CONTATO

E-MAIL PARA CONTATO:
oucaapalavradosenhor@oucaapalavradosenhor.com

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Casamento nos Tempos Bíblicos

A Bíblia expressa com clareza as intenções de Deus para o casamento. Deus quer que o homem e a mulher se realizem tanto espiritual como sexualmente. Este relacionamento foi desfigurado pela queda da humanidade no pecado. A história de Israel fala das mudanças que afetaram o casamento porque os israelitas preferiram aceitar as práticas degradantes de seus vizinhos ímpios. Jesus reafirmou o significado do casamento. Ele censurou a atitude dos judeus para com o divórcio, e desafiou os parceiros conjugais a viverem em harmonia.

CASAMENTO

Convém observar as passagens bíblicas que descrevem o propósito do casamento. A Bíblia dá uma visão geral dos privilégios e deveres do vínculo matrimonial.

A. Divinamente estabelecido. No princípio Deus criou um casal de seres humanos, um homem e uma mulher. Sua primeira ordem a eles foi: "Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra" (Gênesis 1:28).

Ao reunir este casal, Deus instituiu o casamento, a mais fundamental de todas as relações sociais. O casamento capacitava a raça humana a cumprir a ordem de Deus de encher a terra e sujeitá-la (Gênesis 1:28). Deus fez a ambos, o homem e a mulher, à sua imagem, cada qual com um papel especial e cada qual complementado pelo outro. O capítulo 2 de Gênesis diz que Deus criou primeiro o homem. Depois, usando uma parte do homem, Deus fez-lhe "uma auxiliadora" (Gênesis 2:18). Quando Deus trouxe Eva a Adão, ele os uniu e disse: "Por isso deixa o homem pai e mãe, e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne" (Gênesis 2:24). Deus tencionava que o casamento fosse uma relação permanente. Devia ser uma entrega pactual única de duas pessoas que excluíam todas as demais de sua intimidade.

Deus proibiu expressamente a quebra dessa união quando ordenou: "Não adulterarás" (Êxodo 20:14). O Novo Testamento reafirma a singularidade do vínculo matrimonial. Jesus disse que O homem e sua mulher "já não são mais dois, porém uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem" (Mateus 19:6). Paulo comparou lindamente o amor de um homem à sua esposa ao amor de Cristo à sua Igreja (Efésios 5:25). Ele disse que o amor de Cristo era tão profundo ao ponto de ele morrer pela igreja, e do mesmo modo o amor do homem à sua esposa deve superar quaisquer imperfeições que ela possa ter. O casamento é mais do que um contrato que duas pessoas fazem para seu mútuo benefício. Visto que fazem seus votos matrimoniais na presença de Deus e em seu nome, podem buscar poder de Deus para cumprir tais votos.

Deus torna-se uma parte sustentadora do casamento. O livro dos Provérbios lembra-nos disto quando diz que Deus dá sabedoria, discrição e entendimento, de modo que os parceiros matrimoniais possam evitar que sejam induzidos à infidelidade (cf. Provérbios 2:6-16). Os escritores do Novo Testamento entenderam que o casamento cristão é criado e mantido por Cristo.

B. Marcado pelo amor. Acima de tudo mais, o amor é o sinal da união. Note-se a simplicidade com que a Bíblia descreve o casamento de Isaque e Rebeca: "[ele] tomou a Rebeca, e esta lhe foi por mulher. Ele a amou" (Gênesis 24:67). O amor, baseado em verdadeira amizade e respeito, sela e sustenta o laço matrimonial. Pedro conclama os maridos a viverem "a vida comum do lar, com discernimento; e, tendo consideração para com a vossa mulher como parte mais frágil, tratai-a com dignidade, por isso que sois juntamente herdeiros da mesma graça de vida" (1 Pedro 3:7). Este tipo de amor entre marido e mulher purifica a relação matrimonial de ambos. A Bíblia diz que marido e mulher são iguais como pessoas diante de Deus, visto que ambos foram feitos à imagem de Deus. Ambos podem ser salvos de seus pecados, mediante Jesus (Gênesis 1:27; Gálatas 3:28; Colossenses 3:10-11). Juntos recebem os dons e as bênçãos de Deus para seu casamento (Romanos 4:18-21; Hebreus 11:11; 1 Pedro 3:5-7). Quando se unem em casamento, ambos têm obrigações, embora possam ter graus variáveis de capacidade para executar as responsabilidades que partilham.
www.oucaapalavradosenhor.com
Procissão matrimonial. Esta concepção artística de uma procissão matrimonial típica nos tempos bíblicos, mostra o noivo acompanhando o grupo do casamento de volta à sua casa para uma festa. Música e dança eram partes essenciais da celebração, que durava de uma a duas semanas.

C. Realização sexual. Outro fator no relacionamento matrimonial é a união sexual dos parceiros. A união sexual consuma o casamento na base de uma entrega matrimonial mútua. A expressão "coabitou o homem com Eva" ou "conheceu Adão a Eva" (Gênesis 4:1, 25 e outros lugares), é o modo direto de a Bíblia referir-se ao intercurso sexual. Mas a Bíblia trata este ato com dignidade, chamando-o digno de honra e sem mácula (Hebreus 13:4). As Escrituras exigem do povo de Deus que conserve puras as suas relações sexuais. Não devem usar o sexo para dar vazão a paixões lascivas, como o fazem os ímpios (I Tess. 4:3-7). A Bíblia recomenda ao homem casado deleitar-se na esposa de sua mocidade todos os dias de sua vida (Eclesiastes 9:9). Ele deve embriagar-se "sempre com as suas carícias" (Provérbios 5:15-19).

1. Um dever a cumprir. Quando um israelita comprometia-se a casar, ele não devia permitir que nada o impedisse de cumprir seu propósito. Não devia ir à guerra, para não dar-se o caso de ele morrer e outro homem casar-se com a noiva prometida (Deuteronômio 20:7). Durante o primeiro ano de casamento ele não devia retomar nenhuma tarefa que interferisse em sua presença no lar para promover "felicidade à mulher que tomou" (Deuteronômio 24:5). Paulo disse aos maridos e às esposas que estivessem sexualmente disponíveis um ao outro, sem privar-se um ao outro, de modo que Satanás não pudesse tentá-los a tolerar afeições errantes por lhes faltar domínio próprio (I Coríntios 7:3-5).

2. Promiscuidade e perversão. Paulo diz que o homem que se une "à prostituta, forma um só corpo com ela, porque, como se diz [o homem e a prostituta], serão os dois uma só carne" (I Cor. 6:16). O corpo, diz Paulo, é o templo de Cristo. Uma vez que a união sexual promíscua une a carne de dois indivíduos, ela é uma profanação do templo de Cristo. Aqui o termo carne significa mais do que órgãos sexuais ou mesmo o corpo todo. Ele se refere à pessoa integral. A união sexual inevitavelmente envolve a pessoa toda, quer dentro, quer fora do casamento. Quando Deus exige que seu povo viva vidas santas (I Ped. 1:15-16), isto inclui a conduta sexual com relação ao casamento (I Tess. 4:3-6). Deus exigiu santidade correspondente dos israelitas (Levítico 18; 20:10-21). A pessoa na sua totalidade - corpo não menos do que alma - é separada para Deus. Com o tempo a prostituição religiosa das nações pagas entrou em Israel.

A própria presença desta prática profanou o culto do Senhor (I Sam. 2:22). A Bíblia proíbe o incesto (Lev. 18:6-18; 20:11-12). Denuncia, também, as relações homossexuais como depravadas e reprováveis aos olhos de Deus. Na verdade, tais relações acarretavam pena de morte em Israel (cf. Lev. 18:22; 20:13; Deut. 23:18; Rom. 1:26-27; I Cor. 6:9; 1 Tim. 1:10).
www.oucaapalavradosenhor.com

Cenas de casamento. Cenas de um casamento romano típico são vistas nos lados deste altar. Na cena à esquerda, o casal junta as mãos ao término da cerimônia matrimonial. À direita, crianças tomam parte na procissão à casa do noivo, carregando uma oferta para o sacrifício pagão.

3. Papéis sexuais próprios. Nos tempos bíblicos, pensava-se no casamento como um estado em que as pessoas naturalmente cumpririam seus respectivos papéis sexuais. Dessa maneira, o homem era o cabeça da família e a esposa devia submeter-se à sua autoridade (Salmo 45:11; I Pedro 3:4-6). Este relacionamento de papéis esteve presente desde o começo; a mulher foi feita para ser auxiliadora do homem, adaptada para ele nesse sentido. Por todo o tempo do Antigo Testamento a mulher encontrou seu lugar na sociedade por intermédio do pai, depois mediante o marido, e então por meio do irmão mais velho ou parente resgatador. Deus usou este relacionamento de papéis para estabelecer harmonia na família e na sociedade toda. A submissão da mulher judia ao marido não lhe depreciava as capacidades nem a reduzia a um lugar secundário na sociedade. A esposa "excelente" do Antigo Testamento (Prov. 31) gozava da confiança do marido e do respeito dos filhos e vizinhos. Ela desfrutava de muita liberdade para usar suas habilidades econômicas a fim de prover para a família. Era reconhecida como pessoa de sabedoria e graciosa mestra. Estava tão longe quanto possível de ser uma escrava-utensílio, que é como a mulher era considerada em outras culturas do Oriente Próximo.

D. Símbolo espiritual. O casamento simbolizava a união entre Deus e seu povo. Israel era chamada de esposa do Senhor, e o próprio Senhor disse: "não obstante eu os haver desposado" (Jer. 31:32; cf. Isaías 54:5). Os profetas declararam que a nação havia cometido "prostituição" e "adultério" quando ela se voltou de Deus para os ídolos (Núm. 25:1-2; Juizes 2:17; Jer. 3:20; Ez. 16:17; Os. 1:2). Disseram que Deus havia repudiado sua esposa infiel (Isaías 50:1; Jer. 3:8) ao enviar ele os israelitas para o cativeiro. Não obstante, Deus teve compaixão de sua "esposa", Israel, e chamou-a de volta para ser fiel (Isaías 54). Como o noivo se alegra na sua noiva (Isaías 62:4-5), assim o Senhor se delicia em fazer de Israel o "povo santo", seus remidos (Isaías 62:12). O Novo Testamento descreve a igreja como a noiva de Cristo, preparando-se para a vida no reino eterno (Efésios 5:23). Esta imagem sublinha a verdade de que o casamento deve ser uma união de amor e fidelidade, exclusiva e permanente. Os maridos devem amar as esposas como Cristo ama à sua noiva resgatada, e as esposas devem submeter-se a seus maridos, como se submetem a Cristo.

Fonte:
TENNEY, Merril C. ; PACKER, J.I.; WHITE, William Jr. Vida Cotidiana nos Tempos Bíblicos: 1ª Ed. São Paulo. Editora Vida, 1988.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

A Necessidade do Novo Nascimento

www.oucaapalavradosenhor.com
Sermão pregado pelo Reformador
Martinho Lutero
Para o Domingo da Santíssima Trindade de 11 de junho de 1536

Havia um homem dos fariseus que se chamava Nicodemos, um principal entre os judeus. Este veio a Jesus de noite e lhe disse: “Rabi, sabemos que és mestre vindo de Deus, porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes se Deus não estiver com ele. Respondeu-lhe Jesus: “Em verdade, em verdade te digo se o
homem não nascer de novo, não poderá ver o reino de Deus”. Nicodemos lhe disse: “Como pode um homem nascer de novo sendo velho? Pode por acaso entrar uma segunda vez no ventre de sua mãe e nascer?

”Respondeu-lhe Jesus: “Em verdade, em verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito não poderá entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne; o que é nascido do Espírito é Espírito. Não te maravilhes do que eu te disse: é necessário nascer de novo. O vento sopra onde quer e se
ouve o seu som; mas ninguém sabe de onde vem e nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito”. Perguntou-lhe Nicodemos: “ Como pode acontecer isso?”

Respondeu-lhe Jesus: “Tu és mestre de Israel e não sabe disso? Em verdade, em verdade te digo que aquilo sabemos falamos, e aquilo que temos visto testificamos, mas vós não recebeis o nosso testemunho. Se eu
vos tenho dito coisas terrenas e não acreditastes, como acreditareis se eu vos falar das celestiais? Ninguém subiu ao céu, senão aquele que de lá desceu, o Filho do Homem, que está no céu. E assim como Moisés levantou a serpente do deserto, é necessário que o filho do homem seja levantado para que todo aquele que
Nele crer, não se perda, mas tenha vida eterna.

Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu filho unigênito para que todo aquele que Nele crer não se perda, mas tenha vida eterna”. João 3:1-16

COMO ALCANÇAR A SALVAÇÃO, a pergunta principal da humanidade.

Hoje ainda não lhes foi explicado o Evangelho. Escreve o evangelista São João que certo fariseu de nome Nicodemos veio ao Senhor de noite e teve com ele uma conversa, e Cristo, de sua parte, lhe pregou um
sermão para aquele homem piedoso que realmente ele não sabia que fazer com ele: quanto mais o ouvia, menos o entendia.

Sobre essa historia se prega todo ano. Mas como hoje o momento novamente é propício, falaremos mais uma vez sobre ela. Desde que o mundo existe, os sábios que existem nele se perguntam: “De que modo
se pode alcançar a justiça e a bem-aventurança?” Essa questão se discute desde quando há homens na Terra, e continuará sendo discutida até que o mundo chegue a seu fim. Ainda nos nossos dias atuais pode-se ver com quanto ardor debatemos esse assunto. Todos creem estar em condições de emitir um juízo, porém, com seu juízo, revelam sua ignorância. Esta mesma questão, como nos informa o Evangelho para o dia de hoje, Cristo a tratou com um homem que, falando nos términos da lei judaica, era uma pessoa corretíssima e
muito instruída.

Aquele homem quer discutir sobre aquilo que devemos fazer e como devemos viver para sermos salvos, e espera que Cristo lhe dê uma resposta. “Porque tu” ele diz, “és mestre vindo de Deus, pois os sinais que tu fazes vão além da capacidade de qualquer ser humano. Nós os fariseus ensinamos, no campo do espiritual, a lei de Moisés. Opinas tu que há algo melhor que possa nos recomendar?” Surge assim na discussão entre ambos a pergunta sobre as obras, ou seja, a vida perfeita – a pergunta que inquieta aos homens de todas as gerações.

I. O que tenta alcançar a salvação pelos caminhos das obras, não a alcançará

Já os antigos romanos meditavam com muita seriedade sobre qual era o caminho reto a seguir, acerca de como, por exemplo, se devia lidar corretamente com a casa e a família. Seus interesses se dirigiam diante
de toda a exata determinação do que exige a “justiça”. Mas com isso se meteram em um problema que não tem solução, como eles mesmos tiveram que admitir: “excesso de justiça, excesso de injustiça.” Por qual
motivo? Porque a “justiça” no sentido estrito da palavra está fora de nosso alcance. Por isso que se tem que buscar o caminho do meio e adaptar-se às circunstâncias. Nesse sentido também se costuma dizer: “acertou como os atiradores quando acertam o alvo”, quer dizer, não graças a sua pontaria, senão graças a um impacto fortuito. Pois um bom atirador e até um eventual ganhador é também aquele que chegou mais próximo do alvo. Assim o reconhecem até os juristas.

www.oucaapalavradosenhor.com
Tem que se dar por satisfeitos se com seu governo e administração da coisa pública conseguem que ninguém inflija a outro injustiças muito grosseiras, ainda quando seja impossível acertar e aplicar rigidamente a justiça em sua forma pura. Porém quando chega ao poder um desses desorientados, só causa alvoroço, distúrbios e dissensões. Assim toda autoridade secular tem que se ater ao que é possível. Não obstante, a razão gostaria de elevar a salvação ou a uma ordem política perfeita pela via da injustiça. Porém tal coisa é impossível. Que fazer então? Quase se diria que acontece como com aquele que queria subir uma alta montanha e por não poder fazer, exclamou: “Pois bem, ficarei aqui”. No entanto, Cristo nos diz: “Se vossa justiça não for maior que a dos escribas e fariseus, não entrareis no reino dos céus” (Mateus 5:20).

Ali no sermão do monte o Senhor explica qual o verdadeiro cumprimento da lei, e o que significa acertar o alvo: não se irar, nem mesmo no recôndito do coração; não cobiçar nem mesmo em pensamentos a mulher ou os bens do nosso próximo. Ali se coloca diante dos nossos olhos a justiça mais perfeita. E, apesar de tudo os homens acreditam poder alcançá-la mediante o cumprimento da lei. “Não queremos nem pretendemos”, dizem, “acertar exatamente o alvo”; se o conseguem com certa aproximação, se têm por desculpados. Nós, porém, atentamos para o que nos ensina Cristo: “Ninguém pode ver o reino de Deus ao menos que tenha acertado o alvo”. E no Apocalipse lemos: “Neste tabernáculo não entrará nenhum imundo”. Que devemos fazer pois? Também exclamaremos: “Temos que ficar aqui embaixo, não podemos subir a montanha”?

Tampouco Nicodemos sabe outra coisa que esta: “Eu sou uma pessoa correta, vivo piedosamente conforme a lei e transito pelo caminho que conduz ao céu”. E agora ele quer que esse Mestre lhe expresse sua
aprovação ou desaprovação – ainda que não gostaria de pensar nesta última opção, senão espera que o Senhor lhe responda: “Sim, Nicodemos, és perfeito, e ainda: Já és bem-aventurado e os demais entrariam no reino dos céus se fizessem como tu”. Porém, ocorre justamente o contrário: Cristo o bota a correr do reino dos céus: “Por certo, és um homem bom. Porém se não nasces de novo, tua justiça não te servirá de nada.” O “nascer de novo”: esta é a justiça na qual insistimos tanto em nossa pregação. Ou seja: Cristo não tem a intenção de rechaçar a lei, antes quer que ela seja cumprida. “Porém”, diz “a forma como vós a cumpríeis não tem validade. Cumpríeis a lei só em vossa imaginação, mas não na realidade. Os Dez Mandamentos são perfeitos, e quero que os cumpra. Quem quiser entrar no céu tem que cumpri-los.

Porém, com o vosso conceito do ‘direito’ e com a vossa justiça, não os estais cumprindo”. Não temos outra justiça melhor do que a que resultaria do meu cumprimento de tudo o que se manda nas duas tábuas da lei de Moisés. Então seríamos “justos” – porém só justos conforme a justiça dos fariseus, e não conforme a justiça exigida pela lei.

II. Só a regeneração nos torna participantes da salvação eterna

É-nos dito, pois: “lhe é necessário nascer pela segunda vez”. Para Nicodemos isso é chocante. Ele pensa em outras leis, alem do ponto das leis mosaicas, tais como as que achamos no papado e no judaísmo farisaico; espera que Cristo estabeleça artigos novos, leis novas, todo um código novo. Porém, nada disso: Cristo não diz uma palavra quanto a leis e estatutos novos. “Pois o que possuis em matéria de leis já é mais do que podeis cumprir. Eu, em troca, os prego assim: Vós, vós mesmos precisam chegar ser outras pessoas. Eu não falo de fazer ou não fazer, senão de chegar a ser. Tu tens que chegar a ser outro homem, tens que
nascer de novo. Isso será então a justiça que acerta o alvo, a justiça sem mancha nem ruga, a justiça que conseguirá entrar no céu”.

Para Nicodemos, ao ouvir Jesus falar dessa maneira, lhe vem certas dúvidas. Essas são palavras novas para ele. “Entrar eu pela segunda vez no ventre de minha mãe? Tolice!” Porém a essas tolices Cristo acrescenta
outras piores: “não te digo que tenhas de nascer de novo de pai e mãe humanos, senão da água e do Espírito Santo”. Agora, Nicodemos fica totalmente confundido. “Que homem e mulher são esses: água e
Espírito?” E como se ainda não fosse suficiente, Cristo lhe pergunta: “Tu és mestre de Israel e não sabes disso?”, o que soa como zombaria manifesta. E sem dúvida, Cristo tem que falar assim porque o assunto é
totalmente novo para Nicodemos. Para explicá-lo Cristo recorre a uma ilustração como se quisesse dizer a Nicodemos: “queres que eu desenhe para que tu entendas? Digo-te porém: se não podes captar com a razão, capta-a com a fé. Pois se não acreditaste quando te falei coisas terrenas, como crerás se eu te falasse das coisas espirituais? Nós falamos o que sabemos, e o que sabemos é a verdade e vós não acreditais. Pois bem: se alguém não quer crer, deixe-se!”

A nossa pregação, iniciada naquelas condições por Cristo, se apoia exclusivamente na fé. Só com a fé se pode compreender da “regeneração pela água e pelo Espírito”. O Espírito é o homem e a água a mulher. O que isso implica, não o podes medir com a tua razão. Daí o tema que pregamos seja artigo de boas obras ou de fé. E já os papistas aprenderam algo de nós ao dizer que com a fé e a graça começa a vida verdadeiramente cristã. Antes só se falava da missa privada e da invocação dos santos; agora, em troca, dizem que a fé, efetivamente, salva, porém não só a fé, senão a fé em cooperação com nossas obras. E essa cooperação, apoiam, é imprescindível. E a nós criticam duramente afirmando que proibimos as obras e induzimos os homens à preguiça. Todavia lhes falta bastante para serem tão piedosos e estarem tão próximos da verdade como Nicodemos. Nós nunca proibimos as boas obras; mais ainda: se dizemos algo a respeito das boas obras, nossa própria gente fica logo com raiva, o qual é um claro sinal de que realmente pregamos sobre esse tema.

E apesar disso os papistas seguem blasfemando de nós. Eles ensinam: “as boas obras tem que vir com a ajuda da fé – vãs palavras que demonstram que esses mestres não têm noção do que é fé, boas obras, nascer do Espírito, nascer de Deus. É por isso que é necessário que estudemos com cuidado o nosso presente texto (João 3:5) e outros iguais. Aqui se fala de “nascer de novo”, não de “fazer algo novo”. Primeiro deves plantar uma árvore, e logo terás também os frutos. Segundo seja boa ou mal a árvore, serão também bons ou maus os frutos. O mesmo ocorre aqui. Nós chamamos um novo nascimento, quer
dizer, uma nova maneira de ser, uma nova pessoa, não somente um novo vestido ou novas obras. Quando eu era monge, minha vestimenta era distinta e também minhas obras eram; as sete horas para as orações, a missa, o crisma, o celibato – todas essas eram outras obras, muito dessemelhantes de minhas obras anteriores. Porém a simples mudança das obras não é o que vale; que mude a pessoa, que mudem os pensamentos e o ânimo: esse é o novo nascimento. Portanto não se pode sobrepor as obras à fé. Em que uma criança contribui para que seja concebida e venha à luz?

Isso é obra dos pais; a criança não faz nada para que suas perninhas e todos os seus membros cresçam; não é parte ativa nesse processo de crescimento, senão parte meramente passiva. Qual foi, nesse sentido, a nossa contribuição? Onde estão as obras cooperantes? Queria saber então de onde vem essa insistência de
que se deve agregar também obras , e logo obras próprias nossas!

É verdade: a mãe leva a criatura em suas entranhas e lhe dá o calor materno; no entanto, não é obra dela que essa criatura se origine. De igual maneira quem pregamos e batizamos somos nós, no entanto, a
palavra e o batismo não são nossos; somente pomos à disposição nossa boca e nossas mãos. Na realidade a palavra e o batismo são de Deus, no entanto somos chamados colaboradores de Deus (I Coríntios 3:9). É, por certo, uma colaboração bastante modesta a nossa. Não que contribuamos com obra ou a palavra; o único com que contribuo ao batizar e pregar é com a voz, os dedos, a boca. Assim, na geração de uma criança, o pai e a mãe só contribuem com a carne e o sangue como fatores seus; a criatura concebida não contribui absolutamente em nada, senão que “se deixa criar” por Deus todos os seus membros, e a mãe a leva em seu seio. Há alguma razão então para que eu retire a honra de Deus e diga que eu mesmo me gerei e que minha própria atuação contribuiu para que eu nascesse?

Isso não significaria um agravo a Deus? Por acaso não somos chamados seus filhos, obras de suas mãos? Se é verdade que as obras colaboram na regeneração, vejo-me obrigado também a achar que eu colaborei com Deus – e isso é uma blasfêmia contra Ele. Mas se é verdade que eu sou nascido de novo, como diz Cristo, não tenho que colaborar com nada, senão que tenho que permanecer quieto e passivo para aquele que é meu Pai e Criador me faça nascer de novo como filho seu. Nesse sentido o apóstolo Paulo declara que “nós somos uma nova criação, criados em Cristo para boas obras”. Como se vê, Paulo não se esquece das boas obras, mas as menciona não por que tenham contribuído em algo, não por que sejam
elas que produzem a nova criação, mas “para que andássemos nelas”.

Se é certo que minhas próprias obras contribuem para que eu seja uma nova criação, bem posso me gloriar de ser meu próprio Deus; porque o criar é obra exclusiva de Deus. Se eu colaboro, então Deus não é meu
único Deus, senão que eu também o sou. Por outro lado, se Ele é o único, não o posso ser eu também, como se afirma muito claramente no Salmo: “Ele nos fez e não nós a nós mesmos; somos seu povo e ovelhas de seu pasto”. E não obstante, certa gente incorre em tremenda tolice de sustentar que a fé cria homens novos, mas com a ajuda das obras. Mas precisa de toda lógica dizer que eu me crio a mim mesmo e sou Deus junto com Deus, de modo que Ele me tem a seu lado como um Deus adjunto. Assim como eu não me formei a mim mesmo no corpo de minha mãe, senão que foi Deus quem me formou, valendo-se dos meus membros e do calor de minha mãe, assim tampouco na regeneração somos convencidos mediante nossas próprias forças e obras, senão unicamente pelas mãos e o Espírito de Deus.

Em consequência, é ilícito acrescentar obras à fé; do contrário, não é Deus só o que me cria, senão que eu sou simultaneamente com ele meu próprio criador. Ao fogo do inferno com um criador que se cria a si mesmo! A Escritura me chama de uma nova criação de Deus e, não obstante, eu haveria de atribuir a nova criação a mim mesmo? De esse modo eu seria criação e criador, obra e obrador em uma mesma pessoa. A toda luz, esses são pensamentos diabólicos e ensinos de homens cegos. Devemos observar estritamente ao que aqui nos ensina o evangelista São João. Também Paulo nos chama “novas criaturas”. Da mesma maneira, pois, como não contribuo para meu nascimento corporal e pela minha concepção, senão que sou parte meramente passiva e ‘me faço’ gerar e criar, da mesma maneira tampouco as obras contribuem em nada para que o homem seja regenerado.

Se não for assim, Deus já não será apenas Deus, senão que nós seremos Deus junto com Ele e seremos nossos próprios progenitores. Mas quando a criatura já está gerada, e quando a criancinha já está formada no seio materno com todos seus membros, a mãe diz: “Sinto que o nenenzinho faz as obras que em seu estado pode fazer”. Porem, só o já criado dá esses sinais de sua existência, e só quando foi dado à luz move seus membros, e fica com vida, aprende a caminhar e a cantar. Mas se não tivesse sido criada previamente, agora não se moveria.

III. O regenerado se manifesta como crente mediante a prática de boas obras.

Nossa pregação quanto à nova criação é, pois, uma vez que fomos regenerados, devemos andar em boas obras. Nesse sentido fazemos algo: pregamos; aqueles, todavia, que são convertidos não fazem nada para chegar a sê-lo, já que somos criação e obra de Deus, “criados para que andássemos em boas obras” (Efésios 2:10). Essas palavras nos falam com inteira claridade. A semelhança com uma criatura humana é
evidente. A criatura deve se separar do corpo materno; antes de estar completamente formada, não  contribui em nada para esse fato. Por que Deus a beneficiou de membros? Para se mover; uma vez nascida deve caminhar, ficar de pé, comer, beber, trabalhar, mandar, pois para isso nasceu. Se não fizesse nada, seria um tronco ou uma pedra. Porém deve fazer algo, para isso foi criada. A isso se refere Cristo quando disse ao fariseu Nicodemos: “Todos vós quereis ser vossos próprios criadores. Possuíeis a lei de Moisés e esforçai-vos para cumpri-la. Porem não obtereis êxito, uma vez que ainda não nascestes de novo; não possuíeis o Espírito Santo. Por conseguinte todas as vossas obras são obras do velho homem. Podeis, por exemplo, construir uma casa ou fabricar um sapato, porém tais obras não têm nada haver com o céu. Não são obras que conferem justiça a quem as faz. Também os gentios são capazes de fazê-las. Ademais trazeis oferendas, circuncidais a vossos filhos, usais as vestiduras sagradas – também isso está ao alcance de qualquer pagão. Por isso digo que são obras do homem velho, nascido uma só vez, a saber, do seio de sua mãe. Mas se quereis fazer obras que sejam de valor diante de Deus e que tragam proveito ao próximo, precisais nascer de novo. Vós por sua vez acreditam que o fazer obras que exteriormente parecem ser boas já está assegurada a vossa entrada no céu, ainda mesmo o coração não se achando no estado devido. Porém não façais as coisas ao contrário, não comeceis pelas obras!”

Também os papistas são da opinião de que se pode merecer o céu com suas obras que acompanham a graça. É um engano. As boas obras não podem ajudar de nenhuma forma, nem como obras que precedem a graça, nem como obras que lhe correm paralelas, nem tampouco como obras que seguem a graça, senão que tudo tem que proceder do Espírito Santo e da água. “No lugar de pai e mãe vos darei água e o Espírito Santo”, reza a pregação de Cristo. Onde isso é assim, posso dizer: “minhas próprias obras não me criaram, nem me geraram como nova criação, nem tampouco poderão fazê-lo, posto que fui criado e gerado da água e do Espírito”. Também resulta agora fácil provar e julgar os espíritos fanáticos. Pois o que nasceu, o que já foi feito e criado, não tem necessidade de ser feito e criado. Como podem dizer então que as obras subsequentes à graça me geram e me criam? Fazer boas obras é necessário; correto – porém não para chegar a ser por meio delas uma nova criação. Portanto há de se diferenciar entre fé e obras; assim, aqui o Senhor nos ensina.

As obras feitas antes da fé são condenadas como pecado. Em contrapartida, as obras feitas por quem já tem fé são obras preciosas e boas. Todavia, tampouco essas servem para nos converter em homens justos, senão para louvar e glorificar a nosso Pai que está nos céus (Mateus 5:16) e para causar alegria aos anjos. Pois quem por meio de boas obras e de uma pregação frutífera honra ao Pai, receberá também dele a recompensa correspondente. Se não andas em boas obras, tampouco nasceu ainda para elas (Efésios 2:10).

www.oucaapalavradosenhor.com
Onde se ensina e se vive dessa maneira, a verdade aqui ensinada por Cristo permanece vigente em toda a pureza. Cristo diz que temos que nascer, Paulo reforça que temos que ser criados por Deus. Falando em
termos de comparação com uma criatura: a criatura não se gera nem se faz nascer a si mesma, senão que depois de ser criada pode fazer obras. Analogamente, a árvore frutífera depois de plantada dá frutos. Não se diz: “Se não tiver peras na árvore, essa não é uma árvore”, senão o inverso. Por isso cresce a pereira, para que dê peras, para glória e louvor de Deus o Criador, e para que nós as comamos. Assim, a obra de
Deus é a que precede, e a nossa obra é a que segue. Igualmente: se não existisse ferreiro, não existiria machado, pois para que o machado corte, previamente precisa ser fabricado. Só um perfeito idiota poderia dizer: “Faz-me um machado que colabore na sua fabricação, de maneira que mediante seu despedaçar e cortar se transforme em machado”. Primeiro se fabrica o machado, e só então se pode empregá-lo nos trabalhos aos quais a ele se destinam.

Sobre esse tema se discute de modo por demais obstinado desde os primórdios da humanidade. E esse é o nosso ensino no qual insistimos com toda energia, afim de que conserve o lugar correspondente na igreja e para evitar que penetrem nela pessoas que atribuem um efeito também às obras precedentes ou concomitantes. Primeiro deve estar a criação, o nascimento: logo pode seguir a obra. Nicodemos não pode
compreender isso porque ele vive na crença equivocada de que obterá êxito para entrar no céu graças as suas obras precedentes. Cristo se opõe a ele com um sonoro NÃO: “o que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus”. Todos aqueles que ensinam algo que contrarie esse artigo são falsos mestres. Nós, todavia, cremos e damos graças a Deus pelo fato de que ao fim foi trago a luz e posto ao conhecimento de todos qual é o verdadeiro caminho da vida: “Faz com que eu seja regenerado sem a colaboração de nenhuma obra minha, mas apenas pela palavra e pela fé”. Se tal é o caso, sou filho de Deus, tenho livre acesso a casa de meu Pai, e tudo quanto faço é bom e aceito diante de seus olhos. Se meu pé escorrega, Ele me castiga.

Se eu sou uma árvore boa, levo frutos bons. Se a árvore é tomada por vermes nocivos, o Pai os extermina. Se eu sou um bom machado, sirvo para cortar; se no machado se produz uma falha, também esse mal poderá ser sanado pelo Pai. Por isso vós os fariseus estais muito distantes do alvo com
vossas obras precedentes; porque dessas resulta não mais que uma justiça válida diante dos olhos do mundo e para ela vale o que acabo de dizer quanto ao atirador. A justiça proveniente da fé acerta o alvo: aponta ao centro mesmo e penetra até a vida eterna – não por nossos próprios meios, senão em união com aquele que é o Mediador, do qual se fala na parte final do evangelho (João 3:14 e similares).

Fomos criados por Ele e somos recriados por Ele; por meio Dele somos uma criação perfeita, apesar de ainda não estarmos livres de faltas e debilidades.

Isso se chama falar de forma cristã sobre a regeneração, da qual os papistas, os turcos e os judeus não têm o menor conhecimento. Estou seguro, portanto, que no Concílio I dos papistas* rejeitarão esse artigo, já que a norma deles é julgar a obra de Deus segundo eles mesmos a entendem. Cristo, porém, sustenta invariavelmente: “O que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus”. É preciso, pois, deixar de lado os pensamentos próprios, a sabedoria própria, as opiniões próprias e ouvir somente a palavra por meio da qual é criado em ti um coração novo sem a tua contribuição, como o novo ser no corpo da mãe. Este texto
soluciona a questão em que se vem debatendo no mundo inteiro sobre como é possível uma vida 'totalmente' bem-aventurada e feliz. Não há outro meio que a justiça efetuada pela regeneração não atinja o alvo.

*De Trento
Fonte: Traduzido de http://www.escriturayverdad.cl/mlutero.html
Original em Espanhol
Link: http://www.projetospurgeon.com.br/

sábado, 15 de dezembro de 2012

A Doutrina de Deus. 2ª Parte

Nesta segunda parte sobre a Doutrina de Deus, a partir do livro "Teologia em Perguntas e Respostas" serão abordados temas como: Os Atributos de Deus, A Trindade no Antigo e Novo Testamento, Os Nomes de Deus, no Antigo e no Novo Testamento. Assim, acreditamos poder compreender um pouco mais a respeito dos ensinamentos acerca de Deus em sua própria Palavra.

www.oucaapalavradosenhor.com

1. Quais os atributos de Deus , segundo apresentados na Bíblia?

Os Atributos são Naturais e Morais. Os naturais dizem respeito à Sua natureza e morais dizem respeito ao Seu caráter.
ATRIBUTOS NATURAIS

a) Onisciência: Seu conhecimento de todas as coisas (SI 147:4.5; Rm 11:33-36; Mt 6:8 e 10:30).

b ) Onipresença: Sua presença em todos os lugares. A onisciência e a onipresença de Deus estão intimamente ligadas (SI 139:7-12; Jr 23:24; Mt 18:20).

c) Onipotência: Significa o poder de Deus ilimitado para fazer Lido quanto é da sua vontade e propósito (Gn 17:1, 18:14; Ap 1:8 ).

d) Imutabilidade: Significa que não há em Deus mudança nenhuma. Não muda de propósito, de pensamento e nem de natureza (Ml 3:6; Tg 1:17; Hb 13:8).

e) Eternidade: Sua relação com o tempo. Sua duração é sem princípio e fim (SI 41:13; II Pd 3:8 e Ap 1:8).
Kronos: Tempo do mundo natural, físico.
Kairos: Tempo do mundo espiritual, eternidade.

f) Unidade: É um ser que existe e se manifesta nos diferentes modos de sua existência (I Tm 2:5; Dt 6:4).

ATRIBUTOS MORAIS

www.oucaapalavradosenhor.coma) Santidade: É a plenitude da excelência moral de Deus que é reverenciado como três vezes santo (Is 6:1-3).

b) Justiça ou retidão: O vocábulo retidão aplicado a Deus significa a confirmação própria de Deus em favor do que é reto e em oposição ao que é errado (Dt 32:4).

c) Amor: E a qualidade da natureza divina de se dar a si mesmo. Faz parte da essência de Deus (Jo 3:16; Rm 5:5-8; I Jo 4:7-10 e 4:16).

d) Verdade: Deus não só é a fonte e nem apenas o incentivador da verdade, Ele é a Própria verdade e sua Palavra é a verdade (Jo 1:14-17, 14:6). “...é a fonte e a base de todas as formas de conhecimento e de todas as matérias de conhecimento” (Mullins, pág. 240). “...porquanto o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou. Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas...” (Rm 1:19,20)

2. O que significa Trindade e Tri-unidade? Dentro do que ensina a Bíblia.
TRINDADE: Significa a tríplice manifestação de Deus ou a sua manifestação no Pai, no Filho e no Espírito Santo.

TRI-UNIDADE: Significa o tríplice modo da existência de Deus, que é a existência de três em um.
A Trindade diz respeito à revelação de Deus ao passo que a Tri-unidade refere-se à existência de Deus.
A ideia de Deus no Antigo Testamento é a unidade, por isso observaremos a Trindade de forma explícita somente no Novo Testamento como Pai, Filho e Espírito Santo.

TRINDADE

No Antigo Testamento: Não a encontraremos de forma explícita como no Novo Testamento devido à ideia de unidade (Dt 6:4). O Anjo do Senhor identificado como Jeová sendo chamado de Senhor, Deus, sendo reverenciado, adorado, recebendo oferta, etc. (Gên 16:7,13, 22:15, 31:11, Êx 3:2,4; Js 5:14; Jz 6:21-24, 13:20-22; Is. 63:9). Esse Anjo do Senhor é a manifestação de Jesus no Antigo Testamento.

O Pai como uma Pessoa distinta (Dt 32:6; Is 63:16 e Ml 2:10), O Messias (SI 2:6,7; 45:6,7; Pv 30:4; Is 9:6, 61:1 e Jr 23:5) e o Espírito Santo (Gn 1:2; Is 11:2,63:11,14).


“O Antigo Testamento não ensina clara e
diretamente sobre a Trindade. A razão é evidente: O
problema do politeísmo entre as nações. A nação de
Israel não estava preparada para compreender.
Deus primeiramente acentuou a verdade de ser o
Único Deus, para depois no Novo Testamento
tornar explícita a Trindade. Mesmo assim, parte dos
judeus teve conflito com esta verdade”.

No Novo Testamento:


O Pai é Deus (Jo 6:27, 14:9-13; I Pd 1:2; II Co 1:2).
O Filho é Deus (Jo 1:1.18; Tt 2:13: Hb 1:2).
O Espírito Santo é Deus (At 5:3.4; Rm 15:30: Hb 9:14).


TRI-UNIDADE

No Antigo Testamento:

Na criação (Gn 1:26. ELOHIM no original tem o sentido de pluralidade e significa Deus).
Na confusão de línguas (Gn 11:7).
Na experiência de Isaías (Is 6:3,8).
No Livro de Daniel (Dn 2:47).
Na benção arônica (Nm 6:24-26).

No Novo Testamento: No batismo de Jesus (Mt 3:13-17); na ordenança do batismo (Mt 28:19); na benção apostólica (II Co 13:13); na oração sacerdotal (Jo 17:21-23) e no ensino de João (I Jo 5:7).

3. O que significa Vestigium Dei?

Termo latino que significa “vestígios de Deus” . Trata-se da visão de que há vestígios ou indícios do Deus Único na ordem da criação, tendo Deus revelado o ser divino na criação por meio de analogias (analogia: ponto de semelhança entre coisas diferentes).

4. O que significa Vestigium Trinitalis?

Termo latino que significa “vestígios da Trindade” (oriundo provavelmente de Agostinho) e representa a busca de analogias da Trindade na estrutura tríplice de algumas coisas. Por exemplo: O homem é formado de espírito, alma e corpo. O corpo humano é formado de três partes: cabeça, tronco e membros. A célula: núcleo, citoplasma e membrana. Agostinho via um vestígio da trindade na pessoa humana, no autoconhecimento e no amor próprio das pessoas. Estes, são apenas exemplos que apenas dão uma ideia do possa ser o 'Vestigium Trinitalis'. É melhor simplesmente afirmar a unicidade e trindade de Deus sem explanação ou ilustração do que dar uma explicação ou ilustração que possa ser enganosa ou até mesmo herética.

5. Alguns dos Nomes de Deus no Antigo Testamento?

www.oucaapalavradosenhor.com
ELOHIM: Está no original no plural e significa Deus (Gn 1:1).
EL-SHADAI: O Deus Todo-Poderoso (Gn 17:1).
EL-ELYON: O Deus-Altíssimo (Gn 14:19).
EL-OLAM: O Deus Eterno (Gn 21:33).
ADONAI: É também como ELOHIM uma palavra plural. ADONAI significa Senhor (Gn 15:2,8).
JEOVÁ OU IAVE: Este é o Nome mais pessoal de Deus usado pelos hebreus. Tem origem no verbo ser (hayah, hebraico) que tem-se crido significar o “auto-existente” (Palestras em Teologia Sistemática, pág. 25, H. C. Thiessen) ou “EU SOU” como se revela a Moisés (Ex 3:14). A versão de Almeida o traduz como Senhor.
JEOVÁ-SABAOTH: O Senhor dos Exércitos (SI 84:1; Is 1:9 e 6:3).
JEOVÁ-JIRÉH: O Senhor Proverá (Gn 22:14).
JEOVÁ-RAFÁ: O Senhor que Cura (Ex 15:26).
JEOVÁ-NISSI: O Senhor é a Minha Bandeira (Ex 17:15).
JEOVÁ-TSIKNU: O Senhor Justiça Nossa (Jr 23:6).
JEOVÁ-SHALOM: O Senhor é Paz (Jz 6:24).
JEOVÁ-RA’AH: O Senhor Meu Pastor (SI 23:1).
JEOVÁ-SHAMMAH: O Senhor está Ali (Ez 48:35).

6. alguns dos Nomes de Deus no Novo Testamento?


THEOS: Equivale a EL, ELOHIM e ELYON. É o mais aplicado a Deus (Mc 5:7; Lc 1:32,35; At 7:48, 16:17; Hb 7:1).

KYRIOS: Designa Deus como Senhor, o Possuidor, o Poderoso. É empregado ao Deus Pai como também ao Filho (Fp 2:11).

PATER: É empregado a Deus mesmo nas religiões pagãs. O Nome PATER já é encontrado na  Septuaginta (grego) para designar a relação de Deus com Israel (Dt 32:6; SI 103:13; Is 63:16, 64:8; Jr
3:4,19 e mais freqüentemente no Novo Testamento (Mt 5:48; 6:6; 6:9; 7:11; Jo 1:14; 2:16; 3:35; 4:24, etc).

Fonte:
CAMPOS, Geraldo M. Teologia em Perguntas e Respostas: 1ª Ed. Minas Gerais.

Torcedor é expulso de partida por ser parecido com Jesus

O australiano vive há seis anos no Reino Unido e mantem seus cabelos e barbas compridos, a semelhança com Jesus chamou a atenção de outros torcedores.

Um homem de 33 anos precisou ser retirado de uma partida de dardos em Minehead, Somerset, no Reino Unido, depois que os demais torcedores começaram a chamá-lo de Jesus.

Branco, com cabelos compridos e barba, Nathan Grindal, estava interessado em acompanhar de perto a final do jogo, mas foi levado até um bar próximo ao clube a pedido da organização do jogo.

O porta-voz da Corporação Darts Professional, Dave Allen, disse para a imprensa local que a decisão de retirar Nathan do jogo foi para evitar que sua presença se tornasse um incômodo para os jogadores.

“Eu não fui para os dardos vestido como Jesus. Eu fui como eu!”, declarou o australiano que mora nos Reino Unido há seis anos.

Vídeos mostram o momento em que ele é convidado a sair do clube escoltado por seguranças enquanto a multidão gritava por Jesus.

“Havia um monte de gente gritando ‘Jesus’ e, para evitar que o público deixasse de prestar atenção na competição, eu ordenei que os seguranças o levassem para uma outra parte do complexo”, disse Allen.As informações são do Jornal O Dia.

Assista:



Fonte: Gospel Prime

Pastor compara Rede Globo aos amalequitas criticando relação com evangélicos

O texto foi baseado na história de Saul que desobedeceu a ordem de Deus e foi retirado de seu posto.

Pastor compara Rede Globo aos amalequita
criticando relação com evangélicos
Em I Samuel 15 a Bíblia narra a história de Saul, quando ele foi chamado para destruir os amalequitas, mas acabou permitindo que seus homens ficassem com o que eles encontraram de melhor entre os bens daquele povo.

Se baseando neste trecho, o pastor Zilton Alencar escreveu em seu blog uma nova versão, fazendo uma crítica aos evangélicos que estão se aproximando da Rede Globo.

No texto postado, o pastor cita Samuel como “Profeta” e Saul como “Pastor”, este último recebe a incumbência de destruir a Rede Globo, mas acaba preservando os programas Troféu e Festival Promessas, quando o Profeta volta para ver se o Pastor realmente seguiu as orientações divina se depara com os troféus ganhos e, a mando de Deus, tira o pastor de seu cargo.

Enquanto muitos pastores fazem críticas a esta aproximação entre os artistas evangélicos, líderes religiosos e a emissora carioca, outros comemoram a abertura que a mesma tem dado ao segmento.

No texto do pastor Zildo esta abertura não muda a opinião que Deus tem a respeito da emissora. “Então o Profeta despedaçou o Festival Promessas e os troféus perante o Senhor, na Igreja”.

Leia o texto completo:

1 Então disse o Profeta ao pastor: Enviou-me o Senhor a ungir-te líder sobre o seu povo, sobre a Igreja: ouve, pois, agora, a voz das palavras do Senhor.

2 Assim diz o Senhor dos Exércitos: Eu me recordei do que fez a Rede Globo à minha Igreja todos estes anos; como se lhe opôs no caminho, ensinando idolatria e espiritismo à nação, fomentando o ecumenismo e outras abominações maiores.

3 Vai, pois, agora e fere à Rede Globo; e destrói, totalmente, toda a sua programação, e não lhe perdoes; porém destruirás, desde as novelas às minisséries, desde os programas jornalísticos que ridicularizam a minha Palavra até os de auditório, desde os profanos até os considerados sagrados, desde os Reallity Shows até as revistas semanais.

4 E então se convocou o povo, e foi contado, milhares de pastores, e milhares de cantores e músicos.

5 Chegando, pois, à Rede Globo, puseram emboscadas em seu redor.

6 E disse o pastor aos que ainda temiam a Deus dentro da Rede Globo: Ide-vos, retirai-vos e saí do meio da Rede Globo, para que vos não destrua juntamente com eles, porque vós usastes de misericórdia com todos os cristãos, enquanto éramos ridicularizados por ela. Assim os que temiam a Deus se retiraram do meio da Rede Globo.

7 Então feriram a Rede Globo com a Palavra de Deus, desde o Oiapoque até o Chuí.

8 Mas preservaram o Festival Promessas, grande porta que havia sido aberta para a pregação do Evangelho dentro da Rede Globo; porém os BBBs, as novelas tipo “Salve Jorge” e outros programas considerados anticristãos destruíram totalmente.

9 E os pastores, os cantores e o povo perdoaram ao Festival Promessas, e o Troféu Promessas, o melhor que havia, e não os quiseram destruir totalmente; porém a toda a coisa vil e desprezível destruíram totalmente.

10 Então veio a palavra do Senhor ao Profeta, dizendo:

11 Arrependo-me de haver posto estes pastores e cantores como líderes do meu povo; porquanto deixaram de me seguir, e não executaram as minhas palavras. Então o Profeta se entristeceu, e toda a noite clamou ao Senhor.

12 E madrugou o Profeta, para encontrar com os pastores, pela manhã: e anunciou-se ao Profeta, dizendo: Já chegaram os pastores nas suas respectivas Igrejas, e eis que levantaram para si colunas. Então fez volta e passou, e desceu à primeira igreja.

13 Veio, pois, o Profeta ao pastor desta igreja; e o pastor lhe disse: Bendito sejas tu do Senhor; executei a palavra do Senhor.

14 Então disse o Profeta: Que brilho, pois, é este que eu vejo, reluzindo em meus olhos?

15 E disse o pastor: É o brilho dos Troféus Promessas da Rede Globo; os músicos e pastores os trouxeram; porque o povo perdoou ao melhor da programação global, as portas que foram abertas para a pregação do Evangelho, e trouxeram os Troféus para a glória do Senhor, teu Deus: o resto, porém, temos destruído totalmente.

16 Então disse o Profeta: Espera, e te declararei o que o Senhor me disse, esta noite. E ele disse-lhe: Fala.

17 E disse o Profeta: Porventura, sendo tu pequeno aos teus olhos, não foste por cabeça da igreja? e o Senhor te ungiu líder sobre Seu povo.

18 E enviou-te o Senhor a este caminho, e disse: Vai, e destrói, totalmente, a estes pecadores, os globais, e peleja contra eles, até que os aniquiles.

19 Por que, pois, não deste ouvidos à voz do Senhor, antes voaste ao despojo, e fizeste o que parecia mal aos olhos do Senhor?

20 Então disse o pastor ao Profeta: Pelo contrário! Antes, dei ouvidos à voz do Senhor, e caminhei no caminho pelo qual o Senhor me enviou; e trouxe o Festival Promessas, o melhor da programação da Rede Globo, a porta aberta para a pregação do Evangelho; e os demais destruí totalmente;

21 Mas o povo tomou dos Troféus Promessas como despojo, o melhor do interdito, para oferecer ao Senhor, teu Deus, na Igreja, para a glória dEle.

22 Porém o Profeta disse: Tem, porventura, o Senhor tanto prazer em holocaustos e sacrifícios, como em que se obedeça à palavra do Senhor? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar; e o atender melhor é do que o brilho e a glória dos troféus.

23 Porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e o porfiar é como iniquidade e idolatria. Porquanto tu rejeitaste a palavra do Senhor, ele também te rejeitou a ti, para que não sejas líder de Seu povo.

24 Então disse o pastor ao Profeta: Pequei, porquanto tenho traspassado o dito do Senhor e as tuas palavras; porque temi ao povo, e dei ouvidos à sua voz.

25 Agora, pois, te rogo, perdoa-me o meu pecado; e volta comigo, para que adore ao Senhor.

26 Porém o Profeta disse ao pastor: Não tornarei contigo: porquanto rejeitaste a palavra do Senhor, já te rejeitou o Senhor, para que não sejas líder sobre Seu povo.

27 E virando-se o Profeta para se ir, o pastor lhe pegou pela borda da capa e a rasgou.

28 Então o Profeta lhe disse: O Senhor tem rasgado de ti, hoje, a Igreja de Deus, e a tem dado ao teu próximo, melhor do que tu.

29 E também aquele que é a Força da Igreja não mente, nem se arrepende; porquanto não é um homem, para que se arrependa.

30 Disse ele então: Pequei; honra-me, porém, agora, diante dos anciãos do meu povo, e diante da igreja; e volta comigo, para que adore ao Senhor, teu Deus.

31 Então o Profeta se tornou atrás do pastor; e e o pastor adorou ao Senhor.

32 Então disse o Profeta: Trazei-me aqui o Festival Promessas e os Troféus Promessas. E trouxeram-nos, e vieram a ele animosamente; e disseram: Na verdade, já passou a amargura da antiga rejeição que os cristãos tinham de nós!

33 Disse, porém, o Profeta: Assim como a tua influência corrompeu a Igreja de Deus, assim ficarão desfilhados os teus criadores. Então o Profeta despedaçou o Festival Promessas e os troféus perante o Senhor, na Igreja.

34 Então o Profeta se foi: e o pastor subiu a sua casa.

35 E nunca mais viu o Profeta ao pastor até ao dia da sua morte; porque o Profeta teve dó do pastor. E o Senhor se arrependeu de que pusera o pastor como líder da Igreja.

Fonte: Gospel Prime

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

A Doutrina de Deus. 1ª Parte

www.oucaapalavradosenhor.com
1. É possível definir Deus?

De forma plena não, pois o finito jamais poderá definir o infinito. Os teólogos definem na tentativa de auxiliar o homem na compreensão de Deus. Vejamos algumas definições:

“Deus é Espírito Pessoal, perfeitamente bom, que em santo amor cria, sustenta e dirige tudo.”
(A.B. Langston)

“O Deus revelado nas Escrituras é um Ser Pessoal, auto-existente e auto-consciente, Criador do Universo, fonte de toda vida e bênção. Resumindo: Deus é Espírito, é Puro, é Pessoal e infinito.”
(J. D. Douglas)

2. Qual a natureza de Deus?

De acordo com a definição de Langston, Ele é “Espírito Pessoal” .

3. Qual o caráter de Deus?

Ele é “perfeitamente bom”.

4. Qual a relação de Deus com o universo?

“Cria, sustenta e dirige tudo” (SI 24:1,2; Cl 1:15-17; Hb 11:2,3)

5. Quais as objeções sobre a existência de Deus?

O ateísmo consiste na negação absoluta da ideia de Deus. Visto que são os ateus que se opõem às convicções mais profundas da raça humana, a responsabilidade de provar a não existência de Deus recai sobre eles. Suas principais objeções são as seguintes:

a) Objeção Intelectual: ‘‘Esta parte daqueles que, observando o universo, acham que é desnecessária a existência de Deus. Tudo se move com regularidade em seus eixos. Acham que não é necessário afirmar mais que uma lei natural”. Para eles tudo funciona pelas leis naturais do universo e a lei da evolução basta para explicar o seu desenvolvimento.

b) Objeção Moral: Esta é mais séria e baseia-se na presença do mal no universo. O mal é contrário à bondade perfeita de Deus e não pode ser aprovado por ele. Há um abismo intransponível entre Deus e o mal. Por isso, dizem “Se há um Deus, ele não é onipotente, e se ele é onipotente, logo não é bom. Se ele é bom e onipotente, porque não acaba com todos os padecimentos, injustiças, guerras e todas as misérias da humanidade?” A existência de tudo isso, dizem eles, “deve-se ou à impotência de Deus ou ao seu indiferentismo”.

“Diz o insensato no seu coração: Não há Deus. Corrompem-se e praticam abominação...”
(SI 14:1 e 53:1)

6. Como provar a existência de Deus? Quais argumentos podemos usar?

Há evidências incontestáveis a respeito da existência de Deus. Podemos relacionar as seguintes:

a) Argumento da Criação: A razão argumenta que o universo deve ter tido um princípio. Todo efeito deve ter uma causa suficiente. O universo, sendo o efeito, por conseguinte deve ter uma causa. Principalmente se considerarmos a extensão do universo.

b) Argumento do Desígnio: O desígnio e a formosura evidenciam-se no universo. O desígnio e a formosura implicam um Arquiteto dotado de inteligência suficiente para explicar sua obra.



www.oucaapalavradosenhor.comCOMENTÁRIO

“Cientistas reconhecem que há um desígnio na natureza”Em seu livro “The Blind WatchmaKer” (O Relojoeiro Cego), o Zoólogo Richard Dawkins, da Universidade de Oxford, um destacado evolucionista, chama a biologia de “o estudo de coisas complicadas que dão a aparência de terem sido criadas com algum propósito”. Uma célula, a menor unidade viva, chega a ter 100.000 moléculas, e 10.000 reações químicas interrelacionadas simultâneas. As células não podem ter surgido pôr acaso. Darwkins admite que “Cada célula contém, no seu núcleo, um banco de dados digitalmente codificado que é maior do que a soma de
todos os 30 volumes da Enciclopédia Britânica” .

E isso equivale apenas a uma célula. Há trilhões de células no corpo humano, milhares de tipos diferentes, operando em relacionamentos incrivelmente complexos e delicadamente equilibrados.

“Toda a beleza, harmonia e perfeição do universo e
a complexidade do corpo humano seriam
impossíveis sem a presença de uma inteligência por
traz planejando e executando tudo. Somente a
existência de Deus pode explicar estas realidades”.

c) Argumento da Natureza do Homem: O homem dispõe de natureza moral, isto é, a sua vida é regulada por conceitos do bem e do mal. Ele reconhece que há um caminho reto de ação que deve seguir e um caminho errado que deve evitar. O homem, sendo um ser moral e dotado de livre arbítrio, nos leva a concluir que há um Legislador que idealizou uma norma de conduta. Se o homem fosse simplesmente matéria, seria impossível este dotar de uma consciência, valores morais, sentimentos, etc.

d) Argumento da História: A marcha dos eventos da história universal fornece evidências de um poder e duma providência dominantes. “Os princípios do divino governo moral encontram-se na história das nações tanto quanto na experiência dos homens” (D. S. Clark). A história bíblica foi escrita para revelar Deus na história, isto é, para ilustrar a obra de Deus nos negócios humanos (SI 75:7; Dn 2:21 e 5:21).

e ) Argumento da Crença Universal: A crença na existência de Deus é praticamente tão difundida quanto a própria raça humana. “Como é do conhecimento de todos os antropólogos, já foi para o limbo das controvérsias mortas...todos concordam que não existem raças, por mais primitivas que sejam, totalmente
destituídas de concepção religiosa...” (Jevons, autoridade no assunto de raças e religiões comparadas).

COMENTÁRIO

"Visto que são os ateus que se opõem às convicções mais profundas da raça humana, a responsabilidade de provar a não existência de Deus recai sobre eles”. Com este argumento, transferimos a responsabilidade para os ateus e mostramos que estes estão em discordância com a raça humana.

Certa vez um ateu disse a um rabino: "Te dou uma moeda se você me mostrar onde Deus está". Ao que o rabino respondeu: "E eu te dou duas moedas se me mostrar onde Deus não está".

7. Na relação de Deus com o universo, o que é Transcendência?

Transcendência: É Deus separado de toda a criação, como um Ser Independente e auto-existente (Is 40:12-17).

8. Na relação de Deus com o universo, o que é Imanência?

Imanência:
É a capacidade de Deus em vir ao encontro da criação, do homem, é sua presença difundida e seu poder dentro de sua criação (SI 139:7-10; Is 57:15, 66:1,2 ). “Transcendência sem imanência nos daria deísmo, e imanência sem transcendência nos daria panteísmo... as duas coexistem em Deus.” (Langston)

9. Qual o significado do termo teológico Teofania?

Aparição ou revelação da divindade.

10. Qual o significado do termo teológico Epifania?

É a maneira pela qual Deus se revela tanto no Antigo quanto no Novo Testamento. A epifania através do Filho Jesus Cristo é a mais perfeita de todas as maneiras de revelação (Tt 2:11, 3:4; Hb 1:1,2).

11. Qual o significado do termo teológico Antropomorfismo?

É uma figura de linguagem utilizada pelos escritores da Bíblia em que as característica físicas do ser humano são atribuídas a Deus, apesar Dele se revelar como Espírito não limitado ao tempo e ao espaço por um corpo físico (Is. 59:1; 66:1-2).

12. Qual o significado do termo teológico Antropopatia?

Sentimentos humanos aplicados a Deus, como por exemplo:

“então, se arrependeu o Senhor...”
( Gên. 6:6).

13. Qual o significado da seguinte crença acerca de Deus: Teísmo?

A crença em um Deus Pessoal, tanto imanente quanto transcendente que existe nas Três Pessoas distintas da Trindade. É a posição do teísmo cristão. Esta é a posição correta acerca de Deus pois se baseia na Escritura Sagrada.

14. Qual o significado da seguinte crença acerca de Deus: Ateísmo?

Teoria que nega a existência de Deus.

15. Qual o significado da seguinte crença acerca de Deus: Deísmo?

Admite que Deus criou e depois da criação se afastou e entregou o mundo para ser governado pelas leis naturais (negação da imanência).

16. Qual o significado da seguinte crença acerca de Deus: Panteísmo?

É a crença de que Deus está em todas as coisas e todas as coisas são Deus. Confundindo Criador com criação (negação da transcendência).

17. Qual o significado da seguinte crença acerca de Deus: Politeísmo?

Crença na existência de vários deuses.

18. Qual o significado da seguinte crença acerca de Deus: Agnosticismo?

Expressão originada de duas palavras gregas que significam “não e saber” . O agnosticismo nega a capacidade humana de conhecer a Deus. Segundo este pensamento, a mente finita não pode alcançar o infinito.

19. Qual o significado da seguinte crença acerca de Deus: Materialismo?

Nega qualquer distinção entre a mente e a matéria. Afirma que todas as manifestações da vida e da mente e todas as forças são simplesmente propriedades da matéria. “O pensamento é secreção do cérebro como a bílis é secreção do fígado”.

Fonte:
CAMPOS, Geraldo M. Teologia em Perguntas e Respostas: 1ª Ed. Minas Gerais.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Ateus podem ser condenados a morte em 7 países

Relatório da União Internacional Humanista e Ética foi entregue à ONU

Ateus podem ser condenados a morte em 7 países
Ateus e outros céticos religiosos sofrem perseguição ou discriminação em muitas partes do mundo. Em pelo menos sete países eles podem ser executados se suas crenças se tornarem conhecidas, explica um relatório divulgado nesta segunda-feira.

O estudo realizado pela União Internacional Humanista e Ética (IHEU), mostra que “os infiéis” que vivem em países islâmicos enfrentam o tratamento mais brutal nas mãos do Estado. Aponta ainda para as políticas de alguns países europeus e dos Estados Unidos, que favorecem os religiosos e suas organizações, além de tratar ateus e humanistas como párias.

O relatório intitulado “Liberdade de Pensamento 2012″, afirma que “há leis que negam o direito dos ateus de existir, restringem sua liberdade de [não] crença e de expressão, revogam o seu direito à cidadania e restringem até seu direito de se casar”.

Outras leis “obstruem o acesso à educação pública, proíbe-os de exercer cargos públicos, impede-os de trabalhar para o Estado, criminaliza sua crítica da religião, e pode fazer com que sejam executados por abandonar a religião oficial de seu país”.

O relatório foi entregue a Heiner Bielefeldt, relator especial das Nações Unidas sobre a liberdade de religião ou crença. Ele afirmou que ainda há pouco reconhecimento de que os ateus também estão protegidos pelos acordos globais de direitos humanos.

A IHEU reúne mais de 120 organizações seculares, humanistas e ateístas, em mais de 40 países. A divulgação de seu relatório visa marcar o Dia dos Direitos Humanos da ONU, lembrado nesta segunda-feira.

Segundo o levantamento, que pesquisou cerca de 60 países, os sete onde é prevista a pena capital são: Afeganistão, Irã, Ilhas Maldivas, Mauritânia, Paquistão, Arábia Saudita e Sudão. O relatório de 70 páginas enumera diferentes casos recentes de execução por causa do “ateísmo”, mas os pesquisadores dizem que o “crime” é muitas vezes mascarado com outras acusações.

Outros países, como Bangladesh, Egito, Indonésia, Kuait e Jordânia, têm leis onde ser ateu ou ter-se uma visão humanista sobre religião é totalmente proibido e recaem nas leis que proíbem a “blasfêmia”. Em muitos desses países, e em outros como a Malásia, os cidadãos têm de se registrar como não seguidores da religião oficial, perdendo vários benefícios.

A IHEU afirma ainda que na Grécia e na Rússia, a Igreja Ortodoxa é ferozmente protegida pelo Estado, enquanto na Grã-Bretanha os bispos da Igreja da Inglaterra têm assentos garantidos no Parlamento. Traduzido de Chicaco Tribune.

Fonte: Gospel Prime

“Vovó do pó” se converte e passa a trabalhar no combate as drogas

Foram 44 anos de envolvimento com crime e hoje Leida está limpa podendo testemunhar sua salvação.

Nas décadas de 1970 e 1980 Leida Gabriel Batista começou a se envolver com drogas e chegou a comandar oito pontos de fumo em Belo Horizonte. Sua atuação no crime lhe rendeu o apelido de “Vovó do Pó”. Mas hoje ela não aceita mais ser chamada assim, pois convertida passou a atuar contra o consumo de drogas dando testemunhos em igrejas e fazendo evangelismo em penitenciárias.

Antes de se converter, Leida chegou a ser condenada por tráfico de entorpecentes, porte de armas, formação de quadrilha e tentativa de homicídio. Sem dever nada à justiça ela faz questão de deixar claro que só quem pode julgá-la é Deus.

“Sei de gente que me critica por aí. Questionam que depois de todas as maldades que fiz agora ando com a Bíblia embaixo do braço. Não devo mais nada para a Justiça e quem tem de me julgar é Deus. Só ele pode dizer se passei por essa experiência para que hoje pudesse ajudar a resgatar mais almas.”

O jornal O Estado de Minas (EM) fez uma reportagem especial falando sobre a vida da ex-vovó do pó e de como ela se converteu, isso no ano 2000, falando também de sua participação no Culto dos Resgatados, da Igreja Batista da Lagoinha, onde Leida, hoje com 60 anos, esteve recentemente.

“Tinha pavor dos crentes, mas na hora em que mais precisei, só conseguia me lembrar da vizinha dizendo que Jesus tinha um plano para minha vida”, lembra ela que foi evangelizada por Elida Ismael dos Santos, uma vizinha que sentia compaixão pelo estado em que Leia se encontrava.

“Meus filhos tinham virado as costas para mim, meus netos tinham medo da avó, a Divisão de Tóxicos ameaçava dar uma batida no meu barraco. Eu estava sem saúde, igual a um defunto ambulante, sem ter para onde ir. Naquele dia, pela primeira vez dobrei meus joelhos no banheiro nos fundos da casa e chorei a noite inteira”.

Dois anos depois Leida descia às águas do batismo, mas mesmo assim precisou enfrentar algumas internações e recaídas até que pudesse ficar completamente livre do consumo das drogas.

Hoje, nove anos depois de estar completamente limpa, Leida tem visitado presídios três vezes por semana ministrando palestras de conscientização mostrando que o crime não compensa e que há libertação em Jesus.

“Digo a eles que Jesus não vai ficar parado esperando que larguem o treszoitão (revólver calibre 38). Explico que passarinho parado ou é estilingue ou é gaiola. E que com eles é a mesma coisa, ou morrem no tráfico ou vão para a cadeia”, diz ela que sempre cita aos detentos o versículo 32 de João 8 que diz “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”.

Fonte: Gospel Prime

Vídeo com cenas de sexo entre pastor e obreira da Assembleia de Deus causa indignação entre evangélicos


Um vídeo de um pastor da Assembleia de Deus de Capim Grosso, em Canindé de São Francisco, no Sergipe, mantendo relações sexuais com uma obreira causou grande indignação na comunidade evangélica do Brasil.

O vídeo mostra cenas do ato sexual entre Manoel Macambira de Brito, conhecido como Dedé e uma fiel de 35 anos em um motel.

O vídeo de 15 minutos foi gravado pelo próprio pastor, mas acabou vazando na internet. As imagens foram espalhadas em celulares e computadores da cidade gerando grande repercussão.

Após a notícia ter se espalhado, o pastor foi imediatamente excluído da congregação, perdendo suas credenciais e impedido de exercer o cargo.

Na década de 90, Manoel havia sido preso por tráfico de drogas em cidade de Alagoas. Entretanto, depois de solto ele começou a participar da Igreja Evangélica, onde mais tarde teria se consagrado pastor.

Segundo o portal Minuto Sertão, a mulher envolvida, cujo nome foi preservado, é casada, com quatro filhos.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

A Bíblia dá a entender neste versículo que existem outros 'deuses'?

"Confundidos sejam todos os que servem imagens de escultura, que se gloriam de ídolos; prostrai-vos diante dele todos os deuses." (Salmo 97:7).

O salmista ordena: "prostrem-se diante dele todos o deuses". Contudo a Bíblia ensina também que há apenas um só Deus (Dt 6:4).

"Ouve, Israel, o SENHOR nosso Deus é o único SENHOR." (Deut. 6:4)

Há apenas um só Deus verdadeiro, mas há muitos falsos deuses. De fato, Paulo declara que há demônios por trás dos falsos deuses (I Co 10:20), E um dia até mesmo os demônios terão de se prostrar diante do Deus vivo e verdadeiro, e confessarão que ele é o Senhor (Fp 2:10). O fato dos que confiam nos ídolos acreditarem que eles são 'deuses', não muda em nada a afirmativa bíblica de que há apenas um único Deus verdadeiro. As nações da terra criam em vários 'deuses' diferentes, um para cada situação cotidiana, não significando que fossem todos 'deuses' reais, e o salmista sabia disso.

Um dia, todo o tipo de adoração aos ídolos cessará, e somente o Deus único e verdadeiro receberá a adoração que a ele é devida. Vemos aqui os resultados espirituais da chegada do Senhor, abalando as estruturas da falsa adoração, pois em tempo determinado, o paganismo se revelará como algo totalmente vão, sendo revelado que os ídolos nunca passaram de engano e falsidade; enquanto entre o povo de Deus haverá tremendo regozijo por que serviram ao Deus verdadeiro.

Além disso, anjos bons às vezes são chamados de "deuses" (elohim) na Bíblia (Sl 8:5; cf. Hb 2:7). O verso em pauta (Sl 97:7) pode ser uma ordem para que os anjos adorem a Deus, tal como acontece no Salmo 148:2: "Louvai-o, todos os seus anjos".

Bibliografia:
GEISLER, Norman; HOWE, Thomas. Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e "Contradições" da Bíblia. 1ª Ed. São Paulo: Mundo Cristão, 1999.
DAVIDSON, F. O Novo Comentário da Bíblia. 3ª Ed. São Paulo: Ed. Vida Nova, 1990.

Volte sempre

Romanos 14:9

SIGA-NOS NO TWITTER

O nosso endereço no Twitter é:
oucaapalavrads
Será um prazer ter vc conosco.

OUÇA A PALAVRA DO SENHOR.

Pesquisar este blog

Esta foi a sua vida

SEJA BEM VINDO AO OUÇA A PALAVRA DO SENHOR

ESPERAMOS PODER CONTRIBUIR PARA O CRESCIMENTO DE SUA FÉ.