CONTATO

E-MAIL PARA CONTATO:
oucaapalavradosenhor@oucaapalavradosenhor.com

segunda-feira, 17 de março de 2014

Por que Deus infligiu sobre o povo de Bete-Semes um juízo tão severo por eles simplesmente terem olhado para dentro da arca?

"E o Senhor feriu os homens de Bete-Semes, porquanto olharam para dentro da arca do Senhor; feriu do povo cinqüenta mil e setenta homens; então o povo se entristeceu, porquanto o Senhor fizera tão grande estrago entre o povo."
(1 Samuel 6:19)

Quando os filisteus devolveram a arca do Senhor a Israel eles a colocaram num carro puxado por vacas, que foi pelo caminho sem ter um cocheiro. Quando o carro chegou às fronteiras de Bete-Semes, o povo da cidade tirou a arca do carro e a colocou sobre uma grande pedra. Entretanto, alguns deles olharam para dentro da arca, e "feriu o Senhor os homens de Bete-Semes". O texto diz ainda que o povo chorou, "porquanto o Senhor fizera tão grande morticínio entre eles" (v. 19). Mas por que o Senhor infligiu sobre o povo um juízo assim tão severo, simplesmente por eles terem olhado para dentro da arca?

O Senhor feriu o povo com esse juízo por terem eles cometido um terrível sacrilégio contra Deus. A arca da aliança era um símbolo da própria presença de Deus entre o seu povo. A regulamentação referente à arca e a como ela deveria ser manejada era de natureza restrita por causa da santidade de Deus e da pecaminosidade do homem (Êx 25:10-22; 26:32-34; 37:1-9). Um ato assim tão iníquo, de desrespeito à santidade de Deus, certamente merecia o repentino e terrível juízo de Deus.

Fonte: GEISLER, Norman; HOWE, Thomas. Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e "Contradições" da Bíblia. 1ª Ed. São Paulo: Mundo Cristão, 1999.

Elcana, pai de Samuel, era efraimita ou levita, como indicado em 1 Crônicas 6:16-30?

"Houve um homem de Ramataim-Zofim, da montanha de Efraim, cujo nome era Elcana, filho de Jeroão, filho de Eliú, filho de Toú, filho de Zufe, efrateu."
(1 Samuel 1:1)

Na curta referência genealógica em I Samuel 1:1, é dito que Elcana provinha da região montanhosa de Efraim. Entretanto, I Crônicas 6:16-23, em que há um registro genealógico bem maior, indica que Elcana era levita.

Qual das duas passagens é a correta?

As duas. O fato de Eli ter levado Samuel para o serviço no templo como um aprendiz, e de ter Samuel posteriormente desempenhado as funções do sacerdócio dá suporte ao registro genealógico de que Samuel e seu pai Elcana eram da tribo de Levi. A afirmação feita em I Samuel 1:1 simplesmente destaca que Elcana vivia nas montanhas de Efraim. Todos os levitas eram designados a morar em certas cidades distribuídas pelas diversas tribos de Israel (Nm 35:6). É bem provável que Ramataim-Zofim, a cidade em que Elcana vivia, tenha sido uma dessas cidades designadas para os levitas. Elcana era levita por descendência, e efraimita por localização geográfica.

Fonte: GEISLER, Norman; HOWE, Thomas. Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e "Contradições" da Bíblia. 1ª Ed. São Paulo: Mundo Cristão, 1999.

sexta-feira, 14 de março de 2014

O procedimento de Boaz e Rute não estaria em desacordo com a lei do levirato?

"Então disse ao remidor: Aquela parte da terra que foi de Elimeleque, nosso irmão, Noemi, que tornou da terra dos moabitas, está vendendo. E eu resolvi informar-te disso e dizer-te: Compra-a diante dos habitantes, e diante dos anciãos do meu povo; se a hás de redimir, redime-a, e se não a houveres de redimir, declara-mo, para que o saiba, pois outro não há senão tu que a redima, e eu depois de ti. Então disse ele: Eu a redimirei. Disse porém Boaz: No dia em que comprares a terra da mão de Noemi, também a comprarás da mão de Rute, a moabita, mulher do falecido, para suscitar o nome do falecido sobre a sua herança. Então disse o remidor: Para mim não a poderei redimir, para que não prejudique a minha herança; toma para ti o meu direito de remissão, porque eu não a poderei redimir. Havia, pois, já de muito tempo este costume em Israel, quanto a remissão e permuta, para confirmar todo o negócio; o homem descalçava o sapato e o dava ao seu próximo; e isto era por testemunho em Israel. Disse, pois, o remidor a Boaz: Toma-a para ti. E descalçou o sapato."
(Rute 4:3-8)

Deuteronômio 25:5-10 delineia o que é conhecido como a lei do levirato. Se um homem morria e deixava sua esposa sem filhos, o irmão daquele homem era moralmente obrigado a casar-se com a mulher de seu irmão e gerar filhos no nome de seu irmão falecido. Essa prática assegurava que o nome de quem morria sem gerar filhos não ficaria sem descendência. Entretanto, Boaz não era irmão de quem tinha sido marido de Rute, e que falecera. Assim, o procedimento deles não estaria em desacordo com a lei do levirato?

Embora tenha sido um caso um pouco mais complicado, o procedimento de Boaz, Noemi e Rute certamente não estava em desacordo com o que a lei do levirato estabelecia. O primeiro propósito do casamento pelo levirato era perpetuar a linha familiar daquele que morreu.

Alguns fatores indicam que no tempo de Boaz e Rute já eram comuns alguns acréscimos ao que a lei do levirato originalmente estabelecera .

Primeiro, se não havia um irmão vivo na família, então a obrigação do casamento ficava com o parente do sexo masculino mais próximo do falecido. No caso em questão, havia um parente mais próximo do que Boaz da família de Noemi.

Entretanto, quando ele não aceitou o convite, Boaz tornou-se o homem com grau de parentesco mais próximo, enquadrando-se na condição de ser aquele que legalmente teria de cumprir aquela obrigação moral.

Segundo, junto com a responsabilidade de gerar filhos no nome do falecido, havia ainda a responsabilidade de resgatar qualquer propriedade que pertencia ao que morrera e que tivesse sido vendida ou confiscada (Lv 25:25). Como o parente mais próximo não estava em condições de assumir tal responsabilidade (Rt 4:6), ele declinou desse direito e dessa responsabilidade de resgatar Noemi e casar-se com Rute, passando tais obrigações a Boaz. Nada há no resgate de Noemi nem no casamento de Boaz com Rute que esteja em desacordo com a lei do levirato.

Fonte: GEISLER, Norman; HOWE, Thomas. Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e "Contradições" da Bíblia. 1ª Ed. São Paulo: Mundo Cristão, 1999.

Este versículo não dá a entender que Rute manteve uma relação sexual com Boaz, depois de ele embriagar-se, a fim de obrigá-lo a resgatá-la?

"Havendo, pois, Boaz comido e bebido, e estando já o seu coração alegre, veio deitar-se ao pé de um monte de grãos; então veio ela de mansinho, e lhe descobriu os pés, e se deitou."
(Rute 3:7)

Depois de Boaz ter comido e bebido, ele foi deitar-se, após o que, Rute veio mansamente e descobriu os pés de Boaz, e deitou-se com ele. Isso quer dizer que Rute teve uma relação com Boaz para obrigá-lo a resgatá-la?

Não! Nada há no texto de Rute que indique alguma impropriedade moral tanto por parte de Boaz como de Rute.

Primeiro, Rute não foi à noite para esconder um ato imoral com Boaz. Não, ela foi à noite para que Boaz não sofresse a pressão de passar por um escrutínio por parte do povo. Boaz teria a oportunidade de declinar da proposta de resgatar Noemi e casar-se com Rute sem ter de enfrentar qualquer tipo de constrangimento diante das pessoas.

Segundo, a menção de que ela "lhe descobriu os pés" não é um eufemismo com o fim de suavizar a informação de que Rute mantivera uma relação com Boaz. Não, esta é a descrição literal de uma prática comum naquela época para demonstrar submissão e sujeição. Rute simplesmente descobriu os pés dele como um símbolo de sua submissão a Boaz e de seu desejo de tornar-se sua esposa.

Terceiro, a passagem relata que depois de ter descoberto os pés de Boaz, Rute "se deitou". Entretanto, esta não é uma maneira de se dizer que houve um ato sexual. A expressão que usualmente é empregada neste sentido é: "ele se deitou com ela". Sem esta expressão "com Alguém", a frase denota simplesmente o ato de se reclinar.

Quarto, o fato de Boaz ter estendido a sua capa sobre Rute foi também um ato simbólico. Isto refere-se à prática de um homem estender sobre sua esposa a sua coberta. Rute lembra Boaz da responsabilidade que ele tinha de acordo com a lei do levirato (Dt 25:5-10). Em Rute 3:10 há um paralelo com o que aconteceu no primeiro encontro de Rute com Boaz (2:12). Neste versículo é dito que Rute tinha ido buscar refúgio "sob as asas" do Deus de Israel; agora ela está buscando refúgio sob a asa de Boaz.

Fonte: GEISLER, Norman; HOWE, Thomas. Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e "Contradições" da Bíblia. 1ª Ed. São Paulo: Mundo Cristão, 1999.

quarta-feira, 12 de março de 2014

Se o suicídio é um pecado, por que Deus abençoou Sansão por tê-lo cometido?

"Então disse Sansão ao moço que o tinha pela mão: Guia-me para que apalpe as colunas em que se sustém a casa, para que me encoste a elas. Ora estava a casa cheia de homens e mulheres; e também ali estavam todos os príncipes dos filisteus; e sobre o telhado havia uns três mil homens e mulheres, que estavam vendo Sansão brincar."
(Juízes 16:26-27)

O suicídio é uma forma de assassinato e Deus disse: "Não matarás" (Êx 20:13). Há muitos casos de suicídio na Bíblia e nenhum deles recebeu aprovação do Deus.

Contudo, Sansão cometeu suicídio com o aparente consentimento do Senhor. Porquê?

Sansão não tirou a sua vida; ele sacrificou-se por seu povo, Há uma grande diferença.

Jonas orou: "Peço-te, pois, ó Senhor, tira-me a vida, porque melhor me é morrer do que viver" (Jn
4:3). Mas Jonas nunca tirou a sua vida. O suicídio é um ato "para si mesmo". O que Sansão fez foi
entregar a sua vida pelos outros - pelo seu povo. O ato de Sansão não foi um ato de suicídio, foi um ato de entrega para libertar o seu povo. Jesus, também entregou a sua vida para libertar um povo, quando disse: "dou a minha vida pelas ovelhas." (João 10:15b), porque "o bom pastor dá a vida pelas ovelhas" (Jo 10:11). Com efeito, "ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos" (Jo 15:13).

É claro que nem toda aparente morte "pelos outros" é realmente um ato de amor. Paulo deixou isso evidente no seu grande capítulo acerca do amor: "e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me aproveitará" (I Co 13:3). Até mesmo um mártir pode morrer sem que haja amor, mas numa obstinada entrega a uma causa centralizada na sua própria pessoa.

Saul optou pela morte, dizendo: "para que porventura não venham estes incircuncisos, e me traspassem e escarneçam de mim" (I Sm 31:4). Abimeleque procurou a morte, e disse a seu escudeiro: "mata-me, para que não se diga de mim: Mulher o matou" (Jz 9:54).

Em contraste, Sansão pediu permissão a Deus para morrer, e orou: "Morra eu com os filisteus" (Jz 16:30). 

Deus acedeu ao seu pedido, "e foram mais os que matou na sua morte do que os que matara na sua vida" (v. 30). Paulo também desejou "ser anátema, separado de Cristo, por amor de" seus irmãos (Rm 9:3). O soldado que se atira sobre uma granada para salvar a vida de seus companheiros não está tirando a sua vida, não está se suicidando; ele está dando a sua vida pelos outros. Assim, Sansão não se suicidou, mas se entregou para destruir o jugo dos filisteus de sobre o povo de Israel. De igual modo, Cristo não cometeu suicídio, tendo ele vindo para "dar a sua vida em resgate por muitos" (Mc 10:45).

Fonte: GEISLER, Norman; HOWE, Thomas. Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e "Contradições" da Bíblia. 1ª Ed. São Paulo: Mundo Cristão, 1999.

Como Deus pôde usar a lascívia de Sansão por uma filha dos filisteus a fim de libertar Israel da opressão?

"Mas seu pai e sua mãe não sabiam que isto vinha do Senhor; pois buscava ocasião contra os filisteus; porquanto naquele tempo os filisteus dominavam sobre Israel."
(Juízes 14:4)

Quando Sansão foi a Timna, viu uma mulher dos filisteus com quem quis casar-se. Embora os pais dele o tivessem advertido a não prosseguir com tal relacionamento, por ser uma mulher ímpia e pagã, Sansão recusou-se a acatar o conselho. Entretanto, Juízes 14:4 nos mostra que o desejo de Sansão por aquela mulher provinha de Deus, de forma a poder usá-lo para derrotar os filisteus.

Como entender que Deus usaria os desejos sensuais de Sansão para realizar a libertação de Israel da opressão dos filisteus?

Temos de entender que, embora Sansão tivesse sido dedicado por seus pais desde o nascimento para servir ao Senhor como nazireu, ele não tinha um compromisso integral com o Senhor. Sansão tornou-se uma pessoa obstinada e egoísta. Ele não era do tipo que se disporia a ir numa batalha contra os filisteus por razões de ordem espiritual. Conseqüentemente, para fazer com que ele se dispusesse a enfrentar os filisteus e propiciar assim a libertação de Israel, Deus fez uso dos interesses pessoais de Sansão para despertar a sua ira contra os filisteus. Deus usa homens quem El quer para realizar seus bons propósitos.

Fonte: GEISLER, Norman; HOWE, Thomas. Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e "Contradições" da Bíblia. 1ª Ed. São Paulo: Mundo Cristão, 1999.

segunda-feira, 10 de março de 2014

A Bíblia aprova homicídios?

"E Eúde entrou numa sala de verão, que o rei tinha só para si, onde estava sentado, e disse: Tenho, para dizer-te, uma palavra de Deus. E levantou-se da cadeira. Então Eúde estendeu a sua mão esquerda, e tirou a espada de sobre sua coxa direita, e lha cravou no ventre..."
(Juízes 3:20-21)

A Bíblia diz que "o Senhor lhes suscitou libertador" (Jz 3:15) para que Israel se livrasse de seu opressor, o rei Eglom, de Moabe. Então (v.21), relata como esse homem, Eúde, "estendendo a mão esquerda, puxou o seu punhal do lado direito e lho cravou no ventre" [de Eglom]. Como o Deus que proíbe o homicídio (Êx 20:13) perdoa um homicídio tão brutal como esse?

Este incidente, e outros semelhantes (cf. Jz 4:21), são todos um bom exemplo do princípio que diz "que nem tudo o que a Bíblia relata é aprovado por ela" (veja a Introdução).

Em primeiro lugar, o texto não diz que Deus aprovou esse ato tão vil. Ele simplesmente conta o que
aconteceu.

Segundo, o fato de que Deus "suscitou" Eúde não justifica tudo o que ele fez. Deus levantou também Faraó (cf. Rm 9:17), mas o Senhor assim mesmo o julgou por seus pecados (cf. Êx 12).

Terceiro, há muitos pecados contidos na Bíblia que não são aprovados por ela. Entre esses citam-se a mentira de Abraão (Gn 20), o pecado de Davi com Bate-Seba ( II Sm 11 ) e a poligamia de Salomão (I Rs 11).

Quarto, conquanto os homicídios propriamente ditos sejam pecados Deus reserva a si o direito a vida (Dt.32:39; Jó 1:21). Ele toma a vida de quem quer, porque foi Ele quem a deu, e o faz por meio de qualquer instrumento a sua escolha, seja natural ou não.

Fonte: GEISLER, Norman; HOWE, Thomas. Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e "Contradições" da Bíblia. 1ª Ed. São Paulo: Mundo Cristão, 1999.

quinta-feira, 6 de março de 2014

Por que Jesus temeu a morte, e mesmo assim disse a seus discípulos que não a temessem?

"E depois disto Jesus andava pela Galileia, e já não queria andar pela Judeia, pois os judeus procuravam matá-lo."
(João 7:1)

João nos informa de que "Jesus andava pela Galileia, porque não desejava percorrer a Judeia, visto que os judeus procuravam matá-lo". Contudo, Jesus disse a seus discípulos: "Amigos meus: não temais os que matam o corpo" (Lc 12:4).

Jesus não estava com medo da morte; ele simplesmente evitava morrer antes da hora. Antes do tempo certo, Jesus dizia "ainda não é chegada a minha hora" (Jo 2:4; 8:20). Mas quando a sua hora chegou (Jo 12:23), ele enfrentou a morte brava e corajosamente. Do ponto de vista humano, Jesus abateu-se com o horror da cruz (veja os comentários de Hebreus 5:7b); ele orou: "que direi eu? Pai, salva-me desta hora?", a que ele mesmo respondeu com um enfático não: "Mas precisamente com este propósito vim para esta hora" (Jo 12:27).

Jesus sabia desde o princípio que ele viera para morrer (cf. Jo 2:19-20; 10:10-11), e nunca hesitou em seu resoluto propósito de "dar a sua vida em resgate por muitos" (Mc 10:45). Entretanto, para realizar isto, tal como Deus ordenara e os profetas haviam predito, Jesus tinha de se precaver de atentados contra a sua vida antes do tempo e da forma determinados. Por exemplo, ele teria de ser crucificado (cf. SI 22:16; Zc 12:10), e não apedrejado, como os judeus procuraram fazer numa certa ocasião (veja Jo 10:32-33).

Fonte: GEISLER, Norman; HOWE, Thomas. Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e "Contradições" da Bíblia. 1ª Ed. São Paulo: Mundo Cristão, 1999.

O que Jesus queria dizer quando afirmou que nós deveríamos comer a sua carne?

"Jesus, pois, lhes disse: Na verdade, na verdade vos digo que, se não comerdes a carne do Filho do homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis vida em vós mesmos. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia."
(João 6:53-54)

Os cristãos evangélicos creem que a Bíblia deve ser tomada literalmente. Mas Jesus disse: "se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tendes vida em vós mesmos" (Jo 6:53).

Isso também deve ser tomado literalmente?

O significado literal (i.e., real) de um texto é o significado correto, mas o sentido literal não implica que tudo deva ser tomado literalmente. Por exemplo, o sentido literal da afirmativa de Jesus "Eu sou a videira verdadeira" (Jo 15:1) é que Ele é a real fonte da nossa vida espiritual. Mas não quer dizer que Jesus seja literalmente uma videira com folhas crescendo de seus braços e de suas orelhas! Um significado literal pode ser transmitido por meio de figuras de linguagem. Cristo é o real fundamento da Igreja (I Co 3:11; Ef 2:20), mas Ele não é literalmente uma pedra angular de granito, com inscrições gravadas.

Há muitas indicações em João 6 de que Jesus literalmente queria dizer que a sua ordem para comer a sua carne deveria ser considerada de uma maneira figurada.

Primeiro, Jesus afirmou que a sua declaração não deveria ser tomada com um sentido materialista, quando ele disse: "as palavras que eu vos tenho dito são espírito e são vida" (Jo 6:63).

Segundo, seria um absurdo e um canibalismo considerá-la com um sentido físico.

Terceiro, Ele não estava falando da vida física, mas da "vida eterna" (Jo 6:54).

Quarto, Ele chamou a si mesmo de "o pão da vida" (Jo 6:48) e contrastou esse pão com o pão físico (o maná) que no passado os judeus comeram no deserto (Jo 6:58).

Quinto, Ele usou a figura do "comer" a sua carne paralelamente à ideia de "permanecer" nele (cf. Jo 15:4-5), que representa outra figura de linguagem. Nenhuma dessas figuras é para ser entendida literalmente.

Sexto, se comer a sua carne e beber o seu sangue fosse tomado literalmente, isso iria contradizer outros mandamentos das Escrituras, que ensinam a não comer carne humana nem sangue (cf. At 15:20).

Finalmente, em vista do sentido figurado, esse versículo não pode ser usado em apoio ao conceito católico romano da transubstanciação, ou seja, de comer o real corpo de Jesus na comunhão.

Fonte: GEISLER, Norman; HOWE, Thomas. Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e "Contradições" da Bíblia. 1ª Ed. São Paulo: Mundo Cristão, 1999.

quarta-feira, 5 de março de 2014

Igreja sorteia armas durante culto e gera polêmica

Pastor afirma que trata-se de “evangelismo por afinidade”

A Primeira Igreja Batista de Lone Oak , no Estado do Kentucky, criou uma grande polêmica ao anunciar um evento que serviria para atrair pessoas para os seus cultos. Além de um jantar gratuito, haverá sorteio de 25 armas.

Anunciado como uma “celebração da fé e das armas de fogo”, a igreja realizará o jantar dia 6 de março. O pastor Chuck McAlister, um ávido caçador será o pregador da noite. McAlister atualmente é o líder de evangelismo da Convenção Batista do Kentucky.

Para ele as igrejas precisam atrair os “sem igreja” que são apaixonados por caça e tem o direito de usá-las, segundo a lei do Estado. O jornal local, The Courier, afirma que essa não é a primeira vez que ocorre esse tipo de evento na cidade, que descreve como uma mistura entre comício e reunião de oração.

“Já descobrimos que o número de homens ‘sem igreja’ que estarão interessados em vir é proporcional ao número de armas que vamos sortear”, justifica McAlister. Afirma ainda que ocorreram 1678 “profissões de fé”, no final dos cerca de 50 eventos similares que participou no ano passado.

Nos Estados Unidos há uma disputa política entre o governo Obama, que deseja uma diminuição do número de armas circulando no país, e os governos de Estados onde historicamente as pessoas sempre tiveram liberdade para andar armados.

Obviamente, muitas igrejas são contra as armas e condenam a prática de misturar esse assunto com os momentos dedicados a se espalhar a palavra de Jesus. O pastor Joe Phelps, da Igreja Batista Independente de Highland, na cidade vizinha de Louisville, disparou: “É uma ironia usar armas para atrair homens para ouvir uma mensagem sobre Jesus, que disse para abandonarmos a espada”.

Já a pastora Nancy Jo Kemper, da Igreja Nova União denunciou esse tipo de eventos como “farsa”, acrescentando: “Seria terrível se uma dessas armas distribuídas em uma igreja causar a morte de uma vítima inocente.” Ela disse que essa prática é quase um suborno, sendo “uma paródia do que o evangelismo deveria ser.”

McAlister diz estar acostumado às críticas, defendendo sua estratégia como simplesmente, “evangelismo por afinidade”, que atrai os homens de Kentucky, acostumados a carregar armas. Para ele, embora o sermão inclua referências à caça esportiva, o objetivo é um só: “mostrar que há apenas um caminho para conhecer a Deus: através de seu filho, Jesus Cristo”.

Assista o vídeo de divulgação do evento:



Com informações de Huffington Post

Volte sempre

Romanos 14:9

SIGA-NOS NO TWITTER

O nosso endereço no Twitter é:
oucaapalavrads
Será um prazer ter vc conosco.

OUÇA A PALAVRA DO SENHOR.

Pesquisar este blog

Esta foi a sua vida

SEJA BEM VINDO AO OUÇA A PALAVRA DO SENHOR

ESPERAMOS PODER CONTRIBUIR PARA O CRESCIMENTO DE SUA FÉ.