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sábado, 5 de maio de 2012

Dicionário Teológico de A a Z. Letras H e I

Glossário
Letra H

Hades. A mitologia grega dava esse nome a um deus macabro e a um outro mundo de trevas, habitado pelos espíritos dos mortos. No Novo Testamento, a palavra traduz o hebraico she'ol, e é sempre um lugar de agonia (Lc 16.23,24).

Hamartiologia. Do grego hamartia ("pecado"). O estudo da causa, natureza e resultados do pecado.

Helenístico. Relacionado às ideias e práticas da cultura grega, conforme se desenvolveu no Império Romano.

Henoteísmo. A adoração de um só deus sem negar a existência de outros deuses.

Heresia. Opinião ou modo de pensar que contradiz os ensinos da Bíblia.

Hermenêutica. Do grego hermêneuõ ("explicar", "interpretar"). Teoria do entendimento do significado de um trecho bíblico, incluindo a análise do texto, sua intenção, seu contexto e os costumes e a cultura do autor humano.

Homoousia hemin. Termo grego que significa "da mesma natureza ou essência que nós".

Hypostasis. Termo grego que significa "existência real". Usado para indicar Pessoas no único Ser ou essência do Deus trino e uno.

Letra I

Iluminação.
Obra do Espírito Santo que nos leva a entender as verdades da Bíblia.

Iluminismo. Período que iniciou no século XVIII, quando os filósofos diziam que a verdade podia ser encontrada somente através da razão, da observação e da experiência. Eles rejeitavam a revelação sobrenatural e encorajavam o secularismo.

Inerrância. A verdade sem o mínimo erro, de nenhum tipo.

Infalibilidade. A impossibilidade de a Bíblia errar.

Inspiração plenária verbal. A plena inspiração das Escrituras, até mesmo das próprias palavras (dos autógrafos).

Fonte: HORTON, Stanley M. Teologia Sistemática: Uma perspectiva Pentecostal. São Paulo: CPAD, 2008






Como Deus poderia abençoar as parteiras hebréias, se elas desobedeciam a autoridade governamental (Faraó), estabelecida por Deus, e a ela mentiam?

Parteiras diante de Faraó
Partindo da afirmação em Romanos 13:1, onde a Bíblia declara que "não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por Ele instituídas". Também em Provérbios 12:22, lemos: "Os lábios mentirosos são abomináveis ao Senhor". Vemos que as parteiras desobedeceram a Faraó, pois este havia dado uma ordem direta às parteiras hebréias para matarem os meninos hebreus recém-nascidos. "As parteiras, porém, temeram a Deus, e não fizeram como lhes ordenara o rei do Egito, antes deixaram viver os meninos" (Êx. 1:17).

Vemos, então que as parteiras não apenas desobedeceram a Faraó como também, quando ele as questionou a respeito de suas ações, mentiram, dizendo: "É que as mulheres hebréias não são como as egípcias; são vigorosas, e antes que lhes chegue a parteira já deram à luz os seus filhos" (Êx. 1:19). apesar disso, Êxodo 1:20 afirma que Deus "fez bem às parteiras...Ele lhes constitui família" (Êx. 1:20-21). Teria Deus abençoado as parteiras por desobedecer a Faraó e ter mentido para ele?

O texto deixa bem claro que houve uma desobediência da parte das parteiras em relação à ordem de Faraó, pois ele havia mandado matar todos os bebês hebreus recém-nascidos do sexo masculino, elas não só desobedeceram esta ordem direta de Faraó como também mentiram com a história de que sempre chegavam tarde demais para cumprirem as suas ordens. É certo que humanamente falando, Faraó pareceu demonstrar indiferença quanto à resposta delas, pois chegar atrasada em todos os partos poderia ser uma desculpa um pouco sem sentido, por que com certeza haviam muitos partos a se fazer, mas isso demonstra também a clareza do cuidado de Deus em preservar o seu tão sofrido povo.

Não obstante, há uma justificativa moral para o que elas fizeram. Primeiro, o dilema moral em que as parteiras se achavam era inevitável. Ou elas obedeciam à Lei maior de Deus, ou elas obedeciam a obrigação secundária de se sujeitarem ao perverso Faraó, que por sua vez, queria praticar tão grande infanticídio.

Em lugar de cometerem um infanticídio deliberado das crianças de seu próprio povo, as parteiras decidiram desobedecer às ordens de Faraó. Deus nos ordena que obedeçamos à autoridade governamental, mas antes Ele nos ordena também que não assassinemos ninguém (Êx. 20:13). A salvação de vidas inocentes é uma obrigação maior do que a obediência ao governo egípcio de então. Quando Faraó ordena matar vítimas inocentes, as parteiras de Deus não deveriam obedecer. Deus não considerou as parteiras por causa das mentiras ou da desobediência, e sim porque elas decidiram obedecê-Lo em primeiro lugar (cf. At. 4:1-19). No caso das parteiras, a lei maior referia-se à preservação da vida dos indefesos bebês recém-nascidos.

Segundo, vemos aqui a Bíblia se explicando perfeitamente e esclarecendo o por quê de Deus ter abençoado as parteiras, foi de fato "porque as parteiras temeram a Deus" (Êx. 1:17 e 21). Eis a resposta. Foi o temor que elas tiveram por Deus que as levou a fazer o que quer que fosse necessário para salvar vidas inocentes. Assim, a falsa desculpa delas a Faraó foi uma parte essencial de esforço que despenderam* para salvar vidas. O texto não defende a prática da mentira, mas evidencia que o temor a Deus traz benefícios de vida. E somente por meio do temor e confiança a Deus é que elas puderam praticar este ato, pois a história também é citada fora da Bíblia pelo historiador judeu Flávio Josefo que diz o seguinte: "O rei...publicou um edito pelo qual ordenava que se deveriam afogar todas as crianças hebréias do sexo masculino e ordenou às parteiras do Egito que observassem exatamente quando as mulheres fossem dar à luz, porque não confiava nas parteiras de sua nação. Esse edito ordenava também que aqueles que se atrevessem a salvar ou criar alguma dessas crianças seriam castigados com pena de morte, juntamente com toda a sua família."


salvo das águas
Vemos que as parteiras somente tinham um motivo para desobedecer a Faraó, o temor verdadeiro que expressaram a Deus, pois estavam sujeitas a pena de morte com todos os membros de suas famílias, se não tivessem uma fé sincera em Deus e um temor genuíno, jamais se arriscariam a tal façanha. Deus sempre terá à sua disposição pessoas com coragem para realizar os seus propósitos, pois foi por meio deste gesto de temor das parteiras que muitas crianças foram salvas da morte e o povo não pereceu por meio da mistura, pois sem homens, as mulheres teriam que se casar com os egípcios. Também vemos a coragem de uma outra mulher, Joquebede, a mãe de Moisés que escondeu-o por três meses e não o matou entregando-o a provisão de Deus que o salvou por meio da filha de Faraó (Êx. 2:1-10).Esse varão Moisés foi "salvo das águas" (este é o significado do nome Moisés; Mo em egípcio é "água", e isés, "preservado") para se tornar o libertador de seu povo.

Terceiro, elas tiveram que optar entre o infanticídio e deixar viver, elas então, decidiram pela obediência à lei moral maior. A obediência aos pais faz parte da lei moral (cf. Ef. 6:1). Mas se um pai ou uma mãe dá ordens para um filho assassinar uma pessoa ou para adorar um ídolo, este terá a opção de se recusar a obedecer esta ordem para obedecer a Deus. O nosso Mestre Jesus Cristo, enfatizou a necessidade de obedecer à lei moral superior quando disse: "Quem ama ao seu pai ou a sua mãe mais do que a mim não é digno de mim" (Mat. 10:37). Também há outro mandamento que enfatiza a obediência maior: "Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento." (Marc. 12:30).

Devemos considerar também que as Escrituras registram, mas nunca recomendam as falhas das pessoas tementes a Deus. Tendo as parteiras temido a Deus e se recusado a obedecer a um decreto sanguinário, vemos que expressaram lealdade a Deus se recusando a por em prática um decreto perverso e sanguinário.

Fontes de pesquisa:
GEISLER, Norman; HOWE, Thomas. Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e "Contradições" da Bíblia. São Paulo: Editora Mundo Cristão, 1999.
DAVIDSON, F.. O Novo comentário da Bíblia. São Paulo: Editora Vida Nova, 3ª Ed., 1997.
JOSEFO, Flávio. História dos Hebreus: De Abraão à queda de Jerusalém. Rio de Janeiro: CPAD. 8ª Ed., 2004.
*Despender: esforço consumido ou usado (neste caso)

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Como é que apenas duas parteiras puderam atender a tantas mulheres hebréias?

Faraó falou com apenas duas parteiras
De acordo com Êxodo 12:37 e Números 1:4, o número dos filhos de Israel quando eles saíram do Egito era de cerca de 2 milhões de pessoas. Isso significa que deveriam ser centenas de milhares de mulheres. Entretanto, Êxodo 1:15 afirma que Faraó falou com apenas duas parteiras hebréias, que eram Sifrá e Puá. Como é que apenas duas parteiras poderiam dar conta de um número tão grande de mulheres?

Faraó se dirigiu a apenas duas das parteira hebréias e falou a elas porque elas eram as líderes das parteiras das mulheres hebréias. A história registra que a sociedade egípcia era altamente organizada. Havia indivíduos que atuavam como supervisores em praticamente todas as profissões e ofícios. Uma boa parte do comércio era regulamentado pelo governo, e os artesãos tinham de se sujeitar ao oficial do governo de seu distrito. Foi dentro desse tipo de estrutura que os israelitas tiveram que indicar aquelas duas mulheres para atuarem como superintendentes de um grande número de parteiras hebréias (cf. Êx. 18:24-25). Esse tipo de estrutura organizacional permitiu facilitar a integração com os oficiais egípcios. Quando Faraó ou um oficial egípcio precisava comunicar alguma nova disposição a uma grupo profissional, isso era feito através de seus superintendentes.

GEISLER, Norman; HOWE, Thomas. Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e "Contradições" da Bíblia. São Paulo: Editora Mundo Cristão, 1999.

Dicionário Teológico de A a Z. Letras F e G

Glossário
Letra F

Falso profeta. Muitos falsos profetas apareceram nos tempos bíblicos, e seu número será aumentado nos últimos dias. O derradeiro falso profeta acompanhará o Anticristo (Ap 16.13; cf. 13.12).

Fariseu. "Um separatista". Membro de um partido rigoroso que veio a existir um século ou mais antes de Cristo. Os fariseus observavam a letra da lei escrita de Moisés e acrescentavam tradições orais que, segundo alegavam, haviam sido dadas a Moisés.

Fé. Crença em Deus e em Cristo, expressa na mais sincera obediência confiante. A fé bíblica é sempre algo mais que crer que algo seja certo. Sempre tem Deus e Cristo como seu objeto.

Federalismo. A teologia da aliança, ou calvinismo maduro, conforme foi desenvolvido no século XVII.

Filiação. Do latim filius ("filho".) O relacionamento entre Deus Pai e Deus Filho dentro da Deidade eterna.

Filologia.
Estudo das línguas conforme é usada na literatura e como meio de transmitir a cultura.

Franciscanos. Ordem católica romana fundada por Francisco de Assis em 1209. Começaram como pregadores nas ruas.

Letra G

Gênero. Um tipo ou forma de literatura, tal como a prosa, a poesia, a narrativa, o discurso, a lamentação, um hino, uma visão, um ditado sapiencial, etc.

Glossolalia. Do grego glõssa ("língua") e laló ("fala"). O dom de falar em outras línguas, concedido pelo Espírito Santo.

Gnosticismo. Doutrina que teve seu início no século II, segundo a qual a salvação vem através de conhecimentos especiais superiores. Alguns gnósticos ensinavam que a matéria física é má. A maioria negava a humanidade de Cristo.

Governo congregacional.
Governo da igreja pelos membros, que possuem direitos iguais.

Governo episcopal.
Governo eclesiástico cuja autoridade se concentra no bispo.

Governo presbiteriano.
O governo eclesiástico dirigido por presbíteros (ou anciãos), que incluem os presbíteros pregadores (pastores) e os presbíteros governantes (que auxiliam o pastor).

Graça.
"Favor imerecido". As riquezas divinas à nossa disposição mediante o sacrifício de Cristo. A generosidade de Deus à humanidade.

Grande Despertamento.
Reavivamento norte-americano no período de 1725-60.

Fonte: HORTON, Stanley M. Teologia Sistemática: Uma perspectiva Pentecostal. São Paulo: CPAD, 2008

Dicionário Teológico de A a Z. Letras D e E

Glossário
Letra D


Deidade. O fato de ser Deus; tendo a natureza de Deus.

Diáspora. A dispersão dos judeus em várias nações, que iniciou como castigo divino contra Israel e Judá. Agora refere-se aos judeus que moram fora da Palestina.

Dicotomismo. Teoria segundo a qual a pessoa humana é composta de dois aspectos básicos: o corpo e a alma.

Didaquê. Palavra grega que significa "ensino". O Didaquê, ou Ensino dos Doze Apóstolos (escrito por volta de 100 d.C), era um manual da vida cristã e das práticas da Igreja. Alegava-se que tivesse a autoridade dos apóstolos.

Discípulo. "Aprendiz", "estudante". Inclui todos os que desejam aprender de Jesus e obedecer aos seus ensinos.

Dispensacionalismo. Teoria popularizada originalmente por J. N. Darby (1800-82) e divulgada pela Bíblia de Referências de Scofield. Divide a atividade de Deus na história em sete dispensações, enfatiza uma interpretação literal da profecia e sustenta que Deus tem dois planos: um para Israel e outro para a Igreja.

Diteísmo. O ensino de que existem dois deuses ou Deuses.

Docetismo. Do grego Dokeõ ("parecer", "ter a aparência"). Ensina que Jesus era Deus, mas que só parecia ser um homem e não morreu realmente na cruz. Uma forma de gnosticismo.

Dogma. Crença ou doutrina mantida como verdade.

Dominicanos. Ordem católica romana fundada por Dominico, em 1215. Enfatizavam tanto o estudo quanto a conversão de outras pessoas à Igreja Católica Romana.

Dualismo. Ensina que o bem e o mal são realidades fundamentais no Universo. Inclui também o ensino de que os seres humanos são compostos de dois elementos totalmente distintos, não unificados.

Ebionismo. Os ebionitas (que significa "pobres", em hebraico) ensinavam que Jesus era filho de José e Maria, e que se tornou o Filho de Deus quando o Espírito Santo desceu sobre Ele. Enfatizavam também a observância da Lei.

Letra E

Eclesiologia. O estudo dos ensinos bíblicos a respeito da Igreja e suas práticas.

Ecumênico. Do grego oikoumenê ("a Terra habitada"). Refere-se às tentativas modernas de unir entre si várias denominações.

Eisegese. Palavra grega que significa "levar para dentro", "introduzir em". Atribuir ao texto bíblico nossas próprias ideias. Antônimo de exegese.

El Elyon.
Termo hebraico que significa "Deus Altíssimo" (Gn 14.18-22).

Elohim. A forma plural da palavra hebraica 'Eloah' ("Deus"). E empregada para os deuses pagãos, anjos, seres espirituais poderosos, e usado para o único Deus verdadeiro para demonstrar que tudo quanto é Deus está somente nEle.

El Olam. Termo hebraico que significa "O Deus de todo o sempre"; "O Deus Eterno".

El Shaddai. Termo hebraico que significa "Deus Onipotente".

Encarnação. O ato mediante o qual o Filho eterno de Deus tornou-se um ser humano sem abrir mão de sua deidade.

Epistemologia. O estudo do conhecimento humano ou de como a mente alcança e usa o conhecimento a fim de determinar a verdade.

Era da Igreja.
Período entre a ressurreição de Cristo e a sua segunda vinda.

Era patrística.
Do latim patres ("pais"). Os sete primeiros séculos da história eclesiástica.

Eunuco. Homem fisicamente castrado.

Eutiquianismo. O ensino de Êutiques (c. de 375 d.C. - c. de 454). Segundo ele, a natureza humana de Jesus foi absorvida pela divina, de modo que Ele tinha uma só natureza.

Evangelicalismo. Afirma a inspiração, a autoridade da Bíblia e a veracidade dos seus ensinos; enfatiza a necessidade da conversão pessoal e da regeneração pelo Espírito Santo.

Exegese. Do grego exêgêsis ("explicação", "interpretação"). Processo de explicar um texto bíblico empregando as regras da hermenêutica.

Existencialismo. Baseado nos ensinos de Soren Kierkgaard (1813-55). Enfatiza a subjetividade e busca a verdade através da experiência (especialmente da ansiedade, temor e angústia) do indivíduo mais que na objetividade científica.

Ex nihilo. Expressão latina que significa "a partir do nada". Refere-se à obra de Deus na criação.

Expiação. Do hebraico kippurim. "O ato de reconciliação" com Deus, cobrindo o pecado com o sangue de um substituto, de modo a não ser necessário nenhum castigo (gr. katallagê — "reconciliação").

Fonte: HORTON, Stanley M. Teologia Sistemática: Uma perspectiva Pentecostal. São Paulo: CPAD, 2008

quinta-feira, 3 de maio de 2012

As saudações dos tempos bíblicos

Shalon
"Saudar com a Paz do Senhor é correto? Desde quando esta saudação é usada? E quais as outras formas de saudação dos tempos bíblicos"?

Certamente que a origem desta saudação é bíblica. Ela remonta desde tempos muito antigos, no AT, quando os judeus diziam: "Shalon". Com o advento do Cristianismo Jesus nos deu a "sua paz". (Leia-se João 20:15,21,26.) Paulo adotou essa saudação em suas epístolas: Rom. 1:7; I Cor. 1:3, etc. Ainda que a saudação completa seja "Graça e Paz", como aparece com maior frequência, vemos o uso mais recorrente entre as igrejas 'A Paz do Senhor'. Quanto ao uso específico da saudação "A Paz do Senhor", algumas igrejas como as Assembleias de Deus usam-na, porém poderá ser usada por qualquer denominação ortodoxa reconhecidamente evangélica. Cada pastor local nesse assunto tem o direito de agir segundo a sua própria consciência ministerial.

A palavra 'Shalon', não significa apenas ausência de guerras, inimizade e brigas, mas inclui também tranquilidade, segurança, saúde, prosperidade e bem-estar material e espiritual para todos (Sal. 29:11; Jo. 20:21).

A paz é uma dádiva de Deus (Sal. 147:14; Rom. 14:17; Ap. 1:4). Vem da parte de Cristo (At. 10:36); somos exortados à paz (Sal. 34:14; Rom. 12:18; 14:19); a paz é resultado da nossa fé (Is. 26:3; Rom. 5:1); da nossa obediência (Is. 48:18; Gl. 6:16); a paz nos é prometida (Sal. 29:11; 122:6; 128:6; Jo. 14:27); a paz é fruto do Espírito (Jo. 14:27; Gl. 5:22).

A saudação com a paz (Shalon) era uma forma de dizer boas vindas. As saudações pouco mudaram no decorrer dos séculos. Então, até onde se sabe, havia três tipos de saudação que correspondiam à intimidade com outra pessoa. Primeiro, vinha o cumprimento face a face, que podia ser verbal, embora isso não fosse necessário, e que envolvia um gesto com a mão, sem contato físico. Algumas vezes era usada como saudação "Alegre-se" ou "Saudações" (Mat. ) e outras vezes "A Paz seja convosco" (Jo. 20:21). Esta palavra foi usada como uma forma de zombaria contra Jesus quando os soldados colocaram a coroa de espinhos em sua cabeça (Mc. 15:18). "Paz seja nesta casa" era a primeira saudação que os setenta faziam ao entrar na casa de um estranho (Luc. 10:5).

Segundo, havia um beijo formal parecido com o que damos a um amigo ou convidado. As pessoas colocavam as mãos nos ombros uma da outra, depois se abraçavam e davam um beijo, primeiro na face direita e depois na esquerda. Vemos uma saudação semelhante quando o profeta Samuel beijou Saul quando o ungiu rei sobre Israel (I Sam. 10:1). Simão, o fariseu, deixou de cumprimentar Jesus desse modo ao recebê-lo em sua casa (Luc. 7:45).

Judas beijou Jesus
Havia também o beijo na boca para demonstrar afeto (Gen. 29:11). Judas beijou Jesus com um beijo de saudação que no grego indica que ele beijou a Cristo várias vezes, suscitando a pergunta de Jesus em Lucas 22:48.

Outra forma de saudação era a reverência, feita a alguém ou a um convidado especialmente digno de honra (Gen. 18:2-3; 23:12). Podia tanto ser um movimento de cabeça, ou até mesmo um movimento de cintura, algo um pouco estranho para nós hoje, más não naquele época e contexto. Outro tipo de saudação era o prostrar-se aos pés do convidado (Mat. 18:26). Este último tipo de saudação era menos usual porque poderia ser confundido com adoração.

Fontes de pesquisas:
A Bíblia Responde - Rio de Janeiro: CPAD, 1984 - 2ª Ed.
Dicionário da Bíblia de Almeida - São Paulo: SBB, 1999 - 2ª Ed.
BOYER, Orlando. Pequena Enciclopédia Bíblica: São Paulo: CPAD, 1966.
GOWER, Ralph. Usos e Costumes dos Tempos Bíblicos: Rio de Janeiro: CPAD, 2002 - 1ª Ed.

Dicionário Teológico de A a Z. Letras B e C

Glossário
Letras B

Baixa crítica. Análise dos textos e manuscritos da Bíblia com a intenção de determinar o significado exato dos autógrafos originais.

Blasfêmia. Calúnia; linguagem ofensiva que infama ou lesa a reputação das pessoas, especialmente quando é proferida contra Deus, Jesus Cristo ou o Espírito Santo.

Letra C


Calvinismo. Os ensinos de João Calvino (1509-64), especialmente conforme desenvolvidos no Sínodo de Dort (1618-19), que enfatizam a depravação total, a eleição divina incondicional, a expiação limitada aos eleitos, a graça irresistível e a perseverança na graça. As igrejas reformadas são calvinistas.

Cânon. Do grego kanõn ("uma vara reta"). Veio a significar uma regra ou padrão e, posteriormente, a lista de livros aceitos pela Igreja como a totalidade das Escrituras inspiradas pelo Espírito Santo, ou seja, os 66 livros da Bíblia.

Cânon fechado. O fato de que nenhum outro livro pode ser acrescentado aos 66 livros da Bíblia.

Carismas. Provém da palavra grega charismata, que significa "dons gratuitos, livremente concedidos". Refere-se aos dons do Espírito Santo (Rm 12.6; 1 Co 12. 4,9,28,30,31).

Carismático. Quem possui um ou mais dos dons do Espírito Santo. Adjetivo frequentemente aplicado a todos os que enfatizam a Pessoa e a obra do Espírito e a disponibilidade e utilidade dos dons hoje.

Carma. No hinduísmo e no budismo, força que resulta das ações da pessoa e determina o destino da alma na próxima vida da pessoa.

Cluníacos. Membros de um movimento de reforma dos séculos X a XII centralizado na Abadia de Cluny, no vale do Ródano, França. Incluíam, também, uns dez mil monges da Inglaterra.

Comunhão aberta. Disposição de servir a Ceia do Senhor a todos os crentes, independente de serem membros daquela igreja local.

Comunhão fechada.
Ensino de que somente membros de uma determinada igreja local podem participar da Ceia do Senhor.

Consagrado.
Separado para o uso ou serviço do Senhor. Também significa uma vida cristã mais plena e profunda de total dedicação a Deus.

Consubstanciação. O ensino de que o corpo de Cristo está espiritualmente unido ao pão, e o sangue de Cristo, ao vinho, na Ceia do Senhor.

Consubstancialidade. O compartilhamento de uma só existência ou substância divina pelo Pai, Filho e Espírito Santo.

Corão. O livro sagrado do islamismo.

Cosmogonia. Qualquer teoria das origens do universo físico.

Credo (confissão).
Declaração que resume os ensinos principais da Bíblia, os quais devem ser cridos pelos cristãos.

Credo dos Apóstolos.
Uma declaração de fé, não propriamente da parte dos apóstolos, mas da Igreja Romana. Trata do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

Credo Niceno. O Concílio de Nicéia (325 d.C.) produziu um credo que foi revisado no Concílio de Constantinopla (381 d.C.) A versão revisada continua sendo recitada em muitas igrejas como uma confissão de fé.

Criacionismo fiat. Criação mediante a ordem direta de Deus.

Criacionismo progressivo. É a ideia de que Deus criou mediante atos criativos distintos entre si, havendo períodos consideráveis de tempo entre eles, ou que se sobrepunham parcialmente entre si, também por longo tempo.

Cristologia.
Do grego Chrístos ("Ungido") e logos ("palavra", "ensino", "mensagem"). O estudo a respeito do que a Bíblia ensina sobre a Pessoa, ministério e obra de Jesus Cristo.

Crítica da redação. Trata os escritores dos Evangelhos como autores e teólogos (ao invés de meros colecionadores de tradições, conforme alega a crítica de forma), procurando determinar como e por que usaram as informações que tinham à sua disposição.

Crítica textual.
Análise de variações nas palavras dos manuscritos da Bíblia em hebraico, aramaico e grego, para determinar o texto exato original. A maioria dessas variações são diferenças mínimas na ortografia ou na ordem das palavras.

Criticismo bíblico. Análise da qualidade literária e histórica da Bíblia. Não se trata de crítica no sentido comum da palavra.

Fonte: HORTON, Stanley M. Teologia Sistemática: Uma perspectiva Pentecostal. São Paulo: CPAD, 2008

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Dicionário Teológico de A a Z. Letra A

Com o intuito de contribuir com nossos amados irmãos estudiosos da Palavra de Deus, estaremos disponibilizando um pequeno dicionário contendo termos pouco conhecidos e arcaicos (de A a Z) que poderão ajudar em muito os amantes do estudo sistemático da Palavra de Deus. Boa leitura e que Deus o abençoe.
Glossário
Letra A

Abba. Palavra aramaica que significa "o pai" ou "ó Pai!"

Abominação da desolação. Refere-se àquilo que causa a poluição do que é santo (Dn 9.27; 11.31; 12.11; Mt 24.15; Mc 13.14). Pode referir-se tanto à destruição do Templo (70 d.C.) quanto à da imagem do Anticristo (Ap 13.14,15; 19.11-21).

Adocianismo. Doutrina falsa do século VIII. Ensinava que Jesus foi adotado (possivelmente no seu batismo) pelo Pai e (por isso) foi incorporado à Deidade, sendo, portanto, negada a existência eterna de Cristo e sua encarnação.

Albigenses. Seita francesa que alegava receber o batismo no Espírito Santo mediante a imposição das mãos. Viviam segundo regras severas e queriam ver aprofundada a vida espiritual do povo comum. A seita foi suprimida pela Igreja Romana.

Alegoria. Forma de interpretar as Escrituras por meio de um sentido mais profundo ou "espiritual" existente por detrás do significado literal.

Alta crítica. Análise literária e histórica dos livros da Bíblia.

Amilenismo. Conceito segundo o qual não haverá nenhum reino futuro de Cristo na Terra. Alguns espiritualizam o Milênio e dizem que ele representa o reino atual de Cristo no Céu durante a totalidade da era da Igreja. Negam que Apocalipse 20 refira-se a um período literal de mil anos.

Ancião de Dias. Um título de Deus Pai que indica sua sabedoria (Dn 7.9,13,22).

Angelologia. O estudo da natureza e obra dos anjos.

Animismo. Crença pagã de que as árvores, pedras e outros objetos naturais são habitados por espíritos.

Anticristo. Falso Cristo que aparecerá no fim desta era. Ele se tornará um ditador mundial e exigirá adoração.

Antissobrenaturalismo. Nega a existência e realidade do sobrenatural. Procura explicar tudo em termos de leis naturais.

Antropodicéia. A "justificação da humanidade". Tentativa de vindicar a humanidade em conexão com o problema do mal.

Antropologia. Em teologia, representa o conceito bíblico dos seres humanos, inclusive nossa criação, o pecado e nosso relacionamento com Deus.

Apocalíptica. Do grego apocalupsis ("revelação", "desvendamento"). Literatura que emprega rico simbolismo para descrever o Reino de Deus vindouro e os eventos que o prenunciam. As visões de Daniel e do Apocalipse são exemplos.

Apolinarianismo. Apolinário (morreu c. de 390 d.C.) ensinava que Jesus tinha corpo e alma humanos mas que a deidade, ou o Logos ("Verbo", Jo 1.1), tomou o lugar do espírito, ou mente, dentro dEle. Apolinário'não considerava Jesus plenamente humano, nem plenamente divino.

Apologética. A defesa da fé cristã, usualmente segundo princípios intelectuais.

Apóstolo. Um "mensageiro". Dois grupos deles são mencionados no Novo Testamento. Os Doze, especialmente treinados e comissionados por Jesus para serem testemunhas primárias de sua ressurreição e de seus ensinos e para disseminar o Evangelho. Julgarão (governarão) as 12 tribos de Israel no reino milenar (Lc 22.30). A palavra também é aplicada a outros diretamente comissionados por Cristo, inclusive Paulo, Barnabé, Andrônico, Júnia e Tiago, irmão do Senhor.

Arianismo. Ário, em 319 d.C, aproximadamente, começou a ensinar que Jesus Cristo é um espírito criado por Deus antes de Ele criar o Universo e que Cristo não compartilha a essência, ou substância, de Deus, mas possui uma essência semelhante.

Arminianismo. Jacobus Armínio (1560-1609) ensinou, na "Remonstrância", que todos quantos crêem em Cristo são eternamente eleitos por Deus; que Cristo morreu por todos; que todo crente é regenerado pelo Espírito Santo; e que é possível cair da graça e perder-se para sempre.

Arqueologia. Estudo científico dos remanescentes de uma cultura e de um povo. Envolve a escavação desses restos.

Arrependimento. Do grego metanoia ("mudança de mente"). Mudança das atitudes básicas para com Deus e Cristo, que envolve voltar-se do pecado e buscar o Reino de Deus e sua justiça.

Artigos de Remonstrância. Ver "Arminianismo".

Ateísmo. A negação da existência de Deus ou de algum deus.

Autógrafos. Os manuscritos (escritos a mão) originais produzidos pelos autores humanos das Escrituras. Provavelmente, tanto circularam e tantas vezes foram copiados que se desfizeram. Não se tem notícia da existência de nenhum deles hoje em dia. Existem, porém, algumas cópias muito antigas.

Fonte: HORTON, Stanley M. Teologia Sistemática: Uma perspectiva Pentecostal. São Paulo: CPAD, 2008

Mais de 15 mil se reúnem em evento missionário; mais de 150 são convertidos

A Igreja Assembleia de Deus ministério Brás Madureira realizou no dia 27 a 29 de Abril o V Congresso de Missões com participação da cantora Fernanda Brum. O evento reuniu um total de cerca de 15 mil pessoas durante os três dias de evento, com mais de 150 pessoas convertidas ao Cristianismo, segundo organizadores.
Assembleia de Deus Brás-Madureira: maior de seus
7.500 templos do estado
Com apresentação de danças, louvores do coro local o culto discorreu com um verdadeiro movimento pentecostal. Através da palavra, os congregados foram levados a meditar nas diversas maneiras de como realizar o serviço missionário.

Em entrevista concedida ao The Christian Post, o pastor Edison Rodrigues, coordenador de missões destacou o incentivo do Pastor presidente e diretor de missões, Samuel Ferreira e sua esposa Keila Ferreira a este projeto e motivou os cristãos a evangelizar.

Edison alertou os cristãos a não apenas se emocionarem e chorarem pelas vidas, mas disporem-se a trabalhar, evangelizar, orar pelas pessoas que precisam, oferecer literatura que edifica, de forma que essas vidas possam sentir o amor de Cristo.

“Existe muito mais pessoas presas fora das grades do que dentro delas, que vivem em cárceres espirituais, que aprisiona e escraviza. Em nossos trabalhos de missão, grande parte dos participantes são jovens e eles têm sido potenciais ganhadores de almas,” comentou o pastor ao CP.

Segundo ele, 70% dos batizados em sua igreja são adolescentes e jovens fruto do evangelismo realizado por este público. Os novos convertidos são direcionados à Escola Bíblica aos domingos, o que auxilia em suas vidas espirituais e muitas vezes oferece cestas básicas aos mais necessitados.

A igreja Assembleia de Deus do Brás também oferece todo segundo domingo do mês orientação evangelística, promovendo cursos, palestras que abordam o tema incentivando seus membros ao trabalho missionário.

Pastor Edison deseja conscientizar a todos os Cristãos sobre o trabalho evangelístico e missionário e que ele seja realizado à luz do mandamento de Deus segundo as Escrituras. “Se você não sabe pra onde vai, nenhum caminho lhe servirá e não adianta ter velocidade se está no caminho errado.”

“Um coração com Cristo é um missionário, um coração sem Cristo é um campo missionário”, disse finalizando com uma frase de Johm Kennedy.

“... O Conformismo é carcereiro da liberdade e o inimigo do crescimento...”

Fonte: The Christian Post

Pastor e 20 cristãos foram mortos neste final de semana na Nigéria

Por Anugrah Kumar , colaborador do Christian Post
30 de abril de 2012
Um pastor e pelo menos 20 fiéis foram mortos quando homens armados suspeitos de serem militantes islâmicos abriram fogo em dois incidentes separados tendo como alvo cultos no norte da Nigéria no domingo.
Terroristas do grupo radical islâmico Boko Haram atacaram ontem pessoas que participavam de um culto num campus universitário. O incidente ocorreu  na cidade de Kano, norte da Nigéria.

Primeiramente, eles usaram  pequenos explosivos para expulsar fiéis do local da reunião. Quando eles fugiam, em pânico, pelo menos 16 pessoas foram mortas à bala e outras 22 pessoas caíram feridas a poucos metros da entrada.

Os atiradores escolheram a parte antiga da Universidade Bayero, onde grupos religiosos usam o teatro e outros locais para realizar seus cultos, explicou o porta-voz da polícia local, Ibrahim Idris. “Quando chegamos ao local, eles já haviam fugido em suas motos”, disse, acrescentando que dezenas ficaram gravemente feridos.

A polícia e soldados do Exército isolaram o local, enquanto tiros ecoavam pelas ruas próximas. Abubakar Jibril, porta-voz da Agência Nacional de Administração de Emergências da Nigéria, disse que os soldados não permitiram que socorristas nem jornalistas entrassem na universidade.

“Lançavam explosivos e faziam disparos, provocando muito pânico entre os fiéis. Depois os perseguiram abrindo fogo contra eles. Também atacaram outra cerimônia no complexo desportivo”, disse uma testemunha.

Os atiradores usaram  pequenos explosivos colocados em latinhas de refrigerantes, método  usado comumente pelo Boko Haram, que significa “a educação ocidental é um pecado”. Membros do Boko Haram também atacaram neste final de semana uma Igreja Cristã em Maiduguri, matando quatro fiéis e o pastor da igreja. A cidade é o quartel-general do grupo radical islâmico que deseja  adotar a lei islâmica (sharia) em toda a Nigéria.

Diplomatas e militares afirmam que o grupo nigeriano está ligado à Al-Qaeda e outros terroristas que agem na África. O Boko Haram rejeitou várias tentativas de conversações de paz indiretas com o governo da Nigéria no passado. As igrejas vêm sendo cada vez mais alvos do grupo, que prometeu exterminar os cristãos do país.

O nome original do Boko Haram é Jama’atul Alhul Sunnah wal Lidda’wati jihad, que pode ser traduzido como “pessoas em prol da propagação dos ensinamentos do profeta e da jihad.” Mohammad Yusuf, o clérigo islâmico que iniciou o grupo cerca de uma década atrás, na cidade de Maiduguri, era contra a educação ocidental. Yusuf era do movimento Salafi, que tem alimentado o terrorismo jihadista em várias partes do mundo como uma expressão legítima do Islã.

Acredita-se que o grupo Boko Haram recebeu sofisticação técnica e armamentos com a ajuda de grupos como a Al-Shabaad no sul da Somália e da Al-Qaeda no Magrebe Islâmico. O grupo terrorista, que também tem como alvo policiais e civis muçulmanos, advertiu que todos os cristãos que vivem no norte do país, devem se mudar para o sul, a menos que eles queiram ser mortos.

Fonte: Christian Post (adaptado)

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