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quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Onde você vai passar a eternidade?

Não importa sua condição financeira, seu estado de saúde, sua posição social (coisas que fazem diferença nesta vida), mais cedo ou mais tarde você terá que passar pelo "fim de todos os homens" (fim da vida terrena), a morte, pois sobre a hora dela nenhum ser humano tem poder (Ecl. 8:8). E quando o assunto é morte, a primeira coisa que vem a nossa mente é: "e depois?

Muitos tem suas próprias opiniões sobre o assunto, ou foram ensinados que não há nada depois da morte, mas não é isso que a maior autoridade no assunto nos deixou para que possamos refletir. O Deus da Bíblia, Pai de nosso Salvador Jesus Cristo nos mostra que há apenas dois lugares em que poderemos passar a eternidade, um é o céu de luz e paz (Mt. 25:34) um lugar preparado para os que crêem, desde a fundação do mundo; e o outro um lugar é o inferno de trevas e sofrimentos eternos (Mt. 25:41), para onde também vai o diabo e seus anjos.

A Bíblia é a inerrante Palavra de Deus, inspirada por Deus, não contém falhas e é digna de toda a aceitação (II Tm. 3:16), sendo assim, é o único livro de ensino sobre a eternidade que podemos dar crédito, significando que podemos crer que a Bíblia é a Palavra de Deus. Uma grande prova de que a Bíblia é a Palavra de Deus, é o fato de ter transformado a vida de muitos homens e mulheres ao redor do mundo e ainda continuar a transformar, pois aqueles que passam a crer na Palavra de Deus são os que promovem a paz e pregam a verdadeira vida, ou seja, procuram preservar a vida e não tirá-la, como o ser humano sem Deus costuma fazer "em nome de seus fracos ideais".

Como já falamos, a morte para todos é algo inegável, não é necessário nem mesmo conhecer a Palavra de Deus para ter essa certeza, pois está escrito que "...aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo depois o juízo" (Heb. 9:27). Então verificamos que pela Palavra de Deus a morte é algo real. Há também um problema que prende o homem na condição de morte e distanciamento eterno de Deus, é a condição de pecado diante de Deus.

A Bíblia afirma categoricamente que "todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus" (Rom. 3:23) e também diz que "não há justo, nem sequer um. Não há quem entenda; não há quem busque a Deus. Todos se desviaram; juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só. (Rom. 3:10-12), veja a condição do homem diante de Deus, como é lamentável, essa é a condição do homem sem Deus!!!

Agora veja um pouco do caráter de Deus: Totalmente Compassivo (Êx. 34:6); Misericordioso (Sal. 111:4); Ele é Bom (Sal. 145:9 / Lam. 3:25); Ele é Justo (Sal. 129:4); Ele é Santo (Is. 6:3 / Sal. 99:9 / Apoc. 4:8 / I Ped. 1:16). Vamos falar apenas desta última característica de seu caráter, santidade. Sendo Ele Santo é necessário que o homem entenda que todo o pecado não poderá estar na sua presença ou tão pouco entrar no seu Reino, por isso está escrito que "sem santificação ninguém verá ao Senhor" (Heb. 12:14). Ainda que Deus nos ame copiosamente, Ele não poderá suportar nossos pecados, os quais odeia, e para que possamos ter acesso ao seu Reino é necessário que deixemos a nossa vida pecaminosa e de incredulidade e passemos a andar em fé no seu Filho Jesus.

Na epístola aos Hebreus 3:12 (T.R.A.) está escrito que o coração incrédulo e perverso afasta o homem de Deus, então não adianta tentarmos dar uma de "bonzinhos" e sermos incrédulos, pois seremos perversos e pecadores do mesmo jeito, ou seja, não matar ou roubar não nos coloca na posição de justos diante de Deus, e sim uma fé genuína. O pensamento humano desde muito é acreditar que poderá alcançar a sua salvação por meio de suas obras de justiça, o que contraria o que dizem as Escrituras Sagradas (Rom. 3:20 / Gál. 2:16), seremos justificados pela fé em Cristo.

Que as obras de justiça dos homens não são suficientes para salvar os homens, já era sabido há muitos milênios, inclusive o profeta Isaías no cap. 64:6 afirma o seguinte sobre nossas obras de justiça: "Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como trapo da imundícia", por isso não podemos nos deixar enganar e ser levados pelo engano das boas obras para salvação. Quem é salvo pratica boas obras, mas ninguém pode praticá-las para ser salvo.

A salvação é um maravilhoso presente de Deus para nós, o qual não merecemos, pois é "pela graça que sois salvos (parte de Deus), mediante a fé (nossa parte); e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie" (Ef. 2:8-9). Por isso, se quisermos ser participantes da salvação de Deus, teremos que agir conforme Ele nos ensinou.

E como Ele nos ensinou? Foi assim: "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna" (Jo. 3:16), Ele (Jesus Cristo) veio buscar todos aqueles que estavam perdidos na "lama do pecado" e para isso deu sua vida na cruz do Calvário, se entregando em nosso lugar (I Tess. 5:9-10 / Rom. 5:6-8 / I Cor. 15:3 / I Ped. 3:18). Ele morreu para que eu e você pudéssemos viver. Que Amor, que Cuidado!!!

Outra garantia que nós temos em Cristo é o fato de que Deus o ressuscitou dentre os mortos (At. 5:30), e agora mesmo está vivo para interceder por nós, e só pode interceder por que está vivo (Rom. 8:34). A obra de Jesus Cristo foi perfeita e aceitável diante de Deus, suficiente para a nossa salvação, e essa eficácia da sua obra redentora é real em nós apenas quando aceitamos a Cristo como nosso substituto, ou seja, Ele morreu para que nós pudéssemos viver.

Deus quer levar o maior número de pessoas possível para estar ao seu lado (I Tm. 2:4), porém Ele jamais irá levar para lá alguém que não queira estar lá, pois quem rejeita sua oferta gratuita de salvação e prefere se firmar em "fábulas" ou em sua justiça própria estará rejeitando a gratuidade da salvação. Então, se você ainda não se decidiu por qual caminho trilhar, e ainda tem se firmado em suas obras de justiça, e reconhece que elas jamais poderão te levar para Deus, decida-se agora mesmo por andar no Verdadeiro Caminho da Salvação que é Jesus Cristo (Jo. 14:6), creia que Ele morreu na cruz por você, não deixe de aceitá-Lo como Senhor e Salvador de sua vida para entrar no céu de Deus.

Passar a eternidade, toda ela, sem sentir o Amor de Deus e sua presença, só em pensar é terrível, pois a eternidade longe de Deus implica estar ao lado das criaturas mais horrendas que são os demônios e o próprio diabo, pois o inferno foi preparado para eles também (Mt. 25:41). Ao contrário deste lugar, o céu é um lugar de plena paz, onde não há mais escuridão (Apoc. 21:25); morte ou dor (Apoc. 21:4); Deus será a nossa luz (Apoc. 22:5); não haverá mais maldições (Apoc. 22:3). Que lindo o céu!!!

Mas talvez você pode então estar se perguntando, como faço para chegar lá? Leia atentamente o que está escrito em Romanos 10:9-10: " A saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo.Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação".

Não perca tempo, confesse a Jesus Cristo agora, pois o amanhã só o Senhor sabe o que nele acontecerá. Decida-se, aceite a Jesus Cristo e tenha sua vida segura na eternidade.

Luiz Rafael.
Textos bíblicos: www.bibliaonline.com.br
Novo Comentário da Bíblia.
www.destinofinal.com.br

terça-feira, 8 de novembro de 2011

O Evangelho que Salva.


A fim de ganhar aceitação ainda maior que o primeiro ECT ("Evangelicals and Catholics Together: The Christian Mission in the Third Millenium", "Evangélicos e Católicos Juntos: A Missão Cristã no Terceiro Milênio", assinado em 29 de março de 1994 nos EUA), dezenove líderes evangélicos – dentre os quais alguns bastante respeitados e conhecidos – e quinze líderes católicos [americanos] assinaram há algum tempo o ECT2. E esse documento dá a entender que os evangélicos e católicos [nos EUA] concordam quanto ao Evangelho.
O alcance do documento
Por um lado, o documento tem pouco significado. Em primeiro lugar, os quinze signatários católicos não representam nem sua igreja, nem seus 1 bilhão de membros. Há uma gama de crenças bem ampla. Muitos dos sacerdotes, freiras e proeminentes teólogos católicos estão mergulhados em todas as heresias da Nova Era, da ciência mental ao hinduísmo e budismo.
Em segundo lugar, o ensino oficial da igreja de Roma (que reivindica ser infalível e, portanto, não pode se arrepender de seus erros), e a prática diária dos católicos (que esperam de sua igreja a salvação, seja lá como ela a defina e ofereça) continuam inatingidos pelo ECT2 e tão longe quanto sempre estiveram do Evangelho bíblico.
Em terceiro lugar, o próprio documento admite que permanecem muitas "questões interrelacionadas, que requerem exploração mais profunda e urgente". Elas incluem, entre outras: "o significado da regeneração batismal [um católico "nasce de novo" no batismo infantil e não há salvação sem o batismo]; a Eucaristia [Cristo está sendo perpetuamente imolado nos altares católicos como um sacrifício contínuo pelo pecado, negando assim a eficácia do Seu sacrifício feito de uma vez por todas na cruz], e a graça sacramental ["os méritos e graças" que Cristo obteve na cruz são "conferidos contínua e gradativamente" através dos sacramentos, ou seja, a salvação é um processo contínuo em lugar de um fato consumado]; os usos históricos da linguagem da justificação no que diz respeito à justiça imputada e transformadora [o católico precisa adquirir justiça suficiente para merecer o céu e está sempre em perigo de perdê-la, rejeitando, portanto, a verdade de que Deus "justifica o ímpio" com base nos méritos de Cristo (Rm 4.5)]; um entendimento diferente sobre mérito, recompensa [para o católico a salvação é alcançada por obras]; purgatório [além do sacrifício de Cristo na cruz, é preciso sofrer pessoalmente pelo pecado para poder ser purificado para o céu], e indulgências [uma pessoa pode sofrer por outros, e o uso de uma medalha ou escapulário, o rezar "Ave Marias", ou uma missa rezada em honra dos mortos, podem reduzir o sofrimento no purgatório]; a devoção a Maria e a assistência dos santos na vida da salvação..." Cada um dos pontos acima citados nega a própria unidade professada pelo ECT2!
Preparação para o anticristo
Por outro lado, o documento é um valoroso subsídio a Satanás em sua preparação do mundo e de uma igreja falsa para o anticristo. Dá aparência de concordância, quando, na verdade, ela não existe. O ECT2 cria comprometimento ao fingir que as questões que separam evangélicos e católicos não são graves, quando, na verdade, elas demarcam os limites de céu e inferno. Típica das contradições inerentes nesse documento é a afirmação: "nós nos comprometemos a evangelizar a todos... os evangélicos precisam pregar o Evangelho aos católicos e os católicos aos evangélicos... esforçando-vos diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz’..." Se os evangélicos e católicos estão ambos salvos e unidos no Espírito, então o que significa "evangelizar"?
Um acordo com os "judaizantes"?
Os judaizantes da epístola escrita aos gálatas poderiam ter assinado um documento semelhante. Aliás, o deles teria uma lista bem menor de questões que "requerem exploração mais profunda e urgente": [somente] a relação da Lei com a salvação. Os judaizantes afirmavam que Cristo morreu pelos nossos pecados, mas acrescentavam que, para ser salva, a pessoa precisava ser "circuncidada, e observar a lei" (At 15.1,5,24). Em lugar de assinar um acordo com os judaizantes, como se a heresia deles fosse simplesmente algo para "exploração mais profunda", Paulo os amaldiçoou por pregarem outro evangelho (Gl 1.6-8). Mas o ECT2 faz parecer que os assuntos sobre os quais divergimos são irrelevantes. O ECT2 é um documento ainda mais enganoso que seu antecessor!
O Evangelho salvador
Paulo afirmou que "o Evangelho de Cristo... é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê" (Rm 1.16). Ele também o chamou de "o evangelho... [que] por ele também sois salvos" (1 Co 15.1-2); e "o evangelho da vossa salvação" (Ef 1.13). Estes e outros versículos mostram cristalinamente que a salvação vem somente através do crer no Evangelho. Cristo ordenou a Seus discípulos: "Ide por todo o mundo e pregai o evangelho" (Mc 16.15), o Evangelho que a Bíblia define com precisão.
Salvação ou religião
A salvação nada tem a ver com a igreja, seja ela evangélica ou católica. Ela vem através do "evangelho eterno" (Ap 14.6), "o evangelho de Deus" (Rm 1.1; 15.15, 2 Co 11.7; 1 Ts 2.2, 8, 9; 1 Tm 1.11; 1 Pe 4.17). A salvação vem por termos estabelecidos por Deus e pela graça dEle, e nós não podemos negociar esse Evangelho nem com Deus e nem com quem quer que seja. "O Pai enviou seu Filho como Salvador do mundo" (1 Jo 4.14). A Salvação é obra de Deus e de Seu Filho. Ou nós cremos nela ou a rejeitamos. Nós não "dialogamos" a seu respeito.
Ela também é chamada de "evangelho de Jesus Cristo" (Mc 1.1; Rm 1.16; 15.19; 1 Co 9.12, 18; 2 Co 4.4; 9.13; 10.14; Gl 1.7; Fl 1.27; 1 Ts 3.2, 2 Ts 1.8). Ele é o Salvador, e a salvação é obra dEle, e não nossa, como os anjos declararam: "É que hoje vos nasceu na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor" (Lc 2.11). Paulo especifica que o Evangelho salva: "...que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado, e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras" (1 Co 15.3-4). "Eu sou a porta", declarou Jesus Cristo: "se alguém entrar por mim, será salvo" (Jo 10.9).
O Evangelho nada contém acerca de batismo, boas obras, membresia ou freqüência à igreja, dar o dízimo, os sacramentos ou rituais, um tipo específico de alimentação ou vestimenta. Se adicionarmos qualquer coisa ao Evangelho, nós o perverteremos e, portanto, estaremos debaixo do anátema de Paulo em Gálatas 1.8-9!
Fé ou obras
O Evangelho diz, totalmente, respeito ao que Cristo já fez. Ele nada diz a respeito do que Cristo ainda precisa fazer, porque a obra de nossa redenção está acabada, consumada: "Cristo morreu pelos nossos pecados". Ele não continua morrendo, como o catolicismo defende. Jesus declarou triunfantemente: "Está consumado" (Jo 19.30)! E o Evangelho também não diz nada a respeito do que nós devamos fazer, porque nós nada podemos fazer: "Não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo a sua misericórdia, ele nos salvou" (Tt 3.5); "Porque pela graça sois salvos, mediante a fé... é dom de Deus... não [vem] de obras, para que ninguém se glorie" (Ef 2.8-9).
Em lugar de obras, o Evangelho requer fé. É o poder de Deus para a salvação daqueles que crêem. "Mas ao que não trabalha, porém crê naquele que justifica ao ímpio, a sua lhe é atribuída como justiça" (Rm 4.5). "...para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna" (Jo 3.16).
Certeza da salvação
Não poderíamos tornar a posição da igreja católica mais clara do que citando o cardeal O’Connor, de Nova Iorque: "O ensinamento da igreja é que eu não sei, em momento algum, qual será meu estado eterno. Eu posso esperar, rezar, fazer o melhor possível – mas eu ainda não sei. O papa João Paulo II não sabe com certeza se vai para o céu, e nem a madre Teresa de Calcutá..." ("The New York Times", 1 de fevereiro de 1990, Caderno 4). E o católico comum também não sabe, porque a sua igreja lhe ensinou que ele não pode saber se é salvo. O dogma oficial do catolicismo não poderia ser modificado, não importa quantos ECTs fossem assinados – mesmo que pelo próprio papa.
Cristo afirma: "Eu lhes dou [a minhas ovelhas] a vida eterna; jamais perecerão" (Jo 10.28). O catolicismo rejeita essa oferta e, em lugar dela, oferece prestações contínuas de graça rumo à vida eterna através do sacerdócio e dos sacramentos da igreja, através do uso de escapulários, da obtenção de indulgências, de rezar Ave Marias e de rezar aos santos. Tal caminho para o céu torna Cristo um mentiroso.
O Evangelho é uma espada de dois gumes. Ele declara: "Quem crê no Filho tem a vida eterna". O mesmo versículo declara que "o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus" (Jo 3.36). É neste ponto que chegamos à porção do Evangelho que é mais difícil de ser aceita: que aqueles que não crêem estão eternamente perdidos – não importa quais boas obras possam fazer.
O amor e a justiça de Deus
As razões para esse fato estão alicerçadas tanto no amor de Deus quanto na Sua justiça. Deus nos ama a ponto de nos corrigir e de permanecer firme no que diz. Tristemente, muitos pais confundem amor com sentimentalismo e não levam a sério o que dizem, e assim, criam filhos desobedientes. "Se você fizer isso de novo, vai apanhar [ou outro tipo de ameaça]", diz a mamãe. Aí a criança repete o que fez e nada acontece. Então, o que a mamãe diz não significa nada. Mas Deus leva a sério o que diz, ou seja, Suas palavras significam exatamente o que Ele diz.
A justiça de Deus requer que a infinita penalidade pelo pecado seja paga. E esse pagamento faria com que estivéssemos eternamente separados de Deus; por isso Ele se tornou homem através do nascimento virginal, para pagar a penalidade pelo pecado. Ninguém pode reclamar de Deus. Ele provou o amor dEle, fazendo tudo que estava ao Seu alcance para a nossa salvação. Ele Próprio pagou a penalidade e por causa disso pode ser tanto "justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus" (Rm 3.26).
Cristo suplicou no Jardim Getsêmani: "se possível [ou seja, se houver outra forma da humanidade ser salva], passe de mim este cálice" (Mt 26.39). Nós sabemos que não há outra forma, caso contrário Deus não teria requerido de Seu Filho amado que arcasse com toda a intensidade da ira de Deus contra o pecado. O fato de homens crucificarem a Jesus só haveria de nos condenar. Mas na cruz, quando o ser humano estava fazendo o que de pior poderia fazer ao seu Criador, Cristo pagou a penalidade total por nossos pecados.
"Como escaparemos nós, se negligenciarmos tão grande salvação" (Hb 2.3)? Não há escape por não haver outro caminho para sermos salvos! Somente ao aceitarmos esse pagamento feito em nosso favor é que podemos ser salvos. "Porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos" (At 4.12); "que devo fazer para que seja salvo?... Crê no Senhor Jesus e serás salvo" (At 16.30-31).
"Crer no Senhor Jesus Cristo" inclui quem Ele é e o que Ele fez. Jesus disse: "...vós sois cá de baixo, eu sou lá de cima... porque, se não credes que EU SOU [Esse é o nome de Deus, Yaweh], morrereis nos vossos pecados" (Jo 8.23-24). O próprio Jesus disse que nós precisamos crer que Ele é Deus, pois Ele o é; e ninguém menos do que Deus poderia nos salvar. Precisamos crer que Aquele que não teve pecado "morreu pelos nossos pecados", e foi sepultado; e que Ele ressuscitou corporeamente do túmulo. É só por crermos nesse Evangelho que somos salvos. É assim que afirma a Palavra de Deus.
O sangue de Cristo só tem eficácia para pecadores arrependidos
Por que nem mesmo uma madre Teresa conseguiria chegar aos céus pelas suas próprias boas obras? Porque todos somos pecadores; e porque, uma vez tendo violado um só dos mandamentos de Deus, somos "culpados de todos" (Tg 2.10); e "ninguém será justificado diante dele por obras da lei" (Rm 3.20). Guardar a lei perfeitamente daqui em diante, jamais poderia ser compensação por já havermos violado a mesma lei.
Se Deus outorgasse salvação por qualquer outro meio que não a fé em Cristo exclusivamente, isso seria um insulto para Aquele que o Pai insistiu ter que agüentar a ira dEle como sacrifício pelo pecado. Além do mais, Deus estaria violando seu próprio código de justiça, e estaria indo contra Sua própria Palavra. Não, nem mesmo o próprio Deus poderia salvar o "santo" mais notável de todos. O sangue de Cristo só tem eficácia para pecadores arrependidos.
O Evangelho comprometido por evangélicos proeminentes
Ao expressar nestas páginas nossa preocupação por tantas heresias, procuramos nos limitar àquelas que causam impacto ao Evangelho e à salvação de almas. Foi só porque os apóstolos em Jerusalém "não procediam corretamente segundo a verdade do evangelho" que Paulo os repreendeu (Gl 2.14). É com tristeza que vemos, em nossos dias, o Evangelho sendo desafiado e comprometido por evangélicos proeminentes! Sim, líderes evangélicos que pregam o Evangelho também o comprometem. No dia 21 de janeiro de 1997, Larry King entrevistou Billy Graham em seu programa:
King: O que o senhor acha de outras [igrejas]... como o mormonismo? O catolicismo? Outras fés dentro do conceito do cristianismo?
Graham: Eu creio que tenho uma maravilhosa comunhão com todos eles. Por exemplo...
King: O senhor se sente à vontade com Salt Lake City [sede mundial do mormonismo]? Sente-se à vontade com o Vaticano?
Graham: Sinto-me muito à vontade com o Vaticano. Já estive com o papa várias vezes. Aliás, na noite – no dia em que ele foi feito papa, eu estava pregando na catedral dele em Cracóvia (Polônia). Fui convidado por ele... quando ele esteve aqui... em Columbia, Carolina do Sul (EUA)... ele me convidou para subir ao palco com ele e também falar ao público. Eu diria uma frase e ele a próxima... mas [não pude] eu estava a mais da metade do caminho rumo à China...
King: O senhor gosta desse papa?
Graham: Eu gosto muito dele... Ele e eu concordamos em quase tudo.
King: O senhor... se sente à vontade com o judaísmo?
Graham: Muito à vontade... Em Nova Iorque, já me convidaram para participar do Concílio Rabínico... para falar a eles e ao rabino Tannenbaum, que é um grande amigo... ele me deu muitos conselhos, e eu dependo dele constantemente, teológica e espiritualmente, e em todos os sentidos...
King: Se o senhor tivesse 30 segundos durante o intervalo do "Super Bowl" [final do campeonato de futebol americano], o que o senhor diria àquela multidão?
Graham: Eu diria que... eles pensassem num outro jogo... o jogo da vida, e que eles se certificassem de estar do lado de Deus, que Deus os ama e que está interessado neles, e que podem orar a Deus, e Ele responderá as orações deles.
Billy Graham tem pregado o Evangelho e almas têm sido salvas, mas nessa ocasião ele ofereceu um evangelho falso, sem Cristo ou a Cruz – assim como fez quando foi entrevistado por Robert Schuller no programa "The Hour of Power" ("A Hora do Poder"), meses mais tarde. Paulo afirmou que a ele foi "confiado o evangelho" (1 Ts 2.4). E o mesmo aconteceu com cada um de nós. Certifiquemo-nos de que preservamos esse legado, por amor aos perdidos e em honra ao nosso Senhor que pagou o preço completo pela redenção do homem! (Dave Hunt - TBC 1/98).

Fonte: www.chamada.com.br

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Você é filho de Deus?

Um dos maiores presentes de Deus para mim a para você é fazer de nós Seus filhos, porém, muitos mesmo depois de ter aceitado Jesus como Salvador de suas vidas ainda permanecem na dúvida se realmente são ou não filhos de Deus. A dúvida é comum, no entanto não pode ser a constante em nossa vida, por que "o justo viverá pela fé" (Rom. 1:17), quando esta vier, devemos combatê-la através da Palavra de Deus, eu e você não vivemos pelo que pensamos ou por meio de dúvidas, mas pelo que Deus disse a nosso respeito, Ele disse: "o meu justo viverá pela fé" (Heb. 10:38), então tudo o que precisamos fazer é viver conforme está escrito, pela fé.

Meu amado irmão, não deixe que a dúvida a respeito de sua filiação tenha acesso à sua vida, o Deus que não pode mentir (Tito 1:2) nos deu uma firme promessa dizendo que todos aqueles que receberam Jesus Cristo crendo, receberam de Deus poder de serem feitos filhos de Deus (Jo. 1:12), seja qual for a nossa nacionalidade, isso para o nosso Pai não fará diferença, seremos pela fé em Cristo Jesus chamados de filhos de Deus (Gál. 3:26). Veja que promessa mais maravilhosa Deus nos deu!!! E se somos filhos, também seremos herdeiros das promessas e co-herdeiros com Cristo, Senhor nosso (Rom. 8:17).

É certo que o inimigo de nossas almas, o diabo, não deixará de tentar colocar a dúvida em nossos corações, pois foi assim desde o princípio, e assim será (Gen.3:1), a astúcia e o engano são as armas favoritas do maligno, sua finalidade é gerar a dúvida, e quando o assunto é filiação, ele investe tudo contra nós para que não creiamos que fomos feitos filhos de Deus e que também fomos salvos por Ele.

Um dos alvos da Graça de Deus é a nossa filiação (Rom. 8:14-17), é o fim glorioso da vitória da Graça de Deus. Quando nos tornamos filhos de Deus, passamos a ser guiados pelo Seu Espírito Santo, assim é a vida daqueles que se tornaram filhos de Deus, dirigida pelo Seu Espírito e são pessoas dispostas a se desviar do pecado, por que receberam espírito de adoção, sua vontade é dirigida pelo Espírito Santo, guiando este filho para longe da vida do passado. A relação filial de intimidade agora é uma vida de dependência do Pai, não de nossas próprias vontades, não mais de nossos pensamentos, e aceitando voluntariamente a direção do Espírito Santo intimamente em nossa conversão, somos levados a evitar a antiga vida de escravidão e do medo (Rom. 8:15), se alguém vive a vida longe de Deus realmente tem o que temer; mas se está em Cristo, é nova criatura, tudo é novo e o que é da "velha vida" já passou (II Cor. 5:17), é filho e não há o que temer do passado pecaminoso que foi esquecido pelo nosso Deus e Pai (Heb. 10:17).

Na antiga vida temíamos a maldição da lei e vivíamos debaixo de escravidão, sendo filhos, somos livres em Cristo Jesus (Rom. 6:22/ Rom. 7:6). A partir de nossa adoção como filhos do Todo-Poderoso Deus, passamos a ter o direito aos privilégios nunca imaginados por nós antes, por exemplo:
  • Passamos a ter acesso a presença de Deus, algo impensável antes de nos tornarmos filhos (Ef. 2:15-18);
  • Nos tornamos geração eleita, nação santa, sacerdócio real, propriedade exclusiva de Deus (I Pe. 2:9);
  • Somos guiados pela justiça de Deus (Sal. 5:8);
  • Passamos a ser guiados pelo Espírito de Deus (Gál. 5:18);
  • Passamos a andar na vereda dos mandamentos de Deus (Sal. 119:35);
  • Passamos a andar na vereda verdadeira (Sal. 27:11);
  • Passamos a andar pelas veredas da justiça (Sal. 23:3);
  • Passamos a anda pelo caminho eterno (Sal. 139:24).

Já não estamos vivendo de qualquer forma, por que estamos nos caminhos que os filhos de Deus receberam de Seu Pai para trilhar, sendo assim, Ele que é Bom, nos guiará pelos caminhos da justiça e da verdade, não por caminhos contrários aos que Ele quer que andemos. Ser filho de Deus é uma posição conferida a nós pelo nosso Deus e Pai, não é uma posição qualquer ou natural, porém espiritual, é um ato de Graça da parte de Deus.

Não há nas Escrituras Sagradas qualquer menção de uma paternidade universal, ou seja, que todos os homens são filhos de Deus, e sim nos é mostrada uma filiação cristã, onde temos uma relação com Deus como nosso Pai em Jesus Cristo e mediante o Espírito Santo. Essa condição é real e temos o direito de dizer Aba, Pai (Rom. 8:15), em termos mais técnicos, é o mesmo que dizer: "Papaizinho". Meu irmão, Deus é nosso Pai em Cristo Jesus, nós podemos ter esta certeza, chorar aos pés d'Ele, rir com Ele, viver com Ele. Aquele que tiveram a experiência da adoção, herdam juntamente com Cristo, se de fato participam de seus sofrimentos, a fim de participar de sua glória (II Tm. 2:11-13).

A vida de cada cristão é semelhante a vida de Cristo, pois sofremos (Rom. 8:17), e isso quer dizer que com Cristo também levamos nossa cruz (Lc. 9:23), e esse sofrimento não nos abate, e sim, nos fortalece n'Ele (Rom. 8:18). E quem é filho tem esperança para o futuro e não está sozinho neste jornada, tem o Espírito Santo testificando com o seu espírito que é filho de Deus (Rom. 8:16), testificar é dar testemunho, é fazer uma palavra se tornar válida e confiável, e é isso que o Espírito de Deus faz em nós, torna a nossa confiança na filiação confiável, digna de nosso crédito.

O Espírito Santo é testemunha da plena realização da nossa adoção como filhos, Ele nos assiste me nossas fraquezas (Rom. 8:26), por isso somos fortalecidos e encorajados a confiar na promessa da filiação. O nosso fim não é uma utopia, pois quem está interessado em nossa vitória como filhos é o nosso Pai, que é Deus, Ele irá nos sustentar nos momentos mais difíceis. Temos muitas fraquezas e debilidades às quais somente o Senhor poderá nos ajudar por meio do auxílio do seu Espírito que nós habita (caso sejamos filhos). A filiação que o homem recebeu de Deus, em virtude de ter sido criado à imagem de Deus (Gen. 1:26), necessita de uma renovação de vida por causa da queda, e tal renovação foi realizada em Cristo Jesus, e segundo "O Novo Comentário da Bíblia": A filiação se verifica através da regeneração e da adoção: Enquanto o novo nascimento altera a nossa natureza (pecaminosa), a adoção altera nossa relação com Deus (intimidade de filho com o Pai). Sabemos que tudo isso somente é possível por meio de Jesus Cristo, ou seja, por sua obra redentora (Ef. 1:5).

A Redenção Ef. 1:7-12.

Nós que cremos que somos filhos de Deus, sabemos que em Jesus há uma grande Redenção, a Redenção descrita na palavra de Deus é uma sublime conquista que encontra sua principal ilustração histórica no Êxodo do Egito, episódio que conta a história do povo hebreu como nação. Esta história mostra todo o cuidado de nosso Deus e Pai em proteger, guiar e libertar o seu tão amado povo. A Redenção operada por Cristo também criou um novo povo, e foi ao preço de sua morte, do seu sangue derramado que fomos redimidos (Ef. 1:7), e se fomos redimidos isso implica que antes havia um estado de escravidão: no A.T. houve a escravidão pelas mãos dos egípcios; no N.T. vemos que todos os homens sem distinção são cativos do pecado e de satanás.

A Redenção significa libertação do cativeiro , e foi isso que o Senhor Jesus fez na cruz do Calvário para nos dar libertação e perdão de nossas ofensas (Heb. 912). Deus passa então a nos revelar, quando nos tornamos filhos, aquilo que era incompreensível para o nosso entendimento humano sobre sua vontade (v. 9). Jesus executou os propósitos do Pai, quando o tempo era oportuno, no tempo do Evangelho. Cada homem, cada mulher sobre a face da terra tem um lugar no propósito de Deus, que realiza tudo segundo a sua soberana vontade (v. 11), o desenrolar da história humana não está nas mãos dos "poderosos" da terra e sim nas mãos de Deus.

Se alguma pessoa é redimida por Deus e salva desta era, se tornando filho, deverá entender que todo filho não vive como quer, mas como o seu pai ensina, e às vezes é necessário que nosso pai nos repreenda por nossos erros, e em alguns casos nos açoite; em nosso relacionamento com o nosso Pai celestial não é diferente, se andarmos segundo nossa vontade e errarmos, seremos repreendidos e disciplinados (Prov. 3:12), por isso, se você já aceitou a oferta de Deus em se tornar filho d'Ele através de sua fé em Jesus e está sendo disciplinado, não fique triste, isso é um bom sinal de que você é filho, pois quem é filho não fica sem a disciplina do pai, e nós também não ficamos sem a disciplina do nosso Deus e Pai (Heb. 12:8), pois é assim que se dá conosco. Errar não vai ser algo impossível para os filhos de Deus, por isso Ele irá usar a "vara da correção" em nós quando for necessário.


O Relacionamento.

Ser filho de Deus implica ter relacionamento com Ele, é viver na contramão do que fazem os homens sem Deus, que "adotam deuses estranhos" para si e vivem alienados de Deus, vivendo como estranhos para com o Deus Único e Verdadeiro. Quando pensamos em Israel no A.T., Deus escolheu e adotou-o como filho e povo de uma forma muito particular. Já no N.T., a adoção com referência a Israel é usada apenas uma vez e está em Rom. 9:4; em outras ocasiões este termo está intimamente ligado àqueles que Deus para junto de si para manter um relacionamento com Ele de salvação permanente.

Jesus, antes de morrer e ressuscitar, disse que não deixaria os seus discípulos órfãos e que voltaria para eles (Jo. 14:18), e voltando faria neles morada (Jo. 14:23). Jesus é o Filho de Deus, nosso irmão mais velho, e fazendo de nós sua morada, nos coloca na condição de filhos. Ele faz morada em nós através do Seu Espírito o qual Deus enviou para fazer morada em nossos corações, abrindo para nós a possibilidade de clamarmos pelo Espírito de Cristo: Aba, Pai (Gál. 4:5-7).

Quem pertence a Cristo é descendente de Abraão (Gál. 3:29), seja judeu ou gentio, fazemos parte de uma mesma família que é composta por filhos de Deus, pessoas que podem ter relacionamento com Deus, o Pai. Deus tem inúmeras promessas para nós, e como fez de Seu Filho Jesus Cristo Senhor sobre tudo, os crentes em Cristo serão co-herdeiros na glória de Deus. Você poderá em Cristo acesso a presença de Deus todos os dias e o quanto desejar. Por isso precisamos sempre estar cônscios de que somos filhos de Deus pela fé em seu Filho Jesus, nunca duvidando por que aquele que "duvida é semelhante a onda do mar, que é levada pelo vento, e lançada de uma para outra parte" (Tg. 1:6).

Talvez você ainda não seja filho de Deus por um simples motivo, não confessou a Jesus Cristo como seu Único e Suficiente Salvador, eu te convido para fazer esta oração: Senhor Jesus, eu sou um pecador que precisa de arrependimento, reconheço que somente o Senhor pode me salvar e me livrar da ira que há de vir sobre os desobedientes e incrédulos, por isso, eu te peço perdão pelos meus pecados e te peço para que faças morada em meu coração pelo teu Maravilhoso Espírito Santo, por que quero ser filho de Deus e compartilhar contigo a Verdadeira vida que o Senhor pode me dar. Amém.

Se você fez esta oração, procure uma igreja onde o Evangelho é pregado em sua totalidade e aprenda sempre mais sobre esse Jesus, o Filho do Deus Vivo (Mt. 16:16).
       
Bibliografia:
O Novo Comentário da Bíblia.
Manual Bíblico Vida Nova.
www.bibliaonline.com.br
www.oucaapalavradosenhor.com

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Seitas, cuidado!!!



Você já foi enganado alguma vez? Talvez isso tenha acontecido à porta de sua casa, quando algum vendedor treinado para persuadir e usando de artimanhas o fez comprar algo inútil. O engano é geral! Há engano em todas as áreas da vida, e especialmente no setor religioso! Vivemos numa época em que muitas seitas se propagam em velocidade inacreditável. Os representantes das seitas sabem muito bem como podem vender suas heresias a pessoas de boa-fé por meio de palavras convincentes. Muitas vezes as seitas apelam para a Palavra de Deus e usam o nome de Jesus Cristo. Em um primeiro momento, freqüentemente, suas palavras parecem convincentes e verdadeiras. Mas: Cuidado – é engano! A Bíblia nos adverte seriamente a respeito: "Amados, não deis crédito a qualquer espírito; antes, provai os espíritos se procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo fora" (1 João 4.1).


De que consiste a diferença entre uma seita e a verdadeira fé bíblica em Jesus Cristo? Como se reconhece uma seita? Faça a prova com três perguntas:

1. Quem é Jesus Cristo?


As seitas negam a pessoa do Senhor Jesus – elas falam de um "Cristo cósmico" ou negam a Sua soberania divina. Nelas não é Jesus que está no centro, mas a pessoa do seu "guia", "profeta", "apóstolo"ou "guru". Entretanto, a Bíblia declara que Jesus Cristo é o único Deus verdadeiro. Ele se tornou homem para morrer na cruz por todos os homens. Ele ressuscitou corporalmente e vive por toda a eternidade (1 João 5.20; Colossenses 2.9; Marcos 10.45 e 1 Coríntios 15.3ss).

2. O que é a Bíblia?

Muitas vezes as seitas usam, de fato, partes da Bíblia, mas além dela ainda têm as suas doutrinas especiais, "novas revelações" e "visões", que colocam no mesmo nível da Palavra de Deus, a Bíblia. Porém, a própria Bíblia legitima-se como a Palavra de Deus inspirada. Tudo o que precisamos saber sobre Deus, sobre Jesus Cristo e Seu grandioso plano com este mundo e com nossa vida é revelado exclusivamente pela Sagrada Escritura (2 Timóteo 3.16). Deus nos adverte para não irmos além do que está escrito na Bíblia (Apocalipse 22.18-19; 1 Coríntios 4.6).

3. Como posso encontrar a Deus? Como alcanço a vida eterna?

As seitas condicionam a salvação à filiação a sua organização. Seus membros devem treinar certas práticas de meditação ou cumprir outras normas de conduta. A Bíblia, pelo contrário, ensina: você é salvo e recebe a vida eterna de Deus única e exclusivamente pela fé pessoal em Jesus Cristo e por Sua graça (João 3.16; 14.6; 1 Timóteo 2.5; Atos 4.12).

Cuidado para não cair nas armadilhas de qualquer seita. Por isso, informe-se. Leia a Bíblia. Conheça a Jesus Cristo e confie nEle! O Seu amor vale também para você. Ele quer trazer luz às trevas de sua vida. Jesus Cristo diz: "Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas, pelo contrário, terá a luz da vida" (João 8.12).

Você pode vir a Ele em oração e pedir-Lhe que assuma a direção de sua vida. Ter a Jesus significa ter vida verdadeira, vida com significado, vida eterna com Deus. (Peter Bronclik - http://www.chamada.com.br)

Fonte: www.chamada.com.br

Cuidado com essa bússola!!!


A Bússola de Ouro – adivinhação e demônios para crianças?
Baseado no best seller de Philip Pullman, A Bússola de Ouro conta a primeira história da trilogia Fronteiras do Universo.

A adaptação para o cinema da controvertida trilogia de um autor ateu causa alvoroço ecumênico; mas será que “matar Deus” é o verdadeiro perigo?
Para os que ainda não conhecem esse filme e todo o evento de mídia relacionado a ele, um comunicado distribuído à imprensa esclarece: “Baseado no best seller de Philip Pullman, A Bússola de Ouro conta a primeira história de sua trilogia Fronteiras do Universo (FDU). Esta excitante aventura de fantasia se passa num mundo alternativo povoado por ursos falantes vestidos com armaduras, feiticeiras, gípcios e dimons. No centro da história está Lyra, uma garota de 12 anos que começa tentando salvar um amigo e termina numa busca épica para tentar salvar não só o seu próprio mundo, mas o nosso também”.
Um dos principais instrumentos usados por Lyra, a heroína da trilogia, é o “Aletiômetro” (a “Bússola de Ouro”). Da mesma forma que um rabdoscópio – ou varinha mágica – ou uma tábua Ouija, o mecanismo usa símbolos, indicadores e a “força do pensamento” para adivinhar a verdade (em grego, Alethéia) sobre uma determinada questão. Na foto: Lyra tentando ler o “Aletiômetro”.
Parece familiar? Crianças iluminadas (desprezadas ou excluídas pela família ou pela sociedade) tropeçam num segredo por acaso, e são escolhidas para salvar o mundo usando quaisquer meios permitidos por sua imaginação e sendo auxiliadas por alguma forma de poder ancestral ou sobrenatural ou entidade espiritual. Essa idéia está tão disseminada, que muitos a chamam de “ mito universal”. Entretanto, não importa qual seja a época ou o local, o tema do jovem herói continua a fascinar o público e a vender mais produtos que qualquer outra trama jamais concebida.
Então, por que tanto alvoroço por causa desse filme? Bem, para começo de conversa, como a página oficial na internet informa, “no mundo da Bússola de Ouro, a alma de uma pessoa vive fora do corpo, sob a forma de um dimon, um espírito animal que acompanha a pessoa por toda a vida”. Embora espíritos-guias na forma de animais sejam tão universais e antigos quanto o próprio xamanismo, os livros de Pullman são talvez os primeiros a popularizarem uma criatura como uma manifestação do espírito pessoal de alguém, e não como uma entidade “auxiliadora” independente ( como uma fada, um elfo, um anjo ou um “mestre iluminado”). Também é notável o atrevimento de chamar esses espíritos de “dimons”* (que é exatamente o que eles são, de acordo com o entendimento bíblico a respeito do nosso mundo real). Fica claro que esse “dispositivo literário” cheira a ocultismo.
Por essas e muitas outras razões, fica difícil engolir o alegado ateísmo de Pullman como genuíno naturalismo humanista. Embora afirme que “esta vida é tudo o que temos”, ele criou um “universo paralelo” pseudocientífico, baseado na teoria quântica e na metafísica. Esses princípios idênticos formam a base do “conhecimento secreto” das religiões esotéricas, refletidas em outras histórias pós-modernas, como a trilogia Matrix e O Show de Truman, onde a “verdadeira realidade” é encontrada através de um processo de rebelião contra a “autoridade”, renascimento e autodescoberta.
O extremo desprezo que Pullman tem pelo Catolicismo não é nem disfarçado: a hierarquia do mal estabelecida pela “Autoridade” da trilogia FDU (o eufemismo que a trilogia usa para se referir a Deus) não é outra senão o “Magistério”. Não admira que a perversão do Evangelho bíblico perpetrada por Roma e sua perseguição aos verdadeiros crentes tenham destruído a fé de muitos ao longo dos séculos – inclusive, aparentemente, a esperança de Pullman de obter a redenção. Os evangélicos bem informados conhecem muito bem todo o mal perpetrado pelo Catolicismo em nome de Deus. Além disso, a perspectiva de Pullman também foi distorcida pelas torturas e assassinatos cometidos em nome do Calvinismo. Por essa razão, não admira que ele não consiga distinguir o Cristianismo bíblico das formas falsificadas que o mundo vem adotando há muito tempo. É esse preconceito que forma o alicerce da FDU, no que talvez seja o mais poderoso ataque para arrasar a percepção da próxima geração a respeito do Cristianismo.
A editora de Pullman é a Scholastic, um vasto império da mídia que se descreve como “o maior publicador e divulgador de livros infantis do mundo”. Na foto: o prédio da Scholastic.
Sem dúvida, as crianças ficarão encantadas com o filme e suas engenhocas fascinantes, e assim serão atraídas para os romances de Pullman, exatamente como aconteceu com as crianças do Flautista de Hammelin. Um dos principais instrumentos usados por Lyra, a heroína da trilogia, é o “Aletiômetro” (a “Bússola de Ouro”). Da mesma forma que um rabdoscópio – ou varinha mágica – ou uma tábua Ouija, o mecanismo usa símbolos, indicadores e a “força do pensamento” para adivinhar a verdade (em grego, Alethéia) sobre uma determinada questão. Uma extraordinária versão digital desse instrumento diverte os visitantes que acessam a página oficial do filme na internet. Lá também existe um perfil de personalidade composto de 20 perguntas que, depois de preenchido, anuncia dramaticamente: “Seu dimon foi encontrado”. As crianças e outros visitantes são convidados a se inscreverem numa comunidade online especial de onde podem baixar ícones (avatares) representando seu dimon pessoal.
Parece que Pullman fez um grande esforço para inverter a Palavra de Deus, torcendo paralelos bíblicos até transformá-los na verdadeira antítese do relato bíblico. Como comenta um crítico: “A Luneta Âmbar (último livro da trilogia FDU) reformula o relato da Tentação e do Pecado Original, mostrando-os como o início da verdadeira liberdade humana”. Mais uma vez, isso é xamanismo revivido; muitas religiões ainda reverenciam a Serpente como o ser que “traz a luz”, como fazem as seitas e sociedades esotéricas modernas.
A editora de Pullman é a Scholastic, um vasto império da mídia que se descreve como “o maior publicador e divulgador de livros infantis do mundo, incluindo o estrondoso sucesso Harry Potter®, Animorphs®, Goosebumps® e Clifford, o Gigante Cão Vermelho® [...]. A Scholastic alcança 32 milhões de crianças, 45 milhões de pais, e praticamente todas as escolas dos Estados Unidos. A Scholastic é uma empresa de multimídia, com um capital de 2 bilhões de dólares e 10.000 empregados, que opera globalmente nos segmentos de educação, entretenimento e publicidade [...] vendendo para crianças, pais e professores”. Isso é um autêntico exército das trevas.
É compreensível que muitos cristãos estejam alarmados com o modo como Pullman caracteriza Deus: um ser finito, débil, frágil, assustado e impostor (muito parecido com o homem por trás da cortina em O Mágico de Oz). Contudo, muitos desses mesmos crentes dão apoio a uma espiritualidade ecumênica, mística e baseada no ocultismo em suas próprias igrejas – incluindo ioga, oração centrante e outras “disciplinas espirituais” enganosas. É o Cavalo de Tróia de Satanás dentro da igreja, perseguindo o mesmo objetivo que Fronteiras do Universo procura alcançar no mundo: questionar a autoridade e a suficiência da Palavra de Deus, ao mesmo tempo em que olha para dentro, em busca do Eu.
Philip Pullman autografando seu livro.
Pullman revelou um pouco do que está em seu coração quando um repórter perguntou qual seria o seu dimon pessoal, se ele tivesse um: “Provavelmente, seria uma gralha ou outra ave da família dos corvos, porque esses são os pássaros que normalmente se interessam por coisinhas brilhantes e vão pegá-las. Eles realmente não sabem distinguir entre um anel de diamante e um pedaço de papel dourado, desses de embrulhar bombons” (Pv 16.16).
Infelizmente, Pullman se traiu ao reconhecer sua incapacidade de distinguir entre a inestimável sabedoria da Escritura e o “ouro de tolo” (1 Co 2.14). Sua abordagem “Frankenstein” da espiritualidade (costurando partes mortas da religião com outras da “falsa ciência”) deu o sopro de vida a um Demônio de proporções infernais. Ao criar um Deus magro e exaurido, que sofre uma “misericordiosa” eutanásia em seu romance, Pullman mudou “a verdade de Deus em mentira” (Rm 1.25) e mudou “a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, bem como de aves, quadrúpedes e répteis” (Rm 1.23).
Rejeitando comparações com a trilogia épica de J. R. R. Tolkien, Pullman insiste em afirmar: “O que estou fazendo é completamente diferente. Tolkien teria odiado”. Embora os evangélicos estejam divididos a respeito dos méritos de As Crônicas de Nárnia, a ira de muitos deles se acende ainda mais diante do franco desprezo que Pullman tem por C. S. Lewis, a quem ele agride juntamente com todos os cristãos: “Estou tentando minar as bases da fé cristã. – diz Pullman – O senhor Lewis diria que estou fazendo o trabalho do Diabo”. (Mark Dinsmore, The Berean Call - http://www.chamada.com.br)
*. No original inglês, “daemons”, outra grafia para “demons”, demônios. (N. da T.)

Fonte: www.chamada.com.br

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

O Arrebatamento

Um dos assuntos mais difíceis de falar e que mexe com o íntimo de muitos cristãos é o Arrebatamento, pois é, de certo modo, muito complexo falar a respeito do Arrebatamento com poucas palavras, mas é claro que, como o nosso objetivo é ajudar e informar, tentaremos falar de forma clara e simples (dentro de nosso parco conhecimento) sobre um dos fatos mais importantes e esperados por aqueles que fazem parte da Igreja de Jesus na terra. Gostaríamos de salientar que não pretendemos abordar todos os aspectos que envolvem o Arrebatamento neste pequeno artigo, e sim esclarecer alguns pontos.

O arrebatamento é um evento iminente e muito importante para a Igreja. Desde os tempos dos apóstolos eles falavam sobre a brevidade da vinda do Senhor Jesus. Em I Tess. 4:14-17, o apóstolo Paulo fala de pelo menos 5 personagens que estarão envolvidos neste acontecimento: O Senhor Jesus; Deus, o Pai; os que dormem em Cristo; os fiéis que estiverem vivos naquele instante e que serão arrebatados; a presença dos anjos ou do arcanjo, a trombeta e as nuvens. Vejamos o que alguns bons dicionários bíblicos falam sobro o Arrebatamento: Reunião, nas nuvens, de todos os salvos, tanto dos que tiveram morrido como dos que estiverem vivos por ocasião da segunda vinda de Cristo (I Tess. 4:17). [Dic. da Bíblia de Almeida, 2ª ed. SBB]; Tirar com violência. [Peq. Encic. Bíblica, Orlando Boyer]. Na Igreja primitiva não houve dúvidas sobre a iminente volta do Senhor Jesus, inclusive parece que o próprio apóstolo Paulo esperou este grande dia acontecer durante sua vida (I Cor. 15:51 / I Tes. 4:15), e por causa deste dia, toda a Igreja era advertida a estar pronta para este fato (I Cor. 1:7-8 / 7:29-31 / Fil. 1:9-10).

No versículo 17 de I Tess. 4 a palavra "arrebatados" vem do grego "harpazo" (dominar pela força, capturar), e aparece pelo menos outras catorze vezes no texto grego. No que diz respeito a Igreja, é o Espírito Santo levando alguém de um lugar para o outro, como podemos ver em (At. 8:39, Episódio de Filipe e o eunuco / II Cor. 12:2-4, o apóstolo Paulo quando arrebatado ao terceiro céu / I Tess. 4:17, o Arrebatamento da Igreja), em cada um desses episódios os seus protagonistas foram arrebatados de um lugar para outro. Filipe foi levado do deserto para Azoto, uma cidade costeira; Paulo foi arrebatado até o terceiro céu; e na última referência, a Igreja foi tirada da terra para se encontrar com Jesus nos ares.

Está bastante explícito o fato de que todo servo deve ser vigilante, paciente e fiel (Mc. 13:33-37 / Luc. 12:35-36 /  Mc. 18:8), e poderá acontecer a qualquer momento (Lc. 12:45-46), como não sabemos a hora em que o nosso Senhor virá, isso implica vigilância.

Muitos não acreditam no Arrebatamento como sendo uma trasladação literal, porém o cumprimento desta promessa será a literal trasladação da Igreja Gloriosa de Jesus Cristo da terra para se encontrar com o Senhor nos ares (I Tess. 4:17), Ele descerá do céu e virá entre nuvens para buscar a sua Igreja, e os santos que dormiram no Senhor e que se encontravam no Paraíso estarão com Ele neste evento sem precedentes na história humana e da Igreja (pausa para glorificar o Senhor), então os que estavam com Ele receberão corpos ressurretos, e os que forem arrebatados serão transformados e juntos irão ao encontro de Jesus Cristo. Os corpos de ambos serão imortais e incorruptíveis (I Cor. 15:51-54).

O Arrebatamento surpreenderá o mundo, dado o fato que muitos desacreditam e até zombam do mesmo afirmando não existir como uma verdade aceitável. Porém é verdadeiro e será repentino e simultâneo. Ao que parece, quando a trombeta soar, esse ressoar será apenas para a Igreja, por ser o seu chamamento, e não se destinará  ao povo em geral, sendo este Arrebatamento como o ladrão de noite (I Tess. 5:2-4). "O ladrão" vem sem avisar e leva o que mais lhe agrada ou o que for de maior valor, e antes que alguém o veja vai embora, para somente então, ser percebida a falta do que foi levado. Com certeza será um dia de muita angústia para os que ficarem e perderem os seus entes queridos neste acontecimento, muitos procurarão desesperadamente os seus amados e não encontrarão, simplesmente por que estes estarão para sempre com o Senhor.

Pessoas desaparecerão em todas as partes do mundo e isso gerará grandes transtornos, e entendemos que, por ocasião de fusos horários uns estarão trabalhando, outros dormindo, outros no campo, outros descansando (Lc. 17:34-36), em alguns lugares será dia, em outros noite, simplesmente. Infelizmente, satanás irá criar inúmeras mentiras para enganar os que ficarem, como é o caso de falsas teorias que adeptos de inúmeras seitas estão espalhando por aí afirmando que estes que foram arrebatados teriam sido levados por "discos voadores" -leia os artigos sobre esse assunto em nosso blog-, e por serem pessoas que impediam o progresso da humanidade, tiveram que ser levados da terra.

Um elemento que servirá de sinal para o Arrebatamento será o som da trombeta: "Porquanto o Senhor mesmo... ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus...", após este acontecimento os nossos corpos estarão livres do pecado, não sendo mais possível pecar, e o amor triunfará,que glória!!! Enquanto vivermos no corpo carnal precisamos buscar a constante Graça de Deus para sermos cheios de sua presença, para que venhamos nos desviar de uma vida pecaminosa que nos privará deste momento tão sublime que é o Arrebatamento, precisamos buscar andar em Espírito (Gl. 5:16), na contramão do mundo, pois este vai de mal a pior e anda em caminhos opostos à vontade de Deus.

Por estarmos "morando" neste corpo carnal, estamos sempre sujeitos às corrupções da vida: pecado, doenças, a morte e todo tipo de corrupção. Mas quando formos arrebatados e... isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade, e que isto que é mortal se revista da imortalidade. E, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória. (I Coríntios 15:53-54), já não estaremos mais sujeitos às corrupções da vida ou a morte.

Uma pergunta feita por muitos é: O Arrebatamento será antes ou depois da Grande Tribulação ?

Com muita certeza, antes da Grande Tribulação. Por motivos óbvios e bíblicos, podemos ver na história de Noé, uma alegoria desse acontecimento: Em Gn. 7:1 Deus fala para Noé entrar na Arca com toda a sua família, e em Gn. 7:4 Deus avisa a Noé que o dilúvio viria dentro de 7 (sete) dias, ou seja, Deus salva Noé antes do dilúvio, e não no meio ou no fim dele, o dilúvio só veio depois que Noé entrou na Arca (Gn. 7:7 e 10). Também é isto que podemos deduzir do que está escrito em Apoc. 3:10, ...eu te guardarei da hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo... (Apoc. 3:10), Ele quer nos salvar da hora da -não na hora- da provação. Detalhe, segundo o pr. messiânico Meno Kalisher (judeu), no Hebraico o versículo 1 está assim no original: "Disse o Senhor a Noé: Venha, você e toda a sua casa e entra na Arca", e quando Deus fala dessa maneira é por que Ele estava dentro da Arca convidando Noé e sua família para entrar na Arca, para que Noé entrasse nela e pudesse estar com Ele. Sabe porquê ? Por que em Deus não há "dilúvio" que possa te destruir, estar n'Ele significa que não há juízo para mim e para você, os que cremos.

Na presença de Deus não há condenação, se você está em Cristo boa notícia para você:"...nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus..." (Rom. 8:1). Meu irmão, somente depois que o justo Noé entrou é que as águas do dilúvio vieram, está lá, tudinho lá (Gn. 7:10). Então, se você ainda não tem JESUS em sua vida, eu te digo, vá para JESUS, a vida está n'Ele, a morte está lá fora, fora da Arca.

Em contrapartida, Deus executará juízo na Grande Tribulação, onde os homens ímpios e incrédulos sofrerão por causa de suas impiedades. Veja o que diz Apoc. 6;15-17:
E os reis da terra, e os grandes, e os ricos, e os tribunos, e os poderosos, e todo o servo, e todo o livre, se esconderam nas cavernas e nas rochas das montanhas; E diziam aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós, e escondei-nos do rosto daquele que está assentado sobre o trono, e da ira do Cordeiro; Porque é vindo o grande dia da sua ira; e quem poderá subsistir?

A Igreja será prontamente preservada deste dia da ira de Deus, por que a ira de Deus sobre aqueles que aceitaram a Jesus foi executada na Cruz do Calvário, onde Jesus a recebeu em nosso lugar. Estamos livres da ira conforme lemos em I Tess. 5:9-10.

Quais pessoas serão arrebatadas ?

A salvação é uma situação presente e constante na vida daquele que crê no Senhor, portanto não é uma esperança futura. Para afirmar com veracidade citamos o que o Senhor disse no Ev. de João 3:36;
Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece. Esta ira só incide sobre aqueles que não creem. Se você estiver em comunhão com Cristo, você estará salvo e seguro n'Ele, por que foi comprado pelo precioso sangue do Cordeiro de Deus (I Pe. 1:18-19). Aqueles que tem a Cristo como Único Senhor e Salvador, foram selados pelo seu precioso Espírito Santo para o dia da Redenção (Ef. 4:30), redenção de nossa carne quando se der a ocasião de nossa transformação no Arrebatamento.

A nossa salvação é garantida pela fé em Jesus (Ef. 2:8), ninguém alcança a salvação por meios próprios. Se nós vivermos em Cristo, seremos participantes deste evento, pois faz parte das promessas para aqueles que fazem parte do corpo espiritual do Senhor. Quem viveu ou vive no Senhor participará do Arrebatamento.

Quais pessoas não serão arrebatadas?

Na Palavra de Deus vemos uma série de classes de práticas que poderão privar o homem do Arrebatamento e também da salvação eterna. "Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus". (I Cor. 6:10)
"Invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus". (Gál. 5:21)

"Não sabeis que os injustos não hão de herdar o reino de Deus?" (I Cor. 6:9) "Ficarão de fora os cães e os feiticeiros, e os que se prostituem, e os homicidas, e os idólatras, e qualquer que ama e comete a mentira". (Apoc. 22:15) Só para citar algumas das práticas que o dono do céu disse que impedirá aos homens de lá entrar.

Falar sobre o Arrebatamento gera constrangimento e medo na vida de algumas pessoas, por que gostariam de não ouvir sobre ele por medo de ficar de fora, mas falar dele deve servir de consolo para nós como está escrito em I Tess. 4:18: "Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras". É importante que nos despojemos de todo o medo e da covardia acerca da volta de Jesus, quem deve ter medo desse dia são os incrédulos, por que é sobre eles que virá a ira de Deus (Jo. 3:36). Devemos olhar firmemente para o Autor e Consumador de nossa fé que é Jesus e não para nós mesmos (Heb. 12:1-2). Se vivermos com medo é por que estamos pensando apenas no castigo e não no prêmio da vitória.

Os filhos de Deus devem viver de modo digno da vocação a que foram chamados (Ef. 4:1 / I Tess. 2:12), fomos chamados para sermos de Jesus Cristo (Rom. 1:6), não para sermos do mundo para a condenação.

O que devemos fazer para nos prepararmos para este dia?

Devemos andar na presença do Senhor com vestes brancas, lavadas pelo sangue precioso de Jesus (Apoc. 3:4), buscar uma vida reta que esteja conforme a Palavra de Deus. Jesus nos disse que a Palavra nos santifica (Jo. 17:17), por isso devemos meditar sempre no que diz a Palavra. Se estamos sujos o que devemos fazer? Tomar um bom banho, nos lavar com água limpa e esta água limpa é a Palavra de Deus (Ef. 5:26), se algo que fazemos uso estiver sujo, não fazemos uso enquanto não o lavamos, se assim fazemos acerca das coisas naturais, quanto mais das espirituais. Minha filha mais nova quando deixava o seu bico (chupeta) cair no chão sempre vinha com ele na mão e mais do que rápido me entregava pedindo para lavá-lo antes de retorná-lo à boca, agora se uma criança não não faz uso do que está sujo, quanto mais nosso Pai celestial. Para andar conforme a Palavra de Deus somente será possível quando nos tornarmos filhos de Deus recebendo a Cristo Jesus em nossas vidas (Jo. 1:12), pois assim como o filho vive conforme aprende do pai, nós também viveremos conforme a Palavra do nosso Deus e Senhor nos ensina.

Não podemos negligenciar o que a Palavra diz sobre oração, jejuns, a leitura constante da Palavra para não cairmos nos enganos e ciladas do diabo. Ler a Bíblia é fundamental, ainda que não sintamos fisicamente seu efeito purificador, o nosso homem interior é lavado pela Palavra que deve habitar em nós (Col. 3:16). Deixaremos para trás tudo que é natural, mas a Palavra estará em nós e a levaremos conosco. Portanto, podemos concluir que o que devemos fazer para não errarmos o caminho é fazermos como o salmista que diz: "Com que purificará o jovem o seu caminho? Observando-o conforme a tua palavra. Com todo o meu coração te busquei; não me deixes desviar dos teus mandamentos. Escondi a tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra ti". Salmos 119:9-11.  Desta forma estaremos seguindo pelas veredas da justiça e não erraremos.

Graça e paz.

Bibliografia:
Novo Comentário da Bíblia.
Pequena Enciclopédia Bíblica.
Dicionário Bíblico Universal.
Dicionário da Bíblia de Almeida.
www.chamada.com.br

terça-feira, 1 de novembro de 2011

A marca da besta.




Dentre todos os tópicos da Bíblia, talvez a marca da besta seja o que mais tem suscitado especulações e argumentações ridículas e bombásticas. Cristãos e não-cristãos debatem o significado de seu valor numérico. Mas o que diz, realmente, o texto bíblico?

O Número 666: Marca Registrada da Tribulação?

A questão central da Tribulação é: Quem tem o direito de governar, Deus ou Satanás? Deus vai provar que é Ele quem tem esse direito. Pela primeira e única vez na história, as pessoas terão uma data limite para aceitarem o Evangelho. Por enquanto, todos podem aceitar ou rejeitar essa mensagem em diferentes momentos da vida; alguns o fazem na infância, outros no início da fase adulta, outros na meia-idade, e alguns até na velhice. Mas, quando vier a Tribulação, as pessoas terão que tomar essa decisão de forma imediata ou compulsória por causa da marca da besta, de modo que toda a humanidade será deliberadamente dividida em dois segmentos. O elemento polarizador será precisamente a marca da besta.


A Bíblia ensina que o líder da campanha em defesa da marca da besta será o falso profeta, que está ligado à falsa religião (Ap 13.11-18). Apocalipse 13.15 deixa claro que o ponto-chave em tudo isso é adorar "a imagem da besta". A marca da besta é simplesmente um meio de forçar as pessoas a declararem do lado de quem estão: do Anticristo ou de Jesus Cristo. Todos terão que escolher um dos lados. Será impossível manter uma posição neutra ou ficar indeciso com relação a esse assunto. A Escritura é muito clara ao afirmar que os que não aceitarem a marca serão mortos.

O falso profeta vai exigir uma "marca" em sinal de lealdade e devoção à besta, e essa marca será "sobre a mão direita" – não a esquerda – "ou sobre a fronte" (Ap 13.16).
Toda a humanidade será forçada a escolher um dos lados:"...todos, os pequenos e os grandes, os ricos e os pobres, os livres e os escravos" (Ap 13.16). O Dr. Robert Thomas comenta que essa construção retórica "abrange todas as pessoas, de todas as classes sociais, [...] ordenadas segundo sua condição financeira, [...] abrangendo todas as categorias culturais [...]. As três expressões são um recurso estilístico que traduz universalidade".[1] A Escritura é muito específica. O falso profeta vai exigir uma "marca" em sinal de lealdade e devoção à besta, e essa marca será "sobre a mão direita" – não a esquerda – "ou sobre a fronte" (Ap 13.16).

A palavra "marca" aparece em muitas passagens da Bíblia. Por exemplo, ela é usada várias vezes em Levítico, referindo-se a um sinal que torna o indivíduo cerimonialmente impuro, e está geralmente relacionada à lepra. É interessante notar que o modo como Ezequiel 9.4 usa a idéia de "marca" é semelhante ao de Apocalipse: "E lhe disse: Passa pelo meio da cidade, pelo meio de Jerusalém, e marca com um sinal a testa dos homens que suspiram e gemem por causa de todas as abominações que se cometem no meio dela". Nessa passagem, o sinal serve para preservação, assim como o sangue espalhado nas ombreiras das portas livrou os hebreus durante a passagem do anjo da morte, como relata o Livro do Êxodo. Em Ezequiel, a marca é colocada na fronte, semelhantemente à do Apocalipse. Todas as sete ocorrências da palavra "marca" ou "sinal" (gr. charagma) no Novo Testamento em grego, encontram-se no Livro do Apocalipse, e todas se referem à "marca da besta" (Ap 13.16,17; 14.9,11; 16.2; 19.20; 20.4). O Dr. Thomas explica o significado desse termo na Antiguidade:

A marca deve ser algum tipo de tatuagem ou estigma, semelhante às que recebiam os soldados, escravos e devotos dos templos na época de João. Na Ásia Menor, os seguidores das religiões pagãs tinham prazer em exibir essas tatuagens para mostrar que serviam a um determinado deus. No Egito, Ptolomeu IV Filopátor (221-203 a.C.) marcava com o desenho de uma folha de trevo os judeus que se submetiam ao cadastramento, simbolizando a servidão ao deus Dionísio (cf. 3 Macabeus 2.29). Esse significado lembra a antiga prática de usar marcas para tornar pública a fé religiosa do seu portador (cf. Isaías 44.5), e também a prática de marcar os escravos a fogo com o nome ou símbolo de seu proprietário (cf. Gl 6.17). O termo charagma ("marca") também era usado para designar as imagens ou nomes dos imperadores, cunhadas nas moedas romanas e, portanto, poderia muito bem aplicar-se ao emblema da besta colocado sobre as pessoas.[2]

Alguns se perguntam por que foi usado um termo tão específico para designar a marca do Anticristo. Essa marca parece ser uma paródia do plano de Deus, principalmente no que se refere aos 144.000 "selados" de Apocalipse 7. O selo de Deus sobre Suas testemunhas muito provavelmente é invisível e tem o propósito de protegê-las do Anticristo. Por outro lado, o Anticristo oferece proteção contra a ira de Deus – uma promessa que ele não tem condições de cumprir – e sua marca é visível e externa. Como os que receberem a marca da besta o farão voluntariamente, é de supor que as pessoas sentirão um certo orgulho de terem, em essência, a Satanás como seu dono. O Dr. Thomas afirma: "A marca será visível e identificará todos os que se sujeitarem à besta".[3]

Uma Identificação Traiçoeira

Verificação da identidade pela leitura da íris. O Anticristo fará uso da moderna tecnologia.
Além de servir como indicador visível da devoção ao Anticristo, a marca será a identificação obrigatória em qualquer transação comercial na última metade da Tribulação (Ap 13.17). Este sempre foi o sonho de todos os tiranos da história – exercer um controle tão absoluto sobre seus vassalos a ponto de decidir quem pode comprar e quem pode vender. O historiador Sir William Ramsay comenta que Domiciano, imperador romano no primeiro século, "levou a teoria da divindade Imperial ao extremo e encorajou ao máximo a ‘delação’; [...] de modo que, de uma forma ou de outra, cada habitante das províncias da Ásia precisava demonstrar sua lealdade de modo claro e visível, ou então era imediatamente denunciado e ficava impossibilitado de participar da vida social e de exercer seu ofício".[4] No futuro, o Anticristo aperfeiçoará esse sistema com o auxílio da moderna tecnologia.

Ao longo da história, muitos têm tentado marcar certos grupos de pessoas para o extermínio, mas sempre houve alguns que conseguiram achar um meio de escapar. Porém, à medida que a tecnologia avança, parece haver uma possibilidade cada vez maior de bloquear praticamente todas as saídas. Essa hipótese é reforçada pelo emprego da palavra grega dunétai – "possa" (Ap 13.17), que é usada para transmitir a idéia do que "pode" ou "não pode" ser feito. O Anticristo não permitirá que alguém compre ou venda se não tiver a marca, e o que possibilitará a implantação desta política será o fato da sociedade do futuro não usar mais o dinheiro vivo como meio de troca. O controle da economia, ao nível individual, através da marca, encaixa-se perfeitamente no que a Bíblia diz a respeito do controle do comércio global pelo Anticristo, delineado em Apocalipse 17 e 18.

A segunda metade de Apocalipse 13.17 descreve a marca como "o nome da besta ou o número do seu nome". Isso significa que "o número do nome da besta é absolutamente equivalente ao nome, [...]. Essa equivalência indica que, como nome, ele é escrito com letras; mas, como número, é o análogo do nome escrito com algarismos".[5] O nome do Anticristo será expresso numericamente como "666".

Calculando o Número

O Anticristo não permitirá que alguém compre ou venda se não tiver a marca, e o que possibilitará a implantação desta política será o fato da sociedade do futuro não usar mais o dinheiro vivo como meio de troca.
Nesse ponto da profecia (Ap 13.18), o apóstolo João interrompe momentaneamente a narrativa da visão profética e passa a ensinar a seus leitores a maneira correta de interpretar o que havia dito. Uma leitura do Apocalipse demonstra claramente que os maus não entenderão o significado, porque rejeitaram a Jesus Cristo como Senhor e Salvador. Por outro lado, os demais que estiverem atravessando a Tribulação receberão sabedoria e entendimento para que possam discernir quem é o Anticristo e recusar a sua marca. A Bíblia deixa claro que aqueles que receberem a marca da besta não poderão ser salvos (Ap 14.9-11; 16.2; 19.20; 20.4) e passarão a eternidade no lago de fogo. O fato de João usar essa passagem crucial para transmitir sabedoria e entendimento aos crentes, com relação a um assunto de conseqüências eternas, mostra que Deus proverá o conhecimento necessário para que o Seu povo possa segui-lO fielmente.

Mas o que essa sabedoria e esse conhecimento permitem que os crentes façam? A passagem diz que podemos "calcular". Calcular o quê? Podemos calcular o número da besta.

O principal propósito de alertar os crentes sobre a marca é permitir que eles saibam que, quando em forma de número, o "nome" da besta será 666. Assim, os crentes que estiverem passando pela Tribulação, quando lhes for sugerido que recebam o número 666 na fronte ou na mão direita, deverão rejeitá-lo, mesmo que isso signifique a morte. Outra conclusão que podemos tirar é que qualquer marca ou dispositivo oferecido antes dessa época não é a marca da besta que deve ser evitada.

Portanto, não há motivo para os cristãos de hoje encararem o número 666 de forma supersticiosa. Se o nosso endereço, número de telefone ou código postal incluem esse número, não precisamos ter medo de que algum poder satânico ou místico nos atingirá. Por outro lado, temos que reconhecer que muitos ocultistas e satanistas são atraídos por esse número por sua conexão com a futura manifestação do mal. Porém, o número em si não tem poderes sobrenaturais. Quando um crente acredita nisso, já caiu na armadilha da superstição. A Bíblia ensina que não há nenhum motivo para atribuir poderes místicos ao número 666.

A Carroça na Frente dos Bois

Muitos têm tentado descobrir a identidade do Anticristo através de cálculos numéricos. Isso é pura perda de tempo. A lista telefônica está cheia de nomes que poderiam ser a solução do enigma, mas a sabedoria para "calcular" o nome não é para ser aplicada agora, pois isso seria colocar a carroça adiante dos bois. Esse conhecimento é para ser usado pelos crentes durante a Tribulação.

Em 2 Tessalonicenses 2, Paulo ensina que, durante a presente era da Igreja, o Anticristo está sendo detido. Ele será "revelado somente em ocasião própria" (v.6). Ao escolher a palavra "revelado", o Espírito Santo quis indicar que a identidade do Anticristo estará oculta até a hora de sua revelação, que ocorrerá em algum momento após o Arrebatamento da Igreja. Portanto, não é possível saber quem é o Anticristo antes da "ocasião própria". O Apocalipse deixa bem claro que os crentes saberão na hora certa quem é o Anticristo.

Como apontamos acima, o Apocalipse não deixa dúvida de que durante a Tribulação todos os crentes saberão que receber a marca da besta será o mesmo que rejeitar a Cristo. Durante a Tribulação, todos os cristãos terão plena consciência disso onde quer que estejam. Nenhuma das hipóteses levantadas no passado, ou que venham a ser propostas antes da Tribulação, merece crédito.

Apocalipse 13.17-18 diz claramente que o número 666 será a marca que as pessoas terão que usar na fronte ou na mão direita. Em toda a história, ninguém jamais propôs a utilização desse número em condições semelhantes às da Tribulação, de modo que todas as hipóteses já levantadas a respeito da identidade do Anticristo podem ser descartadas.

O mais importante nessa passagem é que podemos nos alegrar em saber que a identificação do futuro falso Cristo ainda não é possível, mas o será quando ele ascender ao trono. Com certeza, aquele a quem o número 666 se aplica é alguém que pertence a uma época posterior ao período em que João viveu, pois ele deixa claro que alguém iria reconhecer esse número. Se nem a geração de João nem a seguinte foi capaz de discerni-lo, isso significa que a geração que poderá identificar o Anticristo forçosamente estava (e ainda está) no futuro. No passado, houve várias figuras políticas que tipificaram características e ações desse futuro personagem, mas nenhum dos anticristos anteriores se encaixa perfeitamente no retrato e no contexto do Anticristo do final dos tempos.[6]

A Relação entre Tecnologia e a Marca da Besta

Muitos têm feito as mais variadas hipóteses sobre a marca da besta. Alguns dizem que ela será como o código de barras utilizado para identificação universal de produtos. Outros imaginam que seja um chip implantado sob a pele, ou uma marca invisível que possa ser lida por um scanner. Contudo, essas conjeturas não estão de acordo com o que a Bíblia diz.

A marca da besta – 666 – não é a tecnologia do dinheiro virtual nem um dispositivo de biometria. A Bíblia afirma de forma precisa que ela será:
a marca do Anticristo, identificada com sua pessoa
o número 666, não uma representação
uma marca, como uma tatuagem
visível a olho nu
sobre a pele, e não dentro da pele
facilmente reconhecível, e não duvidosa
recebida de forma voluntária; portanto, as pessoas não serão ludibriadas para recebê-la involuntariamente
usada após o Arrebatamento, e não antes
usada na segunda metade da Tribulação
necessária para comprar e vender
recebida universalmente por todos os não-cristãos, mas rejeitada pelos cristãos
uma demonstração de adoração e lealdade ao Anticristo
promovida pelo falso profeta
uma opção que selará o destino de todos os que a receberem, levando-os ao castigo eterno no lago de fogo.
A marca da besta é uma opção que selará o destino de todos os que a receberem, levando-os ao castigo eterno no lago de fogo.
Talvez na história ou na Bíblia nenhum outro número tenha atraído tanto a atenção de cristãos e não-cristãos quanto o "666". Até mesmo os que ignoram totalmente os planos de Deus para o futuro, conforme a revelação bíblica, sabem que esse número tem um significado importante. Escritores religiosos ou seculares, cineastas, artistas e críticos de arte fazem menção, exibem ou discorrem a respeito dele. Ele tem sido usado e abusado por evangélicos e por membros de todos os credos, tendo sido objeto de muita especulação inútil. Freqüentemente, pessoas que se dedicam com sinceridade ao estudo da profecia bíblica associam esse número à tecnologia disponível em sua época, com o intuito de demonstrar a relevância de sua interpretação. Mas, fazer isso é colocar "a carroça na frente dos bois", pois a profecia e a Bíblia não ganham credibilidade ou legitimidade em função da cultura ou da tecnologia.

Conclusão

O fato da sociedade do futuro não utilizar mais o dinheiro vivo será usado pelo Anticristo. Entretanto, seja qual for o meio de troca substituto, ele não será a marca do 666. A tecnologia disponível na época da ascensão do Anticristo será aplicada com propósitos malignos. Ela será empregada, juntamente com a marca, para controlar o comércio (como afirma Apocalipse 13.17). Sendo assim, é possível que se usem implantes de chips, tecnologias de escaneamento de imagens e biometria para implementar a sociedade monetária do Anticristo, como um meio de implantar a política que impedirá qualquer pessoa de comprar ou vender se não tiver a marca da besta. O avanço da tecnologia é mais um dos aspectos que mostram que o cenário para a ascensão do Anticristo está sendo preparado. Maranata! (Thomas Ice - Pre-Trib Perspectives - http://www.chamada.com.br)

Robert L. Thomas, Revelation 8-22: An Exegetical Commentary (Chicago: Moody Press, 1995), pp. 179-80.
Thomas, Revelation 8-22, p. 181.
Thomas, Revelation 8-22, p. 181.
Sir William Ramsay, The Letters to the Seven Churches (New York: A. C. Armstrong & Son, 1904), p. 107.
Thomas, Revelation 8-22, p. 182.
Thomas, Revelation 8-22, p. 185
Fonte: www.chamada.com.br

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