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quinta-feira, 3 de maio de 2012

As saudações dos tempos bíblicos

Shalon
"Saudar com a Paz do Senhor é correto? Desde quando esta saudação é usada? E quais as outras formas de saudação dos tempos bíblicos"?

Certamente que a origem desta saudação é bíblica. Ela remonta desde tempos muito antigos, no AT, quando os judeus diziam: "Shalon". Com o advento do Cristianismo Jesus nos deu a "sua paz". (Leia-se João 20:15,21,26.) Paulo adotou essa saudação em suas epístolas: Rom. 1:7; I Cor. 1:3, etc. Ainda que a saudação completa seja "Graça e Paz", como aparece com maior frequência, vemos o uso mais recorrente entre as igrejas 'A Paz do Senhor'. Quanto ao uso específico da saudação "A Paz do Senhor", algumas igrejas como as Assembleias de Deus usam-na, porém poderá ser usada por qualquer denominação ortodoxa reconhecidamente evangélica. Cada pastor local nesse assunto tem o direito de agir segundo a sua própria consciência ministerial.

A palavra 'Shalon', não significa apenas ausência de guerras, inimizade e brigas, mas inclui também tranquilidade, segurança, saúde, prosperidade e bem-estar material e espiritual para todos (Sal. 29:11; Jo. 20:21).

A paz é uma dádiva de Deus (Sal. 147:14; Rom. 14:17; Ap. 1:4). Vem da parte de Cristo (At. 10:36); somos exortados à paz (Sal. 34:14; Rom. 12:18; 14:19); a paz é resultado da nossa fé (Is. 26:3; Rom. 5:1); da nossa obediência (Is. 48:18; Gl. 6:16); a paz nos é prometida (Sal. 29:11; 122:6; 128:6; Jo. 14:27); a paz é fruto do Espírito (Jo. 14:27; Gl. 5:22).

A saudação com a paz (Shalon) era uma forma de dizer boas vindas. As saudações pouco mudaram no decorrer dos séculos. Então, até onde se sabe, havia três tipos de saudação que correspondiam à intimidade com outra pessoa. Primeiro, vinha o cumprimento face a face, que podia ser verbal, embora isso não fosse necessário, e que envolvia um gesto com a mão, sem contato físico. Algumas vezes era usada como saudação "Alegre-se" ou "Saudações" (Mat. ) e outras vezes "A Paz seja convosco" (Jo. 20:21). Esta palavra foi usada como uma forma de zombaria contra Jesus quando os soldados colocaram a coroa de espinhos em sua cabeça (Mc. 15:18). "Paz seja nesta casa" era a primeira saudação que os setenta faziam ao entrar na casa de um estranho (Luc. 10:5).

Segundo, havia um beijo formal parecido com o que damos a um amigo ou convidado. As pessoas colocavam as mãos nos ombros uma da outra, depois se abraçavam e davam um beijo, primeiro na face direita e depois na esquerda. Vemos uma saudação semelhante quando o profeta Samuel beijou Saul quando o ungiu rei sobre Israel (I Sam. 10:1). Simão, o fariseu, deixou de cumprimentar Jesus desse modo ao recebê-lo em sua casa (Luc. 7:45).

Judas beijou Jesus
Havia também o beijo na boca para demonstrar afeto (Gen. 29:11). Judas beijou Jesus com um beijo de saudação que no grego indica que ele beijou a Cristo várias vezes, suscitando a pergunta de Jesus em Lucas 22:48.

Outra forma de saudação era a reverência, feita a alguém ou a um convidado especialmente digno de honra (Gen. 18:2-3; 23:12). Podia tanto ser um movimento de cabeça, ou até mesmo um movimento de cintura, algo um pouco estranho para nós hoje, más não naquele época e contexto. Outro tipo de saudação era o prostrar-se aos pés do convidado (Mat. 18:26). Este último tipo de saudação era menos usual porque poderia ser confundido com adoração.

Fontes de pesquisas:
A Bíblia Responde - Rio de Janeiro: CPAD, 1984 - 2ª Ed.
Dicionário da Bíblia de Almeida - São Paulo: SBB, 1999 - 2ª Ed.
BOYER, Orlando. Pequena Enciclopédia Bíblica: São Paulo: CPAD, 1966.
GOWER, Ralph. Usos e Costumes dos Tempos Bíblicos: Rio de Janeiro: CPAD, 2002 - 1ª Ed.

Dicionário Teológico de A a Z. Letras B e C

Glossário
Letras B

Baixa crítica. Análise dos textos e manuscritos da Bíblia com a intenção de determinar o significado exato dos autógrafos originais.

Blasfêmia. Calúnia; linguagem ofensiva que infama ou lesa a reputação das pessoas, especialmente quando é proferida contra Deus, Jesus Cristo ou o Espírito Santo.

Letra C


Calvinismo. Os ensinos de João Calvino (1509-64), especialmente conforme desenvolvidos no Sínodo de Dort (1618-19), que enfatizam a depravação total, a eleição divina incondicional, a expiação limitada aos eleitos, a graça irresistível e a perseverança na graça. As igrejas reformadas são calvinistas.

Cânon. Do grego kanõn ("uma vara reta"). Veio a significar uma regra ou padrão e, posteriormente, a lista de livros aceitos pela Igreja como a totalidade das Escrituras inspiradas pelo Espírito Santo, ou seja, os 66 livros da Bíblia.

Cânon fechado. O fato de que nenhum outro livro pode ser acrescentado aos 66 livros da Bíblia.

Carismas. Provém da palavra grega charismata, que significa "dons gratuitos, livremente concedidos". Refere-se aos dons do Espírito Santo (Rm 12.6; 1 Co 12. 4,9,28,30,31).

Carismático. Quem possui um ou mais dos dons do Espírito Santo. Adjetivo frequentemente aplicado a todos os que enfatizam a Pessoa e a obra do Espírito e a disponibilidade e utilidade dos dons hoje.

Carma. No hinduísmo e no budismo, força que resulta das ações da pessoa e determina o destino da alma na próxima vida da pessoa.

Cluníacos. Membros de um movimento de reforma dos séculos X a XII centralizado na Abadia de Cluny, no vale do Ródano, França. Incluíam, também, uns dez mil monges da Inglaterra.

Comunhão aberta. Disposição de servir a Ceia do Senhor a todos os crentes, independente de serem membros daquela igreja local.

Comunhão fechada.
Ensino de que somente membros de uma determinada igreja local podem participar da Ceia do Senhor.

Consagrado.
Separado para o uso ou serviço do Senhor. Também significa uma vida cristã mais plena e profunda de total dedicação a Deus.

Consubstanciação. O ensino de que o corpo de Cristo está espiritualmente unido ao pão, e o sangue de Cristo, ao vinho, na Ceia do Senhor.

Consubstancialidade. O compartilhamento de uma só existência ou substância divina pelo Pai, Filho e Espírito Santo.

Corão. O livro sagrado do islamismo.

Cosmogonia. Qualquer teoria das origens do universo físico.

Credo (confissão).
Declaração que resume os ensinos principais da Bíblia, os quais devem ser cridos pelos cristãos.

Credo dos Apóstolos.
Uma declaração de fé, não propriamente da parte dos apóstolos, mas da Igreja Romana. Trata do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

Credo Niceno. O Concílio de Nicéia (325 d.C.) produziu um credo que foi revisado no Concílio de Constantinopla (381 d.C.) A versão revisada continua sendo recitada em muitas igrejas como uma confissão de fé.

Criacionismo fiat. Criação mediante a ordem direta de Deus.

Criacionismo progressivo. É a ideia de que Deus criou mediante atos criativos distintos entre si, havendo períodos consideráveis de tempo entre eles, ou que se sobrepunham parcialmente entre si, também por longo tempo.

Cristologia.
Do grego Chrístos ("Ungido") e logos ("palavra", "ensino", "mensagem"). O estudo a respeito do que a Bíblia ensina sobre a Pessoa, ministério e obra de Jesus Cristo.

Crítica da redação. Trata os escritores dos Evangelhos como autores e teólogos (ao invés de meros colecionadores de tradições, conforme alega a crítica de forma), procurando determinar como e por que usaram as informações que tinham à sua disposição.

Crítica textual.
Análise de variações nas palavras dos manuscritos da Bíblia em hebraico, aramaico e grego, para determinar o texto exato original. A maioria dessas variações são diferenças mínimas na ortografia ou na ordem das palavras.

Criticismo bíblico. Análise da qualidade literária e histórica da Bíblia. Não se trata de crítica no sentido comum da palavra.

Fonte: HORTON, Stanley M. Teologia Sistemática: Uma perspectiva Pentecostal. São Paulo: CPAD, 2008

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Dicionário Teológico de A a Z. Letra A

Com o intuito de contribuir com nossos amados irmãos estudiosos da Palavra de Deus, estaremos disponibilizando um pequeno dicionário contendo termos pouco conhecidos e arcaicos (de A a Z) que poderão ajudar em muito os amantes do estudo sistemático da Palavra de Deus. Boa leitura e que Deus o abençoe.
Glossário
Letra A

Abba. Palavra aramaica que significa "o pai" ou "ó Pai!"

Abominação da desolação. Refere-se àquilo que causa a poluição do que é santo (Dn 9.27; 11.31; 12.11; Mt 24.15; Mc 13.14). Pode referir-se tanto à destruição do Templo (70 d.C.) quanto à da imagem do Anticristo (Ap 13.14,15; 19.11-21).

Adocianismo. Doutrina falsa do século VIII. Ensinava que Jesus foi adotado (possivelmente no seu batismo) pelo Pai e (por isso) foi incorporado à Deidade, sendo, portanto, negada a existência eterna de Cristo e sua encarnação.

Albigenses. Seita francesa que alegava receber o batismo no Espírito Santo mediante a imposição das mãos. Viviam segundo regras severas e queriam ver aprofundada a vida espiritual do povo comum. A seita foi suprimida pela Igreja Romana.

Alegoria. Forma de interpretar as Escrituras por meio de um sentido mais profundo ou "espiritual" existente por detrás do significado literal.

Alta crítica. Análise literária e histórica dos livros da Bíblia.

Amilenismo. Conceito segundo o qual não haverá nenhum reino futuro de Cristo na Terra. Alguns espiritualizam o Milênio e dizem que ele representa o reino atual de Cristo no Céu durante a totalidade da era da Igreja. Negam que Apocalipse 20 refira-se a um período literal de mil anos.

Ancião de Dias. Um título de Deus Pai que indica sua sabedoria (Dn 7.9,13,22).

Angelologia. O estudo da natureza e obra dos anjos.

Animismo. Crença pagã de que as árvores, pedras e outros objetos naturais são habitados por espíritos.

Anticristo. Falso Cristo que aparecerá no fim desta era. Ele se tornará um ditador mundial e exigirá adoração.

Antissobrenaturalismo. Nega a existência e realidade do sobrenatural. Procura explicar tudo em termos de leis naturais.

Antropodicéia. A "justificação da humanidade". Tentativa de vindicar a humanidade em conexão com o problema do mal.

Antropologia. Em teologia, representa o conceito bíblico dos seres humanos, inclusive nossa criação, o pecado e nosso relacionamento com Deus.

Apocalíptica. Do grego apocalupsis ("revelação", "desvendamento"). Literatura que emprega rico simbolismo para descrever o Reino de Deus vindouro e os eventos que o prenunciam. As visões de Daniel e do Apocalipse são exemplos.

Apolinarianismo. Apolinário (morreu c. de 390 d.C.) ensinava que Jesus tinha corpo e alma humanos mas que a deidade, ou o Logos ("Verbo", Jo 1.1), tomou o lugar do espírito, ou mente, dentro dEle. Apolinário'não considerava Jesus plenamente humano, nem plenamente divino.

Apologética. A defesa da fé cristã, usualmente segundo princípios intelectuais.

Apóstolo. Um "mensageiro". Dois grupos deles são mencionados no Novo Testamento. Os Doze, especialmente treinados e comissionados por Jesus para serem testemunhas primárias de sua ressurreição e de seus ensinos e para disseminar o Evangelho. Julgarão (governarão) as 12 tribos de Israel no reino milenar (Lc 22.30). A palavra também é aplicada a outros diretamente comissionados por Cristo, inclusive Paulo, Barnabé, Andrônico, Júnia e Tiago, irmão do Senhor.

Arianismo. Ário, em 319 d.C, aproximadamente, começou a ensinar que Jesus Cristo é um espírito criado por Deus antes de Ele criar o Universo e que Cristo não compartilha a essência, ou substância, de Deus, mas possui uma essência semelhante.

Arminianismo. Jacobus Armínio (1560-1609) ensinou, na "Remonstrância", que todos quantos crêem em Cristo são eternamente eleitos por Deus; que Cristo morreu por todos; que todo crente é regenerado pelo Espírito Santo; e que é possível cair da graça e perder-se para sempre.

Arqueologia. Estudo científico dos remanescentes de uma cultura e de um povo. Envolve a escavação desses restos.

Arrependimento. Do grego metanoia ("mudança de mente"). Mudança das atitudes básicas para com Deus e Cristo, que envolve voltar-se do pecado e buscar o Reino de Deus e sua justiça.

Artigos de Remonstrância. Ver "Arminianismo".

Ateísmo. A negação da existência de Deus ou de algum deus.

Autógrafos. Os manuscritos (escritos a mão) originais produzidos pelos autores humanos das Escrituras. Provavelmente, tanto circularam e tantas vezes foram copiados que se desfizeram. Não se tem notícia da existência de nenhum deles hoje em dia. Existem, porém, algumas cópias muito antigas.

Fonte: HORTON, Stanley M. Teologia Sistemática: Uma perspectiva Pentecostal. São Paulo: CPAD, 2008

Mais de 15 mil se reúnem em evento missionário; mais de 150 são convertidos

A Igreja Assembleia de Deus ministério Brás Madureira realizou no dia 27 a 29 de Abril o V Congresso de Missões com participação da cantora Fernanda Brum. O evento reuniu um total de cerca de 15 mil pessoas durante os três dias de evento, com mais de 150 pessoas convertidas ao Cristianismo, segundo organizadores.
Assembleia de Deus Brás-Madureira: maior de seus
7.500 templos do estado
Com apresentação de danças, louvores do coro local o culto discorreu com um verdadeiro movimento pentecostal. Através da palavra, os congregados foram levados a meditar nas diversas maneiras de como realizar o serviço missionário.

Em entrevista concedida ao The Christian Post, o pastor Edison Rodrigues, coordenador de missões destacou o incentivo do Pastor presidente e diretor de missões, Samuel Ferreira e sua esposa Keila Ferreira a este projeto e motivou os cristãos a evangelizar.

Edison alertou os cristãos a não apenas se emocionarem e chorarem pelas vidas, mas disporem-se a trabalhar, evangelizar, orar pelas pessoas que precisam, oferecer literatura que edifica, de forma que essas vidas possam sentir o amor de Cristo.

“Existe muito mais pessoas presas fora das grades do que dentro delas, que vivem em cárceres espirituais, que aprisiona e escraviza. Em nossos trabalhos de missão, grande parte dos participantes são jovens e eles têm sido potenciais ganhadores de almas,” comentou o pastor ao CP.

Segundo ele, 70% dos batizados em sua igreja são adolescentes e jovens fruto do evangelismo realizado por este público. Os novos convertidos são direcionados à Escola Bíblica aos domingos, o que auxilia em suas vidas espirituais e muitas vezes oferece cestas básicas aos mais necessitados.

A igreja Assembleia de Deus do Brás também oferece todo segundo domingo do mês orientação evangelística, promovendo cursos, palestras que abordam o tema incentivando seus membros ao trabalho missionário.

Pastor Edison deseja conscientizar a todos os Cristãos sobre o trabalho evangelístico e missionário e que ele seja realizado à luz do mandamento de Deus segundo as Escrituras. “Se você não sabe pra onde vai, nenhum caminho lhe servirá e não adianta ter velocidade se está no caminho errado.”

“Um coração com Cristo é um missionário, um coração sem Cristo é um campo missionário”, disse finalizando com uma frase de Johm Kennedy.

“... O Conformismo é carcereiro da liberdade e o inimigo do crescimento...”

Fonte: The Christian Post

Pastor e 20 cristãos foram mortos neste final de semana na Nigéria

Por Anugrah Kumar , colaborador do Christian Post
30 de abril de 2012
Um pastor e pelo menos 20 fiéis foram mortos quando homens armados suspeitos de serem militantes islâmicos abriram fogo em dois incidentes separados tendo como alvo cultos no norte da Nigéria no domingo.
Terroristas do grupo radical islâmico Boko Haram atacaram ontem pessoas que participavam de um culto num campus universitário. O incidente ocorreu  na cidade de Kano, norte da Nigéria.

Primeiramente, eles usaram  pequenos explosivos para expulsar fiéis do local da reunião. Quando eles fugiam, em pânico, pelo menos 16 pessoas foram mortas à bala e outras 22 pessoas caíram feridas a poucos metros da entrada.

Os atiradores escolheram a parte antiga da Universidade Bayero, onde grupos religiosos usam o teatro e outros locais para realizar seus cultos, explicou o porta-voz da polícia local, Ibrahim Idris. “Quando chegamos ao local, eles já haviam fugido em suas motos”, disse, acrescentando que dezenas ficaram gravemente feridos.

A polícia e soldados do Exército isolaram o local, enquanto tiros ecoavam pelas ruas próximas. Abubakar Jibril, porta-voz da Agência Nacional de Administração de Emergências da Nigéria, disse que os soldados não permitiram que socorristas nem jornalistas entrassem na universidade.

“Lançavam explosivos e faziam disparos, provocando muito pânico entre os fiéis. Depois os perseguiram abrindo fogo contra eles. Também atacaram outra cerimônia no complexo desportivo”, disse uma testemunha.

Os atiradores usaram  pequenos explosivos colocados em latinhas de refrigerantes, método  usado comumente pelo Boko Haram, que significa “a educação ocidental é um pecado”. Membros do Boko Haram também atacaram neste final de semana uma Igreja Cristã em Maiduguri, matando quatro fiéis e o pastor da igreja. A cidade é o quartel-general do grupo radical islâmico que deseja  adotar a lei islâmica (sharia) em toda a Nigéria.

Diplomatas e militares afirmam que o grupo nigeriano está ligado à Al-Qaeda e outros terroristas que agem na África. O Boko Haram rejeitou várias tentativas de conversações de paz indiretas com o governo da Nigéria no passado. As igrejas vêm sendo cada vez mais alvos do grupo, que prometeu exterminar os cristãos do país.

O nome original do Boko Haram é Jama’atul Alhul Sunnah wal Lidda’wati jihad, que pode ser traduzido como “pessoas em prol da propagação dos ensinamentos do profeta e da jihad.” Mohammad Yusuf, o clérigo islâmico que iniciou o grupo cerca de uma década atrás, na cidade de Maiduguri, era contra a educação ocidental. Yusuf era do movimento Salafi, que tem alimentado o terrorismo jihadista em várias partes do mundo como uma expressão legítima do Islã.

Acredita-se que o grupo Boko Haram recebeu sofisticação técnica e armamentos com a ajuda de grupos como a Al-Shabaad no sul da Somália e da Al-Qaeda no Magrebe Islâmico. O grupo terrorista, que também tem como alvo policiais e civis muçulmanos, advertiu que todos os cristãos que vivem no norte do país, devem se mudar para o sul, a menos que eles queiram ser mortos.

Fonte: Christian Post (adaptado)

segunda-feira, 30 de abril de 2012

O Ministério consumado de Cristo

"Está consumado"
Hebreus 7:24-28 / Rom. 5:6 / Jo. 19:17-37

O Ministério público de Jesus teve início quando Ele, em um casamento em Caná da Galiléia, transformou água em vinho (Jo. 2:1-12). Jesus é o Verbo de Deus, o Filho de Deus, o Profeta esperado, o Filho de Davi, Verdadeiro Homem e Verdadeiro Deus; cumprindo perfeitamente o que sobre Ele estava escrito na Lei, nos profetas e nos Salmos (Luc. 24:44). Nada, absolutamente nada de tudo que estava profetizado sobre sua pessoa e obra deixou de se cumprir e, após dar início ao seu Ministério público, andou por toda parte pregando o Evangelho proclamando liberdade aos cativos e fazendo a vontade do Pai (Jo. 4:34; 5:30b), e por fim consumou totalmente este Ministério na cruz do Calvário (Jo. 19:30), onde pronuncia sua famosa frase: "Está consumado".

A consumação do Ministério de Cristo foi, é e sempre será importante para aqueles que creem em seu nome.

O caminho da crucificação

é um fato histórico
A morte de Jesus Cristo na cruz é um fato histórico, e não poderá de forma alguma ser tratada como se fosse alguma coincidência, pois estava previsto nas Escrituras (I Cor. 15:3), afetando a vida de todos os seres humanos. A morte de Jesus não foi apenas a morte de um justo, mas um sacrifício pelos nossos pecados que foi aceito por Deus e que Ele propôs como propiciação pelos nossos pecados (Rom. 3:25).

A crucificação de Jesus é o ápice de seu Ministério, sem a cruz não poderia haver salvação para nós, e sem ela o Ministério de Jesus não poderia ter sido consumado. A Lei e os profetas convergem em Cristo, sendo sua paixão e morte o cumprimento das Escrituras Sagradas (Lc. 24:26-27 e 44-46). Os quatro Evangelhos apontam essa morte como cumprimento das Escrituras dos profetas (Mt.27:35; Mc. 15:24; Lc. 23:34; Jo. 19:24,36,37). a morte de Jesus é a conclusão exata dos ensinamentos do Antigo Testamento.
Jesus Cristo foi interrogado
  1. Jesus entregue aos soldados romanos. Jesus Cristo foi interrogado pelo então governador romana da Judéia, Pôncio Pilatos, que governou entre 26 a.C. a 36 d.C., que na ocasião não achou em Cristo nenhuma culpa (Mc. 15:2-5; Lc. 23:4), mas que por motivos políticos deixou que Jesus Cristo fosse crucificado (Mat. 27; Lc. 13:1). Após ser interrogado, Jesus foi entregue aos soldados romanos para ser crucificado (Mc. 15:15). O nosso Redentor foi condenado injustamente, pois sendo Ele justo padeceu no lugar dos injustos, como está escrito: "O justo padeceu pelos injustos" (I Ped. 3:18), com a finalidade de nos levar até Deus. Por essa razão, todos os pecadores arrependidos podem ser salvos da perdição eterna, do tormento eterno, do inferno de sofrimento sem fim (Lc. 23:43) que virá sobre os filhos da desobediência (Ef. 2:2; Ef. 5:6).
  2. Jesus foi duramente escarnecido pelos soldados romanos (Mc. 15:17-20). O Senhor foi vestido de púrpura, colocaram uma coroa de espinhos sobre a cabeça (v.17) e zombaram d'Ele e so Reino que Ele viera anunciar. Os soldados não pararam por aí, continuaram suas zombarias e ultrajes, feriram a cabeça do Senhor com uma espécie de vara e ainda deram cusparadas em sua face. O desprezo sofrido pelo Senhor por intermédio dos soldados foi terrível, desde o primeiro até o último ultraje, eles agiram contra o Senhor Jesus desprezando a sua pessoa e rebaixando-o com muita indignidade fingindo adorá-lo (v.19), cumprindo o que estava escrito em Isaías 53:3: "Era desprezado, e o mais rejeitado entre os homens, homem de dores, e experimentado nos trabalhos; e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum." Isso já seria terrível se praticado contra um ser humano normal como eu ou você, agora imagine tudo isso sendo praticado contra o nosso Salvador, aquele que veio entregar a sua vida para nos dar a vida eterna mediante a fé na expiação realizada por ele na cruz (Jo. 10:15,17,28). No último dia, os que creram fervorosamente n'Ele receberão a incorruptível coroa da Glória (I Ped. 5:4).
  3. Jesus foi despojado de suas vestes (Mt. 27:35; Mc. 15:24). Jesus foi despido e crucificado completamente nu, diante de todos os que ali estavam. Os soldados que estavam envolvidos na crucificação, repartiram entre si as vestes do Senhor e lançaram sortes sobre a sua túnica, como podemos ver no Salmo 22:18. O relato da crucificação de Jesus está registrado nos quatro Evangelhos sinóticos, devendo ser entendidos como uma narrativa completa, havendo muita coisa em comum nesses Evangelhos e outras registros que aparecem em apenas um deles, um completa a narrativa do outro, ou seja, são harmoniosos entre si, não havendo contradição, apenas o que um não descreve, o outro descreve completando a narrativa da vida de Jesus. somente Mateus faz o relato da abertura dos sepulcros e da ressurreição dos mortos quando Jesus morreu (Mat. 27:50-53); apenas Lucas relata o arrependimento de um dos malfeitores crucificados ao lado do Senhor (Luc. 23:40-43); o único Evangelho que descreve o Senhor carregando a sua cruz nas costas foi João (Jo. 19:17). Jesus passou grande humilhação e vergonha na cruz por nossa causa. Não havia em nós justiça, Deus nos cobriu com a sua própria consumando-a na cruz do Calvário. Hoje podemos nos apresentar diante de Deus revestidos da justiça que o Senhor nos proveu na cruz.
A morte vicária de Jesus na cruz

A Bíblia ensina que "todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus" (Rom. 3:23) e que o homem é completamente incapaz de salvar-se a si mesmo (Is. 64:6), de alcançar o céu com sua própria força, justiça ou bondade. Por isso deus teve que prover uma salvação de maneira que a paz e a justiça se encontrassem (Sal. 85:10). Então podemos afirmar que o sacrifício de Jesus satisfez toda a justiça que a Lei e os profetas exigiam. O AT não só anuncia a vinda de Jesus com sua paixão e morte como também apresenta a importância do sangue no sacrifício, apontando para o Calvário: "...é o sangue que fará expiação pela alma" (Lev. 17:11). Em Hebreus vemos a confirmação dessas palavras onde podemos ler: "...sem derramamento de sangue não há remissão" (Heb. 9:22). O significado de expiação é reconciliar um relacionamento, restaurar a relação antes quebrada. Na cruz, fomos reconciliados com Deus (II Cor. 5:19; Ef. 2:23-26). Jesus morreu a morte de cruz, que era considerada a pior das mortes que um condenado a morte, pois a posição do crucificado provocava câimbras e alucinações, o que muitas vezes, para aliviar o suplício, dava-se vinagre com fel, considerado um tipo de anestésico que aliviava as dores. Somente os piores tipos de malfeitores recebiam este castigo. Jesus foi condenado como um malfeitor entre malfeitores ( Is. 53:12; Mc. 15:27). A estrutura bíblica gravita em torno da morte de Jesus, a paixão e morte de Cristo é contada como parte da vida terrena d'Ele nos quatro Evangelhos, sendo as evidências externas sólidas e indestrutíveis.
derramou o seu sangue

Historiadores de grande renome, inclusive dentro de círculos não cristãos, ou seja, pessoas que não teriam o mínimo interesse de contribuir com o cristianismo, citam a respeito da morte do Senhor Jesus. Flávio Josefo, historiador judeu que não era um cristão é um desses historiadores:
Nesse tempo, apareceu Jesus, que era um homem sábio, se é que podemos considerá-lo simplesmente um homem, de tão admiráveis que eram a suas obras. Ele ensinava os que tinham prazer em ser instruídos na verdade e foi seguidos não somente por muitos judeus, mas também por muitos gentios. Ele era o CRISTO. Os mais ilustres de nossa nação acusaram-no perante Pilatos, e este ordenou que o crucificassem. Os que o haviam amado durante a vida não o abandonaram depois da morte. Ele lhes apareceu ressuscitado e vivo no terceiro dia, como os santos profetas haviam predito, dizendo que Ele faria muitos outros milagres. é d'Ele que os cristãos, os quais vemos ainda hoje, tiraram o seu nome (Antiguidades, LIVRO 18.4.772). Tácito, historiador romano diz: "Cristo foi executado no reinado de Tibério pelo procurador Pôncio Pilatos" (Anais XV.44.2.3).

  1. Por que Jesus sofreu morte de cruz?
Jesus não era malfeitor, não teve pecados (Jo. 8:46). Jesus é o Cordeiro de Deus (Jo. 1:29) imolado desde a fundação do mundo (Apoc. 13:8). Ele morreu na cruz por que veio para esse fim, o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de todos nós e levou sobre si os pecados de muitos (Is. 53:6,12); essa foi a única maneira de salvar os pecadores.

     2.  Por que a morte de Jesus foi vicária?

O termo "vicário" vem do latim "vicarius", que significa, "o que faz as vezes do outro, o que substitui". Portanto, morte vicária quer dizer morte substitutiva, porque Jesus morreu em nosso lugar (I Cor. 15:3; Gál. 2:20). Jesus nos substituiu na cruz, sofrendo uma condenação que não era d'Ele, mas de todo o pecador perdido, resgatando o pecador e livrando-o da condenação da morte, pois está escrito: "A alma que pecar, essa morrerá" (Ez. 18:4b). O ser humano pecou, por isso havia sobre ele uma sentença de morte, devia morrer. Mas Deus por sua misericórdia e infinita graça, enviou seu Filho Jesus Cristo (Jo. 3:16), demonstrando profundo amor pelos homens pecadores, fazendo com que Ele tomasse o nosso lugar e morresse por nós. E por que muitos ainda não foram salvos? Porque a cruz de Cristo é escândalo para os que perecem (I Cor. 1:23). Mas o que há de tão ofensivo na cruz de Cristo que nos proporcionou tão grande salvação? O orgulho e soberba do homem que faz com que este se rebele contra a sentença de Deus, este se ofende porque não intende que Deus não pode aceitar seus esforços e justiças pessoais. O sacrifício de Jesus nos mostra que é impossível ir ao céu pela bondade e força humanas. A salvação é muito mais simples do que nosso esforço, e Jesus realizou tudo por nós, precisamos apenas aceitar isso com humildade. Ao terceiro dia, ressuscitou, subiu ao céu e assentou-se à destra do Pai (Mc. 16:19; Heb. 10:12). A ressurreição de Jesus é um pilar para o cristianismo e é o que o diferencia de todas as religiões da Terra, pois Ele vive para sempre. Os fundamentos da salvação de todo aquele que tem fé n'Ele está posto.

Jesus Morreu para expiar os nossos pecados
vazaram-lhe as mãos e os pés

A queda de Adão mergulhou toda a raça humana na escravidão do pecado (Rom. 3:23; 5:12). O preço de nossa redenção era muito grande (I Cor. 6:20). O preço exigido era de sangue, pois assim se lê em Hebreus 9:22: "sem derramamento de sangue não há remissão".
  1. Jesus pagou o preço (I Cor. 6:20; Mc. 10:45). O nosso Salvador derramou o seu sangue na cruz do Calvário, teve sua fronte furada pelos espinhos (Mc. 15:17); teve suas costas marcadas com os açoites (Jo. 19:1); teve as mãos e pés vazados pelos cravos (Jo. 20:25-27); feriram-lhe o lado com uma lança saindo sangue e água da ferida (Jo. 19:34). Ele derramou o seu sangue (Jo. 19:34) e deu a sua vida para nos resgatar (Mt. 20:28).
  2. "O sangue fará expiação..." (Lev. 16:29-30). Em Israel havia o "dia da expiação"* (hebraico, Yom Kippur), era considerada a mais importante das setes festas que o Senhor havia mandado o povo celebrar. Era um dia de tristeza (Lev. 16:31a), era o dia em que o povo afligia suas almas por causa de seus pecados, haviam rituais a serem feitos no culto com sacrifícios de animais, tudo era voltado para a expiação da culpa. É claro que nada daquilo podia tirar pecados. Por isso aquele cerimonial apontava para o sacrifício perfeito que Cristo realizou na cruz. Este sim, o único sacrifício capaz de tirar pecados, porque "o sangue de JESUS, seu Filho, nos purifica de todo pecado" (I Jo. 1:7b). O sangue era oferecido no altar (Lev. 17:11). Havia a festa anual da expiação (Lev. 16:29-34). Era um estatuto perpétuo. O sacerdote fazia expiação do santuário, da tenda da congregação e do altar; fazia expiação pelos demais sacerdotes e por todo o povo da congregação (vs. 32-34). A expiação era feita com sangue (Lev. 16:27). O animal para a expiação era degolado, o seu sangue levado para dentro do véu e espargido sobre o propiciatório (Lev. 16:15-16). O santuário, com todos os utensílios usados no ofício sacerdotal eram purificados com o sangue. "E quase todas as coisas, segundo a Lei, se purificam com sangue" (Heb. 9:22). Jesus verteu o seu sangue imaculado (sem mancha de pecado), entrou no Santo dos Santos (o verdadeiro, o céu) e compareceu perante a face de Deus por nós obtendo eterna redenção, a redenção de todos os homens, o seu próprio sangue (Heb. 9:12,24-25). Desta forma, Jesus pode salvar todo aquele que n'Ele vier a crer.
De fato Jesus se entregou por nós, Ele deu a sua vida por nós pecadores, como Ele mesmo nos prometeu "...a minha vida...ninguém a tira de mim, mas eu de mim mesmo a dou..." (Jo. 10:17-18). Jesus consumou plenamente o seu Ministério, a sua morte na cruz satisfez plenamente as exigências da Lei de Deus. Ele pagou um altíssimo preço para nos redimir, foi a maior expressão do amor de Deus, Ele ofereceu o mais perfeito sacrifício, o sacrifício de si mesmo. e com grande voz proferiu as palavras que comprovam a consumação de seu Ministério: "Está consumado" (grego. tetelestái; aramaico, moshallam) era como se fosse uma ordem de soltura dos presos, dizendo que as dívidas estavam pagas, terminadas, sentença cumprida. O brado de JESUS no alto da cruz declara haver concluído a obra de redenção total entregando ao Pai o seu espírito, não foi um está acabado como de um derrotado, mas de um vitorioso que cumpriu a missão que estava proposta para Ele cumprir. E por fim, ressuscitou e está no céu à destra de Deus (Mc. 16:19).
ressuscitou

Deus abençoe a todos na graça salvadora do Senhor Jesus.
 
Fontes pesquisadas:
Dicionário da Bíblia de Almeida-SBB, 2ª Ed. 1999
Cristologia - Esequias Soares, Hagnos Editora
Dicionário Bíblico Universal
*Dia de humilhação e arrependimento nacional entre o povo de Israel, descrito no cap. 16 de Levítico

sábado, 28 de abril de 2012

Templo Manjedoura do Nazareno. Que seita é essa?

Imagem Ilustrativa
A cada dia que passa surgem mais e mais ensinos que divergem dos verdadeiros ensinos bíblicos, sendo que muitos, apesar de ter 'aparência' de verdade, não passam de falsos ensinos que distorcem o que dizem as Escrituras. Sempre que analisamos uma determinada 'seita' e esta é colocada à prova diante da Palavra de Deus, todos ou quase todos os seus ensinos se esfacelam, pois tentam mostrar um outro evangelho, afirmando inclusive, ter recebido tal revelação de algum ser angelical (Gál. 1:6-8). Paulo há muito nos advertiu acerca disso.

E uma dessas seitas, que até então não tem muita influência no Brasil, porém já tem arrebanhado muitos é o "Templo Manjedoura do Nazareno", fundada em 1958, na cidade de Porto Alegre no Rio Grande do Sul, sob a influência de um ex-bancário chamado Eloy Burges Peralta. Peralta conseguiu seus primeiros adeptos nesta região do Sul do Brasil, onde começou a pregar que era uma profeta superior a Jesus Cristo, e após atingir 3.500 adeptos, fechou as "portas do seu aprisco", não aceitando mais fiéis, evitando qualquer tipo de proselitismo, o que é comum na maioria das seitas.
Mapa do Rio Grande do Sul

Para Peralta, a Bíblia, que é a Palavra de Deus, está ultrapassada e por isso teria recebido uma missão divina de resgate da humanidade, por isso passou a dedicar-se completamente a essa obra. No princípio de suas atividades religiosas, Peralta começou a pregar que Jesus Cristo era a salvação do mundo, e que ele seria um enviado de Jesus para curar os que estavam na terra. Porém, mais tarde, com muitos anos de estrada e trabalhos espirituais, libertou-se de Jesus, segundo ele, e tornou-se superior a ele, pois afirmava que o ministério de Jesus durou apenas 3 anos, e o seu já havia durado mais, tornado-o superior.

Em certas ocasiões pregava o dia inteiro, proibia o uso de remédios dizendo que podia curar todas as doenças com água e com uma bênção. Os adeptos de sua seita são terminantemente proibidos de fazer uso de qualquer tipo de medicamentos.

No ano de 1965, o líder da seita afirma ter recebido uma nova revelação de Deus que teria dito a ele para não pregar mais e nem receber novos adeptos na região onde pregava; sua nova tarefa seria ir aos outros Estados do Brasil para salvar as almas que estavam sofrendo. Posteriormente, essa revelação se estendeu ao mundo todo, realizando viagens ao redor do globo por pelo menos três vezes, sempre acompanhado por por uma de suas (pasmem!) 36 esposas, as quais ele afirmava serem "esposas espirituais". Sempre, ao chegar no país objeto de suas viagens, fazia um grande sinal e levantava os braços para que pudesse resgatar as almas que ali já haviam morrido.

No ano de 1977, segundo ele, lhe seria dada uma nova revelação, a qual aparentemente, jamais recebera.

O Templo

Atualmente, a seita possui um templo no bairro de Três Figueiras em Porto Alegre-RS. Possui ônibus para locomoção e pregação em outras localidades e para levar as pessoas para trabalharem na Chácara de Peralta, em Mato Fino.

Principais doutrinas

Deus e Jesus Cristo. Para eles, Deus é um ser superior que criou o universo. Agora, um dos maiores problemas desta seita é a afirmação a seguir: Cristo não passa de um santo de terceira categoria, que teria sido ultrapassado pelo próprio Peralta, que trabalhou muitos anos a mais do que Cristo para resgatar a humanidade. Para ele (Peralta), ele veio à terra para resgatar os vivos e todos os espíritos, considerando-se a si mesmo como rei. O que dizem as Escrituras sobre Jesus Cristo? Ele, Jesus, veio da parte de Deus (Jo. 1:1-3; 17:5), é um ser divino, em muito superior aos homens, perfeito em tudo o que fez; Jesus jamais pecou (Heb. 4:15), só isso já O faria em muito superior a nós mortais; falou com autoridade e poder (Jo. 7:46); realizou inúmeros milagres (Marc.6:56; Jo. 20:30-31); a Bíblia afirma com muita clareza e propriedade que Cristo é Deus e Salvador, ou seja, não há outro salvador (Tito 2:13); seu nascimento foi sobrenatural e virginal (Mat. 1:18-20); Ele mesmo disse ser igual a Deus (Jo. 10:30); ressuscitou dos mortos (Rom. 1:4; I Tess. 4:14-17; Luc. 24:5; Marc. 16:6), coisa que jamais qualquer pretenso salvador o fez; Jesus Cristo foi aprovado por Deus e foi enviado para morrer em nosso lugar, no lugar dos pecadores (Mat. 20:28; Jo. 10:17; I Jo. 2:2; Heb. 10:12); Cristo está nos céus (Heb. 7:24-25); e por fim voltará com muito poder e muita glória (Jo. 14:2-3). Lendo tudo isso, faço uma pergunta. Qual outro seria teu igual Senhor?

Toda seita tem doutrinas aparentemente verdadeiras, mas quando falam a respeito de Deus e Jesus Cristo, negam a suficiência do Senhor como Salvador Eterno e sua divindade, negam as Escrituras ou partes dela, fazem adaptações ou adições para fortalecer seus ensinos, e sempre afirmam ter recebido uma nova doutrina.

A vida cotidiana cheia de renúncias. Acreditam na tolerância de uns para com os outros; na humildade; no sacrifício. "Se te derem uma bofetada, vira a face e dá o outro lado". Creem na humilhação total e privação para se elevarem; aceitam apenas serviços domésticos e humildes.

Vejamos alguns ensinos da Palavra de Deus sobre os ensinos e de onde eles vem:

1_ Os ensinamentos e o exemplo estão em Jesus Cristo e não em algum líder deste mundo; nosso exemplo a seguir é Jesus Cristo (Heb. 12:1-2; I Jo. 2:3-7);
2_ O sentimento que deve preencher nossos corações é o mesmo sentimento de humildade que houve em Cristo Jesus (Fil. 2:3-11), é diante d'Ele que devemos nos prostrar.
3_ Agora, se prestarmos atenção nesta passagem veremos o quanto somos advertidos em não acreditarmos em qualquer ensino: O apóstolo João nos adverte sobre os opositores de Cristo, que saíram do meio dos salvos e negam que Jesus é o Cristo (I Jo. 2:18-29). Dos tais devemos nos guardar.

O Templo Manjedoura do Nazareno e a reencarnação

Com relação a este assunto, o assunto dos espíritos, Peralta assim afirma: "A Umbanda são uns pobres coitados, são do reino animal. No espiritismo há muita mistificação!" Mas mesmo com essas afirmações, Peralta admite a reencarnação. E segundo ele, o único que pode se comunicar com os espíritos do espaço é ele mesmo, que teria sido em encarnações anteriores Pedro Álvares Cabral e Tiradentes (?!?). Entre os seus fiéis existem diversos estágios: os leigos, os que sabem os preceitos e os eleitos.

A Bíblia é bem clara acerca do destino de nossas almas após a morte.

A Bíblia é bem clara sobre o
destino de nossas almas
1_ Jesus Cristo ensinou sobre a morte, o sofrimento eterno e sobre a vida eterna (Mat. 25:46; Luc. 13:23-30; Jo. 3:16; Jo. 6:47; Jo. 14:3).
2_ O apóstolo Paulo ensinou sobre a morte e a vida eterna (Rom. 6:23; I Cor. 15:55-57; II Tess. 1:8-9).
3_ Está escrito: "...aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo" (Heb. 9:27).

Não há passagens bíblicas afirmando que os que creem devem passar por estágios. Existem sim, crentes espirituais e crentes carnais, segundo o apóstolo Paulo nos ensina, mas estes termos nem de longe se referem a estágios diante de Deus. Seus aspectos estão apenas relacionados à santificação dos crentes (I Cor. 3:1-3; Heb. 5:12-14).

Por fim, gostaríamos de alertar acerca de andar após homens e ensinos que não se valem da Palavra de Deus, e quando fazemos alertas, não estamos em momento algum buscando ofender pessoas, mas mostrar que a Verdade de Deus é aquilo que podemos fazer uso para andarmos pelas veredas da justiça e sermos recebidos nas habitações eternas ao lado do Senhor Jesus. A Bíblia sempre nos alerta acerca dos falsos mestres, dos anticristos, no sentido de estarmos preparados e firmes na doutrina bíblica, quando surgirem (II Tess. 2:1-17; II Ped. 2:1-22 e Judas 12-19). Os falsos mestres são conhecidos pelos seus frutos (Mat. 7:13-16).
A graça do Senhor Jesus esteja com todos os que amam a Verdade.

Fontes de pesquisa:
Religiões, um sinal do fim
Seitas e Heresias, Diversos autores
Wikipedia

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Mais de 100 mil pessoas devem passar pelo Gideões Missionários da Última Hora

Quem não pode estar em Camboriú poderá assistir aos cultos pelo canal exclusivo do Gospel Prime
por Leiliane Roberta Lopes
Mais de 100 mil pessoas devem passar pelo
Gideões Missionários da última hora
A partir de hoje, 26 de abril, os cultos do 30º Congresso Internacional de Missões dos Gideões Missionários da Última Hora acontecerão no Ginásio Irineu Bornhausen e simultaneamente no Pavilhão Gideões que desde o dia 21 tem recebido milhares de pessoas que foram para a cidade de Camboriú, em Santa Catarina.

Até o dia 1º de maio, quando se encerrará o evento, mais de 100 mil pessoas devem participar do Gideões 2012 que têm cultos sendo ministrados ao longo de todo o dia. Entre os pastores mais aguardados está Marco Feliciano, que pregará no sábado no período da noite e domingo pela manhã.

Esse é um dos eventos mais aguardados do ano para os evangélicos pentecostais. Há 30 anos ele tem sido realizado sob comando do pastor Cesino Bernardino que também preside a Igreja Assembleia de Deus de Camboriú.

Para quem não pode estar em Camboriú, o Gospel Prime disponibiliza um link para que você possa assistir ao vivo as ministrações feitas diretamente do Ginásio Irineu Bornhausen.

Para assistir o Congresso Gideões da última Hora clique no link: Assistir Gideões (Pavilhão) ou Assistir Gideões (Ginásio).
Fonte: Gospel Prime

Atletas cristãos estão entre os mais influentes da revista Forbes. Forbes publicou ranking de popularidade nos esportes em seu site

por Jarbas Aragão
Atletas cristãos estão entre os mais influentes da
revista Forbes
A Forbes Magazine, uma das revistas mais populares do mundo, divulgou uma lista dos 10 atletas mais influentes de 2012. O ranking foi publicado em seu site oficial.

Segundo a publicação, o atleta mais influente do mundo é o piloto da NASCAR Jimmie Johnson. Ele é um dos atletas mais notáveis do mundo hoje em dia e alcançou grande sucesso nos últimos meses.

A maioria dos atletas da lista deste ano são jogadores de futebol americano, esporte que não é muito popular fora da América do Norte.

A elaboração da lista foi um trabalho em conjunto da Nielsen e E-Poll, que entrevistaram mais de 1.100 adultos sobre seus atletas favoritos. Três entre os 10 atletas mais influentes chamam atenção por sua forte influência quando se trata de anunciar sua fé cristã.

Curiosamente, Tim Tebow (futebol americano) e Manny Pacquiao (boxe) nasceram nas Filipinas. Tebow nasceu na cidade de Makati, enquanto Manny Pacquiao veio da cidade de General Santos.

Esta é a lista completa da revista Forbes de 2012:

Jimmie Johnson – Ganhador quatro vezes do prêmio “piloto do ano” da NASCAR

Tim Tebow – Ficou popular por causa do “tebowing”, hábito de ajoelhar-se para orar nos jogos.

Peyton Manning – Eleito 4 vezes Melhor Jogador do Ano e vencedor de dois campeonatos “Super Bowl”.

Manny Pacquiao – 8 vezes Campeão Mundial de Boxe, em diferentes categorias de peso.

Tom Brady – Eleito 2 vezes Melhor Jogador do Super Bowl e 3 vezes Campeão da Super Taça.

Aaron Rodgers – Eleito Melhor Jogador do Super Bowl XLV e do Campeão do Super Bowl XLV

Dale Earnhardt Jr. – Piloto mais popular de 2003 a 2011 da Sprint Cup Series

De Drew Bress – Quarterback do Saints, eleito Melhor Jogador em 2008 e campeão do Super Bowl de 2010

Eli Manning – Campeão duas vezes, irmão de Peyton Manning.

Jeremy Lin – Armador revelação do time de basquete New York Knicks. Nascido em Taiwan.

Tebow, 24, quarterback do New York Jets somou como influência 24% dos votos, com 50% dos entrevistados dizendo que “gostava” ou “gostava muito” dele. A estrela do campeonato da Liga de futebol americano do ano passado foi o que mais subiu na lista, pois ficou um décimo no ano passado. Segundo a Forbes, o “Tebowmania” fenômeno das redes sociais pode ter influenciado o crescimento de popularidade do atleta.

O boxeador Manny Pacquiao, 33, teve 20% de influência na votação, com 59% dos entrevistados dizendo que “gostam” ou “gostavam muito” dele.

Jeremy Lin, 24, estreou na lista da Forbes este ano. Ele teve 18% de influência, com 66% dos entrevistados dizendo que “gostam” ou “gostam muito” dele.

No mês passado, Pacquiao disse que acreditava que Deus estava usando ele, Lin e Tebow para ajudar a influenciar pessoas e salvar almas.

Embora ausente da lista da Forbes, pois o futebol não é muito popular nos Estados Unidos, o jogador evangélico Kaká, melhor jogador do mundo em 2007, também é conhecido pela sua devoção cristã.

Traduzido e adaptado de Christian Post e Forbes

Fonte: Gospel Prime

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Os cristãos realmente podem meditar, ou esta é uma prática budista?

"Medita de dia e de noite"
Salmo 1:2
Davi declarou que o justo "medita de dia e de noite" (Sal. 1:2). Entretanto, a meditação acha-se associada às religiões orientais, tais como o budismo e o hinduísmo, que são contrários ao cristianismo. Os cristãos devem então praticar a meditação?

Com certeza há uma resposta para esta pergunta, e a resposta é sim. Porém há uma grande diferença entre a meditação cristã e a meditação mística encontrada em muitas religiões orientais, popularmente conhecidas como religiões da "Nova Era". As diferenças ficam evidenciadas no seguinte contraste:

                                NO CRISTIANISMO            RELIGIÕES OCIDENTAIS
Objeto                     Há um objeto (Deus)            Nada (esvaziamento)
Propósito                Cultuar a Deus                      Unir-se a um "deus"
Meio                        Revelação Divina                 Intuição humana
Esfera                     Por meio da razão                 Além da razão
Poder                      Pela Graça de Deus              Pelo esforço humano
Experiência            Realidade Objetiva               Puramente subjetiva
Estado Imediato    Concentração                        Relaxamento
Deus                       Pessoal                                   Impessoal
Jesus                      Salvador pessoal                  Um simples sábio


Meditar na Bíblia é ponderar, estudar, considerar, pensar sobre a Palavra revelada de Deus aos homens. O conselho de meditar foi dado a homens como Josué (Jos. 1:8), e também a todos os homens que temem ao Senhor (Sal. 1:2). Os homens de Deus que se ocupavam em meditar na Palavra de Deus, o faziam de várias formas, em horários e lugares diferentes:

  • Meditavam no templo Salmo 27:4
  • Meditavam quando estavam a sós Salmo 39:3
  • Meditavam na vigília da noite Salmo 63:6, Salmo 119;148
  • Meditavam para não pecar contra o Senhor e respeitar os seus caminhos Salmo 119:11,15,48,78
  • Meditavam para ter entendimento Salmo 119:99
  • Meditavam para ser exemplo e aprender a pureza I Tim. 4:12-15
Quando meditamos na Palavra de Deus, entendemos também que tudo o que foi criado somente pôde existir porque há um Ser Criador por trás de toda a criação, e este Ser é Deus que se manifesta por meio daquilo que criou (Salmo 19), e usa a sua Palavra para refrigerar a alma sequiosa do homem e lhe dar sabedoria e entendimento.

uma mistura de Yoga e outras práticas
orientais
Atualmente existem livros que ensinam a meditação "zen cristã", uma mistura de Yoga ou outras práticas orientais que são estranhas ao cristianismo, essa prática não corresponde aos ensinos da Palavra de Deus e tem seduzido a muitos. Há aqueles que aceitam tal prática, porém isso não é costume ou aceitável no meio do povo de Deus, pois caminha em direção oposta ao que nos propõe as Sagradas Escrituras. Para os crentes em Jesus Cristo basta o que Ele nos ensinou.

Há uma grande diferença entre esvaziar a mente para meditar em nada e preenchê-la com a Palavra de Deus para meditar no Deus vivo. Davi disse que meditava na "Lei" de Deus, ou seja, na sua Palavra, não num vazio, o seu propósito era ter uma comunhão espiritual com o Deus Criador, não uma união mística com Brahma, com o Tao ou a Yoga das religiões orientais. As duas formas de meditação são completamente diferentes, enquanto a meditação cristã nos leva a cultuar a Deus e ter um relacionamento com Ele, a meditação oriental propoe elevar o homem ao estado de "divindade". E isso é uma forma de desviar o homem da verdade revelada de Deus e seus propósitos.


Fontes de pesquisas:
Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e "Contradições" da Bíblia de
Norman Geisler - Thomas Howe
Bíblia de Estudo Vida Nova - SBB - 12ª ed.

Pequena Enciclopédia Bíblica - Oralndo Boyer

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