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sábado, 16 de fevereiro de 2013

Queda de meteorito na Rússia é sinal do Apocalipse?

Mais de 500 feridos no local do acidente

Queda de meteorito na Rússia seria sinal do Apocalipse?
Nesta sexta-feira ocorreu a queda de um meteorito na região dos Montes Urais, na Rússia. Até o momento foram registradas 514 pessoas feridas, 34 das quais tiveram de ser hospitalizadas, incluindo duas crianças. A maioria dos feridos não precisou de hospitalização.

Especialistas não sabem precisar se foi apenas um meteorito ou se foram vários. O porta-voz do Ministério para Situações de Emergência da Rússia explicou que o desastre ocorreu a cerca de 80 quilômetros da região de Chelyabinsk. Os fragmentos rochosos provocaram prejuízos em diversos edifícios de seis cidades dos Urais.

Serguei Smirnov, do Observatório de Pulkovski em São Petersburgo, afirmou: “Era uma bola muito brilhante, muito visível no céu da manhã, um objeto com uma massa bastante grande, de muitas dezenas de toneladas”.

Com isso, aumentou o temor da população em geral porque a NASA divulgou dias atrás que um asteroide com 45 metros de diâmetro passaria no dia 15 a apenas 27 mil km da Terra.

Chamado de asteroide 2012 DA14, nunca antes um objeto tão grande passou tão próximo da Terra. Os especialistas garantiram que não há risco de colisão com a Terra, mas não está claro se o meteorito que caiu na Rússia era um fragmento do DA14.

O teólogo Paul Bagley, especializado em escatologia, publicou um vídeo em seu canal do Youtube onde afirma que o fato de isso ter ocorrido poucos dias após o anúncio da renúncia de Bento 16 são sinais claros que as profecias do Apocalipse estão se cumprindo em nossos dias. Para ele, esse é apenas o primeiro do que podem ser vários corpos estelares caindo sobre a terra.

Assista:



Fonte: Gospel Prime

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Quem foi Charles Finney?

O apóstolo de avivamentos
(1792-1875)


Perto da aldeia de New York Mills, no século dezenove, havia uma fábrica de tecidos movida pela força das águas do rio Oriskany. Certa manhã, os operários se achavam comovidos, conversando sobre o poderoso culto da noite anterior, no prédio da escola pública.

Não muito depois de começar o ruído um rapaz alto e atlético, entrou na fábrica. O poder do Espírito Santo  ainda permanecia sobre ele; os operários, ao vê-lo, sentiram a culpa de seus pecados a ponto de terem de se esforçar para poderem continuar a trabalhar. Ao passar perto de duas moças que trabalhavam juntas, uma delas, no ato de emendar um fio, foi tomada de tão forte convicção, que caiu em terra, chorando.

Segundos depois, quase todos em redor tinham lágrimas nos olhos e, em poucos minutos, o avivamento encheu todas as dependências da fábrica. O diretor, vendo que os operários não podiam trabalhar, achou que seria melhor cuidassem da salvação da alma, e mandou que parassem as máquinas. A comporta das águas foi fechada e os operários se ajuntaram em um salão do edifício. O Espírito Santo operou com grande poder e dentro de poucos dias quase todos se converteram.

Diz-se acerca deste pregador, que se chamava Carlos (Charles) Finney, que, depois de ele pregar em Governeur, no Estado de New York, não houve baile nem representação de teatro na cidade durante seis anos. Calcula-se que, durante os anos de 1857 e 1858, mais de 100 mil pessoas foram ganhas para Cristo pela obra direta e indireta de Finney. A sua autobiografia é o mais maravilhoso relato de manifestação do Espírito Santo, excetuando o livro de Atos dos Apóstolos. Alguns consideram o seu livro, "Teologia Sistemática", a maior obra sobre teologia, a não ser as Sagradas Escrituras.

Como se explica o seu êxito tão destacado nos anais dos servos da Igreja de Cristo? - Sem dúvida era, antes de tudo, o resultado da sua profunda conversão. Nasceu de uma família descrente e se criou em um lugar onde os membros da igreja conheciam, apenas, a formalidade fria dos cultos. Finney era advogado; ao encontrar, nos seus livros de jurisprudência, muitas citações da Bíblia comprou um exemplar com a intenção de conhecer as Escrituras.

O resultado foi que, após a leitura, achou mais e mais interesse nos cultos dos crentes. Acerca da sua conversão ele relata, na sua autobiografia, o seguinte:

"Ao ler a Bíblia, ao assistir às reuniões de oração, e ouvir os sermões de senhor Gale, percebi que não me achava pronto a entrar nos céus... Fiquei impressionado especialmente com o fato de as orações dos crentes, semana após semana, não serem respondidas. Li na Bíblia: 'Pedi e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á'. Li, também, que Deus é mais pronto a dar o Espírito Santo aos que lho pedirem, do que os pais terrestres darem boas coisas aos filhos. Ouvia os crentes pedirem um derramamento do Espírito Santo e confessarem, depois, que não o receberam."

"Exortavam uns aos outros a se despertarem para pedir, em oração, um derramamento do Espírito de Deus e afirmavam que assim haveria um avivamento com a conversão de pecadores... Mas ao ler mais a Bíblia, vi que as orações dos crentes não eram respondidas porque não tinham fé, isto é, não esperavam que Deus lhes daria o que pediam... Entretanto, com isso senti um alívio acerca da veracidade do Evangelho... e fiquei convicto de que a Bíblia, apesar de tudo, é a verdadeira Palavra de Deus."

"Foi num domingo de 1821 que assentei no coração resolver o problema sobre a salvação da minha alma e ter paz com Deus. Apesar das minhas grandes preocupações como advogado, resolvi seguir rigorosamente a determinação de ser salvo. Pela providência de Deus, não me achei muito ocupado nem segunda nem terça-feira, e consegui passar a maior parte do tempo lendo a Bíblia e orando."

"Mas ao encarar a situação resolutamente, achei-me sem coragem para orar sem tapar o buraco da fechadura. Antes deixava a Bíblia aberta na mesa com os outros livros e não me envergonhava de lê-la diante do próximo. Mas então, se entrasse alguém, eu colocaria um livro aberto sobre a Bíblia para escondê-la."

"Durante a segunda e a terça-feira, a minha convicção aumentou, mas parecia que o coração se havia endurecido: eu não podia chorar, nem orar... Terça-feira, à noite, senti-me muito nervoso e parecia-me estar perto da morte. Reconhecia que, se eu morresse, por certo iria para o Inferno."

"De manhã cedo, fui para o gabinete... Parecia que uma voz me perguntava: - 'Por que esperas? Não prometes-te dar o coração a Deus? O que experimentas fazer? - alcançar a justificação pelas obras?' Foi então que vi, claramente, como qualquer vez depois, a realidade e a plenitude da propiciação de Cristo. Vi que sua obra era completa e, em vez de eu necessitar duma justiça própria para Deus me aceitar, tinha de sujeitar-me à justiça de Deus por intermédio de Cristo... Sem o saber, fiquei imóvel, não sei por quanto tempo, no meio da rua, no lugar onde a voz de dentro se dirigiu a mim."

"Então me veio a pergunta: - 'Aceitá-lo-ás, agora, hoje?' Repliquei: - 'Aceita-lo-ei hoje ou me esforçarei para isso até morrer...' Em vez de ir ao gabinete, voltei para entrar na floresta, onde podia derramar minha alma sem alguém me ver nem me ouvir. "Porém, o meu orgulho continuava a se manifestar; passei por cima dum alto e andei furtivamente atrás duma cerca, para que ninguém me visse, e pensasse que ia orar. Penetrei dentro da mata cerca de meio quilômetro, onde achei um lugar mais escondido entre algumas árvores caídas. Ao entrar, disse a mim mesmo: 'Entregarei o coração a Deus, ou então não sairei daqui'."

"Mas ao tentar orar, o coração não queria. Pensara que, uma vez sozinho, onde ninguém pudesse ouvir-me, podia orar livremente. Porém, ao experimentar fazê-lo, achei-me sem coisa alguma a dizer a Deus.

Toda a vez que tentava orar, parecia-me ouvir alguém chegando."

"Por fim, achei-me quase em desespero. O coração estava morto para com Deus e não queria orar. Então reprovei-me a mim mesmo por ter-me comprometido a entregar o coração a Deus antes de sair da mata."

"Comecei a pensar que Deus já me tivesse abandonado... Achei-me tomado de uma fraqueza demasiadamente grande para ficar de joelhos."

"Foi justamente nessa altura que pensei novamente que ouvia alguém se aproximando e abri os olhos para ver. Logo foi-me revelado que o orgulho do meu coração era a barreira entre mim e a minha salvação. Fui vencido pela convicção do grande pecado de eu envergonhar-me se alguém me encontrasse de joelhos perante Deus, e bradei em alta voz que não abandonaria o lugar, nem que todos os homens da terra e todos os demônios do Inferno me cercassem. Gritei: 'Ora, um vil pecador como eu, de joelhos perante o Grande e Santo Deus, e confessando-lhes os pecados, e me envergonho dele perante o próximo, pecador também, porque me encontro de joelhos para achar paz com o meu Deus ofendido!'"

"O pecado parecia-me horrendo, infinito. Fiquei quebrantado até o pó perante o Senhor. Nessa altura, a seguinte passagem me iluminou: 'Então me invocareis, e ireis, e orareis a mim, e eu vos ouvirei. E buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes de todo o vosso coração...'."

"Continuei a orar e a receber promessas e a apropriar-me delas, não sei por quanto tempo. Orei até que sem saber como, achei-me voltando para a estrada. Lembro-me de que disse a mim mesmo: 'Se eu me converter, pregarei o Evangelho'."

"Na estrada, voltando para a aldeia, certifiquei-me da preciosa paz e da gloriosa calma na minha mente. - 'Que é isso?' Perguntei-me a mim mesmo. - 'Entristecera eu o Espírito Santo até retirar-se de mim? Não sinto mais convicção... 'Então lembrei-me de que dissera a Deus, que confiaria na sua Palavra... A calma de meu espírito era indescritível... Fui almoçar, mas não tinha vontade de comer. Fui ao gabinete, mas meu sócio não voltara do almoço. Comecei a tocar a música de um hino no rebecão, como de costume. Porém, ao começar a cantar as palavras sagradas, o coração parecia derreter-se e só podia chorar..."

"Ao entrar e fechar a porta atrás de mim, parecia-me ter encontrado o Senhor Jesus Cristo face a face. Não me entrou na mente, na ocasião, nem por algum tempo depois, que era apenas uma concepção mental. Ao contrário, parecia-me que eu o encontrara como encontro qualquer pessoa. Ele não disse coisa alguma, mas olhou para mim de tal forma, que fiquei quebrantado e prostrado aos seus pés. Isso, para mim, foi, depois, uma experiência extraordinária, porque parecia-me uma realidade, como se Ele mesmo ficasse em pé perante mim, e eu me prostrasse aos seus pés e lhe derramasse a minha alma. Chorei alto e fiz tanta confissão quanto foi possível, entre soluços. Parecia-me que lavava os seus pés com as minhas lágrimas; contudo, sem sentir ter tocado na sua pessoa..."

"Ao virar-me para me sentar, recebi o poderoso batismo com o Espírito Santo. Sem o esperar, sem mesmo saber que havia tal para mim, o Espírito Santo desceu de tal maneira, que parecia encher-me corpo e alma. Senti-o como uma onda elétrica que me traspassava repetidamente. De fato, parecia-me como ondas de amor liquefeito; porque não sei outra maneira de descrever isso. Parecia o próprio fôlego de Deus."

"Não existem palavras para descrever o maravilhoso amor derramado no meu coração. Chorei de tanto gozo e amor que senti; acho melhor dizer que exprimi, chorando em alta voz, as inundações indizíveis do meu coração. As ondas passaram sobre mim, uma após outra, até eu clamar: 'Morrerei, se estas ondas continuarem a passar sobre mim! Senhor, não suporto mais!' Contudo, não receava a morte."

"Não sei por quanto tempo este batismo continuou a passar sobre mim e por todo o meu ser. Mas sei que era já noite quando o dirigente do coro veio ao gabinete para me visitar. Encontrou-me nesse estado de choro aos gritos e perguntou: - 'Sr. Finney, que tem?' Por algum tempo não pude responder-lhe. Então ele perguntou mais: - 'Está sentindo alguma dor?' Com dificuldade respondi: - Não, mas sinto-me demasiado feliz para viver."

"Saiu e, daí a pouco, voltou acompanhado por um dos anciãos da igreja. Esse ancião sempre foi um homem de espírito ponderado e quase nunca ria. Ele, ao entrar, encontrou-me no mesmo estado, mais ou menos, como quando o rapaz o foi chamar. Queria saber o que eu sentia e eu comecei a lhe explicar. Mas, em vez de responder-me, foi tomado de um riso espasmódico. Parecia impossível evitar o riso que procedia do fundo do seu coração."

Nessa altura, entrou certo rapaz que começara a frequentar os cultos da igreja. Presenciou tudo por alguns momentos, até cair ao chão em grande angústia de alma, clamando: "Orem por mim!" O ancião da igreja e o outro crente oraram e depois Finney também orou e logo após todos se retiraram deixando Finney sozinho.

Ao deitar-se para dormir, Finney adormeceu, mas logo se acordou, por causa do amor que lhe transbordava do coração. Isso aconteceu repetidas vezes durante a noite. Sobre isso ele escreveu depois:

"Quando me acordei, de manhã, a luz do sol penetrava no quarto. Faltam-me palavras para exprimir os meus sentimentos ao ver a luz do sol. No mesmo instante, o batismo do dia anterior voltou sobre mim. Ajoelhei-me ao lado da cama e chorei pelo gozo que sentia. Passei muito tempo sem poder fazer coisa alguma senão derramar a alma perante Deus".

Durante o dia, o povo se ocupava em falar na conversão do advogado. Ao anoitecer, sem qualquer anúncio do culto, ajuntou-se uma multidão no templo. Quando Finney relatou o que Deus fizera na sua alma, muitos foram profundamente comovidos; um, sentiu-se tão convicto que voltou a casa sem o chapéu. Certo advogado afirmou: "É claro que ele é sincero; mas que enlouqueceu, é evidente." Finney falou e orou com grande liberdade. Realizavam-se cultos todas as noites por algum tempo, aos quais assistiam pessoas de todas as classes. Esse grande avivamento espalhou-se para muitos lugares em redor.

Finney continuou:

"Por oito dias [depois da sua conversão) o meu coração permanecia tão cheio, que não sentia desejo de comer nem de dormir. Parecia-me que tinha um manjar para comer que o mundo não conhecia. Não sentia necessidade de alimentar-me nem de dormir... Por fim, cheguei a ver que devia comer como de costume e dormir quanto fosse possível."

"Grande poder acompanhava a Palavra de Deus; todos os dias admirava-me ao notar como poucas palavras, dirigidas a uma pessoa, traspassavam-lhe o coração como uma seta."

"Não demorei muito em ir visitar meu pai. Ele não era salvo; o único membro da família que fizera profissão de religião era meu irmão mais novo. Meu pai encontrou-me no portão e me perguntou: - 'Como tem passado, Carlos?' Respondi-lhe: - Bem, meu pai, tanto no corpo como na alma. Meu pai, o senhor já é idoso, todos os seus filhos estão crescidos e casados; e nunca ouvi alguém orar na sua casa. Ele baixou a cabeça e começou a chorar, dizendo: - 'É verdade, Carlos; entre, e você mesmo ore'."

"Entramos e oramos. Meus pais ficaram comovidos e, não muito depois, converteram-se. Se a minha mãe tinha qualquer esperança antes, ninguém o sabia".

Assim, esse advogado, Carlos G. Finney, perdeu todo o gosto pela sua profissão e se tornou um dos mais famosos pregadores do Evangelho. Acerca de seu método de trabalhar, ele escreveu:

"Dei grande ênfase à oração como indispensável, se realmente queríamos um avivamento. Esforçava-me por ensinar a propiciação de Jesus Cristo, sua divindade, sua missão divina, sua vida perfeita, sua morte vicária, sua ressurreição, a necessidade de arrependimento e de fé, a justificação pela fé, e outras doutrinas que se tornaram vivas pelo poder do Espírito Santo.

Os meios empregados eram simplesmente pregação, cultos de oração, muita oração em secreto, intensivo evangelismo pessoal e cultos para a instrução dos interessados.

"Eu tinha o costume de passar muito tempo orando; acho que às vezes, orava realmente sem cessar. Achei, também, grande proveito em observar frequentemente dias inteiros de jejum em secreto. Em tais dias, para ficar inteiramente sozinho com Deus, eu entrava na mata, ou me fechava dentro do templo..."

Vê-se no seguinte, a maneira como Finney e seu companheiro de oração, o irmão Nash, "bombardeavam" os céus com as suas intercessões:

Quase um quilômetro distante da residência do senhor S, morava certo adepto do universalismo. Nos seus preconceitos religiosos, recusava-se a assistir aos cultos. Certa vez o irmão Nash, que se hospedava comigo na casa do senhor S, retirou-se para dentro da mata para lutar em oração, sozinho, bem cedo de madrugada, conforme seu costume. a atmosfera era tal nessa ocasião que se ouvia qualquer som de longe. O universalista ao levantar-se, de madrugada, saiu de casa e ouviu a voz de quem orava, e, apesar de não compreender muitas das palavras, reconheceu quem orava.

E isso traspassou-lhe o coração como uma flecha. Sentiu a realidade da religião como nunca. A flecha permanecia. E ele achou alívio somente crendo em Cristo.

Acerca do espírito de oração, Finney afirmou que "era coisa comum nesses avivamentos, os recém-convertidos se acharem tomados pelo desejo de orar noites inteiras até lhes faltarem as forças físicas. O Espírito Santo constrangia grandemente o coração dos crentes, e sentiam constantemente a responsabilidade pela salvação das almas imortais. A solenidade da mente se manifestava no cuidado com que falavam e se comportavam. Era muito comum encontrar crentes juntos caídos de joelhos em oração em vez de ocupados em palestras".

Em certo tempo, quando as nuvens de perseguição enegreciam cada vez mais, Finney, como era seu costume sob tais circunstâncias, sentia-se dirigido a dissipá-las, orando. Em vez de falar pública ou particularmente acerca das acusações, ele orava. Acerca da sua experiência escreveu: "Eu olhava para Deus com grande anelo, dia após dia, rogando que Ele me mostrasse o plano a seguir e a graça para suportar a borrasca... O Senhor mostrou-me, em uma visão, o que eu tinha de enfrentar. Ele chegou-se tão perto de mim, enquanto eu orava, que a minha carne literalmente estremecia sobre os ossos. Eu tremia da cabeça aos pés, sob o pleno conhecimento da presença de Deus".

Acrescentamos mais um exemplo, tirado da sua autobiografia, da maneira de o Espírito Santo operar na sua pregação:

"Ao chegar, na hora anunciada para iniciar o culto, achei o prédio da escola repleto e tinha de ficar em pé perto da entrada. Cantamos um hino, isto é, o povo pretendia cantar. Entretanto, eles não tinham o costume de cantar os hinos de Deus, e cada um desentoava à sua própria maneira. Não podia conter-me e lancei-me de joelhos e comecei a orar. O Senhor abriu as janelas dos céus, derramou o espírito de oração e entreguei-me de toda a alma a orar."

"Não escolhera um texto, mas logo ao levantar-me dos joelhos, eu disse: Levantai-vos, saí deste lugar, porque o Senhor há de destruir a cidade . Acrescentei que havia dois homens , um se chamava Abraão, e o outro, Ló... Contei-lhes como Ló se mudara para Sodoma... O lugar era excessivamente corrupto... Deus resolveu destruir a cidade e Abraão orou por Sodoma. Mas os anjos acharam somente um justo lá, era Ló. 

Os anjos disseram: 'Tens alguém mais aqui? Teu genro, e teus filhos, e tuas filhas, e todos quantos tens nesta cidade, tira-os fora deste lugar; porque nós vamos destruir este lugar, porque o seu clamor tem engrossado diante da face do Senhor, e o Senhor nos enviou a destruí-lo'.

"Ao relatar estas coisas, os ouvintes se mostraram irados a ponto de me açoitarem. Nessa altura, deixei de pregar e lhes expliquei que compreendera que nunca se realizara culto ali e que eu tinha o direito de, assim, considerá-los corruptos. Salientei isso com mais e mais ênfase e, com o coração cheio de amor até não poder mais conter-me."

"Depois de eu assim falar cerca de quinze minutos, parecia cair sobre os ouvintes uma tremenda solenidade e começaram a cair ao chão, clamando e pedindo misericórdia. Se eu tivesse tido uma espada em cada mão, não os poderia derrubar tão depressa como caíram. De fato, dois minutos depois de os ouvintes sentirem o choque do Espírito vir sobre eles, quase todos estavam ou caídos de joelhos ou prostrados no chão. Todos os que podiam falar de qualquer maneira, oravam por si mesmos."

"Tive de deixar de pregar, porque os ouvintes não prestavam mais atenção."

"Vi o ancião que me convidara para pregar, sentado no meio do salão, olhando em redor, estupefato. Gritei bem alto para ele ouvir, apesar da balbúrdia, pedindo-lhe que orasse. Caiu de joelhos e começou a orar em voz retumbante; mas o povo não prestou atenção. Gritei: Vós não estais ainda no Inferno; quero dirigir-vos a Cristo. O coração transbordava de gozo ao presenciar tal cena. Quando pude dominar os meus sentimentos, virei-me para um rapaz que estava perto de mim, consegui atrair a sua atenção e preguei Cristo, em voz bem alta, ao seu ouvido."

"Logo, ao olhar para a 'cruz' de Cristo, ele acalmou-se por um pouco e então rompeu em oração pelos outros. Depois fiz o mesmo com um outro; depois com mais outro e continuei assim tratando com eles até a hora do culto da noite, na aldeia. Deixei o ancião que me convidara a pregar, para continuar a obra com os que oravam."

"Ao voltar, havia tantos clamando a Deus que não podemos encerrar a reunião, que continuou o resto da noite. Ao amanhecer o dia alguns ainda permaneciam com a alma ferida. Não se podiam levantar e, para dar lugar às aulas, foi necessário levá-los a uma residência não muito distante. De tarde mandaram chamar-me porque ainda não findara o culto."

"Só nesta ocasião cheguei a saber a razão de o auditório agastar-se da mensagem. Aquele lugar cognominava-se 'Sodoma' e havia somente um homem piedoso lá a quem o povo tratava de 'Ló'. Era o ancião que me convidara a pregar."Depois de já velho, Finney escreveu acerca do que o Senhor fez em "Sodoma". "Embora esse avivamento caísse tão repentinamente sobre eles era tão empolgante que as conversões eram profundas e a obra permanente e genuína. Nunca ouvi falar em qualquer repercussão desfavorável."

Não foi só na América do Norte que Finney viu o Espírito Santo cair e abater os ouvintes em terra. Na Inglaterra, durante os nove meses de evangelização, que Finney promoveu lá, multidões também se prostraram enquanto ele pregava - em certa ocasião mais de dois mil, de uma vez.

Alguns pregadores confiam na instrução e ignoram a obra do Espírito Santo. Outros, com razão, rejeitam tal ministério infrutífero e sem graça; oram a Deus para o Espírito Santo tomar conta e alegram-se no grande progresso da obra de Deus. Mas, ainda outros, como Finney, dedicam-se a buscar o poder do Espírito Santo, sem desprezar a arma de instrução, e vêem resultados incrivelmente mais vastos.

Durante os anos de 1851 a 1866, Finney foi diretor do Colégio de Oberlin e ensinou a um total de 20 mil estudantes. Dava mais ênfase ao coração puro e ao batismo com o Espírito Santo do que à preparação do intelecto; de Oberlin saiu uma corrente contínua de alunos cheios do Espírito Santo. Assim, depois dos anos de uma campanha intensiva de evangelismo e no meio dos seus esforços no colégio, EM 1857, Finney via cerca de 50 mil, todas as semanas, converterem-se a Deus" (By My Spirit, Jônathan Goforth, p. 183.) Os diários de New York, às vezes quase não publicavam outras notícias, senão do avivamento.

Suas lições aos crentes sobre avivamento foram publicadas, primeiro em um jornal e depois em um livro de 445 páginas e que se intitulava "Discursos Sobre Avivamentos". As primeiras duas edições, de 12 mil exemplares, foram vendidas logo ao saírem do prelo. Outras edições foram impressas em vários idiomas. 

Uma só editora em Londres publicou 80 mil. Entre suas outras obras de circulação mundial, contam-se as seguintes: sua "Autobiografia", "Discursos aos Crentes" e "Teologia Sistemática".

Os convertidos nos cultos de Finney eram pela graça constrangidos a andar de casa em casa para ganhar almas. Ele mesmo se esforçava para preparar o maior número de obreiros em Oberlin College. Mas o desejo que ardia sempre em tudo era o de transmitir a todos o espírito de oração. Pregadores como Abel Câry e Father Nash viajavam com ele e, enquanto ele pregava, eles continuavam prostrados em oração.

Vejamos isso nas palavras de Finney:

"Se eu não tivesse o espírito de oração, não alcançaria coisa alguma. Se por um dia, ou por uma hora eu perdesse o espírito de graça e de súplica, não poderia pregar com poder e fruto, e nem ganhar almas pessoalmente."

Para que alguém não julgue que a obra era superficial, citamos outro escritor: "Descobriu-se, por pesquisa empolgante, que mais de 85 pessoas de cada 100 que se convertiam sob a pregação de Finney, permaneciam fiéis a Deus; enquanto 75 pessoas de cada cem, das que professaram conversão nos cultos de algum dos maiores pregadores, se desviavam. Parece que Finney tinha o poder de impressionar a consciência dos homens, sob a necessidade de um viver santo, de tal maneira que produzia fruto mais permanente." (Deeper Experiences of Famous Christians, p. 243.)

Finney continuou a inspirar os estudantes de Oberlin College até a idade de 82 anos. Já no fim da vida, permanecia tão lúcido de mente como quando jovem e sua vida nunca foi tão rica no fruto do Espírito e na beleza da sua santidade do que nesses últimos anos. No domingo, 16 de agosto de 1875, pregou seu último sermão. Mas de noite não assistiu ao culto. ao ouvir os crentes cantarem "Jesus lover of my soul, let me to Thy bosom fly", saiu até o portão na frente de sua casa, e com estes que tanto amava, foi a última vez que cantou na terra. Acordou-se à meia-noite sentindo dores lancinantes nos coração. Sofrera assim muitas vezes na sua vida. Semeara as sementes de avivamento e as regara com lágrimas. Todas as vezes que recebeu o fogo na mão de Deus, foi com sofrimento. Finalmente, antes de amanhecer o dia, dormiu na terra para acordar na Glória, nos céus. Faltavam-lhe apenas treze dias para completar 83 anos de vida aqui na terra.

Fonte:
BOYER, Orlando S. Heróis da Fé: 15ª Ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1999.
Fotos: GoogleImages/GettyImages

Autor de “O Código da Vinci” lança livro sobre céu e inferno

Lançamento mundial será em maio

Autor de “O Código da Vinci” lança livro sobre céu e inferno
O escritor Dan Brown ficou mundialmente famoso pelo seu livro campeão de vendas “O Código Da Vinci”, que posteriormente virou filme com grande sucesso. “Anjos e Demônios” também de sua autoria teve boa vendagem e igualmente chegou às telas do mundo todo.

Seu romance mais recente “O Símbolo Perdido” (2009) não obteve o mesmo êxito dos demais e aparentemente Brown caiu no esquecimento. Provando ter sucesso com intrigas e conspirações de temática religiosas, ele se aventurou novamente a entrevistar muitos especialistas em teologia.

Agora ele anuncia que em maio lançará “Hell” [Inferno], que teria inspiração na famosa obra “A Divina Comédia”, escrita pelo italiano Dante Alighieri e que influenciou muito a Idade Média. O projeto está nas mãos da editora Doubleday.

Dan Brown explica que passou os últimos quatro anos pesquisando sobre o inferno, o purgatório e o céu, chegando a mudar-se para Florença, berço do poeta Alighieri.

Brown, o filho de um matemático é curioso compositor de música sacra, isto é, Brown teve proximidade muito jovem para ambientes religiosos.

Não se sabe ainda se o novo livro falará sobre Jesus ou sobre os Iluminatti, como suas obras de sucesso anteriores. Dia 14 de maio o mundo conhecerá o que Robert Langdon, personagem mais famoso de Brown, falará sobre essas questões que são pilares da fé cristã.

“Embora eu tenha estudado o Inferno de Dante quando era estudante, apenas recentemente, passei a apreciar a influência duradoura da obra de Dante sobre o mundo moderno”, disse Brown. “Estou ansioso por levar os leitores a uma viagem profunda a este reino misterioso… Uma paisagem de códigos, símbolos, e mais do que algumas passagens secretas”.

No passado, Brown foi criticado e boicotado por grupos cristãos por divulgar para a opinião pública ideias fantasiosas sobre Cristo e a Igreja, questionando os maiores dogmas da fé cristã. Segundo Brown, Jesus casou com Maria Madalena e teve filhos com ela. Com informações de Acontecer Cristiano.

Fonte: Gospel Prime

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Conceitos errôneos a respeito de Cristo no decorrer da história

Os estudos a respeito da Pessoa de nosso Salvador Jesus Cristo tem sido produzido aos montes no decorrer da história, muitos são os estudos que falam ou tentam falar a respeito de quem é Jesus, porém poucos tem traduzido biblicamente quem é Jesus. E quando encontramos qualquer material confiável, ao estudá-lo, aprendemos pouco ou retemos quase nada de tudo o que aprendemos. Às vezes isso acontece por que estudamos sem uma ordem ou método.


Para que esse estudo seja útil para nosso amado leitor (a) recomendamos que busque ardentemente uma orientação do Senhor Jesus para que em tudo Ele possa dirigi-lo (a) em um proveitoso estudo. Por que ainda que apresentemos um estudo que possa ser de fato útil, acreditamos que fará pleno sentido para nossos amados (as) leitores (as) somente quando houver uma orientação vinda do alto, da parte de nosso Deus. Ore a Deus agradecendo-O e pedindo a Ele iluminação do alto, pois Ele pode potencializar os estudos de sua Santa Palavra em nós quando a Ele recorremos.

Recomendamos que tenha à mão alguns materiais úteis tais como:
  • Bíblia Sagrada, se possível mais de uma tradução
  • Dicionário Bíblico, assim poderá aprender mais
  • Concordância Bíblica
  • Um caderno para anotações
Nunca se esqueça que as discussões cristológicas partem da resposta que se dá à pergunta: "Quem diz ser o povo o Filho do Homem?" e sua seguinte resposta que poderá ser: "Tu és o Cristo, o Filho do Deus Vivo" (Mateus 16:13-17) ou respostas errôneas como as que iremos ver a seguir, as quais arrebataram inúmeras pessoas no decorrer de história, levando-as, no caso da persistência no erro, à perdição eterna (Prov. 16:25).

Embora apresentaremos um pequeno esboço a esse respeito dos "Conceitos errados a respeito de Cristo no decorrer da história", acreditamos que o mesmo possa ser útil para aqueles que tem nos acompanhado no tempo de vida útil deste blog. Deus abençoe o seu estudo.

Muitas teorias erradas surgiram simplesmente por que seus 'mentores' ou não buscaram a orientação bíblica, ou mesmo usando a Bíblia, cometeram o erro de adaptar seus pensamentos usando partes da mesma, no lugar de procurar conhecer o que ela mesma ensinava e ensina sobre determinados assuntos. Conheçamos então os principais conceitos errados a respeito de Jesus Cristo na história:
  • Os ebionitas - ebionismo (107 d. C.): Negavam a realidade da natureza divina de Cristo. Segundo seus ensinos, Cristo era somente homem, mas possuía uma relação muito íntima com Deus. Esta seita cristã primitiva era de orientação judaizante e herética. Para os ebionitas Jesus era um simples ser humano, um profeta. Seus ensinos pregavam que por ocasião do batismo Cristo desceu sobre Jesus, mas subiu outra vez antes da sua crucificação. Não diferem em muito de algumas seitas orientais que pregam que Jesus era apenas um profeta ou sábio, nada mais. Eles também não aceitavam os ensinos de Paulo. Os ebionitas foram citados primeiramente nos escritos de Irineu, um conhecido pai da igreja do século II. Tanto o grego ebionaioi quanto o latim ebionaiei são transliterações do hebraico e aramaico da palavra "o pobre". Os ebionitas possivelmente se estabeleceram a oeste do Jordão, adotando o estilo de vida ascético e salientando a completa observância da lei mosaica, reduzindo, por conseguinte, o significado da Pessoa e obra de Cristo. O nome do heresiarca era Ébion, ele afirmava que Jesus possuía apenas a natureza humana, afirmando que Jesus não tinha nenhum dos atributos naturais e absolutos que caracterizavam a natureza divina. 
  • Os docetas (70 a 170 d. C): Negavam a humanidade de Cristo. Para eles o mal residia na matéria, e visto que Jesus não tinha pecado, logo, não tinha também corpo material. Seu corpo era apenas aparente, e não real (doketes, de dokein, grego, que significa parecer). Também muito antiga, esta heresia surgiu no século I e negava a completa natureza humana de Cristo e por conseguinte a realidade dos seus sofrimentos e morte. Para eles, Jesus apenas "parecia" (Gr. dokeo "parecer" "supor") ser Deus totalmente encarnado. Um bom exemplo de combate a esta heresia está em I Jo. 1:1-4; 4:1-3. Os docetas, como eram chamados, julgavam que o seu ensino sobre Cristo era legítimo, sendo que Jesus apenas parecia humano, mas não era humano. Com esta afirmação contrariavam a doutrina da encarnação do Verbo. Esta seita começou a ser desarticulada com os credos dos Apóstolos e Niceno. Em ambos, ficava bem claro que Jesus era de fato verdadeiro homem e verdadeiro Deus. Nas definições de Calcedônia, a humanidade do Filho de Deus voltaria a ser tratada de maneira insofismável. Estes três documentos demonstraram que a encarnação de Cristo é o acontecimento mais importante da história sagrada.
  • O arianismo (325 d. C.): Ário foi o fundador desta teoria e negava a integridade da natureza divina de Cristo. O Verbo, que se fez carne, segundo o Evangelho de João não era Deus, senão um dos seres mais altos do Criador, era apenas uma criatura. Ário negava a integridade, a perfeição da natureza divina de Cristo. Ário foi um teólogo de Alexandria, no Egito, da igreja primitiva que acreditava que Jesus mesmo sendo completamente humano, não era divino, pois não compartilhava da mesma substância que Deus. Sua crença foi declarada herética e combatida pelo Concílio de Niceia, em 325 d.C. Para Ário não era correto se referir a Cristo como um ente divino, e para que pudesse ter autoridade o seu ensino, procurou de todas as formas desacreditar o Evangelho de João como sendo autêntico por que nele se encontram muitos ensinos sobre a divindade de Cristo e também mostra Jesus como o Filho de Deus. O Evangelho de João, inclusive, é chamado de o mais Cristológico de todos.
  • A teoria de Apolinário (381 d. C): Negou a integridade da natureza humana de Cristo. Segundo Apolinário, Cristo não tinha mente humana, o que Ele tinha de humano era o corpo e o espírito. O Verbo que se fez carne tomou o lugar da mente, e por isso Cristo não era homem perfeito. Apolinário foi bispo em Laodiceia no IV século, ele ensinava que o Filho de Deus não assumiu por completo a natureza humana, e que o processo de encarnação limitou-se a induzir o Logos a ocupar o lugar da psique de Jesus. Para este heresiarca, Jesus era meio homem e meio Deus. O Concílio de Constantinopla em 381 rechaçou este ensino.
  • A teoria de Nestório (431 d. C.): Nestório negava a união verdadeira entre as duas naturezas de Cristo. Ele atribuía a Cristo duas partes ou divisões, uma humana e outra divina. Quando estava dormindo era a parte humana que dormia. Mas quando acordava e repreendia os ventos, era a parte divina que estava em ação. Nestório foi um dos patriarcas de Constantinopla.
  • A teoria de Eutiques (451 d. C.): Segundo Eutiques, as duas naturezas de Cristo fundiam-se de maneira que formavam uma terceira natureza, que nem era divina nem humana. Para ele, Jesus não era humano e nem tampouco divino. Eutiques ou Êutico, foi chefe de convento da igreja Oriental. Para ele a natureza humana de Cristo foi absorvida no momento da encarnação do Verbo de Deus. De forma indireta era uma negação tanto da natureza divina quanto da natureza humana de Cristo. No ano de 451 d.C. no Concílio de Calcedônia o eutiquianismo foi declarado herético. Posteriormente, outro concílio também recusaria esta heresia, o de Latrão.
Por muitos anos os debates teológicos a respeito de Jesus-Deus-Homem foram muito fortes. Uns acentuam a divindade enquanto outros a humanidade de Cristo. Em Alexandria havia uma escola que enfatizava a divindade de Cristo e em Antioquia a humanidade. A ênfase unilateral dessas duas escolas foi um erro. Este empasse foi resolvido no Concílio de Calcedônia, cidade próxima de Constantinopla, no ano de 451 d.C. (A História das Doutrinas, p. 49 - William S. Smith), onde perceberam que em Cristo há duas naturezas, a divina e a humana, em uma só Pessoa. É óbvio que muitos se aproveitam dessa discussão para afirmar que a escolha entre as duas escolas só foi feita para acalmar os ânimos de ambos os lados.

Mas tensões teológicas a respeito de Cristo existiram e sempre existirão, e para acabar com qualquer problema que envolva a Pessoa de Cristo, podemos afirmar categoricamente que somente as Escrituras possuem fundamento seguro e sólido para compreendermos a Pessoa de nosso Salvador Jesus Cristo, totalmente homem e totalmente Deus. Como Deus-Homem, Cristo não foi um semideus ou um semi-homem. Ele foi Verdadeiro Homem e Verdadeiro Deus. Nessa condição, Jesus tornou plena a comunhão entre a divindade e a raça humana.

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Bibliografia:
CAMPOS, Geraldo M. Teologia em Perguntas e Respostas: 1ª Ed. Minas Gerais.  pág. 52 - 54.
ROYER, Gary L. Cristologia: O Verbo Eterno e Divino se fez carne. 2ª Ed. São Paulo: EETAD, 1993.
DAVIS, John D. Dicionário da Bíblia de John Davis: 3ª Ed. São Paulo: Hagnos, 2005.
KASCHEL, Werner; ZIMMER, Rudi. Dicionário da Bíblia de Almeida: 2ª Ed. São Paulo: SBB, 1999.
PATZIA, Arthur; PETROTTA, Anthony J. Dicionário de Estudos Bíblicos: 1ª Ed. São Paulo. Editora Vida, 2003.
ANDRADE, Claudionor C. Dicionário Teológico: Um Suplemento Biográfico dos Grandes Teólogos e Pensadores. 9ª Ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2000.

Demônio está no Vaticano, diz exorcista oficial da Igreja

A renuncia do papa Bento 16 pode revelar uma disputa de poder interna que irá rachar a Igreja Católica.

Demônio está no Vaticano, diz exorcista oficial da Igreja
De acordo com a revista Veja o exorcista oficial da Igreja Católica, o padre Gabriele Amorth, se pronunciou sobre as recentes notícias do Vaticano dizendo que o demônio está instalado na Igreja.

Amorth que trabalha com exorcismo há 25 anos garante que há sinais de que o anti-Cristo está vencendo a batalha contra a Santa Sé e diz também que “há cardeais que não acreditam em Jesus e bispos que estão ligados ao demônio”.

O padre italiano de 85 anos garante que os casos de pedofilia cometidos por líderes católicos é obra do demônio. “O demônio mora no Vaticano e você pode ver as consequências disso”.

“Ele pode se esconder, ou falar diversas línguas, ou até aparecer para ser solidário”, diz Amorth sobre o demônio.

A renúncia do papa Bento 16 pode revelar uma disputa de poder dentro da Igreja, jornais internacionais afirmam que o cardeal Tarcísio Bertone comanda um governo paralelo que resiste aos planos de Joseph Ratzinger que passou a se sentir isolado pelos seus ex-aliados.

O porta-voz da Igreja, Federico Lombardi, diz que o papa é realista e tem conhecimento dos problemas e dificuldades da Igreja e que a renúncia “foi um ato de humildade, sabedoria e responsabilidade”.

Bento 16 ficará no cargo até o dia 28 de fevereiro e o conclave irá eleger seu sucessor apenas depois do dia 15 de março.

Fonte: Gospel Prime

Demônio ataca escola e gera polêmica na Jamaica

Pastores são chamados para ajudar estudante possuída

Demônio ataca escola e gera polêmica na Jamaica
Na última semana, as aulas foram interrompidas em uma escola de ensino médio da capital da Jamaica após relatos de que havia demônios na instituição. Segundo relatos, uma das alunas estaria possuída. O medo tomou conta da instituição de ensino após nenhuma tentativa de medicar a jovem dar resultado.

O jornal Jamaica Star reportou que o “espírito do mal” manifesto no local ameaçou os outros alunos que começaram a fazer uma oração pela menina possuída. Ele dizia que sairia do corpo dela e entraria em quem estivesse tentando ajudá-la.

A administração da escola pediu ajuda de uma equipe de oração de uma igreja evangélica próxima. A notícia se espalhou rapidamente pelo bairro e um grupo de pastores se ofereceu para prestar assistência e livrar a escola dos demônios.

Posteriormente, membros da diretoria da escola convocaram os alunos para tentar explicar o que havia ocorrido e que tudo estava resolvido. Mas algo bizarro aconteceu.

“Enquanto os pastores diziam ter sentido que havia espíritos malignos por toda a escola, pedira que as pessoas continuassem em oração. De repente, caiu do teto a cabeça de um pássaro. Quando a cabeça, sem o corpo, atingiu o chão, no meio da assembleia, a maioria dos presentes saiu correndo. Foi um caos”, disse uma fonte que presenciou o incidente.

A vice-diretora minimizou o que aconteceu na escola no dia do incidente diante da imprensa: “Isso é algo que diz respeito à escola. Não vou revelar o que ocorreu. Mas não foi algo drástico. Não é preciso entrar em detalhes”, sentenciou.

Fonte: Gospel Prime

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

A Oração de Josué

"No livro de Josué (10:12-15) está escrito que Josué mandou parar o Sol. Mas, segundo a Ciência, é a Terra que gira em torno do Sol. Como é que Josué mandou parar o Sol se o mesmo está parado segundo a nossa concepção?"

O Sol - centro do nosso sistema planetário está apenas relativamente parado, já que anda, em corrida veloz, rumo à estrela Vega, na constelação de Hércules, arrastando o sistema em causa. Este é, em certo aspecto, o seu movimento de translação. Quanto ao de rotação, o astro-rei leva 24 dias e 15 horas para completar uma volta em torno do seu eixo. Pode-se dizer, portanto, que o Sol está parado, mas em relação ao nosso sistema planetário.

Apesar disso, ainda hoje os próprios cientistas usam as expressões: "pôr-do-sol" e "nascer do sol". O povo diz com freqüência: "O sol vai alto" ou "o sol vai para o sul". Con­tudo, nos dias de Josué e segundo a astronomia egípcia, eram o Sol e a Lua que andavam ao redor da Terra. Claro que a Bíblia não é um compêndio de ciência, mas as suas assertivas são verdadeiras. Em­prega, porém, uma linguagem popular, a fim de as verdades divinas poderem ser assimiladas, mesmo pelas pessoas mais hu­mildes.

Outro detalhe muito importante que precisamos nos ater para que possamos crer nesse fato como um fato histórico e real, é que Josué falou, não à moda da ciência moderna, mas que naquela ocasião Josué atuou pelo impulso do Espírito de Deus em sua vida. Não seria necessário que Josué falasse ou que o milagre ficasse registrado conforme o vocabulário moderno da astronomia. Na época, os israelitas pensavam que o sol saía por sobre Gibeão (Gibeom), e a lua por sobre o vale  de Aijalom, e o curso deles foi detido por todo um dia.[1]

Josué, ao dirigir-se ao Sol, aplicou o termo "deman" usado 21 vezes no Antigo Testamento, significando, entre outras coisas, silencia-te. A palavra hebraica para detém-te é "amad" a qual ocorre centenas de vezes no Antigo Testamento, sendo geralmente traduzida por ficar de pé ou deter.

Admite-se, nos meios científicos, que a revolução da Terra em torno do seu próprio eixo é motivada pela ação do Sol sobre o nosso planeta. Assim, quando Josué orde­nou: "Sol. aquieta-te" ou "detém-te", a rotação do Globo Terráqueo teria diminuído substancialmente por via de um tempo­rário enfraquecimento da ação solar sobre ele. Existem, como é óbvio, outras teorias para explicar a detenção do Sol narrada no livro de Josué, porém cremos na palavra bíblica.

Finalmente, os astrônomos modernos deram-se ao trabalho de buscar, no calendário astronômico, se de fato teria realmente ocorrido o evento. Depois de buscas e fastidiosos estudos, concluíram que, efetivamente, falta um dia no calendário astronômico, concluindo então, que o quase um dia inteiro (Js 10:13b), correspondem a 11 horas e cinqüenta minutos, sendo assim provado que de fato a Terra esteve parada por todo um dia de Sol.

Bibliografia:
A Bíblia Responde. 2ª Ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1983.
[1] HENRY, Matthew. Comentário Bíblico do Antigo Testamento. 4ª Ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2004.

Record trará 'Os Milagres de Jesus' no segundo semestre

A Record está preparando o lançamento de telefilmes bíblicos com o título “Os Milagres de Jesus Cristo”.

Os telefilmes serão compostos por 18 programas, com aproximadamente 50 minutos de arte cada um, sendo 15 deles escritos por Renato Modesto, informou a UOL. A direção será por conta de João Camargo.

Segundo a publicação, as pessoas que recebem o milagre serão as protagonistas da narrativa. Jesus ficará em segundo plano, aparecendo sempre de costas, à distância e de maneira desfocada em meio a várias pessoas. Desta maneira, prevê-se que não haverá um ator específico para interpretá-lo.

A novidade vem enquanto a minissérie épica “José no Egito” se encontra em seu terceiro capítulo. “Os Milagres de Jesus” deve estrear em agosto e ser a sucessora no horário da minissérie e permanecer no ar até o fim do ano.

Ainda não há nenhum nome confirmado para o elenco do programa.

Especulações há de que a Record pretende utilizar as minisséries e telefilmes bíblicos contra as produções da Globo. Recentemente a emissora foi alvo de protestos evangélicos contra o “Salve Jorge”, alegando a propagação de atos considerados contra os princípios cristãos, como por exemplo, a bissexualidade.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Como Isaque foi chamado de "único filho" de Abraão, se este já tinha também Ismael?

"E disse: Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá, e oferece-o ali em holocausto sobre uma das montanhas, que eu te direi."
Gênesis 22:2

Abraão recebeu a seguinte instrução em Gênesis 22:2: "Toma teu filho, teu único filho, Isaque".

Entretanto, Abraão tinha tido Ismael muitos anos atrás (Gn 16) e ele tinha ainda outros "filhos" (Gn 25:6).

Os outros filhos de Abraão mencionados em Gênesis 25 provavelmente nasceram mais tarde, pois são mencionados três capítulos depois de Isaque ter sido chamado de "único filho". Além disso, eram filhos de "concubinas que tinha" (Gn 25:6) e não eram contados como herdeiros da promessa de Deus.

De igual forma, Ismael fora concebido em incredulidade por uma concubina e não era contado como herdeiro da herança prometida. Ainda, a expressão "único filho" pode ser equivalente a "filho amado" (cf. Jo 1:18; 3:16), isto é, um filho especial. Deus claramente disse a Abraão: "por Isaque será chamada a tua descendência" (Gn 21:12).

Fonte:
GEISLER, Norman; HOWE, Thomas. Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e "Contradições" da Bíblia. 1ª Ed. São Paulo: Mundo Cristão, 1999.

Deus e o Diabo vendem carros na TV

Comerciais mostram visões antagônicas da vida

Deus e o Diabo vendem carros na TV
Os anúncios de carros quase sempre estão na vanguarda da publicidade. Milhões de dólares são investidos pelos fabricantes para divulgar as novidades anuais das marcas e os novos lançamentos.

Durante o SuperBowl, o programa com maior audiência da TV nos EUA, muitas dessas campanhas são testadas junto ao público. É comum as empresas de publicidade fazerem avaliações para ver o quanto as pessoas gostaram ou não dos comerciais apresentados.

O comercial da Dodge, marca do Grupo Chrysler, levou o nome de “Então Deus fez o fazendeiro” apostou nos valores fundamentais da visão cristã do mundo, como fé, trabalho e família.

Alex McFarland, diretor do Centro de Cosmovisão Cristã e Apologética da Universidade de North Greenvilleé analista de mídia e criador do Projeto 2026 e da Conferência Verdade para uma Nova Geração. Ele acredita que o anúncio de dois minutos do Dodge Ram foi feliz em usar um trecho do falecido radialista Paul Harvey falando sobre o trabalho duro e os desafios que os agricultores e pecuaristas enfrentam a cada dia.

O texto começa dizendo “E no oitavo dia, Deus olhou para baixo desde o paraíso e disse: ‘Eu preciso de um zelador. Então Deus fez o agricultor. Deus disse: ‘Eu preciso de alguém disposto a levantar antes do amanhecer e ordenhar as vacas, trabalhar o dia todo no campo, cuidar das vacas novamente, jantar e, em seguida, ir para a cidade e ficar até tarde em uma reunião do conselho escolar. Então Deus fez o fazendeiro.”


Do outro lado da moeda, a Mercedes-Benz também usou uma ideia espiritual para anunciar seu novo modelo, o CLA. Uma série de comerciais de 30 segundos foram exibidos durante duas semanas. Sempre com um ar de mistério, mostravam uma nuvem negra entrando em um restaurante e colocando pra tocar a música “Simpathy for the Devil” [Simpatia pelo Demônio] do grupo Rolling Stones.

No dia em que o comercial “completo” foi ao ar, era possível ver o ator Willem Dafoe encarnando o Diabo que faz uma proposta a um homem na mesa do restaurante. Em troca de sua alma, ele poderá ter tudo o que desejar.

O homem então começa a se imaginar andando com a modelo Kate Upton, dançando com o rapper Usher e, claro, dirigindo uma Mercedes CLA.

Ele se vê diante do dilema: sucumbir à tentação ou resistir às forças do mal? Quando ele parece pronto a assinar, o outdoor que anuncia o carro mostra o preço “acessível” e o consumidor descobre que é muito mais fácil e barato adquirir o luxuoso carro do que ele pensava.


Curiosamente, os dois comerciais apresentam o mesmo produto, um automóvel, mas por trás existem conceitos espiritualmente antagônicos.

De um lado a vida dura, levada na dependência de Deus, a gratidão na hora da refeição, a valorização da família se traduzem em um conceito de felicidade e realização. Do outro, a vida fácil, mulheres, fama e poder. Tudo em troca de sua alma longe de Deus! Pode ter passado despercebido pra muita gente, mas os comerciais refletem exatamente a realidade da principal escolha da vida!

Fonte: Gospel Prime

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