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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Igrejas cristãs subterrâneas são descobertas na Coreia do Norte


Desde a morte inesperada do líder norte-coreano Kim Jong-il, em 17 de dezembro, que deu o poder do país para seu filho Kim Jong-Um, a igreja subterrânea da Coreia do Norte enfrenta uma crescente perseguição.
“Há três semanas sete igrejas subterrâneas foram descobertas na Coreia do Norte”, disse Thomas Kim, diretor-executivo do Ministério Cornerstone, que está ativamente envolvido em servir a igreja norte-coreana. “Tem sido muito difícil para eles”, afirmou.
Aparentemente o governo do país teme que aconteça na Coreia do Norte o mesmo que ocorreu em algumas regiões do Oriente Médio durante a Primavera Árabe. “Eles estão com medo da população se revoltar”, observa Thomas Kim. “Ele estão assustados com a expansão da fé cristã, porque os cristãos do país não têm medo de morrer pelo que acreditam”, disse.
As autoridades próximas ao novo líder Kim Jong-Um estão ansiosas para que a transição de governo seja feita de modo tranquilo e isso está impactando a igreja. “O regime tem colocado mais pressão sobre a igreja para estabilizar a sociedade”, disse Thomas Kim.
Nos meses que precederam a morte de Kim Jong-il, aconteceram poucas pesquisas para se ter noção de quantos cristãos estão envolvidos em igrejas subterrâneas. No entanto isso mudou e atualmente o governo está fiscalizando tudo de perto. “Agora, o regime está enviando pessoas para que possam se infiltrar nas igrejas clandestinas. Os cristãos norte-coreanos precisam mais do que nunca de nossas orações”, afirmou o diretor-executivo do Ministério Cornerstone.
Kim acredita que uma mudança virá quando os conselheiros do atual governante forem substituídos por pessoas mais jovens. “As pessoas que estão ao redor de Jong-Um estão no governo há muito tempo. É provável que até os conselheiros do presidente sejam mudados”, observa Kim.
A comunidade internacional deve continuar a pressionar a Coreia do Norte para que ela conceda mais liberdade ao seus cidadãos.
Ore para que essa liberdade seja concedida e para que os cristãos norte-coreanos tenham liberdade para praticar a sua fé no país.
Fonte: www.portalfiel.com.br

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Cientistas continuam a crer em um Deus Criador



Os cientistas têm sido acusados de brincar de Deus ao fazerem clones de ovelhas e de negar a Deus quando insistem em que a evolução seja ensinada nas escolas. Um estudo indica, entretanto, que muitos cientistas acreditam em Deus conforme o conceito mais comum e usual.
Repetindo com exatidão uma famosa pesquisa realizada em 1916, Edward Larson, da Universidade da Geórgia, constatou que a profundidade da fé religiosa entre os cientistas não diminuiu apesar dos avanços científicos e tecnológicos deste século.
Tanto em 1916 como agora, em torno de 40% dos biólogos, físicos e matemáticos que participaram da pesquisa disseram que acreditavam em um Deus que, segundo a estrita definição do questionário, se comunica com a humanidade e a quem se pode orar "na expectativa de receber uma resposta".
Cerca de 15% em ambas as pesquisas alegaram ser agnósticos ou de não ter "uma convicção definida" sobre a questão.
Em torno de 42% em 1916 e aproximadamente 45% agora disseram que não criam em um Deus como o especificado no questionário, apesar de que não se verificou se eles criam em alguma outra definição de divindade ou ser superior.
Mais revelador do que os próprios números, segundo disseram os especialistas, é a sua estabilidade. O fato das convicções pessoais dos cientistas terem permanecido inalteradas durante quase um século caracterizado por mudanças sugere que a religiosidade ortodoxa não está desaparecendo em maior grau entre os que são considerados a elite intelectual e a população em geral. Os resultados também indicam que, enquanto a religião e a ciência são freqüentemente apontadas como irreconciliavelmente antagônicas, cada uma disputando para si o trono da verdade, muitos cientistas não vêem contradição entre a busca para entender as leis da natureza e a fé em uma divindidade superior. (The State, 4/4/97)
A Bíblia deixa claro que qualquer um pode compreender que Deus fez os céus e a terra. Romanos 1.19-20 afirma: "porquanto o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou. Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das cousas que foram criadas. Tais homens são por isso indesculpáveis". Do ponto de vista de Deus, portanto, a criação é evidente para todas as pessoas, mas cada uma tem que decidir em que crer: na verdade ou na mentira. Quando escolhemos a verdade, cremos porque somos convencidos por ela: "Pela fé entendemos que foi o universo formado pela palavra de Deus, de maneira que o visível veio a existir das cousas que não aparecem" (Hb 11.3). (Arno Froese - http://www.chamada.com.br)

Fonte: www.chamada.com.br

Aumenta o massacre de cristãos na Nigéria.Muçulmanos matam mais de 200 cristãos em guerra santa

Aumenta o massacre de cristãos na Nigéria

Abubakar Shekau, líder da seita islâmica Boko Haram disse recentemente que seu objetivo era exterminar todos os cristãos da Nigéria. Chegou, inclusive, a desafiar o presidente Jonathan Goodluck, afirmando que ele não tinha poder para evitar a insurgência do grupo. O presidente  tem sido severamente criticado por não conseguir parar a onda de terror do grupo e há crescentes boatos que o grupo está infiltrado na polícia, militares e em todas as áreas do governo.
A “Boko Haram” que na língua Hausa significa “a educação ocidental é pecado” foi formada em 2002, e tem sua inspiração nos Talibãs do Afeganistão. Eles têm cometido constantes assassinatos de cristãos na região norte do país, de maioria muçulmana. Seu objetivo é implantar a sharia (lei islâmica) como regra acima da própria Constituição.
Na última semana, os ataques já deixaram mais de 200 mortos e deve aumentar, uma vez que há dezenas de pessoas gravemente feridas nos hospitais. Nem a Polícia nem a Cruz Vermelha puderam divulgar números de maneira oficial, pois continuam recolhendo e organizando dados. Nesta segunda-feira, policiais encontraram carros e vans cheios de explosivos na cidade de Kano, três dias depois que a seita islâmica realizou um ataque mortal no local.
Embora tenha se divulgado que os ataques na sua maioria foram contra a polícia militar e o governo, a verdade é que seus alvos principais são os cristãos. Além de matar homens, mulheres e crianças, eles têm queimado igrejas. A seita culpa os que não são muçulmanos de amaldiçoarem o país.
Em um vídeo postado no Youtube recentemente, o líder da Boko Haram justificou os atos do seu grupo “Essa catástrofe é causada pela incredulidade, a agitação é a incredulidade, a injustiça é a incredulidade, a democracia é a incredulidade e a constituição é a incredulidade.”
Vários membros do grupo extremista morreram ou foram presos nos confrontos com a polícia, mas isso não diminuiu seu furor.  Com mais de 150 milhões de habitantes, a Nigéria é o país mais populoso da África. Formado por mais de 200 grupos tribais, sua população sofre tensões constantes por suas diferenças políticas e territoriais. Mas não há registro de um conflito religioso que deixou tantos mortos em tão pouco tempo.
A expectativa é que o número de cristãos mortos e igrejas incendiadas só aumentem. Há registros de agências internacionais que uma grande quantidade de cristãos está abandonando suas casas no norte e rumando para o sul tentando preservar suas vidas.
Fonte: www.gospelprime.com.br
Com informações REUTERS

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Ministério quer ajudar os judeus a “despertar” para o Messias antes do Armagedom


Judeus por Jesus produz DVD usando o ator Stephen Baldwin como narrador 

Ministério quer ajudar os judeus a “despertar” para
 o Messias antes do Armagedom
Jews for Jesus [Judeus por Jesus], a maior organização de judeus que anunciam Jesus Cristo como o Messias, está lançando uma campanha para alcançar mais judeus do que nunca.
A declaração de fé da missão em seu site  afirma: “Nós acreditamos que Jesus, o Messias morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras, como nosso representante e sacrifício substitutivo, que todos os que nEle creem são justificados, não por alguma obra de justiça que tenham feito, mas por Sua perfeita justiça e sangue expiatório e que não há nenhum outro nome debaixo do céu, pelo qual devamos ser salvos. ”
Esta é a mensagem que os jovens missionários judeus tentam espalhar pelo mundo. Os judeus que reconhecem Jesus como seu Messias são chamados de messiânicos.  Susan Perlman, Diretora de Comunicações da missão judaica explica qual o objetivo de produzirem o DVD  ”Awakening” [Despertar]. “Nossa intenção com este filme é trazer uma mensagem que responde à pergunta:” Quem é Ele?”ou ‘Mi Hu? em hebraico”.
Pearlman está animada com a campanha “Nossos militantes são na sua maioria filhos de judeus convertidos, que não têm medo de compartilhar sua fé através do evangelismo, seja no Facebook, Twitter, ou por métodos mais convencionais, como a distribuição de folhetos, pregação em público ou shows musicais”.
Ela entende que os missionários precisam se adaptar às mudanças do mundo. Respondendo a uma pergunta sobre quem a campanha tem como alvo, ela respondeu: “Uma das camisetas usadas pelos missionários tem frases em Inglês e Hebraico e também criamos um site especial e usamos mensagens com código QR nas camisetas. Isso atrai quem gosta de tecnologia”.
O novo DVD produzido pela missão é narrado pelo ator Stephen Baldwin, um cristão comprometido que disse mais de uma vez que seu objetivo na vida é servir ao Senhor com seus dons e usar o que conquistou em Hollywood para evangelizar.
O filme “Awkening” na verdade é um documentário de 30 minutos focado em anunciar aos judeus “a liberdade mais importante de todas – A liberdade no Messias”
David Brickner, Diretor-Executivo do Jews for Jesus, explica que o primeiro objetivo é alcançar os judeus das maiores comunidades judaicas do mundo. Uma delas está no Brasil, mais especificamente em São Paulo.
A campanha, que em breve deve chegar a outros lugares do mundo, também deseja levantar uma nova geração de evangelistas vindos do povo judeu. O motivo para isso é a crença que o povo judeu deverá experimentar um avivamento antes da vinda do Anticristo
Em relação aos remanescentes de Israel, as Escrituras dizem: “Embora o número dos filhos de Israel seja como a areia do mar, o remanescente é que serão salvos” [Is 10. 22, 23; ver Rm 9. 27]. O livro de Apocalipse ( 7.9-17; 13.15) fala de muitos  judeus que serão martirizados por se recusarem a adorar o ditador mundial.
Na tradição judaica, o Talmude declara que há um tempo predestinado para a vinda do Messias antes do “final dos tempos”, antes do ano hebraico 6.000. Pelo calendário judaico estamos no ano de 5773.
A grande maioria dos judeus, mesmo depois de dois milênios, ainda não entendeu o cumprimento das profecias messiânicas em Jesus. Estima-se que a população cristã de Israel seja de apenas 2%.
O DVD termina chamando os judeus para ‘despertar’ para a mensagem do Messias. ”Para mim esse será o maior avivamento de todos”, proclama Brickner. No Brasil o ministério possui uma página no Facebook, confira aqui.
Veja o trailer de “Awakening” abaixo:

Fonte: www.gospelprime.com.br com adaptação e tradução do Christian Paost.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Como escapar do Inferno?



Lemos em um artigo intitulado "Morrer sem sofrimento":

O inferno tem muitos nomes

O que nos espera após a morte? Lorle Louis crê que tudo será agradável. Provavelmente "veremos" de novo aqueles que tiveram grande significado em nossa vida. Lorle Louis saiu de sua igreja. Ela afirma ter-se tornado mais religiosa à medida que se afastava da igreja. Como Elisabeth Kübler-Ross (famosa pesquisadora de experiências de quase-morte – N.R.), Lorle Louis crê num ciclo contínuo: "Já passamos por centenas de vidas e ainda temos muitas diante de nós". Ser muito materialista poderia influenciar a paz da alma, afirma ela. E isto seria provavelmente o que chamamos de inferno. "Mas também deveres não-cumpridos e sentimentos de culpa podem ser um inferno". Até mesmo as cartas que deveríamos ter escrito e não escrevemos, acrescenta Suzanne Morley – além das experiências na vida que poderíamos ter tido e deixamos de vivenciar. Ela imagina que, acima de tudo, após a morte haverá descanso.

A Bíblia nos adverte insistentemente sobre o perigo do auto-engano. Lemos, por exemplo, em 1 Coríntios 3.18-20: "Ninguém se engane a si mesmo: se alguém dentre vós se tem por sábio neste século, faça-se estulto para se tornar sábio. Porque a sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus; porquanto está escrito: Ele apanha os sábios na própria astúcia deles. E outra vez: O Senhor conhece os pensamentos dos sábios, que são pensamentos vãos" (compare também Gl 6.3 e Tg 1.22). Além disso, somos advertidos a não nos deixarmos ludibriar por palavras enganadoras ou humanamente lógicas: "Assim digo para que ninguém vos engane com raciocínios falazes" (Cl 2.4). E, finalmente, nos é mostrado que o pecado nos engana, levando-nos a pensar que somos sábios em todas as nossas próprias opiniões: "Porque o pecado, prevalecendo-se do mandamento, pelo mesmo mandamento, me enganou e me matou" (Rm 7.11).

As palavras do comentário acima citado soam benévolas e sábias. Elas são uma tentativa humana de explicar a morte e o inferno. Mas será que elas são verdadeiras ou se trata de um auto-engano? A Bíblia relata algo bem diferente sobre a morte e o além. Aquele que se afastar da comunhão com cristãos sinceros certamente não se tornará mais piedoso, biblicamente falando. Antes, pelo contrário, somos exortados: "Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima" (Hb 10.25).

A Palavra de Deus não ensina que após a morte tudo será agradável e que haverá descanso para aqueles que não creram em Jesus, que não O seguiram enquanto viviam. Pelo contrário. Em Apocalipse 14.11 está escrito que, após a morte, os ímpios não terão descanso nem de dia nem de noite, de eternidade a eternidade.
Além disso, de forma nenhuma a Bíblia ensina que já vivemos centenas de vidas e ainda temos muitas vidas pela frente. Ao contrário, lemos em Hebreus 9.27: "E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo."

O conceito bíblico de "inferno" também não se refere apenas à perda da paz de espírito, aos sentimentos decorrentes de um dever não-cumprido, ao sentimento de culpa ou às cartas que deveríamos ter escrito. Não, o inferno ou o lago de fogo é a conseqüência da decisão de não receber Jesus em sua vida (Jo 1.12 e At 17.30) e, por isso, não estar inscrito no livro da vida: "E, se alguém não foi achado inscrito no Livro da Vida, esse foi lançado para dentro do lago de fogo" (Ap 20.15).

Talvez as explanações do artigo citado nos impressionem, mas a Bíblia diz que somente a verdade, e não o auto-engano, nos libertará. O que adianta chegar a conclusões aparentemente sensatas e lógicas, mas enganosas, e terminar sua vida no inferno? Não deveríamos nos satisfazer com os raciocínios dos homens nem tentar nos tranqüilizar com eles, mas buscar também a posição bíblica, para só então tomar a decisão certa. Pois, a mensagem da Bíblia não fala só do inferno. Ela nos oferece o caminho da salvação e da esperança. Ela nos abre um futuro maravilhoso e oferece paz verdadeira e tranqüilizadora para a alma. É a vontade expressa de Deus não ver nenhuma pessoa no inferno. Muito pelo contrário, Ele deseja "que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade" (1 Tm 2.4), para que possa levá-los ao Seu reino, em Sua presença na casa de Seu Pai. Ali as moradas já estão preparadas (Jo 14.1-6). Jesus veio e tomou sobre Si o juízo que merecíamos por causa da culpa dos nossos pecados para que pudéssemos fugir do juízo de Deus. Ele carregou os nossos pecados e nos oferece o Seu perdão! Por isso o homem pode escolher entre duas verdades que a Bíblia nos apresenta: "Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus" (Jo 3.36). "Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida" (Jo 5.24). A decisão por Jesus, a fé nEle, é o caminho certo, a saída do auto-engano para a certeza da salvação. (Norbert Lieth).

Fonte: Publicado Anteriormente em www.chamada.com.br


sábado, 21 de janeiro de 2012

A Criação dos anjos


"Quando os anjos foram criados, Deus tinha conhecimento de que um deles-satanás- se rebelaria? Porque, então, criou os anjos?"

Sim, tinha. Pois um dos atributos de Deus é a onisciência. Seu conhecimento é perfeito, absoluto. Ele conhece o passado, o presente e o futuro. Conhece tão bem o eterno passado como o futuro eterno. É preciso estarmos cientes destas verdades. Temos de nos conformar com ela, porque não a podemos negar. Se Deus não conhecesse o eterno futuro, Ele não seria Deus. Só concebemos Deus como aquele ser que tem todo o poder no Céu, no Universo e na Terra. Deus criou os anjos porque necessitava deles para O servirem, para O glorificarem, para O adorarem.

A previsão da rebeldia de um grupo não podia impedir que o Todo-Poderoso deixasse de executar o que fora planejado. Como oportuna, incluamos na resposta a esta consulta a seguinte pergunta que constantemente nos é feita, e da qual muitos se valem para depreciar a obra de Deus: "Se Deus sabia que o homem ia pecar, por que o criou?" Respondemos - Deus apesar de saber disso, criou o homem por causa de seu imensurável amor para om aqueles que haveriam de herdar a salvação: Heb. 1:14.

O plano divino é eternal e, por isso, nenhuma força do Universo pode modificá-lo ou impedir que ele se realize. Por causa dos que não quiseram no passado, dos que rejeitam no presente e dos que recusarão no futuro a graça oferecida por Deus, esse Deus de amor não poderia deixar de mostrar a sua inefável bondade para com aqueles que no passado aceitaram, para com os que no presente estão recebendo, e para com os que no futuro aceitarão com corações transbordando de alegria o eternal plano de salvação.

Essas verdades sublimes, que não podem ser contraditadas, estão reveladas na Palavra inspirada do apóstolo Pedro: "Eleitos segundo a presciência de Deus, o Pai, em santificação do Espírito para a obediência", I Pedro 1:2a. Não aceitamos uma predestinação arbitrária que permite uma vida desregrada para os "contemplados" porque isso ofende a santidade de Deus. Mas cremos numa eleição em santificação do Espírito para a obediência. Foi para isso que Deus nos chamou, e isso glorifica o seu nome.

Fonte: A Bíblia Responde, CPAD.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

O que a Bíblia fala sobre a Astrologia?



O que a Bíblia fala sobre a astrologia?
A Bíblia ensina que a astrologia é não somente uma atividade inútil (sem valor), mas algo tão mau que sua simples presença indica que o juízo de Deus já ocorreu (Atos 7.42-43). Tanto como filosofia ou como prática, a astrologia rejeita a verdade relativa ao Deus vivo, e em seu lugar conduz as pessoas a objetos mortos, como os astros e planetas. Assim como a Bíblia ridiculariza os ídolos, também o faz com os astrólogos e suas práticas (Isaías 47.13).
Entretanto, isto não tem evitado que a maioria dos astrólogos declare que a Bíblia apóia favoravelmente a astrologia. Jeff Mayo, fundador da Escola Mayo de Astrologia, declara que "a Bíblia está cheia de referências astrológicas". Joseph Goodavage, autor de Astrology: The Space Age Science (Astrologia: A Ciência da Era Espacial) e Write Your Own Horoscope (Escreva Seu Próprio Horóscopo), declara que "a Bíblia está cheia da" filosofia da astrologia.[1]
Os astrólogos "justificam" tais afirmações da mesma maneira que muitas seitas citam a Bíblia como evidência de seus próprios ensinamentos falsos e anti-bíblicos. Eles distorcem as Escrituras até ensinarem algo contrário à Bíblia.[2] Qualquer passagem bíblica que refute tais ensinos é simplesmente ignorada, mal interpretada, ou eliminada. Pode-se provar que todo texto bíblico citado pelos astrólogos para provar que a Bíblia apóia a astrologia foi mal interpretado ou mal aplicado.[3] Assim como a água e o óleo não se misturam, a Bíblia e a astrologia são totalmente incompatíveis. Alguns não-cristãos também admitem que existe "um abismo ideológico permanente entre ambas as crenças".[4]
Historicamente o cristianismo tem-se oposto à astrologia por três razões bíblicas. Primeiro, a Bíblia explicitamente rejeita a astrologia como uma prática inútil (sem valor). Uma prova disso está em Isaías 47.13-14, onde Deus afirma: "Ja estás cansada com a multidão das tuas consultas! Levantem-se pois, agora os que dissecam os céus e fitam os astros, os que em cada lua nova te predizem o que há de vir sobre ti. Eis que serão como restolho, o fogo os queimará; não poderão livrar-se do poder das chamas; nenhuma brasa restará para se aquentarem, nem fogo para que diante dele se assentem." Aqui vemos que, em primeiro lugar, Deus condena o conselho dos astrólogos babilônicos. Em segundo lugar, Deus disse que suas predições baseadas no movimento dos astros não os salvariam do juízo divino que se aproximava. Finalmente, Deus disse que o conselho dos astrólogos não era inútil somente para os outros, mas que nem os salvaria a eles mesmos (Deuteronômio 4.19; 17.1-5; 18.9-11; 2 Reis 17.16; 23.5; Jeremias 8.2; 19.13; Ezequiel 8.16; Amós 5.26-27).
A segunda razão bíblica pela qual o cristianismo tem-se oposto à astrologia é porque Deus proíbe as práticas ocultas. Basicamente, a astrologia é uma adivinhação. Esta é definida pelo Webster’s New Collegiate Dictionary (1961) como "o ato ou prática de prever ou predizer atos futuros ou descobrir conhecimento oculto". No Webster’s New World Dictionary (1962), a astrologia é definida como "a arte ou prática de tentar predizer o futuro ou o conhecimento por meios ocultos". Por ser uma arte ocultista, Deus condena a adivinhação como mal e como uma abominação para Ele, dizendo que ela leva ao contato com maus espíritos chamados de demônios. (Deuteronômio 18.9-13; 1 Coríntios 10.20).
Finalmente, a Bíblia repudia a astrologia por levar as pessoas à terrível transferência de sua lealdade ao infinito Deus do Universo para as coisas que Ele criou. É como dar todo o crédito, honra e glória às magníficas obras de arte, esquecendo completamente o grande artista que as produziu. Nenhum astrólogo, vivo ou morto, daria às pinturas de Rembrandt ou Picasso o mérito que corresponde aos autores, mas eles o fazem rotineiramente com Deus. Entretanto, Deus é infinitamente mais digno de honra que os homens, pois é Ele quem fez "os céus e a terra" e em Suas mãos está a vida de todos os homens (Gênesis 1.1; Daniel 5.22-23).
O que têm provado os testes de validade dos signos zodiacais (por exemplo, se você é de Peixes, Áries ou Leão)?
A astrologia diz que o signo zodiacal de uma pessoa tem grande importância para determinar a totalidade de seu caráter. A análise de um pesquisador do conteúdo da literatura astrológica revela 2.375 adjetivos específicos para os doze signos zodiacais. Cada signo foi descrito por uns 200 adjetivos (por exemplo, "Leão" é forte, dominante, rude – um líder nato; "Touro" é indeciso, tímido, inseguro – não é líder). Nesse teste, mil pessoas foram examinadas segundo 33 variáveis, incluindo o atrativo físico, a capacidade de liderança, os traços de personalidade, as crenças sociais e religiosas, etc. A conclusão foi que este teste falhou em provar qualquer predição astrológica: "Todos os nossos resultados podem ser atribuídos ao acaso."[5]
Foi feito outro teste para descobrir se os planetas influem na compatibilidade do matrimônio, ou seja, se existe uma indicação significativa do número de casais que continuaram casados porque seus signos demonstraram ser "compatíveis"? E os que tinham um signo "incompatível" se divorciaram? O estudo foi feito com 2.978 casais que se casaram e 478 casais que se divorciaram em 1967 e 1968. Este teste demonstrou que os signos astrológicos não alteravam significativamente o resultado em qualquer desses grupos. Os nascidos sob signos "compatíveis" casaram e se divorciaram com a mesma freqüência do que os nascidos sob signos "incompatíveis".[6]
Os astrólogos alegam que os cientistas e os políticos são favorecidos por um ou outro signo zodiacal. Ou seja, que há uma suposta conexão entre o signo de uma pessoa e suas possibilidades de êxito numa determinada profissão. Ao investigar esse tema, John McGervy comparou a data de nascimento de 16.634 cientistas e 6.475 políticos e não encontrou correlação que substanciasse as afirmações dos astrólogos. Não pode haver dúvida de que a distribuição de signos nestas duas atividades foi tão aleatória quanto entre o público em geral.[7]
Concluindo, a evidência científica atual mostra que não é válida a afirmação dos astrólogos de que seu signo influi em sua vida.
Conclusão
Enquanto a "luz dos astros" tem trazido dúvida e divisão entre os próprios astrólogos, e incerteza e frustração para o povo que anda sem direção, JESUS, o Criador de todos os astros celestes e de todo o Universo, apresenta-se como a verdadeira Luz do Mundo e declara que aqueles que O seguirem não mais andarão em trevas; mas terão a luz da vida (João 8.12).
Aos que estão buscando direção para suas vidas, Jesus convida: "Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei... e achareis descanso para a vossa alma" (Mateus 11.28-30).
Na Bíblia, a Palavra de Deus, encontramos revelações claras de que nossas vidas estão nas mãos de Deus. Davi revela-nos no Salmo 139 que Deus tudo conhece e que não podemos fugir da presença dEle em hipótese alguma. Daniel, o profeta, declara ao rei Belsazar: "...Deus, em cuja mão está a tua vida, e todos os teus caminhos..." (Daniel 5.23).
Nossas vidas e nossos caminhos estão nas mãos de Deus! Que consolo e descanso é sabermos que nossas vidas estão nas mãos desse Deus amoroso! Para os babilônios, todavia, que se deixavam guiar pelos astros, não foi assim, conforme lemos em Isaías 47.13-15.
Diante de nós está a escolha a ser feita: saber o que dizem os astros a meu respeito, ou saber qual a vontade de Deus para a minha vida. Convém recordarmos as palavras do apóstolo Paulo na sua Carta aos Romanos: "E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus" (capítulo 12.2). (John Ankerberg e John Weldon - http://www.chamada.com.br)
Notas:
  1. Joseph F. Goodavage, Astrology: The Space Age Science (Nova Iorque: Signet, 1967), p. XI.
  2. Para ilustrações veja James Sire, Scripture Twisting (Downers Grove, IL: InterVarsity, 1982).
  3. James Bjornstad e Shildes Johnson, Stars Signs and Salvation in the Age of Aquarius (Minneapolis, MN: Bethany, 1971), pp. 36-90.
  4. Gallant, op. cit., p. 111.
  5. Ralph Bastedo, "An Empirical Test of Popular Astrology", The Skeptical Inquirer, Vol 3, nº 1, p. 34.
  6. Kurtz e Fraknoi, "Tests of Astrology Do Not Support Its Claims", The Skeptical Inquirer, Vol. 9, nº 3, p. 211.
  7. John McGervey, "A Statistical Test of Sun-sign Astrology", The Zetetic, Vol. 1, nº 2, p. 53.

Extraído do livro Os Fatos Sobre a Astrologia

 Fonte: www.chamada.com.br

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Lutero

O Cisne
Martinho Lutero

 Há alguns meses atrás, adquiri um exemplar do livro "Heróis da fé" de Orlando Boyer, ao começar a ler as biografias de cada um dos vinte homens citados, difícil foi conter as lágrimas, ao ver a dedicação e a coragem de muitos homens os quais o próprio Deus escolheu para que manifestassem o seu grande amor aos perdidos, àqueles que de alguma forma não conheciam as Sagradas Letras, e por isso tinham práticas as quais as Escrituras chamam de reprováveis, e que infelizmente, tais práticas para tais homens são comuns porque simplesmente desconhecem a Verdade de Deus, e é claro que levar a mensagem da fé para as pessoas, nem sempre quer dizer ser aceito, mas levamos assim mesmo, esperando que a boa semente por nós levada, possa de alguma forma germinar nos corações mais vazios e incrédulos. Deus, no decorrer dos tempos jamais deixou de levantar homens corajosos para falar a sua Verdade, homens que de tão corajosos que foram, deixaram sua marca na história do homem, e um deles, foi Martinho Lutero, que antes mesmo de ser concebido e vir ao mundo, teve sua vinda profetizada por outro homem de Deus, John Huss. Também gostaríamos de deixar claro que em momento algum objetivamos "glorificar" homens e sim ao nosso Grande Deus, que em sua infinita sabedoria usa homens simples para cumprir propósitos nobres. Que Ele também possa nos usar.

John Huss, antes de ser queimado vivo pelo Papa, profetizou: "Vocês estão queimando o ganso, mas daqui a cem anos, Deus suscitará um cisne, e a este vocês não poderão queimar". Os historiadores atribuem o cumprimento deste pronunciamento a Lutero, que mais de cem anos depois pregou suas 95 teses contra as indulgências na porta da igreja de Wittenberg, na Alemanha, dando início a Grande Reforma Protestante. O referido "cisne", nasceu na cidade alemã de Aisleben, aos 10 (dez) dias do mês de Novembro de 1.483, e faleceu no dia 18 (dezoito) de Fevereiro de 1.546, aos 62 anos. Lutero nasceu em uma época muito sombria na história do homem e da igreja, era uma época de muita confusão espiritual, onde por ordem papal, muitos albigenses foram mortos na França para que se cumprisse as ordens do Papa, que os considerava "hereges"e, na concepção da igreja, deveriam ser exterminados.
Lutero pregando suas 95 Teses

Os tempos eram difíceis, Wyclif, chamado de "a estrela da alva" da Reforma, havia traduzido a Bíblia para o inglês da época, seu discípulo John Huss foi queimado na fogueira suplicando ao Senhor que perdoasse seus executores. Jerônimo de Praga, amigo de Huss e homem sábio, também foi morto na fogueira e cantou hinos ao Senhor em meio as chamas até o último suspiro. John Wessalia, um notório pregador de Erfurt, também fora preso por ensinar que a salvação é pela graça; os inquisidores papistas meteram o seu frágil corpo entre ferros e o sujeitou a muitas indignidades. Wessalia mostrou que as peregrinações, as abstinências, a extrema unção etc., de nada aproveitariam à alma sequiosa de Deus. Defendeu fervorosamente que a Palavra de Deus é a única autoridade em matéria de fé, este viera a falecer 4 (quatro) anos antes de Lutero nascer. Na Itália, 15 (quinze) anos depois de Lutero nascer, Savanarola, homem intrépido e dedicado a Deus e às Escrituras, foi enforcado e queimado por ordem da igreja de Roma.

Foi em meio a todas essas turbulências que nasceu o célebre Martinho Lutero, ou simplesmente, Martin Luther, sacerdote, professor e uma das figuras centrais da Grande Reforma. Nasceu de família pobre, suas próprias palavras confirmavam isso, pois dizia: "Sou filho de camponeses; meu pai, meu avô e meu bisavô eram verdadeiros camponeses". Seu pai, Hans Luther, apesar de ter sido criado no campo, trabalhou em minas de cobre e tinha um grande desejo que seu filho se tornasse um funcionário público, para melhorar as condições da família. Com esse objetivo enviou Lutero para as escolas de Mansfeld, Magdeburg e Eisenach. Sua mãe, Margarethe Lindemann além dos afazeres domésticos também trazia lenha às costas da floresta com a finalidade de ajudar mais e mais. Aos 17 (dezessete) anos, Lutero ingressou na Universidade de Erfurt, lugar onde recebeu o apelido de "O Filósofo". Os pais de Lutero não só se preocupavam com o crescimento físico e intelectual dos filhos, mas também com o espiritual, e é aí onde reside toda a diferença, pois quando o menino já dispunha de idade suficiente para compreender as Sagradas Letras, ensinou o filho a ajoelhar-se ao lado da sua cama, à noite, e clamava a Deus que fizesse o jovem Lutero lembrar-se do seu Criador.
Igreja de Wittenbeg

Lutero veio de uma família que temia a Deus, e desde criança aprendeu os 10 (dez) Mandamentos, a oração do Pai Nosso, porém, até a ocasião só tinha como base o conhecimento de Deus como um juiz vingativo, do que como um amigo dos pequeninos (Mat. 19:13-15). Lutero chegou a mendigar em Magdeburg, cantando canções de porta em porta. Seus pais logo perceberam que as coisas não andavam muito bem naquela cidade, então mandaram Lutero para Eisenach para estudar e viver entre parentes de sua mãe, onde novamente sem auxílio , mas agora dos de sua parentela, voltou a mendigar. Quase desmotivado e a ponto de deixar os estudos para trabalhar e conseguir o seu sustento com as próprias mãos, conheceu uma senhora de posses chamada D. Ursula Cota, a qual admirada pela humildade, jeito simples e também pelas orações que Lutero realizava na igreja, acolheu-o em casa, ambiente que o fez conhecer a fartura pela primeira vez. Logo passou a se referir à cidade de Eisenach como a "cidade bem amada". Não demorou muito para que Lutero se tornasse homem notório, e nessa época, um dos filhos da família Cota cursava em Wittenberg, onde o agradecido Lutero o recebeu em sua casa.

Em casa de D. Ursula, seu novo domicílio, Martinho se desenvolveu muito rápido, pois sua educação foi dada pelo culto mestre John Trebunius, homem de métodos habilidosos e aplicados, que sempre respeitava seus alunos sem nunca os maltratar como os demais mestres da época. Conta-se que Trebunius nunca passava por um de seus pupilos sem os cumprimentar e tirar o chapéu. Todo esse ambiente contribuiu para produzir um caráter forte e firme, tão necessário para combater os inimigos de Deus. Diz-se de Martinho Lutero que era mais sóbrio e piedoso do que todos os demais rapazes de sua idade. A respeito disso, D. Ursula disse antes de morrer que Deus tinha abençoado seu lar desde o momento em que recebera Lutero em sua casa. Com o passar dos anos os pais de Lutero prosperaram, mas isso não transformou o "pequeno cisne" em um homem arrogante, pois nunca se envergonhou de seus dias de escassez e provação, antes reconhecia que era Deus forjando seu caráter para que pudesse realizar tão grande obra com qualidade.

Nos estudos foi homenageado, tornou-se doutor em Filosofia, passava horas a fio em uma biblioteca universitária estudando, orava a Deus pedindo sua benção nos estudos, reconheceu que a oração era indispensável, a cada manhã ia orar antes dos estudos, o que percebemos através de sua biografia é que sua alma ansiava por Deus, acima de todas as coisas. Em um de seus momentos na biblioteca, encontrou uma versão da Bíblia em Latim a qual "devorou", e acabou por descobrir que a Palavra de Deus não era composta apenas pelas pequenas porções escolhidas pela igreja para leitura aos domingos, era muito mais do que lhe haviam apresentado. Diante do fato de se deparar com um exemplar tão precioso das Escrituras, exclamou: "Oh! se a providência me desse um livro como este, só para mim!" Perseverando em ler as Escrituras, seu coração começou a arder e a perceber a luz, e a sua alma a sentir mais sede de Deus.
Bíblia em Latim

Quase às portas da morte por causa de uma doença , sentiu mais fome ainda pela Palavra de Deus, isso foi logo após concluir seu bacharelado, em seguida levou um terrível golpe de espada, ficando à beira da morte por duas vezes até que pudesse ser atendido por um médico. Aos 22 (vinte e dois) anos entrou para um convento agostiniano em Erfurt, tornando-se o mais piedoso, submisso e humilde do que todos os outros companheiros, fazendo serviços de limpeza das celas dos monges, fez serviços de porteiro, coveiro, varredor de igreja. Alguns amigos seus ficaram dois dias à porta do convento esperando que ele se arrependesse, porém esperaram em vão; seu pai quase enlouqueceu ao ver que o filho o qual queria que se tornasse um advogado escolhera viver como um "alienado" para o mundo. Embora vivesse humilde e piedosamente, estava iludido com a severidade da vida que levava, pois embora fazia jejuns sem conta, descobriu que ainda precisava lutar contra os maus pensamentos.

O seu clamor a Deus por santidade beirava à morte, queria uma vida purificada, nunca a imundície do mundo de pecados. Por fim, encontrou, como que uma resposta à sua oração, uma Bíblia em Latim, presa à mesa e, durante várias semanas deixou de repetir as orações de sua ordem para simplesmente se alimentar da Palavra de Deus, e encontrar arrependimento dentro de si por todo o tempo que foi negligente: sentiu remorso a ponto de não poder dormir. Correu então para reparar o seu erro, a ponto de não querer comer, ou de não se lembrar de fazê-lo. Ficou tão fraco que chegou a perder a consciência, até ser encontrado por monges de sua ordem que admirados, o ajudaram. O líder geral de sua ordem depois de visitar o convento, presenteou Lutero com um exemplar da Bíblia na qual leu que "o justo viverá pela fé" (Rom. 1:17). O tão desejado livro agora era algo real para ele. Lutero sentia-se muito perturbado pela culpa diante de Deus, até que alguém o fez lembrar que Deus faz remissão de pecados, e entendeu que Deus não só perdoara os pecados de homens como Daniel e Pedro, como os seus também.

Quanto mais se envolvia nas coisas de sua ordem, mais títulos recebia, porém o seu real anelo estava no que falavam as Escrituras, e quando pregava, multidões começaram a vir de várias partes para ouvir sua mensagem que de seu coração falava das revelações contidas na Palavra de Deus. Um conhecido professor de Leipzig disse o seguinte a respeito de Lutero: "Este frade há de envergonhar todos os doutores; há de propalar uma doutrina nova e reformar toda a igreja, porque se baseia na Palavra de Cristo, Palavra à qual ninguém no mundo pode resistir, e que ninguém pode refutar, mesmo atacando-a com todas as armas da Filosofia". Um dos pontos marcantes de sua biografia foi sua visita à Roma, quando surgiu uma disputa entre sete conventos agostinianos e decidiram deixar pontos de dissidência para o Papa resolver e, Lutero por ser mais eloquente e conhecedor da Bíblia foi escolhido para representar o seu convento em Roma. Fez toda a viagem a pé acompanhado por um outro monge, até aí Lutero ainda continuava a dedicar-se a à igreja de Roma. Ao chegar próximo a entrada da cidade, caiu de joelhos e exclamou: "Saúdo-te, santa cidade!"
Santa Escada
Lutero passou a visitar vários lugares de peregrinação, celebrou várias missas ainda sob o jugo de Roma, e estando lá, lamentou pelo fato de seus pais ainda não terem morrido para poder resgatar as almas deles do "Purgatório". Certo dia, ao subir a Santa Escada de joelhos, com o desejo de receber a indulgência que o chefe da igreja prometia por esse ato, sentiu uma voz ressoar em seus ouvidos como uma "voz de trovão" as palavras de Deus: "O justo viverá pela fé". Ouvindo isso, levantou-se e envergonhado, saiu. As indulgências são as remissões parciais ou totais de penas temporais imputadas a alguém por conta de seus pecados. Naquele tempo qualquer pessoa poderia comprar uma indulgência, tanto para si mesmo como para um parente morto que estivesse no "Purgatório". Um famoso frade chamado de Johann Tetzel foi designado pela igreja de Roma para ir através dos territórios episcopais do arcebispo Alberto de Mogúncia, promovendo e vendendo indulgências com o objetivo de financiar as reformas da famosa Basílica de São Pedro, em Roma. Depois que percebeu a corrupção generalizada que havia em Roma, firmou-se mais ainda nas Sagradas Escrituras, entendendo que as práticas de vendas de indulgências contrariavam a Palavra de Deus, vendo-a como um abuso que confundia as pessoas e as conduzia a confiar nas indulgências e não no arrependimento e confissão de fé verdadeiros diante do Deus Vivo.

Papa Leão X
Entre 1.516 e 1.517, Lutero preparou e pregou pelo menos três sermões contra as indulgências praticadas por Roma. Segundo se registra, foi no dia 31 de Outubro de 1.517 que Lutero afixou suas 95 Teses na porta da igreja do Castelo de Wittenberg, deixando um convite aberto ao debate para as autoridades eclesiásticas sobre suas teses. Suas teses condenavam o que Lutero chamava de avareza e paganismo na igreja, pois acreditava ser isso um abuso, e suas teses pediam um debate de teor teológico sobre o significado das indulgências. O Papa Leão X chegou a afirmar que Lutero estava "bêbado" ao escrever suas teses, e que "quando estivesse sóbrio mudaria de opinião", e foi declarado "herege" pelo professor de teologia Silvestro Mazzolini. Neste meio tempo, Lutero vai a Heidelberg, para a convenção dos agostinianos onde apresentou sua tese sobre a escravidão do homem ao pecado e a graça divina. Houve ainda muitas controvérsias sobre as indulgências, e o debate ficou tão acirrado ao ponto de Lutero duvidar do poder absoluto e autoridade do Papa, pois haviam duas doutrinas a da "Tesouraria da igreja" e a da "Tesouraria dos Merecimentos" que serviam para reforçar a venda de indulgências e que eram baseadas na bula papal "Unigenitus", de 1.343, do Papa Clemente VI. Por se opor a estes ensinos, Lutero foi chamado de heresiarca e convocado a ir a Roma para ser calado, porém por alguns motivos, não pôde ir.

Até então Lutero tinha obediência à igreja, mas passou a negar abertamente a autoridade papal e pediu um Concílio e passou a afirmar que o Papa não fazia parte da essência imutável da igreja original. Lutero se descobriu agraciado e passou a levar o povo a considerar a verdadeira religião, não como uma mera profissão, ou sistema de doutrinas, mas como vida em Deus. A oração passou a ser não mais um exercício sem sentido, mas o contato do coração com Deus que cuida de nós com um amor indizível. Certa vez, foi convidado a pregar em uma convenção dos agostinianos e, quando todos esperavam uma mensagem cheia de sabedoria humana, fez um discurso cheio de ardor contra a língua maldizente dos monges. Os agostinianos, levados pela mensagem, elegeram Lutero a diretor de 11 (onze) conventos. Pelo que se conhece da vida de Lutero, não só pregava a virtude, como também a punha em prática, amando o próximo com ardor. Com a chegada de uma peste em Wittenberg, que dizimou mais ou menos a quarta parte da Europa e metade da população alemã, muitos monges fugiram da cidade e chamaram Lutero para se retirar também, ao que ele respondeu: "_Para onde hei de fugir? o meu lugar é aqui: o dever não me permite ausentar-me do meu posto até que Aquele que me mandou para aqui me chame. Não que eu deixe de temer a morte, mas espero que o Senhor me dê ânimo".

A esta altura, a fama de Lutero já havia se espalhado, e sem perceber, enquanto trabalhava incansavelmente para a igreja, estava deixando o rumo liberal que ela seguia em doutrina e prática. Em 1.517, Lutero com um grande gesto de ousadia afixou suas 95 Teses que mostravam que Cristo requer o arrependimento e a tristeza do pecador por causa de seus pecados e não a penitência. Sua intenção era ter um debate público, na porta da igreja, porque naquele tempo era um costume. Em um curto espaço de tempo, suas teses saíram do latim e foram traduzidas em alemão, holandês e espanhol; antes mesmo do tempo contar 30 (trinta) dias já estavam na Itália, estremecendo os alicerces de Roma. Foi a partir desse ato de fé e coragem ao afixar suas teses em Wittenberg, que Lutero deu "vida" a Reforma, isto é, que tomou forma o grande movimento de almas que em todo o mundo ansiavam voltar para a fonte pura, a Santa Palavra de Deus.

Em 1.518, Lutero foi convocado a ir para Roma para responder uma denúncia de heresia. Contudo o eleitor Frederico não consentiu que fosse levado para fora do país; assim Lutero foi intimado a apresentar-se em Augsburg. "Eles te queimarão vivo", afirmaram seus amigos. Lutero deu sua resposta sem hesitar: "Se Deus sustenta a causa, ela será sustentada". O Papa deu uma ordem em Augsburg para Lutero se retratar com estas palavras: "Retrate-se ou não voltará daqui". Lutero, porém, conseguiu fugir passando por uma pequena cancela no muro da cidade, no período noturno. Ao retornar para Wittenberg, cerca de um ano depois de afixar suas teses, Lutero já era o homem mais famoso em toda a Alemanha. Ouvia-se que os livros de Lutero estavam despertando a muitos, e que os mais eminentes da Inglaterra gostavam de seus escritos. Porém, como todo despertar gera inimigos, logo chegou a bula de excomunhão do Papa Leão X para Lutero em Wittenberg, o qual respondeu de pronto ao Papa pedindo que este se arrependesse em nome do Senhor Jesus.

A tal bula foi queimada fora do muro de Wittenberg diante de uma grande multidão. Lutero passou a escrever para o vigário geral nestes termos: "No momento de queimar a bula, estava tremendo e orando, mas agora estou satisfeito de ter praticado este ato enérgico". Lutero nem esperou ser expulso pelo Papa da igreja de Roma, ele mesmo saltou para a Igreja do Deus Vivo deixando Roma para trás.

A Dieta de Worms


O Imperador Carlos V, convocou sua primeira Dieta na cidade de Worms, sua intenção era que Lutero comparecesse para responder a todos os seus acusadores, mas os seus amigos pediram para que ele não fosse, lembrando-o que mesmo com a garantia de vida da parte do imperador, John Huss fora entregue para ser queimado, e em resposta, disse: "Ainda que haja em Worms, tantos demônios quantas forem as telhas das casas, confiando em Deus, eu aí entrarei". Deu ordens acerca de todo o trabalho e foi embora rumo a Worms. Enquanto seguia de viagem todos se aproximavam para conhecer o homem que havia desafiado a autoridade papal. Numa cidade chamada Mora, teve que pregar ao ar livre por causa do número da multidão que compareceu para ouvir sua mensagem. Antes de entrar em Worms, tendo avistado suas torres, levantou e cantou seu hino, o mais famoso da Reforma: "Ein Feste Berg", ou seja: "Castelo Forte é Nosso Deus". Quando entrou em Worms foi acompanhado por uma multidão maior do que a que recebera o próprio imperador Carlos V.


No dia que se seguiu, foi levado perante o imperador , lá também estavam seis eleitores do império, vinte e cinco duques, oito margraves*, trinta cardeais e bispos, sete embaixadores, os deputados de dez cidades e grande número de príncipes, condes e barões. Todo este "arsenal humano" para encarar o "cisne", o qual só, tinha como companheiro o Deus Vivo que era, é e sempre será forte para com aqueles que n'Ele confiam. É claro que o homem de Deus não enfrentou tudo isso sem antes orar a Deus, na noite anterior orou em vigília, prostrado em terra, chorando e suplicando a Deus. Um amigo o ouviu orar assim: "Oh! Deus Todo-Poderoso! a carne é fraca, o diabo é forte! Ah! Deus, meu Deus, que perto de mim estejas contra a razão e a sabedoria do mundo! Fá-lo, pois somente tu o podes fazer. Não é a minha causa, mas sim a tua. - Que tenho eu com os grandes da terra? É a tua causa, Senhor, a tua justa e eterna causa. Salva-me, oh! Deus Fiel! Somente em ti confio, oh! Deus! meu Deus...vem, estou pronto a dar, como um cordeiro, a minha vida. O mundo não conseguirá prender a minha consciência, ainda que esteja cheio de demônios, e, se o meu corpo tem de ser destruído, a minha alma te pertence, e estará contigo eternamente..."

Há um testemunho, que diz que antes que Lutero, no dia seguinte, adentrasse a porta para estar diante da convocação da Dieta de Worms, o general Freudsburg, colocou a mão no ombro do Reformador e disse-lhe: "Pequeno monge, vais a um encontro diferente, que eu ou qualquer outro capitão jamais experimentamos, mesmo nas nossas conquistas mais ensanguentadas. Contudo a causa é justa, e sabes que o é, avança no nome de Deus, e não temas nada! Deus não te abandonará". O que o general não sabia é que Lutero já havia vencido a batalha quando orava diante de Deus, só estava indo lá para declarar a vitória conquistada na noite anterior. Já diante do Papa, este exigiu que Lutero perante todos se retratasse, assim ele respondeu: "Se não me refutardes por meio das Escrituras ou por argumentos-desde que não creio somente nos papas e nos concílios, por ser evidente que já muitas vezes se enganaram e se contradisseram uns aos outros - minha consciência tem de ficar submissa à Palavra de Deus. Não posso retratar-me, nem me retratarei de qualquer coisa, pois não é justo nem seguro agir contra a consciência. Deus me ajude! Amém."

 Para Lutero, era melhor ter mil cabeças e perdê-las todas do que ter de se retratar sem contexto bíblico. Todo o acontecido deixou a cidade de Worms em alvoroço, ao ver que Lutero ousou desafiar o Papa. Depois de vencer esta batalha, teria outro problema a enfrentar, sua excomunhão, que não só o tornava um "criminoso" com também fez com que todos os seus livros fossem apreendidos e queimados e impossibilitava qualquer que fosse de ajudá-lo, tal ato poderia ser punido com pena capital. Mas Deus não deixaria seu servo desprotegido, pois ao voltar para Wittenberg, alguns homens mascarados o rodearam em um bosque e o levaram em segurança até o castelo de Wartburg, próximo a Eisenach. Atitude esta realizada pelo prícipe da Saxônia para livrar Lutero de ser assassinado.

O disfarce
Aposento usado por Lutero em Wartburg


Já livre do perigo dentro do castelo, Lutero passou muitos meses sob um disfarce e com o nome de cavaleiro Jorge, sendo considerado como morto. Pessoas piedosas oravam por sua vida dia e noite, pois o povo amava ouvir o Evangelho de forma aberta como Lutero lhes expunha. Com o tempo, estando livre dos desafetos, Lutero passou a ter liberdade para escrever, e por escrever muita literatura, de novo se pôde ouvir que Lutero vivia. Por conhecer o hebraico e o grego, traduziu todo o N.T. para o alemão e, pouco tempo depois sua obra estava nas mãos do povo. A maior obra de Lutero foi, sem dúvidas, ofertar ao povo alemão a Bíblia em sua própria língua, havia entretanto, outras traduções para uma forma de alemão latinizado, o que impossibilitava o povo de compreendê-las. Como o alemão até aquela época era uma mistura de dialetos, a tradução da Bíblia de Lutero serviu de inspiração para homens como Goethe escrever suas obras, e até hoje, sua tradução é a principal.


A Nova Vida


Lutero conhecia a Bíblia como poucos em sua época, e através de sua biografia podemos perceber que conhecia o Autor do livro profundamente, e foi esta relação que possibilitou a Reforma, conhecer as Escrituras e seu Autor. Para Lutero a Bíblia foi o livro mais fácil de compreender já escrito, e isso fez dele um vencedor de batalhas. Logo que abandonou o hábito de monge, deixou por completo a vida monástica e  casou-se com Catarina Von Bora, que também havia deixado o claustro por entender que tal vida é contra a vontade de Deus. Tiveram seis filhos dos quais alguns faleceram ainda na infância, faziam seus cultos domésticos, oravam juntos, e nunca deixava de lado o Santo Livro que tanto amou. Seu legado foi muito grande, pois lutou intensamente para que o povo pudesse ficar livre para servir a Deus, escreveu vários hinos, compilou o primeiro hinário e inaugurou o costume de todos os assistentes aos cultos cantarem juntos. O último sermão que pregou foi sobre o texto que se encontra em Mateus 11:25: "Ocultaste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos". No mesmo dia escreveu para sua amada esposa: "Lança o teu cuidado ao Senhor, e Ele te susterá. Amém". Foi sua última carta. Sempre pensou que o Papa poderia conseguir cumprir sua promessa de queimá-lo vivo, mas esta não era a vontade de Deus.


Cristo chamou Lutero para as moradas celestiais enquanto sofria de um ataque cardíaco, em Eisleben, sua cidade natal, mas antes proferiu estas palavras: "Vou render o espírito", louvou a Deus e citou João 3:16 por três vezes e finalizou dizendo: "Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito, pois tu me guardaste, Deus Fiel". Com estas palavras fechou os olhos o instrumento que Deus reservou para sua glória. Então levaram o seu corpo e o sepultaram ao lado do púlpito que tantas vezes usara para pregar a Palavra de Deus.




Curiosidades sobre Lutero:
  1. Certa vez, passou três dias dentro de seu quarto comendo apenas pão e sal, sua esposa preocupada mandou chamar um serralheiro para quebrar a fechadura e acharam o ex-monge escrevendo um comentário sobre o Salmo 23;
  2. Foi considerado o pai das escolas públicas por insistir que não só os homens, mas também as mulheres fossem instruídas;
  3. Escreveu cerca de 180 volumes em sua língua materna e quase este mesmo total em latim;
  4. Nunca aceitou um krauzer de seus alunos e recusava vender seus escritos, deixando todo o lucro para os tipógrafos;
  5. Costumava dizer que se não orasse pelo menos duas horas por dia, tinha receio que satanás obtivesse vitória sobre ele durante o dia;
  6. Conta-se que Lutero certa vez foi incomodado pelo diabo em um sonho com uma enorme lista de todos os seus pecados, desde sua juventude, continha todas as imundícies que havia cometido. De partida, certo que havia tido uma vitória, Lutero pede a lista de acusação e apontando para ela, diz: "Tudo que está aqui é verdade, e eu, pecador, me confesso a Deus arrependido, mas sei que a graça de Deus é ilimitada e eu creio que, pela graça sou salvo". E pegando uma caneta, escreveu no final da lista: "O sangue do Senhor Jesus Cristo, o Filho de Deus, me lavou de todos os meus pecados" (I João 1:7).
*chefes de províncias fronteiriças do antigo império germânico.
www.wikipedia.org.br
protestantismo.ieadcg.com.br/reforma
Heróis da fé.
Martinho Lutero

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