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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

E o Verbo se fez carne

          Jo. 1:1-14 / Heb. 1:1-13 / Col. 2:9


          Para os estudiosos da Palavra de Deus, o Ev. de João é o livro mais teológico do N.T., e é neste Evangelho que encontramos boa parte dos ensinos doutrinários sobre a Pessoa de Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador. No Ev. de João nós podemos encontrar muitos fatos sobre a encarnação do Verbo, é lá que podemos ler: " E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como a do Unigênito do Pai" (Jo. 1:14). O apóstolo João, inspirado pelo Espírito Santo, nos mostra que Jesus Cristo é Deus tornado ser humano (Jo. 1:14) para salvar as pessoas (I Jo. 4:14). O nome de JESUS em Hebraico quer dizer "Javé é a Salvação"; é a forma grega de Josué (Mat. 1:21), apontando para quem devemos crer a respeito da vida verdadeira. A salvação é algo que não podemos separar do Nome Sublime de Jesus Cristo.

          É bom lembrarmos que o mundo foi preparado para receber a vinda de Cristo, logo veio João, o precursor do Senhor, para então vir aquele que seria o Verbo Vivo que é Jesus, anunciado pela Lei e pelos profetas. Nasceu conforme estava escrito a seu respeito em uma pequena estrebaria de Belém (Luc. 2:7), lá naquele cantinho humilde nasceu o Salvador, que se fez carne e habitou entre nós (Jo. 1:14) para nos reconciliar com Deus (Ef. 2:16).

          A encarnação do Filho de Deus foi uma promessa há muito anunciada (Is. 7:14), e foi uma investida contra o exército de satanás, foi uma derrota para ele e seus desígnios. O nosso inimigo moveu todas as suas forças para impedir que esse prodigioso nascimento que aconteceu em Belém, prosseguisse e, usou instrumentos humanos para matar o Autor da vida. Um desses instrumentos foi o rei Herodes, que a todo o custo tentou fazer com que a criança morresse (Mat. 2:13), ele havia ficado perturbado com a chegada do Rei dos judeus (Mat. 1:2-3). Mas como tanto aquilo que está escrito não pode falhar (Jo. 10:35b), como aquilo que Deus planejou não pode cair por terra (Jó 42:2), Deus providenciou por meio de um sonho para que José, Maria e o Verbo encarnado fossem para o Egito (Mat. 2:13-15), eles foram para lá e toda a Escritura sobre o menino se cumpriu cabalmente. Aleluia!!!

          Era a encarnação anunciada pelos profetas, era Deus se fazendo presente entre nós, gerando uma relação nova entre Deus e os homens. Era Ele se manifestando e mostrando que se importava conosco, esse Jesus, o Emanuel, o Deus conosco, se importou comigo e com você. Pense nisso!!! Deus conosco, em todos os momentos. Jesus não começou com o tempo, por isso vemos muito a expressão "O Cristo pré-existente". Vejamos: "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus" (Jo. 1:1), este Verbo como já sabemos é Jesus, Ele estava no princípio com Deus. Como entendemos que Ele não teve início no tempo, teve papel importante na criação. Logo no início do Ev. de João vemos Cristo relacionado com a criação: 1º_"Todas as coisas foram feitas por intermédio dele"; 2º_"e sem ele nada do que foi feito se fez" (Jo. 1:3).

          Jesus Cristo nos é apresentado como Senhor em I Cor. 8:6; em Jesus todas as coisas foram criadas, tanto as que estão nos céus como as que existem na terra, o que vemos e o que não podemos ver (Col. 1:16-17), a criação está sob o controle de Jesus que a sustenta pelo seu poder (Heb. 1:3b) e esta criação está associada à tarefa da Redenção realizada por Ele para purificar os nossos pecados.

A sua encarnação nos revelou valiosa vida



          Duas coisas maravilhosas e que estão ligadas à pessoa de Jesus é que "a vida estava n'Ele e que a vida era a luz dos homens" (Jo. 1:4-5), por isso, quando pensamos em vida e luz para nosso caminhar, devemos procurar a verdadeira fonte que é Jesus para que possamos acertar o alvo. A vida é algo que está no Pai e também no Filho, veja: "Pois, da mesma forma como o Pai tem vida em si mesmo, ele concedeu ao Filho ter vida em si mesmo" (Jo. 5:26). No mundo físico, as plantas em geral precisam de luz para ter vida, e no espiritual entendemos também que onde há luz (Jesus), também há vida para os homens. Jesus afirma que Ele é a luz do mundo (Jo. 8:12), logo também no seu Reino há luz e é de luz; já o reino do diabo é o seu oposto, nele só há trevas e escuridão, lugar onde os homens andam errantes sem poder encontrar a Verdadeira Luz que vinda ao mundo, ilumina a todo homem. Jesus Cristo como fonte de luz (Is. 60:19-20), semeou a luz ao se fazer carne e habitar entre nós nos oferecendo a vida (Jo. 1:4).

          Infelizmente houve um grande problema para alguns homens deste mundo, foi a atitude de rejeitar o Salvador, o Verbo de Deus. Aquele que fez o mundo e nele andou, foi por ele rejeitado, pois o mundo não o conheceu, "Estava no mundo, e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o conheceu. Veio para o que era seu, e os seus não o receberam" (Jo. 1:10-11), e esta rejeição os privaria do gozo do Reino eterno. Havia, porém, uma promessa para aqueles que quisessem andar na contramão do mundo, para aqueles que estivessem dispostos a recebê-Lo: "Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome" (Jo. 1:12), esta promessa é fazer daqueles que creem no nome de Jesus verdadeiros Filhos do Deus vivo. Jesus morreu para reunir os filhos de Deus, não só os judeus que viessem a crer, como também os gentios para reuni-los em um só corpo (Jo. 11:49-52 ACRF).

Alguns falsos ensinos sobre a encarnação do Verbo

          Gnose/gnosticismo: os adeptos desta seita afirmavam que Jesus Cristo não se tornou um ser humano realmente, tendo apenas aparência de homem (I Jo. 2:22-23 / 4:1-3 / 5:6-9), o nome gnosticismo é derivado do grego gnosis-conhecimento-, designando um tipo de filosofia religiosa que já no N.T. apresentava seus desvios doutrinários dos gnósticos, e que misturava elementos judaicos, cristãos e pagãos. Para os adeptos do gnosticismo, o corpo de Jesus não era real e sim um fantasma (I Jo. 2:23; 4:2-3). Outro desvio dos gnósticos era ensinar que o homem alcança a salvação pelo conhecimento e não como a Bíblia diz, que é pela fé. Quanto a isso, Paulo exorta a Timóteo para que ele evitasse as idéias da gnose (I Tim. 6:20). Os gnósticos deram bastante trabalho para os apóstolos no início do cristianismo, eram heréticos de fato, e ao negarem a humanidade de Cristo negavam o seu sofrimento na cruz.
          As idéias do gnosticismo foram combatidas por Paulo, João e Pedro.
  • Paulo afirma que em Jesus, a natureza de Deus habitava num corpo terreno (Col. 2:9);
  • João nos mostra que a obra de expiação feita por Jesus na cruz foi verdadeira e com sangue, não como uma ilusão como os gnósticos queriam (I Jo. 5:6), o apóstolo inspirado não quis deixar dúvidas da encarnação de Cristo (I Jo. 4:2-3);
  • Pedro advertiu os crentes do passado sobre os falsos mestres com suas heresias destruidoras que negam a Cristo e sua obra resgatadora (II Ped. 2:1).
Outros perigos para a Igreja no passado e para nós hoje

          Como hoje, no passado houveram muitas heresias que procuravam corromper a Igreja, as quais foram combatidas pelos primeiros líderes cristãos da época:
  1. Monarquianos. Negavam a doutrina da Trindade. Foram rejeitados pela Igreja, e ainda hoje existem adeptos deste ensino que praticam o batismo apenas no nome de Jesus (unitaristas);
  2. Maniqueus. Grupo liderado por Mani, um persa, com ideias parecidas com os gnósticos, pregavam a vida pura, porém viviam a prática da libertinagem.
  3. Ebionitas. De origem judaizante, era herética em seus ensinamentos, afirmavam que Jesus era um simples ser humano, um profeta comum. Seus ensinos consistiam em afirmar que por ocasião do batismo Cristo desceu sobre Jesus, deixando-o na hora da crucificação. Eram formados por uma confusão de elementos do judaísmo com o cristianismo, sustentando que os cristãos deveriam praticar a Lei de Moisés, eram adversários de Paulo e nós os chamamos de judaizantes. Também rejeitavam os ensinos de Paulo.
  4. Montanistas. Sua origem remonta a Ásia Menor, por volta de 170 d.C., e era chamada pelos cristãos da época de heresia frígia. Este grupo foi liderado por Montano, homem que naquela época afirmava possuir o dom da profecia (tudo o que falava era tido como verdade-Montano pregou que o fim do mundo ocorreria em sua geração e atribuiu a si o fato de iniciar e findar o ministério do Espírito Santo), acreditava que havia sido enviado por Jesus Cristo para inaugurar a era do Paráclito (nada muito diferente de nossos dias). Também pregava a penitência para purificação dos pecados, sendo então reconhecida como herética.
          O Verbo se fez carne em cumprimento da promessa da Encarnação anunciada pelos profetas, a qual foi ferrenhamente oposta por satanás, pois a encarnação significaria um duro golpe contra o seu reino de terror e morte. Ele se fez carne manifestando o Amor de Deus aos homens de forma incomparável. Após o Verbo (Jesus) ter se tornado carne, muitas seitas aproveitaram para criar ou propagar suas heresias, e todas tiveram que ser combatidas pela Igreja primitiva, e ainda hoje precisam ser combatidas por nós. Muitas das quais tem aparência de piedade, porém são venenosas e mortais e precisam ser combatidas hoje como o foram no passado.

Fontes Bibliográficas:          
Dicionário da Bíblia de Almeida
Rei dos reis
www.dicio.com.br
Alguns fatos históricos:
www.wikipedia.org.br

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

O Arauto de Cristo

          Em tempos muito remotos nas monarquias, vemos um personagem que tinha bastante influência e também uma função muito especial, este personagem era o arauto do rei, que tinha um papel muito especial, que era anunciar todos os grandes acontecimentos do reino, este funcionário dos grandes reis do passado fazia as proclamações e falava em voz alta (Dan. 3:4), ele era o encarregado dos governantes de levar e fazer ouvir as ordens deles, era responsável por declarar guerras ou a paz. Em tempos antigos, a comunicação direta entre os povos e seus governantes era muito rara, e por isso havia a necessidade dos arautos reais.
          E no sentido de anunciar a vinda de Cristo, quem o fez, foi um arauto do Grande Rei, seu nome, João Batista. Nas Escrituras Sagradas, ele é chamado de precursor de Jesus, e, nos Evangelhos, lemos sobre sua admirável coragem e obediência, pois foi fiel à ordem que recebeu de Deus. Este arauto, foi tão corajoso que repreendeu o tetrarca Herodes por causa de um adultério e também por causa de todas as suas maldades (Luc. 3:19). João Batista é conhecido não só em relatos bíblicos, mas também fora deles, citado pelo historiador judeu Flávio Josefo. Flávio Josefo, em seus escritos (História dos Hebreus, 781), cita que os judeus acreditavam que Herodes havia perdido uma guerra como castigo de Deus pela morte de João Batista. Segundo Josefo, "João era um homem de grande piedade que exortava os judeus a abraçar a virtude, a praticar a justiça e a receber o batismo..."
          O carisma de João impressionava a todos, representantes de todas as classes sociais iam até ele para o ouvir, às margens do rio Jordão, pois tinha uma mensagem diferente dos líderes da época. Ele viveu nos desertos até o dia em que deveria de manifestar-se a Israel (Luc. 1:80), e enquanto não chegou a idade viril, não começou o seu ministério de pregação, apesar de ter sido consagrado antes de nascer (Luc. 1:13-15). Nasceu e cresceu na região da Judéia (Mat. 3:1), o que explica o seu modo de vida, trazendo muito impacto em todo a nação de Israel. Tão logo apareceu, as multidões vinham até ele para ser batizadas (Mat. 3:5-6 / Mac. 1:5), favorecendo o seu trabalho de arauto, ou seja, homem escolhido por Deus para dizer, no tempo de Deus, que o Messias havia chegado para realizar a sua obra.

A origem de João


          João veio de uma linhagem sacerdotal, em Lucas 1:5, vemos quem foi o seu pai, sua mãe, e um nome de um sacerdote muito conhecido, Arão, que era ancestral de sua mãe, aparece ligado à sua linhagem. O nome de seu pai era Zacarias, um sacerdote que servia no Templo naqueles dias, que tinha sob seu encargo o turno de Abias (I Cron. 24:10). Cada turno deveria servir pelo menos duas vezes por semana, duas semanas durante o ano. Sua mãe, Izabel, era parenta de Maria, mãe do Senhor Jesus. O seu nascimento foi anunciado pelo anjo Gabriel, e foi concebido quando seus pais já tinham idades avançadas (Luc. 1:36-37).
          O nascimento de João foi profetizado por profetas do A.T., Isaías e Malaquias falaram de seu ministério: Isaías falou de João, mostrando uma ligação muito forte com a vida e obra do Salvador, sem faltar dados sobre aquele que viria a ser o precursor de Jesus. Isaías mostra o povo com suas dificuldades em si manter em plena obediência ao Senhor, e que esse povo receberia a consolação (Is. 40:1-2), Isaías fala ao povo de Jerusalém que sua malícia estava acabada e a iniquidade perdoada. Em seguida se ouve a respeito de João: "Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do SENHOR; endireitai no ermo vereda a nosso Deus" (Is. 40:3), um eco do ministério de João Batista.
          No livro de Malaquias ("Malaquias quer dizer "o meu mensageiro"), Deus manda uma mensagem a um povo que já havia muito, sofrera em Babilônia, como escravos, e voltando do cativeiro, o povo recebe a mensagem do Senhor, de que precisava de arrependimento. Logo em seguida vemos a promessa de um mensageiro que viria para preparar o caminho do Anjo da aliança, e hoje sabemos que o seu nome é João Batista. Já o Anjo da Aliança, tem um nome mais elevado, Jesus Cristo, o Messias (Mal. 3:1). João viria como Elias (Mal. 4:5), fato anunciado e explicado pelo anjo Gabriel a Zacarias, o pai de João: "E (João) irá adiante dele (Jesus) no espírito e virtude de Elias, para converter os corações dos pais aos filhos, e os rebeldes à prudência dos justos, com o fim de preparar ao Senhor um povo bem disposto (Luc. 1:17).
          Quando perguntaram a Jesus porque os escribas falavam que era necessário vir o profeta Elias primeiro, Jesus lhes dá uma boa palavra: "...Elias já veio e não o reconheceram" (Mat. 17:12a). Neste contexto, Jesus falava a respeito de João Batista, e Jesus confirmou acerca do ministério de João, o seu precursor, o Elias que estava por vir (Mat. 11:7-14).

Foi necessário que tudo se cumprisse




          João expôs a mensagem do Reino de Deus com ousadia e muita força, o povo o ouvia e ficava perplexo, muitos foram batizados por ele e confrontados pela palavra que ouviam, confessavam os seus pecados (Mat. 3:5-6). João instava com o povo para que se arrependesse , pois era chegado o reino dos céus (Mat. 3:2). Havia profecias concernentes a mensagem de João, e estavam se cumprindo (Mat. 3:1-3), e estas verdades anunciadas na Palavra de Deus, devem ser entendidas por nós como profecias que não poderão em hipótese alguma cair por terra, tudo o que foi escrito tem que se cumprir. João exigia que o povo se convertesse produzindo frutos dignos de um arrependimento genuíno (Mat. 3:8), sua mensagem não consistia em mudar o povo de religião, mas de vida.
          Os moradores das regiões vieram para ser batizados por ele no rio Jordão ouvindo uma pregação que anunciava o Evangelho que Jesus realmente queria que fosse pregado. O seu caráter foi conhecido tanto de grandes como de pequenos, as autoridades temiam João, o arauto do rei, Herodes era um dos que o temia, por saber que era homem de Deus (Mar. 6:20). Os grandes de certa forma o rejeitaram, mas os pecadores deram-lhe crédito, tais como os publicanos e pecadores em geral, que por sua vez não podiam se aproximar dos religiosos da época, que eram por natureza orgulhosos e vivam separados dos demais, algo não muito diferente do que se vê hoje.
          João deu uma boa lição de vida e ética para os seus contemporâneos quando estes vieram até ele para lhe perguntar o que deveriam fazer de suas vidas a partir daquele momento que vieram para ouvir a mensagem anunciada por ele, eles o interrogaram dizendo: "... Que faremos, pois? (Luc. 3:10); a cada classe ele deu o seu conselho:

  • ao povo em geral, "Quem tiver duas túnicas, reparta com o que não tem, e quem tiver alimentos, faça da mesma maneira (Luc. 3:11);
  • aos publicanos, "Não cobreis além daquilo que vos foi prescrito" (Luc. 3:12-13);
  • aos soldados, "A ninguém trateis mal nem defraudeis, e contentai-vos com o vosso soldo (Luc. 3:14).
Queridos irmãos, estes são apenas alguns exemplos do que deve ser a nova vida daqueles que querem servir ao Rei dos reis e ser verdadeiros arautos de Cristo, como João Batista o foi. Este artigo em momento algum pretende exaltar homens, pois em momento algum temos essa intenção, e sim a Deus que nos ensina a andarmos em novidade de vida e dando sempre bons exemplos para que o mundo veja que os servos de Deus são diferentes no seu proceder, são apenas exemplos de vida aos quais devemos imitar. E, assim como Jesus teve um precursor que foi João, o qual causou impacto no seu tempo através da mensagem que o Rei dos reis havia confiado a ele, despertando o povo para a mensagem que Jesus logo em seguida iria pregar; que nós também possamos ser arautos do Rei anunciando que Deus através de Cristo Jesus está dando ao mundo a oportunidade de reconciliação, não imputando aos homens os seus pecados quando estes recebem a Cristo (II Cor. 5:19).
          Caso você não seja um arauto de Cristo e quer ter a oportunidade de se tornar um, invoque o nome de Jesus para que você possa ser salvo, o nosso pecado nos impede de entrar no Reino dos céus, mas em Jesus são todos apagados. Clame pelo nome do Senhor enquanto é tempo, clame enquanto Ele está perto (Is. 55:6).

Em Cristo.


Pequena Enciclopédia Bíblica
www.dicio.com.br
História dos Hebreus, Flávio Josefo
www.oucaapalavradosenhor.com

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Dificuldade Bíblica.

          Salmo 139:13-16 - Com base neste verso, pode-se concluir que a Bíblia considera o aborto como um assassinato?
PROBLEMA: Segundo esta passagem, Deus considera um ser humano aquele que ainda não nasceu. Entretanto, se o feto é realmente um ser humano, então o aborto provocado é a execução deliberada da morte de uma pessoa inocente. Esta passagem nos mostra então que Deus considera o aborto provocado como assassinato?

SOLUÇÃO: Sim. Muitas outras passagens reforçam esta posição. Primeiro, aquele que ainda não nasceu é intimamente conhecido por Deus, e recebe o chamado de Deus. Em Jeremias 1:5, Deus diz: "Antes que eu te formasse no ventre materno, eu te conheci, e, antes que saísses da madre, te consagrei, e te constituí profeta às nações".
          Segundo, o que ainda não nasceu é referido como tendo características de uma pessoa: pecado, como no Salmo 51:5; ou alegria como em Lucas 1:44.
          Terceiro, aquele que fere um feto recebe a mesma punição do que fere um adulto. Em outra parte, a mesma punição é dada pelo mal causado à mulher ou à criança que está em gestação. Deus considera o não-nascido como um perfeito ser humano (*no Sal. 139:16, Deus contempla o ser humano como uma "substância" ainda sem forma e escreve a seu respeito / note que em Gen. 7:4, Deus chama suas criaturas de "substância" -Trad. A.C.R.F) . E tomar deliberadamente a vida de uma ser humano inocente é assassinato.

Fonte: Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e "Contradições" da Bíblia.
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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Cristo na plenitude dos tempos.

          Tudo que envolve a eternidade, nos faz sentir muita dificuldade para que possamos usar uma linguagem que seja ao mesmo tempo cheia de ricos detalhes e cuidadosa, para que não incorramos em certos "desconfortos" com a Palavra de Deus. Nossa linguagem é "pobre", nossa mente e nosso entendimento são limitados a ponto de harmonizarmos os nossos limites com o ilimitado e o infinito. Esses limites, quando não são prudentes, faz com que muitas vezes surjam confusões doutrinárias, fato que leva algumas pessoas a interpretar o que é eterno a partir de uma linguagem temporal, sem detectar os nossos limites. Nossa intenção é tentar mostrar como Deus agiu para fazer cumprir o seu plano "arquitetado" na eternidade, de conformidade com sua perfeição e infalibilidade.

          Deus, em sua onisciência, não deixou nada fugir de seu controle, fez a história acontecer conforme o seu plano. Ainda que tenhamos um entendimento limitado para falar de tudo isso, cremos que o Senhor nos dará a sua direção. Comecemos então, por falar um pouco da plenitude dos tempos:

Plenitude dos tempos

          Segundo a *PEB, plenitude é um estado completo; o Dicionário da Bíblia de Almeida diz que plenitude é abundância, presença completa, tempo certo para Deus agir, libertando as pessoas. Plenitude seria então  um certo tempo, pré-determinado por Deus, compreendido como o tempo em que as condições se tornaram favoráveis para a execução de algo que Deus havia planejado. Foi um tempo de abundância de sua presença manifestada em Jesus Cristo para libertar as pessoas do pecado e da morte eterna. Sendo também o momento pré-estabelecido por Deus para a vinda do Messias, Jesus Cristo, o Senhor nosso (Gál. 4:4).

As religiões do passado

          As religiões do passado jamais puderam preencher o vazio dentro de cada pessoa, seus rituais cheios de formalidades e proibições que mais escravizavam do que traziam o povo a uma vida de liberdade deixavam o povo com um vazio interior, vazio este que somente Jesus seria capaz de preencher, pois só Ele poderia fazer fluir o rio de Deus em nós (Jo. 7:38), gerando vida abundante (Jo. 10:10b) e a verdadeira libertação (Jo. 8:36). Jesus é uma resposta para os anseios humanos. Ao profetizar a respeito de Jesus, o profeta Jeremias assim fala: "Pois saciarei a alma cansada, e fartarei toda alma desfalecida" (Jer. 31:25-Almeida Rev. Imp. Bíblica). Para àqueles que tinham um vazio dentro de seus corações, Deus providenciou em tempo oportuno a presença de Seu Filho Amado para saciar cada anseio e trazer refrigério aos homens, algo que as "religiões do homem" não conseguiu realizar.

          Jesus Cristo veio para realizar em tempo estabelecido por Deus, a obra perfeita e suficiente para satisfazer completamente ao homem cansado e à toda alma que estava sedenta. Por isso, Ele pôde dizer: "Se alguém tem sede, venha a mim e beba. Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva" (Jo. 7:37b-38). Como podemos ver nas Escrituras, Deus sempre colocou limites ao seu povo quanto às práticas "religiosas" dos povos que viviam ao redor, para que o seu povo não se contaminasse com tais práticas como também o próprio Deus tinha o conhecimento do vazio espiritual que elas continham (Lev. 18:3 / Ezeq. 11:12).

          A graça e a Verdade vieram por meio de Jesus Cristo (Jo. 1:17b), abrindo o caminho da salvação para todos os homens, Ele era o Messias tão esperado pelo seu povo.

O povo já estava preparado para receber este Messias

          Durante séculos os profetas do A.T. profetizaram acerca do Messias que haveria de vir para redimir o seu povo, Deus já tinha dito tudo o que deveria dizer sobre o Salvador, e a consciência dos filhos de Israel já estava bastante amadurecida com relação à necessidade de um Messias. Deus tem um plano para tudo que planeja realizar e no cronograma de Deus, o dia havia chegado. Ouve-se, então, um silêncio profético proposital; cerca de 400 anos de silêncio se seguiram. E, então, Deus manifesta a sua sabedoria, quebrando o silêncio, com a pregação de João Batista, no deserto da Judéia (Mt. 3:1-2). João foi aquele que preparou o caminho do Senhor (Is. 40:3 / Jo. 1:23).

Tudo aconteceu porque Deus estava (e está) no controle

          Aqueles que creem no Senhor se sentem seguros por saber que o Senhor está no controle de todas as coisas no universo. Deus não só interfere na história, como faz o plano da história e a conduz de tal forma que cumpre tudo o que lhe agrada (Sl. 115:3-versão Almeida Revisada Imprensa Bíblica). A história humana é conduzida pela sua soberania. Apesar de Deus deixar o homem com total liberdade para agir, nada foge ao seu controle, ou impede que seus planos sejam frustrados (Jó 42:2). Veja que o conquistador e rei de Babilônia, Nabucodonosor somente fez o que fez porque Deus já havia planejado (Jer. 27:5-7); os reinos conquistados pelo soberbo rei da Assíria estavam dentro do plano de Deus (Is. 37:26). Deus planejou estes e todos os outros acontecimentos da história, e isso desde os dias da eternidade, Ele permitiu que homens subissem e homens descessem do poder no decurso da história.

          Deus, nos tempos de Daniel, revelou fatos que ainda estavam por vir, através de um sonho, o qual o próprio Deus deu a interpretação a Daniel (Dan. 2:19), e isso foi tão espetacular para Daniel que ele exultou  e bendisse o nome do Senhor por tamanha sabedoria, leiamos: "Seja bendito o nome de Deus de eternidade a eternidade, porque d'Ele é a sabedoria e o poder; é Ele quem muda o tempo e as estações, remove reis e estabelece reis" (Dan. 2:20-21). Nada escapa ao controle do Deus e soberano de toda a terra, é Ele quem dá reinos e tira reinos dos poderosos. Aleluia!!!

Deus tem um tempo perfeito para estabelecer o seu propósito

          Deus não só interfere no curso da história, mas o faz de modo perfeito, tendo tudo previamente planejado, como já falamos anteriormente. Em nossos dias tivemos a oportunidade de ver homens como Saddam Hussein, Osama Bin Laden, Muamar Kadafi, subirem e descerem do poder, e Deus estava no controle. É Ele quem determina os tempos: Salomão assim se expressou: "Tudo em seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu" (Ecl. 3:1). Isso demonstra que há tempo determinado para o cumprimento de todo propósito debaixo do céu e que Deus como soberano de toda a terra (Ezeq. 35:14 / Sal. 97:5 / Zac. 4:14) é o Único que controla e determina os tempos para o cumprimento de tais desígnios.
          Vejamos outros acontecimentos pré-anunciados por Deus e que se cumpriram com precisão segundo seu propósito:
  • Deus fala a Abraão que sua posteridade passaria 400 anos no Egito e que o povo ao sair do Egito levaria grandes riquezas, assim aconteceu (Gen. 15:13-14);
  • Deus dá a entender que o povo rebelde passaria 70 anos em cativeiro na Babilônia e que a transformaria em ruínas, isso aconteceu (Jer. 25:11-12);
  • Revelou a Daniel, as 70 semanas, uma profecia certeira da história dos judeus, desde o cativeiro em Babilônia até o fim dos tempos (Dan. 9:25).
          Estes fatos em si, já demonstram que Deus tem tudo planejado conforme sua vontade, não deixando nada absolutamente fugir ao seu controle. Até mesmo o nosso inimigo, o diabo, já sabe que também para ele já há um tempo determinado por Deus para agir (Mt. 8:29 / Apoc. 12:12-Almeida Revisada Imprensa Bíblica), por isso anda furioso querendo destruir o maior número de vidas possível. O dia dele também está próximo e determinado.

Deus controla a vida na terra

          Para os leitores da Palavra de Deus, não há dúvidas de que Ele tem o domínio e o senhorio absoluto, tanto da vida dos homens como dos animais. Em Luc. 21:18, vemos o seu controle sobre os homens ao lermos: "Mas não se perderá um único cabelo da vossa cabeça"; e a respeito dos animais diz: "Não se vendem dois pardais por um asse? e nenhum deles cairá por terra sem o consentimento do vosso Pai" (Mat. 10:29). Deus tem o controle de tudo irmãos, então podemos confiar em sua provisão e cuidado para nossas vidas, e o maior cuidado que Ele dispensou a nós foi o planejamento para, na plenitude dos tempos, enviar o Seu Filho, nascido de mulher (Gál. 4:4).

          Na plenitude dos tempos, Jesus Cristo nasceu, como A Luz que vinda ao mundo e ilumina todo homem (Jo. 1:9). Cada parte de sua missão foi cumprida cabalmente como Deus ordenou, Ele viveu para realizar a obra de Deus em favor dos homens (Jo. 4:34 / Jo. 5:30b) e no tempo certo, sem atrasos. Jesus tanto sabia quando não era a sua hora (Jo. 2:4 / Jo. 7:30) como também sabia quando era a sua hora (Mat. 26:45 / Marc. 14:41). O relógio de Deus não atrasa e tão pouco se adianta, é preciso. E como já sabemos que não há atrasos nos planos de Deus, podemos estar certos de que há também no cronograma de Deus uma hora determinada (que só Deus sabe) para a volta de Jesus e para a consumação dos séculos. Haverá separação das "ovelhas e dos bodes" (Mat. 25:32), esse dia é certo e não falhará, cabe a nós estarmos preparados para esse dia, porque assim não ficaremos decepcionados com a sua hora. Alegremo-nos porque Ele virá, e que o nosso anseio possa ser o mesmo de Apocalipse 22:20b: 
"Amém. Ora vem, Senhor Jesus".

*Pequena Enciclopédia Bíblica
Dicionário da Bíblia de Almeida
Rei dos reis
Cristo na plenitude dos tempos

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Como poderia o sol ficar parado um dia inteiro?

Josué 10:12-14

Problema: Durante a batalha com os reis da terra, Deus deu a Israel o poder de vencer seus inimigos. Como os exércitos dos povos da terra fugiam de Israel, Josué foi até ao Senhor, pedindo-lhe que fizesse com que o sol permanecesse parado de forma que assim eles pudessem ter luz do dia suficiente para completar a destruição de seus inimigos. Mas como o sol poderia ficar parado no céu por um dia inteiro?

Solução: Primeiro, não é necessário concluir que a rotação da terra tenha ficado totalmente parada. O versículo 13 estabelece que o sol "não apressou a pôr-se, quase um dia inteiro". Isto pode indicar que a rotação da terra não parou completamente, mas que foi retardada a uma velocidade tal que o sol não se pôs senão depois de quase um dia inteiro. Ou é possível que Deus tenha feito com que a luz do sol se refletisse por meio de algum "espelho" cósmico, de forma que isso resultasse num dia bem mais longo.
          Mesmo que a rotação da terra tenha parado totalmente, temos que lembrar que Deus não é capaz apenas de interromper a rotação da terra por um dia todo, como também de anular quaisquer possíveis efeitos catastróficos que eventualmente disso resultassem. Embora não seja necessário nem mesmo que saibamos como Deus fez acontecer tal evento miraculoso, o fato é que sabemos que Ele fez isso.
          Finalmente, a Bíblia  emprega uma linguagem comum, referindo-se às coisas como um observador  as descreveria. Assim, na realidade não foi o sol que parou; foi isso, porém, o que aparentou a quem tenha observado o evento.

Fonte: Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e "Contradições" da Bíblia.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Cristo na Eternidade

 Jo. 1:1-18 e I Jo. 5:20
          Algo bastante claro nas Sagradas Escrituras e que é muito importante para nós crentes em Jesus Cristo é a sua divindade, e a respeito disso o Evangelho de João nos declara sobre a divindade de Jesus: "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus" (Jo. 1:1). Segundo os eruditos no assunto, a expressão "no princípio" tem um significado muito relevante para demonstrar a divindade de Jesus, pois para eles o significado de "no princípio" quer dizer "antes do tempo existir"; e a palavra "Verbo" é uma clara referência a Cristo. Porque Jesus é divino, é Pré-existente, é Eterno. "E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós..." (Jo. 1:14). João dá o seu testemunho: "Vimos a sua glória, glória como do Unigênito do Pai" (Jo. 1:14). Este que foi visto, foi o Deus-homem, que tinha os atributos da divindade.

          Acerca da divindade de Jesus Cristo há um acontecimento em Marcos 2:5 que deixa claro que Jesus é Deus, quando ele disse a um paralítico: "Filho, perdoados estão os teus pecados." Naquela ocasião, Jesus teve sua autoridade contestada pelos escribas, pois eles tinham pleno conhecimento de que só Deus tem poder para perdoar pecados, e com muita razão indagaram de Cristo: "Quem pode perdoar pecados, senão Deus?" (Marc. 2:7). Quando os escribas fizeram esta pergunta, não estavam enganados em dizer que só Deus poderia perdoar pecados, porém não sabiam que estavam falando com o Deus-encarnado, Jesus. Ao responder a pergunta dos escribas, Jesus primeiro fez menção do que estavam pensando (v.8), demonstrando que quem conhece os pensamentos pode perdoar pecados. Para os escribas, a comprovação de que Cristo poderia perdoar pecados não poderia ser comprovada, mas sua autoridade para curar, poderia ser vista de imediato. Andando o homem, então, saberiam "que o Filho do homem tem sobre a terra autoridade para perdoar pecados" (v.10).

          Ter autoridade para perdoar pecados, indica que Jesus é Deus, e isso fez com que o homem perdoado recebesse força para se levantar e andar, tendo também recebido poder para andar em novidade de vida (Rom. 6:4). O apóstolo Pedro, ensinou sobre a eternidade de Jesus quando disse: "conhecido, com efeito, antes da fundação do mundo, porém manifestado no fim dos tempos, por amor de vós" (I Ped. 1:20). Sobre a eternidade de Jesus Cristo, também podemos ler em Hebreus, quando o escritor desta carta aplica a Jesus as profecias que afirmam: "O teu trono, ó Deus, é para todo o sempre" (Heb. 1:8); e mais, "No princípio, Senhor, lançante os fundamentos da terra, e os céus são obras das tuas mãos" (Heb. 10:10). E ainda, o sacerdócio de Cristo nos é apresentado como sendo eterno (Heb. 5:6 / 6:20 / 7:17 / 7:21), com isto podemos afirmar que Ele é Eterno.

          Em sua epístola aos Filipenses, o apóstolo Paulo fala de Jesus antes da fundação do mundo, quando diz: "subsistindo na forma de Deus" (Fil. 2:5-8). Paulo nos dá um testemunho muito importante acerca do Filho, de sua deidade e eternidade. Que Jesus é Deus, também vemos na confissão de Tomé após tocar nas mãos e no lado de Jesus, Tomé confessa e diz: "Senhor meu, e Deus meu" (Jo. 20:27-28), e para ser Deus, é necessário ser eterno, o que sabemos que Jesus é.

          O próprio Jesus reivindicou sua divindade, e em muitas dessas ocasiões, Ele afirmou para os seus perseguidores, os escribas e fariseus. Fazendo uso da Lei, Jesus ensinava e respondia por meio dela. Vemos em João 8:56-58: "Abraão, vosso pai, exultou por ver o meu dia, e viu-o, e alegrou-se. Disseram-lhe, pois, os judeus: Ainda não tens cinqüenta anos, e viste Abraão? Disse-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que antes que Abraão existisse, Eu Sou." Tal fato foi rejeitado pelos que O ouviam, pois alegavam que Jesus não tinha nem mesmo cinqüenta anos. Jesus lhes responde ..."antes que Abraão existisse, Eu Sou". Essa expressão, "Eu Sou" era uma referência direta à passagem que está registrada em Êxodo 3:14 quando Deus falou a Moisés se identificando como YHWH, ou como está grafado em nosso idioma, Javé ou Jeová. Eu Sou, com esta resposta Jesus desmontou os fariseus.

          Os religiosos da época de Jesus sempre tentaram contestar sua divindade, porém, nunca tiveram êxito. As classes religiosas quando ouviram Jesus afirmar "Eu e o Pai somos um" (Jo. 10:30), ficaram chocadas diante de tal afirmação, pois com isso, Jesus estava afirmando ser igual a Deus (v. 33), e é o que Ele era, é, e sempre será. Nesta ocasião, Jesus estava no Templo para a festa da Dedicação, dia especial para os judeus em comemoração pela reabertura do mesmo, em 169 a.C., depois que havia sido profanado pelo rei Antíoco IV Epifânio, da Síria. Jesus aproveitou a oportunidade para falar de sua divindade, quando, no pórtico de Salomão, Ele falava sobre o cuidado pastoral tanto d'Ele quanto do Pai (Jo. 10:22-30).

          Na oração sacerdotal novamente vemos a eternidade de Cristo apresentada, pois nesta oração, Jesus recorda a sua presença ao lado do Pai, na eternidade, ou seja, "antes que houvesse mundo" (Jo. 17:5). Ele tinha a glória celestial e a transmitiu a nós (v.22), com o propósito de nos fazer participantes da sua unidade, numa linha de interação em amor (v.26). Esta oração de Jesus é uma declaração do seu dever cumprido. Jesus realizou tudo que o Pai havia determinado na eternidade. "Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor" (Col. 1:13). Ao lermos o versículo 17, vemos novamente que "Ele é antes de todas as coisas. N'Ele tudo subsiste".

          Ter uma autoridade como o Senhor Jesus teve, exercendo-a como exerceu, foi simplesmente, consequência da sua divindade. Todos nós estamos debaixo da autoridade de Jesus. Isaías disse que Ele é "Pai da Eternidade" (Is. 9:6). Pensemos então, acerca de sua Pessoa, quão grande é!!! "N'Ele habita corporalmente toda a plenitude da divindade" (Col. 2:9). O desejo do Senhor é que nos aperfeiçoemos n'Ele, porque Ele nos fez alvo da "manifestação da glória do nosso Grande Deus e Salvador Cristo Jesus" (Tt. 2:13). Saber que Jesus é Deus e Eterno faz grande diferença para nós, pois precisamos saber a quem estamos servindo e o que Ele realmente pode fazer por nós no que diz respeito à nossa salvação (Jo. 17:2 / I Jo. 2:22 / Jo. 3:36).
          Creiamos na sua eternidade, divindade e autoridade para salvar, isso fará toda a diferença para nós na eternidade.
          "Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém.
Romanos 11:36.

Fontes pesquisadas:
Rei dos reis
Novo Comentário da Bíblia
www.oucaapalavradosenhor.com

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

O homenzinho da Rua George.


O homenzinho da Rua George

Alguma vez você já se perguntou o que resulta da distribuição de folhetos? O relato abaixo, do pastor Dave Smethurst, de Londres, responde essa pergunta:
“É uma história extraordinária a que eu vou contar. Tudo começou há alguns anos em uma Igreja Batista que se reúne no Palácio de Cristal ao Sul deLondres. Estávamos chegando ao final do culto dominical quando um homem se levantou em uma das últimas fileiras de bancos, ergueu sua mão e perguntou: “Pastor, desculpe-me, mas será que eu poderia dar um rápido testemunho?” Olhei para meu relógio e concordei, dizendo: “Você tem três minutos!” O homem logo começou com sua história:
“Mudei-me para cá há pouco tempo. Eu vivia em Sydney, na Austrália. Há alguns meses estive lá visitando alguns parentes e fui passear na rua George. Ela se estende do bairro comercial de Sydney até a área residencial chamada Rock. Um homem baixinho, de aparência um pouco estranha, de cabelos brancos, saiu da entrada de uma loja, entregou-me um folheto e perguntou: ‘Desculpe, mas o senhor é salvo? Se morrer hoje à noite, o senhor irá para o céu?’ – Fiquei perplexo com essas palavras, pois jamais alguém havia me perguntado uma coisa dessas. Agradeci polidamente pelo folheto, mas na viagem de volta para Londres eu me sentia bastante confuso com o episódio. Entrei em contato com um amigo que, graças a Deus, é cristão, e ele me conduziu a Cristo”.
Todos aplaudiram suas palavras e deram-lhe as boas-vindas, pois os batistas gostam de testemunhos desse tipo.
Uma semana depois, voei para Adelaide, no Sul da Austrália. Durante meus três dias de palestras em uma igreja batista local, uma mulher veio se aconselhar comigo. A primeira coisa que fiz foi perguntar sobre sua posição em relação a Jesus Cristo. Ela respondeu:

A rua George, em Sydney.
“Morei em Sydney por algum tempo, e há alguns meses voltei lá para visitar amigos. Estava na rua George fazendo compras quando um homenzinho de aparência curiosa, de cabelos brancos, saiu da entrada de uma loja e veio em minha direção, ofereceu-me um folheto e disse: ‘Desculpe, mas a senhora já é salva? Se morrer hoje, vai para o céu?’ – Essas palavras me deixaram inquieta. De volta a Adelaide, procurei por um pastor de uma igreja batista que ficava perto de minha casa. Depois de conversarmos, ele me conduziu a Cristo. Assim, posso lhe dizer que agora sou crente”.
Eu estava ficando muito admirado. Duas vezes, no prazo de apenas duas semanas, e em lugares tão distantes, eu ouvira o mesmo testemunho. Viajei para mais uma série de palestras na Mount Pleasant Church em Perth, no Oeste da Austrália. Quando concluí meu trabalho na cidade, um ancião da igreja me convidou para almoçar. Aproveitando a oportunidade, perguntei como ele tinha se tornado cristão. Ele explicou:
“Aos quinze anos vim a esta igreja, mas não tinha um relacionamento real com Jesus. Eu simplesmente participava das atividades, como todo mundo. Devido à minha capacidade para negócios e meu sucesso financeiro, minha influência na igreja foi aumentando. Há três anos fiz uma viagem de negócios a Sydney. Um homem pequeno, de aparência estranha, saiu da entrada de uma loja e me entregou um panfleto religioso – propaganda barata – e me fez a pergunta: ‘Desculpe, mas o senhor é salvo? Se morrer hoje, o senhor vai para o céu?’ – Tentei explicar-lhe que eu era ancião de uma igreja batista, mas ele nem quis me ouvir. Durante todo o caminho de volta para casa, de Sydney a Perth, eu fervia de raiva. Esperando contar com a simpatia do meu pastor, contei-lhe a estranha história. Mas ele não concordou comigo de forma alguma. Há anos ele vinha me incomodando e dizendo que eu não tinha um relacionamento pessoal com Jesus, e tinha razão. Foi assim que, há três anos, meu pastor me conduziu a Cristo”.
Voei de volta para Londres e logo depois falei na Assembléia Keswick no Lake-District. Lá relatei esses três testemunhos singulares. No final da série de conferências, quatro pastores idosos vieram à frente e contaram que eles também foram salvos, há 25-30 anos atrás, pela mesma pergunta e por um folheto entregue na rua George em Sydney, na Austrália.
Na semana seguinte viajei para uma igreja semelhante à de Keswick e falei a missionários no Caribe. Também lá contei os mesmos testemunhos. No final da minha palestra, três missionários vieram à frente e explicaram que há 15-25 anos atrás eles igualmente haviam sido salvos pela pergunta e pelo folheto do homenzinho da rua George na distante Austrália.
Minha próxima série de palestras me conduziu a Atlanta, na Geórgia (EUA). Fui até lá para falar num encontro de capelães da Marinha. Por três dias fiz palestras a mais de mil capelães de navios. No final, o capelão-mor me convidou para uma refeição. Aproveitando a oportunidade, perguntei como ele havia se tornado cristão.
“Foi um milagre. Eu era marinheiro em um navio de guerra no Pacífico Sul e vivia uma vida desprezível. Fazíamos manobras de treinamento naquela região e renovávamos nossos estoques de suprimentos no porto de Sydney. Ficamos totalmente largados. Em certa ocasião eu estava completamente embriagado e peguei o ônibus errado. Desci na rua George. Ao saltar do ônibus pensei que estava vendo um fantasma quando um homem apareceu na minha frente com um folheto na mão e perguntando: ‘Marinheiro, você está salvo? Se morrer hoje à noite, você vai para o céu?’ – O temor de Deus tomou conta de mim imediatamente. Fiquei sóbrio de repente, corri de volta para o navio e fui procurar o capelão. Ele me levou a Cristo. Com sua orientação, logo comecei a me preparar para o ministério. Hoje tenho a responsabilidade sobre mais de mil capelães da Marinha, que procuram ganhar almas para Cristo”.

“Desculpe, mas você é salvo? Se morrer hoje, vai para o céu?”
Seis meses depois, viajei a uma conferência reunindo mais de cinco mil missionários no Nordeste da Índia. No final, o diretor da missão me levou para comer uma refeição simples em sua humilde e pequena casa. Também perguntei a ele como tinha deixado de ser hindu para tornar-se cristão.
“Cresci numa posição muito privilegiada. Viajei pelo mundo como representante diplomático da Índia. Sou muito feliz pelo perdão dos meus pecados, lavados pelo sangue de Cristo. Ficaria muito envergonhado se descobrissem tudo o que aprontei naquela época. Por um tempo, o serviço diplomático me conduziu a Sydney. Lá fiz algumas compras e estava levando pacotes com brinquedos e roupas para meus filhos. Eu descia a rua George quando um senhor bem-educado, grisalho e baixinho chegou perto de mim, entregou-me um folheto e me fez uma pergunta muito pessoal: ‘Desculpe-me, mas o senhor é salvo? Se morrer hoje, vai para o céu?’ – Agradeci na hora, mas fiquei remoendo esse assunto dentro de mim. De volta a minha cidade, fui procurar um sacerdote hindu. Ele não conseguiu me ajudar mas me aconselhou a satisfazer minha curiosidade junto a um missionário na Missão que ficava no fim da rua. Foi um bom conselho, pois nesse dia o missionário me conduziu a Cristo. Larguei o hinduísmo imediatamente e comecei a me preparar para o trabalho missionário. Saí do serviço diplomático e hoje, pela graça de Deus, tenho responsabilidade sobre todos esses missionários, que juntos já conduziram mais de 100.000 pessoas a Cristo”.
Oito meses depois, fui pregar em Sydney. Perguntei ao pastor batista que me convidara se ele conhecia um homem pequeno, de cabelos brancos, que costumava distribuir folhetos na rua George. Ele confirmou: “Sim, eu o conheço, seu nome é Mr. Genor, mas não creio que ele ainda faça esse trabalho, pois já está bem velho e fraco”. Dois dias depois fomos procurar por ele em sua pequena moradia. Batemos na porta, e um homenzinho pequeno, frágil e muito idoso nos saudou. Mr. Genor pediu que entrássemos e preparou um chá para nós. Ele estava tão debilitado e suas mãos tremiam tanto que continuamente derramava chá no pires. Contei-lhe todos os testemunhos que ouvira a seu respeito nos últimos três anos. As lágrimas começaram a rolar pela sua face, e então ele nos relatou sua história:
“Eu era marinheiro em um navio de guerra australiano. Vivia uma vida condenável. Durante uma crise entrei em colapso. Um dos meus colegas marinheiros, que eu havia incomodado muito, não me deixou sozinho nessa hora e ajudou a me levantar. Conduziu-me a Cristo, e minha vida mudou radicalmente de um dia para outro. Fiquei tão grato a Deus que prometi dar um testemunho simples de Jesus a pelo menos dez pessoas por dia. Quando Deus restaurou minhas forças, comecei a colocar meu plano em prática. Muitas vezes ficava doente e não conseguia cumprir minha promessa, mas assim que eu melhorava recuperava o tempo perdido. Depois que me aposentei, escolhi para meu propósito um lugar na rua George, onde centenas de pessoas cruzavam meu caminho diariamente. Algumas vezes as pessoas rejeitavam minha oferta, mas também havia as que recebiam meus folhetos com educação. Há quarenta anos faço isso, mas até o dia de hoje não tinha ouvido falar de ninguém que tivesse se voltado para Jesus através do meu trabalho”.
Aqui vemos o que é verdadeira dedicação: demonstrar amor e gratidão a Jesus por quarenta anos sem saber de qualquer resultado positivo. Esse homem simples, pequeno e sem dons especiais deu testemunho de sua fé para mais de 150.000 pessoas. Penso que os frutos do trabalho de Mr. Genor que Deus mostrou ao pastor londrino sejam apenas uma fração da ponta do iceberg.

O céu conhece Mr. Genor, e podemos imaginar vividamente a maravilhosa recepção que ele teve quando entrou por suas portas.
Só Deus sabe quantas pessoas mais foram ganhas para Cristo através desses folhetos e das palavras desse homem. Mr. Genor, que realizou um enorme trabalho nos campos missionários, faleceu duas semanas depois de nossa visita. Você pode imaginar o galardão que o esperava no céu? Duvido que sua foto tenha aparecido alguma vez em alguma revista cristã. Também duvido que alguém tenha visto uma reportagem ilustrada a seu respeito. Ninguém, a não ser um pequeno grupo de batistas de Sydney, conhecia Mr. Genor, mas eu asseguro que no céu seu nome é muito conhecido. O céu conhece Mr. Genor, e podemos imaginar vividamente a maravilhosa recepção que ele teve quando entrou por suas portas. (extraído de Worldmissions – redação final: Werner Gitt)

Vale a Pena!

“Disse-lhe o Senhor: Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor” (Mt 25.21).
Existem muitas organizações que trabalham com literatura cristã. Inúmeros irmãos fazem uso de folhetos, livros, fitas e revistas para divulgar o Evangelho, mas geralmente não vêem o resultado de suas atividades missionárias. Isso pode causar desânimo, e certamente muitos distribuidores de folhetos já se perguntaram: “Será que vale a pena?”
Com freqüência ficamos sabendo de pessoas que se converteram através de um folheto ou de um livro, ou que foram fortalecidas na fé por meio da literatura. Mesmo que jamais saibamos dos resultados de nossa semeadura, eles são prometidos pelo Senhor (veja Is 55.11). Além disso, um obreiro na “seara do Senhor” não é avaliado pelo número de pessoas que se convertem pelo seu trabalho mas por sua fidelidade no trabalho cristão. Também devemos ter sempre em mente que nós não convertemos ninguém. Só Deus é que pode tocar os corações, despertar as consciências e, pelo Espírito Santo, conduzir uma pessoa à fé em Jesus Cristo. O exemplo citado mostra que Ele faz isso em nossos dias e que pode agir através de muito ou de pouco. Que este testemunho anime os distribuidores de folhetos a continuarem semeando com perseverança a boa semente, que certamente dará frutos a seu tempo. (Norbert Lieth - http://www.chamada.com.br).

Fonte: www.chamada.com.br

Como Deus pôde abençoar Raabe, tendo ela mentido?

Josué 2:4-5.


Problema: Ao chegar em Jericó, os espias buscaram refúgio na casa de Raabe. Quando o rei de Jericó ordenou que Raabe entregasse os homens, ela mentiu dizendo que eles já haviam partido e ela não conhecia o seu destino. Entretanto, quando Israel finalmente destruiu Jericó, Raabe e todos da sua família foram poupados. Como pôde Deus abençoar Raabe por mentir?

Solução: O texto não afirma que Deus tenha abençoado Raabe por ter mentido. Ele a salvou e abençoou por ter protegido os espias e ajudado na derrota de Jericó. Entretanto, em nenhum lugar a Bíblia declara explicitamente que Deus abençoou Raabe por ela ter mentido. Deus a abençoou apesar de sua mentira, e não por causa da mentira. Na verdade o ato de proteger os espias foi a demonstração de sua grande fé no Deus de Israel. Raabe acreditou firmemente que Deus destruiria Jericó, e demonstrou sua fé ficando ao lado de Israel contra o povo de Jericó, quando protegeu os espias  de serem descobertos.
          Alguns estudiosos insistem em dizer que Raabe enfrentou um real conflito de ordem moral. Era-lhe impossível salvar os espias e ao mesmo tempo falar a verdade aos soldados do rei. Sendo assim, Deus não lhe imputaria a responsabilidade por esse inevitável conflito moral. Certamente uma pessoa não pode ser tida como responsável por não cumprir uma lei menor de forma a cumprir uma obrigação maior. A Bíblia ordena a obediência ao governo de um país (Rom. 13:1; Tt. 3:1; I Ped. 2:13), mas há muitos exemplos de justificada desobediência civil, quando o governo atua no sentido de compelir a prática da injustiça (Êx. 5; Dan. 3:6; Ap. 13). O caso das parteiras hebréias, que mentiram para salvar a vida dos meninos israelitas é talvez mais claro neste sentido, elas foram abençoadas por salvar a vida das crianças e não por mentir.

Fonte: Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e "Contradições" da Bíblia.
www.oucaapalavradosenhor.com

terça-feira, 29 de novembro de 2011

O Mundo Preparado Para Cristo


          Há mais de 2.000 (dois mil) anos atrás, quando Jesus nasceu, a terra a qual chamamos de Palestina estava sob o domínio do império romano. Deus, como sempre, de antemão, já havia preparado o terreno para dar início ao período do cristianismo na história. Foi uma derrocada para satanás, uma resposta por ter agido contra o homem levando-o a queda como bem sabemos pelo que está escrito em Gên. 3. A vinda de Jesus ao mundo foi o maior acontecimento para a história da humanidade, pois sem este acontecimento, não teríamos os outros que se sucederam, como a vida, obra, morte e ressurreição. E como aprendemos desde pequenos na escola, a nossa história ficou dividida em antes de Cristo (a.C.) e depois de Cristo (d.C.).
          Vemos o seu nascimento ocorrido no período de dominação romano. Lucas nos dá algumas afirmações sobre isso, ele diz que César Augusto mandou fazer um recenseamento no império. Quirino, o responsável pela região da Síria, tomou as providências necessárias para que isso acontecesse. A partir daí vemos José e sua esposa Maria se deslocando de Nazaré, na Galiléia, para a Judéia, onde ficava a pequena cidade de Belém (Luc. 2:1-7). Antes desse acontecimento, o Senhor absoluto da história conduziu eventos significativos na vida de nações e impérios.
          Grandes governantes do passado, tais como: generais, sacerdotes, escribas e outros líderes dos antigos impérios assírio, babilônico, persa, grego e romano foram conduzidos por Deus no preparo do mundo para a chegada de seu Filho, Jesus, em especial através das relações que seus povos tiveram com os judeus.

Domínio romano

O domínio romano.


          No fim da revelação do A.T., mais especificamente na época do profeta Malaquias, os romanos ainda não tinham uma presença de peso na área internacional. Quando os judeus, recém-chegados do cativeiro na Babilônia, construíam e dedicavam o Templo (Ed. 1:2-3), Roma dava seus primeiros passos rumo ao cenário mundial, como grande potência.

Deus trabalhou no âmbito sócio-político.


          Deus atuou no meio das nações da antiguidade fazendo com que seus desígnios fossem estabelecidos. Os romanos começaram submetendo os povos do Ocidente latino. Depois de duras batalhas, dominaram os cartaginenses, na África, que começavam sua hegemonia. Logo após, chegou a vez dos gregos serem derrotados. E não demorou muito tempo, o Oriente também começou a girar em torno do império romano. Logo o Egito se submeteu e a Síria, que estava bem próxima da Palestina. Pouco tempo depois o território judeu, com o seu povo, foi incorporado ao império romano. e foi nesse quadro sócio-político que nasceu o Salvador, Jesus Cristo.
          Foi de grande valor a formação deste grande império para a chegada do Salvador, o Messias tão ansiosamente esperado, por que as fronteiras acabaram por ser eliminadas, liberando assim um vasto território para que as viagens missionárias acontecessem. O mundo conhecido da época podia ser evangelizado sem barreiras de alfândegas e uma grande quantidade de burocracias que poderiam emperrar o crescimento da igreja, que logo em seguida começou a dar os seus primeiros passos na história. Muitos missionários de nossos dias encontram inúmeras barreiras que os impedem de pregar o Evangelho em diversos países, algo pouco existente naquela época.


Acontecimentos religiosos.


          Antes da chegada dos romanos, os povos da Síria deram um pouco de trabalho para os judeus, tentando incorporar sua adoração politeísta, ignorando desta forma a adoração monoteísta ao Deus criador dos céus e da terra, YHWH, profanando o Templo de Jerusalém, através de seus rituais considerados abominações para os judeus, quando sacrificaram porcos dentro do Templo. Isso foi considerado como uma afronta a fé judaica, perseguição aos valores e a fé do povo. Não conformado com tal situação, um sacerdote já velho de nome Matatias, auxiliado por seus filhos, homens corajosos, reuniu um pequeno exército que conseguiu rechaçar por um tempo os sírios.
          Com a morte do pai, os filhos continuaram a guerra pela libertação do povo, e como tinham uma herança religiosa, foram encorajados com grande destaque para um dos irmãos, chamado de Judas Macabeu, o qual venceu muitas lutas contra os inimigos, mesmo estando em desvantagem militar. Após sucessivas lutas e vitórias, Judas foi morto em combate, sendo sucedido por seu irmão Jônatas, que também continuou a luta armada. O período conhecido como dos macabeus foi de 169 a.C. até 63 a.C., foram quase cem anos de resistência e luta pela preservação da fé judaica, de Moisés e dos profetas. Todos esses fatos estão registrados nos livros apócrifos dos Macabeus. O apóstolo João, de certa forma, faz referência ao período macabeu quando registrou em seus escritos Jesus Cristo passeando pelo Templo na ocasião da festa da Dedicação, que havia sido instituída no ano de 165 a.C., em comemoração a purificação e dedicação do Templo, restaurado pelos filhos do sacerdote Matatias.
          João cita este acontecimento no cap. 10:22-23. O Templo precisou ser purificado dado o fato do rei da Síria, Antíoco IV Epifânio ter profanado o mesmo, ele entrou no Santo dos Santos oferecendo porcos ao "deus" Júpter sobre o altar e espargiu o sangue no edifício, e ainda proibiu a observação da Lei (Dan. 11:29-31). No mês de Dezembro, os judeus comemoram o "Chanucá", ou festa das Luzes, que corresponde à festa da Dedicação, que tem esse nome por causa da grande iluminação usada neste dia.

Tábuas da Lei

A Lei Mosaica.


          Na vida do povo de Israel, sempre teve muita importância a Lei de Moisés (Deut. 33:2-3), e a partir dos tempos dos macabeus, até os dias do nascimento de Jesus, os sacerdotes acumularam o poder religioso e político e foram se fortalecendo gradativamente. Havia uma luta pela liderança civil e religiosa que se fazia dentro dos grupos dos escribas e fariseus, e estes eram verdadeiros partidos políticos e que garantiam posições na condução dos negócios civis e religiosos (Mt. 26:3-4). Também havia o partido dos saduceus, que tinham uma visão pouco aberta ao sobrenatural, fato demonstrado quando discutiram com Paulo no Sinédrio (At. 23:8). Outro grupo conhecido foi o dos herodianos, suas intenções eram mais políticas do que religiosas, o que fica evidente quando tentaram armar uma cilada para Jesus (Marc. 12:13-14). E finalmente, os zelotes, estes, nacionalistas, sempre tentando criar insurreição contra Roma. Um dos discípulos do Senhor era do partido dos zelotes, Simão (Luc. 6:15).

Cultura.


         A língua grega teve grande influência na época, antes do império romano se tornar organizado, existiu o império grego. *Os judeus do Novo Testamento e todo o mundo mediterrâneo falavam grego (At. 21:37). O A.T. foi traduzido para o grego por Setenta sábios judeus, dando a esta tradução o nome Septuaginta. O Novo Testamento foi escrito em grego, o qual servia como um grande veículo para a propagação do Evangelho por Paulo e pelos crentes primitivos. O grego permaneceu a língua da Igreja cristã até os meados do segundo século.
          A Grécia sustentou um império e espalhou sua cultura pelo mundo. Quando o império romano foi formado, encontrou um mundo de cultura grega, que falava o grego em toda a parte. A obra de disseminar a língua e a cultura grega foi de Alexandre, o Grande, da Macedônia, que formou um grande império, influenciando muito no preparo do mundo para a vinda de Cristo. Daniel, o profeta, previu a chegada de Alexandre o Grande com essas palavras: "Depois, se levantará um rei, poderoso, que reinará com grande domínio, e fará o que lhe aprouver. Mas, no auge, o seu reino será quebrado, e repartido para os quatro ventos do céu; mas não para a sua posteridade, nem tão pouco segundo o poder com que reinou, porque o seu reino será arrancado e passará a outros fora dos seus descendentes" (Dan. 8:21-22; 11:3-4).
          Como podemos ver pela história, Alexandre fez o que quis, anexou as nações que intentou reunir para formar o seu império, levou a língua e a cultura dos gregos ao mundo conquistado e morreu muito jovem, antes de ver todos os seus planos realizados, reinando cerca de 10 anos. Os seus quatro generais, que não eram seus descendentes, dividiram o seu reino, porque não tinha descendentes para reinar em seu lugar. Esta língua teve grande importância para a divulgação do Evangelho. Tamanha foi a importância do grego, que todos os livros do Novo Testamento tiveram suas versões escritas em grego.
          Deus lançou o seu Amor para o mundo para salvá-lo (Jo. 3:16), e fez com que os seus planos fossem realizados para que o mundo pudesse receber Jesus Cristo, o Filho Amado (Mt. 3:17). Deus fez com que sua Palavra fosse registrada na história, e Jesus nos aconselhou a conhecer essa Palavra (Mt. 22:29 / Marc. 12:24), Deus queria fazer o que tem feito através dos séculos e ainda continua a fazer: derramar o seu grande amor em nossos corações.
          Deus governa a história e o desenrolar dela, no livro dos Salmos está escrito: "Nosso Deus está nos céus; ele faz tudo o que lhe apraz" (Sal. 115:3), Ele governa tudo desde os altos céus e faz a história acontecer conforme os seus altos desígnios. Ele estabeleceu um plano para o ministério de Jesus, o qual não pôde ser impedido por nada nem ninguém, nenhum grande império frustrou o que Ele planejou desde a eternidade (isso me impressiona muito, muito mesmo!!!). O cristianismo nasceu dentro de um quadro sócio-político defino, a língua era a grega, a cultura, os costumes, e o Evangelho foi pregado àquela região e ao mundo da época. Tudo preparado para a chegada do Rei dos reis, até mesmo em nossos dias, tudo contribui também para o seu retorno. Aleluia!!!

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Fontes:
Reis dos reis
Dicionário Bíblico de Almeida, 2ª Ed.
Dicionário Bíblico Universal, Buckland
*Pequena Enciclopédia Bíblica. Boyer, Orlando

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

É errado chamar alguém de nosso Pai?

          Mateus 23:9-10.
          Esta pergunta parece um tanto difícil de responder, pois me lembro que quando novo convertido ao ler esta passagem mudei algumas vezes a palavra pai por progenitor para me referir ao meu pai carnal quando orava por ele depois de ler esta passagem. Mas com certeza, naquele instante ainda havia a dúvida!!!
          É errado chamar alguém, senão Deus, de nosso pai?
         Aqui Jesus ordena: "A ninguém sobre a terra chameis vosso pai". Contudo em outras partes a Bíblia não somente nos diz: "Honra a teu pai e tua mãe"...(Êxodo 20:12), mas ainda emprega o termo "pai" referindo-se àqueles que são mentores espirituais (II Reis 2:12; conf. I Cor. 4:15).

          Solução: O contexto da afirmação de Jesus indica que Ele está-se referindo a considerar seres humanos como mestres espirituais infalíveis, e não que Ele se oponha a termos mentores espirituais falíveis. De fato Paulo foi um pai espiritual de Timóteo (I Cor. 4:15), a quem se referiu como sendo seu "amado filho" (II Tm. 1:2). Entretanto, Paulo teve o cuidado de instruir seus filhos espirituais a que somente fossem seus imitadores "como eu sou de Cristo" (I Cor. 11:1). Demonstrar respeito devido ao nosso líder espiritual é uma coisa (conf. I Tm. 5:17), mas dar-lhe obediência incondicional e a reverência que somente a Deus devemos dar, isso é outra coisa. Isso foi o que a igreja romana fez e acabou por "levantar" os seus papas como infalíveis, caindo assim em terrível erro.

Fonte: Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e "Contradições" Bíblia. Norman Geisler - Thomas Howe.
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