerimônias e que eram separados do uso comum, não podendo ser usados fora desses ambientes ou para outras finalidades.

Desde o início dos tempos, Deus, o Pai de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, tem separado para si mesmo pessoas para usá-las em seu serviço. Desta forma precisamos entender que a dedicação e a separação para Deus são fundamentais para que possamos servir a Deus. Santificação não é algo opcional para àqueles que querem servir a Cristo (Hb. 12:14).

Muitos estudiosos afirmam que a “ideia de separação” é fundamental para se entender o conceito de santidade. Há pelo menos quatro palavras para descrever ou expressar a ideia de santidade: a). a) hieros: (sagrado) referindo-se a coisas sagradas, como é o caso da descrição dos serviços sagrados (I Cor. 9:13); b) hosios: mais intimamente ligado a Deus e a Cristo, refere-se a alguém livre de profanação ou iniquidade (At. 2:27; I Tm. 2:8; Tt. 1:8); c) hagnos: alguém que não é contaminado pela carnalidade, tem ética, respeito, pureza (I Pd. 3:2; I Jo. 3:3); d) hagios: separação na consagração e dedicação ao serviço de Deus, dando a ideia de algo que foi colocado à parte, separado do mundo, para servir a Deus, essa palavra é empregada em conexão com o Espírito Santo cerca de 100 vezes. Ex: Lc. 1:70, “santos profetas”; Ef. 3:5, “santos apóstolos”; II Pd. 1:21, “homens santos”.

Esta última palavra está estreitamente ligada à qualidade necessária para manter uma íntima relação com Deus, servindo-O de modo aceitável (Ef. 1:4; 5:27; Cl. 1:22).

A santificação na vida do cristão se manifesta por meio de três aspectos:

1. A santificação ocorre quando, pela fé, nós aceitamos a Cristo, quando nos convertemos a Cristo (Hb. 10:10);
2. O Espírito de Deus tem papel fundamental em nossa santificação, e recebemos graça para crescermos nela (I Pd. 1:2);
3. Haverá um tempo em que não mais estaremos sujeitos aos tropeços, será o tempo que estaremos para sempre com o Senhor em santificação eterna (I Tss. 4:17b);
·  Os que são de Cristo crucificam a carne (Gl. 5:24);
·  O novo homem busca as coisas lá do alto (Cl. 3:1-2; Rom. 6:4-5).

Quais são as armadilhas escondidas por trás da pornografia?

·         Gera um desejo progressivo, deixando você sempre querendo mais (Prov. 27:20b) ► surgindo o vício;
·         Destrói a integridade, separando o escravo da presença de Deus (Is. 59:2), tornando-o escravo da pornografia (II Pd. 2:19b);
·         Carrega nossa mente com desejos negativos. Ex: depressão, pensamentos negativos, não sou capaz etc;
·         Passamos a enxergar o sexo oposto como meros objetos sexuais;
·         Alimenta a nossa natureza pecaminosa e impede a obra de Deus em nós;
·         Estimula uma vida dupla, uma vez que buscamos manter essa vida em sigilo total (Prov. 28:13);
·         Entristece a Cristo (I Cor. 6:17-18), uma vez que nosso corpo é templo do Espírito Santo (v.19).

Como escapar dessa armadilha?

Precisamos lembrar- nos que cada um de nós, alguma vez na vida enfrentamos tentações na área sexual. A diferença é o que faremos quando formos tentados. Nós temos um exemplo nas Escrituras de uma Pessoa que foi tentada em todas as áreas e jamais cedeu a qualquer dessas tentações. E quem foi essa Pessoa? Jesus Cristo.
Segundo a Palavra de Deus, Ele foi tentado em todas as coisas, como nós somos tentados, mas nunca pecou (Hb. 4:15). E por que nunca pecou?

Por que sempre andou debaixo da direção do Espírito de Deus (Gál. 5:16).

Primeiro passo

1.      Ir para Cristo e sua Palavra, (Jo. 8:31-32);
2.      Fugir da pornografia (I Cor. 6:18);
3.      Não leve ou guarde aquilo que é abominável em sua casa (Deut. 7:26);
4.      Purifique-se pela Palavra de Deus, (Sl. 119:9-11) e guarde-a no coração;
5.      Evite ver, assistir ou compartilhar imagens, vídeos ou filmes com conteúdos pornográficos, (Sl. 101:3);
6.      Entenda que nenhuma tentação é impossível de vencer, (I Cor. 10:13);
7.      Crie uma defesa intransponível fundamentada na Rocha (Mt 7:24-27);
8.      Construa um relacionamento profundo, diário e pessoal com Deus, sólido para que o muro não caia (Mt 26:40-41);
9.      Cuidado com o que você vê! (Jó 31:1);
10.  Reconheça que essa prática é pecado, confesse a Deus e peça perdão (I Jo. 1:8-10);
11.  Procure alguém maduro na fé, confesse e ore com ele para você ser curado (Tg. 5:16).

Grande abraço e que o Senhor possa fortalecer cada um de vocês.

Em Cristo, seu irmão pr Luiz Rafael. 
Contribua: PIX luizrafael.pr@hotmail.com

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Voltarei!

No final do Seu ministério, Jesus começou a falar a Seus discípulos sobre “voltar”. De fato, além de uma parábola um tanto misteriosa a respeito de um homem que partiu para uma terra distante para tomar posse de um reino (Lc 19.11-28, mencionada na Páscoa, pouco antes de Sua morte), Jesus não tinha dito virtualmente nada sobre Sua Segunda Vinda.
Portanto, deve ter sido um tanto surpreendente quando, na noite antes de Sua morte, Ele falou sobre Sua Segunda Vinda a Seus discípulos. No Cenáculo, que ficava na colina ocidental de Jerusalém, depois que Judas partira para buscar os membros do Sinédrio e os soldados que prenderiam Jesus, Ele falou, pela primeira vez, explícita e compassivamente, aos onze discípulos fiéis, que estava partindo, mas que “voltaria”:
Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. E quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estiver, estejais vós também” (Jo 14.1-3).
No contexto da cultura judaica do primeiro século, Suas palavras teriam sido reconhecidas como uma conversação de casamento. As cerimônias de casamento envolviam dois estágios: o noivado e o casamento. No noivado, a família do noivo pagava um dote e o novo casal trocava votos; desta forma, eles se tornavam legalmente ligados um ao outro como marido e mulher. O casamento em si só ocorreria meses mais tarde, numa ocasião geralmente determinada pelo pai do noivo.
Durante o período do noivado, o casal permanecia separado (Maria, mãe de Jesus, passou esse tempo com Isabel, na região montanhosa da Judeia, Lc 1.39-45); e tanto a noiva quanto o noivo tinham responsabilidades bem definidas. O noivo deveria preparar uma casa para sua noiva no meio de sua família ou de seu clã. Isto é, ele construiria um local onde o jovem casal moraria, abrigado pelo pai dele.
Na verdade, uma das expressões para casamento nessa cultura era “acrescentar um cômodo à tenda de seu pai”. Por outro lado, a noiva deveria manter-se pura e se fazer bonita para seu marido.
O próprio casamento era simples, embora muito celebrado. O noivo ia à casa de sua noiva e a levava para a casa que ele havia preparado. Ao longo do caminho, havia uma “parada” cerimonial que incluía grandes demonstrações de alegria e, dependendo da riqueza das famílias, características especiais, como músicos e poetas para fazerem improvisos sobre a beleza da noiva.
Quando a festa de casamento chegava até à casa que o noivo havia preparado, haveria uma festa de casamento para celebrar a feliz ocasião. Não havia cerimônia nem troca de votos; isto já havia sido feito por ocasião do noivado.
   Nenhuma ocasião em toda a cultura judaica
 era causa de maior alegria e celebração do
 que um casamento. Assim, é apropriado que
 Jesus Se visse como um Noivo que havia
 assumido os votos de noivado com Seus
 discípulos, assegurando-lhes que Ele estava
 indo para preparar-lhes um lugar e que
 certamente voltaria para buscá-los.
A essência do casamento era simplesmente que o noivo iria voltar e receber sua noiva para que, onde ele estivesse, ela deveria estar sempre.
Nenhuma ocasião em toda a cultura judaica era causa de maior alegria e celebração do que um casamento. Assim, é apropriado que Jesus Se visse como um Noivo que havia assumido os votos de noivado com Seus discípulos, assegurando-lhes que Ele estava indo para preparar-lhes um lugar e que certamente voltaria para buscá-los.
É difícil conceber uma maneira mais cativante, amorosa ou confortadora na qual Jesus devesse ter comunicado a promessa de Seu retorno. Desta forma, Ele a prefaciou com as ternas palavras: “Não se turbe o vosso coração”.
Mas há uma outra dimensão das palavras de Jesus, pouco apreciada, porém, tremendamente significativa. A cultura nos dias de Jesus era basicamente uma cultura de clã. O povo judeu vivia em famílias extensivas (os clãs), que cresciam à medida que os filhos finalmente traziam suas noivas para casa.
Além disso, essas famílias extensivas cuidavam atentamente dos seus membros. Cada clã era dirigido funcionalmente por um patriarca – um “pai governante” (pater/archos),que era, em última instância, responsável pela saúde e vitalidade do clã. Na época do Novo Testamento, Roma governava sobre todo aquele território; as preocupações políticas e militares não eram deixadas para os clãs individuais. Mas a vida diária e o bem-estar eram exatamente funções dos clãs.
Quando os membros de uma família entregavam uma filha como noiva para ser cuidada por seu novo marido, eles não estavam exatamente entregando-a ao homem, mas à família dele, seu clã – e, especificamente, ao patriarca/pai daquele clã. As famílias buscavam clãs que fossem grandes, fortes e bem estabelecidos – todos eles com um patriarca sábio e digno de confiança. Uma família poderia entregar alegre e confiantemente sua preciosa filha a um noivo que tivesse um bom pai.
Os discípulos de Jesus estavam ansiosos para que Ele inaugurasse Seu Reino prometido, mas Ele falava sempre sobre morrer (cf. Lc 13.31-34). Eles haviam dobrado os joelhos diante da declaração de Jesus de que era o Filho de Deus, um com o Pai em essência, mas distinto do Pai em pessoa e função.
Depois, no cenáculo, Ele falou como um noivo amoroso, fazendo votos de fidelidade e conforto para Sua noiva. Ele os relembrou do “clã” infinitamente glorioso do qual eles passaram a fazer parte pelo casamento, e do caráter eternamente confiável do “clã” do Pai. Pense novamente sobre estas palavras preciosas, encontradas em João 14.1-3:
Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. [Ou seja, toda a história de seu povo tem-lhes ensinado que vocês podem confiar no Deus Yahweh. Ele é Meu Pai! Mesmo que Eu esteja falando a vocês coisas que não gostariam de ouvir, vocês já aprenderam a confiar em Meu Pai, e podem confiar em Mim também.] Na casa de meu Pai há muitas moradas. [Meu Pai governa sobre uma família grande e forte; Ele já provou ser um patriarca sábio e cuidadoso.] Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. [Se houvesse qualquer motivo para vocês duvidarem de Sua força e sabedoria, Eu lhes teria dito. Mas, de fato, Ele é digno de sua confiança – embora algumas coisas que Eu falei a vocês lhes cause alguma preocupação.] Pois vou preparar-vos lugar. [Estou de partida; e, como um Noivo fiel, prepararei um lar no qual poderemos habitar abrigados pelo Meu Pai, que é amoroso e poderoso.] E quando eu for e vos preparar lugar, voltarei [Assim como faz todo marido que adquiriu esposa para si mesmo], e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estiver, estejais vós também”.
Essas palavras também são para nós. Também aguardamos o cumprimento dessa promessa. E, à medida que esperamos, existem muitas coisas que nos confundem e nos desanimam. Hoje, podemos muito bem, em meio a todo o caos moral e à aparente falta de significado da história, à medida que ela se desenrola ao nosso derredor, ponderar e acatar a amorosa promessa de nosso Noivo celestial, que nos comprou para sermos Sua Noiva, e cujo Pai, que é todo sabedoria, determinará o momento adequado para a festa do casamento. (Douglas Bookman - Israel My Glory — chamada.com.br)

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Por que Jesus instruiu os seus discípulos que não dissessem a ninguém ser ele o Cristo?

"...fazei discípulos de todas as nações"
"Então mandou aos seus discípulos que a ninguém dissessem que ele era Jesus o Cristo."
(Mateus 16:20)

Jesus comissionou os seus discípulos: "Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações" (Mt 28:19). Todavia, vez após vez, durante todo o seu ministério, Jesus insistiu com os seus seguidores que "a ninguém dissessem ser ele o Cristo" (cf. Mt 8:4; 16:20; 17:9; Mc 7:36; 8:30; 9:9; Lc 5:14; 8:56; 9:21).

Isso não contradiz sua grande comissão?

Esse problema é facilmente resolvido se certas coisas forem lembradas.

Primeiro, com frequência havia uma condição estabelecida ou implícita para essa ordem de Jesus, de que não deveriam falar a ninguém. Em certa ocasião Jesus disse claramente a seus discípulos "que não divulgassem... até ao dia em que o Filho do Homem ressuscitasse dentre os mortos" (Mc 9:9; cf. Mt 17:9).

Não há contradição entre isso e o seu pronunciamento para proclamarem a todo o mundo, feito depois que ele ressurgiu dentre os mortos (em Mt 28:19).

Segundo, às vezes Jesus estava simplesmente tentando manter controle sobre as multidões, de forma a poder continuar com o seu ministério. Marcos escreve: "Mas lhes ordenou que a ninguém dissessem; contudo, quanto mais recomendava, tanto mais eles o divulgavam" (Mc 7:36).

De igual modo, Lucas relata que imediatamente depois de Jesus ter instruído o leproso que fora curado que "a ninguém o dissesse" (Lc 5:14), "o que se dizia a seu respeito cada vez mais se divulgava ... ele, porém, se retirava para lugares solitários e orava" (vv. 15-16).

Finalmente, Jesus não queria exibir em público o que ele dizia ser como Messias, em especial entre os judeus, porque eles tinham uma falsa expectativa: esperavam um redentor político, que os libertaria do jugo de Roma. Em certa ocasião, eles até mesmo quiseram fazê-lo rei pela força, por causa dos sinais que Jesus fizera (veja Jo 6:14-15).

Desde que esse não era o seu propósito, ele se retirava do meio deles, pois o seu propósito era morrer na cruz por causa de nossos pecados (Mc 10:45 ejo 10:10,15).

Fonte: GEISLER, Norman; HOWE, Thomas. Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e "Contradições" da Bíblia. 1ª Ed. São Paulo: Mundo Cristão, 1999.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Jesus, Nicodemos e o conhecimento desprovido do Espírito Santo

João 3:1-15

Um dos textos bíblicos mais falados e pregados do Evangelho de João é este que trata do encontro de dois grandes homens, Jesus e Nicodemos. O primeiro, grande no contexto de Deus; o segundo, grande no contexto dos homens de sua época. Jesus, era, é e sempre há de ser Deus Verdadeiro e a Vida eterna, o Salvador (I Jo. 5:20).

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"Necessário vos é nascer de novo"
Esta história nos conta a respeito do encontro de Nicodemos com Jesus. O texto nos mostra que Nicodemos mesmo sendo um profundo conhecedor das Sagradas Escrituras, da Lei e dos profetas, não era um participante da nova vida, do novo nascimento gerado pelo Espírito de Deus, ou seja, seu conhecimento profundo das Escrituras judaicas (leia-se A.T.), sua maestria através das mesmas não eram garantia de um novo nascimento. Para tanto, vemos os fariseus que, de um modo geral, tinham profundo conhecimento da Lei de Moisés e dos profetas e suas profecias messiânicas, porém não criam nas mesmas, eles eram desprovidos do Espírito Santo.

Quem era Nicodemos?

Ele era um fariseu piedoso e que viu Jesus limpar o templo (Jo. 2:13-20), descendente de Abraão, observador meticuloso da Lei de Moisés e príncipe (autoridade dos judeus, principal), membro do Sinédrio.

O que era o Sinédrio?

Em suma, era o supremo tribunal dos judeus composto por 70 anciãos versados nas Escrituras mais o seu líder (Jo. 11:47) que julgam causas e respondiam o povo. Era, em sua maioria, composta por saduceus, podendo conter em certos períodos de tempo, fariseus, em sua maioria. Tinham deveres variados como: tomar decisões acerca das práticas religiosas, cuidar do templo, investigar os direitos dos mestres religiosos, entrar em relação com os Estados estrangeiros. Esta última função, dependia da força dos reis ou governadores em voga naquele tempo. Os romanos tiraram o poder de vida e de morte do Sinédrio por volta do ano 20 d.C., e para executarem qualquer réu, precisavam da autorização de Roma.

Nicodemos foi se encontrar com Jesus à noite, talvez pelo motivo da cidade de Jerusalém estar repleta de pessoas devido a Páscoa judaica (2:1) estar próxima e com o intuito de não chamar atenção dos outros membros do Sinédrio que em geral se opunham a Cristo, foi ter com Ele à noite. Se Nicodemos fosse falar com Jesus à luz do dia ou em público, poderia se tornar inimigo das autoridades que não reconheciam Jesus como o Messias, o Cristo de Deus. Os judeus que viram Jesus fazer grandes sinais, algo que eles gostariam de fazer, não viam ou criam que Jesus era Deus conforme os profetas profetizaram (Is. 9:6), para eles Jesus era apenas um bom judeu, sábio e bom, mas Deus jamais, pois isso iria contra o que eles criam a respeito de haver um único Deus (Deut. 6:4).

Porém, eles perceberam que havia algo diferente em Jesus, suas obras mostravam e comprovavam que Deus estava com Ele (v. 2). Inclusive, sobre Jesus eles discutiram muito para saber quem era Ele, isso vemos quando Nicodemos disse: "Rabi, bem sabemos que és Mestre vindo de Deus". Então, qual era o segredo de Jesus? O que Ele tinha que os fariseus e os outros líderes religiosos não tinham? Jesus tinha um grande conhecimento das Escrituras, os judeus também. Então por quê eles não podiam fazer o que Ele fazia? A resposta está logo adiante.

Nicodemos queria saber mais sobre o Mestre. Será que Ele cumpria a Lei melhor do que ele e os outros membros do Sinédrio para fazer grandes sinais? O que esse homem tem de diferente?

Quando de noite, veio ter com Jesus, O mesmo não o criticou por tê-Lo procurado à noite, às escondidas, mas no lugar disso, Jesus começou a tratar com Nicodemos de uma outra e mais importante necessidade, que era a de "nascer de novo" para poder entrar no Reino de Deus. Aquilo deveria ter chocado Nicodemos, pois sendo judeu e filho de Abraão, acreditava que já tinha sua "passagem comprada" e garantida para o Reino de Deus. Mas não foi isso que ouviu de Jesus. Era-lhe necessário nascer de novo, ou do alto, de Deus. Primeiramente ele havia nascido de mulher, de uma família humana, agora precisava nascer da família de Deus por meio do Espírito Santo. Quando um não judeu se convertia ao judaísmo, este passava a ser chamado de "nascido de novo" ou "filho renascido", então Nicodemos deveria ter compreendido que Jesus queria dizer conversão, apesar de ter parecido uma afronta para ele, jamais lhe ocorreria que um judeu precisasse converter-se à verdadeira fé de Israel uma vez que pensava ter a salvação garantida.

Mas não se tratava de uma conversão religiosa qualquer, mas do nascer de novo, do alto. Nicodemos entendeu que Jesus falava de conversão e não de um nascimento físico, pois ele replica a Cristo com uma pergunta irônica: "Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer?" (Jo. 3:4). Mas Jesus reitera: "Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus" (Jo. 3:5). O erudito Craig S. Keener afirma em seu "Comentário Bíblico do Novo Testamento" que da "água e do Espírito" é uma fraseologia grega que significa "da água, isto é, do Espírito". Isso seria algo tomado de Ezequiel 36:24-27 como uma forma de usar a água simbolicamente para purificação do Espírito. De modo que Jesus poderia ter querido dizer: "convertido pelo Espírito". Desta forma, foi muito fácil para Nicodemos entender que água se referia ao batismo de João, relacionado à purificação ritual do corpo, e Espírito se referia a um ato de Deus pelo Espírito Santo para nos dar poder para abandonar o pecado e viver uma visa santa.

Nos versículos 6-7, Jesus mostra para Nicodemos quem ele era, ou seja, você é "carne, nascido da carne", e toda carne vai perecer um dia, mas quem é nascido do Espírito é diferente, esse sim, pode entrar no Reino de Deus. Jesus mostrou claramente para Nicodemos que ele poderia ver Deus agindo diante dos olhos dele e fazendo grandes maravilhas como de fato ele viu (v.2), mas sem o toque sobrenatural do Espírito de Deus, ele jamais seria capaz de entender o que Deus estava realizando. Nicodemos era nascido da carne, estava vivo na carne, mas não tinha a vida do Espírito de Deus, e nenhum mortal pode entender absolutamente nada das coisas de Deus o Espírito de Deus. Então, respondendo a pergunta do início sobre qual era o segredo de Jesus, podemos dizer que estava no poder do Espírito de Deus que gera vida e poder para realizar as obras de Deus: "O Espírito do Senhor Deus está sobre mim, porque o Senhor me ungiu para pregar boas-novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos..." (Is. 61:1); "concernente a Jesus de Nazaré, como Deus o ungiu com o Espírito Santo e com poder; o qual andou por toda parte, fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do Diabo, porque Deus era com ele." (At. 10:38).

Em palavras bem reais, Jesus mostrou para Nicodemos que ele e os fariseus não tinham o Espírito de Deus, eles tinham as Escrituras do Antigo Testamento, mas não podiam entendê-las sem o Espírito Santo de Deus, e sem o Espírito Santo de Deus nada iria mudar na vida deles, assim como nada pode mudar em nossas vidas sem o Espírito de Deus. Não adianta ter a Lei de Deus sem o Espírito de Deus, por isso é necessário "nascer de novo" para que o Espírito de Deus gere uma vida nova com coração novo para receber o Espírito Santo e assim andar em novidade de vida (Ez. 36:25-27).

O vento sopra onde quer

No versículo 8, vemos o Senhor Jesus afirmando que o "vento sopra onde quer", o que para Keener pode ser traduzido como "voz do Espírito". O vento é imprevisível e incontrolável, e o Espírito é simbolizado  como vento em Ezequiel 37. Somente quando o Espírito está em nosso ser é que podemos ter vida. Não uma vida no contexto humano, mas no contexto de Deus. Estava diante de Nicodemos aquele que era a sabedoria de Deus (I Cor. 1:24), o único ser plenamente qualificado para revelar Deus ao homem e conceder o Espírito de vida tanto para Nicodemos como para qualquer um de nós.

Você é mestre em Israel

Imagine Jesus chamando você de mestre! Se Ele falou, era porque Nicodemos realmente era alguém de grande destaque e conhecimento dentro tanto daquela nação como também do Sinédrio. Mas isso era nada sem o Espírito. Em Números 11:24-25 vemos Moisés escolhendo 70 anciãos do povo, os quais somente puderam fazer qualquer coisa depois que Deus pôs do Espírito que estava sobre Moisés naqueles homens. Se aqueles homens só puderam levar a cabo a obra de Deus após receber o Espírito, porque com Nicodemos seria diferente? Ele tinha conhecimento da Lei e era mestre em Israel? Sim! Mas precisava do Espírito, porque antes disso Deus não pode nos usar. Deus teve que ensinar Nicodemos a se humilhar, e penso que conosco não será diferente.

Você se lembra de que no início falamos que Nicodemos e os membros do Sinédrio discutiram a respeito de Jesus dizendo "Rabi, bem sabemos que és Mestre, vindo de Deus"? Agora é a vez de Jesus dizer daquilo que Ele sabe: "Na verdade, na verdade te digo que nós dizemos o que sabemos, e testificamos o que vimos; e não aceitais o nosso testemunho." (Jo. 3:11). Mas quem é esse "nós" a que Jesus se refere? Jesus estava se referindo ao testemunho celestial; logo era Ele, o Pai e o Espírito Santo testemunhando acerca das verdades espirituais que Nicodemos, o mestre de Israel, ainda não sabia.

Somente uma testemunha celestial poderia testemunhar plenamente do céu, e Jesus veio de lá (v.14), então poderia testemunhar para Nicodemos no poder e autoridade do Espírito Santo acerca de tudo que viu (v.11). Jesus mostrou claramente para Nicodemos que Deus tinha vindo à terra, se fez homem, falou com Nicodemos, ensinou muito para ele e ele por sua vez não havia entendido nada. Então sabe o que isso quer dizer? Nicodemos não tinha o Espírito Santo. Jesus, no versículo 13 faz menção de algo que não passou despercebido pelo príncipe Nicodemos, que é a menção do Filho do homem, o qual é mencionado pelo profeta Daniel no capítulo 7:13-14. Creio que Nicodemos começou a entender com quem ele estava falando a partir daí, pois o Filho do homem mencionado por Daniel tinha uma autoridade que homem algum jamais sonhou ou poderia ter, neste texto de Daniel, ficava claro quem era o Filho do homem para aquele conhecedor das Escrituras.

Jesus estava mostrando para Nicodemos quem estava diante dele. Era aquele a respeito do qual Daniel falou, um que recebeu o domínio, a honra, e o reino para que todos o servissem. Seu domínio é eterno. E Jesus era aquele do qual Nicodemos tinha conhecimento pelas Escrituras, porém ainda não acreditava. Por isso, leiamos o texto: "Eu estava olhando nas minhas visões da noite, e eis que vinha nas nuvens do céu um como o Filho do homem; e dirigiu-se ao ancião de dias, e o fizeram chegar até ele. E foi-lhe dado o domínio, e a honra, e o reino, para que todos os povos, nações e línguas o servissem; o seu domínio é um domínio eterno, que não passará, e o seu reino tal, que não será destruído." (Dan. 7:13-14). É exatamente este que você deve servir e não entende que é Deus (Is. 9:6). Nenhum homem subiu ao céu, mas Deus se fez homem e do céu desceu para falar com os homens acerca da Salvação.

Por isso, é necessário entender que assim "como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do homem seja levantado" (Jo. 3:14), esse que fala com você, do qual você leu em Daniel. Nicodemos, é necessário que assim como o povo de Israel foi salvo da praga das serpentes quando contemplaram (olharam) a serpente de bronze levantada por Moisés (Núm. 21:6-9), todas as pessoas que vierem a crer sejam salvas da morte, da separação de Deus e do tormento eterno ao contemplar com seus olhos espirituais o Messias, Jesus sendo levantado na cruz para morrer. Desta forma, "...todo aquele que nele crer não vai perecer, mas terá a vida eterna." (Jo. 3:15).

Crês nisso?

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Bibliografia:
KEENER, Craig S. Comentário Bíblico Atos. Novo Testamento: 1ª ed. Belo Horizonte: Editora Atos, 2004.
STERN, David H. Comentário Judaico do Novo Testamento: 2ª Ed. Belo Horizonte: Editora Atos, 2008.
BOYER, Orlando. Dicionário Bíblico Universal: São Paulo: CPAD, 1999.
KASCHEL, Werner; ZIMMER, Rudi. Dicionário da Bíblia de Almeida: 2ª Ed. São Paulo: SBB, 1999.

quinta-feira, 28 de março de 2013

Conselhos de Jesus (Lucas 21:34)

"E olhai por vós, não aconteça que os vossos corações se carreguem de glutonaria, de embriaguez, e dos cuidados da vida, e venha sobre vós de improviso aquele dia."
(Lucas 21:34)


Nesta passagem de Lucas, Jesus Cristo, nos dá um panorama de acontecimentos que ainda estavam para acontecer depois daqueles dias, após ser interrogado pelos discípulos, depois que uma viúva pobre entregou sua oferta ao Senhor (Luc. 21:1-4). Jesus em seguida responde as indagações de seus discípulos por meio de QUATRO PONTOS relacionados ao futuro de Israel:

1. Descrição da era (Luc. 21:8-19)

Falsos messias, insurreições locais e internacionais, perseguições religiosas e que tais coisas aumentariam quando a vinda de Cristo estivesse mais próxima. Ilusões religiosas seriam um prato cheio para enganar pessoas, (Luc. 21:8), se possível o povo de Deus. O inimigo de Deus é um falsificador de primeira, que há séculos vem enganando pessoas para que se desviem de Deus, enganando e cegando (II Cor. 4:1-6; 11:1-4). Podemos ver isso na história de Israel que por várias ocasiões deixou de servir a Deus por causa da sedução de falsos profetas que os liderou para cair em pecados. Isso sem falar na própria igreja que já tem sofrido por causa de falsos mestres e profetas (II Ped. 2). A maioria dos homens tem preocupação com o futuro e grandes acontecimentos globais ameaçadores, e os charlatões se aproveitam disso para enganar e ludibriar pessoas. Em todas as épocas aparecem pessoas que afirmam ser Cristo ou saber quando Ele voltará. Tais pretensos “homens-mestres” usam as Escrituras para tentar confirmar suas previsões, apesar do Senhor Jesus ter deixado claro que ninguém sabe quando Ele voltará (Mat. 24:36-44).

1.a Tragédias por toda a terra (Luc. 21:9-11)

Tais acontecimentos tem ocorrido ao longo da história do mundo, todavia, aumentarão.

1.b Perseguição religiosa (Luc. 21:12-15)

Esta acontecerá a nível oficial e pessoal (Luc. 21:12-15). Não podemos deixar de notar que perseguição sempre existiu, mas no fim dos tempos será muito mais grave, pois muitos irmãos terão que dar a vida por Cristo.

2. A Destruição do Templo (Luc. 21:20-24)


3. A Volta de Cristo (Luc. 21:25-28)


4. E as Responsabilidades dos que afirmam crer. E é sobre isso que queremos falar. (Luc. 21:29-38).

Eventos escatológicos à parte, queremos deixar as palavras de Jesus para a nossa geração que tem vivido de forma desordenada e alheia à vida de Deus, não tendo esperança, e sem Deus no mundo. Jesus Cristo veio para dar esperança para os sem esperança, abrigo para os sem abrigo, vida para aqueles que aguardam a morte nas ruas. Jovens movidos pelo desejo de conhecer o mundo e seus “manjares que são deliciosos à vista”, porém terríveis por dentro. Conheço o testemunho de um jovem que sempre ora por seus familiares às madrugadas, e em uma de suas empreitadas nas madrugadas, presenciou *Júlia, uma pessoa dentre aquelas que orava por sua salvação chegando embriagada em casa às altas horas da madrugada e teve que ser levantada do chão por seus amigos para que pudesse acabar de entrar em casa. Não teve força nem mesmo para abrir a porta de sua casa. Quando lhe foi pregada a Palavra de Deus, rejeitou por que acreditava ter Deus naquelas circunstâncias, confundindo o conhecer a história de Jesus Cristo com obedecer suas palavras. Mas quais são as Palavras de Jesus para qualquer um de nós nesta passagem de Lucas 21:34?

“Tenham cuidado, para que os seus corações não fiquem carregados de libertinagem, bebedeira e ansiedades da vida, e aquele dia venha sobre vocês inesperadamente.”
(Lucas 21:34-NVI)

Há uma outra tradução que diz: "Acautelai-vos por vós mesmos, para que nunca vos suceda que o vosso coração fique sobrecarregado com as consequências da orgia, da embriaguez e das preocupações deste mundo, e para que aquele dia não venha sobre vós repentinamente, como um laço." (Lucas 21:34-ARA)Você já parou para pensar nas inúmeras consequências que a orgia, a embriaguez e as preocupações causam em inúmeros lares?
No caso das orgias:
  1. Casamentos desfeitos
  2. Adultérios
  3. Mortes
  4. Perca de credibilidade, etc...
No caso da embriaguez:
  1. Casamentos desfeitos
  2. Brigas e discórdias
  3. Acidentes automobilísticos com muitas mortes, sendo uma das  principais causas de acidentes no trânsito (Fonte: Revista Época)
  4. Doenças cardiovasculares, tuberculose e pneumonia, hepatite, pancreatite, pelagra
  5. Estimula Assassinatos (Fonte: Revista época), etc...
  6. A perda da vida eterna, (a pior delas) (I Cor. 6:10).
No caso das Ansiedades da Vida:
  1. Leva o homem a desperdiçar todo o seu tempo atrás de riquezas e glórias desse mundo, deixando Deus do lado de fora de sua vida
  2. Muitos com uma grande ansiedade de ficarem ricos, praticam toda espécie de males, e se desviam do caminho da fé (I Tim. 6:10)
  3. A Ansiedade é um dos caminhos para a depressão, e esta em alguns casos conduz ao suicídio (estima-se que 850 mil pessoas cometem suicídios todo ano no mundo. Só no Brasil, estima-se que há mais de 13 milhões de pessoas com essa doença) (Fonte: Psicologia na Net)
Logo em seguida o Senhor nos adverte dizendo para que vigiemos e oremos (v.36) para que possamos estar de pé diante do Filho do homem. São palavras que ao mesmo tempo expressam advertência e amor, um profundo amor que quer que deixemos a prática da injustiça para que possamos entrar na vida que Ele tem para nós em seu Reino eterno. Por certo que não tenho a incumbência de convencer ninguém, pois esta obra pertence ao Espírito de Deus (Jo. 16:8), mas espero ser um instrumento de Deus para despertá-lo de qualquer inércia espiritual e vir para Jesus crendo n’Ele, pois está claro nas Escrituras que não crer em Jesus é pecado (Jo. 16-9).

Quando não atentamos para suas palavras, seja esta sobre a libertinagem, embriaguez ou os desejos da vida, seja sobre quaisquer outras, estamos deixando de lado os melhores conselhos que poderíamos receber. Até hoje não conheço uma única família que tenha pessoas dependentes de qualquer tipo de droga, sejam as chamadas “lícitas” como o álcool ou cigarro; sejam as ilícitas como cocaína, maconha ou quaisquer outras, que não tenham perdido noites de sono ou em casa quando seu ente querido não chega, ou em hospitais e clínicas com internações. Talvez eu possa estar sendo sincero e repugnante para muitos leitores, mas falo em amor, sei do que estou falando. Senti esta experiência na pele, tive que clamar a Deus pela vida de uma pessoa viciada em álcool por cerca de dez anos, até que o Senhor a libertasse. Vi essa pessoa dormir fora de casa, em calçada de praça onde muitos passavam e riam enquanto eu chorava. Hoje, liberta, essa pessoa não se envolve mais com o álcool e sabe dos males que este pode causar a si próprio como também aos familiares.

Guarde o seu coração das consequências desses males, não são minhas essas palavras, mas do Salvador do mundo, Jesus. Não confiem em sua sensualidade, nas tentações da bebida forte, você não precisa disso para provar que é homem ou mulher, pelo contrário, só um verdadeiro homem ou mulher sabe dizer não. O Evangelho de Cristo nos chama ao arrependimento, em muitos de seus sermões vemos Jesus nos chamando para que atendamos este chamado. ATRAVÉS DO ESPÍRITO SANTO, Deus nos regenera dando uma nova vida espiritual dentro de nós, não podemos nos atrever a andarmos sozinhos, precisamos da vida que o Espírito Santo gera em nós. A nossa resposta ao chamado do Evangelho é a conversão (não a homens ou a instituições humanas) sincera de nossos pecados para que possamos colocar nossa confiança em Cristo para a Salvação. Nossa conversão a Cristo significa "ir" espiritualmente para Cristo abandonando o pecado.

Apenas o conhecimento (caso da *Júlia, personagem verdadeira de nome fictício) não pode salvar qualquer ser humano, para tanto, *Júlia sabe da verdade, porém recusa vivê-la. Fé pessoal nas Escrituras envolve muito mais do que um mero conhecimento. Sem dúvida, é necessário ter algum conhecimento de quem é Jesus Cristo e o que Ele fez, porque "como crerão naquele de quem não ouviram falar?" (Rom. 10:14). Não basta ter apenas conhecimento sobre os fatos da vida, morte e ressurreição de Cristo por nós, porque as pessoas podem conhecer os fatos e continuar rebeldes a eles ou não concordar com estes fatos, desacreditando-os. Para tanto, o apóstolo Paulo fala de pessoas que conhecem o justo decreto de Deus que os que praticam o mal são passíveis de morte, porém preferem viver rebeldes a estes decretos (Rom. 1:32).

Assim vive a *Júlia, assim vivem a maioria dos seres humanos, sabem o caminho certo, porém se recusam a trilhá-lo. Me recordo de um episódio ocorrido com uma pessoa conhecida que, ao viajar, sabia o caminho que deveria seguir até o seu destino, porém preferiu seguir outro que acreditava ser mais curto, resultado, errou, atrasou e teve que corrigir o trajeto para acertar o caminho. Poderia ter seguido o caminho que sabia ser o certo, mas fez como a maioria das pessoas fazem com respeito as coisas espirituais, sabem o que é certo, mas preferem errar seguindo o caminho errado. Conhecer apenas, não é o suficiente. Conhecer e aprovar os fatos também não. Lembremos de Nicodemos, sabia que Jesus tinha vindo de Deus, concordando assim com a verdade (Jo. 3:2), mas ainda não tinha uma fé salvadora, foi necessário que Jesus o persuadisse para tal.

Ainda podemos citar outro personagem das Escrituras que conhecia os fatos sobre Jesus e tinha simpatia por Ele, mas não tinha uma fé salvadora, este foi o rei Agripa. O apóstolo Paulo quando esteve diante deste, percebeu que tinha muito conhecimento das Escrituras do A.T., por isso disse: "ó rei Agripa, você acredita nos profetas? Eu sei que sim! " (Atos 26:27), porém não tinha uma fé salvadora. Este rei mesmo declarou tal verdade ao dizer: "Um pouco mais e me convenceria a tornar-me um cristão" (Atos 26:28). VEJA QUERIDO, Deus quer que tenhamos conhecimento, mas não apenas conhecimento; Deus quer que aprovemos, mas que não somente aprovemos, Ele quer que além do conhecimento dos fatos e a aprovação deles, a fim de sermos salvos, venhamos decidir a depender de Jesus Cristo totalmente para a salvação. Precisamos deixar de ser meros observadores dos fatos para fazermos parte deles e produzirmos frutos que venham condizer com uma nova vida em Deus, recebendo perdão dos pecados anteriormente cometidos e por fim a vida eterna.

Não podemos estar a salvos se estivermos firmados nos meios carnais. Se a morte chegar e o dia do juízo nos alcançar, só Jesus poderá nos livrar. Quando o Senhor diz “vigiai” isso não quer dizer que devemos ficar parados a espera de sinais, antes significa estarmos despertados, alertas, para não sermos pegos despreparados.

Tomemos cuidado para que, quando chegar o nosso dia, não sejamos encontrados desprevenidos, despidos da roupagem espiritual que só o Senhor pode nos dar (Apoc. 3:18), pois Ele poderá chegar em uma hora que não esperamos. Por isso, vigiem, orem ao Senhor Jesus para que sejam capazes de permanecer de pé diante do Filho do homem (v.36). Para esse fim, já usei as palavras de Jesus e repito no amor do Senhor Jesus: “Tenham cuidado, para que os seus corações não fiquem carregados de libertinagem, bebedeira e ansiedades da vida, e aquele dia venha sobre vocês inesperadamente.”
(Lucas 21:34-NVI). Que a graça do Senhor alcance seu coração para uma nova vida em Cristo Jesus. Amém!

*Júlia: o nome foi mudado para preservar a identidade

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Bibliografia:

http://www.brasilescola.com
http://www.tuasaude.com
http://www.psicologiananet.com.br/depressao-a-doenca-silenciosa-que-pode-matar/1781/
DAVIDSON, F. O Novo Comentário da Bíblia. 3ª Ed. São Paulo: Ed. Vida Nova, 1990.
HENRY, Mattew. Comentário Bíblico de Mattew Henry: 4ª Ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2004.
WIERSBE, Warren W. Comentário Bíblico Expositivo: Novo Testamento I. 1ª Ed. São Paulo: Geográfica, 2006.
KEENER, Craig S. Comentário Bíblico Atos. Novo Testamento: 1ª ed. Belo Horizonte: Editora Atos, 2004.
GRUDEM, Wayne. Teologia Sistemática: Autal e Exasutiva. Nova Ed. São Paulo: Vida Nova, 2011.

sábado, 9 de março de 2013

Conselhos de Jesus (João 6:27)

"Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela comida que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do homem vos dará; porque a este o Pai, Deus, o selou."
(João 6:27)

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Jesus estava sendo seguido por uma multidão que presenciou seus sinais e curas de enfermidades no dia anterior, e vendo a multidão que o seguia, procurou logo alimentá-los, fazendo isso a partir de cinco pães e dois peixinhos, ou seja, com pouca comida, diante de uma grande necessidade. Ordenou aos discípulos que mandassem os homens se assentar, e foram contabilizados cerca de quase cinco mil homens (fora mulheres e crianças, como era costume da época). Jesus agradeceu ao Pai, distribuiu os pães e os peixes e, depois de alimentado o povo pediu que os discípulos recolhessem o que havia sobrado para evitar qualquer desperdício, daí foram recolhidos doze cestos cheios de pães dos quais o povo havia sido alimentado.

O povo, após presenciar tais milagres, começou a apregoar entre si que Jesus seria o profeta (Deut. 18:15) que havia de vir ao mundo, e até tentaram fazer d'Ele rei, não no sentido para o qual Ele veio, mas porque estavam ansiosos para serem libertos do domínio romano e ter paz física, mas Ele procurou retirar-se do povo e ficar só, no monte. Jesus sabia que o seu reino não era desse mundo (Jo. 18:36). Graças a Deus que a multidão não foi bem sucedida neste plano! Se assim fossem, anulariam o plano de Deus de fazer de Jesus o Messias, o qual deveria como servo sofredor, morrer pelos pecados da humanidade, ter ressuscitado, subir a destra de Deus e retornar em glória futura para assumir o trono. Após o anoitecer os discípulos foram para o mar com o intuito de chegar em Cafarnaum e, cerca de cinco ou seis quilômetros de mar a dentro, viram Jesus se aproximando e ficaram com muito medo, Jesus por sua vez disse a eles: "Sou eu, não temais." A partir daí os discípulos O receberam em seu barco mais animados e o v.21 dá a entender que após a subida de Jesus no barco este chegou instantaneamente até a praia: "Eles, então, o receberam de boa vontade na barca, e imediatamente a barca chegou à terra para onde iam." (João 6:21-SBB). Deixe Jesus entrar no seu barco, sempre.

Já no dia seguinte a estes acontecimentos, a multidão voltou para buscar Jesus e não O encontrando, também entraram em barcos e foram para Cafarnaum, e encontrando-O naquela cidade, perguntaram-lhe: "Mestre, quando chegaste aqui?" Talvez pensando: 'O Senhor não tinha um barquinho!' Pobres coitados, não sabiam que Ele podia andar sobre as águas! Ao que Jesus lhes respondeu: "Na verdade, na verdade vos digo que me buscais, não pelos sinais que vistes, mas porque comestes do pão e vos saciastes. Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela comida que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do homem vos dará; porque a este o Pai, Deus, o selou." (João 6:26-27).

Sempre digo que Deus jamais nos manda fazer algo que nos seria prejudicial, assim, seus conselhos sempre são para nos levar à sua presença e nos proporcionar um verdadeiro banquete em sua presença. A multidão que seguia Jesus não estava preocupada com o alimento para a vida eterna, estava preocupada com o alimento da terra, com as coisas que perecem, com aquilo que podia ver e tocar, mas que poderiam perecer com o tempo; assim a 'multidão' de nossos dias se comporta diante de Deus, só busca as coisas desta vida desprezando os ensinamentos de Deus. O ser humano está acostumado a ouvir falar de Jesus ou pensar d'Ele apenas como um simples homem cheio de bons ensinos para nós no que diz respeito a moral e bons costumes, mas Jesus é muito mais do que isso, Ele é o meio pelo qual Deus proporcionou a salvação eterna para todo aquele que n'Ele crê, Ele é o Verbo Encarnado que habitou entre nós para nos declarar as Verdades de Deus para a vida eterna, Ele é o Pão que nos alimenta, Ele é a comida que subsiste para a vida eterna.

Por certo a multidão que seguia Jesus fora conquistada pela benevolência d'Ele, pois sempre fazia o bem, mas parece que não estava preocupada com nada além de receber o bem do Mestre, assim nós hoje, queremos tanto buscar a Jesus para recebermos algum bem d'Ele que nem mesmo pensamos no mais que Ele pode nos proporcionar, como é o caso da vida eterna em seu Nome. Jesus condena a atitude da multidão que se mostrou puramente materialista, sem interesse espiritual algum - Vós me procurais ... porque comestes dos pães v.26 - Procuraram o Mestre apenas por benefícios materiais, em palavras bem claras, o que o ser humano costuma dizer é: "Se o Senhor nos alimentar (fisicamente), já basta". Jesus aconselha o povo a fazer uso do alimento espiritual que somente Ele dá, e que foi aprovado pelo Pai: "Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela comida que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do homem vos dará; porque a este o Pai, Deus, o selou." (João 6:27).

Se quisermos ter uma vida onde Deus reina de fato, precisamos crer naquele a quem Deus enviou, o seu Filho Jesus Cristo (João 6:29) e nos alimentarmos d'Ele, pois foi Ele que desceu do céu para dar vida aos homens (João 6:33). Temos que crer para termos a vida eterna (João 6:47). Trabalhemos, pois pela "comida que permanece para a vida eterna" e nos esforcemos para fazer uso do alimento que Jesus Cristo nos proporciona, porque em suas próprias palavras Ele nos disse: "...quem de mim se alimenta, também viverá por mim." (João 6:57).

Deus abençoe a sua vida e ouça o que o Senhor Jesus diz.

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Bibliografia:
DAVIDSON, F. O Novo Comentário da Bíblia. 3ª Ed. São Paulo: Ed. Vida Nova, 1990.
STERN, David H. Comentário Judaico do Novo Testamento: 2ª Ed. Belo Horizonte: Editora Atos, 2008.
KEENER, Craig S. Comentário Bíblico Atos. Novo Testamento: 1ª ed. Belo Horizonte: Editora Atos, 2004.

sábado, 2 de março de 2013

Conselhos de Jesus (Lucas 13:3 e 5)

"...antes, se não vos arrependerdes, todos de igual modo perecereis..."
(Lucas 13:3 e 5)

Esta advertência do Mestre é urgente: Arrependa-se ou pereça!

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Ao lermos essa passagem de Lucas 13, prestando atenção nas respostas de Jesus, aprendemos muito sobre Ele e seu ministério e de como devemos viver de forma a agradá-Lo. Precisamos nos *arrepender.

O texto em questão fala de duas tragédias: a dos galileus mortos por Pilatos e que tiveram o seu sangue misturado com os sacrifícios que este oferecera, e de dezoito pessoas que perderam suas vidas no desabamento de uma torre, a de Siloé.

As pessoas queriam saber se as tragédias que aconteceram com aquelas pessoas era porque eram mais pecadores do que os demais, ficando isso subentendido pela resposta que o Senhor lhes dá. E naquela ocasião, Jesus estava a caminho de Jerusalém, qualquer palavra que dissesse contra Pilatos chegaria à cidade antes d'Ele. Jesus, por sua vez, não poderia ignorar a pergunta da multidão, pois teriam um bom pretexto para acusá-Lo de ser partidário dos romanos e desleal ao seu povo. Se defendesse os judeus e acusasse Pilatos, iria se complicar com os romanos, pois Pilatos sempre mantinha soldados à paisana entre o povo.

Jesus, então, passou a falar de algo mais elevado e evitou o embate político. No lugar de falar dos pecados de Pilatos, tratou dos pecados individuais das pessoas que O interrogavam. Respondendo à pergunta deles com outra pergunta, deixando claro que as tragédias que acontecem no mundo nem sempre são um castigo, caso contrário seria difícil falar dos sofrimentos dos profetas, dos apóstolos e do próprio Senhor Jesus Cristo.

Como, então, explicar a morte dos galileus que Pilatos matou? E os dezoito mortos pela queda da torre?

Se Deus castiga pecadores, logo todos precisamos nos arrepender, porque todos nós seres humanos sem distinção, somos pecadores (Rom. 3:10-12). Aqueles que foram mortos por Pilatos, eram pecadores; aqueles que foram mortos pela queda da torre de Siloé, eram pecadores; eu e você somos pecadores. E o que nos resta então?

Nos resta o arrependimento sincero e genuíno.

Pilatos era um homem brutal, isso fica evidente pelo modo como matou os citados galileus sem piedade da mesma maneira com que abatia os animais para o sacrifício. Da mesma forma, o pecado nos leva à morte, e morte eterna. A torre de Siloé, símbolo de segurança e altivez, trouxe morte repentina aos seus trabalhadores, assim o pecado, que às vezes nos dá uma sensação de segurança e impunidade também nos deixa altivos, nos trás morte repentina e destruição.

Tanto naquela época como hoje, as pessoas não querem parar por um minuto sequer para pensar em seus maus caminhos, desviando a atenção apenas para as tragédias que os cercam. Deus é muito paciente, porém haverá um tempo que o juízo virá sobre grandes e pequenos, ricos e pobres, sobre todos aqueles que recusaram a aceitar o bom convite da salvação pela fé no Filho de Deus. Existem muitos fatos e acontecimentos que são como advertência para nós (I Cor. 10:11), por isso Cristo nos chama ao arrependimento. O mesmo Jesus que nos chama ao arrependimento, porque o Reino de Deus está às portas, nos diz que se não o fizermos pereceremos (vs. 3,5). E para que haja arrependimento é preciso haver em nós um coração humilde, pois sem humildade dificilmente reconheceremos tal necessidade. 

Todo homem ou mulher precisa voltar-se para longe da iniquidade (prática contínua do pecado) e ir em direção a Deus em arrependimento; caso contrário, pereceremos todos. Aceitemos então o convite do Senhor Jesus, o nosso Salvador, enquanto ainda há tempo, enquanto há fôlego de vida em nós para que possamos entrar na vida verdadeira e eterna sem errar (Mat. 7:14).

Arrependamos, pois, e nos acheguemos a Ele.

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Bibliografia:
WIERSBE, Warren W. Comentário Bíblico Expositivo: Novo Testamento I. 1ª Ed. São Paulo: Geográfica, 2006.
STERN, David H. Comentário Judaico do Novo Testamento: 2ª Ed. Belo Horizonte: Editora Atos, 2008.
HENRY, Matthew. Comentário Bíblico do Antigo Testamento. 4ª Ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2004.
KEENER, Craig S. Comentário Bíblico Atos. Novo Testamento: 1ª ed. Belo Horizonte: Editora Atos, 2004.
ANDRADE, Claudionor C. Dicionário Teológico: Um Suplemento Biográfico dos Grandes Teólogos e Pensadores. 9ª Ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2000.
*Arrepender. Compulsão, contrição. Tristeza causada pela transgressão das leis divinas, pela qual o indivíduo é constrangido a voltar-se a Deus para implorar-lhe o merecido favor. Tanto no A.T. como no N.T. os termos usados para arrependimento dão o sentido de: "voltar-se para longe de, ou em direção de"

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Conselhos de Jesus (João 5:39)

"Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam..."
(João 5:39)

"Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter 
nelas a vida eterna"
Uma das maiores dificuldades do homem contemporâneo, como também do homem que viveu em todas as épocas é examinar o que a Palavra de Deus ensina tanto sobre sua condição em face ao pecado como também o que fazer para receber da parte de Deus uma vida plena, e por fim a vida eterna pela fé em Cristo Jesus. Deus, o Pai, deu um testemunho duradouro a respeito de Jesus nas Escrituras do Antigo Testamento. Mas infelizmente, os homens contemporâneos de Jesus estavam cegos perante a glória divina, e surdos quanto à sua chamada. Podemos perceber isso no fato de sua incredulidade no Messias, o enviado de Deus, Jesus Cristo (v.38). O próprio Jesus deu testemunho de que seus ouvintes não criam em sua Pessoa como o enviado de Deus.

Da mesma forma hoje, vemos uma multidão de pessoas que a semelhança dos ouvintes de Jesus, podem até ouvir as Escrituras, porém não creem no enviado de Deus, pois lhes parece loucura depositar toda a sua fé em uma pessoa nascida na pequena cidade de Belém, mais seria mais sábio fazê-lo, pois foi nesta mesma cidade que o próprio Deus disse que nasceria o Salvador do mundo (Miq. 5:2). Isso fez parte dos desígnios de Deus. Examinar as Escrituras e ter a Palavra de Deus permanentemente em nós é diferente de apenas ouvir a Palavra de Deus mecanicamente, pois esta última forma de ouvir não produz frutos, e não pode conduzir quem quer que seja até Cristo. Somente Jesus pode nos dar a vida eterna, contudo a maioria das pessoas movidas pelos seus sentimentos de orgulho não podem se dobrar diante de Deus com humildade, rejeitando, assim, o Salvador.

O termo "testemunha" aparece mais de cinquenta vezes só no Evangelho de João. Jesus deu testemunho de si mesmo, porém não foi aceito pelos líderes religiosos, por isso 'chamou' pelo menos outras três testemunhas. A primeira delas foi João Batista (Jo. 5:30-35), o qual sabia quem era Jesus e proclamou esse conhecimento fielmente ao povo de Israel. Senhor, Filho de Deus e Cordeiro de Deus foram alguns dos testemunhos que João deu a respeito do Salvador. Muitos grandes recusaram a mensagem de arrependimento que João pregara. Os publicanos e pecadores aceitaram a sua mensagem e se arrependeram. Da mesma forma hoje, muitos rejeitam a mensagem da salvação por se acharam auto-suficientes demais, ou inteligentes e avançados demais para aceitarem o que dizem as Escrituras, que para eles já está ultrapassada.

Outra testemunha de Jesus Cristo foram os milagres, alguns dos quais ficaram registrados por João em seu evangelho. O próprio príncipe Nicodemos teve que reconhecer que os sinais de Jesus o qualificavam como um enviado da parte de Deus (Jo. 3:2). Jesus, este que as Escrituras dão testemunho, nos deu entendimento para saber que o Pai lhe entregou um ministério específico, a ser concluído enquanto Ele estava aqui na terra (Jo. 17:4).

A terceira testemunha de Jesus foi a Palavra do Pai (Jo. 5:37-47), a qual o povo judeu reverenciava tremendamente, especialmente a Lei de Moisés, porém não reconheceram que esta mesma Lei falava de Cristo, não reconhecendo Jesus como o Messias prometido pelo fato de não permitirem que a Palavra de Deus gerasse fé em seus corações. Assim os líderes daquela época, reconheciam a Palavra de Deus, negando porém o Deus da Palavra. Da mesma forma hoje vemos pessoas que até podem ter alguma reverência pela Palavra de Deus, porém não reconhecem o Deus da Palavra, não lhe dando crédito. O que mais podemos ver hoje são pessoas ridicularizando a Deus nos meios de comunicação ou fora deles.

Qualquer pessoa ou ensino que vem em seu próprio nome tem a aceitação do mundo (Jo. 5:43), seja ela quem for, um bom exemplo foram as mentiras que surgiram do tal 'calendário maia' no final de 2012. Quanta gente deu crédito a isso! E se bolarem mais alguma coisa sobre o assunto, darão crédito novamente, mesmo sabendo que é mais uma 'furada'. As pessoas não aceitam o testemunho da verdade porque não tem o Amor de Deus em si mesmos e buscam a glória, a honra e a aprovação dos homens, desonrando assim a Deus.

Jesus Cristo convida aqueles que não tem a Palavra de Deus permanente neles a buscar nas Escrituras o verdadeiro testemunho a seu respeito (Jo. 5:39), porque somente as Escrituras podem nos dar o verdadeiro testemunho a respeito do Salvador, Cristo Jesus. Jesus diz que as Escrituras testemunham d'Ele (Jo. 5:39), desta forma, rejeitá-lo significa rejeitar as Escrituras. Por isso querido leitor, caso você ainda não consiga crer nas Escrituras, peço a você no Amor de Jesus que examine cada letra, ore pedindo a Deus direção e iluminação vinda do alto para entender as mesmas. Examinar as Escrituras fará toda a diferença em nossa vida para o Caminho da eternidade. Grande abraço e que Deus abençoe a sua vida.

Examinai as Escrituras!

Bibliografia:
DAVIDSON, F. O Novo Comentário da Bíblia. 3ª Ed. São Paulo: Ed. Vida Nova, 1990.
WIERSBE, Warren W. Comentário Bíblico Expositivo: Novo Testamento I. 1ª Ed. São Paulo: Geográfica, 2006.
STERN, David H. Comentário Judaico do Novo Testamento: Ed. Belo Horizonte: Editora Atos, 2008.
HENRY, Matthew. Comentário Bíblico do Antigo Testamento. 4ª Ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2004.
KEENER, Craig S. Comentário Bíblico Atos. Novo Testamento: 1ª ed. Belo Horizonte: Editora Atos, 2004.
BOYER, Orlando. Dicionário Bíblico Universal: São Paulo: CPAD, 1999.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Conselhos de Jesus (Marcos 1:14-15)

"E, depois que João foi entregue à prisão, veio Jesus para a Galileia, pregando o evangelho do reino de Deus, E dizendo: O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo. Arrependei-vos, e crede no evangelho."
(Marcos 1:14-15)

"Voltar-se para Deus"
O mundo sempre tem caminhado na contra-mão do que diz a Palavra de Deus, vivendo uma vida que afronta os princípios de Deus para uma vida plena com Ele. O que interessa para os homens de todas as gerações é viver como quiser, afinal de contas, "a vida é minha e faço dela o que eu quiser". Esta é a afirmação daqueles que não querem um compromisso fiel com Deus e não se preocupam a respeito da eternidade.

Pensando sempre no bem estar do ser humano, o Rei dos reis, Jesus, sempre nos deu grandes conselhos para que pudéssemos acertar o Caminho da vida, e um desses conselhos é aquele que poderíamos chamar de resumo da mensagem de Jesus, as Boas Novas, o Evangelho. O seu ensino é bem claro, que as pessoas deveriam entregar as suas vidas para Deus em sincero arrependimento crendo nas Boas Novas de Deus para com o ser humano. Viver como queremos, fazer tudo o que pensamos ou desejamos não é viver de acordo com o Evangelho, Jesus nos chama para o arrependimento por que Ele sabe o que são as obras humanas, elas são más (Jo. 3:19), e isso faz com que o ser humano ame mais as trevas do que a Luz. Essas práticas más fazem do homem um potencial candidato à condenação eterna.

Quando Jesus nos apresenta seus conselhos de vida, Ele o faz com um único objetivo, nos levar de volta para Deus.

O desejo de Deus, segundo I Timóteo 2:3-4 é que ... Deus nosso Salvador, ... quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade. Deus não quer que nos percamos, por isso nos deu as Boas Novas para que pudéssemos conhecer a sua vontade. Quando Jesus começou a proclamar o Evangelho, Ele mostrou ao povo que aquilo que o povo esperava já havia chegado até eles, o tão anelado Reino de Deus. E como esse Reino já havia chegado, era necessário que o povo se arrependesse e cresse no Evangelho (v. 15). O amor de Deus para conosco é nos mostrar o Evangelho, já a nossa completa responsabilidade é arrepender e crer para que Deus faça governo em nosso coração e como consequência disso, na sociedade na qual vivemos.

Se há uma pessoa que falou a verdade de Deus com total autoridade, esse alguém foi Jesus Cristo (leia Mat. 7:28-29). Há inclusive um pensamento antigo que dizia: "os escribas falavam segundo as autoridades, enquanto Jesus falava com autoridade."

A mensagem de Jesus Cristo era o Evangelho como podemos ver em muitos textos do Novo Testamento, ainda que para muitos na época de Jesus, ao ouvir o convite para o Reino de Deus, isso poderia soar como uma forma de revolução política", não era isso que Jesus tinha em mente. E para muitas pessoas de nossos dias, a mensagem do Evangelho também soa de forma estranha, por que afronta os ideais, pensamentos e obras dos homens. Por isso muitos rejeitam o Evangelho, por que ninguém gosta de ser afrontado. Mas a mensagem de mais de dois mil anos atrás ainda é a mesma e atual: "Arrependei-vos e crede no Evangelho".

Jesus quer que nos arrependamos por que o seu Reino diz respeito à sua soberania na vida das pessoas, era um reino espiritual, NÃO uma organização política. E a única forma de entrar no Reino de Deus é crer nas Boas Novas do Evangelho e nascer de novo (Jo. 3:1-7). O Evangelho que nos chama ao arrependimento é chamado de Evangelho de Deus, por que vem de Deus e nos conduz a Ele. Este Evangelho do Reino, também é chamado de Evangelho de Jesus Cristo, por que Ele está no centro; sem sua vida, morte e ressurreição, não haveria Boas Novas de Salvação. O Evangelho que Jesus nos ensinou e que nos chama ao arrependimento, também é chamado de Evangelho da Graça de Deus, pois não seria possível haver salvação sem a graça (Ef. 2:8-9). Ainda que possa ser chamado por muitos nomes, há apenas um Evangelho (Gál. 1:1-9), e o seu cerne é a obra que Jesus Cristo realizou consumando-a na cruz do Calvário (I Cor. 15:1-44).

Não se esqueça, Jesus pregou para as pessoas que elas deveriam se arrepender* (mudar de mente) e crer no Evangelho (ler Atos 20:21). Precisamos de arrependimento acompanhado de uma fé em Jesus Cristo e em sua promessa de Salvação. Arrependimento sem fé pode transformar-se em remorso, e o remorso destrói os que carregam um fardo de culpa (leia a desastrosa história de Judas em Mat. 27:3-5).

"Arrependei-vos e crede no Evangelho" não é um convite que Jesus fez para uns poucos, mas para todos aqueles que, arrependidos, depositam fé n'Ele como Senhor absoluto e Salvador eterno. Deus te abençoe e ouça o que Jesus falou.

*Arrepender - Tanto na língua grega quanto na hebraica os termos conhecidos para arrependimento, encerram a ideia de "voltar-se para longe de, ou em direção de". Neste caso, voltar-se para longe do pecado e ir em direção a Deus.

Em Cristo,
Luiz Rafael

Bibliografia consultada:
KEENER, Craig S. Comentário Bíblico Atos. Novo Testamento: 1ª ed. Belo Horizonte: Editora Atos, 2004.
ANDRADE, Claudionor C. Dicionário Teológico: Um Suplemento Biográfico dos Grandes Teólogos e Pensadores. 9ª Ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2000.
DOUGLAS, J.D. O Novo Dicionário da Bíblia: 3ª Ed. Revisada. São Paulo: Editora Vida Nova, 2006.
BOYER, Orlando. Pequena Enciclopédia Bíblica: São Paulo: CPAD, 1966.
STERN, David H. Comentário Judaico do Novo Testamento: 2ª Ed. Belo Horizonte: Editora Atos, 2008.

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