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sábado, 14 de abril de 2012

Seria esta uma manifestação de OVNI's e de inteligência extraterrestre?

Texto Prático Ezequiel 1:5-28
Esta sim, é uma visão da Glória de Deus
Sempre que adeptos da Ufologia tentam provar suas "teses" sobre a presença de OVNI's, fazem uso da Palavra de Deus para dar mais credibilidade às suas afirmativas, e esta passagem de Ez. 1:5-28 é uma das mais usadas, seja por estudiosos do assunto, seja por grandes produtoras de filmes como Hollywood entre outros. Um bom exemplo disso é o filme "Presságio" de 2009 com o ator Nicolas Cage. Eles pegam o texto de Ezequiel e o distorcem fazendo com que se acredite que realmente é uma manifestação de OVNI's. Mas será?

Ezequiel fala da presença de "seres viventes" cujas faces tinham a "semelhança de homem", e que se moviam "à semelhança de relâmpagos" (v.14). Eles se elevavam (v.19) e suas "rodas se elevavam juntamente com eles" (v.20). Alguns, fazendo uso desta passagem, consideram esta descrição como referindo-se a OVNI's e a extraterrestres. Há criaturas extraterrestres, semelhantes ao homem, no espaço cósmico?

O texto bíblico não está fazendo referência a OVNI's, pois não é disso que a Palavra de Deus trata, esta sim, é uma visão da Glória de Deus. No texto, isso fica evidente por várias razões. Primeiro, o texto estabelece com clareza: "Esta era a aparência da Glória do Senhor" (Ez. 1:28). A Bíblia se explica, o problema é que muitos, fazendo uso do texto, o isolam fora do seu contexto.

Segundo, logo no primeiro versículo deste capítulo fala-se do que o profeta estava vendo, ou seja, o texto fala de "Visões de Deus" (...'e eu tive visões de Deus'. - Ezequiel 1:1)que se apresentam, em geral, em formas altamente simbólicas (Conf. Apoc. 1:9-20). Portanto, toda "semelhança" neste texto não deve ser entendida de modo literal, mas simbolicamente.


Terceiro, os "seres viventes" eram anjos, uma vez que eles tinham "asas" (v.6) e voavam no meio do céu. Eles se comparam aos anjos mencionados em Isaías 6:2 e especialmente aos "seres viventes" (anjos) ao lado do Trono de Deus (Apoc. 4:6).


Quarto, a mensagem deles provinha do Senhor Deus de Israel ao profeta Ezequiel (conf. Ez. 2:1-4), e não de supostos extraterrestres. O contexto era uma mensagem do Deus de Israel por meio do profeta judeu de nome Ezequiel para a "casa rebelde" de Israel (Ez. 2:3-4; 3:4-9).
"espíritos de demônios enganadores"


Quinto, não há evidência alguma da existência de criaturas extraterrestres, semelhantes ao homem, em parte alguma do universo. Então, para quem acredita na existência desses seres, o que poderíamos dizer, pela "semelhança" de algumas "aparições" descritas é que são literalmente "espíritos de demônios enganadores", espíritos demoníacos que a Bíblia chama de "espírito mentiroso" (I Reis 22:22) e "espíritos enganadores"  (I Tim. 4:1). Esses demônios ou anjos malignos podem enganar as pessoas, fazendo com que elas creiam que eles são extraterrestres. Tais "espíritos" se aproveitam da "sede" e da "curiosidade crédula" das pessoas quanto ao assunto para enganá-las (em geral, tem formas assustadoras), ou seja, dê ao povo o que eles querem, e ficarão satisfeitos.


Tais espíritos podem ser reconhecidos por seus falsos ensinos e pelas práticas más que estimulam, tais como idolatria, feitiçaria, astrologia, adivinhação, cartomancia e necromancia (Conf. Deut. 13:1-9; 18:9-14; I Tim. 4:1-3). Se fossem realmente extraterrestres, porque estimulariam práticas ocultistas e, como na maioria dos casos, inspiram novas seitas e religiões? Estranho, você não acha?


Amados, fiquemos com a Palavra de Deus e busquemos entendimento para que não sejamos enganados por qualquer espírito ou ensino, em geral o ensino dessas manifestações é negar a Pessoa de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo (I Jo.4:1-3). Já li algumas matérias em que eles (os supostos seres de outros planetas) afirmam que Jesus é só um homem sábio como vários outros sábios que já vieram. Veja, isso é negar a Pessoa de Jesus, pois Ele é Deus e Salvador (Tito 2:13). Que isso fique bem claro, não há, absolutamente nenhum versículo na Palavra de Deus que fala de extraterrestres, mas sim da manifestação gloriosa de nosso Deus.


Deus abençoe a todos vocês e encha cada coração da verdadeira paz.


Fonte pesquisada:
Manual Popular de Duvidas, Enigmas e "Contradições" da Bíblia
Bíblia Sagrada (ACeRF)

sexta-feira, 13 de abril de 2012

O poço de água suja

Cheio de água suja
Estávamos eu e minha esposa viajando em uma estrada, ela dirigia, eu contemplava todo o trajeto, e ficava observando o percurso da viagem. Em determinado momento, eu disse para ela: 'Tenha bastante cuidado, existem muitas pessoas na estrada, tome muito cuidado para não machucar ou atropelar ninguém'.

E assim fomos dando continuidade à viagem. Ao observar a estrada que percorríamos, observei que era muito longa, o trajeto era muito perigoso, pois a estrada havia sido construída entre grandes barreiras de terra em suas laterais, as quais poderiam desmoronar a qualquer momento sobre algum transeunte, o terreno era muito acidentado e cheio de altos e baixos, perigos estavam por todos os lados.

De repente, ao longe, avistamos em uma parte bastante baixa do percurso várias pessoas se movimentando e correndo de uma parte a outra, carros de bombeiros, curiosos, e um pai desesperado por causa de seu filho. Então paramos para ver o que estava acontecendo e nos deparamos com uma cena muito triste, um pai chorava desesperadamente por seu filhinho que havia caído em um buraco estreito e cheio de água suja e corria o risco de morrer, ele estava coberto por completo por aquela água suja, mas ainda estava vivo, pois o corpo de bombeiros estava lá para tentar ajudar a manter o pequenino vivo que gritava o tempo todo desesperado por sua pequena e tão preciosa vida. Ele havia caído porque, ao brincar nas proximidades, deixou sua linha de pipa cair no poço e, ao tentar retirar a linha, lá caiu.
O trajeto era muito perigoso
Os bombeiros estavam tentando a todo o custo evitar a morte do menino indefeso, e como estava coberto por água suja e dentro daquele buraco estreito, foram jogadas máscaras que cobriam toda a região da cabeça do menino e que tinham uma mangueira transparente tipo sanfona para que o ar fosse levado até o garoto, com a finalidade de mantê-lo vivo, mas para que o ar fosse suprido, deveriam ser trocadas constantemente, pois não conseguia se satisfazer com uma única máscara de ar. Ver tudo aquilo foi desesperador, então pensei se eu poderia fazer algo para ajudar a acabar com o sofrimento do menino e a dor do pai, para isso, corri e trouxe uma máscara melhor do que a que estavam usando e quando me aproximei do lugar, um dos bombeiros pegou a bendita máscara e me disse: "Graças a Deus, essa era a que estávamos precisando". Então falei comigo mesmo: "Preciso fazer algo por essa criança, mas o que eu poderia fazer, se muitos estavam tentando e não conseguiam?"

A única coisa que poderia fazer naquele instante era pedir ao Mestre da vida que trouxesse uma solução, então comecei a clamar ao Senhor de toda a Terra, levei a minha mão até o buraco e, milagrosamente pude pegar a mão do garoto, e tirá-lo de lá. Ele, como que nascido de novo, pode ter uma segunda chance, para o seu bem e para a alegria de seu pai.

Talvez você deva estar se perguntado: Onde aconteceu tudo isso que não ouvi falar em nenhum noticiário, nem em jornais ou na mídia eletrônica?!? Seria uma história real, ou uma fantasia? Não, apenas uma ilustração da real situação do homem sem Deus.

É que essa é a realidade de todos nós, que viajamos pela estrada da existência humana com segurança quando estamos com Jesus e que precisamos ter cuidado com as pessoas que andam sem Ele pelo caminho. Lembre-se que a estrada era muito longa, e em trajetos assim, precisamos de segurança e fé em um Salvador com salvação eterna (Is. 45:17; Heb. 5:9; II Tim. 2:10), muita fé para caminharmos, pois também há muitos perigos a enfrentar, as lutas da vida, as barreiras que geralmente atingem a muitos e os fazem desistir de viver, pois o caminho é cheio de altos e baixos, por isso, precisamos de segurança na "estrada", e isso, é o que o Senhor pode proporcionar para aqueles que n'Ele confiam (Sal. 125:1; Naum 1:7; Sal. 9:10).

Veja que no intuito de ajudar pessoas, os homens tem sempre boas intenções, mas todo esforço é em vão quando se trata de almas, neste caso os homens correm de uma parte a outra e continuamos a ouvir os gritos de desespero de pais que estão perdendo seus filhos para as drogas, para o álcool, para a prostituição, para as práticas de furtos e roubos, e todos são como um buraco estreito e cheio de água suja. Mas eles ainda podem estar vivos; porém podem morrer a qualquer instante, pois estão desesperados por suas pequenas e tão preciosas vidas.

Pequenas e tão preciosas vidas
Somos como o menino indefeso, a água suja é o pecado que nos separa de Deus (Is. 59:2) e mata o homem (Rom. 6:23), ele é como as máscaras que precisavam ser trocadas constantemente, um pecado gera outro e nunca conseguimos nos satisfazer com um só. A única máscara de ar que poderá nos fazer respirar longe do pecado nos purificando dele é o sangue de Jesus derramado por nós na cruz do Calvário para nos perdoar (I Jo. 1:7; Ap. 1:5). O sangue de Jesus é imprescindível para nos lavar dessa água suja do poço, que era estreito e sendo assim, difícil de sair. O fato de muitos tentarem viver livres do pecado e não conseguirem é que tentam sozinhos, e isso é impossível, sem Jesus Cristo não podemos fazer coisa alguma no que diz respeito ao pecado (Jo. 8:36), só Ele pode nos libertar do poço de água suja.

Nós podemos mudar o rumo de nossa história se aceitarmos a Cristo como Senhor e Salvador, podemos alegrar aquele pai que chorava pelo seu tão amado filho se prontamente entregarmos nossas vidas para Cristo e confessarmos os nossos pecados a Ele, pois assim Ele é "...Fiel e Justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça" (I Jo. 1:9).

Talvez você deve estar se perguntando: "como os socorristas tentaram tanto e não conseguiram ajudar o menino mesmo com tantos aparelhos para isso e o homem que passava por acaso com sua esposa pôde fazer?". O problema é que naquele caso, o do pecado, não há armas ou aparelhos humanos capazes de dar jeito, só Jesus Cristo pode, mesmo o homem de Deus não fez nada por si só, o que ele fez foi clamar a Deus, que por sua vez, realizou o que o homem não pôde.

Jesus morreu por nós
Veja que Jesus morreu por nós, e sua morte, não foi apenas uma morte de um homem justo qualquer, mas foi um sacrifício como *oblação pelos nossos pecados, que Deus prontamente aceitou e propôs como propiciação pelas nossas ofensas (Rom. 3:25). A morte do Senhor Jesus por nós foi um fato histórico e genuíno e que fez parte dos planos de Deus para nos livrar da morte eterna. A morte física de Jesus aconteceu "segundo as Escrituras" (I Cor. 15:3), isso significa que estava prevista no AT, tanto na Lei, nos Salmos e nos Profetas; isso explica que a paixão e morte do Senhor são o cumprimento das Escrituras (Luc. 24:26-27). Os Evangelhos apontam a morte do Senhor como cumprimento das Escrituras dos profetas (Mat. 27:35; Marc. 15:24; Luc. 23:34). O sacrifício de Jesus é a conclusão lógica dos ensinos do Antigo Testamento.

A Bíblia ensina que "todos pecaram e destituídos estão da Glória de Deus" (Rom. 3:23), e que o homem é completamente incapaz de salvar-se a si mesmo, assim como os socorristas não puderam salvar o menino (Is. 64:6). Lembra? Não podemos herdar a vida pela nossa própria força, justiça ou bondade. Por isso, Deus providenciou a salvação de maneira que a paz e a justiça se encontrassem (Sal. 85:10). O sacrifício de Jesus satisfez toda a justiça que a lei e os profetas exigiam. O AT nos anuncia a vinda de Jesus com sua paixão e morte juntamente com a importância do sangue, no sacrifício, apontando para o Calvário: "...é o sangue que fará expiação..." (Lev. 17:11), fato confirmado no NT "...sem derramamento de sangue não há remissão" (Heb. 9:22). Expiação significa reconciliar uma relação, restaurar esta relação que foi quebrada. Na cruz fomos reconciliados com Deus, libertos da água suja do pecado (II Cor. 5:19; Ef. 2:23-26).
Sem derramamento de sangue não há remissão

Muitos ainda duvidam da existência de Cristo, para os que creem, bastam as Escrituras; mas para os que não creem, podemos citar o historiador Flávio Josefo que diz o seguinte a respeito de Jesus: "Os que O haviam amado durante a sua vida não O abandonaram depois da morte...Ele apareceu ressuscitado e vivo ao terceiro dia, como os santos profetas haviam predito.." (Antiguidades Livro 18).

Outro historiador, Tácito, o romano, afirma: "Cristo, foi executado no reinado de Tibério pelo procurador Pôncio Pilatos" (Anais XV.44.2,3).

Luciano de Samosata, era satirista grego e um ferrenho zombador dos cristãos, escreveu por volta do ano 170: "Os cristãos, como todos sabem, adoram um homem até hoje - o distinto personagem que iniciou seus novos rituais -  foi crucificado por causa disso" (Mcdowell, 1995, p.60). Que Ele existiu e morreu e ressuscitou bíblica e historicamente é fato incontestável, mas uma verdade fica, que a cruz de Cristo sempre foi escândalo para os que não creem e perecem (I Cor. 1:23).

Todo homem, precisa e sempre precisará de Cristo, quer aceite essa verdade ou não (os que a aceitam irão para a vida, os que a rejeitam se perderão eternamente), Ele se tornou o nosso sacrifício e morreu em nosso lugar para abrir caminho para o céu. ele sempre será aquele que poderá tirar os filhos dos poços de águas sujas e entregá-los aos seus pais e, assim como Ele pôde tirar o menino do poço, Ele pode nos tirar da perdição eterna nos dando salvação eterna (Heb. 5:9; Is. 45:17).

Fontes de Pesquisas:
Cristologia: A doutrina de Jesus Cristo
Dicionário da Bíblia de almeida, 2ª ed.
www.dicio.com.br
*Oblação, oferta feita a Deus (Is. 66:3)

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Sob protesto de cristãos, aborto de anencéfalos (fetos sem cérebro) é legalizado pelo STF no Brasil

O Supremo Tribunal Federal aprovou por 6 votos a favor e 1 contra (até o fechamento desta matéria) o aborto em casos de fetos anencéfalos, ou seja, bebês gerados sem cérebro. Com os 6 votos até o momento é impossível haver uma maioria de votos contra a proposta já que restam apenas 3 votos dos ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cezar Peluso.

O termo “aborto” mal foi usado durante o julgamento. A expressão foi substituída por “antecipação terapêutica do parto” gerando diversas críticas pelos adeptos da causa “pró-vida”, que é contra o aborto. Os ministros que votaram a favor são, em ordem de apresentação do parecer: Marco Aurélio Mello, Rosa Weber, Joaquim Barbosa, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Ayres Brito. Já o ministro Dias Toffoli se disse impedido votar por ter sido anteriormente, como advogado-geral da União, um dos participantes do processo e já ter dito em público que é a favor da legalização do aborto de fetos sem cérebro.

O ministro Ricardo Lewandowski votou contra a proposta e afirmou: “não é dado aos integrantes do Poder Judiciário promover inovações no ordenamento normativo como se fossem parlamentares eleitos”, o ministro também lembrou que os fetos anencéfalos sentem dor e reagem a estímulos externos, e afirmou que a lei sobre aborto é clara e sem margem para interpretações, por tanto a interrupção da gravidez neste caso seria crime. Ao fim de seu discurso, Lewandowski ainda disse que a legalização do aborto de fetos sem cérebro faria o Brasil voltar a idade média, quando “crianças fracas” aos olhos da sociedades eram sacrificadas.

A ministra Cármen Lúcia, que votou a favor da causa, afirmou que “exatamente fundado na dignidade da vida neste caso acho que esta interrupção não é criminalizável”. Já Luiz Fux entende que “impedir a interrupção da gravidez sob ameaça penal equivale à tortura. A ameaça penal não tem a menor eficácia. Há dados aterrorizantes sobre a morte de mulheres que fazem o aborto de modo incipiente e depois têm de fazer a via crucis em hospitais públicos”.

Sobre a criminalização do aborto de anencéfalos, a ministra Rosa Weber afirmou que a “interpretação extensiva é que viola direito fundamental da gestante, já que não há direito fundamental à vida em jogo”, enquanto que o relator da ação, ministro Aurélio Melo, disse que “não cabe impor às mulheres o sentimento de mera incubadora, ou melhor, caixões ambulantes”.

Sobre a ação e o julgamento de aborto por anencefalia

A decisão dos ministros uniformiza as decisões que os demais juízes deverão tomar em casos semelhantes. Como não há legislação específica para casos de fetos anencéfalos, os ministros julgaram a ação da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Saúde, movida em 2004 e mantida em discussão até hoje. O Código Penal classifica todo tipo de aborto como crime, porém, prevê a retirada do feto em casos de estupro ou risco de morte da mãe, em casos de gestações delicadas.

A ação da CNTS foi motivada por anos de decisões diferentes dos juízes a respeito dos casos de anencefalia. Em alguns casos, os juízes concediam o direito de interromper a gravidez e em outros, negavam. Haviam também casos em que a ação perdia o objeto da razão devido a lentidão do judiciário, e quando a causa chegava às mãos do juiz, o parto já havia ocorrido.

A decisão tomada hoje pelo STF uniformiza o entendimento do judiciário sobre a questão, porém não resolve o problema, pois a cada novo caso de uma gestação com feto anencéfalo, os interessados deverão mover uma ação para ter o direito à interrupção da gestação.

Legislação sobre aborto

Para que o aborto nesses casos seja descriminalizado, e ocorra sem a necessidade de uma ação judicial, é preciso que o Congresso Nacional aprove uma lei, regulamentando a prática. Existem dois projetos sobre o tema aguardando para serem votados. Segundo o deputado federal Anthony Garotinho, “os projetos estão parados não é porque são polêmicos, é porque a tramitação na Casa é cheia de obstáculos”.

Ele se posiciona contra a possibilidade do aborto nesses casos, mas afirma que não se pronuncia em nome de toda a bancada evangélica: “Não posso falar pela bancada, mas os anencéfalos, na minha opinião, se for permitido interromper a gravidez, vai abrir um leque de outras opções. Amanhã vai ser possível identificar uma criança com Síndrome de Down e outras deficiências. E essas crianças? Serão abortadas também?”, questiona o deputado.

Durante o julgamento, o advogado da CNTS afirmou que “a interrupção nesses casos não é aborto. Então, não se enquadra na definição de aborto do Código Penal. O feto anencefálico não terá vida extrauterina. No feto anencefálico, o cérebro sequer começa a funcionar. Então não há vida em sentido técnico e jurídico. De aborto não se trata”, disse Luis Roberto Barroso, de acordo com informações do G1.

Cristãos protestam e fazem campanha contra a legalização

O teólogo José Barbosa Junior se posiciona favorável ao direito de interromper a gravidez nos casos de má formação do cérebro. Num artigo escrito em 2004, Junior afirma que o fanatismo religioso acaba sendo o motivador de injustiças: “Até quando seremos reféns dos homens-deuses que se julgam no direito de mandarem nas vidas alheias? Até quando o fanatismo religioso continuará a comandar atrocidades em nome daquele que certamente condenaria tudo isso? Até quando nos veremos presos à vontade imperiosa de organizações que deveriam se importar com outras coisas?”.

Entre as lideranças cristãs, o pastor Silas Malafaia e o pastor e deputado Marco Feliciano lideraram uma campanha pela reprovação do aborto, pedindo que fiéis e internautas enviassem e-mails aos ministros, pedindo que eles votassem contra a aprovação.

Silas Malafaia afirmou que “esta é a moderna depuração dos nossos tempos. Aborto de anencéfalos, daqui a pouco aborto para quem tem Síndrome de Down, depois qualquer bebê na barriga da mãe que tenha qualquer deficiência. A vida é um dom de Deus, está na sua autoridade dá-la e tomá-la”, numa referência ao nazismo.

O pastor Marco Feliciano relatou no Twitter, um drama pessoal que viveu, com um filho que nasceu com problemas, não especificados pelo pastor, e criticou a postura de não proteger a vida humana: “Nosso país tem leis que protegem tartaruga, araras, animais em geral, mas bebês com problemas de formação devem ser eliminados! Vergonha… Sepultei um filho, nasceu com problemas, ter estado com ele alguns minutos foi melhor do que nunca ter estado com ele. Eu e minha esposa sobrevivemos”.



A psicóloga Marisa Lobo também se manifestou no Twitter, afirmando que a questão do aborto não deve ser transformada em debate religioso: “Não vamos cair na jogada dos que querem transformar a questão do aborto de anencéfalos numa batalha religiosa!”.

Fonte: Gospel Mais

Regis Danese pretende ajudar instituições que tratam crianças com câncer


"Regis Danese continua orando"
Regis Danese continua orando e proclamando a vitória de Brenda, sua filha de três anos, sobre a leucemia. A pequena continua fazendo o tratamento de quimioterapia para barrar o avanço da doença.

“Os médicos dizem que a chance de cura é de 85%. Mas, para o meu Deus, é de 100%. No futuro, isso vai servir para darmos um testemunho para as pessoas. Eu vou viver para ver os filhos da Brendinha”, disse o cantor para o jornal Extra.

Apesar de muito preocupado, Regis não deixa transparecer sua preocupação na frente da menina e conta a ela que o tratamento vai continuar e que seu cabelo vai cair para crescer mais bonito. “Eu não deixo transparecer nada. Digo a ela que está curada, mas ainda precisa tomar injeção. E que o cabelo vai cair para depois nascer um mais bonito”.

A doença foi descoberta durante uma viagem da família à Disney, a filha caçula de Regis e Kelly, que são pais de Bruno, 13 anos, passou mal e foi socorrida precisando tomar duas transfusões de sangue.

“No carro, indo pro hospital, ela disse: “Eu tô podre, mas não vou morrer.” Deus colocou isso na boquinha dela, mas a sinceridade Dele só vem para a vitória”, lembra Regis que crê na cura divina de Brenda e sempre posta em seu Twitter informações sobre esse tratamento.

Diante dessa nova realidade o evangélico que se tornou sucesso nacional com a canção “Faz um milagre em mim” deseja se empenhar em favor de crianças com câncer que não tem condições financeiras de passar por um bom tratamento. Para ajudar instituições que tratam dessa enfermidade o cantor pretende gravar um DVD e destinar o dinheiro arrecado para uma dessas empresas ou até mesmo criar uma.

“Vou gravar um DVD em breve e vou doar tudo o que eu ganhar para alguma instituição que cuida de crianças com câncer. De repente, até monto uma. Sei que é muito difícil, preciso que algumas pessoas, talvez políticos, abracem esse projeto. Deus vai me indicar o melhor caminho”.

Com informações Extra
Fonte: Portal Gospel Jovens

quarta-feira, 11 de abril de 2012

As Horas do Calvário


As horas mais solitárias que alguém já passou sobre a terra foram as horas do Calvário; pois Jesus - além de ser Filho de Deus - era também homem ao morrer por nós.

Por que, entretanto, o Calvário foi o lugar mais solitário que já houve? Parece fácil responder a essa pergunta, pois muitos dos nossos leitores sabem tudo sobre o Calvário e a morte do Cordeiro de Deus. Mas mesmo assim, nunca conseguimos responder com precisão a essa pergunta porque somos incapazes de compreender o que Jesus realmente passou no Calvário.

Segundo a Escritura, Jesus foi crucificado à "hora terceira" (Mc 15.25) (às nove horas da manhã). E à "hora nona" (às três horas da tarde) Ele deu Seu grito alucinante: "Eloí, Eloí, lamá sabactâni?... Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?" (v. 34). Isso significa, portanto, que Jesus Cristo, quando deu esse grito – já estava dependurado há seis horas na cruz em pavorosa solidão! Significa que durante seis horas inteiras Ele esteve sem o Pai, sim, até mesmo Deus O abandonou. Que nessas seis horas na cruz Ele esteve sem o Pai é provado pelo fato de Ele – que normalmente sempre falava do Pai quando se referia a Deus – ter clamado a Deus. E que Ele estava também sem Deus é mostrado por Suas palavras desesperadoras: "...por que me desamparaste?" Apesar de Ele clamar a Deus, Deus O havia abandonado!

Nesse sentido, as palavras do centurião romano contêm um simbolismo profundo e trágico:"O centurião que estava em frente dele, vendo que assim expirara, disse: Verdadeiramente este homem era Filho de Deus" (v. 39). Enquanto Jesus esteve dependurado na cruz, era como se Ele não fosse mais o Filho de Deus. Por quê? Porque naquelas horas Ele não tinha mais Pai. Mas – não era o Filho de Deus que estava dependurado ali na cruz? Naturalmente, mas não em Seu caráter glorioso, de Rei. Ele estava ali dependurado como homem, cuja aparência estava profundamente desfigurada, a quem todo o mundo desprezava, e virava o rosto. A respeito, o profeta Isaías já predisse palavras abaladoras aproximadamente 700 anos antes de Cristo: "...o seu aspecto estava mui desfigurado, mais do que o de outro qualquer, e a sua aparência mais do que a dos outros filhos dos homens... Era desprezado, e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabe o que é padecer; e como um de quem os homens escondem o rosto, era desprezado, e dele não fizemos caso" (Is 52.14b; 53.3). Quão terrível e pavorosa deve ter sido essa solidão para Ele! Pois a Ele, ao Senhor Jesus Cristo, aconteceu algo que jamais pode acontecer a nós, que nEle cremos: Ele realmente foi abandonado pelo Pai – durante horas. É o que expressa com a maior clareza Sua pergunta: "...por que me desamparaste?". Em outras palavras: "Tu me abandonaste – mas por quê?"


Nunca podemos acusar Deus de tal coisa porque não corresponde à verdade, pois o Senhor nunca nos abandonará, a nós que somos Seus filhos. No máximo, poderíamos dizer que nos sentimos abandonados. Na realidade, porém, nunca estamos sozinhos, pois em Hebreus 13.5b estão escritas as maravilhosas palavras: "De maneira alguma te deixarei nunca jamais te abandonarei." Ou pensemos nas palavras do próprio Senhor Jesus: "E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século" (Mt 28.20b). Paulo exclama com júbilo em Romanos 8.38-39: "Porque eu estou bem certo de que nem morte, nem vida, nem anjos, nem principados, nem cousas do presente, nem do porvir, nem poderes, nem altura, nem profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor." Não, nada, nem ninguém pode separar-nos de nosso Senhor, nunca seremos deixados sós; onde quer que estejamos, o Senhor está sempre presente! Ouça uma vez o que o salmista diz a respeito: "Se subo aos céus, lá estás; se faço a minha cama no mais profundo abismo, lá estás também; se tomo as asas da alvorada e me detenho nos confins dos mares: ainda lá me haverá de guiar a tua mão e a tua destra me susterá" (Sl 139.8-10). Em outras palavras: Senhor, tu estás sempre comigo; onde quer que eu esteja, o que quer que eu faça, para onde quer que eu vá, como quer que eu me sinta – tu estás sempre comigo. Sim, disso podemos estar certos, e graças ao Senhor que é assim.

Mas o próprio Senhor Jesus – quando esteve dependurado na cruz – não tinha mais nada disso; Ele ficou completamente privado de amor e consolo. Ao invés da alegre certeza da presença do Pai – Ele era atormentado por um horror paralisante. Ao invés de firme certeza interior – Ele sentia calafrios por causa do gélido silêncio de Deus. Ao invés do olhar amoroso do Pai – Ele só via trevas intransponíveis. Ao invés de afável e calorosa afeição do alto – os rugidos e a fúria de todo o inferno se abateram sobre Ele. Jesus Cristo experimentou exatamente o oposto daquilo que o salmista testemunha com tanta fé: "Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum, porque tu estás comigo: a tua vara e o teu cajado me consolam" (Sl 23.4). Jesus andou literalmente pelo "vale da sombra da morte"; Deus não estava mais com Ele, a "vara e o cajado" do Pai não O consolavam mais.

"Por quê?", podemos perguntar, "por que, afinal?" Porque não era possível de outra maneira. Pois, apesar de Jesus ser o Cordeiro de Deus sem pecado, apesar de Ele nunca ter pecado em toda a Sua vida, apesar de Ele ter ficado puro e sem mácula, no Calvário Ele morreu como pecador. Bem entendido: Ele não morreu como pecador – pois, como dissemos, Ele era e continuou sem pecado –, mas Ele morreu por causa de pecados, isto é, dos pecados de todo o mundo.


Você sabe o que significa morrer a morte do pecador; você sabe qual é a terrível e inescapável conseqüência de tal morte? Nesse tipo de morte

– Deus não está presente;

– o céu está fechado;

– o Eterno afasta o olhar!

Por isso, uma morte assim é o mais terrível, pavoroso e horroroso que pode acontecer a uma pessoa. Existem testemunhos suficientes a respeito. A seguir, citamos somente alguns:

– O ateu David Hume gritou por ocasião de sua morte: "Estou nas chamas!"

– A morte de Voltaire, o famoso zombador, deve ter sido tão terrível que sua enfermeira disse depois: "Por todo o dinheiro da Europa, eu não gostaria mais de ver um ateu morrer!"

– Hobbes, um filósofo inglês, disse pouco antes de sua morte: "Estou diante de um terrível salto nas trevas."

– Goethe exclamou: "Mais luz!"

– Churchill morreu com as palavras: "Que tolo fui!"

Bastam esses poucos exemplos para nos mostrar claramente o que significa morrer como pecador. E Jesus experimentou esse tipo de morte, apesar de Ele mesmo – que isso fique bem claro – ser e continuar sendo absolutamente sem pecado. Ele experimentou uma morte tão pavorosa porque na cruz Ele tomou sobre Seu próprio corpo todos os pecados de todos os homens de todos os tempos. Pedro diz em sua primeira epístola: "carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos aos pecados, vivamos para a justiça" (1 Pe 2.24a). Quando Jesus morreu a morte do pecador, realmente o céu ficou fechado, o Pai desviou o olhar, o Eterno se afastou; e Ele, o Filho, ficou dependurado, só e abandonado, na cruz. Que ondas pavorosas do inferno devem ter se abatido sobre Ele. No Salmo 22 os sofrimentos de Jesus naquelas horas horrorosas são descritos de modo amedrontador, bem detalhado e claro: "Muitos touros me cercam, fortes touros de Basã me rodeiam. Contra mim abrem as bocas, como faz o leão que despedaça e ruge. Derramei-me como água, e todos os meus ossos se desconjuntaram; meu coração fez-se como cera, derreteu-se-me dentro de mim. Secou-se o meu vigor, como um caco de barro, e a língua se me apega ao céu da boca; assim me deitas no pó da morte. Cães me cercam; uma súcia de malfeitores me rodeia; traspassaram-me as mãos e os pés. Posso contar todos os meus ossos; eles me estão olhando e encarando em mim" (vv. 12-17).


Meu irmão, minha irmã, como isso deve ter sido terrivelmente difícil para Jesus Cristo! Não é de admirar, pois, que de repente tenha partido de Seu coração ferido este grito: "...Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?" Esse foi o grito de um homem que caiu num profundo abismo, e cujo coração estava completamente dilacerado.

É interessante lembrar que até então Jesus nunca havia sido abandonado pelo Pai. E agora, na cruz – Ele não somente foi abandonado pelo Pai, mas também estava cercado pelos poderes do inferno. Não, até então o Pai nunca O havia abandonado; pelo contrário –o Pai esteve constantemente nEle. Por exemplo, Jesus disse: "Quem me vê a mim, vê o Pai" (Jo 14.9b). E em João 11.41b lemos: "Jesus, levantando os olhos para o céu, disse: Pai..."Portanto, até essa hora tinha havido completa harmonia entre Ele e o Pai. E Jesus se alegrou por essa harmonia, e testemunhou dela, por exemplo, com as palavras:

– "...porque não sou eu só, porém eu e aquele que me enviou" (Jo 8.16).

– "E aquele que me enviou está comigo, não me deixou só..." (Jo 8.29b).

– "Eu e o Pai somos um" (Jo 10.30).

– "...para que possais saber e compreender que o Pai está em mim, e eu estou no Pai" (Jo 10.38b).
Que maravilhosas palavras! Mas, exatamente por isso foi muito mais duro e trágico o contraste entre elas e as horas na cruz. Oh! que caminho Jesus teve que seguir! E, por quê? Para redimir a você e a mim; pois nós deveríamos ter estado ali na cruz!

Talvez agora compreendamos um pouco melhor o profundo abismo dos sofrimentos do Cordeiro de Deus; talvez sejamos capazes agora de participar um pouco dos Seus sentimentos, do que Ele passou. Mesmo assim, uma ou outra pessoa poderá perguntar:

Jesus não sabia que tudo seria assim?

Ele falou várias vezes a respeito aos Seus discípulos. Lemos, por exemplo, em Mateus 16.21:"Desde esse tempo, começou Jesus Cristo a mostrar a seus discípulos que lhe era necessário seguir para Jerusalém e sofrer muitas cousas dos anciãos, dos principais sacerdotes e dos escribas, ser morto, e ressuscitado no terceiro dia." Aqui Ele falou claramente que ainda teria que "sofrer muitas cousas". Além disso, havia muitas profecias do Antigo Testamento que apontavam com clareza assustadora para esses acontecimentos; e Jesus conhecia todas essas palavras da Escritura. Portanto, certamente Ele sabia de tudo. Apesar de que jamais poderemos responder a essa pergunta definitivamente, hoje vou tentar – com todo respeito ao Cordeiro de Deus – dar uma resposta bem superficial. Jesus Cristo – apesar do fato de ser o Filho de Deus e de todas as coisas serem manifestas perante Ele – talvez não soubesse de uma coisa: quão terrível seria a separação entre Ele e o Pai; quão horroroso seria ser abandonado pelo Pai! Pois, repito: Ele nunca antes havia ficado sem o Pai – muito menos sido abandonado pelo Pai.


Entretanto, talvez você diga agora: Mas Jesus sempre sabia de tudo. Tudo – será que Jesus realmente sabia de tudo? Ele mesmo falou certa vez de algo que não sabia, ou seja, da hora da Sua volta: "Mas a respeito daquele dia ou da hora ninguém sabe; nem os anjos no céu, nem o Filho, senão somente o Pai" (Mc 13.32). Portanto: isso era uma coisa que Ele não sabia. Por isso, não será que somente o próprio Pai sabia o que o Filho realmente teria de passar na cruz; quão difícil realmente seria a separação? Não será que o Pai tenha se calado sobre esse assunto por causa de Seu grande amor pelo Filho?

Apesar de não sabermos a resposta, nesse contexto podemos pensar na relação de Abraão e Isaque. Quando os dois ainda estavam a caminho do local do sacrifício, Isaque, que não sabia de nada, perguntou ao seu pai: "Eis o fogo e a lenha, mas onde está o cordeiro para o holocausto?" (Gn 22.7b). O que Abraão respondeu a Isaque? Lemos em Gênesis 22.8a:"Deus proverá para si, meu filho, o cordeiro para o holocausto". Isaque sabia, portanto, do sacrifício, mas não sabia da terrível verdade de que ele deveria ser a vítima.

Jesus Cristo sabia do Calvário. Ele sabia que seria o Cordeiro do holocausto; mas será que Ele também sabia quão terrível seria quando o Pai – nas horas do Seu sofrimento e da Sua morte – teria que abandoná-lO? Bem, não o sabemos, e também nunca teremos uma resposta definitiva para essa questão aqui na terra. Uma coisa, porém, é segura: as horas do Calvário realmente foram as mais difíceis e solitárias pelas quais ninguém na terra jamais passou; e o Filho do Homem, Jesus Cristo, as sofreu.

O alto objetivo dos sofrimentos de Jesus

Por que o Senhor da Glória teve que sofrer de forma tão extrema? Para redimir muitas e muitas pessoas escravizadas! Oh! quão maravilhosamente esse objetivo dos sofrimentos de Jesus é descrito no livro do profeta Isaías: "...quando der ele a sua alma como oferta pelo pecado, verá a sua posteridade... com o seu conhecimento, justificará a muitos... Por isso eu lhe darei muitos como a sua parte..." (Is 53.10b,11b,12a). Glorioso, não é mesmo?! E até hoje são acrescentados diariamente novos justificados à Sua posteridade. Mas tudo começou nessa terrível cruz solitária. Quanto mais se agravava Seu caminho de morte, quanto mais profundamente Jesus entrava em dores e sofrimentos, maior e mais real se tornava o fato de que assim o caminho ao reino dos céus estava sendo aberto para a Humanidade. A cada hora de dores se aproximava a grandiosa vitória de Jesus, a porta da graça se abria cada vez mais.

Vejamos essa gloriosa verdade em relação à parábola de Jesus sobre os trabalhadores na vinha. Nela nos é mostrado maravilhosamente, de forma figurada, o processo que Jesus enfrentou na cruz – quanto mais horas de dores, mais próxima e maior a vitória. Leiamos a primeira parte dessa parábola: "Porque o reino dos céus é semelhante a um dono de casa que saiu de madrugada para assalariar trabalhadores para a sua vinha. E, tendo ajustado com os trabalhadores a um denário por dia, mandou-os para a vinha. Saindo pela terceira hora viu, na praça, outros que estavam desocupados, e disse-lhes: Ide vós também para a vinha, e vos darei o que for justo. Eles foram. Tendo saído outra vez perto da hora sexta e da nona, procedeu da mesma forma, e, saindo por volta da hora undécima, encontrou outros que estavam desocupados, e perguntou-lhes: Por que estivestes aqui desocupados o dia todo? Responderam-lhe: Porque ninguém nos contratou. Então lhes disse ele: Ide também vós para a vinha" (Mt 20.1-7).


Essa parábola aponta maravilhosamente para o reino celestial e para todos que estarão nele algum dia. Ela nos mostra também que não faz diferença se alguém encontra cedo o caminho ou se chega somente à hora undécima. O que importa é que muitos venham! Não vamos nos ater agora na parábola em si, mas extrair dela maravilhosos paralelos sobre os acontecimentos do Calvário.

1 – Quando começou o verdadeiro caminho de morte de nosso Senhor? Não me refiro ao caminho de sofrimentos em geral, que já começou na manjedoura em Belém, mas ao caminho de morte e crucificação em si, através do qual Ele, como Deus, o disse através do profeta Isaías, geraria uma posteridade, ou seja, justificaria a muitos. Quando começou esse caminho da cruz? Lemos em Marcos 15.1: "Logo pela manhã entraram em conselho os principais sacerdotes com os anciãos, escribas e todo o Sinédrio; e, amarrando a Jesus, levaram-no e o entregaram a Pilatos." E quando o dono da casa, na parábola citada, começou a enviar trabalhadores para sua vinha, isto é, quando o Rei do reino dos céus começou a chamar Sua posteridade para Seu reino? Também cedo de manhã: "Porque o reino dos céus é semelhante a um dono de casa que saiu de madrugada para assalariar trabalhadores para a sua vinha" (Mt 20.1).

2 – Quando, exatamente, Jesus foi crucificado? À hora terceira (nove horas da manhã): "Era a hora terceira quando o crucificaram" (Mc 15.25). E quando os próximos trabalhadores foram enviados para a vinha, isto é, quando o Rei do reino dos céus chamou os seguintes da Sua posteridade para Seu reino? À terceira hora (às nove horas da manhã): "Saindo pela terceira hora viu, na praça, outros que estavam desocupados, e disse-lhes: Ide vós também para a vinha, e vos darei o que for justo" (Mt 20.3-4).

3 – Quando se abateram as terríveis trevas sobre toda a terra? À hora sexta (às doze horas): "Chegada a hora sexta, houve trevas sobre toda a terra, até a hora nona" (Mc 15.33). E quando os trabalhadores seguintes foram chamados para a vinha, ou seja, quando foram novamente chamados outros à posteridade no reino dos céus? À hora sexta (ao meio-dia): "Tendo saído outra vez perto da hora sexta..., procedeu da mesma forma" (Mt 20.5).

4 – Quando o Senhor Jesus Cristo deu o Seu grito abalador?. À hora nona (às três horas da tarde): "À hora nona clamou Jesus em alta voz: Eloí, Eloí, lamá sabactâni? que quer dizer: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?" (Mc 15.34). E quando foram enviados mais trabalhadores para a vinha, isto é, chamados ainda mais pessoas para a posteridade no reino dos céus? À hora nona (às três horas da tarde): "Tendo saído outra vez perto da hora... nona, procedeu da mesma forma" (Mt 20.5).

5 – Quando Jesus Cristo foi sepultado? Antes do anoitecer no dia anterior ao sábado (aproximadamente às cinco horas da tarde): "Ao cair da tarde, por ser o dia da preparação, isto é, a véspera do sábado, vindo José de Arimatéia, ilustre membro do Sinédrio, que também esperava o reino de Deus, dirigiu-se resolutamente a Pilatos e pediu o corpo de Jesus... Este, baixando o corpo da cruz, envolveu-o em um lençol que comprara, e o depositou em um túmulo que tinha sido aberto numa rocha; e rolou uma pedra para a entrada do túmulo" (Mc 15.42-43,46). E exatamente ao mesmo tempo, às dezessete horas, à hora undécima, na parábola foram novamente enviados trabalhadores para a vinha, ou seja, chamadas outras pessoas à posteridade no reino dos céus: "...e, saindo por volta da hora undécima, encontrou outros que estavam desocupados, e perguntou-lhes: Por que estivestes aqui desocupados o dia todo? Responderam-lhe: Porque ninguém nos contratou. Então lhes disse ele: Ide também vós para a vinha" (Mt 20.6-7).

Essa comparação alegórica entre a morte de Jesus e a parábola dos trabalhadores na vinha nos mostra como através dos sofrimentos de Jesus na cruz, que ficavam cada vez mais intensos, a redenção se aproximava cada vez mais. Quanto mais se agravava Seu caminho de morte, mais resplandecia a verdade de que assim estava sendo preparado o caminho ao reino dos céus para a Humanidade.

Resumindo: cedo pela manhã começou o caminho da cruz de Jesus – e de madrugada vieram os primeiros trabalhadores para a vinha do dono da casa. À terceira hora (9 horas) Jesus foi crucificado – e à terceira hora foram chamados os trabalhadores seguintes para a vinha. À hora sexta (12 horas) se abateram as trevas sobre toda a terra – e à hora sexta foram chamados mais trabalhadores. À hora nona (15 horas) Jesus gritou Seu abalador "Por quê?" – e exatamente nessa hora foram novamente chamados trabalhadores na parábola. E à undécima hora (17 horas) Jesus Cristo foi sepultado; na parábola dos trabalhadores na vinha na mesma hora foram chamados mais uma vez trabalhadores. Aqui vemos claramente o que o profeta Isaías profetizou: "Ele verá o fruto do penoso trabalho de sua alma, e ficará satisfeito; o meu Servo, o Justo, com o seu conhecimento, justificará a muitos, porque as iniqüidades deles levará sobre si" (Is 53.11).

Ao vermos tudo isso novamente hoje – essa maravilhosa obra do Calvário com seus grandiosos efeitos –, impõe-se a pergunta: o Senhor Jesus fez tanto por nós – mas o que podemos fazer por Ele?

O que podemos Lhe dar?

Oh! na verdade, nada! Pois conhecemos a nós mesmos e sabemos quão rapidamente novos propósitos e promessas são esquecidos. Apesar disso, devemos dar uma resposta ao Senhor! Talvez um acontecimento da vida de Pedro possa nos ajudar nesse sentido. Em certa ocasião, ele estava em Jope, na casa de um curtidor chamado Simão. Seu lugar de oração era sobre o eirado (terraço) da casa. Lemos em Atos 10.9: "No dia seguinte..., subiu Pedro ao eirado, por volta da hora sexta". Se bem que esse texto na verdade não tem nada a ver com o Calvário, interessam as palavras "por volta da hora sexta". Portanto, Pedro subiu ao eirado ao meio-dia (12 horas) para orar. E quando começaram as três piores horas para o Senhor Jesus na cruz? Igualmente à hora sexta: "Chegada a hora sexta, houve trevas sobre toda a terra, até a hora nona" (Mc 15.33). É comovente o fato de que Pedro – consciente ou inconscientemente – tenha feito da pior hora de seu Senhor na cruz sua hora de oração diária! Pois podemos supor que não se tratou de uma oração única, ao acaso, mas de um costume regular. Como quer que seja, de qualquer modo, Pedro estava orando ao Seu Senhor na hora em que Jesus tinha passado pelos maiores tormentos na cruz. A pergunta é: o que podemos fazer pelo nosso Senhor Jesus; o que podemos Lhe dar? – na verdade, a minha e a sua resposta deveria ser bem clara: recomeçar uma vida de oração intensiva, baseando-nos a partir de agora conscientemente na morte de nosso Redentor! Em outras palavras: nunca mais oremos sem antes pensar porque podemos orar; sem que tenhamos completa clareza de porque temos o privilégio de orar; e sem estarmos plenamente convictos de que temos que orar! Pois: Jesus Cristo nos deu – através de Seus sofrimentos inomináveis e de Sua morte na cruz – a filiação pela qual podemos exclamar em oração: "Aba, Pai!" Sim, é o que está escrito: "E, porque vós sois filhos, enviou Deus aos nossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai" (Gl 4.6). Amém.

(Marcel Malgo em - http://www.chamada.com.br)
Link para o original: As Horas do Calvário

terça-feira, 10 de abril de 2012

2012 O fim do Mundo?


Sem dúvida, o homem moderno tem muito conhecimento e um horizonte amplo. Por exemplo, sabemos da fragilidade de nosso pequeno planeta e como ele gira no espaço... Preocupamo-nos com a poluição ambiental e com maneiras de evitar doenças. Mesmo assim, sentimo-nos ameaçados e temos medo daquilo que nos parece sinistro ou obscuro, de grandes mudanças e surpresas negativas. Tememos ser atropelados pelos acontecimentos...

Será que em 2012 devemos esperar por uma acúmulo de catástrofes inimagináveis? Terremotos, mega-erupções solares, tsunamis, tornados, impactos de meteoros, uma colisão com o misterioso planeta Nibiru, deslocamento dos polos magnéticos terrestres... Haverá constelações extraordinárias e alinhamentos de planetas fora do comum quando nosso sistema solar cruzar o “Equador galáctico”, liberando muita energia cósmica? Haverá um colapso do tempo? Uma nova e superior esfera de consciência? Ou: será que as experiências do acelerador de partículas de Genebra provocarão um buraco negro em 2012, desencadeando o fim do mundo e tragando as pessoas para o abismo?

Esse medo coletivo latente é usado e abusado pelos cineastas, autores e repórteres: fala-se do malfadado calendário maia com seus 13 ciclos Baktun e de antigos hieróglifos egípcios, de oráculos romanos e de visões de pajés dos habitantes primitivos dos Estados Unidos como os Hopi e Cherokee, o antiquíssimo i-ching chinês entra em pauta juntamente com misteriosos desenhos rupestres... Nostradamus obviamente não pode faltar, como também não pode faltar uma pitada de profecia “bíblica” dos profetas Ezequiel e Zacarias, misturada com visões apocalípticas. Para completar, os que amam teorias conspiratórias (lamentavelmente, inclusive cristãos) esquentam o clima com suas idéias de dominação mundial e com especulações sobre os tempos finais (veja Jeremias 10.2). Infelizmente, com suas explicações aleatórias e arbitrárias eles difamam e diluem a seriedade e a veracidade da profecia bíblica!

Mas a Bíblia, hoje propagada e disponível no mundo todo, fornece informações claras e precisas. É ali, na própria Bíblia, que encontramos os verdadeiros guardiões da revelação divina. Ela é a única fonte de informação e orientação digna de confiança (veja 2 Pedro 1.19-21).

As profecias bíblicas não nos deixam na mão. Elas são bem mais do que um anúncio prévio de coisas que irão acontecer ou a proclamação de juízos apocalípticos. O mais importante que a Bíblia tem a dizer sobre o futuro é anunciar a volta de Jesus, o Rei do Universo. Na Sua primeira vinda Ele veio como Salvador de cada um de nós e pagou o preço dessa salvação com Sua própria vida. Agora Ele espera pacientemente pela resposta das pessoas. Mas apenas até que o prazo esteja esgotado! “Então, se verá o Filho do Homem vindo numa nuvem, com poder e grande glória” (Lc 21.27).

Desde o nascimento de Jesus muitos povos outrora grandes e poderosos já desapareceram – restaram apenas as sombras de sua glória passada em museus e ruínas como as pirâmides egípcias, o Coliseu romano, a Acrópole grega, Machu Pichu no Peru ou os restos de templos maias no México. Entre esses povos havia somente superstição e idolatria. Mas a Bíblia fala do centro verdadeiro e legítimo de nossa adoração, que é igualmente Aquele que dá sentido à nossa existência pessoal: Jesus Cristo!

Quando Ele vier, será como terrível Juiz para você? Ou como o tão esperado Salvador? Vivemos em um mundo maduro para o juízo. Se o Deus da Bíblia existe de fato, então as coisas não poderão continuar assim por muito tempo. Mas será que não há mais esperança? A situação do mundo é sem saída?

Jesus Cristo veio para morrer pelos seus pecados. Ele ressuscitou dentre os mortos para garantir sua salvação. A Bíblia conclama homens e mulheres a darem meia-volta, da desobediência para a obediência a Deus, e promete perdão dos pecados a todo aquele que crer nEle (veja 2 Crônicas 7.13-14).

Um dia haverá, sim, um acúmulo de catástrofes inimagináveis; porém, não será o fim do mundo mas as “dores de parto” prenunciando a volta do Messias, Jesus (Lucas 21.25-26).“Vede que ninguém vos engane! Vigiai!” (Mateus 24.4; Marcos 13.5,37). Quando Cristo voltar, Ele virá para você como Salvador ou como Juiz? 

(Reinhold Federolf em - www.chamada.com.br)
Link para o original: 2012 O fim do Mundo?

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Qual a origem da cor 'negra'?

"Como se explica a existência das raças em todo o mundo, mormente no que tange à cor 'negra' da pele?"


Sobre sua origem das raças, existem inúmeras opiniões de escritores, antropólogos, sociólogos e biólogos, tentando responder a essas perguntas, mas preferimos ficar com a Bíblia, que ensina que todos os homens são descentes de uma casal único. Depois do dilúvio havia uma só família sobrevivente - a de Noé, o qual teve filhos: Sem, Cam (Cão) e Jafé. Os filhos, netos e bisnetos do patriarca bíblico constam dos capítulos 10 e 11 de Gênesis, sendo, portanto, os nossos ancestrais: Atos 17:26.

A divisão nas Escrituras é esta: de Sem derivam os semitas, dos quais o Senhor Jesus, segundo a carne, descende. Eles habitavam na Ásia e são conhecidos pelo zelo religioso que possuíam; os canaanitas (provenientes de Cão) viviam, via de regra, no continente africano, e distinguem-se pela sua pujança* física; os descendentes de Jafé, que, após a confusão das línguas (Gen. 11:1-9), emigraram para a Europa. Esta raça é caracterizada pela atividade intelectual.

Quanto à diferença de cor, todos somos seres humanos, criados por Deus, descendentes de Adão e Eva, mas existem pigmeus e gigantes, negros, brancos e amarelos. Portanto, tentar explicar esta coloração, por especulações antropológicas e biológicas, não passa de uma tentativa infundada.

Ressaltamos, ainda, que, para explicar a cor dos homens pela maldição de Noé, proferida sobre Canaã, ou pelo sinal que Deus colocou em Caim, não passam essas teorias de hipóteses inócuas, sem nenhuma concordância com o ensino das Escrituras Sagradas.

Alguns ainda, tomam outra posição, afirmando que o clima, o ambiente, a alimentação, a educação e outros fatores, influenciaram no aspecto da cor. Mas a Bíblia Sagrada no seu escopo global mantém a divisão de Gênesis, não entrando no mérito da questão nem no âmbito discriminativo dela. Com efeito, lemos no Novo Testamento de um descendente de Cão, salvo e batizado (At. 8:26-40); de um semita de nome Saulo (At.9) e de um descendente de Jafé, todos convertidos e batizados. O prezado leitor tem de convir que, se invertêssemos a pergunta sobre a coloração branca, teríamos os mesmos problemas, as mesmas interrogações e especulações.

O jornalista e escritor Miguel Vaz, no seu livro Um caminho para os jovens, analisa o assunto dizendo:

"Não há, de fato, uma opinião firmada, quanto à cor da pele dos homens, nas Escrituras, mesmo porque a Bíblia não cita textualmente pessoas de pele clara ou escura, a não ser em Cantares de Salomão, onde aparece a morena, e isso metaforicamente. Mas moreno não é preto. A sabedoria de Deus não revela esse assunto, justamente para evitar polêmicas sobre a cor da pele dos seus servos e para mostrar que em Deus não há acepção de pessoas." (Rom. 2:11)

Fontes de pesquisas: A Bíblia Responde. CPAD, 2ª ed.
www.dicio.com.br
*Grande força, Poderio, superioridade, Vigor.

sábado, 7 de abril de 2012

Máquinas de guerra na Bíblia, aviões, automóveis...?

"Que tipo de máquinas eram aquelas de II Crônicas 26:15?
máquinas de guerra?

Como o próprio versículo indica, eram armamentos bélicos "rudimentares" (para nossa época) construídos para proteger a cidade de Jerusalém e combater seus inimigos. É a primeira vez que a história bíblica registra a existência desses aparelhos que eram acionados por cordas e colocados em lugares estratégicos, nas muralhas da cidade, com a finalidade de que seus manejadores tivessem a mais ampla visão da área a ser defendida.

Há ainda referências de supostamente 'aviões' em Isaías 60:8, onde lemos: "Quem são estes que vêm voando como nuvens, e como pombas às suas janelas?"
'aviões'?
E ainda, vemos uma visão de Naum (2:4) em que teria visto os nossos 'automóveis' de hoje, e o que é mais intrigante ainda, os viu no trânsito louco que enfrentamos todos os dias. A descrição se mostra como nossos carros hoje:
"Os carros andam furiosamente nas ruas; cruzam as praças em todas as direções; parecem como tochas, e correm como os relâmpagos" 

  1. andam furiosos
  2. cruzam as praças em todas a direções
  3. com luzes (faróis?)
  4. correm como relâmpagos

Essas descrições pouco poderiam descrevem os carros movidos a cavalo da época.
Luzes (faróis?)
Quanto a toda a tecnologia a qual dispomos hoje em dia e seu avanço, o profeta Daniel profetizou no capítulo 12:4, onde mostra a inquietude do homem e o aumento do conhecimento: "...muitos correrão de uma parte para outra, e o conhecimento se multiplicará."

Fonte:A Bíblia Responde, CPAD. 2ª ed.
Bíblia on line (ACeRF)

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Qual é a verdadeira Páscoa?

Vemos através da Palavra de Deus, mais precisamente no livro de Levítico cap. 23, que o Senhor Deus havia ordenado ao povo de Israel que celebrasse sete festas, chamadas festas solenes do Senhor. Estas eram festas que traziam à memória do povo de Israel os grandes feitos do Senhor no meio do seu povo, tudo para que ele não se esquecesse das maravilhas e dos prodígios que Deus havia realizado em favor do seu povo escolhido. Algumas dessas festas estavam relacionadas com a agricultura, isto é, festas de ações de graças pela colheita. Além de também, terem um sentido simbólico-profético da salvação de Deus que estaria por vir.

Essas sete festas do Senhor tinham relação com o serviço de sacrifícios e, enfim, com o santuário da Tenda da Congregação, e por sua vez, com o Templo. Hoje, sabemos que o Templo não existe mais, e essas celebrações perderam em significado. Podemos ver que três das sete festas eram conhecidas ou tidas como festas de peregrinação ou de subida, quando o povo subia até o Santuário em Jerusalém.

Ordem bíblica. Atualmente o calendário começa no
mês de de Tishri

Existem os significados aparentes das festas, mas há outros significados mais profundos e eternos. São o que a Bíblia chama de festas do Senhor, e por serem sete festas do Senhor que é eterno, elas apontam para um significado eterno. As primeiras quatro festas caem no período da primavera, são elas: A Páscoa, Pães Asmos, Primícias e Pentecostes. Todas tem um significado eterno e claro nas Escrituras, pois tiveram seu cumprimento profético na Primeira Vinda do Messias de Deus, o qual sabemos quem é, Jesus Cristo. A realização ocorreu em sua morte e ressurreição, em sua vida sem pecado, no derramamento do Espírito Santo e na formação da Igreja. Existem ainda mais outras três festas que são comemoradas no outono. Qual seria o simbolismo dessas outras três festas? Seu significado profético se encontra na volta de Jesus nos tempos finais.

Quando relembramos as quatro primeiras festas, entendemos que tudo se cumpriu com exatidão, e por esse motivo, podemos esperar o mesmo em sua realização profética futura dessas três últimas. Mas há algo de maravilhoso para a primeira festa do outono, que é a das Trombetas (Lev. 23:23-25), pois seu significado profético apontaria para o futuro arrebatamento da Igreja e reagrupamento de Israel (I Cor. 15:51-52; I Tess. 4:16-17), As trombetas eram soadas na Festa das Trombetas (Nm.29:1,7,12) para que o povo de Israel se reunisse em descanso solene. Desse modo representa o reagrupamento de Israel que ocorrerá depois do arrebatamento da Igreja (Dt.30:1-6; Is.11:12; Jr.3:2; Ez.11:14-18; Mq.2:12,13; Mt.20:16). Primeiramente ocorrerá a reunião dos santos (crentes) que creram em Jesus e fazem parte de sua Igreja. Mas aparentemente para os judeus não haveria um significado ou sentido para esta festa, então, após a destruição do Templo, ela foi transformada em Ano Novo Judaico (Rosh Hashanah), apesar do Calendário bíblico começar na primavera. Isso pelo fato do ano sabático e do ano do jubileu serem proclamados com as festas no outono, também o início do ano foi transferido para o outono. Há também aqueles que não acreditam que a festa das Trombetas se harmonize com o Arrebatamento, porém é com esse dia que mais se assemelha.

A festa dos Tabernáculos aponta para para aquele dia que o Senhor Jesus estabelecerá o seu Reino Celestial. O dia da Expiação (Yom Kippur) é o mais significativo no culto judaico, neste dia a maioria do povo jejua e pratica o arrependimento (Lev. 23:29), aponta para o futuro arrependimento de Israel. Até aqui, usamos como introdução estes elementos para que pudéssemos falar de uma única festa que acontece nesta semana em quase todo o mundo, que é a comemoração da Páscoa, festa esta que teve o seu sentido corrompido por homens que preferiram a tradição humana (Mat. 15:3-6) do que a Palavra de Deus e o seu Cristo. Antes de mais nada, gostaria de dizer que a Páscoa não é "ovo de Páscoa", não pode, de maneira nenhuma ser representada por "coelhos da Páscoa", pois tudo isso é algo que não provém do trono de Deus. 

A páscoa do mundo

A "páscoa" que muitos tem comemorado hoje, remonta a tempos mais antigos e com costumes paganizados, onde vários povos antigos pintavam ovos cozidos decorando-os com várias formas, os quais em várias regiões hoje foram substituídos por ovos de chocolate. Costume esse que não tem nenhum respaldo bíblico e a menor alusão nas Escrituras. Toda essa comemoração em torno de ovos vem dos tempos em que se adorava a "deusa" Ihstar ou Astarte que é uma "deusa" da fertilidade e do renascimento na mitologia anglo-saxã. Em períodos primaveris, era muito comum ver-se lebres e ovos pintados com runas que eram símbolos da fertilidade e renovação a ela associados. Era em primeira instância a lebre, e não o coelho, o símbolo da "deusa".

As sacerdotisas de Ishtar tinham o costume de vaticinar usando as entranhas das lebres a ela sacrificadas. O nome da "páscoa" mais comumente usado em outros países, inclusive, tem sua origem no nome de uma "deusa" germânica chamada Eostre, "deusa" da primavera (daí vem Easter -páscoa- em inglês), que nada tem a ver com a Páscoa bíblica. Esta Eostre é representada segurando um ovo em sua mão e observando um coelho, símbolo de fertilidade, saltitando ao redor de seus pés. Isso lembra alguma coisa?

Sem falar nos muitos anúncios televisivos que tentam levar nossos filhos ao delírio com os tradicionais "ovos de páscoa", ou em muitos casos, tentam vender um "coelhinho da páscoa". É claro que não temos nada contra o chocolate ou os coelhinhos de pelúcia, nossa preocupação é a inversão da verdade em torno da Páscoa bíblica que nos mostra ser o cumprimento profético da obra do Senhor Jesus. Só não aceitamos tirar a pessoa do Salvador que é o Verdadeiro sentido profético da Páscoa e colocar costumes pagãos em seu lugar. Isso é inadmissível. E sem falar no grande número de pais que mentem para seus filhos dizendo para procurar os ovinhos que o coelhinho deixou para eles. Lá em casa quem trabalha para dar algo para meus filhos sou eu, nunca vi nenhum coelhinho por lá trabalhando horas a fio.

A Páscoa judaico e o seu significado profético

O que seria então a Páscoa do Senhor, se, como já dissemos, esta não é o que a tradição humana ou como a mídia tem ensinado? Pela Palavra de Deus, a primeira das festas, que é a Páscoa (Pessach-em hebraico), cumpriu-se de maneira maravilhosa em Jesus Cristo, nunca, jamais, em "coelhos". No livro de Levítico 23:5, lemos o seguinte: "No primeiro mês, aos catorze do mês, no crepúsculo da tarde, é a Páscoa do Senhor". E em Deuteronômio 7:8: "...porque o Senhor vos amava e, para guardar o juramento que fizera a vossos pais, o Senhor vos tirou com mão poderosa e vos resgatou da casa da servidão, do poder de Faraó, rei do Egito"
Moisés e Arão diante de Faraó
Como já falamos anteriormente, o Calendário bíblico começa com o mês primaveril de Nissan (Abib). No dia catorze do referido mês, ao entardecer, começava a Páscoa dos judeus, quando os cordeiros deveriam ser mortos. Podemos ler as instruções de Deus para Moisés sobre a Páscoa em Êxodo 12, lá Deus dá detalhes de como deveria ser feito os preparativos para a noite em que o anjo destruidor viesse sobre o Egito. Primeiro, cada família deveria separar um cordeiro ou um cabrito, que tivesse um ano e que fosse sem defeito (Êx. 12:3-6). E aqui deixo a minha pergunta. Quem em toda a história humana foi sem defeito? A resposta está na própria Palavra de Deus, Jesus Cristo (Jo. 8:46). Ele é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo. 1:29). Todos os requisitos do Cordeiro Pascal foram cumpridos em Jesus. Ele foi para Jerusalém antes da Páscoa com a intenção clara de sofrer e morrer, mas antes de sua crucificação ficou um tempo retirado para evitar a prisão ordenada pelos principais sacerdotes e fariseus (Jo. 11:54).

No dia dez do primeiro mês (mês bíblico) o cordeiro deveria ser separado (Êx. 12:3), para então ser sacrificado no dia catorze (Êx. 12:6). Jesus entrou publicamente na cidade de Jerusalém e no Templo acompanhado dos gritos de alegria dos discípulos e do povo (Jo. 12:12), e no dia da preparação do cordeiro Ele sofreu e foi morto (Jo. 19:14). Todos os envolvidos se apressaram em que o processo de sua condenação fosse logo, pois esperavam a importante festa daquele dia, a Páscoa, que muitos insistem em comemorar com ovos os quais chamam de "ovos de Páscoa" (nada contra chocolate, são deliciosos- o problema aqui é querer substituir o verdadeiro sentido da Páscoa). Vale lembrar também que o tal "coelhinho" não cumpriu nenhum requisito do cordeiro Pascal e tão pouco se dispôs a morrer por nós.

Quanto tempo Ele ficou pendurado por nós?

Jesus Cristo ficou pendurado cerca de seis horas
O Cordeiro Pascal, Jesus Cristo, ficou pendurado cerca de seis horas, das nove horas da manhã (Marc. 15:25) às três da tarde, hora que entregou seu espírito (Luc. 23:44-46). A tradição judaica diz que às três horas da tarde os cordeiros pascais começavam a ser sacrificados, e eles só podiam ser mortos no Templo porque o sangue devia ser colocado sobre o altar, que era o lugar escolhido por Deus (Deut. 16:5-6). Milhares de animais deveriam ser mortos, e esse era o motivo de se começar às três horas da tarde. A forma perfeita como o cumprimento do simbolismo em Jesus Cristo se cumpre é, por falta de outro adjetivo, espetacular, maravilhoso!

Tudo isso mostra como Deus não quis deixar dúvidas para o seu povo que tudo se cumpria em seu Amado Filho Jesus Cristo. Lembremos dos sinais que aconteceram no dia de sua crucificação e morte, foram sinais visíveis:
  1. Trevas sobre a terra das 12h até às 15h (Mat. 27:45);
  2. A terra tremeu (Mat. 27:51);
  3. As rochas fenderam-se (Mat. 27:51);
  4. O véu do santuário se rasgou em duas partes (detalhe, tinha cerca de 10cm), de alto a baixo (Mat. 27:51), na mesma hora em que se começava a matar os cordeiros pascais no Templo.
O Sangue do Cordeiro

Este foi o elemento mais importante do cordeiro Pascal na terra do Egito, o sangue, que devia ser passado nas ombreiras e na verga das portas das casas. O sangue era o sinal para o Senhor Todo-Poderoso: "Mas o sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes; vendo eu o sangue, passarei por cima de vós, e não haverá entre vós praga para vos destruir, quando eu ferir a terra do Egito" (Êx.12:13). Querido leitor, é dessa palavra "pessach" (passarei, passar por cima) em hebraico, que vem o nome Páscoa! Para todo o povo de Israel o sinal do sangue foi a salvação da mortandade, assim como o sangue do Cordeiro de Deus (Jesus Cristo) se tornou sinal de salvação para nós que cremos n'Ele. Sabe o que isso representa? Aqui já houve julgamento, alguém sofreu a morte. O castigo que nos trás a paz estava sobre Ele (Is. 53:5).

Um fato muito importante e que não tem sido levado em conta por muitos cristãos hoje em dia é sua auto-suficiência em confiar em si mesmos e se esquecer de "...nenhum de nós devemos sair da porta da nossa casa até pela manhã" (Êx. 12:22). O povo de Israel só estava seguro e naquela situação só podia gozar de plena segurança se permanecesse por trás das ombreiras e das vergas das portas de suas casas, lugar onde o sangue havia sido aspergido. Assim também nós, somente estamos protegidos e seguros em Jesus Cristo, se n'Ele permanecermos. Ele é o nosso escudo, aleluia! Não foi por acaso que Jesus disse que deveríamos permanecer n'Ele (Jo. 15:4-6).

Assim como a libertação de Israel se deu por meio do derramamento do sacrifício de sangue, para a nossa salvação também foi necessário o sacrifício de Cristo para que pudéssemos ter salvação eterna. Em Hebreus 9:22 lemos o seguinte: "...sem derramamento de sangue, não há remissão”. Tenhamos em nossos corações o entendimento de que para que obtivéssemos o perdão de nossos pecados era necessário o sacrifício de sangue inocente, como no AT foi derramado sangue de muitas vítimas animais que apenas cobriam os pecados, sem eliminá-los. Parece algo terrível, mas somente sangue inocente pode produzir expiação. E Jesus na condição de Cordeiro Pascal, inocente, ofereceu a si mesmo por nossos pecados (Heb. 9:26-27), agora, não para encobri-los, mas para apagá-los para sempre (Heb. 9:12).

O posicionamento para comer do cordeiro

"Assim pois o comereis: Os vossos lombos cingidos, os vossos sapatos nos pés, e o vosso cajado na mão; e o comereis apressadamente; esta é a páscoa do Senhor." (Êx. 12:11). Esse deve ser o nosso posicionamento espiritual, sempre pronto para partir, pois a nossa pátria não é aqui (Heb. 13:14), estamos a caminho de uma pátria superior, sempre prontos para partir, e revestidos da armadura de nosso Deus desta forma: cingidos com a verdade, os pés calçados com a preparação do Evangelho da paz, tendo na mão a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus.

Jesus é o nosso cordeiro Pascal
Podemos ver ainda que estar na posição de conhecedores da verdadeira Páscoa (os cristão não comemoram a Páscoa no sentido literal), é estarmos cientes de que a vida cristã terá duros embates pela frente, e que Jesus sofreu por nós. Em Êxodo 12:8, lemos que o cordeiro deveria ser comido com "pães asmos e ervas amargas". Apontam para os sofrimentos que o Senhor Jesus sofreria por nós. Ainda em Êxodo 12, mais precisamente no vers. 46, está escrito que "nenhum osso do cordeiro deveria ser quebrado", observe mais uma vez isso se cumprindo em Cristo na crucificação, onde vemos os dois ladrões tendo suas pernas quebradas, o que não ocorre com o Senhor Jesus: "Mas, "vindo a Jesus, e vendo-o já morto, não lhe quebraram as pernas." (João 19:33-35). Através da morte de Jesus a porta do céu se abriu para nós, quando Ele ressurgiu dentre os mortos a promessa da vida foi totalmente garantida. O que então podemos concluir? Existe outro símbolo para a nossa Páscoa, outra pessoa ou obra a ser lembrada? Não, não existe, somente Jesus Cristo é a nossa Páscoa, com está escrito: "Purificai o velho fermento, para que sejais uma nova massa, assim como sois sem fermento. Pois, na verdade, Cristo, que é nossa páscoa, foi imolado." (I Cor. 5:7).

Com a Nova Aliança, o Senhor Jesus mostrou aos discípulos que eles não precisariam mais comer a Páscoa judaica, eles deveriam comer o pão, que simbolizaria o corpo de Cristo moído por nós; e que também deveriam tomar do vinho, que simbolizaria o sangue da Nova Aliança ou Testamento no seu sangue. Desta forma, foi deixada para a igreja de Jesus a instituição da Ceia.
Só Jesus é a nossa Páscoa. Lembre-se disso!
Deus abençoe a todos.

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Pesquisas:
As Festas Judaicas
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