CONTATO

E-MAIL PARA CONTATO:
oucaapalavradosenhor@oucaapalavradosenhor.com

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Jeremias não está ensinando a reencarnação neste versículo?

www.oucaapalavradosenhor.com
"Eu te conheci, e, antes que saísses da madre, te consagrei,
e te constituí profeta às nações"
Deus disse a Jeremias: "Antes que eu te formasse no ventre materno, eu te conheci, e, antes que saísses da madre, te consagrei, e te constituí profeta às nações" (Jr 1:5). Mas se Deus conheceu Jeremias antes de ele ter sido formado no ventre de sua mãe, então ele deve ter existido anteriormente como uma alma que foi encarnada num corpo, e é isso que a reencarnação ensina.

Este versículo não se refere à alma preexistente ao nascimento, mas a Deus chamar e destacar pessoas para um ministério muito antes de elas terem nascido. "Eu te conheci" não se refere a uma alma preexistente, mas ao ser pré-natal. A pessoa foi conhecida por Deus "no ventre materno" (Jer 1:5; cf. Sal 51:6; 139:13-16). Aqui vemos a chamada de Jeremias para o ofício profético, uma chamada precoce para o ofício de profeta que não seria apenas para os judeus, mas para todas as nações.

O verbo "conhecer" (yada) pressupõe um relacionamento especial de compromisso (cf. Am 3:2). Isso se explica pelas palavras "eu te consagrei" (te separei dos demais) e te constituí", o que revela que Deus tinha uma tarefa especial para Jeremias (e Paulo, Gl 1:15-16), mesmo antes do nascimento. Portanto, esta passagem não pressupõe a preexistência da alma ou tão pouco é base para a doutrina da reencarnação; pelo contrário, ela afirma a preordenação de uma pessoa a um ministério especial.

Fonte: GEISLER, Norman; HOWE, Thomas. Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e "Contradições" da Bíblia. 1ª Ed. São Paulo: Mundo Cristão, 1999.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Billy Graham, Tim Tebow estão entre 'As 100 pessoas mais confiáveis da América'

A revista Readers Digest revelou seus resultados de pesquisa para "As 100 pessoas mais confiáveis da América," que tem o ator Tom Hanks no topo da lista. Também estão incluídos entre aqueles a quem os americanos consideram mais confiáveis , o reverendo Billy Graham, o ex-presidente Jimmy Carter e jogador da NFL Tim Tebow.

"Para entender como o nosso instinto de confiança molda nossa cultura, nós compilamos uma lista de mais de 200 americanos formadores de opinião e de manchete de 15 profissões altamente influentes. Então nós entrevistamos uma amostra nacionalmente representativa de mais de 1.000 adultos norte-americanos, pedindo-lhes para classificar cada pessoa com base na confiabilidade", explica a publicação.

Além de personalidades de cinema e televisão que dominam a lista, a pesquisa constatou que os americanos tendem a confiar mais do que ninguém nos seus médicos (77 por cento), conselheiros espirituais (71 por cento) e professores de seus filhos (66 por cento). No entanto, esses resultados, que eram as três maiores pontuações na pesquisa, foram excluídas da lista "As cem pessoas mais confiáveis da América" - "para se concentrar nas figuras públicas que ressoaram com todo mundo", segundo a revista.

Hanks, conhecido por papéis memoráveis em "Forest Gump", "O Resgate do Soldado Ryan" e na popular série Pixar "Toy Story", é a personalidade mais confiável da América, o de número 1, o que significa que ele possui alta integridade e caráter, honestidade, liderança e outros critérios considerados pelos entrevistados que foram convidados a classificar cada personalidade em uma escala de 1 (nada confiável) a 5 (extremamente confiável ).

"Os resultados da pesquisa foram fascinantes, divertidas e chocantes. Confiamos porque é bom, mas colocarmos nossa fé no lugar errado, muitas vezes tem um preço alto", disse editor-chefe e diretor de conteúdo da Reader’s Digest, Liz Vaccariello. "Enquanto a lista mostrou o que os americanos pensam sobre aqueles que vêem regularmente na imprensa, na televisão e no cinema, nossa pesquisa também revelou que colocamos nossa confiança em benfeitores, que os tweets nem sempre equivalem à confiança, e que confiamos nas pessoas famosas que conhecemos mais do que ninguém."

A pesquisa de confiança, feita com a ajuda da empresa de pesquisa "The Wagner Group", é destaque na edição de junho da Readers Digest e também no site da revista. Os resultados da pesquisa podem ser vistos aqui http://www.rd.com/slideshows/readers-digest-trust-poll-the-100-most-trusted-people-in-america/ no site Digest do Reader.

Alguns nomes de destaque na lista " As 100 pessoas mais confiáveis da América" incluem:

Primeira Dama Michelle Obama - No. 19

                                                                                                                                                        (Foto: Reuters)
Michelle Obama, Primeira Dama dos United States.

Ex-presidente dos Estados Unidos Jimmy Carter - No. 24

                                                                                                                                                                                      (Foto: AP Images)
O ex- O presidente dos EUA Jimmy Carter, à esquerda, encontra-se com o Kim Yong
Jogador do NFL Tim Tebow - No. 40

                                                                                                                                                                                           Foto:(Divulgação)
Tim Tebow jogador norte americano

Ministro cristão evangélico Rev. Billy Graham - No. 67

                                                                                                                                                                                   Foto: (Divulgação)
Reverendo Billy Graham

Presidente Barack Obama - No. 65
(Foto: Reuters)
Presidente dos Estados Unidos Barack Obama.
Fonte: The Christian Post

Quando, Finalmente, Virá o Senhor?


Certamente esta é uma pergunta que todos nos fazemos. Já estamos na segunda década do novo milênio e o Arrebatamento ainda não aconteceu.

Seja sincero: há 15 anos você contava com a possibilidade de ainda estar vivendo na terra por mais uma década? Creio que muitos de nós pensavam e especulavam que o Arrebatamento estivesse às portas e que nem veríamos a entrada do novo milênio.

“Portanto, irmãos, sede pacientes até a vinda do Senhor. Eis que o lavrador espera o precioso fruto da terra, aguardando-o com paciência, até que receba as primeiras e as últimas chuvas. Sede vós também pacientes; fortalecei os vossos corações, porque a vinda do Senhor está próxima” (Tg 5:7-8).

“Porque a vinda do Senhor está próxima”, diz o texto. Já se passaram quase 2000 anos desde que Tiago escreveu isso. E a verdade é que hoje continuamos na terra, e não na Jerusalém celestial. Você ficou decepcionado? Ou, pior ainda: você ficou chateado com o Senhor por causa disso? Você está irritado porque a volta do Senhor continua sendo adiada? Talvez você faça parte daqueles que estão totalmente desencorajados, que pensam: “Ah!, o Senhor ainda vai demorar muito para vir!”.

"Mas daquele dia e hora ninguém sabe, nem os
 anjos do céu, mas unicamente meu Pai" (Mt 24.36).
No passado houve outra pessoa que em uma situação muito específica e insatisfatória ficou esperando pelo Messias, pela Sua aparição em poder. Então, tomado pela impaciência porque aparentemente nada acontecia, perguntou ao Senhor Jesus: “És tu aquele que havia de vir, ou havemos de esperar outro?” (Mt 11:3). Talvez João Batista – que era a pessoa em questão – tenha, na verdade, formado um pensamento ainda mais agressivo: “Já está mais que na hora de o Senhor Jesus vir para edificar Seu reino messiânico”. Não quero entrar nos detalhes desse acontecimento, mas falar sobre a resposta do Senhor Jesus, a palavra que o Salvador deu a esse discípulo impaciente e desesperado: “E bem-aventurado é aquele que não se escandalizar de mim” (v.6). O Senhor Jesus não respondeu a João Batista, dizendo: “Virei no dia X para edificar meu reino”. Pelo contrário, Ele não deu a João nenhuma dica sobre os acontecimentos no Plano de Deus através das eras. Disse-lhe apenas aquilo que realmente importava. Quero repetir aqui com minhas próprias e imperfeitas palavras: “João, não peque, não duvide de mim, não fique chateado, mas persista. Tenha paciência – qualquer que seja a sua situação – e deixe tudo comigo, no meu tempo; você só precisa confiar e crer!”

Tiago 5 fala de paciência: “Portanto, irmãos, sede pacientes até a vinda do Senhor”! O Senhor Jesus não revelou o dia da Sua vinda a ninguém, nem mesmo aos apóstolos, aos primeiros cristãos, ou aos pais da Igreja. Em vez disso, o que Ele disse? “Mas daquele dia e hora ninguém sabe...” (Mt 24:36). Uma coisa é certa: o Senhor voltará. Não há dúvida, não precisamos perder tempo discutindo isso. A Bíblia está cheia dessas promessas, e a passagem de Tiago 5 é apenas uma entre muitas outras que mencionam o fato da volta do Senhor Jesus Cristo. O tema “volta do Senhor” é mencionado em todas as cartas do Novo Testamento. Não se trata, portanto, de um tema secundário ou de um acontecimento insignificante. Muito pelo contrário: é um tema central e fazemos bem em falar dele e chamar atenção para ele. Fica claro que os apóstolos esperavam a volta do Senhor a qualquer momento, mesmo que não tenham dito em nenhum momento que essa volta teria de acontecer ainda durante sua própria vida. É isso que diferencia os apóstolos dos muitos fanáticos a respeito do final dos tempos, que pensam ser necessário determinar uma data fixa para a volta do Senhor.

Mas como devemos lidar com essa expectativa justificada em relação à volta do Senhor? Que consequências ela traz consigo? A conclusão, de qualquer forma, não é: “Vamos esperar com calma até o Senhor vir”, mas: “Vamos cumprir nossa tarefa com diligência até lá”! Ou, para usar as palavras de Tito 2:11-13: “Porque a graça de Deus se manifestou, trazendo salvação a todos os homens, ensinando-nos, para que, renunciando à impiedade e às paixões mundanas, vivamos no presente mundo sóbria, e justa, e piamente, aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus”. Entendemos corretamente? O versículo 13 abre nossos olhos para o encontro com nosso Senhor: “...aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus”, e a conclusão decorrente: “renunciando à impiedade e às paixões mundanas, vivamos no presente mundo sóbria, e justa, e piamente” (v.12). Importa viver com toda sobriedade, vivendo de forma justa e piedosa e em oração:“Mas já está próximo o fim de todas as coisas; portanto sede sóbrios e vigiai em oração” (I Pe 4:7). Ser sóbrio significa não ficar especulando e jogando com números e anos. Também significa que não devemos negligenciar nossa incumbência original diante de tanta expectativa pelo encontro iminente com nosso Senhor e Salvador. Nossa expectativa deve ser imediata, assim como a dos apóstolos e dos primeiros cristãos. A volta do Senhor Jesus é uma realidade. O próprio Senhor Jesus nos diz: “Eis que venho sem demora...” (Ap 3:11).Também poderíamos traduzir assim: “Veja, venho logo, venho rapidamente, de uma hora para outra, no momento em que vocês não esperarem”. Este “eu venho logo” não significa “virei amanhã”, mas: “Quando eu vier, e somente o Senhor sabe a hora, virei de uma hora para outra, de repente, com pressa e muito rapidamente”. Não haverá tempo para fazer mais nada, nem para se despedir, nem para se justificar, nem para colocar alguma coisa em ordem... acabou o tempo! Devemos conversar a respeito, encorajando e exortando-nos mutuamente, mas acima de tudo devemos viver de acordo com isso; com toda a sobriedade e piedade.

Alegre-se pelo dia que o Senhor colocou nas suas

 mãos para que possamos louvá-lO, adorá-lO e
 engrandecê-lO
Tiago fala de paciência. Nesse contexto, ele menciona um exemplo muito bonito, o exemplo do agricultor: “Eis que o lavrador espera o precioso fruto da terra, aguardando-o com paciência, até que receba as primeiras e as últimas chuvas” (Tg 5:7). O que esse exemplo significa para nós? O agricultor faz o que está ao seu alcance. Ele semeia, planta, ara, colhe e outras coisas mais. Mas além dessas coisas, há outras sobre as quais o lavrador não tem poder nenhum, tornando-se completamente dependente delas. Por exemplo, do tempo, da chuva prematura e tardia, como menciona o texto. Nessas coisas só resta confiar e crer que o Senhor fará tudo corretamente – como diz o Salmo 37:5: “Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e ele o fará”. Mesmo que a colheita atrase – seja por qual motivo for – o lavrador não se limita a cruzar os braços, não se deixa desencorajar e continua fazendo seu trabalho.

Esse exemplo também é uma bonita figura para a colheita espiritual. Nós, como Igreja, somos chamados a agir de acordo com nossos dons e nossas forças, fazendo tudo que estiver ao nosso alcance e que está sob nossa responsabilidade. Tudo deve acontecer com muita paciência, muita sobriedade e sensatez e, principalmente, com muita oração. Como Igreja temos uma incumbência e precisamos desempenhá-la. A incumbência é: adorar ao Senhor, proclamar e ensinar a Palavra, edificar, encorajar e exortar uns aos outros, doar e apoiar, orar, pedir e agradecer, e manter a comunhão. Além disso, a Igreja foi encarregada de dar um testemunho aos de fora – afinal, somos mensageiros de Cristo na terra. A Igreja, especialmente os anciãos e os diáconos, deve cuidar dos fracos, dos doentes, das viúvas, dos órfãos e dos necessitados, ajudando aqueles que são vacilantes e instáveis na fé. A Igreja é muito mais que um grupo que se reúne aos domingos. A tarefa que temos como Igreja e membros dela não termina com o ano, mas vale até que o Senhor nos busque para junto de si por causa de Sua graça, a Seu tempo, e não quando nós desejarmos.

Somos chamados a semear, lavrar e arar. O fruto pode ser confiadamente entregue nas mãos de Deus. Ele, o Senhor, alcançará Seu objetivo com a Igreja, com você e comigo. Mas lembre-se: no tempo dEle! Nesse sentido devemos continuar falando do Arrebatamento e do encontro com nosso Senhor Jesus Cristo: com total liberdade e grande alegria, sem especular e sem calculadora à mão. Acima de tudo: não fique decepcionado, não duvide do Senhor quando a Sua volta demorar e nós continuarmos na terra no começo do próximo ano. Antes, alegre-se pelo dia que o Senhor colocou nas suas mãos para que possamos louvá-lO, adorá-lO e engrandecê-lO. Importante é continuar atentos e prontos, despreocupados e alegres, não duvidando, mas confiando. Em meio a toda essa situação, não percamos de vista as pessoas que nos cercam, pois são parte da nossa incumbência. Que o Senhor o abençoe! (Thomas Lieth - http://www.chamada.com.br)

Polícia investiga padre que vende óleo milagroso

Arquidiocese de Curitiba pediu à Cúria de Santa Catarina que o padre seja desligado da igreja.

Polícia investiga padre que vende óleo milagroso
Uma reportagem do SBT Brasil mostrou uma denúncia contra Frei Paulo, um padre católico que atua na cidade de Contenda, na região metropolitana de Curitiba (PR). Ele está sendo investigado por cobrar dinheiro dos fiéis para aplicar um óleo milagroso vindo da Alemanha.

Dezenas de fiéis participam das reuniões e aceitam pagar R$30 para ter o óleo aplicado atrás da orelha e R$60 para que o padre aplique o produto nas costas. Milhares de pessoas já participaram das reuniões promovidas por ele em diversas cidades do Sul do país, o que começou levantar suspeita.

Frei Paulo diz que cobra dos fiéis porque o produto é comprado em outro país. Ele afirma que não usa o dinheiro para benefício próprio, mas a polícia desconfia de estelionato.

Ao saber do caso, a Arquidiocese de Curitiba pediu à Cúria de Santa Catarina que o padre seja desligado da igreja por charlatanismo.

Assista:


Fonte: Gospel Prime

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Portanto, meus amados, fugi da idolatria. Parte II

                                                     "Fujam da idolatria" (1Co 10.14)

19º Capítulo do livro “Nós desatados”, versão de 1878, escrito por
John Charles Ryle
Clérigo e Bispo da Igreja da Inglaterra


O texto "Idolatria" de J. C. Ryle é um texto bastante profundo e sincero a respeito do tema, o qual, pela extensão e profundidade, estamos apresentando em duas partes para que o leitor possa aproveitá-lo melhor. Em um primeiro momento foram apresentados a introdução ao tema seguido da apresentação dos quatro pontos sobre o mesmo, dos quais, os dois primeiros foram mostrados na postagem anterior, e os dois últimos serão apresentados nesta segunda parte. Esperamos que Deus o abençoe a partir de sua leitura.

Continuação de "Portanto, meus amados, fugi da idolatria. Parte I"

III. Em terceiro lugar, desejo mostrar as formas que a idolatria tem adotado na Igreja visível. Onde ela está?

Creio que não existe nada mais infundado do que a teoria de que a Igreja de Cristo está a salvo da idolatria. Nem a Escritura nem os fatos apoiam tal teoria. A Igreja contra a qual as portas do inferno não prevalecerão não é a Igreja visível, mas sim todo o corpo dos eleitos, a congregação dos verdadeiros crentes de todo povo e nação. A maior parte da Igreja visível tem sustentado, frequentemente, muitas heresias. Suas ramificações nunca estão a salvo de algum erro fatal, tanto na doutrina quanto na prática. Um abandono da fé, uma queda, o esquecimento do primeiro amor em qualquer parte da Igreja visível não deveria surpreender ao leitor mais atento do Novo Testamento.

Aparentemente parece que os Apóstolos esperavam que a idolatria surgisse mesmo antes do cânon do Novo Testamento ser encerrado. É interessante observar como Paulo trata dessa questão em sua primeira epístola aos Coríntios. Se algum irmão em Corinto fosse idólatra, os membros da igreja não deveriam nem comer com ele (I Co 5:11). "Não sejam idólatras, como alguns deles foram" (I Co 10:7). "Fujam da idolatria" (I Co 10:14). Quando escreve aos colossenses, os adverte contra a "adoração de anjos" (Col. 2:18). E João encerra sua primeira epístola com o solene mandamento: "Filhinhos, guardem-se dos ídolos" (I Jo 5:21).

A bem conhecida profecia do capítulo 4 da primeira epístola de Paulo a Timóteo contém uma passagem deveras interessante: "O Espírito diz claramente que nos últimos tempos alguns abandonarão a fé e seguirão espíritos enganadores e doutrinas de demônios" (I Tim 4:1). Na verdade o real significado dessa expressão é "doutrinas sobre espíritos mortos". E à luz desse significado, a passagem torna-se uma predição direta do auge da forma de idolatria mais perniciosa: a adoração dos santos mortos.

Farei referência, ainda, ao final do capítulo 9 de Apocalipse. Ali podemos ler, no versículo 20: "O restante da humanidade que não morreu por essas pragas, nem assim se arrependeu das obras das suas mãos; eles não pararam de adorar os demônios e os ídolos de ouro, prata, bronze, pedra e madeira, ídolos que não podem ver, nem ouvir, nem andar". Aventuro-me a afirmar que é bem possível que as pragas do capítulo 9 de Apocalipse cairão sobre a Igreja visível e que é muito improvável que o Apóstolo João estivesse profetizando sobre os pagãos que jamais ouviram o Evangelho. A idolatria, aqui, é um pecado predito a respeito da Igreja visível.

E agora, ao passar da Bíblia para os fatos do nosso dia a dia, o que é que observamos? Respondo sem hesitar que existem provas inequívocas de que as advertências e predições da Bíblia não foram feitas sem causa e que efetivamente a idolatria surgiu na Igreja visível de Cristo, e continua existindo nela.

No século IV, Jerônimo queixou-se dos "erros das imagens, que vieram dos gentios para os cristãos"; e Eusébio disse: "Vemos que apresentam imagens de Pedro e Paulo e mesmo de nosso Senhor Jesus Cristo, costume que vem dos antigos hábitos pagãos e que hoje se conservam com indiferença". No século V, Pôncio Paulino, bispo de Nola, fez que pintassem as paredes dos templos com histórias do Antigo Testamento, para que as pessoas olhassem as imagens e decidissem se abster de excessos e revoltas. Mas pouco a pouco aquilo deu margem à idolatria. Irene, mãe de Constantino VI, reuniu um concílio no século VIII, em Nicéia, promulgando um decreto segundo o qual deveriam pôr imagens em todas as igrejas da Grécia e que tais imagens deveriam ser honradas. O Livro de Homilia da Igreja da Inglaterra declara: "Congregações e clero, eruditos e analfabetos, homens, mulheres e crianças de todas as classes sociais e idades, em toda a cristandade, naufragaram na mais abominável idolatria, o vício mais detestável por Deus e o mais condenável para o homem, e isso durante mais de 800 anos".

Essa é uma história triste, mas exata. Creio que nenhum homem deveria surpreender-se diante do fato de que a idolatria começou na Igreja primitiva, se considerar cuidadosamente a excessiva reverência que a mesma rendia, desde seus começos, aos aspectos exteriores da religião. Creio que nenhum homem imparcial pode ler a linguagem utilizada por quase todos os "Pais" da Igreja com respeito à própria Igreja, aos bispos, ao ministério, ao batismo, à Ceia do Senhor, aos mártires, aos santos mortos; nenhum homem pode ler tais escritos sem dar-se conta da diferença gritante entre sua linguagem e a linguagem da Escritura em relação a essas questões. São atmosferas bem diferentes. Ao ler os escritos dos Pais, percebemos que não estamos mais em terreno santo. Descobrimos que as coisas que na Bíblia são de importância secundária, começam a ser tratadas como essenciais e fundamentais na literatura patrística. Descobrimos que as coisas relacionadas aos sentidos são exaltadas a uma posição que Paulo, Pedro, Tiago e João, falando pelo Espírito Santo, jamais as consideraram. Sim, ao ingressar na literatura patrística, entramos também nos primórdios da idolatria. Detectamos ali as sementes de um gigantesco esquema de idolatria que posteriormente foi formalmente aceito e estabelecido em todos os rincões da cristandade.

Em nossa própria época, não tenho dúvidas de que a idolatria encontra sua manifestação mais notória na Igreja de Roma.

Sim, a idolatria é um dos mais clamorosos pecados dos quais a Igreja de Roma é culpada. Digo isso com pleno reconhecimento de nossas falhas como protestantes, inclusive não pouca idolatria em nossas fileiras. Mas quando falamos de idolatria formal, reconhecida e sistematizada, francamente devemos falar de catolicismo romano.

Idolatria é ter imagens e retratos de "santos" nas igrejas e reverenciá-los sem base nem precedente algum para isso nas Escrituras. Portanto, afirmo que há idolatria na Igreja de Roma.

Idolatria é invocar a virgem Maria e aos santos e dirigir-se a eles utilizando uma linguagem que nas Escrituras é reservada somente para a Santíssima Trindade. Portanto, afirmo que há idolatria na Igreja de Roma.

Idolatria é inclinar-se diante de coisas materiais e atribuir a elas um poder e uma santidade muito superiores aos que eram atribuídos, por exemplo, à arca da aliança ou ao altar de sacrifícios do Antigo Testamento; e um poder e uma santidade completamente alheios à Palavra de Deus. Portanto, afirmo que há idolatria na Igreja de Roma.

Idolatria é adorar aquilo que foi feito pelas mãos dos homens, chamar isso de Deus e adorá-lo quando é erguido diante de nossos olhos. E posto que é assim com a doutrina da transubstanciação e com a elevação da hóstia, afirmo que há idolatria na Igreja de Roma.

Idolatria é fazer de homens ordenados mediadores entre Deus e o povo, roubando do Senhor Jesus Cristo o Seu ofício e rendendo a tais homens uma honra que até mesmo os Apóstolos e os anjos rejeitaram para si,
como podemos ver nas Escrituras. E posto que é assim que acontece com a honra concedida aos papas e sacerdotes, afirmo que há idolatria na Igreja de Roma.

Sei que meu linguajar choca muitas mentes. Os homens gostam de fechar os olhos diante de males que deveriam ser rejeitados. Preferem não ver as coisas que implicam consequências desagradáveis. Homens assim negarão que a Igreja de Roma é idólatra.

Os romanistas nos dizem que a reverência que a Igreja de Roma dá aos santos e às imagens não equivale à idolatria. Eles nos informam que há distinções entre a adoração "latria" e "dulia", entre uma mediação de
redenção e uma mediação de intercessão, e isso os deixa sem culpa. Minha resposta é que a Bíblia desconhece essas distinções e que, na prática efetiva da absoluta maioria dos católicos romanos, tais distinções artificiais não existem em absoluto.

Os romanistas nos dizem, também, que é um erro supor que os católicos romanos realmente adoram imagens e retratos diante dos quais realizam seus cultos, e que somente os utilizam como "ajudas" para a devoção, e que na realidade estão olhando bem mais além. Minha resposta é que muitos pagãos podem dizer o mesmo de sua idolatria. Tal desculpa não é válida. Os termos do segundo mandamento são bem claros: proíbe-se prostrar, além de adorar. E a conduta da Igreja de Roma, com sua preocupação de excluir o segundo mandamento de seus catecismos e ensinos, fala por si mesma como um fato que testifica da consciência culpada pela idolatria dos dirigentes católicos.

Os romanistas nos dizem, ainda, que não temos provas de nossas asseverações a respeito da idolatria; que baseamos nossas conclusões nos "abusos" que cometem os membros mais ignorantes da comunhão católica, e que é absurdo dizer que uma Igreja onde há tantos homens sábios e eruditos seja uma Igreja idólatra. Ora, qualquer um que leia as orações católicas dirigidas a Maria (escritas por ilustres membros do colegiado católico) verá que não cometemos nenhum exagero quando afirmamos que a Igreja de Roma é idólatra. Tais orações e louvores são dirigidos a uma mulher que, apesar de ser grandemente favorecida e de ser a mãe terrena de nosso Senhor, era no entanto tão pecadora quanto qualquer um de nós, uma mulher que confessou sua própria necessidade de um Salvador pessoal: "O meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador" (Lc 1:47). Essa linguagem, à luz do Novo Testamento, revela a terrível idolatria da qual a Igreja de Roma é culpada.

Mas, além disso, temos outras evidências fornecidas pela própria Roma. O que os devotos, homens e mulheres, fazem diante do papa? Que religião impera atrás dos muros do Vaticano? Como é o catolicismo em Roma, sem travas nem restrições? Que os homens observem o que acontece naquele lugar, e em suas sucursais espalhadas pelo mundo todo, e não poderão deixar de chegar à conclusão de que o romanismo não passa de um gigantesco sistema de adoração a Maria e aos santos e a imagens e a relíquias e a sacerdotes; em poucas palavras, uma grande idolatria organizada.

Há uma grande diferença entre os dogmas da Igreja de Roma e as opiniões particulares de seus membros. Creio que muitos católicos romanos são incoerentes em seus corações e são até mesmo melhores do que a igreja a qual pertencem, pelo menos assim espero. Lembro aqui dos jansenitas, de Quesnel e de Martin Boss. Creio que há muitos pobres católicos que praticam a idolatria porque não conhecem nada melhor. Não têm uma Bíblia que os instrua. Não contam com um ministro fiel que lhes ensine. Temem ao sacerdote diante deles e não se atrevem a pensar por si mesmos. Em tempos como estes, quando muitos estão dispostos a separar-se da verdadeira Igreja e seguir para a Igreja de Roma, minha consciência me repreenderia caso não advertisse claramente aos homens que o catolicismo romano é idólatra e que quem se une a ele une-se também aos ídolos.

Em nenhum outro lugar a idolatria se manifesta tão visivelmente como na Igreja de Roma.

IV. E agora, em último lugar, desejo falar sobre a abolição definitiva da idolatria. O que acabará com ela?

Considero que a alma do homem que não deseja a extinção da idolatria encontra-se enferma. Não pode estar em comunhão com o Deus verdadeiro o coração que pensa nos bilhões que estão mergulhados no paganismo ou os que honram ao falso profeta Maomé ou aos que oferecem diariamente orações a Maria e aos santos, e não clama: "Oh, meu Deus, quando chegará o fim de todas essas coisas? Até quando, Senhor?".

Aqui, como em outras questões, a palavra da profecia vem em nosso auxílio. Um dia chegará ao fim toda forma de idolatria. Sua condenação é certa. Sua destruição está assinalada. Seja em templos pagãos, seja em supostas igrejas "cristãs", a idolatria será destruída na Segunda Vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. Então se cumprirá plenamente a profecia de Isaías: "os ídolos desaparecerão por completo" (Is 2:18). Cumprir-se-ão as palavras de Miquéias: "Destruirei as suas imagens esculpidas e as suas colunas sagradas; vocês não se curvarão mais diante da obra de suas mãos" (Mq 5:13). E as palavras de Sofonias: "O SENHOR será terrível contra eles, quando destruir todos os deuses da terra" (Sf 2:11).

E as palavras de Zacarias: "Naquele dia eliminarei da terra de Israel os nomes dos ídolos, e nunca mais serão lembrados" (Zc 13:2). Numa palavra, o Salmo 97 encontrará seu pleno cumprimento: "O SENHOR
reina! Ficam decepcionados todos os que adoram imagens e se vangloriam de ídolos. Prostram-se diante dele todos os deuses!" (Sal. 97:1-7).

A Segunda Vinda de nosso Senhor Jesus Cristo é essa bendita esperança que deve consolar todos os filhos de Deus. É a estrela polar que deve guiar nossa viagem. É o ponto no qual todas as nossas expectativas devem concentrar-se. "Pois em breve, muito em breve Aquele que vem virá, e não demorará" (Hb. 10:37). O Senhor manifestará Seu grande poder, reinará e fará com que todo joelho se dobre diante d'Ele.

Até então não desfrutamos perfeitamente de nossa redenção, como diz Paulo aos efésios: "vocês foram selados para o dia da redenção" (Ef 4:30). Até Cristo voltar nossa salvação não estará completa, como diz Pedro: "são protegidos pelo poder de Deus até chegar a salvação prestes a ser revelada no último tempo" (I Pe 1:5). Em resumo, o melhor está por vir.

Mas, no dia do regresso de nosso Senhor, todo desejo receberá sua plena satisfação. Já não estaremos mais abatidos e exaustos por esse sentimento de debilidade e decepção. Na presença do Senhor encontraremos plenitude de alegria, e ao despertarmos em Sua semelhança estaremos satisfeitos verdadeiramente (Sal. 16:11; 17:15).

Agora há muitas abominações na Igreja visível ante as quais somente podemos gemer e clamar como faziam os fiéis no tempo de Ezequiel (cf. Ez 9:4). Não podemos eliminar todos os erros. O trigo e o joio crescem juntos até chegar a colheita. Mas está próximo o dia em que o Senhor Jesus purificará uma vez mais o Seu templo e lançará fora toda a imundície. Fará a obra da qual os atos de Ezequias e Josias foram um pálido tipo em suas épocas. Lançará fora as imagens e destruirá a idolatria em todas as suas manifestações.

Quem anela agora pela conversão do mundo pagão? Não a veremos em sua plenitude até a manifestação do Senhor Jesus. Então, e somente então, será cumprida esta palavra: "Naquele dia os homens atirarão aos ratos e aos morcegos os ídolos de prata e os ídolos de ouro, que fizeram para adorar" (Is 2:20).

Quem anseia agora pela redenção de Israel? Não a veremos em sua plenitude até que o Redentor venha a Sião. A idolatria na Igreja professante de Cristo tem sido uma das mais terríveis pedras de tropeço no caminho dos judeus. Quando começar a cair, começará a ser retirado o véu que cobre o coração de Israel (cf. Sl 102:16).

Quem deseja agora a queda do Anticristo e a purificação da Igreja de Roma? Não a veremos até o fim desta era. Esse vasto sistema de idolatria será consumido pela manifestação do Senhor (cf. II Ts 2:8).

Quem quer uma Igreja perfeita, uma Igreja na qual não exista mais a menor mancha de idolatria? Não a veremos até o retorno do Senhor. Então, e somente então, veremos uma Igreja perfeita, uma Igreja sem mancha nem ruga nem coisas semelhantes (cf. Ef 5:27), uma Igreja da qual todos os membros estarão regenerados e todos serão filhos de Deus.

Se é assim, os homens não devem surpreender-se quando os instemos a estudar a profecia e a confiar na doutrina da Segunda Vinda de Cristo. Essa é a "tocha que ilumina na escuridão", à qual faremos bem em prestar atenção. Deixemos que outros se entreguem às fantasias, se assim o desejam, com a ideia imaginária de uma "Igreja do futuro". Deixemos que os filhos deste mundo sonhem com um tipo de "homem vindouro" que compreenda todas as coisas e ponha ordem neste mundo. Somente estão cultivando uma amarga decepção. Reconhecerão que suas visões são infundadas e vazias como um sonho fugaz. A eles podem bem ser aplicadas as palavras do profeta: "Mas agora, todos vocês que acendem fogo e fornecem a si mesmos tochas acesas, vão, andem na luz de seus fogos e das tochas que vocês acenderam. Vejam o que receberão da minha mão: vocês se deitarão atormentados" (Is 50:11).

Atente para a Segunda Vinda de Cristo. Esse é o único Dia em que se corrigirá todo abuso e se castigará toda corrupção e fonte de tristeza. Aguardando esse Dia, trabalhemos e sirvamos a nossa geração; não estando ociosos, como se nada pudesse ser feito para refrear o mal; mas também não num ativismo cego e infrutífero, pois vemos todas as coisas ainda sujeitas ao nosso Senhor. Depois de tudo, a noite está avançada e o Dia vem se aproximando. Eu o exorto a esperar no Senhor.

Posto que as coisas são assim, os homens não devem se surpreender de nossas advertências a respeito da Igreja de Roma. Sem dúvida, quando a ideia de Deus a respeito da idolatria é revelada tão claramente em Sua Palavra, parece o cúmulo do absurdo unir-se a uma instituição tão impregnada de idolatria como a Igreja de Roma. Nem pensar em ter comunhão com ela, quando Deus diz: "Saiam dela, vocês, povo meu,
para que vocês não participem dos seus pecados, para que as pragas que vão cair sobre ela não os atinjam!"
(Ap 18:4). Nem pensar em buscá-la, quando o Senhor nos adverte para que a abandonemos e não nos convertamos em seus súditos. "Fuja pela sua vida, fuja da ira vindoura". Pertencer à Igreja de Roma certamente é cegueira mental, uma cegueira como a daquele que, mesmo avisado, embarca num navio que está naufragando; uma cegueira indesculpável, diante de tudo aquilo que se pode ver na Igreja de Roma.

Todos devemos vigiar. Não devemos aceitar nada a priori. Não devemos supor apressadamente que somos muito sábios para que alguém nos engane. Aqueles que pregam devem clamar em voz alta e jamais calar, não permitir que nenhuma falsa amabilidade os silencie com respeito às heresias destes tempos. Aqueles que ouvem devem cingir-se com o cinto da Verdade e ter suas mentes cheias de ideias claras com relação ao fim de todos os que se prostram diante de ídolos. Veja, o fim de todas as coisas se aproxima e com ele a abolição da idolatria. É hora de aproximar-se de Roma? Não será hora de afastar-se dela? É hora de mitigar e menosprezar a corrupção de Roma e de negar a gravidade de seus pecados? Sem dúvida deveríamos ser muito mais zelosos e impedir qualquer tentativa de romanizar a verdadeira religião, e duplamente cuidadosos a fim de evitar toda conivência com qualquer traição contra Cristo, e sempre dispostos a protestar contra a adoração antibíblica de qualquer tipo. Repito que a destruição da idolatria é certa; portanto, afastemo-nos da Igreja de Roma.

O assunto que estou tratando é de importância profunda e transcendente e exige a séria atenção de todos os protestantes. Tem estado em marcha um exitoso processo de desprotestantização. Sustento que devemos resistir firmemente ao romanismo. Apesar da suposta erudição e devoção de seus defensores, trata-se de um movimento pernicioso, destruidor de almas e contrário às Escrituras. Dizer que a união com Roma seria um insulto para os nossos reformadores martirizados é ser muito suave: seria um pecado e uma ofensa contra Deus! Antes de vê-la unida à Igreja de Roma, preferiria ver minha amada Igreja perecer em pedaços. Melhor morrer do que tornar-se papista!

Sem dúvida, a Unidade abstrata é algo excelente; mas a Unidade sem a Verdade é inútil. A Paz e a Uniformidade são belas e valiosas: mas a Paz sem o Evangelho - a Paz baseada num episcopado comum e não numa fé comum - carece de valor e não merece apelativo. Quando Roma tiver revogado os decretos de Trento e suas adições ao Credo, quando Roma houver se retratado de suas doutrinas falsas e antibíblicas, quando Roma renunciar formalmente à adoração de imagens, à adoração a Maria e à transubstanciação; então, e somente então, será hora de falar em união com ela. Até então há um abismo sobre o qual não se pode construir uma ponte segura. Até então, chamo todos os pastores a resistir até a morte contra a ideia de união com Roma. Nosso lema deve ser: "Não à comunhão com a idolatria de Roma!".

Escrevo tudo isso com tristeza. Mas as circunstâncias fazem com que seja absolutamente necessário que nos pronunciemos. Independentemente de para que lado do horizonte olhemos, vejo motivos para alarme. Não temo em absoluto pela verdadeira Igreja de Cristo. Mas temo pela Igreja da Inglaterra e por todas as igrejas
protestantes da Inglaterra (e do mundo inteiro). A maré de acontecimentos parece ir contra o protestantismo e a favor do romanismo. Parece que Deus tem uma controvérsia conosco como nação e que está a ponto de castigar-nos pelos nossos pecados.

Não sou profeta. Não sei para onde nos dirigimos. Mas é possível que em alguns anos a Igreja da Inglaterra  (e do mundo) una-se à Igreja de Roma. Talvez a coroa real britânica descanse outra vez sobre a cabeça de um papista. Talvez a missa volte a ser rezada em Westminster. O resultado será que todos os cristãos que leem a Bíblia devem abandonar a Igreja da Inglaterra ou então aprovar a adoração de ídolos, transformando-se em idólatras! Deus nos conceda que jamais cheguemos a semelhante estado de coisas!

E agora somente me resta concluir mencionando algumas diretrizes para as almas de meus leitores. Vivemos numa época em que a Igreja de Roma caminha entre nós com forças renovadas e jactando-se de recuperar o terreno perdido. Permitam-me sinalizar como poderemos estar a salvo dela.

1) Precisamos de um profundo conhecimento da Palavra de Deus. Leiamos nossas Bíblias diligentemente. Que a Palavra habite em nós abundantemente. A leitura bíblica deve ser nossa prioridade. A Bíblia é a espada do Espírito; jamais a deixemos de lado. A Bíblia é nossa lâmpada, a verdadeira tocha, não andemos sem a sua luz. A Bíblia é a estrada real. Se a deixarmos por outro caminho - por mais bonito, antigo e frequentado que pareça - não devemos nos surpreender se acabamos adorando imagens e relíquias e indo ao confessionário com regularidade.

2) Precisamos de um zelo piedoso pelo Evangelho. Não deixemos de censurar qualquer tentativa, por menor que seja, de tirar um jota ou um til do Evangelho. Subtrair ensinos da Palavra de Deus é um caminho seguro para a idolatria.

3) Precisamos de ideias claras e sadias sobre o nosso Senhor Jesus Cristo e da salvação que há n'Ele. Ele é "a imagem do Deus invisível" e a verdadeira proteção contra toda idolatria quando O conhecemos verdadeiramente. Edifiquemos nossas vidas sobre o firme fundamento da obra que Ele completou na cruz. Tenhamos bem claro que Jesus já fez tudo o que é necessário para que sejamos salvos e que nossa parte é
simplesmente exercer a fé de uma criança. Não duvidemos que com esta fé já estamos plenamente justificados e que não podemos acrescentar nada aos méritos de Cristo.

Acima de tudo, mantenhamos comunhão contínua com a pessoa do Senhor Jesus! Habitemos n'Ele diariamente, alimentemos-nos d'Ele continuamente, olhemos para Ele e apoiemos-nos n'Ele o tempo todo!
Compreendamos isso, e a ideia de outros mediadores parecerá completamente absurda. "Que necessidade tenho eu de ídolos?", diremos. "Tenho a Cristo e n'Ele tenho tudo. Que tenho a ver com os ídolos? Tenho Jesus em meu coração, Jesus na Bíblia, Jesus no Céu, e não quero nem preciso de nada mais!".

Uma vez que permitimos que o Senhor Jesus ocupe o lugar correto em nossos corações, todas as demais coisas em nossa religião serão ajustadas corretamente. A Igreja, os ministros, os sacramentos ou ordenanças, tudo o mais ocupará um segundo lugar.

A menos que Cristo se assente como Sacerdote e Rei no trono de nossos corações, nosso pequeno reino interior estará em perpétua confusão. Mas se Ele for "tudo em tudo", aí tudo irá bem. Diante d'Ele cairá todo ídolo! Conhecer a Cristo corretamente, crer em Cristo verdadeiramente, amar a Cristo de todo o coração é a verdadeira proteção contra o ritualismo, o catolicismo romano e toda forma de idolatria.

Fonte:Traduzido de "Advertencias a las Iglesias". Moral de Calatrava (Ciudad Real):
Peregrino, 2003, pp. 132-157. Traduzido do espanhol.
Original em Inglês: Idolatry , 19ºcapítulo do livro “Knots Untieds”
Tradução do blog “Calvinismo Hoje”,
por Fábio Vaz dos Santos
http://www.alegrem-se.blogspot.com.br/2012/04/idolatria.html
Divulgação
Projeto Ryle – Anunciando a verdade Evangélica.
http://bisporyle.blogspot.com

Portanto, meus amados, fugi da idolatria. Parte I

"Fujam da idolatria" (1Co 10.14)

19º Capítulo do livro “Nós desatados”, versão de 1878, escrito por
John Charles Ryle
Clérigo e Bispo da Igreja da Inglaterra


À primeira vista pode parecer que o texto que encabeça esta página não seja necessário *em nossos dias. Numa época de educação e inteligência como a nossa, quase podemos chegar à conclusão de que é perda de tempo dizer a um contemporâneo nosso que "fuja da idolatria".

Atrevo-me a dizer que pensar assim seria um grande erro. Creio que vivemos num tempo em que a questão da idolatria encontra-se bem perto de nós, ao nosso redor e mesmo entre nós. Em poucas palavras, o segundo mandamento está sendo transgredido. Sem mais preâmbulos, proponho que consideremos os seguintes quatro pontos:

I. Definição de idolatria. O que é?

II. A causa da idolatria. De onde provém?

III. A forma que a idolatria adota na Igreja visível de Cristo. Onde está?

IV. A abolição definitiva da idolatria. O que acabará com ela?

Creio que a questão está cercada de dificuldades. Nossa sorte está lançada numa época em que a Verdade está constantemente em perigo de ser sacrificada no altar de uma suposta tolerância, de um suposto amor, de uma suposta paz. Contudo, estou certo de que a verdade sobre a idolatria é a mesma em todas as épocas, em todos os tempos.

I. Permitam-me, em primeiro lugar, oferecer uma definição de idolatria, e mostrar-lhes o que a idolatria é.
Compreender isso é da maior importância. Nessa questão há muitas indefinições e confusões, como só acontece em assuntos religiosos. O cristão que não deseja errar continuamente em sua jornada espiritual precisa ter uma rota bem sinalizada em sua mente, com definições claras.

Afirmo, portanto, que a idolatria é a adoração em que a honra que somente Deus merece e somente a Ele deve ser rendida é entregue a Suas criaturas ou a invenções de Suas criaturas. A idolatria tem várias faces. Pode adotar uma infinidade de formas segundo o grau de ignorância ou de conhecimento. Pode ser obviamente absurda e ridícula ou pode aproximar-se bastante da Verdade e admitir as defesas mais apaixonadas. Mas, seja na adoração a um deus hindu ou na adoração à hóstia na basílica de São Pedro em Roma, o princípio da idolatria é o mesmo. Em ambos os casos, a honra que somente Deus merece é tirada d'Ele e entregue a algo que não é Deus. E onde quer que isso aconteça, seja num templo pagão ou em igrejas que professam ser cristãs, acontece um ato de idolatria.

Não é preciso que um homem rejeite formalmente a Deus e a Cristo para ser um idólatra. Longe disso. É perfeitamente compatível professar reverência ao Deus da Bíblia e ao mesmo tempo praticar a idolatria. Os filhos de Israel nunca pensaram em renunciar a Deus quando persuadiram Aarão para que fizesse um bezerro de ouro. "Estes são teus deuses [Elohim] que te tiraram da terra do Egito", disseram. E a festa em honra ao bezerro foi chamada de "festa dedicada a Yahweh" (Ex 32.4,5).

Jeroboão, por exemplo, jamais pretendeu pedir às dez tribos que abandonassem sua lealdade ao Deus de Davi e Salomão. Quando ergueu os bezerros de ouro em Dã e Betel, disse: "Vocês já subiram muito a Jerusalém. Aqui estão os seus deuses [seus Elohim], ó Israel, que tiraram vocês do Egito" (1Rs 12.28). Devemos observar que em nenhum desses casos um ídolo foi erigido no lugar de Deus, mas sim como uma "ajuda", uma "escada" para cultuar a Deus. Mas em ambos os casos um grande pecado foi cometido. A honra devida unicamente a Deus foi entregue a uma representação de Deus. A majestade e a glória de Yahweh foram ofendidas. O segundo mandamento foi quebrado. Aos olhos de Deus houve um flagrante ato de idolatria.

É tempo de tirarmos de nossas mentes ideias vagas sobre idolatria tão comuns em nossa época. Não devemos pensar, como fazem muitos, que somente há dois tipos de idolatria: a idolatria espiritual do homem que ama a sua esposa, seu filho ou seu dinheiro mais do que ama a Deus e a crassa e aberta idolatria do homem que se inclina diante de uma imagem de madeira, metal ou pedra porque não conhece outra coisa.

Sem dúvida, a idolatria é um pecado que ocupa um espaço muito maior do que isso. Não é meramente algo que ocorre na Índia e de que ouvimos falar em reuniões missionárias, nem é algo que se limita a nossos corações e que podemos confessar, de joelhos, diante do Trono da Graça. Idolatria é uma enfermidade que assola a Igreja de Cristo muito mais do que se imagina. É um mal que, como o homem do pecado, se assenta no santuário de Deus (II Ts 2:4). É um pecado que todos precisamos vigiar e contra o qual todos devemos orar constantemente. Ele se desliza em nossa adoração de forma quase imperceptível, e, de repente, cai sobre nós. Quão terríveis são as palavras que Isaías dirigiu não ao adorador de Baal, mas ao judeu frequentador do Templo: "Mas aquele que sacrifica um boi é como quem mata um homem; aquele que sacrifica um cordeiro, é como quem quebra o pescoço de um cachorro; aquele que faz oferta de cereal é como quem apresenta sangue de porco, e aquele que queima incenso memorial, é como quem adora um ídolo. Eles escolheram os seus caminhos, e suas almas têm prazer em suas práticas detestáveis" (Is 66.3).

Este é um pecado que Deus censurou especialmente em Sua Palavra. Um dos Dez Mandamentos está dedicado à sua proibição. Nem um só deles contém uma declaração tão solene da natureza de Deus e de Seus juízos contra os desobedientes: "Não te prostrarás diante deles nem lhes prestarás culto, porque eu, o SENHOR, o teu Deus, sou Deus zeloso, que castigo os filhos pelos pecados de seus pais até a terceira e quarta geração daqueles que me desprezam" (Ex 20.5). Talvez nenhum outro mandamento seja tão enfatizado quanto este, especialmente no capítulo 4 de Deuteronômio.

Esse é o pecado que os judeus parecem ter sido mais propensos a cometer antes da destruição do Templo de Salomão. O que é a história de Israel sob seus juízes e reis, senão a triste repetição de inúmeras quedas na idolatria? Uma e outra vez lemos sobre os "lugares altos" e seus falsos deuses. Uma e outra vez lemos da recaída no velho pecado. Parece que o amor aos ídolos fazia parte da carne e do sangue dos israelitas. Em outras palavras, o pecado dominante da Igreja do Antigo Testamento era a idolatria. Israel desviava-se constantemente para os ídolos e adorava a obra de mãos humanas.

Esse é o pecado, dentre todos os demais, que tem acarretado os juízos mais severos de Deus sobre a Igreja visível. Trouxe sobre Israel os exércitos do Egito, Síria, Assíria e Babilônia. Dispersou as dez tribos, queimou Jerusalém e levou Judá e Benjamim ao cativeiro. Em tempos posteriores trouxe sobre as igrejas orientais a avalanche da invasão sarracena e transformou muitos jardins espirituais em desertos. A desolação que hoje reina onde outrora pregaram Cipriano e Agostinho, a morte em vida na qual estão presas as igrejas da Ásia Menor e da Síria, tudo isso é consequência desse pecado. Todas as coisas testificam da mesma grande verdade que proclama nosso Senhor em Isaías: "Eu sou o SENHOR; este é o meu nome! Não darei a outro a minha glória nem a imagens o meu louvor" (Is 42.8).

Precisamos entender o fenômeno da idolatria se quisermos manter pura a Igreja de Cristo. Não foi em vão que o Apóstolo Paulo nos deu esta ordem: "Fujam da idolatria".

II. Em segundo lugar, permitam-me mostrar a causa da idolatria. De onde ela provém?
Para o homem que tem uma ideia exagerada sobre o intelecto humano e a razão, a idolatria pode parecer uma coisa absurda. Pode pensar que a idolatria é irracional demais para pôr alguém em perigo, exceto, talvez, mentes muito débeis. Para alguém que vê o Cristianismo de modo superficial, o perigo da idolatria pode parecer muito pequeno. "Mesmo que quebrem muitos mandamentos" - dizem - "os cristãos não são susceptíveis de cair no engano da idolatria".

Bem, pensar desse modo demonstra um lamentável desconhecimento da natureza humana. Há raízes secretas de idolatria no interior de todos nós. A presença marcante da idolatria em todas as épocas entre os
pagãos e as advertências dos ministros protestantes contra a idolatria comprovam cabalmente isso. A causa de toda a idolatria é a corrupção natural do coração do homem. Essa grande enfermidade congênita com a qual todos os filhos de Adão nascem infectados se manifesta de muitas e variadas formas. Da mesma fonte de onde saem "os maus pensamentos, as imoralidades sexuais, os roubos, os homicídios, os adultérios, as cobiças, as maldades, o engano, a devassidão, a inveja, a calúnia, a arrogância e a insensatez" (Mc. 7:21-22) surgem também as falsas ideias sobre Deus e as falsas ideias sobre adoração; e quando o Apóstolo Paulo fala aos gálatas sobre as "obras da carne" (Gl 5:20), coloca a idolatria em lugar de destaque entre elas.

O homem terá sempre algum tipo de religião. Deus não ficou sem testemunho entre nós. Como velhas inscrições soterradas sob montanhas de escombros, como escritos quase apagados em antigos palimpsestos[1], há algo gravado tenuamente no fundo do coração humano, algo que nos faz sentir que deve haver alguma religião e algum tipo de culto. A prova disso pode ser encontrada ao redor de todo o planeta. O homem sempre terá alguma forma de culto. Então entram em jogo os efeitos da Queda. O desconhecimento de Deus, os conceitos carnais e vis a respeito da natureza e dos atributos divinos, ideias mundanas e sensuais a respeito do culto que é aceitável para a Divindade, tudo isso caracteriza a religião do homem natural. Há um desejo em sua mente de ver, sentir e tocar a Divindade. Quer trazer Deus ao seu próprio nível degradado. Não tem a mínima ideia sobre a religião do coração, da fé e do espírito. Em resumo, deseja viver com Deus ao mesmo tempo em que vive de forma corrompida e caída.

Até ser renovado pelo Espírito Santo, o homem sempre prestará um culto distorcido. A idolatria, portanto, é um produto do coração caído do homem. É uma erva daninha que, como terra sem cultivo, o coração está sempre disposto a produzir. Nos surpreendemos ao ler sobre a idolatria de Israel, a Igreja do Antigo Testamento, a adoração a Baal, Moloque, Quemos e Aserá; os lugares altos e os postes-ídolo; as imagens de madeira, e tudo isso à luz da lei mosaica?

Não deveríamos nos surpreender. Há uma explicação. Há uma causa. Nos surpreendemos ao ler sobre como a idolatria se infiltrou gradualmente na Igreja de Cristo, como pouco a pouco foi substituindo o verdadeiro Evangelho, até que os homens chegaram a preferir o altar da Virgem Maria ao de Jesus Cristo?

Deixemos de nos surpreender; é compreensível. Há uma causa. Nos surpreende ouvir falar de homens que abandonam o protestantismo e voltam para a Igreja de Roma? Pensamos que é inexplicável e cremos que nós mesmos jamais poderíamos abandonar a verdadeira adoração pela do papa? Não deveríamos ficar surpresos. Há uma causa.

Essa causa é a corrupção do coração humano. Há uma propensão e uma tendência natural em todos nós de oferecer a Deus uma adoração carnal, sensual, e não a que Ele ordena em Sua Palavra. Estamos sempre dispostos, devido a nossa preguiça e incredulidade, a inventar ajudas visíveis e atalhos em nossa aproximação a Deus. De fato, a idolatria é fácil, é como ir ladeira abaixo, num caminho amplo e espaçoso. A adoração genuína, por outro lado, é como remar contra a corrente. Qualquer outra forma de adoração é mais agradável para o coração corrompido do ser humano do que aquela descrita por nosso Senhor:

"Em espírito e em verdade" (Jo 4.23).

Particularmente não fico surpreso com a amplitude de idolatria que existe tanto no mundo quanto na Igreja visível. Creio que é perfeitamente factível que vivamos para ver muito mais do que poderíamos imaginar, nesse quesito. Não ficaria surpreso se surgisse algum poderoso Anticristo pessoal antes do fim, poderoso intelectualmente, poderoso em talentos para o governo, sim, e poderoso, talvez, até mesmo em sinais milagrosos. Não ficaria surpreso em ver alguém assim levantando-se contra Cristo e comandando uma conspiração contra o Evangelho. E estou certo de que muitos se deleitariam em honrar semelhante Personagem. Creio que muitos o tratariam como um deus, o reverenciariam como a encarnação da Verdade e o cultuariam como um grande herói. É uma possibilidade.

Mas de uma coisa estou certo: nenhum homem está a salvo da idolatria, mesmo os que afirmam desprezar qualquer religião; e a incredulidade e o ateísmo estão a um passo da mais crassa idolatria. Não pensemos,
pois, que estamos imunes à idolatria. "Aquele que julga estar firme, cuide-se para que não caia!" (I Co 10:12). Faremos bem em examinar nossos próprios corações: o germe da idolatria está aí. Lembremos as palavras de Paulo: "Fujam da idolatria".

Os pontos III e IV serão apresentados em uma segunda postagem

Fonte:
Traduzido de "Advertencias a las Iglesias". Moral de Calatrava (Ciudad Real):
Peregrino, 2003, pp. 132-157. Traduzido do espanhol.
Original em Inglês: Idolatry , 19ºcapítulo do livro “Knots Untieds”
Tradução do blog “Calvinismo Hoje”,
por Fábio Vaz dos Santos
http://www.alegrem-se.blogspot.com.br/2012/04/idolatria.html
Divulgação
Projeto Ryle – Anunciando a verdade Evangélica.
http://bisporyle.blogspot.com


[1] palimpsestos: s.m. Manuscrito em pergaminho que, após ser raspado e polido, era novamente aproveitado para a escrita de outros textos (prática usual na Idade Média). (Modernamente, a técnica tem permitido restaurar os primitivos caracteres.)

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Os pecados de Israel eram extirpáveis, ou não?

Jeremias parece dar a entender que nada poderia remover os pecados de Israel:

"Pelo que ainda que te laves com salitre, e amontoes potassa, continua a mácula da tua iniquidade perante mim, diz o Senhor Deus" (Jr 2:22). Entretanto, mais adiante Jeremias aparentemente parece mudar de ideia e os invoca, dizendo: "Lava o teu coração da malícia, ó Jerusalém, para que sejas salva!" (Jr 4:14).

Por que essa aparente diferença?

A solução parece encontrar-se no fato de que a primeira passagem está falando de uma lavagem apenas externa, que não limpa o coração. Isto é, nenhum ritual externo pode purificar um coração em pecado. Como o profeta disse também, eles precisavam "circuncidar" o coração, não apenas a sua carne (Jr 4:4; cf. Dt 10:16). O que havia de errado neles poderia ser purificado tão somente por um verdadeiro arrependimento, e não por práticas não autênticas e externas.


Fonte: GEISLER, Norman; HOWE, Thomas. Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e "Contradições" da Bíblia. 1ª Ed. São Paulo: Mundo Cristão, 1999.

sábado, 4 de maio de 2013

Discos voadores. Existem ou não?

A pergunta que não quer calar. Será que os discos voadores existem?"

O assunto é atual, principalmente em nossos dias onde a tecnologia e seus avanços são o assunto em pauta, embora seja improvável e incomprovada a sua existência. Antes de qualquer coisa, gostaríamos de deixar claro que o nosso objetivo não é ofender, mas admoestar em amor sobre ET's e discos voadores. Esta expressão "discos voadores" foi cu­nhada há mais de 30 anos pela imprensa ao anunciar a visão de nove objetos em forma de disco voando sobre Mount Kenneth Arnold, no dia 24 de junho de 1947. Mais tarde criou-se uma expressão mais abrangente, ou seja, Objetos Voadores não Identificados ou OVNIs. Desde então, várias pessoas come­çaram a ver estes objetos, sempre de forma misteriosa, nunca em lugares abertos ao grande público, e até onde se sabe, ninguém viu antes de ser noticiado pela mídia. No momento, de todas as partes do mundo, chegam inúmeros relatos da existência de objetos voadores não iden­tificados.

Mas, 90 por cento destes relatos diários são imprestáveis por falta de con­sistência. *Outra coisa muito importante é mostrarmos que esta expressão "OVNI" não é, como muitos pensam, usada apenas para se falar de objetos supostamente extraterrestres, mas também pode se referir a sondas ou a qualquer outro objeto voador de origem humana que possa ser usado para espionagem e que não possa ser identificado por pessoas comuns. Sobre este assunto é necessário considerar outros fatos de grande importân­cia:

1. Os simples enganos. O relatório de 1969 (8.400 páginas) da Força Aérea dos EUA, que analisou 12.618 supostas visões de OVNI's, afirma que 95 por cento dos relatos devem-se a "simples enganos de identifi­cação de uma variedade incrível de fenômenos". Os tais objetos voadores foram confundidos com meteoros, relâmpagos em forma de bola, reflexões de holofotes nas nuvens, balões meteorológicos, foguetes e até com insetos que apresentam órgãos fosforescentes localizados na parte inferior dos segmentos abdominais (os pirilampos, também chamados vaga-lumes, as moscas de fogo). Fotos apresentam objetos de todos os tipos e formas, alguns na tentativa de provar que discos voadores existem, postam fotos borradas ou retiradas de filmes de tv, etc.

2. Mistificações. Para ganhar dinheiro e notoriedade, ou para distrair a atenção da massa, milhares de pessoas estão pron­tas a abusar da credulidade alheia, com exageros ou mentiras bem elaboradas. Religiosos, políticos, vendedores e até cientis­tas estão sempre prontos a explorar esta mina que é a credulidade humana. Aproveitando-se disso, muitos fazem fortunas em torno da crendice e curiosidade humanas. Em alguns casos, também podemos ver pessoas públicas que passaram para o anonimato e com o intuito de voltar à mídia, usam desses subterfúgios para voltar aos holofotes.

3. Alucinações. O indivíduo alucinado, isto é, privado temporariamente da razão, pode não estar mentindo quando afirma sem sombra de dúvida ter visto objetos voadores não identificados e seus tripulan­tes, mas isto não quer dizer obrigatoria­mente que a visão seja real. Segundo o psi­quiatra Jean Rosembaum, este é o caso do lenhador Travis Walton, que em 1975 teria sido levado para o interior de um OVNI, no Arizona, e visto "seres semelhantes a fetos desenvolvidos, de 1,50 m de altura mais ou menos, com cabeças carecas e ovais, e enormes olhos castanhos". Walton era fã de discos voadores e, pouco antes do incidente, dissera à mãe que, se algum dia fos­se raptado por um aparelho destes, que ela não se preocupasse, pois tudo terminaria bem. As alucinações podem ser provocadas por enfermidades mentais e por outros meios, inclusive a ingestão de drogas alucinóge­nas.

4. Projeções. O psicólogo suíço Kal Jung, falecido em 1961, acreditava que os OVNI's eram produtos da inteligência e imaginação do homem, "projeções do sub­consciente coletivo, trazidos à tona em tempo de "stress" ou coisa parecida". Aquilo que sempre foi história de quadri­nhos e ficção científica tornou-se, na mente do povo, estranha realidade.

No que diz respeito a fotografias de OVNI's, um artigo de Seleções informa que elas "têm sido identificadas como discos plásticos de brinquedo atirados ao ar, fotomontagens, objetos pendentes de fios, su­jeira na lente da máquina e manchas de re­velação". Ninguém ignora as possibilida­des atuais da arte fotográfica, especial­mente na fotomontagem, ou no tradicional e impressionante Photoshop.

5. Enganos místicos e escabrosos. O assunto é tão levado a sério por algumas pessoas, que precisa-se de muita "fé" para acreditar em tais absurdos, e para tanto, seitas religiosas foram criadas. Existem vários relatos de pessoas que tiveram supostas visões nas quais teriam recebido mensagens de seres extraterrestres de grande estatura e vestidos à caráter (extraterrestre, é claro!) com mensagens de 'paz' para os homens. E crendo que essas mensagens seriam realmente verídicas, obedecem fielmente a tais ordens. Em uma matéria mostrada na Revista Superinteressante de julho de 2008, um que seria um comandante estelar chamado Ashtar Sheran, extraterrestre da constelação de Alfa Centauro, que inclusive tem o nome bem parecido com o de um personagem infernal chamado Ishtar, deusa acádia. Esta personagem do culto acádio tem seus cognatos entre os filisteus, egípcios, sumérios e fenícios; com os nomes de Ashteroth (Astarote), Isis, Innana e Ashtarte (Astarte), respectivamente e representam algumas de suas divindades locais.

Após os encontros com esse suposto ser espacial, algumas pessoas que tiveram esses contatos escreveram seus próprios livros e relatam esses encontros como sendo "sagrados" com recomendações para a salvação. Por isso, sempre advertimos, que existem demônios por trás dessas supostas aparições, pois sempre vem com mensagens para salvação e paz, coisas que somente podemos encontrar em Jesus Cristo. Ainda, conta-se que tais livros são base para novas religiões em que os tais ET's são objetos de culto, contrariando o que a Palavra de Deus diz sobre adorar unicamente a Deus. Seguido por essa onda de "reveladuras" extraterrestres, surgiram relatos de objetos voadores pilotados por seres intergalácticos e junto com a tal onda extraterrestre, surgem também os "contatados", pessoas encarregadas de propagar a palavra dos ET's na terra. Uma mera imitação da verdade!

6. Grandes fraudes. A ufologia está repleta de casos famosos que no final se tornaram mais conhecidos ainda por se revelarem ser uma fraude. É claro que existem pessoas que não são mal intencionadas nesta história, mas infelizmente estão grandemente equivocadas. Houve um caso de um funcionário de um restaurante próximo ao observatório de Hale, na Califórnia, que em uma expedição ao deserto do Arizona narrou ter visto discos voadores e entrado neles, mas curiosamente (não surpreendente) os ET's não permitiram fazer nenhuma imagem das naves, ele por sua vez teria produzido imagens da nave causando grande sensação mundo a fora. Pouco tempo depois as fotos das naves foram reconhecidas por avicultores locais como sendo de uma chocadeira de ovos fabricada nos EUA. Tudo que envolve a mentira e o engano deve ser rechaçado.

7. O caso Roswell. Este é o mais conhecido de todos, e talvez o que mais rendeu comentários, documentários e filmes. Um desses filmes, teria sido encontrado por um produtor inglês chamado Ray Santilli que em 1995 afirma ter encontrado um filme de 16mm contendo imagens da autópsia de um cadáver de um ET. O filme teria sido adquirido das mãos de um ex-cinegrafista misterioso da Força Aérea que afirmava que o material era autêntico, tendo sido produzido após a queda de um OVNI nas proximidades de Roswell no ano de 1947. As imagens chegavam a espantar, pois revelavam um ser horripilante de com grandes olhos escuros e nariz pouco proeminente e que ficou conhecido no mundo inteiro. Mas o que ficou provado posteriormente? Segundo especialistas em efeitos especiais o ET era muito parecido com bonecos produzidos para o cinema. O que reforça ainda mais essa situação é o fato de alguns desses especialistas terem produzidos bonecos semelhantes ao da imagem, usando revestimento de látex e vísceras de animais.

Um caso como este, caso fosse verídico, jamais ficaria entre quatro paredes, com certeza seria mostrado abertamente para todo o mundo. Imagine a fama dos envolvidos em tal autópsia! Com certeza não guardariam para si. Quando o vídeo foi mostrado para alguns cirurgiões, eles ficaram perplexos com a falta de habilidade daqueles que seriam os cirurgiões envolvidos na autópsia. Um deles disse: "ele mal sabe segurar o bisturi!". E o que dizer do cinegrafista do filme? Seus closes sempre eram desfocados. Quando foi pressionado para entregar o seu filme para análises detalhadas, Santilli afirmou ter vendido o filme para um colecionador que preferiu o anonimato. Mais uma vez, o povo ficou a ver navios.

E o que dizer do caso do ET bailarina, o disco voador da Barra da Tijuca no Brasil, e o conhecido caso da Tiazinha também aqui em terras brasileiras? Todos se mostraram ou fraudes, ou enganos de identificação pessoal. (Para ler os artigos completos, clique aqui)

8. Engano para afastar as pessoas da verdade. Sempre que leio qualquer artigo sobre OVNI's percebo que os supostos ET's sempre trazem uma mensagem de paz, amor, harmonia, e por último de salvação para a raça humana, distorcendo tudo o que aprendemos nas Sagradas Escrituras sobre a verdadeira paz, amor e salvação que estão em Cristo Jesus. Seus ensinos são heresias de destruição introduzidas encobertamente e que trazem uma salvação sem Jesus negando-O, trazendo apenas perdição, afastando os homens de Deus (II Ped. 2:1). Os ET's por muitas vezes aparecem como seres extraterrestres espirituais trazendo doutrinas maquiadas de verdade, mas não resistem a prova das Escrituras, sendo doutrinas de espíritos enganadores e ensinos de demônios (I Tim. 4:1). Pelas misericórdias de Cristo, afastem-se desses ensinos, leiam a Palavra de Deus, não sucumbam a tantas mentiras.

9. O fim trágico das seitas envolvidas com OVNI's e outras polêmicas. Quando falamos que é preciso ter fé em OVNI's e que tais ensinos são ensinos fraudulentos, não afirmamos por acaso, pois é preciso ter fé para acreditar nessas coisas que não se podem provar fisicamente falando. E também sabemos que muitas seitas surgiram com o tempo para ludibriar as pessoas envolvendo-as nas trevas extraterrestres. Vejamos alguns casos:
  • Seita Heaven's Gate: fundada em 1970, é uma das mais famosas e conhecidas do mundo no que diz respeito ao envolvimento com elementos ufológicos. Seus líderes se diziam escolhidos para propagar os ensinos extraterrestres na terra. No dia de 27 de março de 1997, cerca de 39 pessoas dessa seita foram encontradas mortas em uma mansão ao norte de San Diego, Califórnia, EUA. Cometeram um suicídio coletivo, conduzidas por Marshall Applewhite, líder da seita. Segundo o ensino de Applewhite, qualquer um dos seus seguidores que cometesse suicídio no momento da passagem do cometa Halle-Bopp pela Terra, alcançaria a vida eterna. Mais uma tragédia que aconteceu por causa da crença em alcançar a vida sem Cristo. Lamentável!
  • Projeto Portal: Fundada por Urandir F. de Oliveira em Corguinho-MS. Segundo o próprio Urandir, ele é um representante dos ET's na Terra. Urandir foi preso em uma ocasião em que foi acusado de de participar de um esquema de venda ilegal de lotes de terra em Corguinho. Usando de estratégia, afirma que o mundo será castigado por uma grande inundação, mas o lugar que ele mesmo chama de "A Cidade dos ET's", local onde estão os referidos lotes, estará livre da suposta tragédia. Urandir também está envolvido com a polêmica do ET Bilú, que fez aparição em diversas emissoras de Tv, porém de dentro de uma mata espessa à noite, com imagens não muito nítidas (surpreso?). Tal criatura afirma ter mais de 4000 anos, tem voz infantil, fala qualquer língua humana do planeta e tem aspecto humanóide. Urandir, o líder do Projeto Portal também se auto-proclama ufólogo e paranormal. As imagens das aparições do ET de Urandir foram analisadas por especialistas que comprovaram que o tal ser é uma grande farsa montada por Urandir.
  • Lineamento Universal Superior (LUS). Nasceu em Buenos Aires fundado pela vidente brasileira Valentina Andrade e por seu esposo, José Turuggi, um argentino. Para os idealizadores da seita, havia uma necessidade das pessoas se tornarem membros da seita por que apenas eles seriam salvos do apocalipse, resgatados por naves espaciais. Mas o maior problema envolvendo os membros dessa seita foi em meados da década de 80, quando Valentina e outros membros da seita foram acusados de castrar nove meninos de 8 a 14 anos e assassinar 6 deles, em rituais satânicos, entre os idos de 1989 e 1993, Altamira, no Pará. Quando Valentina teve a sua casa invadida em Londrina, no Paraná, para surpresa de todos, encontraram várias fitas de vídeo onde ela aparecia em transe dizendo: "matem criancinhas".
Existem ainda aqueles que creem ser filhos de ET's com meros terráqueos, entre outras coisinhas mais, que só tendo muita "fé" (pena que não a bíblica!) para acreditar nisso. Mas nós podemos estar certos de que há uma morada verdadeira reservada para aqueles que creem no Senhor Jesus, ouvem e obedecem a sua Palavra, esse morada é a celestial, mas lá "ficarão de fora os cães e os feiticeiros, e os que se prostituem, e os homicidas, e os idólatras, e qualquer que ama e comete a mentira." (Apoc. 22:15).

Finalmente, concluímos: se em cada 100 casos de visões de OVNI's 95 não passam de simples enganos de identificação de uma variedade incrível de fenômenos, seria razoável acreditar na existência de tais objetos e seres? Tudo isso faz parte dos planos do diabo para enganar e aprisionar vidas.

Jesus Cristo veio para nos dar vida e vida em abundância (Jo. 10:10b), e é essa vida que muitos tem buscado ter, mas recorrem a fontes duvidosas e alheias a verdade e a são doutrina, preferindo crer no que lhes é mais conveniente. Creia no Senhor Jesus, e serás salvo, tu e tua casa (Atos 16:31). Não aceite qualquer doutrina de aproveitadores. Faço um convite, leia a Bíblia sinceramente, ore a Deus e peça-O direção para que fale com você, pois assim terás a verdadeira revelação que vem da fonte mais confiável do Universo, o Deus Criador.

Grande abraço.
www.oucaapalavradosenhor.com

Bibliografia:
A Bíblia Responde. 2ª Ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1983.
*Wikipedia (Discos voadores)
Wikipedia (ET Bilú)

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Infográfico: Evangélicos não conhecem as doutrinas básicas de sua igreja

Pesquisa mostra que, na média, 15% dos membros ignoram verdades bíblicas

Evangélicos não conhecem as doutrinas básicas de sua igreja
Um estudo do Instituto LifeWay Research sobre “posições doutrinárias”, mostra que, enquanto boa parte dos evangélicos têm uma boa compreensão dos ensinamentos doutrinários de suas igrejas, muitos tem dificuldade em explicar sua fé.

Questões básicas como a salvação, a Bíblia e a natureza de Deus podem confundir os fiéis. Quando perguntados ”Quando você morrer, irá para o céu pois confessou seus pecados e aceitou Jesus Cristo como seu Salvador?”, 19% disseram que não tem certeza. Cerca de 26% dos entrevistados (todos membros batizados de suas igrejas) acreditam que “se uma pessoa está sinceramente buscando a Deus, poderá obter a vida eterna através de outras religiões além do cristianismo”.

O pastor batista Ed Stetzer, presidente da LifeWay, acredita que hoje em dia as pessoas estão acostumadas a ter todo tipo de opinião anunciada pela mídia. “A verdade bíblica é radical porque ensina que a vida eterna é um relacionamento com Deus, através de Jesus Cristo”, lembra.

Entre as respostas dadas sobre a crença na vida após a morte estão:
“Quando você morrer, irá para o céu porque fez o melhor possível para ser uma boa pessoa e viver uma boa vida?” – 7 por cento dos fiéis responderam que sim.
“Você não tem como saber o que irá acontecer depois de sua morte” – 5 por cento concordaram com isso.
“Quando você morrer, irá para o céu porque Deus é amor e todo mundo vai estar no céu com Ele” – 4 por cento creem nisso.
“Quando você morrer, irá para o céu porque você leu a Bíblia, se envolveu na igreja, e tentou para viver como Deus queria que você vivesse ” – 2 por cento responderam positivamente.
“Não há vida após a morte” – 1 por cento pensa assim.

A pesquisa também questionou a singularidade do Deus da Bíblia. Contudo, 12% das pessoas não sabiam responder se havia diferença entre ele e os deuses descritos por outras religiões. Ao serem perguntados sobre o pecado, 13% dos evangélicos não sabem dizer se é necessário uma punição para os pecadores.

“Se as igrejas fizeram uma avaliação do que seus membros pensam sobre estas verdades bíblicas, muitos ficariam surpresos ao descobrir como as doutrinas básicas são ignoradas ou questionadas”, disse Stetzer. ”Cada igreja tem uma combinação diferente do número de discípulos maduros e de bebês espirituais que ainda necessitam compreender a mensagem básica do Evangelho”.

Ele explica que a LifeWay tem feito esse tipo de pesquisa pois acredita que o discipulado é um processo que deve ajudar cada pessoa a crescer em sua jornada espiritual. Mesmo assim, a maioria das igrejas tem deixado de lado a Escola Bíblica ou os chamados “cultos de doutrina”, preferindo focar nos “cultos da família” ou em eventos.

Essa pesquisa ouviu 2.930 adultos que são membros de uma igreja evangélica e frequentam os cultos no mínimo uma vez por mês. A margem de erro é de 1,8 por cento para mais ou para menos. Com informações BP News.

Confira:


Fonte: Gospel Prime

Lanna Holder diz que tentou tudo para deixar de ser lésbica e não conseguiu

Hoje ela lidera uma igreja inclusiva e prega que a homossexualidade não é condenada por Deus.

Lanna Holder diz que tentou tudo para deixar de ser lésbica
Em entrevista ao site Vírgula Lifestyle, Lanna Holder e Rosania Rocha contaram como se conheceram, se apaixonaram e como foi que criaram a Comunidade Cidade Refúgio, uma igreja inclusiva, que aceita a homossexualidade.

Lanna se tornou uma missionária muito conhecida no Brasil por pregar testemunhando a “cura” da homossexualidade, mas no fundo, segundo ela, sabia que ainda tinha desejo por mulheres. “Eu nunca vivenciei nenhum processo de cura, mesmo assim segui numa busca constante para deixar de ser lésbica”, disse.

“Fiz tudo o que a igreja mandou fazer para deixar de ser lésbica: quebra de maldição, cura interior, desligamento de alma, quebra de vínculo. Depois de tudo, minha orientação sexual não mudou e então cheguei à conclusão de que fazia parte da minha natureza”.

Rosania também falou com a reportagem comentando que Lanna foi sua primeira experiência homossexual. Hoje elas vivem casadas e acreditam que a orientação sexual não é algo condenado por Deus.

Sobre a diferença entre a Cidade Refúgio e outras igrejas evangélicas, Lanna explica que elas não interpretam os versículos bíblicos que condenam a homossexualidade da forma como as outras igrejas, incluindo a Católica, interpretam.

“A Bíblia do gay é a mesma do hétero, a única diferença é que interpretamos diferente a questão da homossexualidade”, disse.

Silas Malafaia e Marco Feliciano


A repórter do site Vírgula, aproveitou o momento para questionar o que Lanna Holder e Rosania Rocha pensam a respeito de dois pastores polêmicos quando o assunto é homossexualidade: Silas Malafaia e Marco Feliciano.

Sobre o pastor da Assembleia de Deus Vitória em Cristo Lanna Holder diz que lamenta a forma como ele fala a respeito da homossexualidade, pois isso tem afastado os homossexuais das igrejas. “Ele tem um discurso prepotente de dono da verdade e usa de muita ira para se referir aos gays. Lamentamos muito isso, porque o Silas Malafaia afasta todos os gays da igreja, pois eles acabam achando que todos os pastores pensam dessa forma”.

Ela que se declara pastora também diz que grande parte das igrejas não concorda com o posicionamento de Malafaia e ainda envia um recado para ele: “Pregue a palavra de Deus, Malafaia! Pare de fazer polêmica!”

Sobre o deputado Feliciano quem comenta é Rosania, que critica as atitudes do pastor. “A única coisa que temos a dizer ao Feliciano é: “cresça”! Ele é uma pessoa narcisista e tudo o que ele faz é para ganhar holofotes. Infelizmente ele está conseguindo isso da pior maneira possível”.

Fonte: Gospel Prime

Volte sempre

Romanos 14:9

SIGA-NOS NO TWITTER

O nosso endereço no Twitter é:
oucaapalavrads
Será um prazer ter vc conosco.

OUÇA A PALAVRA DO SENHOR.

Pesquisar este blog

Esta foi a sua vida

SEJA BEM VINDO AO OUÇA A PALAVRA DO SENHOR

ESPERAMOS PODER CONTRIBUIR PARA O CRESCIMENTO DE SUA FÉ.