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segunda-feira, 14 de maio de 2012

Dicionário Teológico de A a Z. Letra T

Glossário
Letra T

Targumim. Plural de "targum" (isto é, targuns, "traduções", "interpretações"). Paráfrases aramaicas de porções do Antigo Testamento.

Teodicéia. "A justificação de Deus". A vindicação do amor e providência de Deus apesar do pecado, mal e sofrimento existentes no mundo.

Teologia.
"O estudo de Deus". Também usada como termo genérico para o estudo de todos os ensinos da Bíblia.

Teologia bíblica.
Estudo dos ensinos da Bíblia, livro por livro ou escritor por escritor, usualmente enfatizando a revelação progressiva.

Teologia da libertação. Teologia reacionária que interpreta a Bíblia de tal maneira que permite uma revolução do tipo marxista "para libertar os pobres".

Teologia do reino agora. Uma forma de pós-milenismo que enfatiza transformar os reinos deste mundo em reino de Cristo.

Teologia exegética.
Teologia que se deriva dos dados da forma, estrutura e gramática, e dos contextos históricos e literários dos livros da Bíblia.

Teologia histórica.
Estudo dos ensinos de vários teólogos no seu contexto, no decurso da história da Igreja.

Teologia prática. Estudo da administração, função, obra e vida da Igreja.

Teonomismo. Ensina que a vontade e a lei de Deus são a autoridade moral ulterior. Outros empregam o termo com referência a um princípio que completa a existência de uma pessoa unida com Deus.

Teoria comercial. Outro nome da teoria da satisfação, que considera a cruz uma transação comercial que satisfaz a honra de Deus e paga o preço infinito do perdão.

Teoria da influência moral.
Teoria de que Deus perdoa graciosamente sem a cruz, que teria servido simplesmente para influenciar as pessoas em direção ao bem.

Teoria da lacuna. Para esta teoria, Gênesis 1.1 representa uma criação original que foi arruinada. Sendo assim, supõe-se que Gênesis 1.2 descreva uma lacuna entre a criação original e uma criação posterior, em seis dias.

Teoria da substituição penal. Jesus, na cruz, assumiu o lugar dos pecadores e sofreu o castigo que a eles era devido.

Teoria do resgate. Teoria segundo a qual a morte de Jesus na cruz era um pagamento a Satanás para livrar as pessoas da escravidão a este.

Teoria futurista. Teoria segundo a qual tudo que acontece no livro do Apocalipse, depois do fim do capítulo 4, está limitado a um breve período, no fim da era da Igreja.

Teoria governamental. Proposta por Hugo Grotius (1583-1645), diz que a morte de Cristo não foi em nosso lugar, mas serviu de substituto à penalidade por nós merecida e como demonstração daquilo que um Deus justo requererá de nós se continuarmos pecando. Se nos arrependermos, seremos perdoados, ficando assim preservado o governo moral de Deus.

Teoria historicista. Ensina que os eventos descritos em Apocalipse têm sido paulatinamente cumpridos no decurso na história da Igreja.

Teoria idealista. Segundo esta teoria, as figuras de linguagem e símbolos do livro de Apocalipse representam somente a luta contínua entre o bem e o mal, com o triunfo final da justiça.

Teoria mid-tribulacionista. Teoria segundo a qual o arrebatamento da Igreja ocorrerá no meio dos sete anos da Grande Tribulação, no fim da era da Igreja.


Teoria pós-tribulacionista. Teoria segundo a qual os crentes em Cristo passarão pela Grande Tribulação, que durará sete anos, no fim desta era. O arrebatamento é considerado idêntico à segunda vinda de Cristo em glória para destruir o Anticristo e estabelecer o reino milenar.

Teoria preterista. Teoria segundo a qual os eventos do Apocalipse, em sua maioria, referem-se ao século I e já foram cumpridos.

Teoria pré-tribulacionista. Esta teoria ensina que o arrebatamento da Igreja ocorrerá no início da Grande Tribulação; que o Tribunal de Cristo e as Bodas do Cordeiro ocorrem no Céu, antes de a Igreja voltar com Cristo para destruir o Anticristo e estabelecer o reino milenar.

Tipologia. O estudo dos tipos.

Tipos, figuras e prefigurações. Pessoas, eventos ou objetos do Antigo Testamento que prenunciam ou prevêem verdades neotestamentárias, especialmente no tocante a Jesus Cristo.

Torá. "Instrução"; usualmente traduzida por "Lei". Refere-se quase sempre ao Pentateuco, mas às vezes indica a totalidade do Antigo Testamento.

Traducianismo.
Do latim tradux ("rebento"). Diz esta teoria que, quando acontece a fertilização humana, a alma é transmitida da parte dos pais, juntamente com os genes.

Transubstanciação.
Doutrina do catolicismo romano, segundo a qual o pão e o vinho da Ceia do Senhor são transformados em corpo e sangue verdadeiros de Cristo quando o sacerdote os consagra. O fato de ainda terem a aparência e o sabor de pão e de vinho é chamado "acidente", isto é, meramente incidental.

Tribulação.
Do grego thlipsis ("pressão", "opressão", "aflição", "angústia provocada pelas circunstâncias"). Palavra usada também no tocante à Grande Tribulação, no fim desta era, quando será derramada a ira de Deus, imediatamente antes da vinda de Cristo em glória.

Tricotomismo. Ensina que a pessoa humana consiste em corpo, alma e espírito.

Triteísmo. A ideia de que o Pai, o Filho e o Espírito Santo são três Deuses ou seres separados.

Fonte: HORTON, Stanley M. Teologia Sistemática: Uma perspectiva Pentecostal. São Paulo: CPAD, 2008

sábado, 12 de maio de 2012

Dicionário Teológico de A a Z. Letra S

Glossário
Letra S

Sabelianismo. Ensino de Sabélio (século III), segundo o qual Deus é uma só Pessoa que se manifestou em três formas, modos ou manifestações, sucessivamente.

Sacerdotal. Refere-se ao domínio da vida eclesiástica pelo clero ou aos poderes dos sacerdotes como mediadores entre Deus e os seres humanos, frequentemente em relação especial com a missa.

Sacramento. Rito religioso. Os católicos romanos acreditam que graça especial é outorgada através desses ritos.

Saduceus. Rejeitavam as tradições dos fariseus e dedicavam a sua atenção à lei escrita e ao Templo. Nos dias de Jesus, o sumo sacerdote judaico e seus colegas eram saduceus (cf. Mt 16.1,2; 23.23-34; At 23.7,8).

Salvação. Inclui tudo quanto Deus tem feito e ainda fará em favor do crente, ao livrá-lo do poder do pecado e da morte e restaurá-lo à comunhão, além de lhe garantir a ressurreição futura e a plena herança que Ele tem prometido.

Santificação. Obra do Espírito Santo que separa os crentes do pecado e do mal, dedicando-se à adoração e serviço do Senhor. Há um ato inicial de santificação no momento da conversão e um processo contínuo de santificação, à medida que cooperamos com o Espírito Santo na mortificação dos desejos errados.

Santificar. "Separar para Deus"; "tornar santo".

Semipelagianismo. Ensina que os seres humanos pecadores podem dar o primeiro passo em direção a Deus, sendo que depois disso Deus os ajudará a se arrepender e a exercer a fé salvífica.

Sensus plenior. Termo latim que significa "sentido mais pleno".

Septuagésima semana de Daniel. A última "semana de anos", ou período de sete anos, que a maioria dos pré-milenistas identifica com a Grande Tribulação no fim da era da Igreja.

Septuaginta. Tradução do Antigo Testamento, do hebraico para o grego, feita nos duzentos anos imediatamente anteriores a Cristo. Uma tradição posterior diz que ela foi elaborada por setenta (ou 72) homens. Consequentemente, é comum ser representada pelo número romano LXX, ("setenta").

Serafim. "Seres ardentes". Refletiam de tal maneira a glória de Deus que pareciam estar em chamas (Is 6.2).

Sheol. Palavra hebraica para o lugar dos ímpios mortos, traduzida por Hades no Novo Testamento.

Sincretismo. Fundir com o Cristianismo as ideias pagãs e os modos pagãos de adorar.

Sionista. Membro do movimento que procurava trazer os judeus de volta à terra que Deus lhes prometera. Os sionistas políticos desempenharam um papel importante no estabelecimento do estado moderno de Israel.

Soteriologia. Do grego sõtêría ("livramento", "salvação"). O estudo da obra salvífica de Cristo.

Fonte: HORTON, Stanley M. Teologia Sistemática: Uma perspectiva Pentecostal. São Paulo: CPAD, 2008

sexta-feira, 11 de maio de 2012

“Video game espiritual” é usado em culto de igreja evangélica

Catedral anglicana tenta atrair mais jovens com “culto interativo” no PlayStation3

Exeter Cathedral                                                                
O colunista Andy Robertson, da revista de tecnologia Wired, recebeu um convite um tanto inusitado. Ele irá organizar uma “sessão de jogos” acompanhado por orações e louvor na capela anglicana de Exeter, na Inglaterra.

O jogo escolhido por ele é Flower e será jogado em um PlayStation 3. A escolha foi feita, segundo ele, “devido às suas propriedades espirituais e calmantes”. A trilha sonora irá dar o tom do louvor e embalar as orações.

Os participantes irão se revezar para jogar até completarem o primeiro nível. Então, o culto terá uma parada para debater a experiência.

Robertson escreveu em sua coluna:

“Estou realmente ansioso para descobrir como será essa experiência, e que contribuições poderão dar para mudanças nos cultos da Catedral… Eu fui inspirado para escolher o Flower para a reunião na Catedral depois de experimentar uma apresentação pública dele no festival GameCity, em 2009.

Na ocasião, o jogo foi usado por um centro comercial antigo, mas para mim foi uma inegavelmente experiência espiritual… Esse evento é um desdobramento das apresentações de teatro que fiz em abril. Cada música, piada e o desempenho dos artistas correspondiam a um determinado jogo. Elas foram gravadas com uma platéia ao vivo, no teatro Bike Shed, em Exeter.

Filmagem dos shows também foram incluídas na minha palestra pro TEDx, onde eu pretendia justificar o investimento de todo esse talento artístico com simples vídeo games… Embora, a princípio, isso possa soar como uma coisa estranha a ser feita numa igreja, o videogame é realmente uma excelente opção para este tipo de expressão de fé. Não só porque é algo que todos podem participar, mas também porque [Flower] aborda temas da criação, da natureza, e de nossa resposta ao mundo. A prova dos nove será neste domingo (13 de maio, às 19h). Conto pra vocês como foi depois do evento”.

A página da Exeter Cathedral no Facebook, traz o seguinte convite:

“Andy Robertson estará facilitando uma sessão de vídeo game interativo durante nosso culto de adoração, quando, juntos, vamos entraremos juntos uma criação virtual e dar a ela o nosso próprio toque de transformação”.

Traduzido e adaptado de Wired e Digital Spy
Fonte: Gospel Prime

Dicionário Teológico de A a Z. Letras Q e R

Glossário
Letra Q

Querubins. Seres mencionados pela primeira vez no jardim do Éden (Gn3.24) e descritos em Ezequiel 1.5-14; 10.14.

Qumran. Local que olha para o noroeste do mar Morto, onde vivia uma comunidade judaica desde cerca de 150 a.C. até cerca de 70 d.C. Ali foram achados livros do Antigo Testamento por eles copiados (os manuscritos do mar Morto).

Letra R

Racionalismo.
Sistema de pensamento que depende total­mente da razão humana e nega a necessidade da revela­ção divina.

Reconciliação. Trazer as pessoas a Deus, restaurando a co­munhão com Ele.

Redenção.
Restauração à comunhão com Deus mediante o pagamento da penalidade dos nossos pecados, que Cris­to efetuou na cruz, derramando o seu sangue.

Reencarnação. Segundo esta crença, quando uma pessoa morre, a alma entra num outro corpo (uma criancinha, um animal, um inseto ou até mesmo um deus, segundo o hinduísmo).

Regeneração. Obra do Espírito Santo que dá nova vida ao pecador que se arrepende e crê em Jesus.

Religião. Sistema de crenças e um modo de adorar. O termo também é usado a respeito das tentativas humanas de agradar a Deus ou aos deuses.

Restauracionismo. Ensina haver uma segunda chance de salvação, depois da morte.

Revelação. O desvendamento que Deus faz de si mesmo e de sua vontade.

Revelação especial. Revelação de Deus na Palavra escrita (a Bíblia) e na pessoa de Jesus.

Revelação existencial.
Revelação procurada através da pró­pria experiência da pessoa e da sua participação na rea­lidade.

Revelação geral.
O que Deus tem deixado saber a respeito de si mesmo e de sua vontade na natureza e na consciência humana (Rm 1.18-20; 2.14,15).

Revelação proposicional.
A revelação feita de modo claro, objetivo e específico, usualmente na forma de frases. Deve ser crida.

Fonte: HORTON, Stanley M. Teologia Sistemática: Uma perspectiva Pentecostal. São Paulo: CPAD, 2008

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Dicionário Teológico de A a Z. Letras O e P

Glossário
Letra O

Onipotente. "Todo-poderoso".

Onisciente. "Tendo todo o conhecimento".

Ontológico. Relacionado à existência.

Ordenança. Prática determinada por Jesus Cristo e continuada como memorial, em obediência a Ele. As duas ordenanças específicas são o batismo nas águas e a Ceia do Senhor.

Ortodoxo. Do grego orthõs ("aprumado", "reto", "correto", "certo") e dokeõ ("pensar", "crer"). Refere-se aos ensinos e práticas corretos, conforme estabelecidos pela Igreja. Usado pelos evangélicos para referir-se aos ensinos bíblicos corretos. As igrejas orientais assumiram o nome de "ortodoxas" quando a Igreja ocidental (Católica Romana) separou-se delas.

Letra P

Palestina.
Do hebraico Pelishtim ("Filisteus"). Termo usado pelo historiador grego Heródoto (século V a.C.) para designar o Sul da Síria, e depois para Canaã, pelos romanos (na forma latina Palaestina). Inclui a terra a oeste do Jordão, chamada "Terra Santa", na Idade Média, e abrange várias regiões, inclusive as planícies litorâneas que se estendem numa distância de uns 190 quilômetros ao longo do mar Mediterrâneo desde o Líbano até Gaza, a Shephelah ("contrafortes", "campinas"), a parte montanhosa central do país, e o vale do Jordão e do mar Morto (parte do grande "Rift Valley" continua além do mar Vermelho até o Moçambique central).

Panteísmo. Crê que Deus e a natureza, ou o Universo, são idênticos entre si: "Deus é tudo, e tudo é Deus".

Parousia. Palavra grega que significa "presença", "vinda", "chegada". Usada na teologia para descrever a segunda vinda de Cristo, no fim desta era.

Patriarca. Termo grego que significa "pai de uma nação". Aplicado a Abraão (Hb 7.4) e aos 12 filhos de Jacó (At 7.8,9).

Patripassianismo. Doutrina de que Deus Pai sofreu na cruz.

Pecado mortal. Segundo a teologia católica romana, um pecado mortal levará a pessoa a perder o estado de graça e envolverá a perdição eterna se a morte ocorrer antes de ser feita a penitência.

Pecado venial. Na teologia católica romana, um pecado mínimo ou cometido sem plena reflexão ou intenção, que não separa a pessoa da graça e favor de Deus.

Pelagianismo.
Pelágio (c. de 354-420 d.C.) ensinava que a vontade humana é a chave para chegar à salvação. Negava o pecado original, afirmando que as pessoas estão livres para fazer o bem ou o mal, que são responsáveis pelos seus atos e recebem graça de conformidade com os seus méritos.

Pentateuco. Os cinco livros de Moisés (Gênesis a Deuteronômio), chamados em hebraico a Torah ("instrução").

Pentecostal. Movimento que iniciou em 1901. Enfatiza a restauração do batismo no Espírito Santo com a evidência do falar em outras línguas e a restauração dos dons do Espírito Santo.

Pentecostalismo da unicidade. Movimento que iniciou em 1913. Considera Deus de maneira modalista. Exige um segundo batismo, no nome de Jesus somente.

Período intertestamentário. o período entre Malaquias (c. de 430 a.C) e o nascimento de Jesus.

Perseverança. Continuar firmemente na vida de fé e obediência até a morte.

Pietistas. Membros de um movimento que iniciou no século XVII entre os luteranos alemães. Enfatizavam a experiência religiosa, a comunhão com Deus e as missões.

Pluralismo. Ideia de que vários grupos religiosos devem ter liberdade para funcionar na sociedade, ou que várias interpretações da fé devem ser aceitas e encorajadas dentro da Igreja.

Pneumatologia. O estudo de quem é o Espírito Santo, o que Ele faz e dons que concede.

Polêmica. Defesa vigorosa das verdades cristãs contra os falsos ensinos, tais quais são promovidos pelas seitas.

Politeísmo. A adoração a muitos deuses.

Pós-milenismo. Ensino de que o Milênio é a era da Igreja ou uma extensão dela, onde Cristo governa sem estar fisicamente presente.

Predestinação. A doutrina que diz que Deus escolhe algumas coisas de antemão. Predestinou que Jesus seria a Cabeça da Igreja e que a Igreja seria um Corpo escolhido, o qual Ele glorificará na segunda vinda de Cristo. O calvinismo acredita que Deus predestina indivíduos à salvação. Esta ideia provém da filosofia de Calvino, e não da Bíblia.

Pré-milenismo. Ensina que Jesus voltará pessoalmente no fim da era da Igreja e estabelecerá o seu reino na Terra durante mil anos. Enfatiza a interpretação literal da Bíblia.

Presciência. Conhecimento prévio que Deus tem das coisas e eventos antes de ocorrerem. O calvinismo identifica-o com a predestinação. A teologia do processo interpreta-a no sentido do conhecimento que Deus tem de tudo quanto poderia ocorrer.

Pressuposição. Uma suposição adotada antes de se investigar os fatos.

Princípio da igreja autóctone. Princípio de que as igrejas, uma vez estabelecidas, devem estar sob o controle dos crentes locais.

Propiciação. Forma de expiação que satisfaz a ira de Deus contra o pecado, através do sacrifício de Cristo na cruz.

Prosélito.
Termo grego que significa "quem chegou para cá". Um convertido do paganismo ao Judaísmo.

Providência. Os cuidados e orientação da parte de Deus.

Pseudo-epígrafes.
Termo grego que significa "escritos com títulos falsos". Escritos judaicos produzidos em épocas próximas dos tempos de Cristo e não incluídos na Septuaginta. Eram atribuídos a pessoas tais como Moisés e Salomão, que não eram seus autores verdadeiros.

Purgatório.
Do latim purgatus ("purificação"). A esfera onde, segundo acreditam os católicos romanos, as almas dos fiéis são purificadas antes de entrarem no Céu.

Fonte: HORTON, Stanley M. Teologia Sistemática: Uma perspectiva Pentecostal. São Paulo: CPAD, 2008

quarta-feira, 9 de maio de 2012

A Verdade Sobre o Templo dos Últimos Dias


O Que é o Templo dos Últimos Dias?


Em 1989, a revista Time publicou um artigo intitulado "Tempo para um Novo Templo?" em que relatava o desejo crescente de muitos judeus devotos de verem um novo templo construído no Monte do Templo em Jerusalém. O correspondente começou escrevendo:

"Que a Tua vontade seja a rápida reconstrução do Templo em nossos dias..." Esse pedido a Deus, recitado três vezes ao dia nas orações judaicas, expressa um desejo que faz do Monte do Templo em Jerusalém os 35 acres potencialmente mais instáveis do mundo.[1]

Nos anos que se seguiram a esse artigo, nada diminuiu o desejo de reconstruir o templo. Na verdade, a expectativa e os preparativos continuam a crescer. O apoio do público israelense para a reconstrução do templo, antes fraco, está aumentando gradativamente. A tensão no Oriente Médio continua alta e os problemas religiosos e políticos da região continuam nas manchetes em todo o mundo. Mas, mesmo nestes tempos turbulentos, os ativistas do Movimento do Templo continuam a intensificar seus esforços.

Os esforços da política, da diplomacia, da religião e da cultura convergem todos para o Monte do Templo – provavelmente o terreno mais disputado da terra. Uma das tensões mais importantes entre judeus e muçulmanos é a de que uma mesquita muçulmana, o Domo da Rocha, foi construída no local do templo em Jerusalém. O ativismo em torno do templo tem provocado preocupação e conflito internacional e continua sendo um pavio curto que pode detonar a próxima guerra mundial. Não existem soluções fáceis ou simples nesse complexo drama internacional e há muita retórica.

O líder dos Fiéis do Monte do Templo, Dr. Gershon Salomon, que é um dos defensores mais conhecidos e declarados de um templo reconstruído, afirma:

Eu creio que essa é a vontade de Deus. Ele [o Domo da Rocha] deve ser retirado. Devemos, como sabem, removê-lo. E hoje temos todo o equipamento para fazer isso, pedra por pedra, cuidadosamente, embalando-o e enviando-o de volta para Meca, o lugar de onde veio.[2]

Afirmações tais como essa estão carregadas de emoção e são defendidas com convicção. Qualquer atividade relativa ao Monte do Templo certamente criará o caos e trará reprovação de uma ou mais entidades religiosas ou políticas envolvidas.

No entanto, o sonho de reconstruir o templo é realista e biblicamente correto; um dia ele se realizará. A Bíblia ensina explicitamente que a reconstrução se tornará realidade. Mas a alegria será passageira e a adoração será interrompida. Como veremos através de alguns tópicos da história e da Bíblia, o novo templo não será nem o primeiro nem o último a ser erguido. Sua construção é certa, mas os dias turbulentos que a acompanharão também.

Quais são os planos e os preparativos para o próximo templo de Israel?

Muitos planos estão sendo feitos para a reconstrução do templo,[3] e vários grupos diferentes em Israel estão se preparando para isso. Algumas das organizações e atividades incluem:

Os Fiéis do Monte do Templo, liderados por Gershon Salomon, que usam medidas ativistas para tentar motivar seus compatriotas a reconstruírem o templo. Uma dessas medidas foi sua tentativa periódica de colocar uma pedra angular de 4 toneladas e meia no Monte do Templo. O ativista Gershon Salomon demonstra sua determinação quando diz:

No dia certo – creio que em breve – essa pedra será colocada no Monte do Templo, trabalhada e polida... e será a primeira pedra para o terceiro templo. Agora mesmo essa pedra não está longe do Monte do Templo, bem perto das muralhas da Cidade Velha de Jerusalém, perto da Porta de Shechem... e dessa pedra se pode ver o Monte do Templo. Mas o dia está próximo em que essa pedra estará no lugar certo – pode ser hoje... ou amanhã, estamos bem pertos da hora certa.[4]

Outra ação que eles instituíram foi o sacrifício de animais.

O Instituto do Templo, liderado por Israel Ariel, que já fez quase todos os 102 utensílios necessários para a adoração no templo conforme os padrões bíblicos e rabínicos. Eles estão em exposição para turistas no centro turístico do Instituto do Templo na Cidade Velha em Jerusalém.

O Ateret Cohanim fundou uma yeshiva (escola religiosa) para a educação e o treinamento dos sacerdotes do templo. Sua tarefa é pesquisar regulamentos, reunir levitas qualificados e treiná-los para um sacerdócio futuro.

Muitas yeshivas surgiram em Jerusalém para fazer preparativos para a eventualidade de culto no templo reconstruído e funcional. Estão fazendo roupas, harpas, plantas arquitetônicas geradas em computador. Alguns rabinos estão decidindo quais inovações modernas podem ser adotadas num templo novo. Além disso, eles estão fazendo esforços para ter animais kosher (puros) para sacrifício, inclusive novilhas vermelhas. E algumas pessoas continuam a orar no Monte do Templo para ajudarem a preparar o caminho.

Muitos outros preparativos estão em andamento para a volta de Israel a todos os aspectos da adoração no templo.

Qual é a importância do templo da Tribulação?

O templo da Tribulação é importante porque é o templo que muitos judeus em Israel estão tentando reconstruir no presente. Saber o que a Bíblia ensina sobre os templos do passado, presente e futuro dá aos crentes a base necessária para ver o terceiro templo do ponto de vista de Deus. Apesar de que a esperança judaica para o próximo templo é que ele seja o templo messiânico, a Bíblia deixa claro que ele será, na verdade, o templo transitório do Anticristo.

O fato de Israel ter sido restabelecido como nação em 1948, de Jerusalém ter sido reconquistada em 1967 e dos judeus estarem fazendo esforços cada vez mais significativos para a construção do terceiro templo, demonstra que estamos chegando perto do fim da atual era da Igreja e do início da Tribulação. O cenário divino para o fim dos tempos está tomando forma e o centro das atenções é a reconstrução do templo em Jerusalém. A mão de Deus está agindo. (Thomas Ice e Timothy Demy em - http://www.chamada.com.br)



Notas

1. Richard N. Ostling, "Time for a New Temple?" ("Tempo para um Novo Templo?") Revista Time, 16 de outubro de 1989.
2. Gershon Salomon citado em Patti Lalonde, "Building the Third Temple" ("Construindo o Terceiro Templo"), This Week in Bible Prophecy Magazine, abril de 1995, p. 22.
3. Para detalhes documentados de preparativos atuais para reconstruir o templo veja Ice e Price, Ready to Rebuild.
4. Randall Price, entrevista gravada com Gershon Salomon, 24 de junho de 1991.


Fonte: www.chamada.com.br
Link para o original: A Verdade Sobre o Templo dos Últimos Dias

Dicionário Teológico de A a Z. Letras M e N

Glossário
Letra M

Macroevolução. Teoria da evolução de todas as coisas viventes a partir de uma célula viva original.

Manuscritos. Livros escritos a mão. Antes de 100 d.C, tinham a forma de rolos. A partir de então passaram a ser livros encadernados.

Maranata. Palavra aramaica que significa "nosso Senhor vem" (1 Co 16.22).

Messias.
Forma da palavra hebraica Mashiach ("ungido").

Microevolução. Mudanças pequenas dentro do desenvolvimento das espécies criadas por Deus. Decerto Deus fez provisão para essas mudanças na sua criação. A maioria delas, no entanto, apresentam deterioração, devido à Queda.

Midraxe. Palavra hebraica que significa "explicação". Modo judaico de explicar o significado que supostamente subjaz aos textos bíblicos.

Milênio. Palavra latina que significa "mil anos". Usada para referir-se ao reino futuro de Cristo sobre a Terra.

Missa. Nome católico romano da Ceia do Senhor.

Modalismo. Ensino de que Deus é uma só Pessoa e se manifesta às vezes como Pai, às vezes como Filho e às vezes como Espírito Santo.

Monarquianismo.
Movimento dos séculos II e III que ressaltava a unidade e a unicidade de Deus. Alguns consideravam Jesus um mero homem. Outros ensinavam uma forma de modalismo.

Monarquianismo dinâmico.
Doutrina divulgada nos séculos II e III. Afirma que Deus é o único Soberano; que Jesus era um homem comum e que, ao ser batizado, começou a ser inspirado pelo Espírito sem que este, entretanto, habitasse nEle.

Monasticismo. Segregação do mundo secular a fim de viver uma vida de abnegação, serviço, oração e obediência.

Monismo. Considera a pessoa humana como unidade radical, um ser que não é composto de partes separáveis entre si, tais como corpo, alma e espírito.

Monoteísmo. Adoração de um só Deus.

Morávios. Membros de uma igreja que foi resultado de um reavivamento iniciado em 1722, em Herrnhut, propriedade do conde Zinzendorf, na Saxônia.

Letra N


Narrativa. Relato de eventos, especialmente à medida em que avançam na ação. Alguns procuram uma trama, com acúmulo de fatos e liberação da tensão.

Narrativa histórica.
Uma narrativa reconhecida como fato.

Neo-ortodoxia.
Teologia associada especialmente a Karl Barth (1886-1968). Para a interpretação da Bíblia, aceita os métodos críticos destrutivos dos liberais, mas ensina as doutrinas principais da Reforma e acredita que Deus fala às pessoas através das Escrituras (embora sustente que as Escrituras não são inerrantes).

Neoplatonismo. Os ensinos de Platão modificados por Plotino (205-70 d.C.) e outros. Concebia o mundo como uma emanação da Deidade e pensava que a alma pudesse ser reunida com aquela nas experiências extáticas.

Neo-universalismo. Tendência entre alguns evangélicos de ver a possibilidade da salvação final de todos os seres humanos, devido ao amor e graça extravagantes de Deus.

Nestorianismo. Ensino de Nestório, bispo de Constantinopla (428-). Diz que Jesus possuía dentro de si duas pessoas, bem como duas naturezas. Os nestorianos agora se chamam de cristãos assírios.

Fonte: HORTON, Stanley M. Teologia Sistemática: Uma perspectiva Pentecostal. São Paulo: CPAD, 2008

terça-feira, 8 de maio de 2012

A Idolatria em torno da Adoração a Maria seria bíblica?


 "É correto que qualquer igreja verdadeiramente cristã no sentido bíblico, não venera Maria, agir contrário a esta posição é extrapolar os mandamentos de Cristo. "Maria, o mesmo que Miriam ou "amada", deve ser respeitada e, por ser a mãe do Senhor Jesus, não podemos dizer dela menos que Isabel: "Bendita és tu entre as mulheres... E de onde me provém que me venha visitar a mãe do meu Senhor?". Em seu "Magnificat", Maria demonstra a sua humildade e, aí, vemos o porquê da sua escolha por Deus. De fato, ela é venturosa entre as mulheres, por ser a escolhida para mãe do Salvador. Mas, de modo nenhum, devemos fazê-la motivo de adoração.

É pecado adorar, não somente a Maria, mas a qualquer outro nome que não seja o do Pai, do Filho, e do Espírito Santo. Ela mesma, em seu cântico (Lucas 1.47), afirma: "E o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador". Este versículo bíblico é uma confirmação de que ela necessitava também da salvação. Ora, como alguém que carece de salvação pode salvar outros? Além do mais, só os cegos espirituais, não vêem a grande diferença entre o Senhor Jesus e Maria. E quem a ela rende culto prova um total desconhecimento das Sagradas Escrituras. A história tem mostrado quantos erros doutrinários têm sido cometidos, quanto a esses fatos. A adoração a Maria e a inúmeros outros santos, como é sabido de todos, foi uma coisa forjada pelo romanismo. Sem ir muito longe, é digno de registro o fato, e até dispensa comentários, de que o papa Paulo VI ofereceu uma rosa de ouro ao Brasil, e ao benzê-la na Capela Sistina em 5 de março de 1967, perante uma representação brasileira, expressou: "No Santuário de Nossa Senhora Aparecida, ela (a rosa) darátestemunho de nossa constante oração à Virgem santíssima para que interceda junto de seu Filho... Vamos a Maria para chegar a Jesus. Amando desse modo Nossa Senhora...chegaremos a Cristo, o Filho de Deus". Qualquer novo convertido ao Evangelho sabe que em nenhum outro nome há salvação, a não ser no nome de Jesus. Quanto à salvação, o próprio Jesus disse: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida;ninguém vem ao Pai senão por mim", Jo 14.6; "... tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, Ele vô-lo concederá", Jo 15.16b; "... Eu sou a porta das ovelhas", Jo 10.7.

E não há salvação em nenhum outro
Que disse o apóstolo Pedro, acerca de Jesus? - Ele disse "e não há salvação emnenhum outro nome, dado entre os homens pelo qual importa que sejamos salvos", At. 4:12

Vejamos o que diz o Livro "Os Fatos sobre o Catolicismo Romano" de John Ankerberg e John Weldon sobre este assunto:

Qual o papel singular de Maria no catolicismo romano, e ele é bíblico?

Significativas áreas da doutrina e prática católicas estão relacionadas com a pessoa e a obra de Maria. Sua singular relação com Deus é freqüentemente discutida em uma trindade de funções: (1) Co-redentora, (2) Medianeira, e (3) Rainha do Céu. Como Co-redentora ela colabora com Cristo na obra de salvar os pecadores. Como Mediadora, ela agora distribui as bênçãos e a graça de Deus aos espiritualmente necessitados. Como Rainha do Céu, ela atua providencialmente com Cristo, o Rei do Céu. Apesar dos conceitos na Igreja Romana variarem, Maria tem sido comumente elevada acima de todos os profetas, apóstolos, santos, papas e também da própria Igreja Católica. Nas palavras do papa PauloVI. "...o lugar que ela ocupa na Igreja [é] 'o mais elevado e o mais próximo de nós, depois de Jesus'."

com a bênçãos do Vaticano II
Com as bênçãos honrosas dadas pelo Vaticano II, a mariologia está entrincheirada no catolicismo tão firmemente como sempre. O Vaticano II declarou: "Admoestamos a todos os filhos da Igreja que o culto, especialmente o culto litúrgico, da Bendita Virgem se promova amplamente. Mas o conceito católico de Maria não é bíblico; pelo contrário, é completamente tradicional. Alguns dos ensinamentos não-bíblicos relacionados com a Maria da Tradição católica incluem o seguinte:
1. A imaculada conceição de Maria: Essa doutrina ensina que ela nasceu sem pecado original e, portanto, ficou sem pecado ao longo de toda a sua vida.
2. A perpétua virgindade de Maria: Esse dogma afirma que ela não teve filhos depois de Jesus.
3. A assunção corporal de Maria ou sua ascensão física ao céu: Ensina-se que, pelo fato dela não ter pecado, Maria nunca experimentou a morte física. Ao invés disso, ela ascendeu fisicamente à presença de Cristo.
4. O papel de Maria como Co-redentora e Mediadora de todas as graças: Essa doutrina sustenta que a obediência e os sofrimentos de Maria foram essenciais para assegurar a completa redenção realizada por Cristo.
5.O direito de Maria à veneração e adoração: Esse ensino propõe que, por causa do papel incomparável que ela tem no esquema da salvação, Maria é digna de especial adoração.O espaço nos permite analisar somente esses últimos dois pontos.

Maria é uma "salvadora" na Igreja Católica Romana?

papa Pio X
A mariologia é definida como o estudo da teologia que "trata da vida, do papel e das virtudes da Bendita Mãe de Deus", as quais "demonstram... sua posição como Co-redentora e Mediadora de todas as graças".' Desse modo, os papas católicos sempre glorificaram Maria. O papa Leão XIII afirmou em sua encíclica de rosário Octobri mense (1891): "Ninguém pode achegar-se a Cristo a não ser pela mediação de sua mãe. O papa Pio X (1903-1914) asseverou que Maria é a dispensora de todos os dons, os quais Jesus adquiriu para nós por meio de Sua morte e de Seu sangue." O papa Pio XI (1922-1939) disse:"Com Jesus, Maria redimiu a raça humana". A conclusão a que chegou o papa Pio XII (1939-1958) em sua encíclica Mystici Corporis (1943), foi que Maria voluntariamente ofereceu Cristo no Calvário: "Que, livre de todo pecado, original ou pessoal, e sempre unida íntima e intensamente a seu Filho, o ofereceu no Calvário ao Pai eterno... por todos os filhos de Adão". 

Por tudo isso é que o Vaticano II declara que "havendo sido elevada ao céu, ela não pôs de lado esse papel salvífico, mas por seus múltiplos atos de intercessão continuou obtendo para nós os dons da salvação eterna.*E, em The Catholic Response (A Resposta Católica), Stravinkas afirma que "ninguém pode ignorar essa mulher, porque se o fizer corre o risco de distorcer o Evangelho".

Ainda que Maria não tenha morrido literalmente pelo pecado do mundo, por haver dado à luz o Messias e por ter-Lhe dado apoio moral e outras coisas, pode-se considerar que ela ajudou indiretamente a expiar os pecados do mundo. Quanto aos seus sofrimentos temporais aqui na terra, a Enciclopédia Católica ensina que ela "os suportou para a nossa salvação". Além disso: "No poder da graça da redenção obtida por Cristo, Maria, por haver entrado espiritualmente no sacrifício do seu Divino Filho pelos homens, fez expiação pelos pecados dos homens e (por conseguinte) teve mérito na aplicação da graça redentora de Cristo. Dessa forma, ela colabora na redenção subjetiva da humanidade."
__________________________________________________________
* Os "maximalistas" garantem que mediante seu Fiat (faça-se) e a oferta de seu Filho na cruz, Maria é absolutamente necessária não somente para a encarnação, mas para a própria redenção. É por isso que ela é chamada de Co-Redentora. Mas mesmo os assim chamados "minimalistas" defendem crenças tais como a alegada assunção corporal, a imaculada conceição e a coroação de Maria como Rainha dos Céus.

Maria é adorada na Igreja Católica Romana?

latria, dulia, hyperdulia
Apesar da teologia católica procurar traçar uma linha entre a adoração que se dá a Deus e a que se oferece a Maria, na prática elas freqüentemente não se podem distinguir. Os termos específicos usados são latria - adoração que se dá somente a Deus; dulia - veneração que se oferece aos santos; e hyperdulia - veneração especial que se dá a Maria. Como afirma Carson: O desenvolvimento da mariologia tem sido acompanhado por uma tendência sempre crescente de dar a Maria uma adoração que, em muitas devoções populares, não pode ser distinguida da que se oferece somente a Deus. Por exemplo, quando o católico comum invoca a ajuda de Maria como intercessora celestial todo-poderosa, ou para suplicar diante de Jesus por ele, ou para perdoar-lhe seus pecados, é difícil imaginar que nesse preciso momento esteja fazendo distinção entre latria, dulia e hyperdulia:

Pode ser que Roma negue que Maria seja adorada como Deus. Mas, atribuir-lhe poderes de onisciência e onipresença, necessários para que ela ouça [e responda] às orações de milhões, é conferir-lhe algo que pertence exclusivamente a Deus. Ademais, as orações são pronunciadas de tal forma que se torna difícil distingui-las das que se elevam a Deus. O renomado teólogo protestante R. C. Sproul afirma: "Eu creio, contudo, que para todos os efeitos práticos posso afirmar, sem medo de errar, que na atualidade milhões de católicos romanos neste mundo adoram a Maria; e ao fazerem isso crêem estar obedecendo ao que a Igreja tem ordenado."Repetimos que a Igreja Católica declara oficialmente que sua mariologia não diminui a adoração devida a Cristo como Deus e Mediador."Mas, estritamente, isso deve ser questionado. Como foi observado num Concilio Evangélico sobre o Catolicismo: "Com efeito, muitos católicos romanos a colocam no mesmo plano das pessoas da Trindade.

A Maria bíblica

A Maria do ensinamento católico pouco tem a ver com a Maria do Novo Testamento. Dada a suprema importância de Maria na Igreja Católica, é muito surpreendente o fato de que seu nome nem sequer seja mencionado nas epístolas do Novo Testamento. Com exceção de Atos 1.14, Maria não é mencionada em nenhuma outra parte fora dos Evangelhos. E mesmo nos Evangelhos seu poder e autoridade espirituais são quase inexistentes. Nem Jesus Cristo, nem Paulo, nem qualquer outro escritor bíblico jamais concedeu a Maria a importância ou a devoção que têm sido dados a ela pela Igreja Católica durante o último milênio. 

Bem-aventurados são os que
ouvem a palavra de Deus
Isso é ainda mais incrível quando consideramos que as cartas do Novo Testamento foram escritas especificamente para dar direção espiritual à Igreja, e que elas tratam tanto de doutrina como de adoração. Como isso é possível? Se Maria realiza as numerosas e vitais funções espirituais que acabamos de discutir, como pode o nome de Maria estar ausente do próprio coração do ensino do Novo Testamento - precisamente onde ela deveria ser mais proeminente? Até mesmo os católicos se vêem obrigados a confessar que não existe apoio bíblico para essas doutrinas. Lucas relata um incidente interessante na vida de Jesus. Com efeito, a História nos diz que, a parte de seu papel como portadora e mãe do Messias, Maria não foi uma pessoa singular nem especialmente abençoada. Na verdade, nas palavras de Jesus, observamos que,"pelo contrário", aqueles que obedecem a Deus são mais bem-aventurados do que se tivessem dado à luz a Jesus. E quase como se Deus estivesse se dirigindo ao dogma católico:
"...uma mulher, que estava entre a multidão, exclamou e disse-lhe: Bem-aventurada aquela que te concebeu e os seios que te amamentaram! Ele, porém, respondeu: Antes bem-aventurados são os que ouvem a palavra de Deus e a guardam!" (Lucas 11.27-28).
Com freqüência, Jesus se referia a si mesmo como o 'Filho do homem', mas nunca, como dizem os católicos, como o 'Filho de Maria'. Nesta passagem ele revela que existe mais bem-aventurança em ouvir a Palavra de Deus e guardá-la do que ser filho de Maria.

Concluímos que Maria, como cada ser humano que já pisou na terra, precisou de um Salvador: "Disse então Maria: A minha alma engrandece ao Senhor,e o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador;" (Luc. 1:46-47).

prostrando-se, o adoraram
Quando o Senhor Jesus nasceu e foi visitado pelos magos do oriente, eles se dirigiram a Jesus e não a Maria: "E, entrando na casa, acharam o menino com Maria sua mãe e, prostrando-se, o adoraram (Jesus); e abrindo os seus tesouros, ofertaram-lhe dádivas: ouro, incenso e mirra." (Mat. 2:11). Prestaram adoração a Jesus e não à Maria, o texto é bem claro.

O nome Maria aparece cerca de 54 vezes no Novo Testamento, se referindo a pelo menos seis pessoas diferentes, e seriam pouco mais de dez vezes os episódios referentes à Maria esposa de José da qual nascera o Salvador.

A última referência à Maria no Novo Testamento está registrada em Atos 1:14, e nada mais é referido a respeito dela no NT. Não havendo nenhum único vestígio de mariolatria no NT por parte seja da igreja ou dos discípulos.

Faz-se necessário crer nas Escrituras Sagradas de forma integral para que não caiamos nesta situação que Deus reprova, e uma vez que ele reprova, não podemos ir contra seus princípios. Há bastante argumentos por parte dos adeptos da 'mariolatria' de que os cristãos protestantes (crentes) odeiam Maria, isso não é verdade, isso apenas faz parte dos contra-argumentos sem fundamentos ou respaldo bíblicos para acusar àqueles que rejeitam tais práticas. O que não podemos aceitar são práticas que o próprio Deus nos proibiu, respeitamos Maria como crente que foi em seu Filho, pois ela foi temente a Deus, se assim não fosse, Deus não a teria escolhido para dar à luz ao Salvador.

O grande problema desse culto à Maria é a falta de bases sólidas biblicamente falando. Nós não odiamos Maria, ela tem o seu próprio lugar dentro da narrativa bíblica, porém não há um único versículo que dê apoio a esse tipo de adoração e culto, são apenas tradições do romanismo. O que se encontra para fundamentar a 'mariolatria' com um pouco mais de força são as transferências dos títulos ou atributos de Cristo para Maria, sua mãe. Existem mais de cem títulos dados ao Senhor Jesus na Bíblia, e que os adeptos da mariolatria atribuem a Maria, todos sem atestado bíblico.

Existem muitas afirmações, no mínimo, muito estranhas à luz das Escrituras. Por exemplo:
  • Dizem que Maria deu a sua vida por nós
  • Dizem que Maria sacrificou seu Filho
  • Dizem que Maria entregou o seu Filho por nós. Meu Deus!
  • Dizem que temos o perdão de pecados pela intercessão de Maria
Vejamos o que diz a Bíblia:
  • “Mas Deus prova o seu amor para conosco em que Cristo morreu por nós , sendo nós ainda pecadores .” (Romanos 5.8)
  • “Nisto conhecemos o amor : que Cristo deu a sua vida por nós ; e nós devemos dar a vida pelos irmãos .” (1 João 3.16)
  • "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. (João 3:16)
  • "Mas , se andarmos na luz , como ele na luz está , temos comunhão uns com os outros , e o sangue de Jesus seu Filho nos purifica de todo pecado .” (1 João 1.7) “Filhinhos , escrevo-vos porque pelo seu nome (Jesus), vos são perdoados os pecados .” (1 João 2.12).
Foi Ele que morreu em uma cruz para
nos salvar
Nos faltaria tempo para abordarmos tantas outras situações que mostram que o Evangelho é Cristocêntrico e não "mariocêntrico". Foi
Ele que morreu em uma cruz para nos salvar. E lembre-se, todos os homens de Deus que em algum momento receberam adoração na Bíblia, a rejeitaram (At. 10:25-26), e com certeza, se Maria o tivesse recebido, também não aceitaria, pois sabia a quem devia dar tal honra, que era a Deus.

Entre muitas outras referências Bíblicas, citamos uma com grande impacto sobre o assunto adoração e culto, que foram proferidas pelo próprio Senhor Jesus: "‘Adore o Senhor, o seu Deus e só a ele preste culto’". (Mat. 4:10 NVI); ou ainda: "Adorarás o Senhor teu Deus, e só a ele servirás " (Mat. 4:10 V. Católica). O servir a Deus implica prestar culto, pois de fato o culto é um serviço de adoração prestado a Deus.

Para saber mais, acesse os links: cacp.org
A verdade sobre Maria
A posição de Maria na Bíblia
A adoração a Maria
Maria, mãe do Filho de Deus

Fontes de pesquisas:
KASCHEL, Werner; ZIMMER, Rudi. Dicionário da Bíblia de Almeida: 2ª Ed. São Paulo: SBB, 1999.
A Bíblia Responde. Rio de Janeiro: CPAD, 1983.
ANKERBERG, John; WELDON, John. Os Fatos Sobre o Catolicismo Romano: O que a Igreja Católica Romana Realmente Crê?: 2ª Ed. Porto Alegre: Obra Miss. Chamada da Meia-Noite, 1999.
BOYER, Orlando. Pequena Enciclopédia Bíblica: São Paulo: CPAD, 1966.
BOYER, Orlando. Dicionário Bíblico Universal: São Paulo: CPAD, 1999.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Dicionário Teológico de A a Z. Letras J, K e L

Glossário
Letra J


Judaico-cristão. Refere-se aos valores que os judeus e os cristãos defendem em comum.

Judaísmo. Religião (e cultura) que se desenvolveu a partir do farisaísmo entre os judeus após a destruição do Templo (70 d.C.j). Existe sob várias formas hoje.

Justificação. O ato de Deus em aceitar uma pessoa como justa aos seus olhos. Deus perdoa os pecadores que aceitam Cristo e trata-os como inculpados como se nunca tivessem pecado.


Letra K


Kenosis. Da palavra grega kenõsis, que significa "esvaziamento". O auto-esvaziamento de Cristo (Fp 2.7) quando Ele se tornou homem e esvaziou-se das expressões externas da sua glória.


Keswick. Refere-se a reuniões de evangélicos, originalmente em Keswick, Inglaterra, visando estudos bíblicos e a busca de uma vida espiritual mais profunda, ou o viver vitorioso.


Letra L


Liberalismo. Movimento que nega o sobrenatural e redefine os ensinos e práticas cristãos conforme as filosofias humanas contemporâneas. Também chamado modernismo.

Limbo. Do latim limbus ("fronteira"). Segundo a teologia católica romana, o estado permanente das criancinhas que morrem sem terem sido batizadas. Não são pessoalmente culpadas, de modo que não vão para o inferno, mas, por causa do pecado original, não podem ir para o Céu.


Fonte: HORTON, Stanley M. Teologia Sistemática: Uma perspectiva Pentecostal. São Paulo: CPAD, 2008

Saduceus, você já ouviu falar deles? Quem eles eram?

Quem eram os saduceus tão mencionados na Bíblia?

"Os principais dignatários do sacerdócio
eram saduceus"
Eles eram um dos grupos em que se dividiam os judeus no tempo de Jesus. Eles eram adversários doutrinários dos fariseus. Não criam na ressurreição dos mortos nem na vida futura. Eles alcançaram grande prestígio com a ascensão de Herodes ao trono. Sua oposição a Jesus era mais forte que a de qualquer outro grupo. Os principais dignatários do sacerdócio mosaico eram saduceus. Por várias vezes eles foram repreendidos por Jesus.

Os saduceus eram um grupo religioso pequeno, porém muito influente. Os que faziam parte desse grupo eram os sacerdotes e as pessoas de muita influência de Jerusalém. Os seus ensinos eram basicamente influenciados pelo PENTATEUCO. Eles, apesar de serem um partido religioso composto por muitos sacerdotes, negavam a ressurreição, o juízo final e a existência dos anjos (Luc. 20:27; Marc. 12:18; At. 23:8; Mat. 22:23). Eles não se davam bem com os fariseus (At. 23:6-8), mas se uniram com eles para combater Jesus e os seus seguidores.

"desafiaram Jesus acerca da ressurreição, mas
foram calados por ele"
Eles ganharam o domínio do sacerdócio alguns anos antes de Cristo, eram bastante racionalistas e mundanos. São mencionados cerca de 14 vezes no NT. Eles foram denunciados por João Batista junto com os fariseus como raça de víboras (Mat. 3:7). Jesus Cristo também os denunciou junto com os fariseus (Mat. 16:6-12). Juntarem-se com os fariseus para pedir um sinal do céu (Mat. 16:1). Eles desafiaram Jesus acerca da ressurreição, mas foram calados por Ele (Mat. 22:23-34). Perseguiram os apóstolos levando alguns à prisão (At. 4:1-3; 5:17-18).

Possivelmente, o nome desse grupo teve origem no nome de Zadoque, o sacerdote, onde alguns de seus descentes após o exílio, organizaram um partido que acabou se tornando tão político quanto eclesiástico ou religioso. Durante quase um século antes do nascimento de Jesus Cristo, constituíam um importante partido nacional, sendo já nos tempos do NT constituído por todos os sumos sacerdotes. Há menções dos saduceus também fora da narrativa bíblica por boca de Flávio Josefo: "A doutrina dos saduceus é que as almas morrem com os corpos" (Antiq. XVIII. cap. 1e 4). Sua existência termina com a destruição de Jerusalém pelo general Tito, por volta do ano 70 de nossa era.

Fontes:
A Bíblia Responde. Rio de Janeiro: CPAD, 1983.
KASCHEL, Werner; ZIMMER, Rudi. Dicionário da Bíblia de Almeida. 2ª Ed. São Paulo. SBB. 1999.
BOYER, Orlando. Pequena Enciclopédia Bíblica. São Paulo: CPAD, 1966.
BUCKLAND, A.R.. Dicionário Bíblico Universal. São Paulo. Ed. Vida. 1999.

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