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terça-feira, 22 de maio de 2012

As Moedas dos Tempos Bíblicos

meio shekel
As primeiras moedas de curso nas transações comerciais, foram lançadas pelos gregos e por outros povos da Ásia Menor, dentro da esfera da influência grega. Os estáteres feitos de uma liga de ouro com prata, chamada eléctron, foram cunhadas na Lídia da Ásia Menor, e as moedas de prata, na Egina em 700 a 650 a.C. Na parte restante da Ásia ocidental e no Egito, não havia moedas de cunho oficial. Dava-se ouro, ou prata em barras, arrecadadas de outros objetos de uso, do mesmo metal, talvez com valor estipulado nas permutas comerciais, Josué 7:21.

Nestas transações o que valia não era tanto o que se achava marcado más sim o peso do objeto e a qualidade do metal Gen. 23:16; 43:21. Para verificação dos valores, recorria-se a uma avaliação. O Shekel dos tempos antigos não era moeda que tivesse cunho oficial estampado, consistia de certo peso (shekel) de prata. Os pesos formavam uma série na denominação do talento, maneh, shekel, gerah e beka ou meio shekel.

A Dário Histaspes, 521-486 a.C., se atribui a introdução das moedas cunhadas, na Pérsia (Heródoto 4.166), por meio das quais os judeus se familiarizaram com as moedas. Os daricos ou soldos, Esdras 2:69, eram moedas de ouro maciço, tendo, de um lado, a figura do rei ajoelhado, segurando um arco e uma flecha.
darico de ouro
No verso, via-se um quadrado irregular, que parecia representar a forma de metal que servia para cunhagem, e tinha o valor de 5 dólares.

Depois da queda do império persa, sistema monetário da Grécia foi adotado na Palestina e o dinheiro passou a ser representado pelos talentos e pelas dracmas (reg. Nos livros apócrifos de I Mac. 11:28 e II Mac. 4:19). 
meio shekel verso ano 1º
No ano 141-140 a.C. Simão Macabeu conseguiu o privilégio de cunhar moedas com a sua efígie (I Mac. 15:6) e pos em circulação shekels e meios shekels de prata e talvez subdivisões desta moeda em meios, quartos e sextos de cobre. As moedas de prata tinham uma taça de cobre no obverso com a data por cima e a legenda: “shekel” ou “meio shekel” de Israel, e no reverso um ramo com flores e em torno as palavras “Jerusalém a Santa”.
meio shekel ano 2º
moedas de cobre de João Hircano
A pequena moeda de cobre de João Hircano tem no obverso, dentro de uma cercadura de oliveira a inscrição: Jeoanã sumo sacerdote, chefe e amigo dos judeus e no reverso, um símbolo grego: duas corcunópias unidas pela base e entre elas uma romã.

Herodes, o Grande, e seus sucessores até Herodes Agripa II, emitiram moedas de cobre somente com as legendas em grego. Contudo, as moedas gregas continuaram a circular juntamente com as judaicas. Estas moedas consistiam de dracmas e tetradacmas. A dracma de prata (Luc. 15:8), no tempo de Herodes, o Grande, e os procuradores do Império, equivalia a um denário romano e valia cerca de 16 centavos de um dólar; o estáter de prata ou tetradracma (Mat. 17:27), cunhados pelas cidades grega da Síria e da Fenícia valiam cerca de 66 centavos do dólar, que logo depois foi diminuindo.
Moeda de cobre de Herodes Antipas

O lépton (Luc. 12:59), pequena moeda de cobre diferente, do sistema grego, era a moeda de menor valor em circulação; valia 1/8 de centavo e era a metade de um quadrante (Marc. 12:42). O nome tem o sentido de pequeno. Por ser uma moeda judaica, só ela podia entrar na caixa das esmolas do templo. Parece que era a moeda de cobre que João Hircano ou algum outro dos principais macabeus havia posto em circulação. O didracma, que corresponde à metade de um shekel (Mat. 17:23), não estava em circulação, ou era pouco usado na Palestina. O talento, corrente entre os judeus, (I Mac. 11:28-livro apócrifo histórico-; Mat. 18:24) era o talento da Ática que Alexandre havia estabelecido como padrão monetário em todo o Império, conservando sempre a mesma supremacia. Não era moeda cunhada, e sim, dinheiro de contador, dividido em 60 minas, ou 6.000 dracmas (I Mac. 14:24; Luc. 19:13-25).

Esta moeda sofreu grande depreciação, quando a dracma baixou de 67,5 grãos para 55, ou 16 centavos no princípio do governo dos Césares. 
denário com a efígie de Tibério

Com o advento do governo romano na Palestina, o dinheiro romano também passou a circular ali. O denário (Mat. 18:28), que figuradamente traduz dinheiros, era moeda de prata. No tempo do Império trazia invariavelmente no obverso* o busto do soberano reinante ou algum membro da família imperial. Desde o tempo de Augusto até Nero, o denário padrão pesava 60 grãos, equivalente a 17 centavos. Era esse o tributo que os judeus pagavam em dinheiro ao tesouro do Império (Mat. 22:19). O assarion, asse em Mateus 10:29; Luc. 12:6, nome grego vindo do latim as, era pequena moeda de cobre, cujo valor, foi reduzido a 1/16 do denário, cerca de 1 centavo no ano 217 a. C., o quadrante traduzido centavo (Mat. 5:26; Marc. 12:42), era a quarta parte de um asse, ou ¼ de centavo. Os procuradores romanos da Judéia também se acostumaram a cunhar moedas. Empregavam para isso o cobre em nome da família imperial e com a legenda em caracteres gregos.

Na gravura acima vê se o nome Tiberius Claudius Caeser Germanicus escritos em grego à margem, tendo no centro, dois ramos de palmeira cruzados com a data “Ano 14” entre elas. O reverso** contém o nome da mulher do imperador, Júlia Agripina. Esta moeda é do tempo do procurador Félix, A.D. 54. A moeda de ouro, corrente na Palestina, durante o período do N.T. era o denárius áureo, geralmente denominado aureus (Antig. 14.8,5), que valia 25 denarius de prata.

A cunhagem nacional de Israel reviveu no tempo de Eleazar, sacerdote e do príncipe Simão, durante a primeira revolta (a.C. 66-70). Os shekels de prata e os quartos de shekel e as moedas de cobre de vários padrões com antigas inscrições hebraicas, entraram em circulação. O shekel de Simão tinha no obverso uma palmeira com a legenda “Simão, príncipe de Israel”, e no reverso, uma videira com a inscrição: “Ano um da redenção de Israel.” Quando se deu a sufocação da revolta e a tomada de Jerusalém, o governo romano mandou cunhar moedas com a imagem e o nome do imperador Vespasiano no obverso, e uma mulher cativa debaixo de uma palmeira com a inscrição “Judeia cativa” no reverso.
moeda de prata de Vespasiano, comemorando a
tomada de Jerusalém
shekel de Barcochebas
Herodes Agripa II, rei da parte da Galiléia e da região oriental, continuou a circular moedas de cobre depois da queda de Jerusalém, tendo o busto do imperador com o seu nome e seus títulos no obverso, e no reverso, um anjo, representando a vitória, erguendo um coroa e sustentando um ramo da palmeira, com a legenda “Ano 26 do rei Agripa.” Durante a segunda revolta, chefiada por Barcochebas, A.D. 32-135, continuaram a circular os shekels e os quartos de shekels de prata e de cobre com as antigas inscrições hebraicas, contendo no obverso um templo tetrastilo, talvez uma representação convencional da porta especiosa do templo de Jerusalém, tendo ao lado a palavra Simão, e por cima uma estrela, alusão ao sobrenome do chefe Barcochebas, filho da estrela. A fim de obterem quartos de shekel, cunhavam-se de novo denarius romanos, (Shekel de barcochebas) que por este tempo tinham valor muito aproximado ao quarto de shekel, a fim de substituí-los sem grande inconveniência.

moeda de cobre Herodes Agripa II
Fonte de pesquisas:
DAVIS, John D. Dicionário da Bíblia de John Davis: 3ª Ed.São Paulo: Hagnos, 2005.
*Obverso. Lado da frente, a cara da moeda.
**Reverso. Lado de trás, a coroa da moeda.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Sofonias seria composto por dois livros com duas mensagens diferentes, ou seria um único livro?

"Grande dia da ira"
Muitos eruditos conservadores mantem a posição de que este livro é uma obra única, que foi escrita pelo profeta Sofonias. Entretanto, eruditos modernos declaram que na verdade é um conjunto de dois livros, com duas mensagens diferentes, que foram postas lado a lado, como se fossem uma só. O início do livro traz uma mensagem de terror e de um juízo, que está por vir. O tema que prevalece é a devastação e destruição que ocorrerá no Dia do Senhor, que rapidamente se aproxima (1:7; 8,10,14,15 etc). Entretanto, os versículos 8 a 13 do capítulo 3 apresentam uma mensagem de esperança, que parece estar completamente fora de sintonia com o tema do livro como um todo. Como pode então este livro ser considerado um obra única, de uma só pessoa, que é Sofonias?

Não há porque supor que as mensagens de juízo e de esperança sejam incompatíveis. De fato, a mensagem do livro de Sofonias é que o juízo que está por vir no Dia do Senhor é precisamente o meio pelo qual Deus proporcionará a restauração final do seu povo. O Dia do Senhor é um dia de purificação do pecado e de salvação para o remanescente. A esperança de salvação em meio ao juízo é encontrada logo em Sofonias 2:1-3 e 3:8-9, demonstrando claramente que é esse juízo purificador que preparará o caminho para a restauração do povo de Deus. Sofonias é uma obra única, em unidade, redigida pelo profeta Sofonias.

O nome de Sofonias quer dizer 'Deus escondeu-se', era um profeta de nobre estirpe como podemos ler em Sof. 1:1, era descendente direto do rei Ezequias. O livro do profeta Sofonias é o nono dos profetas menores, ele profetizou no tempo do reinado do rei Josias antes da queda de Nínive. Parece ser um dos pioneiros do avivamento, no reinado de Josias, narrado em II Reis 22. Teve como contemporâneo o profeta Jeremias. O livro claramente mostra o juízo de Deus sobre Israel e as nações, seguido pela anunciação do dia da restauração de um e pela conversão do outro. Há um certo otimismo esperançoso, bem como passagens que anunciam calamidades. O reino estava chegando ao fim, mas Jerusalém e o povo recebiam uma palavra de ânimo em relação ao futuro.

O livro tem as seguintes divisões: 1. A proximidade da invasão de Nabucodonozor, simbolizando o grande dia da ira do Senhor, cap. 1; 2. O castigo das nações vizinhas, cap. 2; A repreensão de Jerusalém e a sua futura restauração, cap. 3.

Fontes de pesquisas:
GEISLER, Norman; HOWE, Thomas. Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e "Contradições" da Bíblia. 1ª Ed. São Paulo: Mundo Cristão, 1999.
BOYER, Orlando. Pequena Enciclopédia Bíblica: São Paulo: CPAD, 1966.
DOCKERY, David S. Manual Bíblico Vida Nova. 1ª Ed. São Paulo: Vida Nova, 2010.

Irã pede a identificação de todos os cristãos do país

Foto ilustrativa
Os cristãos de Teerã, capital iraniana, terão que se identificar para o governo que deseja saber quem são os membros das igrejas oficializadas no país.

A Igreja Assembleia de Deus Central de Teerã já passou o recado aos seus fiéis dizendo que é necessário fornecer os dados pedidos para as autoridades.

De acordo com um cristão iraniano, Monsour Borji, essa atitude pode impedir que as igrejas tenham novos membros. “Esse posicionamento do governo é basicamente para impedir que a igreja tenha novos membros e para tornar mais difícil e arriscado, ainda, para os não-cristãos a participação em qualquer atividade cristã”, disse ele.

Os membros estão com medo e possuem um motivo para isso: quem aceitar entregar seus números de identificação pode passar a ser controlado pelo governo tendo que negar a Cristo.

“Há muito tempo as igrejas são vigiadas, mas esta nova exigência é outro sinal de que eles estão procurando controlar e limitar os muçulmanos do contato com as igrejas”, disse um especialista na região, que não quis ser identificado.

O governo do Irã tem tomado diversas medidas para impedir o crescimento de cristãos no país, em fevereiro duas igrejas oficiais foram impedidas de continuar ministrando em persa, mas nem mesmo essa medida conteve a conversão de diversos muçulmanos.

“A ideia de uma igreja cultuar a Deus em persa é uma grande ameaça a um regime que exige monopólio religioso”, disse Borji que explicou que para o governo iraniano o cristianismo é considerado como inimigo do Estado e os cristãos são tidos como espiões do Ocidente que tem como objetivo destruir a República islâmica.

Borji diz que a situação dos cristãos é crítica e que os líderes estão sob vigilância constante e os membros são chamados para interrogatórios ocasionalmente. Fora isso as autoridades restringem a publicação de materiais cristãos, incluindo Bíblias.

Fonte: Portal Fiel

sábado, 19 de maio de 2012

Pastores famosos são acusados de trair Jesus por apoiar a campanha presidencial do mórmon Mitt Romney

Por Dan Martins em maio de 2012

O pastor Steven Andrew, presidente do Ministério Cristão dos EUA e autor do livro “Fazendo uma nação cristã forte”, teceu duras críticas a líderes cristãos que apoiam o mórmon Mitt Romney em sua campanha a presidente dos Estados Unidos.
Os pastores mais criticados por Andrew são os internacionalmente conhecidos Joel Osteen, Franklin Graham, Jerry Falwell Jr., Richard Land e Pat Robertson. Devido à posição política desses pastores, Steven Andrew os acusa de traírem a Jesus.
Usando como referência o trecho bíblico de Gálatas 1:9, o pastor afirma: “Os cristãos acreditam que Jesus Cristo é parte da Trindade, mas os mórmons afirmam que Jesus é um ser criado, o irmão espiritual de Lúcifer. Como Mórmon, Romney acha que ele vai se tornar um deus. Os cristãos devem lembrar-se disso… Deus não pode abençoar o voto em não-cristãos. Ninguém vai até a Deus senão por Jesus. Isso inclui os EUA”.
“Sem arrependimento Osteen, Graham, Falwell, Land e Robertson nunca serão líderes cristãos. Se eles fossem de Deus, teriam levado nosso país a fugir do mal. Osteen, pastor da maior igreja evangélica americana, disse que vê os mórmons como irmãos e irmãs em Cristo. Franklin Graham e Pat Robertson afirmaram não verem nenhum problema com Romney ser presidente. Richard Land pediu que o católico Rick Santorum saísse da corrida e levou seu povo a votar em Romney. Jerry Falwell Jr. levou Romney a falar na Universidade Liberty, que é de confissão evangélica… Ron Paul é o único cristão na corrida para presidente”, explicou Andrew.
De acordo com o Christian News Wire, muitos pastores, como Andrew, afirmam que votar em Romney é pecado, mas também não aceitam votar novamente em Obama, pois afirmam que hoje entendem que suas atitudes recentes comprovaram que ele não é um cristão verdadeiro.
Fonte: Gospel+

A religiosidade sem Deus

Por Eliseu Antonio Gomes
Do blog Belverede
É muito triste encontrar pessoas dedicadas à religião, porém, desconhecedoras de Deus, embora acreditem que o conheçam.

O apóstolo Paulo chamou a atenção de todos nós, ao lembrar que o exercício religioso é um potente alimento da carne. Ou seja, nem sempre praticar religião é sinônimo de caminhar no Espírito (Colossenses 2.20-22; Gálatas 5.16-23).

Considero importante a reunião regular em uma igreja, mas jamais o estatuto de uma instituição humana poderá estar em mais alto conceito do que os mandamentos do Senhor. A partir do momento que uma pessoa troca esses valores, ela passa de espiritual para alguém meramente religiosa.

Sou favorável à erudição, porém é preciso lidar com ela com equilíbrio. Há quem valorize mais os diplomas de academia teológica do que as Boas Novas do Senhor. Usam nomenclaturas extrabíblicas - arminianismo, calvinismo, etc - para reprovar a fé alheia.

Religiosos não se dedicam ao crescimento do reino de Deus, mas ao crescimento de uma denominação ou movimento, à expansão de uma ideia ou filosofia. Assim, como torcedores de times de futebol empunham bandeiras e usam uniformes, os religiosos torcem por uma placa denominacional e defendem teorias e regras criadas por homens. Ou seja, mesmo portanto uma Bíblia não têm o conteúdo bíblico como regra de fé e conduta. Para eles, está em primeiro lugar o credo da instituição a que pertencem e não o Evangelho de Cristo que nos ordena amar, mesmo que citem o nome de Jesus e trechos do Antigo e Novo Testamento em seus argumentos.

Os religiosos colocam o ponto de vista humano acima do mandamento do amor a Deus e ao próximo. São portadores de orgulho denominacional. São propensos a agredir, de maneira verbal e às vezes até física, em defesa de seu grupo e interesses. Consideram que esse tipo de falta de amor é prestação de serviço ao Senhor.

Faz um bom tempo que eu decidi parar de conversar sobre as Escrituras Sagradas com religiosos fanáticos, porque percebi que eles consideram todos os discordantes como inimigos.

A minha decisão em parar de conversar com religiosos fanáticos foi porque eles, apaixonados pela causa terrena, perdem a compostura objetivando fazer prevalecer à opinião da religião a que estão agregados. Como praticar inimizade os expõe como carnais, douram a pílula usando eufemismo, dizem opinar negativamente em nome da apologia cristã. Dizendo fazer uso da apologética sentem-se livres para classificar desafetos e "concorrentes" como lobos em pele de cordeiro, mercenários e hipócricas.

Leitor (a), todo cuidado é pouco. Não é porque alguém recebe adjetivos de outra, que se apresenta com título de apologista cristão, que de fato o alvo da crítica seja o que é dito que ela é. Não se apresse em deduções e nem se deixe guiar por julgamentos de irmão contra irmão. Existe uma indústria se alimentando com essa pseudo-apologética cristã. São produzidos livros, DVDs, palestras. Há quem esteja ganhando muito dinheiro com a realização de maledicência, julgamentos injustos.

“Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros” – João 13.35.

“O amor não faz mal ao próximo. De sorte que o cumprimento da lei é o amor” – Romanos 13.10.

“Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor” – 1 João 4.8.

E.A.G
do blog Belvedere

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Livro 'Mais que um Carpinteiro'

Conta a história de Josh McDowell, agnóstico por convicção, que antes de seu encontro pessoal com Jesus, tentou provar que o cristianismo era apenas uma fábula para os fracos e ignorantes. Em sua busca ardente por provar que os argumentos históricos da ressurreição de Jesus eram frágeis, passou a pesquisar sobre o assunto  em bibliotecas americanas e europeias, e acabou chegando a uma assustadora descoberta de que não poderia haver provas documentais e históricas acerca de Jesus e do cristianismo tão confiáveis quanto as existentes nos documentos do AT e NT.

Em sua busca por provar que o Jesus da Bíblia não era confiável, acabou por se entregar a Ele e o resultado disso foi este livro "Mais que um Carpinteiro" tão espetacular quanto envolvente, tornando-se o primeiro livro cristão a ser traduzido em mais de 100 idiomas, superando a marca de 15 milhões de exemplares vendidos no mundo em sua primeira edição de 1976.

Em parceria com seu filho Sean McDowell, Josh trás à luz das Escrituras grandes dilemas da história cristã. O livro coloca em cheque as oposições do ateísmo e outros seguimentos que tentam ofuscar as verdades contidas no Evangelho, provando por meio de um penetrante testemunho a história de Cristo e a sua ressurreição.

O livro é apresentado em 13 capítulos, a partir dos quais os autores apresentam argumentos sustentados biblicamente e argumentados com muito conhecimento da interpretação bíblica, apresentando evidências da divindade de Cristo, o sentido de sua obra sacrificial e ressurreição ao terceiro dia. Esta obra poderá ser uma importante ferramenta tanto para novos convertidos como também para aqueles que amam estudar as Escrituras como importante instrumento de evangelização.

Você poderá encontrar o livro "Mais que um Carpinteiro" no site de sua editora: Editora Hagnos

FICHA TÉCNICA:



Título: Mais que um carpinteiro
Título original: More than a carpenter
Formato: 13,5 x 20,5 cm
Páginas: 192
Peso: 220 g.
Acabamento: Brochura
ISBN: 978856356340
Categorias: Espiritualidade
Edição: 2012
Selo: Voxlitteris


Fonte: www.hagnos.com.br
Adaptado

quarta-feira, 16 de maio de 2012

A que vem a ser a expressão 'fundo de uma agulha'?!?

fundo de uma agulha
A expressão de Mateus 19:24 "fundo de uma agulha" ou buraco de uma agulha é literal ou simbólica?

O contexto desse texto bíblico trata de uma jovem rico que amava tanto as suas riquezas que elas lhe serviam de impedimento. A mensagem é clara. Os indivíduos de mentalidade materialista que consomem a vida procurando adquirir bens materiais, só encontram satisfação nas riquezas ou na busca delas; e somente em casos raríssimos é que chegam a se importarem com as questões espirituais para encontrar a vida eterna. Muitos, obcecados pelo poder e pelas riquezas, são, de certa forma, cegados por elas.

Porém, seria um erro aplicarmos o texto somente aos ricos, porquanto o materialismo tem realizado a sua devastação moral até mesmo entre os menos favorecidos financeiramente. Ao falar sobre a impossibilidade desse tipo pessoas entrarem no reino de Deus, Jesus pregou a ilustração que é a impossibilidade de um "camelo passar pelo buraco de uma agulha". Alguns tem imaginado que o buraco de agulha referido seria uma portinhola, no muro de Jerusalém, através do qual pudesse passar finalmente um camelo, depois de muitos puxões e empurrões; outros admitem que a expressão camelo, que no grego representa uma pequena modificação de "Kamelos" para "Kamilos", trata de uma corda grossa ou um cabo, mas isso só diminuiu a impossibilidade do ato. Todavia, o texto grego original de Mateus 19:24 e de Marcos 10:25 fala de uma agulha usada com linha, enquanto que o de Lucas 18:25 usa o termo médico que indicava uma agulha usada nas operações cirúrgicas (Lucas era médico).

agulha de costura
É evidente que ali não é considerada nenhuma portinhola, mas sim, o pequenino buraco de uma agulha de costura. O livro "Comentário bíblico Atos do Novo Testamento" também confirma esse pensamento com estas palavras: "Aqui Jesus usa claramente a hipérbole, suas palavras refletem uma antiga figura de linguagem para o impossível: um animal bem grande passando através do buraco de uma agulha.(Um buraco de agulha nos tempos de Jesus significava o que significa hoje. A ideia de que era simplesmente um nome para um pequeno portal em Jerusalém é baseada em um portal do período medieval...)". Provavelmente era um provérbio incomum para ilustrar coisas impossíveis. O Talmude fala por duas vezes de um elefante para o qual é impossível passar pelo buraco de uma agulha. Por conseguinte, quem quer que ame as riquezas, a ponte de isso impedi-lo de confiar em Jesus Cristo como Salvador, está na impossibilidade de ser salvo.

Em resposta à pergunta feita pelos discípulos: "Então quem pode ser salvo?" Jesus respondeu: "Os impossíveis dos homens são possíveis para Deus" (Luc. 18:27). Nessa frase, as palavras "dos" e "para" são uma só no original, cujo sentido literal é "ao lado". Tome-se o lado do homem, na questão das riquezas, e torna-se impossível a salvação. Porém, tome-se o lado de Deus sobre a questão, e a impossibilidade anterior se transformará em possibilidade. O que fica evidente é a seguinte questão, a salvação é algo que não é possível pelo esforço humano, é um ato sobrenatural e que pertence a Deus, e esta deve ser nossa principal preocupação.

Fontes de pesquisa:
A Bíblia Responde. Rio de Janeiro: CPAD, 1983
Fonte: KEENER, Craig S. Comentário Bíblico Atos. Novo Testamento: 1ª ed. Belo Horizonte: Editora Atos, 2004.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Qual o verdadeiro nome do sogro de Moisés, Reuel ou Jetro?

Jetro ou Reuel?
Nas Escrituras lemos em Êxodo 2:18 que o nome do sogro de Moisés é Reuel, porém, pouco adiante, em Êxodo 3:1 lemos que Moisés se apresenta ao seu sogro que nesta passagem é chamado de Jetro. Haveria, porventura, alguma contradição entre essas duas passagens bíblicas?

Lendo as passagens, podemos entender de que se trata da mesma pessoa. O Dicionário da Bíblia de Davis, nos informa que Reuel o real nome do sogro de Moisés, significa "amigo de Deus"; já Jetro seria um nome de um título de honra a ele pertencente, pois significa "superior", designação própria para homens de classe sacerdotal naquela época. O nome de Reuel, como sogro de Moisés só aparece na passagem citada, já o nome Jetro, no mesmo sentido, aparece cerca de nove vezes na Bíblia.

Esta situação também não é difícil de entender fora do contexto Bíblico, pois há referência ao nome do sogro de Moisés no livro "A História dos Hebreus" de Flávio Josefo, onde este faz o seguinte comentário: "Um sacerdote chamado Reuel, ou Jetro, muito estimado entre os seus...Reuel louvou a gratidão das filhas e mandou chamar Moisés...lhe deu Zípora uma de suas filhas em casamento...". Josefo ainda faz menção a uma recompensa que os descendentes de Jetro, midianita, sogro de Moisés teria recebido após deixarem o seu país para seguir o povo de Deus e participar das tribulações que os israelitas haviam passado no deserto.

Também não há dificuldade nenhuma em entender este texto, levando em consideração que o sogro de Moisés era chamado tanto por um nome como por outro, ficando claro que não há contradição bíblica. Ainda no livro de Juízes 4:11, ele recebe o que seria um terceiro nome, Hobabe -"Querido"-, fazendo jus ao que menciona o historiador Flávio Josefo: homem "muito estimado entre os seus".

Fontes:
A Bíblia Responde. Rio de Janeiro: CPAD, 1983
JOSEFO, Flávio. História dos Hebreus: De Abraão à queda de Jerusalém. Rio de Janeiro: CPAD. 8ª Ed., 2004.

Dicionário Teológico de A a Z. Letra Z

Glossário
Letra Z


Zeller, Eduard. Teólogo protestante alemão, Zeller (1814-1908). Tornou-se líder da escola de Tübingen. Ele rejeitou a doutrina bíblica da divindade de Cristo, adotando uma espécie de panteísmo. Aqui estão suas mais importantes obras: História da Filosofia Grega e Conteúdo e Origem dos Atos dos Apóstolos, Criticamente Investigados.

Zinzendorf, Conde Nikolaus Ludwig Von. Teólogo Alemão, Zinzendorf (1700-1760) fundou a Igreja Evangélica Moraviana. Embora luterano, realçou o conhecimento pessoal e experimental com Deus. Destacou-se como um dos grandes pietistas da história de Igreja Cristã.

Zwinglio, Urich. Líder da primeira reforma protestante na Suíça. Zwinglio (1484-1531) começou sua obra por reafirmar que a fonte da autoridade é a Bíblia e não a Igreja. Discordou de Lutero no que concerne à Santa Ceia. Não aceitava a doutrina da transubstanciação; afirmava que o pão e o vinho, apesar de sua importância no ato da Ceia, não passavam de meros emblemas do corpo e do sangue de Cristo. Como era também envolvido em assuntos políticos, perdeu a vida na batalha de Kappel.

Fonte: KEENER, Craig S. Comentário Bíblico Atos. Novo Testamento: 1ª ed. Belo Horizonte: Editora Atos, 2004.

Dicionário Teológico de A a Z. Letras U, V, X e Y

Glossário
Letra U

Universalismo. Ensino segundo o qual todos os seres humanos, anjos e o próprio Satanás acabarão sendo salvos e desfrutarão eternamente do amor e da presença de Deus para sempre.

Letra V

Valdenses.
Pedro Valdo iniciou um movimento religioso (que floresceu em 1170-76) que enfatizava a pobreza e a singeleza, rejeitava o purgatório e as orações pelos mortos e recusava-se a fazer juramentos civis. Ainda desfrutam de destaque na Itália.

Letra W

Wesleyanos.
Seguidores dos ensinos originais de John e Charles Wesley.

Letra X

Xenolalia.
O falar em línguas num idioma conhecido, estranho apenas a quem o fala.

Letra Y

Yahweh (Jeová).
O nome pessoal de Deus em hebraico, formado com as consoantes YHWH, também escrito como JHVH. Ao colocarem as vogais no título hebraico "Senhor", com as quatro consoantes (depois do século VIII d.C), os judeus se lembravam de pronunciar a palavra resultante como "Senhor", ao invés de pronunciar o nome pessoal de Deus. Assim, as vogais colocadas com JHVH formavam "JeHoVaH", e produziram uma palavra resultante de um nome pessoal e um título.

Yahweh Nissi. Termo hebraico que significa "O Senhor é a minha bandeira" (Ex 17.15).

Yahweh Ropheka. Termo hebraico que significa "O Senhor teu Médico [pessoal]" (Ex 15.26). As vezes erroneamente chamado Jeová Rafá.

Yahweh Sabaoth.
Termo hebraico que significa "O Senhor das Hostes [Exércitos, inclusive anjos e estrelas]" (Rm 9.29; Tg 5.4).

Yahweh Yireh. Termo hebraico que significa "O Senhor verá e proverá" (Gn 22.14).

Fonte: HORTON, Stanley M. Teologia Sistemática: Uma perspectiva Pentecostal. São Paulo: CPAD, 2008

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