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quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Somente Jesus é o Filho de Deus?

"Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse o revelou."
(João 1:18)
Logo no início do evangelho de João, vemos a origem e a natureza tanto divina quanto humana de Cristo. Há, nas Sagradas Letras, uma gama muito grande de referências sobrenaturais a respeito do Messias, assim como também características humanas d'Ele.

Jesus é chamado de "o Filho unigênito" (SBTB) nesse versículo. Contudo, num dos versículos anteriores João nos informa de que pela fé podemos ser feitos "filhos de Deus" (1:12). Se somos filhos de Deus, como Jesus pode ser o unigênito (o único Filho) de Deus?

Há uma gigantesca diferença entre os sentidos das expressões "Jesus é o Filho de Deus" e "nós somos filhos de Deus".

Primeiro, ele é o único Filho de Deus; eu sou apenas um filho de Deus. Ele é o Filho de Deus com "F" maiúsculo; os seres humanos podem tornar-se filhos de Deus somente com "f" minúsculo.

Ser Filho Único, é ser idêntico a Deus, algo que somente Jesus pode ser por natureza. No grego, aqui, o termo é monogenês Theos (Theos= Deus; monogenês= unigênito ou único). O N.T. Judaico toma monogenês como substantivo, como Theos (Deus) permanecendo como um atributo para descrevê-lo. Assim a frase significaria "O Unigênito Deus" ou o "Único Deus". A palavra Filho é suplementar e não se encontra no texto grego usado na tradução para o N.T. Judaico, embora alguns manuscritos contenham "uios" (filho) em vez de "Theos" (Deus).[1]

Jesus é o Filho de Deus pelo direito eterno de herança (Cl 1:15); nós somos filhos de Deus apenas por adoção (Rm 8:15). Ele é o Filho de Deus porque é Deus por sua própria natureza (Jo 1:1), ao passo que nós tão-somente fomos feitos à imagem de Deus (Gn 1:27) e refeitos "segundo a imagem daquele" que nos criou, por meio da redenção (Cl 3:10).

Jesus é de Deus por sua própria natureza; nós apenas procedemos de Deus. Ele é divino pela sua própria natureza, mas nós apenas participamos dela por meio da salvação (II Pe 1:4). Podemos
ser co-participantes da natureza divina apenas no que diz respeito aos seus atributos morais (como santidade e amor), não no tocante aos seus atributos não-morais (como infinidade e eternidade). Em
resumo, as diferenças são:
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Fontes:
GEISLER, Norman; HOWE, Thomas. Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e "Contradições" da Bíblia. 1ª Ed. São Paulo: Mundo Cristão, 1999.
[1] STERN, David H. Comentário Judaico do Novo Testamento: Ed. Belo Horizonte: Editora Atos, 2008.

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